MEMÓRIA PESSOENSE: o Santos de Tereré - Sérgio Botêlho

 

Existe uma história, das antigas, em João Pessoa, que, de tão repetida, transformou-se em verdade. Contam que uma família pessoense foi embora para o Sudeste do país, São Paulo ou Rio, não sei dizer bem, com os filhos ainda pequenos. O pai da família havia sido jogador de futebol, na categoria dos amadores.


Tempos depois, uma das crianças dessa família, que havia se tornado um adulto, e jogava futebol, despertou o interesse de um clube local. Quando foram ver, o rapaz tinha os direitos federativos ligados a um clube de futebol paraibano.
Puxa documento para cá, puxa documento para lá, telefone vai, telefone vem, e, afinal, ficou confirmado que o rapaz tinha mesmo vínculo com um clube paraibano, mais precisamente, de João Pessoa.

Tratava-se do Santos Futebol de Clube, dirigido pelo desportista José Walter Marinho Marsicano, mais conhecido como Tereré, clube fundado em 1949 e que desde a primeira metade da década de 50 disputava o campeonato paraibano com atletas na condição de semiamadores ou amadores pura e simplesmente.

Garantem os “folcloristas” que, mal a criança nascia, e era filho de um bom jogador, Tereré já providenciava “assinar” o menino com o clube. Evidentemente que há exageros. Mas, a fama correu os quadrantes esportivos paraibanos.

As diversas histórias que perfilam Tereré como protagonista, todas elas apenas servem para eternizar o seu nome, não somente na história do próprio Santos, como, acima de tudo, na própria história do futebol paraibano.

Nas reuniões mais importantes envolvendo o esporte, ocorridas na Federação Paraibana de Futebol, lá esteve, por anos a fio, José Walter Marinho Marsicano, a opinar, e muitas vezes, a oferecer votos decisivos.

Genro do ex-presidente da FPF, Genival Leal de Menezes, figura de alta relevância na história do futebol paraibano, Tereré teve, muitas vezes, de enfrentar dificuldades como dirigente do Santos, por conta desse parentesco, a serem creditadas na conta das naturais ciumeiras.

Com a imprensa, Tereré sempre teve um bom relacionamento, garantindo boas entrevistas, e, aqui e ali, um furo ou outro sobre os encaminhamentos dados ao futebol paraibano; afora, é claro, informações sobre o próprio Santos.

Seja lá como tenha se passado verdadeiramente essas histórias de Tereré, no Santos, o fato é que o clube estava sempre participando do campeonato paraibano, mesmo que nunca tenha vencido nenhuma de suas versões. Tudo a ser capitalizado em favor do seu dirigente maior.

Desde o final da década de 1990 que o Santos Futebol Clube decidiu não mais disputar o campeonato profissional paraibano, após ser rebaixado para a segunda divisão e não conseguir ascender à primeira na versão seguinte do campeonato.
Contudo, pelo que significou para a história futebolística paraibana, especialmente como um dos representantes da Capital, ao lado de Botafogo e Auto Esporte (e, em alguma versões, pelo efêmero União), merece o Santos Futebol Clube, o Santos de Tereré, figurar com destaque no quadro das memórias pessoenses.


Belo estreia bem na Copa do Nordeste e vence Bahia

O Botafogo paraibano estreou bem na Copa do Nordeste. Na noite desta quinta-feira (18), o clube de João Pessoa venceu o Bahia por um placar de 1 a 0, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

O único gol da partida foi marcado por Alan Monteiro Dias, aos cinco minutos do primeiro tempo.

Além do tento, o Botafogo ainda criou uma grande oportunidade aos 49 minutos do segundo tempo quando Mazinho acertou uma bola no travessão e por pouco não fez o gol.

O Botafogo-PB volta a campo pela competição no dia 7 de fevereiro contra o Náutico, no Estádio Almeidão.

MaisPB


Cartaxo pode sofrer processo de impeachment após MP constatar pedaladas fiscais na PMJP


Por Redação Paraíba Já 


A representação do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) contra o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), constata a prática de pedaladas fiscais. A avaliação é do vereador Brunos Farias (PPS), citando a modificação no orçamento de 2017 sem autorização da Câmara Municipal. Para o parlamentar, o ato praticado por Cartaxo é semelhante ao que levou presidente Dilma Rousseff (PT) ao impeachment.

“Ele pode ser alvo de um processo de impeachment, uma vez que se trata de crime de responsabilidade”, revelou Bruno Farias. O vereador ainda completou a informação ao dizer que Cartaxo agiu “exatamente da mesma forma que a presidente Dilma fez em nível nacional, através de decreto sem autorização legislativa. O que configura crime”.

Apesar de afirmar que cabe um pedido de impeachment contra Luciano Cartaxo, Bruno adiantou que a bancada de oposição ainda irá se reunir até o fim do mês para decidir se realmente protocola o processo.

“Nós iremos nos debruçar de maneira mais decisiva sobre essa peça do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas e diante desses fundamentos, reunir a bancada e deliberar a respeito do que vai fazer”, revelou.

Representação do MP
Assinada pelo procurador-geral do MP junto ao TCE-PB, Luciano Andrade Farias, e pelo subprocurador-geral, Bradson Tibério Camelo, a representação acusa Cartaxo de editar o decreto 8.903 de 16 de janeiro de 2017 e abrir crédito suplementar no valor de R$ 3,8 milhões, anulando dotações orçamentárias de órgãos e programas diferentes, contrariando a Constituição Federal.

Na representação, o MP pede que, após notificação do Poder Executivo, seja aplicada multa pela ilegalidade, que o processo seja reunido com as contas anuais e que sejam remetidas as informações para que sejam tomadas as providências necessárias nas outras esferas.

As informações são do ClickPB


Segundo repasse do FPM de 2018 injetará mais de R$ 46 milhões nos cofres das prefeituras da PB

O segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de 2018 terá um acréscimo de 10,28% em relação mesmo período do ano passado. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), as prefeituras paraibanas terão depositadas em suas contas nesta sexta-feira (19) a quantia de R$ 46.420.018,44. No ano passado, o repasse foi de R$ 42.092.161,74.

A Prefeitura da Capital irá receber o montante de R$ 5.091.857,48; o município de Campina Grande terá um reforço de R$ 1.402.579,43.

Segundo a CNM, 135 municípios paraibanos receberão R$ 126.613,89 e três terão depositados em seus cofres R$ 506.455,58.

A CNM alerta os gestores para organizam suas finanças, pois o cenário ainda é de bastante instabilidade política e econômica.


Pamela Bório e o deboche à Justiça

por Tião Lucena

A jornalista Pâmela Bório se acha uma pessoa acima da lei. Acostumada a desrespeitar a Justiça e a falar mal dos juízes, agora parte para o deboche total. Um processo, no qual ela figura como autora e que corre em segredo de justiça, é tornado público e, mais que isso, escancarado aos olhos da sociedade com ares de escândalo e carregando ao seu redor um rosário de insinuações maldosas que têm o objetivo de denigrir a imagem do processado.

Num roteiro já decorado, e batido, ela retoma com as mesmas sandices contra o governador, para festa da oposição, co-autora de suas loucuras e eternamente grata por poder contar com uma mulher disposta a realizar qualquer serviço contra o ex-marido.

É próprio dela. Desde quando perdeu a condição de primeira dama e não teve mais acesso às mordomias da Granja,tem movido uma campanha de ódio contra o ex-marido, com o intuito de vingar-se.

Vingança, isso mesmo. Ela busca vingança e disse isso numa gravação divulgada após a separação: “O que eu tenho a perder? Já perdi tudo. Mas levo todos comigo”, chegou a afirmar na época.

Nesse lance de agora, uniu-se ao jornalista Helder Moura, seu amigo do peito e, contando com a assessoria de outra inimiga declarada do governador, a advogada Laura Berquo,jogou na mídia o caso do processo que corre em segredo de justiça e que tenta enquadrar o governador Ricardo Coutinho, seu ex-marido e pai do seu filho menor, na Lei Maria da Penha.Diz que pediu medida protetiva, como se estivesse correndo perigo, sendo agredida ou ameaçada.

Quando sabemos que é tudo mentira.

Uma mulher ameaçada que comparece,em plena noite, a inauguração de uma casa de artesanato no Altiplano do Cabo Branco, levando consigo a criança de poucos anos, forçando o menino a se deixar fotografar ao lado dos adversários e desafetos do seu pai, está sendo ameaçada ?

Quem anda tranquilamente por restaurantes e janta com baianos no hotel mais chique do Rio de Janeiro,o Copacabana Palace, fazendo questão de exibir a festança nas redes sociais, estará com medo de alguma coisa?

Esse lance de agora ultrapassou os limites da razoabilidade. A jornalista desrespeitou a justiça, mandou às favas o trâmite processual e usou a ação que moveu contra o ex-marido para atrair holofotes, coisa que adora, principalmente agora que se diz candidata a deputada estadual pelo partido de Jair Bolsonaro, aquele que usou o dinheiro do auxilio moradia “para comer gente”, como afrontosamente revelou a uma jornalista que o interpelava.

Não esquecer que Pâmela Bório é uma candidata sem serviço prestado ao Estado, sem ter feito nada de relevante na vida que justifique uma eleição desse porte.

Aliás, não vi uma notinha sequer assinada pela senhorita Pâmela Bório, em solidariedade à moça que passou sete dias internada na Maternidade Cândida Vargas com um filho morto no ventre.

Não vi, nem verei, já adianto. Pâmela não gosta de pobre. Ela é da turma do Louis Vuitton

Esperamos que a justiça, sempre sóbria, chame o feito à ordem e enquadre essa moça nos rigores da lei.

Ela está precisando disso.


Pilar-Juripiranga: Ricardo inaugura pavimentação da rodovia nesta sexta


Tráfego médio diário na PB-048 é de 596 veículos entre automóveis, utilitários, ônibus, caminhões e motos


Por: Blog do Gordinho
O governador Ricardo Coutinho inaugurar, nesta sexta-feira (19), às 10h, a 151ª obra do Programa Caminhos da Paraíba. Trata-se da pavimentação da rodovia PB-048 – trecho Pilar/Juripiranga, 50 km da Capital. A solenidade contará com as presenças do secretário dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo; do superintendente do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado (DER), Carlos Pereira de Carvalho e Silva; além de diversas lideranças da região.

Com uma extensão total de 13 km e investimento superior a R$ 7 milhões, a pavimentação da rodovia PB-048 beneficia diretamente os municípios de Pilar e Juripiranga, contemplando uma população de 21.428 habitantes, além de centenas de usuários que trafegam pela rodovia diariamente. O tráfego médio diário na PB-048 é de 596 veículos entre automóveis, utilitários, ônibus, caminhões e motos.

Com a pavimentação, o Governo do Estado visa promover o crescimento das atividades econômicas com a integração dos municípios da região, inclusive com o vizinho estado de Pernambuco; facilitar o escoamento da produção agrícola; modernizar e ampliar a infraestrutura rodoviária estadual a partir da BR-230, além de oferecer melhores condições de vida e segurança aos seus habitantes e usuários em geral.

Serviços – A obra contempla a execução de serviços de terraplenagem em cortes e aterros, sistema de drenagem para águas pluviais e subterrâneas, pavimentação asfáltica, cercas delimitadoras da faixa de domínio; gramagem e paisagismo; bem como sinalização horizontal e vertical. As obras foram executadas pela construtora Rocha Cavalcante Ltda, sob a coordenação geral do DER.

O diretor superintendente do DER, o engenheiro Carlos Pereira de Carvalho e Silva, lembra que a pavimentação da PB-048 foi reivindicada pela população dos dois municípios, que há muito tempo esperava pela obra, prometida por outros governantes. “Mas só quem concretizou a obra foi o governador Ricardo Coutinho, com o decisivo apoio do secretário João Azevedo”, finalizou o superintendente.


Corrosômetro aponta enorme perda salarial dos servidores

  Vera Batista

blogdoservidor.com.br
O Corrosômetro, documento criado pelo Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), atualizado com os dados do Boletim Focus do Banco Central de 12 de janeiro de 2018, demonstra “de forma incontestável”, na análise da entidade, que os servidores não tiveram “privilégios”. De julho de 2010 a dezembro de 2017, as carreiras de Estado acumularam perda de 21% no poder de compra.

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Essa é a prova, de acordo com Daro Piffer, diretor parlamentar do Sinal, de que os argumentos do governo, de que o funcionalismo federal terá ganho real em 2018, “é uma grande falácia”. Ele explica que a lógica da equipe econômica está equivocada. A maioria das carreiras de Estado, lembra Piffer, teve reajuste de 29,7%, em quatro parcelas (5,5%, em 2016, 6,99%, em 2017, 6,65%, em 2018, e 6,31%, em 2019). O governo quer convencer a sociedade de que, nesse e no próximo ano, os federais terão ganho real próximo a 3 pontos percentuais, uma vez previsão de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA) é de 3,95%, em 2018, e de 4,25%, em 2019. No entanto, o governo finge ignorar que os cálculos não são feitos dessa maneira.

“Após 2008, quando todas as perdas foram zeradas, os reajustes vêm perdendo para a inflação. O Corrosômetro comprova que, de 2010 para cá, a perda acumulada chega a 15,5 salários atuais (janeiro de 2017) deixados de receber no período de agosto de 2010 a dezembro de 2017”, destaca. Os frágeis argumentos utilizados pelo governo para defender o adiamento do reajuste, citando a crise fiscal que vive o país e um aumento salarial “real”, já que superior à inflação mensurada posteriormente à promulgação da Lei, “afrontam a verdade dos fatos”. Para Piffer, o governo não revela, propositalmente, é que o Termo de Acordo nº 31/2015 “não recompõe sequer a inflação passada e apenas mitiga as perdas salariais já consolidadas”.

Em nota, o Sinal divulga que “os servidores do Banco Central tiveram o “privilégio” de deixar nos cofres do governo, nos últimos sete anos e meio, o equivalente a 15,5 salários atuais para ajudar no combate à crise fiscal que não geramos. O pretendido adiamento do reajuste de janeiro de 2018 nos levará, neste janeiro de 2019, ao nível salarial mais baixo desde julho de 2010, excetuando-se o fundo do poço desta década, que alcançamos em julho de 2016”.

Essas constatações são suficientes, avalia o Sinal, para explicar a necessidade de as categorias prejudicadas lutarem para evitar que o governo, “por meio da inconstitucional Medida Provisória 805/2017, venha adiar por um ano o reajuste, de 6,64%, programado para janeiro de 2018, conforme disposto na Lei nº 13.327/2016, de 29 de julho de 2016″. A MP 805/17 está com seus efeitos suspensos por ato do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu liminar à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5809/17. A decisão será submetida a referendo do Plenário do STF após o término do recesso forense e a abertura do Ano Judiciário de 2018.

 

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Governo Temer finaliza texto para lançar novo PDV

Ainda não foi finalizada a nova medida provisória da União para dar continuidade do Programa de Demissão Voluntária (PDV) dos servidores federais. Os últimos ajustes, de cunho jurídico, estão sendo feitos, e, de acordo com integrantes do Executivo, o texto deverá sair no fim deste mês.

Como apenas 240 pessoas aderiram ao programa lançado no ano passado ao contrário da expectativa de 5 mil, o governo Temer pretende, agora, alcançar mais funcionários. O objetivo era gerar economia de R$ 1 bilhão ao ano.

A ideia é formular uma proposta mais atrativa que a anterior, e que receba aval do Congresso Nacional para ter caráter permanente. Isso porque representantes do governo federal acreditam que se a nova MP passar pelo Parlamento terá alterações, e que o funcionalismo prefere aguardar o texto final para aderir ao programa.

A Medida Provisória 792, de 26 de julho de 2017, que lançou o PDV, perdeu a validade em 28 de novembro do ano passado. E programa não era limitado apenas às demissões, mas propôs a licença incentivada sem remuneração, e a jornada de trabalho reduzida.

Do total de 240 servidores que se inscreveram, 153 se interessaram pela redução de jornada, 76 pela saída do setor público, e 11 pela licença incentivada.

Para a demissão voluntária, o governo prometeu 1,25 (um quarto) do salário por ano trabalhado. De acordo com o Ministério do Planejamento, essas condições ficam mantidas no novo PDV. Serão definidos os órgãos e cidades de lotação dos servidores, e carreiras abrangidos.

Como na outra MP, continuará impedido de aderir ao plano, por exemplo, quem esteja em estágio probatório, e que tenha cumprido os requisitos legais para aposentadoria.

Em relação à jornada reduzida, o Planejamento anunciou que será proposta ao servidor a opção de alterá-la de oito horas diárias para seis ou quatro horas. Com isso, será garantido o pagamento adicional de meia hora diária. Sobre a licença incentivada sem remuneração, a previsão da União é de pagar três salários a quem aderir à medida e ficar afastado por três anos consecutivos.

 

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Afif diz que há consenso contra o veto do Refis

 

EM REUNIÃO, AFIF AFIRMA QUE JÁ HÁ 208 VOTOS CONTRA VETO DO REFIS
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O presidente do Sebrae Nacional, Guilherme Afif, reuniu-se com 25 entidades de representação empresarial e parlamentares para articular apoio à derrubada do veto do presidente Michel Temer à Lei do Refis, que refinancia dívidas tributárias de pequenas e microempresas. Já são 208 os deputados favoráveis à derrubada do veto. Segundo estima o Sebrae, sem o Refis 600 mil empresas terão de fechar as portas. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
“Grandes empresas, até enroladas na Lava Jato, foram beneficiadas com o Refis. Como se explica isso? Cadê a isonomia?”, questiona Afif.

O próximo passo, diz o presidente do Sebrae, é tentar o apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira.

Os deputados Otávio Leite (PSDB-RJ), Jorginho Mello (PR-SC), Carlos Melles (DEM-MG) e o senador José Pimentel (PT-CE) querem o Refis.

 

Diariodopoder.com.br

 


Procuradoria vai pedir aumento da pena de Lula por três crimes cometidos

Doug Patricio
Doug Patricio

 
TRF4 DECIDIRÁ SE AUMENTA CONDENAÇÃO DE LULA DE 9 PARA 20 ANOS

O TRIBUNAL, EM PORTO ALEGRE, VAI ANALISAR A APELAÇÃO DE LULA NO CASO DO TRIPLEX (FOTO: GOUG PATRÍCIO/ AE)
 

O procurador regional da República Maurício Gotardo Gerum, em sua sustentação oral durante o julgamento da apelação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 24, vai reiterar a defesa do aumento da pena de prisão do petista e argumentar que ele cometeu três crimes em vez de um, como sentenciou o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato em Curitiba. O MPF quer dobrar a pena de 9 anos e seis meses para mais de 20 anos de prisão. O procurador pedir[a cumprimento inicial da pena de prisão em regime fechado do petista, como foi decidido por Moro.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, vai analisar a apelação de Lula no caso do triplex no Guarujá (SP), em que o petista foi condenado por Moro a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Gerum, um dos integrantes do Ministério Público Federal em julgamentos de segunda instância, será o representante da Lava Jato diante dos três desembargadores federais da 8.ª Turma Penal da Corte.

Em seu parecer de 81 páginas, Gerum enfatizar, em sua exposição de 30 minutos, que há provas de crime de corrupção passiva. Ele pretende ainda argumentar que o petista cometeu três práticas delituosas, uma vez que a Petrobrás fechou três contratos com a construtora OAS, responsável, segundo a denúncia, por oferecer o apartamento e bancar reformas no imóvel como pagamento de propina ao petista. E vai sustentar que há “nexo causal” entre a assinatura dos contratos e o recebimento de propina por Lula.

Refinarias

Gerum entende que os contratos da OAS com a Petrobrás nas obras das Refinarias Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco, configuraram crimes de corrupção. Os negócios nessas unidades foram fechados por meio dos consórcios Conpar (Odebrecht, UTC e OAS), e Conest/Rnest (Odebrecht e OAS), respectivamente. A OAS pagou R$ 87,6 milhões em propinas, sendo R$ 16 milhõesa agentes do PT e ao partido.

Desse "caixa geral" aos petistas – como chamou o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, em colaboração espontânea no processo – R$ 2,2 milhõesforam usados para reformar e equipar o apartamento 164-A, do Edifício Salina, Condomínio Solaris, do Guarujá, para Lula.

“A cada contrato fechado entre as empreiteiras consorciadas e a Petrobrás, que no caso da OAS foram três, o oferecimento e a promessa de vantagem se renovam, constituindo crime autônomo”, afirmou o procurador em seu parecer. Por isso, em sua sustentação, Gerum vai defender a condenação, com a prática de três condutas delituosas, e consequente aumento da pena de prisão.

Vínculo

Em sua sustentação oral, Gerum também vai destacar um ponto da sentença atacado pela defesa de Lula. O criminalista Cristiano Zanin Martins, defensor do petista, pretende explorar a manifestação de Moro para argumentar desvinculação dos crimes com o esquema de corrupção na estatal.

No processo, há notas fiscais, contratos de fornecimentos de serviços e equipamentos, registros do imóvel, cópias de mensagens de e-mail, registros fotográficos, laudos periciais, relatórios de comissões internas da Petrobrás e apurações do Tribunal de Contas da União (TCU), que serviram para Moro condenar Lula em 12 de julho do ano passado – a primeira sentença do ex-presidente na Lava Jato, que responde a seis processos.

“Há nexo causal entre a conduta do réu e os crimes praticados em detrimento da Petrobrás”, já registrou Gerum em seu parecer. Nesse ponto, ele deverá detalhar as provas apresentadas pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.

Gerum também considerou que o fato de Lula não ter o poder direto de indicar diretores da Petrobrás, como argumentou a defesa para justificar a falta de provas, não é elemento essencial. “Quanto ao nexo causal, importante salientar que a definição dos diretores da Petrobrás (por Lula) não constitui prova essencial à configuração do tipo, uma vez que, independentemente de quem ocupasse o cargo, era inequívoca a influência do governo na contratação da empresa, sendo a retribuição escusa calcada nessas bases.”

 

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Dá cá, toma lá - Deputados condicionam reforma a queda de juros

 
DEPUTADOS PEDEM QUEDA DE JURO BANCÁRIO PARA APROVAR PREVIDÊNCIA

DEPUTADOS PEDEM QUEDA DOS JUROS BANCÁRIOS PARA APROVAR PREVIDÊNCIA
 

Para apoiar a reforma da Previdência, deputados governistas estão exigindo medidas “compensatórias” populares, como a redução dos juros e lucros bancários. “É um escândalo o que acontece no Brasil”, diz o vice-presidente da Câmara, deputado Fábio Ramalho (MDB-MG), inconformado com os juros, considerados os mais elevados do sistema financeiro mundial, que garantem lucros recordes aos bancos.
A inflação do Brasil em 2017 ficou em 2,95%, mas os bancos cobraram em média mais 323% de juros no cheque especial, por exemplo.

Os juros nos cartões de crédito são ainda mais criminosos: em média, 333% foram impostos aos brasileiros, em 2017. E já foi pior.

Para Fábio Ramalho, com o fim dos privilégios dos bancos, cujos lucros batem recorde, haverá apoio para acabar regalias no setor público.

A posição de Fábio Ramalho, que não é isolada, fez o governo tomar a iniciativa de negociar com os bancos a redução dos juros.


Outdoors em Porto Alegre pede ‘Lula na cadeia‘ a partir do dia 24


CAMPANHA É ASSINADA PELOS MOVIMENTOS MBL-RS E VEM PRA RUA

OS OUTDOORS APRESENTAM A IMAGEM DE LULA COMO PRESIDIÁRIO, NO ESTILO DO PIXULECO (FOTO: REPRODUÇÃO)
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Cerca de 30 outdoors com dizeres pedindo “Lula na cadeia” foram instalados em avenidas de grande circulação de Porto Alegre e outras cidades da região metropolitana. Os cartazes são assinados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem Pra Rua.
Iria Cabreira, uma das coordenadoras do Vem Pra Rua no Rio Grande do Sul, explica que a campanha é um ato de apoio ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), “que tem cumprido o seu papel”. Lula será julgado pelo TRF4 no caso do triplex do Guarujá na próxima quarta-feira, 24.

“Temos visto ataques ao trabalho da Justiça e apoio incondicional ao Lula, que já foi condenado em primeira instância. Precisamos mostrar que a população não está conivente com os crimes de corrupção, que o cidadão comum, que está trabalhando e lutando pela sua subsistência quer, sim, acabar com a corrupção e apoia, se for o caso, condenação, prisão, o que for, de qualquer um. Ninguém pode estar acima da lei”, diz Cabreira.

Os outdoors apresentam a imagem de Lula como presidiário, no estilo do Pixuleco, o boneco inflável que ficou conhecido em protestos contra Lula e Dilma. Ao lado, há uma silhueta com o convite: “faça sua selfie aqui”. A ideia era que as pessoas manifestassem seu apoio nas redes sociais, mas o movimento tem dificuldades para mensurar o sucesso da campanha, segundo Cabreira: “Muita gente não compartilha ou tira foto de dentro dos carros, já que em muitas avenidas não é fácil de parar”.

A coordenadora afirma que uma vaquinha foi feita para suprir as despesas com a instalação dos outdoors, porém não informa o valor arrecadado. “Cada um de nós acaba doando, além do tempo, valores para as ações”, resume.

O movimento Vem Pra Rua prepara um ato para a próxima terça, 23, véspera do julgamento de Lula no TRF4. O ponto de encontro será o Parque Moinhos de Vento, o Parcão, local já tradicional das manifestações contra Lula e Dilma em Porto Alegre. O evento no Facebook que convoca para o ato, a partir das 18h, tem menos de uma centena de confirmações.

“Vai ser um evento pequeno, já que consideramos e avaliamos que um evento grande poderia implicar questões de segurança. Será um ato de apoio ao TRF4 e à Justiça, para que continuem fazendo o seu trabalho e que não se tolere ameaças ou intimidações”, explica Cabreira.

 

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