Vítimas em Brumadinho criticam Vale por distribuir R$7 bilhões a acionistas



 Vale fará repasse a acionistas que supera atuais gastos em indenização

Vítimas em Brumadinho criticam Vale por distribuir R$7 bilhões a acionistas
Protesto mantém viva indignação pelas mortes em Brumadinho (MG). Foto: Reprodução TV Brasil

Para lembrar um ano da tragédia de Brumadinho (MG), um grupo composto por atingidos e ativistas organizou uma marcha que saiu no dia 20 de janeiro de Belo Horizonte, passou pelas cidades de Pompéu, Juatuba, Betim e termina hoje (25), em Brumadinho. Entre as críticas que o grupo direciona à mineradora, está o recente anúncio da distribuição de R$ 7,25 bilhões aos acionistas, a título de juros sobre capital.

“As comunidades atingidas convivem com a dor, a contaminação e o descaso das empresas, e são vítimas do medo. Mas vão à luta para garantir seus direitos e defender a vida”, publicou, em convocatória nas redes sociais, o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), entidade envolvida na organização da marcha. “O lucro não vale a vida”, acrescenta a chamada.

O valor anunciado pela Vale, no final de 2019, supera em mais de duas vezes os R$ 2,8 bilhões que a mineradora afirma ter gasto até o momento com indenizações, doações e auxílios-emergenciais. Considerando outras medidas de reparação e despesas decorrentes da tragédia, já teriam sido desembolsados R$6 bilhões.

A política de remuneração a acionistas foi suspensa pelo Conselho de Administração da Vale três dias após a tragédia. Assim, a distribuição dos R$7,25 bilhões só poderá ocorrer quando essa decisão for revogada.

Em nota, a mineradora disse que a suspensão permanece. “A Vale reitera o seu compromisso total com a reparação e não mede recursos humanos nem financeiros para Brumadinho. No momento, não estamos discutindo a retomada do pagamento de dividendos”, diz o texto.

De acordo com a Vale, o referido juros sobre capital foi apurado com base nas reservas de lucro do balanço de 30 de setembro de 2019, conforme seu estatuto social. A declaração do valor de R$ 7,25 bilhões ainda em 2019 era, segundo a mineradora, um dever legal.

A Articulação dos Atingidos e Atingidas pela Vale, entidade que congrega atingidos pela mineração em diversas cidades, critica a anúncio. “Mesmo que a mineradora ainda não tenha declarado quando irá efetivamente remunerar seus acionistas, o anúncio do montante demonstra claramente que a prioridade da empresa é respaldar a sua imagem no mercado internacional”, afirmou, em comunicado público.

Até o final do primeiro semestre do ano passado, os balanços da Vale não ficaram imunes aos impactos da tragédia. Os gastos com medidas emergenciais e com a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem se refletiram nos primeiros balanços de 2019. A mineradora anunciou prejuízos de R$6,4 bilhões no primeiro trimestre e de R$384 milhões no segundo trimestre.


No entanto, as perdas acumuladas até então foram totalmente compensadas no terceiro trimestre, quando foi registrado lucro líquido de R$6,5 bilhões, um aumento de 7,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço do quarto trimestre de 2019 ainda não foi divulgado, o que está previsto para ocorrer no dia 20 de fevereiro.

Mesmo que tivesse prejuízo no consolidado dos últimos três meses, a empresa ainda poderá ter fechado o ano passado no azul. O desempenho, porém, deve ficar bem aquém do alcançado em 2018, quando o lucro líquido alcançou R$25,6 bilhões.


Tragédia da Vale matou mais de 200 em Brumadinho. Foto: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo
Reparação
A avalanche de lama que vazou na tragédia alcançou o Ribeirão Ferro-Carvão e, de lá, o Rio Paraopeba, causando ainda destruição de comunidades e devastação florestal. Desde o rompimento da barragem, 256 corpos foram resgatados. Ainda há 14 desaparecidos.

Segundo estimativa da mineradora, até 2023, R$ 24,1 bilhões devem ser investidos na reparação. O valor é aquém do pleiteado pela Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Em ação movida em março de 2019, a instituição postula que seja garantido no mínimo R$ 50 bilhões para a reparação ambiental. Um mês depois, o Ministyério Público de Minas Gerais (MPMG) defendeu outros R$ 50 bilhões como piso a ser gasto, dessa vez em ação que trata da apuração dos danos sociais e econômicos.


Segundo a Vale, já foram celebrados mais de 4 mil acordos de indenizações individuais e trabalhistas. Instituições públicas têm manifestado divergência sobre o melhor caminho para a busca de indenizações. No início de abril de 2019, a Defensoria Pública de Minas Gerais assinou com a Vale um termo de compromisso definindo os procedimentos que viabilizaram as negociações individuais.

O órgão acredita que o acordo dará celeridade às indenizações, evitando que as reparações demorem anos para serem efetivadas. Por sua vez, o MPMG defende que um processo coletivo fortaleceria os atingidos. Isso não significa que todas as vítimas receberiam o mesmo valor, mas que seriam fixados parâmetros comuns que orientariam o cálculo individual.

Segundo a associação dos atingidos de Brumadinho, a maioria das pessoas da comunidade de Córrego do Feijão que perderam parentes não foram indenizadas, bem como comerciantes e agricultores. Produtor rural na beira do Rio Paraopeba, Crisipo Antônio Valadares Júnior conta que não conseguiu chegar ainda a um acordo. Segundo ele, a proposta inicial que a Vale fez está bem abaixo dos seus prejuízos. A horta de quiabo era sua principal fonte de renda.

“Minha média era 300 caixas por semana. E esse ano estava bom de preço. Chegou a dar R$100 a caixa. Isso varia muito. Coloco uma média de R$ 40 a R$ 50. E como eu fiquei parado, tive esse prejuízo. Também criava peixes em tanques e precisei suspender”. Atualmente, ele obtém alguma renda com produção de leite e venda de carne bovina. A Vale instalou caixa d’água e bebedouros na propriedade e distribui ração e água para o gado. “Para irrigação eles não dão conta”, lamenta. (Com informações da Agência Brasil)

Diariodopoder.com.br

 

Imprensa já ‘demitiu’ o ministro Sergio Moro mais de dez vezes em 1 ano




Sergio Moro é alvo de notícias de demissão desde a posse, num misto de torcida e desinformação
Tiago Vasconcelos
Ministro da Justiça, Sergio Moro. Foto: Isaac Amorim/MJSP

Sergio Moro é alvo de notícias de demissão desde a posse, num misto de torcida e desinformação. Já em fevereiro, Bebianno caiu por haver trombado com a família Bolsonaro, mas a imprensa imaginou que, “constrangido”, ele pediria para sair. Veio a exoneração de Ilona Szabó, que Moro havia nomeado, por isso, irritado, “estava de saída”. Jornais cravaram depois sua demissão com o Pacote Anticrime, por “colecionar derrotas e recuos”. Moro até disse haver entrado no governo “para ficar e não para sair”, mas foi inútil: a fantasia sempre vencia a realidade. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Para mostrar que era tudo “fake news”, Bolsonaro levou Moro a eventos oficiais, a jogos de futebol etc. Tudo inútil: a torcida continuou.

Um dos maiores portais do Brasil garantiu em 21 de março que Moro estava “sem forças”, e acertara sua demissão para os dias seguintes.

Colunista de rádio paulista cravou a demissão de Moro, em 13 de maio, por ter sido “indicado ao STF”. Nem foi demitido, nem foi indicado.

Em agosto e setembro, revistas anunciavam “desgaste” entre Moro e Bolsonaro após operação da PF. Há até livro sobre a relação dos dois.

Diariodopoder.com.br

 

Romero declara que ainda não sabe se disputará novas eleições em 2022



 

No último ano de seu mandato, e faltando menos de 12 meses para deixar o cargo, o prefeito Romero Rodrigues (PSD), já planeja o seu futuro político. Romero que antes de ser prefeito, foi vereador na cidade, deputado estadual e deputado federal, deve ficar pelo menos dois anos sem exercer nenhum cargo político, já que as próximas eleições serão em 2022.

Em entrevista à Rádio Campina FM, Romero disse não saber se deseja disputar novas eleições em 2022 e que ‘o tempo é quem dirá’. Ele observou que os oito anos à frente da gestão da Rainha da Borborema “vai deixar saudade e gratidão”.
Romero disse ainda que não pretende exercer algum cargo na Prefeitura de Campina Grande, caso o sucessor venha do grupo político que pertence.

– Será um momento de reflexão e eu estou super tranquilo a esse respeito. Vou parar dois anos, estou com consciência tranquila e não está na minha pretensão de querer opinar em nada, caso a gente consiga eleger um aliado, a não ser que eu seja consultado. Ocupar um cargo na prefeitura não passa pela minha cabeça nesse instante, mas vou ficar mais presente com minha família e, como sou presidente de um partido, vou trabalhar para fortalecê-lo ainda mais na Paraíba – disse.

PB Agora

Caso Lagoa: MPF denuncia auxiliar de Cartaxo e servidores da PMJP



 

O Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB) denunciou o ex-secretário de Infraestrutura da Prefeitura de João Pessoa (PMJP), Cássio Andrade, atual coordenador do Patrimônio Cultural. Além dele, outras cinco pessoas foram denunciadas pelo crime de peculato sobre o Caso Lagoa.

Os inquéritos investigam o suposto caso de superfaturamento na reforma do Parque Sólon de Lucena. De acordo com a denúncia, o valor superfaturado, segundo procurador federal Yordan Moreira Delgado, é de R$ 4.053.429,56.

Na ação penal em tramitação na Justiça Federal, são réus Cássio Andrade e os servidores da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) Maria da Penha Xavier de Brito, Marcos César Bezerra do Nascimento e Eugênio Régis Lima e Rocha, o funcionário da Caixa Econômica Federal Evaldo de Almeida Fernandes e o empresário, sócio-diretor da Compecc Engenharia, Comércio e Construções Ltda Eduardo Ribeiro Victor.

Em seu texto, o procurador federal afirma que foram encontrados indícios contra o prefeito Luciano Cartaxo. “A presente denúncia apenas trata do muro de proteção investigado no IPL 154/16, sendo que outra denúncia abrangerá o superfaturamento da obra investigada no IPL 152/16”, diz trecho do documento. Segundo ele, esta é a apenas a primeira denúncia, pois o caso do desassoreamento da Lagoa (a retirada das 200 mil toneladas de lixo) será tópico de outra denúncia.

 

Redação
com informações do ParaíbaJá

Passagem de ônibus passa a custar R$ 4 neste domingo



O preço da passagem para quem utiliza o ‘Passe Legal’, que atende a aproximadamente 80% dos usuários de ônibus de João Pessoa, será reajustado para R$ 4,00. Já a tarifa para quem faz o pagamento em dinheiro será de R$ 4,15. Os valores foram definidos durante reunião do Conselho Municipal de Mobilidade Urbana (CMMU), ocorrida nesta sexta-feira (24), na Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob). A medida passa a valer a partir deste domingo (26).

O reajuste teve por base a planilha de custos do transporte público, que recebe o impacto de itens como combustível, peças, pneus, quilometragem percorrida pela frota, além da previsão de reajuste salarial dos operadores em 2020. O desconto de R$ 0,15 no momento da recarga do cartão, em relação à tarifa tradicional, é um incentivo para aumentar a modernização e a fiscalização do sistema, evitando fraudes e reduzindo a circulação de dinheiro.

“O uso do cartão dá mais agilidade ao sistema de transporte, oferece mais segurança ao passageiro e fornece dados em tempo real sobre linhas e veículos. O desconto é uma forma de garantir que mais pessoas passem a optar pelo ‘Passe Legal’, uma tendência que vem se consolidando em várias capitais do país”, apontou o superintendente executivo de Mobilidade Urbana, Adalberto Araújo.

Durante a reunião, a Semob assegurou que 100% dos ônibus serão acessíveis até o final deste ano, beneficiando pessoas com deficiência motora. A previsão é de que novos veículos sejam incorporados à frota, cuja renovação ultrapassou a marca de 51% desde 2013. A partir de repasses da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), a administração garante o Passe-Livre para estudantes da rede municipal de ensino, com direito a pagar meia passagem. Outros 38.000 bilhetes também são oferecidos mensalmente ao total de pacientes com Aids que utilizam o sistema de transporte da Capital.

Conselho de Mobilidade – Os representantes do Conselho de Mobilidade também trataram das obras de requalificação da Epitácio Pessoa, que irá transformar a via em uma avenida passeio. Os representantes ressaltaram o investimento na malha viária de João Pessoa com o programa Ação Asfalto, que alcançou a marca de 180km de ruas e avenidas asfaltadas, dando prioridade às áreas por onde passa o transporte público. Outro ponto mencionado foram os mais de 20 km de faixa exclusiva de ônibus, responsável pela redução no tempo das viagens.

Integram o Conselho a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Trabalhadores em Transportes Urbanos de Passageiros de João Pessoa, a Junta Governista do Sindicato dos Motoristas, o Sindicato de Transportes Urbanos de João Pessoa (Sintur), o Diretório Central dos Estudantes da UFPB (DCE/UFPB), o Conselho Universitário de Carteiras – CUC, representante universitário da rede privada, o Conselho Metropolitano de Carteiras de Estudantes – CMCE, além de representante secundarista das redes pública e privada.

Também participam membros da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) e das Secretarias de Planejamento (Seplan), Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Semam) e de Educação e Cultura (Sedec), além do Orçamento Participativo.

MaisPB

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