Tatiana Lundgren teria usado laranjas para comprar pousada em Conde e MPPB investigará


Ex-prefeita está sob suspeita de ter cometido improbidade administrativa e lavagem de dinheiro; Promotoria de Conde instaurou inquérito
Cógenes Lira

Possível improbidade administrativa, através de enriquecimento ilícito, e lavagem de dinheiro. Esses são os novos supostos crimes cometidos pela ex-prefeita de Conde, Tatiana Lundgren, que serão alvos de inquérito civil por parte do Ministério Público da Paraíba (MPPB). A portaria foi publicada nesta segunda-feira (16) e está assinada pela promotora Cassiana Mendes de Sá.

Os possíveis crimes são referentes a aquisição da Pousada Olho D’Água, no Loteamento Village Jacumã, que pertenceria a Tatiana, mas foi registrada no nome de supostos laranjas. O MPPB cita que a sucessão de transmissão do imóvel, registrado na certidão de inteiro teor, indica que Tatiana nunca figurou na cadeia dominial do bem.

Os atuais proprietários do empreendimento também declararam que nunca trataram de negócios com a ex-gestora, porém ouviam dizer que a antiga pousada lhe pertencia.

Uso de laranjas
De acordo com a promotora, a denúncia anônima diz que a ex-prefeita usou laranjas para adquirir o estabelecimento, bem como citava contratos de aluguel superfaturado.

O processo foi remetido à Promotoria de Conde após declínio de competência do Ministério Público Federal (MPF) na Paraíba. A promotora Cassiana informou que os autos do MPF, mais de 270 páginas, também cita que houve “aquisição mediante uso de laranjas”.

Cassiana agendou uma audiência para ouvir pessoas envolvidas com o imóvel, inclusive uma corretora de imóveis.

Caso seja confirmado o ato de improbidade administrativa, isso pode acarretar na suspensão dos direitos políticos Tatiana Lundgren, além da perda da função pública – caso estivesse em algum cargo -, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

 

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Governo Federal estuda congelar salário mínimo nos próximos anos

Publicado por: Gerlane Neto em 16/09/2019 às 07:00

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro (PSL), estuda retirar da Constituição Federal a previsão de que o salário mínimo seja corrigido pela inflação. A ideia é que, em momentos de grave desequilíbrio fiscal, como o atual, haja condições de congelar mesmo os aumentos nominais (ou seja, dar a variação da inflação) da remuneração por alguns anos, até que a saúde das contas seja endereçada.

O congelamento do salário mínimo poderia render uma economia entre R$ 35 bilhões e R$ 37 bilhões, segundo fontes da equipe econômica ouvidas pelo Portal Estadão e Broadcast.

Oficialmente, porém, a proposta de orçamento para o ano de 2020 prevê aumento do salário mínimo dos atuais R$ 998 para R$ 1.039 a partir de janeiro do ano que vem, levando em conta a variação da inflação. Há quem defenda, no entanto, não dar nem mesmo a inflação como reposição salarial para abrir espaço no Orçamento para despesas de custeio da máquina pública e investimentos.

Como o Estado mostrou, o Orçamento de 2020 pode começar com um alívio de R$ 202,6 bilhões entre redução de despesas, aumento de receitas e diminuição da dívida pública, caso o Congresso Nacional aprove uma proposta que aciona mais rapidamente medidas de contenção dos gastos já previstos na Constituição e cria novos freios para as contas.

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A ideia tem sido costurada com os deputados Pedro Paulo (DEM-RJ) e Felipe Rigoni (PSB-ES), respectivamente autor e relator de uma proposta que regulamenta a regra de ouro e tenta limitar o crescimento dos gastos obrigatórios. “Podemos apresentar uma proposta que preveja, por exemplo, não ter o reajuste por um ou dois anos em momentos de dificuldades fiscais. E isso abriria espaço para que outros benefícios também não sejam corrigidos”, disse uma fonte do governo.

Hoje, a Constituição prevê que é direito social do cidadão ter acesso a um salário mínimo “com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. Assim, o governo se vê obrigado a, todos os anos, recompor ao menos a inflação. Até o ano passado, a política de reajuste fixava uma correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior mais o Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Com o vencimento desse modelo, o governo se debruça sobre uma mudança.


A política de aumentos reais (acima da inflação) vinha sendo implementada nos últimos anos, após ser proposta pela então presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

Os reajustes pela inflação e variação do PIB vigoraram de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Segundo o próprio Ministério da Economia, cada R$ 1 a mais de aumento no salário mínimo gera um gasto adicional de R$ 302 milhões ao governo. Isso porque uma série de benefícios sociais, como o benefício de prestação continuada (BPC) e o abono salarial, é indexada ao salário mínimo e tem, por isso, um aumento proporcional.

Com as contas apertadas, o governo quer encontrar formas de enxugar as despesas obrigatórias para abrir espaço no Orçamento e no teto de gastos. A percepção interna é de que já não há muito espaço para cortes no gasto discricionário. Além disso, há um entendimento de que será muito difícil manter a máquina pública funcionando devidamente no formato previsto no Orçamento, com discricionárias (custeio da máquina pública e investimentos) fixadas em R$ 89,161 bilhões. A contenção do aumento do salário mínimo, com consequente efeito sobre o avanço do gasto com benefícios sociais, é uma das principais apostas do governo para diminuir o peso da despesa obrigatória.


BASTIDORES: José Maranhão acena bandeira branca para João Azevêdo

O mal-estar instalado dentro da cúpula socialista na Paraíba continua a gerar desdobramentos. Depois do ex-governador Roberto Paulino (MDB) convidar o governador João Azevêdo (PSB) para se filiar à legenda, agora foi a vez do presidente estadual da sigla na Paraíba, senador José Maranhão também estender a bandeira branca para o socialista.

Nos bastidores, Maranhão tem confidenciado que é favorável a aproximação do governador João Azevêdo com o ex-governador Roberto Paulino.

Paulino, que é vice-presidente do MDB ratificou o convite para João ingressar na legenda.

“Eu não sou homem de recuar. Eu, como vice-presidente, fiz o convite e está de pé. Acho que não vai demorar” enfatizou.

 

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Presidente do PT/PB tacha de piada projeto apresentado por Julian

O presidente do PT na Paraíba, Jackson Macêdo, questionou em uma publicação nas suas redes sociais, nesta segunda-feira (16) se o projeto do deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL), que trata sobre tornar crime o comunismo no país realmente é sério.

“Isso é uma piada né ?” perguntou sendo respondido pelos seguidores.

A grande maioria dos internautas concordou com o petista de que o projeto seria um desserviço.

“Só pode ser piada” escreveu um.

No projeto que deu o que falar, Julian declara que “muitos que defendem as premissas comunistas são, de fato, pessoas bem-intencionadas, mas os que estão à frente desse levante, não”.


PB Agora


Especialista contradiz Luciano Cartaxo sobre funcionalidade das obras de drenagem da Barreira do Cabo Branco

Apesar do prefeito de João Pessoa Luciano Cartaxo (PV) ter recentemente visitado os trabalhos de drenagem na barreira do Cabo Branco, que estão sendo realizados pela prefeitura, com recursos próprios na ordem de R$ 5,2 milhões, o geógrafo Williams Guimarães, professor de engenharia civil do Instituto de Educação Superior da Paraíba (Iesp), revelou em recente entrevista a imprensa que a situação no local é crítica, inclusive com risco iminente de desabamento no local. Segundo Guimarães, a drenagem, que prevê a redução dos efeitos da erosão, e as demais ações previstas não vão, de fato, conter os deslizamentos e evitar um desgaste maior.

“Essa situação de restabelecer a rede de drenagem é só um paliativo. Não vai resolver muita coisa. Basicamente será retirada a rede de drenagem de cima da falésia. Ali está tendo muita infiltração, a galeria de água pluvial está toda rachada, infiltra no solo, desagrega e fica caindo o material no mar, na praia. É o tipo de obra que precisaria ter uma avaliação ambiental da área porque o solo ali é muito frágil. Pode estar resolvendo o problema em cima e piorando embaixo”, destacou o especialista ao pontuar que o ideal seria redirecionar a rede drenagem para outro local e não deixar onde está atualmente.

Para Cartaxo, intervenção da PMJP é a mais importante na área continental da barreira por disciplinar à água das chuvas até a praia, reduzindo o impacto já que o lançamento das águas pluviais vai ocorrer em dois pontos de emissão, que serão reforçados para receber a nova rede nas praias do Seixas e do Cabo Branco.

 

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Ricardo foi o governador que mais fez por Campina Grande

Li uma entrevista do vice-prefeito Enivaldo Ribeiro, dizendo que Ricardo Coutinho foi um governador muito ruim para Campina Grande.

Confesso que não acreditei no que li. Depois, fiquei a matutar que tipo de ruindade Ricardo praticou contra a chamada Rainha da Borborema.

E cheguei a seguinte conclusão:

Enivaldo Ribeiro não gosta de Campina Grande.

Tanto não gosta que achou ruim ver Ricardo Coutinho, enquanto governador, tratar Campina de modo diferenciado, fazendo coisas que a Prefeitura não fazia e dotando a cidade de obras de infraestrutura a altura da sua história e do seu tamanho.

E para provar que não exagero, enumero aqui algumas coisas que Ricardo fez em Campina, deixando ao leitor a liberdade de julgar a atitude do digno representante do Grupo da Várzea.

Vamos lá:

Ricardo asfaltou e abriu a Avenida João Suassuna

Construiu e naugurou o Parque de Bondocongó I e II

Construiu e inaugurou a Central de Polícia

Botou para funcionar o Hospital de Trauma.

Construiu e inaugurou o IPC

Construiu e inaugurou a Rodovia Campina/Catolé de Boa Vista/Catolé/Boa Vista

Reformou o Amigão

Construiu e inaugurou a estrada do Jenipapo

Abriu a Almeida Barreto

Reformou o Colégio da Prata

Construiu e inaugurou a Escola Técnica Estadual Braulio Maia Júnior

Reformou o Colégio Premem e

Reformou a Escola de Audio Comunicação.

Dito isso, pergunto: nesse tempo todo de vida pública, juntando ele e os filhos poderosos, o que a família Ribeiro fez por Campina?

 

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Hervásio esqueceu rapidamente do seu benfeitor

 Estávamos em Princesa, almoçando num belo restaurante. Na cabeceira da mesa, o governador Ricardo Coutinho conversava com o prefeito Ricardo Pereira, sob as vistas de Nonato Bandeira, Luís Torres, Helio Cunha Lima, Aledson Moura e o velho Tião aqui de guerra. E a conversa girava em torno do apoio que Ricardo Coutinho pedia a Pereira para o deputado Hervásio Bezerra,que se mantinha na Assembléia por decisão pessoal do governador, já que era suplente.

Pereira não conhecia Hervásio, mas para atender ao pedido do governador, concordou em apoiá-lo. E fê-lo. Não fê-lo porque “qui-lo”, mas fê-lo. Ricardo queria ter Hervásio na Assembléia como titular e pedia votos em Princesa para compensar os votos que ele perdera em Bananeiras, após o rompimento de Hervásio com Douglas Lucena.

Até aquela altura do campeonato, Hervásio sequer sabia onde ficava Princesa.

Era homem do brejo, exclusivamente do brejo.

Eu estava lá e ouvi tudo.

Quero crer que Ricardo repetiu esse pedido em outros municipios. E o resultado todos vimos: Hervásio finalmente foi eleito, depois de longa e interminável suplência.

E agora acaba de dar o troco ao seu benfeitor.

Revelando-se como o mais ácido crítico do homem que fez Princesa quedar-se aos seus pés.

 

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Bolsonaro reassume o cargo nesta quarta e garante que vai ampliar posse de arma no campo


"Eu não vou tolher mais ninguém de bem de ter a sua posse ou porte de arma de fogo", disse ele

"Eu não vou tolher mais ninguém de bem de ter a sua posse ou porte de arma de fogo", disse Bolsonaro. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente Jair Bolsonaro chegou na tarde desta segunda-feira (16) ao Palácio do Alvorada, residência oficial, após ter recebido alta, mais cedo, do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde se submeteu a uma cirurgia no abdômen no dia 8 de setembro. O avião presidencial pousou na Base Aérea de Brasília por volta das 17h, e o comboio oficial chegou à residência oficial 30 minutos depois.

Aguardado por alguns apoiadores, o presidente desceu do carro na entrada principal do Alvorada e conversou rapidamente com jornalistas presentes. Ele disse que retoma os trabalhos amanhã (17) e que vai sancionar o Projeto de Lei 3.715/19, que amplia a posse de arma em propriedades rurais. A medida foi aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 21 de agosto e aguarda sanção presidencial.

Perguntado se vetaria algum item do projeto, o presidente acrescentou que não leu ainda o texto aprovado, mas que vai garantir o direito à posse de arma. “Eu não vi o projeto, vou ver amanhã. Mas eu não vou tolher mais ninguém de bem de ter a sua posse ou porte de arma de fogo.”

Legislativo, fica autorizada a posse de arma em toda a extensão de uma propriedade rural. A medida garante ao dono de uma fazenda, por exemplo, o direito de andar com uma arma de fogo em qualquer parte de sua propriedade. Atualmente, a posse só é permitida na sede.

O presidente também disse que está bem de saúde, mas que só volta ao ritmo normal de atividades após a viagem aos Estados Unidos. De acordo com o porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, Bolsonaro deve embarcar para Nova York no próximo dia 23. No dia 24, está previsto seu discurso na 74ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Tradicionalmente, cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura do evento anual.

O Palácio do Planalto confirmou que Bolsonaro retoma as atividades de presidente a partir desta terça-feira. Ainda não se sabe se ele vai despachar diretamente da sede do Poder Executivo ou no Palácio do Alvorada. Pelo Twitter, o presidente comemorou a volta ao trabalho.

“Com a graça de Deus, passamos bem por mais um processo cirúrgico decorrente dos reflexos causados pela tentativa de assassinato cometida por ex-membro de partido de esquerda! Finalmente de volta ao conforto do lar, junto à minha filha e voltando ao trabalho! O Brasil tem pressa!”, escreveu. (ABr)

 

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Políticos usam fundão eleitoral para repor os bilhões que a Lava Jato tirou


Minirreforma é reação às investigações por corrupção e quando dinheiro das empreiteiras jorrava

Minirreforma é reação às investigações por corrupção e quando dinheiro das empreiteiras jorrava. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A minirreforma eleitoral, que o Senado deve votar nesta terça (17), é a reação dos políticos para repor a montanha de dinheiro que a cada eleição tomavam de empresas fornecedoras do governo. A investida do Congresso diretamente no bolso do contribuinte, sem a intermediação de empreiteiras, começou no auge da Lava Jato, quando o acintoso Fundo Partidário saltou de R$308,2 milhões em 2014 para R$811,3 milhões em 2015, enfiados goela abaixo do País. Era só o começo. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O Fundão Eleitoral de 2018 foi de R$ 1,7 bilhão, mas políticos tentam incluir no Orçamento previsão de até R$3,7 bilhões para a eleição 2020.

Vítimas da corrupção, os brasileiros terão de pagar as multas e até os advogados de políticos pilhados em vigarices gerais.

Com o Fundo pagando até advogado de candidato, vão se multiplicar casos de superfaturamento de honorários para o “caixa 2” da clientela.

A minirreforma autoriza partidos a fazer negócios como comprar sedes, aviões, carros, o que quiserem, com o dinheiro público do Fundo.

 

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Apenas simplificar o sistema não resolve carga de impostos, diz Maia

 
Presidente reforça que é preciso diminuir os gastos obrigatórios

Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (16) que a reforma tributária não vai ser capaz de reduzir a carga de impostos no Brasil. Para ele, apenas o corte nas despesas públicas vai promover uma diminuição efetiva nos valores pagos pelos contribuintes. “Infelizmente, apenas simplificar o sistema não vai resolver o nosso problema da carga tributária muito alta”.

Durante palestra promovida pelo grupo Voto em São Paulo, o presidente da Câmara disse que “se a gente simplificar, mas não tirar o lado das despesas vai continuar aumentando dívida ou criar novos impostos. Então, a gente precisa tratar a questão do gasto público como uma prioridade do Congresso Nacional”.

Gastos com benefícios

Como exemplo de aumento do gasto público, o presidente da Câmara citou a demanda dos membros da Advocacia-Geral da União por 60 dias de férias, em equiparação com o Judiciário e o Ministério Público. “O Supremo vai julgar uma ação dos advogados da União querendo 60 dias de férias também. Para quem não sabe, Poder Judiciário e Ministério Público têm férias de 60 dias e recesso”, disse Maia.

Caso o pleito seja atendido, haverá, de acordo com o presidente da Câmara, um gasto extra para os cofres públicos. “Se a gente fizer uma conta simples para todos os benefícios daqueles que têm recesso e férias, a gente vai estar reduzindo o tempo de serviço destes em sete anos. Todos nós vamos pagar essa conta”, destacou.

Nesse sentido, Maia defendeu ainda a realização de reformas administrativas nos três poderes, reestruturando as carreiras e remunerações. Segundo o presidente da Câmara, os salários iniciais no serviço público são muito altos, próximos ao teto, fechando as possibilidades de estímulo e progressão nas carreiras. “A reforma administrativa, cada ente que tem a prerrogativa de encaminhar o seu projeto. O Congresso pode cuidar da sua, o Executivo da dele. Só o Judiciário pode cuidar da deles. Se eles não encaminharem a gente vai ter um sistema distorcido”, disse.

Unificação de impostos

Sobre a reforma tributária, Maia reafirmou que espera que o texto seja aprovado na Câmara ou no Senado ainda este ano. “As duas casas estão trabalhando. Se tudo der meio certo, em uma casa vai votar. Nós temos que trabalhar para votar nas duas”.

A tramitação foi facilitada, na avaliação dele, devido ao acordo firmado com os governadores para a unificação dos impostos sobre o consumo. O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços é uma das principais fontes de arrecadação para os governos estaduais, enquanto o Imposto sobre Serviços (ISS) tem grande peso na receita dos municípios. Enquanto pelo governo federal há dois tributos – o Programa de Integração Social e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social e o Imposto sobre Produtos Industrializados.

“Um ponto muito difícil para a reforma tributária é a unificação de uma proposta para os estados. Isso foi feito. Agora, nós temos uma pequena pendência com os governadores das grandes cidades, onde o ISS é relevante. Mas, acho que dá para resolver”, disse. (ABr)

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Ex-líder da oposição na ALPB minimiza corrupção no governo Romero e agradece ex-secretária que foi presa


Redação Paraíba Já

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB), ex-líder da oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e pré-candidato a prefeito de Campina Grande, minimizou a responsabilidade do prefeito Romero Rodrigues (PSD) na Operação Famintos, que desvendou um esquema de desvio de recursos na compra de merenda escolar no município.

“O prefeito Romero não tem como seguir, digamos assim, uma administração grandiosa como a de Campina Grande e conseguir fazer com que todos aqueles que trabalham na prefeitura tenham o mesmo entendimento que ele tem”, afirmou

Tovar agradeceu a ex-secretária de Educação do município, Iolanda Barbosa, tida como uma das líderes do núcleo político da organização criminosa pela Polícia Federal o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo o tucano, a secretária aumentou a rede do ensino municipal e bateu todos os índices estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC). Ela foi presa no mês de julho, mas cumpre atualmente prisão domiciliar.

O parlamentar garantiu que a Operação Famintos não “mancha” a gestão Romero até porque a mesma ainda estaria em curso com a colaboração da Prefeitura de Campina Grande nas investigações.


Relembre investigações criminais que preocupam prefeito de Campina Romero Rodrigues


Por CONEXÃOPB 

A Operação Famintos, que investiga esquema criminoso de fraudes em licitações e contratações em Campina Grande (PB), e que levou ao afastamento de servidores públicos e dos secretários de Administração e Educação da cidade, tem potencial para gerar sérios problemas ao prefeito Romero Rodrigues (PSD), mas não é a única situação que preocupa a administração municipal da cidade.

A investigação que desencadeou a Operação Famintos aponta irregularidades em pagamentos vinculados a verbas do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) durante pelo menos 7 anos. No âmbito do processo, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal na Paraíba em residências, empresas e órgãos públicos. Veja a matéria completa no link: https://www.polemicaparaiba.com.br/politica/servidores-suspeitos-irregularidades-em-contas-inquerito-civil-relembre-investigacoes-que-preocupam-prefeito-romero-rodrigues/

Conforme nota do Ministério Público Federal, o dano causado pelo esquema é estimado em mais de R$ 13,7 milhões. Além das fraudes licitatórias, apurou-se que a organização criminosa utilizava as empresas de fachada para a prática dos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, uso de documento falso, entre outros. Com as apreensões e prisões ocorridas nesta quarta-feira (24), a tendência é que as investigações se aprofundem.

Apesar de ser a maior operação e a que tem potencial de causar maior dano à administração de Campina Grande, outras irregularidades foram apontadas na gestão da cidade recentemente, principalmente pelo Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB).

Outras investigações

Irregularidades em licitações de combustíveis – No mês de junho, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) emitiu um alerta ao prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, para adoção de maior eficiência na compra e no uso de combustíveis. Conforme a corte, foram detectadas irregularidades como a realização de várias processos de licitação para compra de combustível com prejuízos à economia de escala, ausência de sistema informatizado de gestão e falta de controle de abastecimento e compra de combustível em valor superior de mercado.

Na ocasião, o TCE informou que a diligência foi realizada pelos auditores de contas públicas e consta no relatório de inspeção especial de acompanhamento da gestão, exercício 2019, no intuito de prevenir fatos que comprometam resultados na gestão orçamentária

Inquérito Civil na Secretaria de saúde – No dia 05 de julho, o Ministério Público da Paraíba instaurou um inquérito civil público para investigar possível irregularidade na compra de equipamentos hospitalares pela Secretaria de Saúde de Campina Grande. O procedimento foi aberto pelo promotor de Justiça Francisco Bergson Gomes Formiga Barros com o objetivo de melhor apurar os fatos, individualizar as irregularidades acaso ocorrentes, colhendo em conjunto elementos e provas para embasar eventual posterior Ação Civil Pública, no objetivo de reparar eventuais danos.

Empresa Aliança – Também em 2019, a Prefeitura de Campina Grande cancelou o contrato que havia sido estabelecido com a empresa Aliança para gerir o São João de Campina Grande. A empresa já vinha sendo contestada por causa da operacionalização da festa do Maior São João do Mundo. Na época, o prefeito Romero Rodrigues decidiu desfazer o contrato após os fatos policiais envolvendo sócios da empresa, que foram presos durante operação da Polícia Federal no dia 19 de fevereiro. Eles são suspeitos de envolvimento em um suposto esquema de corrupção envolvendo convênios com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S.

Eventuais ilegalidades apontadas pelo TCE – Em agosto do ano passado, o Tribunal de Contas emitiu um alerta à Prefeitura de Campina Grande com o objetivo de prevenir fatos que comprometam resultados na gestão orçamentária, financeira e patrimonial. Dentre as irregularidades apontadas, houve existência de déficit no fluxo financeiro; ocorrência de déficit financeiro ou insuficiência de recursos para quitar obrigações de curto prazo; queda na participação relativa da receita tributária própria no total da arrecadação em comparação com 2017, elevado gasto com pessoal, acima do limite, dentre outras irregularidades.

O caso Romarinho – Outro episódio turbulento para Campina Grande envolve Romário Gomes Silveira, mais conhecido como “Romarinho”, ex-ocupante de cargo comissionado na Prefeitura de Campina Grande e doador para campanhas eleitorais na Paraíba. Ele foi preso em fevereiro de 2018 suspeito de participar de ataques a bancos em Campina Grande.

Prefeitura nega irregularidades

Por meio de nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (25), a Prefeitura de Campina Grande negou irregularidades envolvendo contratos da prefeitura. O documento também defendeu a integridade do trabalho desenvolvido pelos colaboradores da gestão do prefeito Romero Rodrigues e defendeu a lisura das contas municipais. Leia a nota no link ao lado.


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