Derrotado na estratégia para sucessão, Cartaxo mira em 2022 para não “sumir”



Eu toco em um tema, na coluna de hoje, naquilo que já vem sendo discutido nos meios políticos há muito, em especial na cidade de João Pessoa. A postura dúbia do prefeito da Capital, Luciano Cartaxo (PV), cuja inclinação busca perpetuar sua genética, ou quase isso, ao indicar oficialmente, na última quinta-feira (30), o nome da pré-candidata do seu partido, a professora Edilma Freire para a sua sucessão no pleito eleitoral deste ano, que é sua concunhada.

Leituras a parte dos colegas, pois busco ler todos, e aqui lanço nova luz à perspectiva de Cartaxo. Ele sabe que será “trucidado” com sua postulante. Praticamente traiu os ex-titulares das pastas de Habitação, Socorro Gadelha (PV), e do Desenvolvimento Social, Diego Tavares, também da mesma agremiação política.


Fala-se em rompimento consolidado de Diego Tavares e Socorro Gadelha. Insatisfeitos, o ex-titular do Desenvolvimento Urbano publicou uma nota bem educada para com a decisão de Cartaxo, estando ele fora da administração municipal.

O mesmo acontece com Socorro Gadelha. E isso ficou explícito segundos após a indicação de Edilma Freire como a apoiada por Cartaxo. O que se sabe, e está amplamente divulgado pela mídia local, é que Socorro estaria extremamente magoada com a decisão do prefeito ligado ao Verde.

Ela revelou para amigos que saiu do grupo do WhatsApp dos secretários de Cartaxo e que estaria decidida a não voltar mais para o comando da Secretaria de Habitação de João Pessoa. Fato concretizado na segunda-feira, quando pediu exoneração do cargo.

E o que Cartaxo quer com essa decisão controversa?

Além de Diego Tavares e Socorro Gadelha, vê-se a irritação dos vereadores que dão base de sustentação a Luciano Cartaxo na Câmara Municipal de João Pessoa. Por exemplo: Lucas de Brito e Bosquinho, ambos filiados ao PV, não fizeram menção nas redes sociais à escolha do partido e passaram literalmente em ‘branco’ no quesito fidelidade ao nome da professora Edilma Freire.

Para Cartaxo, melhor ter alguém de confiança pura na disputa a prefeito da Capital, pois sabe ele que Tavares e Socorro Gadelha têm brilho próprio. Algo muito similar ao governador João Azevêdo (Cidadania), quando seu antecessor, Ricardo Coutinho apostou que seria o atual chefe do Executivo estadual uma espécie de “ventríloquo”. O que não ocorreu, para a boa saúde administrativa da Paraíba.

Cartaxo só confia na sua sombra

Mas Luciano Cartaxo segue com sua linha de raciocínio controversa. Nos bastidores fala-se que ele não confiaria em Tavares e Socorro Gadelha. Motivo? O mesmo em ter lançado seu nome ao governo do Estado e após declinado no último minuto em 2018.

Ele estaria desconfiado, segundo rumores da época, com a possibilidade do seu vice, o ex-deputado federal Manuel Júnior, hoje presidente estadual do Solidariedade, assumir o timão da PMJP e deixá-lo no esquecimento em caso de haver um revés eleitoral na sua postulação ao governo da Paraíba.

Cartaxo espera por 2022

Mesmo observando que praticamente não há chances de eleger uma ilustre desconhecida para a PMJP, Cartaxo terá tempo eleitoral nas mídias digitais, como em TV e rádio para solidificar seu nome com vistas às eleições de 2022. Ainda há um fundo eleitoral que virá para dar certo “estrago” nos nomes dos seus oponentes.

Como um pavão que só olha para suas belas penas adornadas do mais puro colorido, prefere não observar seus pés; pés enlameados em possíveis ações ilícitas da sua gestão. O parque Solon de Lucena (Lagoa) e outros tantos problemas ainda estão longe de serem esclarecidos. Sem dúvidas isso será telhado de vidro para ser peça de artilharia escolhida oposição. Isso é evidente.

Dados lançados

Os dados foram lançados no cassino hoje comandado por Luciano Cartaxo. Mas é um risco calculado, embora ariscado. O Verde, após sucessivos erros estratégicos de composições políticas com outras siglas, ficou praticamente só. Não há mais cartas na mangas. Agora é a sorte. E sorte não existe na política. Todos sabem, ou quase sabem.

 

Eliabe Castor
PB Agora





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