Porque hoje é sábado - Tião Lucena

Ando meio confuso ultimamente. A palavra amigo tem perdido o seu verdadeiro significado e isso me confunde, principalmente porque, aos 62 anos, não tenho mais tempo para aprender as coisas da modernidade. Antigamente a palavra amigo era apreciada, respeitada e reverenciada. Agora ela não passa de uma mera palavra de três silabas que não merece respeito nem consideração.
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Vendo a foto da entrevista do meu amigo Vené na Rádio Princesa foi que descobri: Minha parente Wilma Lima aderiu ao PMDB. Os Nominando estão ficando órfãos.
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Chico Pinto dono de loja! Pois é, Zé Alan, pois é, Ademar, pois é,Eilzo Matos, o filho de Cabo Duca vai terminar comprando o Manaíra de Roberto Santiago.
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Vem aí mais um livro do Tião. Aguardem.
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Roberto Paulino X Zenóbio Toscano. Taí uma disputa que eu vou ver de perto. Guarabira vai virar um show.
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Juru triste por causa da tragédia que se abateu sobre a cidade. Uma tragédia que machucou o coração de todos nós.
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Não sou imparcial, ninguém é imparcial. Se alguém me mostrar um jornalista paraibano imparcial, entro no time e viro imparcial. Enquanto isso não acontece, porém, tomo partido sim senhor.
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O povo anda muito morredor ultimamente.
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Casamento coletivo em Santa Rita, festa e beijos. Quero ver quem vai patrocinar o divórcio coletivo.
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Ronaldo renunciou a uma reeleição para senador em favor do filho. Cicero, ao que sei, não é pai de Cássio.
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Faca Cega candidatou a mulher a senadora. Familia unida, jamais será vencida.
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Major Fábio vai terminar se elegendo a cabo.
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Aquele travesti do programa de Fabiano só não é mais sem graça por falta de espaço.
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Os velhinhos estão pintando os cabelos para dar no couro, esquecidos de que cabelo preto não endurece rôla.
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O prefeito Luciano Cartaxo não considera Luiz Couto um petista confiável.
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Disse e repito: A Paraíba deve um tributo a Zé Maranhão. Bem que ele poderia ser o senador do consenso.
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E agora lá se vão meus abraços para Lucia Braga, Silvia Cunha Lima, Nadja Palitot, Glauce Burity, Gloria Cunha Lima, Pamela Bório, Aparecida Ramos, Marcela Sitonio, Leila Oliveira, Giovana Meyer, Marivone e Lucena da PGE, Léa Toscano, Fátima Paulino, Marta Ramalho, Sonia Germano, Aracilba Rocha, Serioja Mariano, Estela Bezerra, Nininha Lucena, Nilda Gondim, Maria Lucia Jurema, Ana Lucia Ribeiro Coutinho, Cida Lobo, Lourdinha Luna, Natércia Suassuna, Dada Novais, Daniela Ribeiro, Livania Farias, Tatiana Pimentel, Cacilda Lucena, Niani Lucena, Andréia Lucena, Neci Lucena, Dorinha Lucena, Zezé Rocha e Wanderléia Gadi.
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Da tribuna da Câmara, o vereador Lourival fazia um discurso exaltado.
Um adversário, Vereador Zé Peba:
- V. Excia. me concede um aparte?
- Não.
- Por que?
- porque não quero.
Uns dez minutos depois, o orador virou-se para o aparteante:
- Concedo o aparte a V.Excia.
- Não Preciso mais. Já lhe dei o meu aparte.
- Como? que eu não ouvi?
E o aparteante, mal ferido:
- ORADOR DA SUA MARCA SE APARTEIA TAMBÉM COM A BOCA DE BAIXO.....

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 Hoje é sábado de aleluia. A data me traz lembranças de um tempo distante, lá pratrazmente como diz o matuto, vivido em Princesa, ao lado das belas damas dos sítios de nossa terra. O bolo doce era animado por Manoel Tocador na sanfona, João Caiti no pandeiro e João de Né na cantoria. E depois íamos todos, os rapazes e as mancebas, comemorar a morte de Judas nas pedras da velha Lagoa da Perdição.

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No sábado de aleluia Pedro Fogueteiro pendurava o Judas num pau de agave enorme. O bicho era despencado de lá pelas bombas que Pedro enxertava no seu corpo e a meninada fazia a festa com as balas doces que voavam dos molambos estraçalhados.
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Vindo de lá pra João Pessoa, conheci outros Judas, outras festas. O mais famoso é o de Jaguaribe, que já se tornou atração turística, para desgosto de 1berto de Almeida que não gosta dessas frescuras. No que faz muito bem.
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Aeroporto de Brasilia: uma bosta. Está pior do que a rodoviária antiga de João Pessoa. Pelo andar da carruagem, as obras que ali estão sendo executadas não serão concluídas antes da Copa. Foram cuidar do aeroporto faltando dois meses para o inicio dos jogos.
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A mesma coisa acontece com o Aeroporto de Fortaleza. Outra bosta. Outra merda. Um amontoado de barro, de tijolos, de ferros e de operários trabalhando, sabendo de antemão que é coisa para terminar no fim do ano. E se terminar.
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Noventa e cinco das reservas hoteleiras para a Copa em Fortaleza vão ser canceladas. Os turistas virão assistir os jogos e dormirão noutras plagas. Os motivos não foram ditos, mas eu imagino: a carestia na capital do Ceará é pai d”égua.
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Este ano não comi bredo na Semana Santa. Perdi a Semana Santa. Sem bredo, não tem graça.
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Fortaleza é uma cidade grandiosa, gigantesca. Na Praia de Iracema, os edifícios enormes enchem o espaço. E os esgotos descarregando na praia fazem a festa.
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Não estarei neste sábado no Programa Sem Nome. Mas Humberto Alexandre, com certeza, não sentirá minha falta.
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Afinal de contas, o jovem Leonardo Gadelha vai votar no senador Cássio ou vai ser vice de Veneziano? O rapaz é indeciso igual ao pai.
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Alguém aí dá notícias de Zé Boró?
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A minha solidariedade à dor de Fred Menezes e do grande pai Jorge Menezes pela perda do irmão e filho. Eu já passei por essa dor e sei quanto ela dói.
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Viajei de Tam pra Fortaleza, tive que ir por Brasilia, pense num arrodeio! Esse negócios de pontos da Tam é coisa pra fela da puta.
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E agora lá se vão meus abraços para Nilvan Ferreira, Gutemberg Cardoso, Josival Pereira, Antonio Malvino, Cardivando de Oliveira, Joanderson Locutor, Airton José, Sabrina Barbosa, Jandui Sabino, Zé Duarte Lima, José Augusto Longo da Silva, Marcos Nogueira, Maurilio Batista, Abelardo Oliveira, Coronel Cazé, Anacleto Reinaldo, Batista Silva, Gilson Souto Maior, Jackson Bandeira, Zé Maria Fontenelli, Ivaldo Lima, Adelton Alves, Sandra Bárcia, Elias Pelágio do Carmo e Josinato Gomes.
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A Rádio Tabajara da Paraíba enviou Ivan Bezerra e Eudes Toscano para cobrirem um jogo entre o Botafogo e o Esporte do Recife, no Estádio dos Aflitos.
Três horas da tarde, o sol claro e quente, a partida quase iniciando, os repórteres a postos, Eudes inicia a transmissão pedindo que Ivan dê suas primeiras opiniões sobre o jogo. Ivan, que cochilava pelo olho de vidro, pega o microfone e começa:
-Como sempre, a iluminação dos Aflitos está péssima, não dando as mínimas condições para a realização da partida.
Eudes o interrompe no ar:
-Ivan, tu tas de óculos escuros!
Ivan tira os óculos e continua:
-Meus amigos, agora melhorou consideravelmente.

Porque hoje é sábado - Tião Lucena

Segundo o senador Cicero Lucena, Wilson Santiago se oferece a qualquer um. Mas parece que, embora oferecido a tantos, Wilson só quer saber do PSDB. Tanto é verdade que anunciou seu desejo de só conversar com os tucanos. Até parece que Santiago quer matar Cicero Lucena na unha. Bichinho malvado da peste, pois enquanto Cicero estrebucha, Santiago festeja.
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Gervásio Maia anuncia ação contra Anisio Maia. Antes tão unidos, agora em guerra aberta, os dois deveriam fazer como aqueles meninos faziam antigamente: “Aqui é minha mãe, ali é a tua, quem pisar na mãe do outro leva uma dedada”.
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Deputados que debandam do Governo depois de três anos mamando, não merecem ser reeleitos. Cássio não tem culpa nenhuma, os culpados são esses fisiologistas que traem igual a coceira de fundo.
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Nesta sexta, entre uma dose e outra no Bar de João, todos foram unânimes em afirmar: Ricardo Coutinho não precisa de deputados traíras para se reeleger.
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As águas do Jatobá de Princesa já chegaram à parede. Se chover de novo, ele sangra. E eu pego o ônibus, vou pra lá e tibungo no sangradouro.
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Vendo as divagações de Wilson Santiago, chego a conclusão de que fiz certo em votar no senador Cássio em 2010. Santiago é igual a mercadoria de troca.
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Zé Maranhão, sem favor nenhum, merece ser o senador da Paraíba. Pelos serviços prestados, pelo reconhecimento da Paraíba e para encerrar com chave de ouro a sua carreira.
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Será que Santa Rita tem um prefeito novo ou um novo prefeito hoje?
Pelo puxincói, fica difícil decifrar esse couro de pica.
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Princesa, minha terra, virou zorra. Mocinhas tiram a roupa, se fotografam e exibem na internet. Teve uma que mostrou um priquito tão feio que, quem o ver, tem vontade de virar fresco.
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Expedito Pereira, prefeito de Bayeux, atravessa as tormentas dos vizinhos e administra a cidade em perfeita harmonia com a população.
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Diga aí, um cabra cotó do ovo pode se dizer macho do primeiro ao quinto?
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Meu amigo Vavá da Luz em paz com o prefeito Manoel da Lenha, anuncia novos investimentos turísticos no Ingá de seus amores. Cabra eficiente, inteligente,capaz, dá status a Prefeitura que o emprega.
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Carmelo Mandu, gente fina, gente boa, conterrâneo a quem quero bem de graça.
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Hoje, no Programa Sem Nome da 100.5, vou fazer uma singela homenagem aos deputados traíras. Não percam.
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Ronaldinho Cunha Lima, vice de luxo, objeto de desejo de qualquer prefeito.
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E agora lá se vão meu acochados abraços para Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rego, Ricardo Coutinho, Zé Maranhão,Vitalzinho do Rego, Cicero Lucena, Zé Lacerda, Raissa Lacerda, Hervásio Bezerra, Trocolli Junior, Anibal Marcolino, Nonato Bandeira, Luciano Agra, Nadja Palitot, Luciano Cartaxo, Nilda Gondim. Flaviano Quinto, Marcus Odilon, Glauce Burity, Chico Franca, Arnóbio Viana, Tarcisio Marcelo, Douglas Lucena, Ramalho Leite, Afranio Bezerra, Aloysio Pereira, Paulo Mariano, Leonardo Gadelha, Odon Bezerra, Ricardo Pereira, Irismar Mangueira, Carlos Antonio e Aracilba Rocha.
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Chico de Madalena entrou no banheiro de sua casa e esqueceu de trancar a porta por dentro. Tôta, sua mulher, precisou entrar no mesmo local e, ao abri-lo, viu Chico, de olho grelado no retrato de uma mulher nua, batendo uma “gloriosa”.
Exasperada, Tôta esculhambou:
-Cabra safado! Imoral! Até parece que não tem mulher!
Sem parar o que estava fazendo, Chico retrucou:
-Ter eu tenho, mas num é acochada qui nem essa.”

Os espertos demais e a aposentadoria compulsória - Tião Lucena

As vezes é preciso o recolhimento voluntário para percebermos o quanto este mundo está de pernas pra cima.
Nós, jornalistas, por exemplo, convivemos diariamente com uma classe chamada política que é a escória das categorias.
Mas a gente não nota, não percebe, não desconfia, exceto quando se recolhe.
Como eu estou percebendo agora, recolhido aqui na solidão de Bananeiras.
Estamos assistindo a um espetáculo deprimente, vergonhoso, nojento e seboso, protagonizado por homens públicos que se dizem representantes do povo.
Estes homens, todos grisalhos e tidos como responsáveis, assumiram compromissos com um governador, prometendo apoiá-lo até debaixo d”água. Em troca, receberam benesses governamentais, empregaram parentes, aderentes e similares, além de outros favores.
A moeda de troca, a contrapartida, porém, não foi entregue como devido.
No meio do caminho apareceu a candidatura do senador Cássio Cunha Lima. Os espertos, achando que Cássio está eleito, correram em debandada atrás da nova sombra, esquecendo os compromissos, as promessas e a palavra empenhada.
Assombrado ficou quem não conhece essa turma. Eu conheço e não fiquei.
Esses deputados que correram aos braços de Cássio negaram-lhe um bom dia não faz muito tempo. Alguns deles cortaram de calçada para não cruzar com o senador, quando o senador vivia a incerteza de assumir a cadeira no Senado. Isso ele mesmo disse em entrevista e em confidências.
O próprio senador sabe que não pode confiar nessa turma, mas não pode se dar ao desfrute de desprezar apoios. Principalmente apoios oferecidos.
Ao governador Ricardo Coutinho resta o consolo de se ver livre desses leprosos. A partir de agora tem a tranqüilidade para conversar diretamente com o eleitor, que já conhece os espertos e decerto lhes concederá a aposentadoria compulsória em outubro.

Porque hoje é sábado - Tião Lucena

 Segundo o senador Cicero Lucena, Wilson Santiago se oferece a qualquer um. Mas parece que, embora oferecido a tantos, Wilson só quer saber do PSDB. Tanto é verdade que anunciou seu desejo de só conversar com os tucanos. Até parece que Santiago quer matar Cicero Lucena na unha. Bichinho malvado da peste, pois enquanto Cicero estrebucha, Santiago festeja.

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Gervásio Maia anuncia ação contra Anisio Maia. Antes tão unidos, agora em guerra aberta, os dois deveriam fazer como aqueles meninos faziam antigamente: “Aqui é minha mãe, ali é a tua, quem pisar na mãe do outro leva uma dedada”.
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Deputados que debandam do Governo depois de três anos mamando, não merecem ser reeleitos. Cássio não tem culpa nenhuma, os culpados são esses fisiologistas que traem igual a coceira de fundo.
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Nesta sexta, entre uma dose e outra no Bar de João, todos foram unânimes em afirmar: Ricardo Coutinho não precisa de deputados traíras para se reeleger.
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As águas do Jatobá de Princesa já chegaram à parede. Se chover de novo, ele sangra. E eu pego o ônibus, vou pra lá e tibungo no sangradouro.
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Vendo as divagações de Wilson Santiago, chego a conclusão de que fiz certo em votar no senador Cássio em 2010. Santiago é igual a mercadoria de troca.
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Zé Maranhão, sem favor nenhum, merece ser o senador da Paraíba. Pelos serviços prestados, pelo reconhecimento da Paraíba e para encerrar com chave de ouro a sua carreira.
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Será que Santa Rita tem um prefeito novo ou um novo prefeito hoje?
Pelo puxincói, fica difícil decifrar esse couro de pica.
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Princesa, minha terra, virou zorra. Mocinhas tiram a roupa, se fotografam e exibem na internet. Teve uma que mostrou um priquito tão feio que, quem o ver, tem vontade de virar fresco.
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Expedito Pereira, prefeito de Bayeux, atravessa as tormentas dos vizinhos e administra a cidade em perfeita harmonia com a população.
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Diga aí, um cabra cotó do ovo pode se dizer macho do primeiro ao quinto?
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Meu amigo Vavá da Luz em paz com o prefeito Manoel da Lenha, anuncia novos investimentos turísticos no Ingá de seus amores. Cabra eficiente, inteligente,capaz, dá status a Prefeitura que o emprega.
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Carmelo Mandu, gente fina, gente boa, conterrâneo a quem quero bem de graça.
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Hoje, no Programa Sem Nome da 100.5, vou fazer uma singela homenagem aos deputados traíras. Não percam.
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Ronaldinho Cunha Lima, vice de luxo, objeto de desejo de qualquer prefeito.
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E agora lá se vão meu acochados abraços para Cássio Cunha Lima, Veneziano Vital do Rego, Ricardo Coutinho, Zé Maranhão,Vitalzinho do Rego, Cicero Lucena, Zé Lacerda, Raissa Lacerda, Hervásio Bezerra, Trocolli Junior, Anibal Marcolino, Nonato Bandeira, Luciano Agra, Nadja Palitot, Luciano Cartaxo, Nilda Gondim. Flaviano Quinto, Marcus Odilon, Glauce Burity, Chico Franca, Arnóbio Viana, Tarcisio Marcelo, Douglas Lucena, Ramalho Leite, Afranio Bezerra, Aloysio Pereira, Paulo Mariano, Leonardo Gadelha, Odon Bezerra, Ricardo Pereira, Irismar Mangueira, Carlos Antonio e Aracilba Rocha.
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Chico de Madalena entrou no banheiro de sua casa e esqueceu de trancar a porta por dentro. Tôta, sua mulher, precisou entrar no mesmo local e, ao abri-lo, viu Chico, de olho grelado no retrato de uma mulher nua, batendo uma “gloriosa”.
Exasperada, Tôta esculhambou:
-Cabra safado! Imoral! Até parece que não tem mulher!
Sem parar o que estava fazendo, Chico retrucou:
-Ter eu tenho, mas num é acochada qui nem essa.”

Porque hoje é sábado - Tião Lucena

A cidade de Princesa teria visto um objeto espacial não identificado sobrevoando os céus nas proximidades da Escola Técnica, no Sítio Lage. Ninguém ainda aquilatou o que venha a ser o misterioso objeto, mas segundo Tito de Tozinho, não será demais achar que se trata do espírito de Cocó, pilotado pelo inesquecível Zé Góis, voltando a terra natal para transportar o mais novo hóspede das pensões celestiais, Cicero de Adauto, o nosso Estrelinha.
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Falando ainda dele, de Cicero de Adauto, obrigo-me, doído e dolorido, a registrar a sua partida para o andar de cima. Com sua partida, deixou mais pobre a cidade que nos viu nascer.
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Ainda Princesa: A chuva desta semana fez transbordar o Açude Velho, o velho Ibiapina. Pena que, por causa da poluição, a população não poderá mais, como podia, aproveitar a ocasião para transformar a barragem do açude numa praia sertaneja.
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Segunda-feira, depois deste domingo, a cobra vai fumar, a onça vai beber água e quem não tiver bom guardado...
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Essa pesquisa que diz ser admissível o estupro na mulher que veste roupa curta é tão mentirosa quando essas pesquisas do Consult. Ora, meu amigo, a mulher tem o direito de mostrar as suas belezas, nós homens temos o direito de apreciar e os estupradores sempre estupraram, mesmo no tempo em que elas sequer mostravam o mocotó.
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O ex-deputado Dunga Júnior está contando com o ovo ainda no cu da galinha, ao protestar contra o que ele chama demissão em massa de servidores.Vai ter não, Dunguinha, só vai sair aquele teu pessoal que está recebendo do Estado para votar contra Ricardo.
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Segundo a Folha de São Paulo, Campina Grande é, entre as cidades brasileiras, uma das que promovem festas inesquecíveis. Refere-se ao maior São João do mundo.
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Eita que Reginaldo voltou, graças aos milagres de São Johnson e São Edward Abrantes.
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O vice-prefeito de Ibiara e mais sete vereadores aderiram a Ricardo Coutinho e nem precisaram pedir autorização a Mané Raposo.
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E agora lá se vão meus abraços para Aécio Diniz, Zé Duarte, João Duarte, Richomer Barros, Zé Adaino, Cicero de Ada, Ivo de Lindolfo, Carlos Pata Choca, Dona Fana,Chiquinho de Orlando, Mundinho de Rosa, Edvaldo Rosas, Mauricio de Totonho, Neno de Mirabô, Airton Almeida, Maria José Campos, Anita Leite, Lurdinha Marreta, Monica Barros, Nena Mandu, Tô de Toim Lira, Maiza Fonseca e Lurdes de Chica da Lage.
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Perguntaram ao prefeito de Sossego, Juraci Pedro Gomes, se ele tinha água potável na Prefeitura e o prefeito, de pronto, respondeu: -Que potável que nada, aqui nóis bebe água de geladeira, bem friinha”

Não entendi bulhufas - Tião Lucena

 O passarinho cagão de Paulo Santos contou-me ao raiar do dia que os vereadores de Cabedelo, na surdina da noite sem lua e chuvosa, aprovaram definitivamente o sepultamento do shopping de Intermares.

Pergunta-me o curioso leitor: a troco de que os vereadores fizeram isso? No que prejudicaria Cabedelo a construção de um shopping center?

A minha resposta é curta e grossa: Perguntem ao prefeito Leto Viana!

Ou melhor, perguntem não, ele não precisa falar. A imagem que ilustra esta matéria fala por si. Quando foi tomar posse, o prefeito chegou nesse belo carrão, dirigido por Roberto Santiago, dono dos shoppings de Manaíra e de Mangabeira. Quando precisou fazer um mutirão de limpeza, lá estava o bondoso e sempre solícito dono do Manaíra com as máquinas e caminhões que trabalham no shopping de Mangabeira fazendo a remoção dos entulhos. E agora, bem recentemente, os dois passearam de duque nos Estados Unidos.

O mesmo leitor, bicado pelo passarinho cagão de Paulo Santos, volta à carga: “E o que uma coisa tem a ver com a outra coisa?”

Será que não tem, menino besta?

Um shopping em Intermares ameaça a hegemonia do Manaíra Shopping, que hoje reina sozinho, sem vizinho e sem fronteiras. Então não interessa a Roberto Santiago ter um concorrente.

Agora, os argumentos que ele utilizou para convencer os vereadores e o prefeito a serem contra o progresso de Cabedelo, eu não sei quais foram, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

E não me digam que foi somente por causa do passeio na Lamborghini.

"Os Filhos de Jandira" - Tião Lucena

 "No país que ostenta incríveis 26 assassinatos a cada 100 mil habitantes, que arquiva mais de 80% de inquéritos de homicídio e sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível. O Estado é omisso, a polícia é desmoralizada, a Justiça é falha. O que resta ao cidadão de bem que, ainda por cima, foi desarmado? Se defender, é claro"

O leitor amigo assinaria embaixo disso que foi dito aí em cima? Tenha cuidado ao responder. A jornalista paraibana Rachel Sheherazade está sendo processada por ter dito isso. Uma deputada federal de nome Jandira Feghali, lá do Rio de Janeiro, entrou com uma representação contra a jornalista no Ministério Público Federal, acusando-a de incitar o crime e a violência com essa frase. Uma frase que mora na boca e no coração de todo brasileiro ansioso por uma vida de paz, sem bandidos à sua porta apontando-lhe a arma e tirando-lhe a vida.
Mas para a deputada comunista, falar a verdade é crime. Bom mesmo é ver e calar, como ela tem feito ao longo de sua vida pública, representando a cidade mais violenta do Brasil.
Jandira se doeu e se condoeu porque Rachel disse essas palavras ao se referir ao menor infrator, preso por populares, espancado e amarrado a um poste enquanto esperava a chegada da polícia carioca. O menor estava assaltando e ameaçando os cidadãos de bem com uma arma. Cansados de tanto morrer, os populares foram pra cima do bandido. A polícia chegou, levou o menor e dois dias depois o devolveu às ruas. E o resultado: o rapaz voltou a assaltar no centro do Rio.
Dona Jandira certamente desconhece a violência das ruas. E se conhece, se beneficia dela. Quem sabe se seus redutos eleitorais não residem nos morros cariocas, de onde partem os bandidos para matar e traficar? Claro que nos morros moram pessoas honestas. Estas sofrem e se revoltam com a violência, e decerto não estão processando a jornalista do SBT.
Não duvide, o leitor, de uma represália forte à jornalista. O Ministério Público com certeza vai abrir o processo contra ela e a justiça poderá condená-la por incitação ao crime. Se isso acontecer, vou defender a criação de uma Ong, a ser presidida por Jandira, se possível instalada na casa dela, para onde deverão ser encaminhados todos os assaltantes, traficantes, estupradores e assassinos do Brasil. O nome da Ong? Por que não “Os Filhos de Jandira”?

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 

A cidade de Princesa foi palco da repetição de uma traição. Mais uma. E da mesma fonte geradora. A de agora foi contra o governador Ricardo Coutinho, que deu régua e compasso ao povo dos Nominando e o povo dos Nominando, depois de empregar até o papagaio da cozinha em cargos comissionados do Estado, dá o troco anunciando o voto em Cássio Cunha Lima.
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O que não é novidade. Historicamente, os Nominando sempre agiram assim. Começou em 30, com o Véi Mano, um comerciante profundamente apaixonado pelo coronel Zé Pereira, que odiava João Pessoa, a quem chamava de déspota, que durante a guerra tomava café na casa da cunhada de Zé Pereira e que quando Zé Pereira foi considerado proscrito, assumiu o poder em Princesa e meteu a chibata nos parentes do antigo amigo.
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Na década de 60, Pedro Gondim deu tudo aos Nominando. O grande deputado Antonio Nominando foi feito secretario da Educação. Mas quando,em 82, Pedro pediu votos para senador em Princesa, os Nominando votaram em Wilson Braga e em Marcondes Gadelha.
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Burity assumiu o Governo em 86 e fez de um Nominando subsecretário da saúde. Era um sub com poder de rei. Ganhou régua e compasso no Governo. Tanto ganhou que se elegeu deputado, depois de três inúteis tentativas quando não tinha o governo na retaguarda. Bastou Burity deixar o Governo para o dito cujo ser o primeiro subscritor de um pedido de CPI contra o ex-secretário Gilvan Navarro, da saúde, protetor e principal cabo eleitoral do ingrato.
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Agora a coisa se repete com Ricardo Coutinho. Mamaram no governo durante três anos e dois meses. Nomearam todos os comissionados da cidade. Exerceram diretoria importante na escala governamental. Mas na hora de trair, nada mais simples: Vou de Cássio e o resto que se lasque.
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O governador precisa tomar tento, porém, porque mesmo rompido, o grupo quer manter o emprego de outros traidores que se dizem eleitores de Ricardo Coutinho, mas não são. Vão todos votar no adversário, para cumprir a sina do grupo que prima pela arte de trocar de lado como quem troca de roupa.
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Deixemos, porém, o grupo de lado e falemos de chuva. Chove muito no sertão, graças a Deus e a São José. Os açudes começam a tomar água, estão enchendo, a alegria retornou aos lábios murchos do matuto e, ao que parece, o pesadelo da seca está terminando.
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Edward Abrantes foi o principal responsável pela vitória do prefeito de Princesa no Tribunal Regional Eleitoral. Edward é filho de Johnson, o maior de todos, o campeão dos campeões, o cabra mais tampa de furico que o Lastro botou no mundo para brilhar e reinar.
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Hoje tem feira livre, hoje tem Paulo Mariano recuperado revendo os amigos na Torre e tem também Programa Sem Nome, com o Tião Bonitão que vos fala e com Marcelo Piancó fazendo aquela bagunça. Humberto Alexandre não comparecerá porque está em lua de mel com Tatiana em Tibau do Sul.
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O mano Miguezim Lucena está tendo que conviver com os ricaços do Lago Sul de Brasilia e, como não é de acobertar safadeza, começa a botar gravatudos na cadeia.
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E agora lá se vão meus abraços para Marcelo Weick, Shayner Asfora, Roberto de Luna Freire, Waldemir Azevedo, Abraão Beltrão, Roberto Costa de Luna Freire, Odon Bezerra, Ricardo Sérvulo e Marcos Pires, que são os meus socorristas de plantão quando me vejo jogado aos pórticos da justiça por elementos de alta periculosidade que não aceitam a crítica democrática e tentam calar a voz das ruas com intimidações judiciais.
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Como estamos em semana de comemoração ao centenário de nascimento do grande João Agripino, vai adiante um causo do ex-governador, que estará entre os outros presentes no próximo livro do Tião Bonitão que vos fala:
Num comício na cidade de Patos, João Agripino caiu na besteira de facultar a palavra. O vereado Rui Gouveia, emedebista roxo (João era da Arena), gritou lá do meio do povo:
-Governador, comentam por aqui que o senhor tem duas esposas. É verdade?
João, sem alterar a voz, contraargumentou:
-Seria feio se dissessem que a mulher do governador tem dois maridos.

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 Meus blogueiros preferidos (que Vavá, Fred,Bibiu, Miguel e Geordinho não morram de ciúmes, porque eles também o são) Zé Duarte e Sabrina Barbosa informam, festivos, a chegada das chuvas na região de Princesa. Os dois dizem que choveu de entupigaitar e que o Jatobá já está tomando boa água. De São José o poeta Rena Bezerra endossa as informações e posta fotos de barreiros enchendo, rio criando água e matuto sorrindo. 

Isso é muito bom, isso é bom demais, é muito ótimo demais. O sertanejo com a chuva fica afoito, alegre, feliz e valente. Por isso me ufano com a chuva e retorno aos vossos olhos um texto que escrevi já faz um tempinho sobre “A Festa da Invernada” no sertão, que diz o seguinte:
“As serras do meu sertão ganharam roupa verde e estão mais bonitas. A água voltou, enchendo as beiras das estradas e fazendo a alegria da meninada que pinota nos barreiros como se fossem piabas subindo as águas do rio em busca da desova. O mato seco, cheio de garranchos, de repente renasceu, criou folhas e cheiro. E o boi, que derrapava os cascos na terra bruta e dura, agora os atola na lama mole e gostosa da fartura.
De preto mesmo no meu sertão só se avista o asfalto da estrada, que se parece com um cinturão escuro a dividir a barriga da terra. Os lados da estrada estão cercados de marmeleiros floridos, juremas enfolhadas, juazeiros risonhos, canafístulas orvalhadas e roçados que nascem à cada 100 metros pelas mãos calejadas e esperançosas do sertanejo forte e bravo, que desta vez acredita na benevolência de São Pedro.
O milho plantado já desabrochou, o feijão também, se estendendo pelo campo até se perder de vista. Parecem meninos travessos se encurvando no chão limpo pela enxada três oitavas do matuto lutador.
Vi açudes sangrando, com as águas caindo pelas lâminas dos sangradouros como se fossem lágrimas de contentamento. Também vi o céu coberto de nuvens de buchos cheios de água, anunciando nova chuvarada. Só faltou ouvir o trovão e o riscado de fogo do relâmpago no céu, como costumava avistar nos dias de meninice encantada na Serra do Gavião da minha Princesa.
Mas ainda há tempo para ver tudo isso, já que o inverno mandou dizer que está gostando daqui e não pretende ir embora tão cedo.
A TRAVESSIA
O Rio Macapá tomara água como nunca. Estava de canto a canto, levando consigo toras de baraúnas, juazeiros inteiros, bois desgarrados e outros bichos arrancados do chão como se fossem simples objetos descartáveis.
O velho Miguel Fotógrafo esqueceu da enchente e quando deixava a roça, no final da tarde, retornando para casa, viu que o caminho estava tomado. E o pior: me trazia a tira-colo, ainda de calças curtas e olhando aquele mundão de água como se fosse o maior espetáculo da terra.
Chovia como a gota serena e ele só tinha duas opções: esperar a água baixar ou atravessar a nado, levando o filhote na cacunda. A saudade de Emília, a lembrança do cafezinho quente, torrado no caco, que ajudava na descida do bolo de milho feito no caco também, falou mais alto. E Miguel, com apenas um metro e sessenta e poucos centímetros, se agigantou, me botou nas costas e jogou-se na água bravia do Macapá. Nadou, enfrentou correnteza, trovões e relämpagos, mas chegou ao outro lado.
Depois, foi só seguir a estrada em direção à casinha da Rua do Canção, onde Emília o esperava sentada na calçada, ouvindo o tocar suave do cavaquinho de Zé Birrim."
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Dona Emilia, Seu Miguel e Zé Birrim já não habitam esse cenário, chamados que foram para alegrar a roça do céu. Mas nós outros aqui continuamos, torcendo para que a chuva continue caindo e enchendo de esperança esse sertão tão desiludido.
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Segundo o serviço de metereologia, vai continuar chovendo no sertão e no cariri. No brejo já chove faz tempo. Segundo as experiências de Zacarias Cachorro Doido, se o ovo do jumento suar, o inverno vem de tuia. Vamos olhar os ovos dos jegues e descobrir se este ano o matuto tira a barriga da miséria.
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E agora lá se vão meus abraços para Manoel Caboclo, Severino de Vitalina, Chico Röla, Zé de Edezel, Tito de Tozinho, Chico de Mourão, Maria Doida, Zefa da Pedreira, Cicero de Adauto, Roque Fogueteiro, Dilma Roussef, Fernando Henrique Cardoso, Gloria Pires, Roberto Carlos, Chico Buarque de Holanda e Quidute Malaquias.
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Um casal de velhinhos sentou à mesa da lanchonete, o velhinho pediu um pão fancês com queijo, dois copos de refrigerantes, partiu o pão ao meio, botou uma metade diante da esposa velhinha e começou a comer a sua metade, enquanto a velhinha só espiava e a moça do balcão idem. A certa altura, a moça não se conteve e interpelou a velhinha:
-A senhora está com fastio?
E a velhinha:
-Tô não, minha filha, é que só posso comer depois que meu velho terminar de comer o sanduíche dele e me emprestar a chapa.

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena


Não houve barrigada no caso do deputado Zé Lacerda. Ele, realmente, aceitou permanecer no Governo, até chorar, chorou, mas quando chegou em casa aconteceu alguma coisa que o fez mudar de idéia. A imprensa que noticiou a sua permanência não pode pagar o mico do fica, não fica, terminou não fondo. Isso eu não engulo e se for preciso provarei.
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Aliás, estou de saco cheio com esses políticos que vivem pulando num pé só como disse Raissa. Pulem, mas deixem os jornalistas em paz.Atendam suas conveniências, mas não nos usem.
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O juiz que mandou o prefeito suspender as festas para comprar medicamentos agiu certo, embora eu ache que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Ou seja: a verba do carnaval é uma e a do remédio é outra, de modo que, se o prefeito gastar a do carnaval com remédio, ou vice-versa, vai ter problemas com o Tribunal de Contas.

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O governador Ricardo Coutinho não vai ter que provar nada a ninguém. Essa missão caberá aos que viviam endeusando ele e agora, por oportunismo, vão começar a descobrir defeitos nele.
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Hoje, no Programa Sem nome, muita coisa vai aflorar. É só conferir na 100.5 ou indo ao portal de Tony Show, onde encontrará um link pelo qual poderá nos ver via internet.
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O meu livro “A Guerra de Princesa” está na relação dos paradidáticos adotados por colégios aqui de João Pessoa.
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Falar em livro, sexta vindoura, pelas sete da noite, lançamento do livro de Ada Barros na Academia Paraibana de Letras.
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Antonio de Souza montou escritório de contabilidade e consultoria na João Machado. Pelo visto, cansou do PMDB.
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Isenção ao máximo na CBN de João Pessoa. KKKKKKKKKKK
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Hoje tem feira livre. O pessoense vai descobrir que os preços subiram, que a galinha não é mais carne de pobre e que Dilma não é a presidente dos seus sonhos.
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Donadon, se dependesse, dos deputados federais da Paraíba, ainda estaria com mandato. Que vergonha!
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Eufórico, o vice-prefeito Nonato Bandeira comunica ao distinto público que recebeu aval do PPS nacional para fazer aliança com Cássio Cunha Lima, caso Cássio Cunha Lima seja mesmo candidato a governador.Quem deve ter gostado disso foi Nadja Palitot.

Aliás, estranha-se o silêncio do senador Cásio. Até agora só falam por ele, esperam por ele e ele nada. O primo Ivanhoé falou que ele é candidato a governador. Mas o eleitor espera pela palavra do lider.

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E agora lá se vão meus abraços para Marcelo Weick, Francisco Sagres, Marcelo Piancó, Rubem Junior, Assis Camelo, Felix Araujo, Ronaldinho Cunha Lima, Silvia Cunha Lima, Glauce Burity, Veronica Guerra, Harianne Arruda, Dada Novais, Cida Lobo, Leila Oliveira, Cleane Costa, Marcondes Gadelha, Ramalho Leite, Zeca Pagodinho e Pirrita Barreto.
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Dona Lídia, viúva de 80 anos, morava sozinha com o neto Uosto, de nove, quando adoeceu do intestino. Arnaldo da Farmácia passou-lhe um supositório e ela, entrevada, pediu ao neto para colocar o bicho. Ficou de quatro e mandou o neto enfiar. O menino pegou o supositório e ficou olhando, em dúvida, até que resolveu perguntar:

-Vó, é para enfiar no franzido ou no da "urêia" arriada?

Eu só queria entender - Tião Lucena

 

O leitor que acompanha os acontecimentos políticos da Paraíba deve ter notado que o governador Ricardo Coutinho se mantém em silêncio diante das especulações e declarações feitas tanto por gente que é tida como sua aliada, quanto por seus conhecidos adversários.


A saraivada de fuxicos se espalha, uns dizem o que antes não diziam, outros buscam um meio de justificar a mudança de hábito, mas o governador permanece silencioso, demonstrando uma tranqüilidade que inquieta os que desejariam vê-lo perder o controle.


O mundo paraibano passou a girar, de repente, em torno de um possível rompimento do senador Cássio com o governador. A estimular esse possível rompimento, entre os muitos que poderiam ser citados, estão amigos íntimos do senador, como o seu colega de Senado Cicero Lucena, o presidente do seu partido, Ruy Carneiro, e, pasmem os senhores, os tradicionais adversários de Cássio, Zé Maranhão e os irmãos Vital do Rego.


O senador Cicero vive anunciando a candidatura de Cássio de meia em meia hora. E não satisfeito, mete o pau na administração de Ricardo Coutinho.Ruy Carneiro idem, visita as cidades do interior dizendo que Cássio é candidato e que vai romper antes do carnaval.


Por incrível que pareça, nenhum dos dois foi desautorizado, até agora, pelo senador tucano.


Monta-se um cenário procurando justificar o rompimento. Querem forçar o governador a perder a calma e responder aos insultos, para assim ser encontrada a motivação que justifique o nem te ligo. Esse filme já foi rodado em outros cenários e deu certo. Só não está dando agora, porque Ricardo Coutinho, que não vê motivos para romper com seu amigo Cássio Cunha Lima, toca seu governo sem olhar de banda para esses disse me disse.


De pasmar mesmo é a solidariedade de Vitalzinho a Cássio. Logo Vitalzinho, que, não faz muito tempo, chamava o senador de oportunista! Mas faz parte do jogo, o objetivo é outro e para alcança-lo vale tudo, até perder a identidade e a coerência.
Aliás, estou pagando pra ver Cássio e o PMDB da Paraíba num mesmo palanque.Quero ver como se comportarão o senador tucano e o ex-governador Zé Maranhão, um sorrindo para o outro e ambos certamente esquecidos daquele processo que tomou o mandato de Cássio, tendo Zé assumido em seu lugar e ainda achado ruim, como ele mesmo demonstrava, dizendo na imprensa que Cássio lhe havia subtraído dois anos e meio de mandato.


E se for pra relembrar mais pra trás, que tal aquela convenção de 98, quando Zé fez barba, cabelo e bigode, tomou o PMDB de Ronaldo e ainda encurralou os convencionais num hotel de luxo em Natal, para não correrem o risco de um arrependimento?


Não custa lembrar, ainda, a briga do Campinense Clube, aquela que oficializou o rompimento dos Cunha Lima com os Maranhão, ainda recente na memória de todo mundo.


Vindo mais pra perto, quem não se recorda daquele grupo “dos 20 anos de atraso” sobre o qual Veneziano se referia toda vez que tratava dos Cunha Lima?
Claro que em política tudo é possível, até boi voar pode, mas admitir uma união do PMDB com o senador Cássio é tripudiar sobre aqueles que sofreram com ele, Cássio, durante os anos de cassação e o ano em que ele, embora eleito, amargou esperando tomar posse, enquanto Wilson Santiago desfrutava do mandato como se senador fosse.


Naquela ocasião Cássio não prestava, Zé Maranhão dizia que ele era o cão chupando manga e os rebentos do saudoso Vital do Rego consideravam o senador um imprestável. Passar uma borracha em tudo o que foi dito e achar normal é mangar desse povo que foi solidário a Cássio,que com ele sofreu e que ao seu lado festejou sua posse demorada e dolorida no Senado Federal.


Como o passado não pode ser apagado, veja aqui reproduzido um trecho de entrevista prestada por Vitalzinho ao PB Agora, quando a justiça de Campina cassou o mandato de Vené e ele, Vital, se preparava para disputar o mandato de senador:
“O processo relacionado à cassação do prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital (PMDB), não deve atrapalhar a pré-candidatura do deputado federal Vital do Rego Filho, rumo ao Senado Federal. A projeção é do próprio parlamentar, que declarou nesta segunda-feira (19), durante entrevista a uma emissora de rádio, que a cassação do gestor não influenciará no resultado do pleito.

Na entrevista, Vital também aproveitou para rebater a postura "oportunista" de Cássio em relação ao episódio. Para o parlamentar, Cássio se utilizou da fragilidade momentânea de Veneziano, que dois dias depois foi recolocado no cargo. "A atitude demonstra apenas a falta de caráter do tucano", falou.
Dá pra entender essa mudança de conceito?

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 E muído demais pras bandas da política. Todo dia uma novidade, quem tem obrigação de dizer, não diz e manda os emissários telegrafarem recados na mídia, os midiáticos entram na onda e reproduzem o fuxico e assim a vida continua, o povo no meio do tiroteio sem entender nada e os que entendem se fazendo de mortos para comer o cu do coveiro.
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O empresário me cumprimentou friamente no meio da semana, certamente contrariado com algo que comentei aqui no blog. Besteira dele, pior situação eu vivi com as sacanagens dele.
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Feira livre está virando artigo de luxo depois desses aumentos desencontrados nos preços dos alimentos. E Dilma dando dinheiro a Cuba.
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Parece que, finalmente, o PMDB vai ganhar dois Ministérios. Não se sabe, porém, se algum deles vai ficar com Vitalzinho.
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O Bancários alagou de cabo a rabo com uma chuvinha de 4,5 mm. Imagine com uma de 100. As galerias entupidas, terrenos baldios invadidos e as ruas transformadas em rios. Algo precisa ser feito nesta cidade.
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Ontem comemoramos o aniversário de Edmilson, meu irmão mais próximo (eu tenho meia dois e ele virou sexagenário). Demorei pouco na festa, pois tinha que voltar para perto de Dona Cacilda. Amanhã, nas Sociais do Tião, eu conto detalhes.
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Segundo o confrade Zé Duarte, Juarez não é mais secretário de Comunicação de Princesa. O prefeito deve ter preferido colocar Sabrina Barbosa no lugar dele. A jovem é talentosa e merece.
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Belo presente recebo de Chico Florencio, lá de Princesa: o livro “Dez Lições Sobre Maquiavel”, escrito pelo talentoso Vinicius Soares de Campos Barros. Minha leitura deste final de semana.
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Picolé de Manga vai disputar a preferência do público com Muriçocas e afins. O centro histórico vai continuar com o Cafuçu.
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E agora lá se vão meus abraços para Faixa Varandas, Zé Madeiro, Salatiel Patricio, Isaias Olegário, João Alves, Marcos Benjamin, Arlindo Monteiro, Ianko Cirilo, Abraão Beltrão, Ortilo Antonio, Antonio David, Josinaldo Malaquias, Hermes de Luna, Wellington Fodinha, Agnaldo Almeida, Frutuoso Chaves, Biu da Câmara, Genivaldo Fausto de Oliveira, Lucia Braga, Narriman Xavier e Lurdinha Luna.
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O Jornal “A Voz da Cidade” de Resende - Rio de Janeiro, publicou o aniversário de 95 anos da Banda Sinfônica da Aman – Academia Militar de Agulhas Negras e o concerto realizado ontem à noite no teatro daquela importante unidade de formação dos oficiais do Exército brasileiro, sob a regência do maestro Celso Lima. Ao se referir a localização da banda, o jornal citou o musico paraibano Joaquim Pereira, dizendo: “Suas atuais dependências situam-se no Batalhão de Comando e Serviços no Pavilhão Maestro Joaquim Pereira, em justa homenagem a seu prolífico regente nos anos 50, autor de vastíssima obra musical, reconhecida mundialmente pelo dobrado “Os Flagelados” executado até hoje por bandas de musicas de vários paises”. Pois é, o nosso maestro e compositor, também denomina o Pavilhão de Música do 15º Batalhão nesta Capital. Atualmente se encontra em fase final a gravação de um CD duplo com dobrados e valsas do mesmo, financiado pela FUNJOPE - Fundação Cultural de João Pessoa.

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Esta quem mandou foi Marcos Pires:

"Prosopopéia flácida para acalentar bovinos"
(Conversa mole pra boi dormir)

"Romper a fisionomia"
(Quebrar a cara)

"Creditar ao primata"
(Pagar o mico)

"Dar carga à bolsa escrotal"
(Encher o saco)

"Impulsionar bruscamente a extremidade do membro inferior contra a região glútea de alguém"
(Dar um pé na bunda)

"Derrubar com a extremidade do membro inferior o suporte central de uma das unidades de acampamento"
(Chutar o pau da barraca)

"Deglutir o batráquio"
(Engolir o sapo)

"Colocar o prolongamento caudal em meio aos membros inferiores"
(Meter o rabo entre as pernas)

"Derrubar com mortais intenções"
(Cair matando)

"Sequer considerar a utilização de um longo pedaço de madeira"
(Nem a pau)

"Sequer considerar a possibilidade da fêmea bovina expirar fortes contrações laringo-bucais"
(Nem que a vaca tussa)

"Derramar água pelo chão através do tombamento violento e premeditado de seu recipiente"
(Chutar o balde)

"Retirar o filhote de eqüino da precipitação pluviométrica"
(Tirar o cavalinho da chuva)

"Alongar as tíbias"
(Esticar as canelas)

"A ruminante bovina deslocou-se para terreno sáfaro e alagadiço"
(A vaca foi pro brejo)

"Colóquio soporífero para gado bovino repousar"
(História pra boi dormir)

"Sugiro veementemente a Vossa Excelentíssima que procure receber
contribuições inusitadas na cavidade retal"
(Vá tomar no ...)

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 Porque Hoje é Sábado

Meu amigo Marcos Pires mostrou fotografia onde aparecem uns remendos de péssimo gosto feitos pela Prefeitura na Calçadinha do Cabo Branco. Coisa de gente pobre mesmo. Lembrei daqueles tempos onde eu arranjava sobras de cerâmica para ajeitar meu piso e o transformava numa verdadeira salada. Para quem tem dinheiro pra esbanjar em festas e em custeio com times de futebol, soa estranho tamanha pindaíba.
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Falar de política na Paraíba virou gozação. Os homens públicos do Estado estão tirando a máscara e se mostrando como verdadeiros palhaços de circos do interior, aqueles que não têm telhado e só dispõem de rumbeiras pelancudas para animar punheteiros carentes.
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Chove no interior. Coisa linda, maravilhosa, sem parêia. Em Princesa choveu quase 50 milímetros. Não é muita coisa, mas já serve para criar pasto e transformar em verde aquela paisagem carcomida do sertão.
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Jacumã, que já foi linda, hoje é abrigo de perigosos bandidos, que matam e esfolam por míseros tostões.
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Hoje em Bananeiras vou me encontrar com meu amigo Carlos Candeia, bananeirado como eu, apaixonado por aquela bela terra feito eu.
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Ricardo Pereira vai se transformando, aos poucos, na unanimidade política de Princesa. Graças ao medíocre desempenho do prefeito Domingos, que ainda não mostrou nada como administrador.
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Esse pessoal que fala mal do aumento dado por Ricardo Coutinho é um pessoal sem pudor e sem autoridade para falar de qualquer coisa, pois num passado recente comungava com o congelamento salarial patrocinado pelos seus gurus.
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Não deixe de ler, neste domingo, as Sociais do Tião aqui no blog. Muita coisa vai ser revelada.
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Aquele alcaide só vive cumprindo agenda administrativa aqui em João Pessoa. Nas lojas do Manaíra Shopping.
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Sabia não, fiquei sabendo agora, aquele parlamentar metido a acochado é mais frouxo do que a ceroula de finado Padre Maia.
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Hoje no Programa Sem Nome, da 100.5,que você pode ouvir, também, pela internet através do site de Tony Show, o negócio vai feder a chifre queimado.
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PT expulsa os desobedientes e arrecada dinheiro para os ladrões.
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Eu jamais me confessaria a Frei Anastácio ou ao Padre Couto. Sou lá doido!
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E agora lá se vão meus abraços para Sales Fernandes, Sales Gaudêncio, Sales Ferreira, Biu da Câmara, Genivaldo Fausto, Nélio Leite, Marcone Carneiro Cabral, José Nunes, Aldo Araújo, Antonio Geovani, Fernando Pires, Newton Arnaud, Milton Soares, Nilda Gondim, João Marcelino, Waldemir Azevedo, Carlos Candeira, Wiliams Gomes Sales, Bezinho Fernandes, Anchieta Gualter, Tenorio de Tero, João Vanildo, Tita Galdino, Afonso Antas, Eilzo Nogueira Matos, Chico Pinto e Inaldo Leitão.
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Dandinha, jogador de futebol do Auto Esporte, explicando o segredo do seu sucesso nos campos futebolísticos, confessou:
-Eu me fiz por si.

Quem te viu, quem te vê! - Tião Lucena



 

Risíveis as aparições de certas figuras na mídia falada, escrita e televisionada, questionando o aumento concedido pelo Governo ao funcionalismo público.
Eu disse “certas” porque não são todas. Algumas representam, de fato, as suas categorias funcionais. As tais “certas”, no entanto, não representam coisa nenhuma, estão aí para rosetar e faturar politicamente em cima de alguns incautos.
Como acreditar, por exemplo, no grito de revolta e de protesto saído das gargantas de Veneziano, de Trocolli Junior, de Carlos Batinga e do coronel Francisco?
Todos eles vivenciaram momentos piores e ficaram caladinhos.


Veneziano, quando prefeito, enfrentou greve de professores em luta pelo piso nacional e, como todos sabemos, fez-se de mouco e não atendeu as reivindicações. Passou dois mandatos como prefeito e não concedeu reajustes. E quando saiu da Prefeitura deixou os barnabés com os salários atrasados.


Trocolli vivenciou os dez anos de Maranhão, ao lado dele, com ele e se anunciando maranhista. E foram 10 anos de salários congelados. Não saiu uma merreca de aumento. E Trocolli achando bom, sem dizer nada, sem protestar e sem fazer a zoada de agora.


Carlos Batinga idem. Dez anos de Maranhão, dez anos de salários congelados, dez anos sem aumento, e Carlos Batinga parado, calado e achando bom. Sem falar do seu tempo como prefeito, que não foi uma Brastemp.


Coronel Francisco, o eterno presidente do Clube dos Oficiais, só gritou em favor da classe enquanto esteve de baixo. Bastou Maranhão tomar o mandato de Cássio, para o coronel, feito superintendente do Detran, achar bom não dar aumento à Polícia e achar ruim os movimentos paredistas dos policiais.


Todos agora surgem como paladinos, fingindo uma coisa que não são, mangando do povo e querendo chamar os funcionários de idiotas.


Como se o povo fosse desmemoriado e tivesse esquecido esse passado tão recente.

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 

A feira de Princesa sempre foi grande. Por isso se realizava na Rua Grande, a maior e principal avenida da cidade. Só o açougue ficava distante, na Rua São Roque, saída pra Pernambuco. Por trás do açougue, a Lagoa da Perdição, onde a meninada pegava os fatos dos bodes e levava pra lavar e levar pra casa. Naqueles ontens buchada de bode não se vendia, era comida de pobre, comida gostosa que os ricos só vieram a descobrir depois e gostaram tanto que a incorporaram no seu cardápio.
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O Bar de João França, na descida da Rua Grande, em frente à loja de Miguel Rodrigues e vizinha a de Zé Pires, era o point dos cachaceiros. Ficava lotado de uma ponta a outra. E João, sempre solícito e brincalhão, a todos atendia e atendia muito bem. Nesse bar aconteceu o famoso encontro de Lula Roberto com o sargento Aristides. Eu vi. Lula entrou no bar, o sargento se encontrava nos fundos comandando animada mesa, Lula do outro lado apontou o revólver e acertou três tiros na testa do sargento. Como o revólver era velho, as balas só fizeram perfurar o couro cabeludo, de modo que o sargento ainda saiu à calçada e disparou contra Lula que corria entre os sacos de farinha. As balas de Aristides se alojaram na parede da antiga igreja.
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As lojas de tecidos eram comandadas por Belo Maia, por Antonio Maia, por Zé Pires, por Miguel Rodrigues, por Hermes Maia e por Valdemar Abrantes, todos hoje, parafraseando o conterrâneo Zé Medeiros, residindo no andar de cima, por ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, com a missão de preparar os mantos dos santos.
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Descendo pelo beco da Rua São Roque, a parada obrigatória acontecia no Bar de Zé Brejeiro, que fazia uma cachaça Pau Dentro de entupigaitar de forte. A bicha era tão forte que se o cabra peidasse depois de engolir a lapada, a tampa do cu voava. Mas ele servia um caldo de mocotó com forças suficientes para minimizar os efeitos da marvada.
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E o Bar do Peixe, de Dona Maria do Ó!? Dona Maria, figura terna, simpática e comunicativa, comandava os atendimentos. Preparava uma traíra frita e a servia com guarnições de tomate, cebola e alface. Crocante, era comida por inteiro. As espinhas se desmanchavam na boca. E quando não se desmanchavam, eram expelidas com a categoria ensinada por Zé Lima, pai de Genésio, que comia até cinco pratos, desde que não fosse ele o pagador.
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No Bar de Dona Maria tinha até cantor. Paulo Bocão, com seu violão, imitava Vicente Celestino e se saía até melhor do que o original, tamanho era o seu volume de voz.
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Bares, bares e mais bares. Arlindo abria o seu logo cedo, na entrada do açougue. A sua voz tinha dois tons, como voz de adolescente. Era abusado, não vendia fiado, parecia muito com Neco Rato de Guarabira.
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Na outra esquina, perto do beco do quebra-queixo, tínhamos o Bar de Mirabeau Teodósio, que servia a Brahma da Antarctica mais gelada da cidade. Palco de namoros advindos dos assustados inesquecíveis, no Bar de Mirabeau tinha até reservado pra se beber escondido e namorar mais a vontade. Só perdia para o de Bartô, na Rua Grande, que alem dessas vantagens, oferecia um imenso quintal onde a rapaziada ia mijar.
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E lá se vão meus abraços para Dil de Severino Almeida, Véi de Severino Almeida, Cicero, Zé, Richomer e Severino de Ada, Sales da Escorregada, Zé de Lourenço, Antonio Lira de Maria do Ó, Antonio Gordão, Agnelo Muniz, Paulo Mariano, Anita e Lourdinha de Zé Marreta, Dinha Mariano, Bibiu e Miguezim Lucena, Ivo de Lindolfo, Monica e Maria de Ada, Nicinha de Zezim Ourives, Eudésia de Tião da Padaria, Kunca de Antonio Eugenio, Maria de Tozinho, Alexandre de Antonio Maia, Moab de Pedro Crente, Antonio Laurindo, Bidiça de Benedito Sabe Tudo, Tadeu de Antonio Fonfon e João Fó.
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Augusto Preto era marchante em Princesa, vendia carne de porco no açougue. Num fim de feira, salgou a carne que sobrou. Terminava a tarefa quando chegou o velho Piga, velhaco contumaz, solicitando quatro quilos de carne fiado, para pagar no sábado seguinte.
Sem levantar os olhos e segurando a faca enfiada num pedaço de carne, Augusto respondeu:
-Já to saigando pra num perder...”


 

 

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 

Meus amigos e meus inimigos, bom dia. Hoje é sábado, como todos sabem, dia de feira, dia de cuscuz com bode na barraca de Dona Irene no Mercado da Torre, dia sem Paulo Mariano no mesmo Mercado da Torre por causa da cirurgia de vesícula, dia de ir ao Geisel rever os parentes, aderentes e similares e também dia de fazer o Programa Sem Nome ao lado de Humberto Alexandre.

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Hoje também é dia de feira em Princesa, dia triste, sem chuva, com o Jatobá seco, com os peixes morrendo de sede, com o povo sem ter pra onde correr, com o clima sem dar esperanças, embora o confrade Zé Euflávio jure que um João de Barro construiu sua casa com a frente para o poente lá em Santana dos Garrotes, dando a entender que em 2014 vai ter inverno de entupigaitar.
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A prefeita do Conde pode até não ser a responsável pela obra, mas é na gestão dela que estão ligando as casas de Jacumã na rede de esgotos, acabando de uma vez por todas com o velho problema das fossas entupidas e dos toletes reluzentes boiando nas ruas daquela aprazível praia.
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Pense numa burocracia que é a de quem quer regularizar uma situação imobiliária na grande João Pessoa. Pedem certidão até de masculinidade para poder emitir uma simples escritura.
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Não entendi, juro que não entendi. Diziam que quem tinha casa da Cehap receberia a primeira escritura de graça, sem pagar nenhuma taxa. Pois estão cobrando o ITBI referente a primeira escritura. Alguém mentiu.
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Adiamos o lançamento do meu livro em Guarabira. É que dia 31 teremos a inauguração da nova sede da PGE aqui em João Pessoa e, por motivos óbvios, estarei presente.
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“Você não bebe nada e vai morrer também...”, cantava aquela autoridade, ao ser censurado por só viver comendo com farinha a maivada da branquinha.
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Dois pedidos de cassação em apenas um ano. O prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira, é realmente um campeão.
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Ariano ama mais Pernambuco do que a Paraíba? Tem nada não. Nós amamos a Paraíba mais do que a Pernambuco. E isso basta.
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Os artigos de Roberto Cavalcante no Portal Correio são profundos, atingem o buraco da ferida, merecem reflexões.
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O prazer de encontrar o amigo Alexandre Moca e sua amada esposa nesta sexta, no Bar de João, para dois dedos de prosa.
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Os programas radiofônicos da terrinha abusaram do direito de entrevistar secretários nesta sexta. Será que não existe vida inteligente além da Prefeitura e do Estado?
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Aquela bela colunista loiríssima está solteiríssima, contou-me o passarinho cagão de Paulo Santos. Mas eu garanto que logo, logo, ela casa.
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Neste sábado, no Bar do Zé, vai ter tripa torrada com feijão verde para quem quiser encher o bucho.
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O prefeito de Belém e todos os vereadores aderiram a Ricardo Coutinho. Para os que não sabem, Belém é a terra natal do deputado Ricardo Marcelo.
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Cardivando de Oliveira continua reinando nas manhãs radiofônicas da terrinha.
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João Costa raspou o bigode e, com isso, perdeu seu parapeito de priquito.
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Sentindo falta das colunas de Zé Augusto Longo no Patosonline.com
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Quando vejo certos velhotes tirando fotos ao lado de meninas novas, lembro logo que, logo, logo, eles morrerão do coração.
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E agora lá se vão meus abraços para Kiko Amaro, Ceres Leão, Linaldo Guedes, Chico Noronha, Kubi Pinheiro, Zelito Nunes, Paulo Cabeção, Mario Nicola, Zé Mario Porto, Gilvandro Guedes, Assis Camelo, Zé Lacerda, Zé Aldemir, Marcos Holmes Madruga, Ademar Nonato, Eilzo Matos, Zé Alan Abrantes, Aldeone Abrantes, Raimundo de Doca, Elizeu Catita, Chico de Nadir, Ricardo Pereira do Nascimento, Orlando Jansen, Waldemir Azevedo, Marcos Inácio, Rubem Junior e Tony Show.
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Em um processo por rixa, onde se envolveram várias vizinhas, o Promotor
de Justiça concluiu dizendo: "da refrega sofreram lesões corporais
fulana e sicrana". Na audiência, uma das vítimas narrava com riqueza de
detalhes como os fatos ocorreram. Inclusive que as lesões experimentadas
pela mesma fora uma facada na coxa direita. O Juiz, interrompendo-a
indagou se as lesões de que se dizia vítima, ocorreram na refrega. A
testemunha não titubeou:

- "Não foi na refrega, mas foi próximo..."

Sobre o parto da mulher sem teto - Tião Lucena



 Uma sem teto ganhou as manchetes dos veículos de comunicação de João Pessoa porque teve um filho no meio da rua. As fotos exibem a moça deitada no chão, com a criança adormecida sobre a sua barriga, ainda com o cordão umbilical.

Isso foi o bastante para freqüentadores(alguns gatos pingados, convém ressaltar) das redes sociais meterem o cacete no governo, culpando-o pelo acontecido.
Mas eu discordo em parte.
O governador Ricardo Coutinho, ou o prefeito Luciano Cartaxo, nenhum dos dois, em suma, mandaram a moçar abrir as pernas, fazer um filho e despejá-lo de forma irresponsável no mundo.
Ela perambula pelas ruas, é uma infeliz, como tantos infelizes existem por aí.
No caso da moça do parto a coisa é ainda mais diferente, porque ela não é daqui. Veio de Pernambuco, em busca do marido, ou companheiro, que está preso na Paraíba.
O rapaz é bandido e foi preso em ação. A moça ficou, com bucho e tudo, perambulando pela cidade de João Pessoa, aguardando o dia de visitar o pai da criança que carregava no bucho.
Não era tão sem teto como se disse, pois tinha dinheiro para pagar uma pousada existente no Varadouro.
Quando passou mal, estava na pousada. Não resistindo as dores, saiu do quarto e pariu na calçada.
Quando a ambulância da Cândida Vargas chegou, a criança já tinha nascido. Levada para à Maternidade, recebeu atendimento e passa bem, informam as enfermeiras.
Ela já é mãe de cinco, decerto recebe o Bolsa Familia e, com esse bucho, sejamos sinceros, quis mais aumentar mais a renda do que destilar sua infelicidade e miséria.
Claro, os que levam tudo para o campo da política, correram a culpar governantes pelo acontecido.
Mas nenhum deles se preocupou em ir ver a parturiente, seja na rua, seja na pousada ou na maternidade, para lhe emprestar um mínimo de solidariedade.
São apenas uns bocões, que falam dos outros enquanto escondem o rabo.
E o resto é bagaço que a porca chupa.
blogdotiaolucena.com.br

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 

A Câmara Municipal de Princesa se reúne nesta segunda, pela manhã, para aprovar o aumento do IPTU proposto pelo prefeito Domingos Sávio Maximiano Roberto. Eu digo aprovar porque vai ser assim mesmo. O prefeito tem maioria folgada na Câmara, enfrenta uma oposição de apenas três, três aguerridos, mas apenas três. E onde tem maioria, lógico que predomina a maioria, mesmo que seja uma maioria nefasta, que decide contra o povo.
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Sinto pena de Princesa, minha terra. Em outros tempos, até que poderia se aceitar esse aumento, se a Prefeitura estivesse oferecendo a contra partida. Mas até agora o meu amigo (ou ex-amigo como ele diz) Dominguinhos não fez o dever de casa. Quem visita Princesa sente. A cidade está acabada, esburacada, abandonada, desleixada, sem dono, casa sem dono.
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Eu até queria que Dominguinhos acertasse, desse certo, honrasse a confiança depositada nele pelos eleitores. Conheço-o de menino, sei que tem o espírito de lutador, mas está engessado. Se acompanhou de todo tipo de gente para chegar à Prefeitura e agora fica sem voz, sem comando, sem nada.
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Agora mesmo o ex-prefeito Sidney Oliveira diz em entrevista que quem manda na Prefeitura é o ex-prefeito Thiago Pereira, atual chefe de gabinete do prefeito. O gordinho pode até influenciar o prefeito em alguma coisa, mas a crítica, vinda de onde vem, não merece muita fé, porque quem é de Princesa sabe que o ex-prefeito está fazendo isso porque se acha o dono da cidade e não admite que outra pessoa, senão ele, dê as ordens.
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Se eu fosse o prefeito Dominguinhos, dava o bilhete azul ao ex-prefeito Thiago, mandava Doutor Sidney para o plantão do hospital e assumiria o comando da Prefeitura. Ele deve isso ao povo de Princesa e ao seu passado.
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Cajazeiras chora a morte de Pedro Revoltoso, uma das figuras mais ilustres da terra do Padre Rolim.
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Por que gastar fortuna com esse tal de Sambô, se a gente tem Lucy mais linda e mais talentosa, por um preço mais em conta? Taí uma pergunta que faço e espero resposta.
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A cidade de João Pessoa está suja. As calçadas da praia estão esburacadas. Mas a Prefeitura vai gastar meio milhão com o réveillon.
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Aquele político se deixou fotografar com o suvaco suado. Em campanha vale tudo, até inhaca.
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O PMDB quer agora dois Ministérios. Daqui a pouco vai querer o lugar de Dilma.
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Quer dizer que tem esquema por trás daquele namoro ilustre entre famoso escrevinhador e notória jurista? Danou-se!
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Em conversa com o ex-governador Maranhão, contei a ele que ex-auxiliar seu me processou por causa de acontecidos na campanha de 2010 que foram alvos de comentários meus. Resposta de Zé: -Você disse foi pouco!” E foi?!
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Seguindo pra Bananeiras, ainda enfrentando a buraqueira que vai de Pirpirituba em diante. Mas a fé remove montanhas.
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Cadê Marcone Formiga?
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Por onde andará Zé de Bezeca?
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E agora lá se vão meus abraços para Sinval Gonçalves, Marcus Odilon, Agassiz Almeida, Flávio Sátyro Filho, Lourdinha Luna, Gonzaga Rodrigues, Milton Nóbrega, Martinho Sampaio, Márcio Roberto, Octávio Paulo Neto, Venancinho Medeiros, Zé Souto Filho, Ivan Burity, Luciano Bernardo, Marcos Pires, Antonio Malvino, Clilson Junior, Roberto Cavalcanti, Cicero Lima, Marco Antonio Gouveia de Morais, Fernando Pires, Newton Arnaud, Antonio Geovani, Aldo Araujo, Dra. Angela e Marinês de Luiz Otávio.
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O saudoso Pedro Revoltoso tomava conta da portaria do Clube Primeiro de Maio, em Cajazeiras, quando o diretor deu a ordem:
-Pedro, aqui no clube só entra mulher solteira se for virgem.
Aí Pedro, prático como sempre, descobriu o Brasil:
-Já sei, quando elas chegarem, mando tirar a roupa e sentar dentro de uma bacia cheia de água . Se “baibuá”, não é moça.”

Porque Hoje é Sábado - Tião Lucena

 Aproveito para agradecer aos incontáveis amigos da Paraíba e de outros Estados que prestigiaram o lançamento do meu livro em Brasilia nesta quarta-feira. Foi uma festa muito bonita, saí de lá abestado com tanto afago e tanto carinho.

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Dia 30 vamos repetir a dose no Ingá, na festa de Vavá da Luz. Só vai poder comer da cobra do Vavá quem comprar o livro.
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Fred Menezes e Geordito estão ultimando os preparativos para o lançamento em Monteiro. Garantem que vai ser pra arrebentar a boca da quartinha.
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Viajar de avião já foi bom. A gente comia e bebia ate estourar o bucho. Agora nos dão um pacotinho de bolacha seca com meio copo de suco.
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Na segunda, durante o Conexão Master, uma matéria sobre o lançamento do meu livro em Brasilia.
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Trocolli garante que teve dinheiro na renúncia de Luceninha.
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Segundo Gilvan Freire, em Cabedelo tudo fede.
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Dia 18, em Maceió, no restaurante Água Doce, lançamento da Guerra de Princesa.
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Que povo mais boateiro!
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A velhota continua ficando careca.
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Aquele imbecil deixou de me cumprimentar. Imbecil e despeitado.
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Hoje tem feira na Torre. E tem cuscuz com mocotó também.
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Eita lasqueira! Sexta próxima os integrantes da Confraria do Shopping Manaíra farão sua confraternização natalina no Bastos Gold, ali na praia. Quarenta reais por cabeça.
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E agora lá se vão meus abraços para Miguezim Lucena, Inaldo Leitão, Sergio Botelho, Irapuan Sobral, Cassio Cunha Lima, Vitalzinho do Rego, Wilson Santiago, Napoleão de Castro, Luciano Bernardo, Neno de Mirabeau, Pata Choca, Bidiça, Hermano Pontual, Evandro Maia, Chico de Edmundo, Cicero Antas, Zé Lambreta, Zé de Minininha e Neguim Goiaba.
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Dona Isaura foi batizar a filhinha de um ano e frei Alberto começou o interrogatório:
-Nome?
-Ambrosina.
-Nome da mãe?
-A Isaura que vos fala.
-Pai?
- ....
-Ou diz o nome do pai, ou não batizo.
-Seu frei, já que o senhor insiste, lá vai: Frei Cirilo.
-Ôxente, e Frei Cirilo tirou a batina?!
-Não. Segurou com os dentes.

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