Prefeito de São Paulo é internado em UTI após sangramento no fígado


Publicado por: Gerlane Neto 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, foi internado nesta quarta-feira (11) na unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital Sírio-Libanês devido à ocorrência de um sangramento no fígado após procedimento para demarcação da lesão tumoral. A internação tem como objetivo o monitoramento constante do paciente.

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Bruno Covas faz tratamento contra um câncer diagnosticado na região do estômago.

De acordo com boletim médico, o sangramento foi controlado por arteriografia e embolização do foco de sangramento, procedimento considerado minimamente invasivo pelo hospital.

Tratamento
Bruno Covas foi internado no dia 23 de outubro no Sírio-Libanês para tratamento de uma erisipela. Dois dias depois, os médicos diagnosticaram uma trombose venosa das veias fibulares e exames subsequentes apontaram tromboembolismo pulmonar e câncer. O prefeito foi diagnosticado com adenocarcinoma, um tipo de câncer na região de transição do esôfago para o estômago, além de uma metástase no fígado e uma lesão nos linfonodos.

Segundo o médico Roberto Kalil, integrante da equipe que acompanha Covas, a parte cardiológica está bem. “O estado geral do prefeito é ótimo, a parte cardíaca que tinha aqueles coágulos foi resolvida, o ecocardiograma está normal, e as notícias são extremamente otimistas”, afirmou.

O prefeito continuou no cargo durante o tratamento, despachando e fazendo reuniões de trabalho no próprio hospital. No dia 18 de novembro, ele voltou a despachar da sede da prefeitura.

 

 

Fonte: EBC

Créditos: EBC


Justiça determina volta de radares móveis às estradas federais

 
A ordem foi dada pelo juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara, ao avaliar pedido de liminar apresentado pelo MPF (Ministério Público Federal).


Por FOLHAPRESS
Ao justificar a suspensão dos equipamentos, disse que o propósito era o de evitar "o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos". (Foto: Reprodução)
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Justiça Federal em Brasília determinou nesta quarta-feira (11) que o governo Jair Bolsonaro restabeleça a fiscalização de velocidade com radares móveis nas estradas federais.

A ordem foi dada pelo juiz Marcelo Gentil Monteiro, da 1ª Vara, ao avaliar pedido de liminar apresentado pelo MPF (Ministério Público Federal).

A decisão fixa prazo de 72 horas para que a PFR (Polícia Rodoviária Federal) tome as providências necessárias para a volta da fiscalização eletrônica, sob pena, em caso de descumprimento, de multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada à União.

Em agosto, Bolsonaro determinou, por meio de um despacho, que a PRF interrompesse o uso de "medidores de velocidade estáticos, móveis e portáteis" até que o Ministério da Infraestrutura concluísse uma reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade.

A medida não impediu o emprego dos aparelhos fixos, os chamados pardais, porque a Justiça Federal em Brasília já havia dado, em abril, ordem para sua manutenção nas pistas.

Bolsonaro é um crítico do controle de velocidade e de outras formas de fiscalização desde quando era deputado federal.

Ao justificar a suspensão dos equipamentos, disse que o propósito era o de evitar "o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos".

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo publicada em abril mostrou que o presidente, três de seus filhos e sua mulher, Michelle, receberam ao menos 44 multas de trânsito nos cinco anos anteriores, segundo registros do Detran-RJ (Departamento de Trânsito do Rio de Janeiro).

Ao reverter a determinação de Bolsonaro, o juiz da 1ª Vara argumentou que o despacho presidencial não observou o conjunto de normas do Sistema Nacional de Trânsito, previsto em lei.

Segundo ele, a medida não "poderia suprimir competência" do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), "prevista em lei", que fixa as diretrizes da fiscalização.
"Afora a questão formal, o ato questionado foi praticado sem a prévia existência de embasamento técnico, o que também viola as regras de funcionamento do Sistema Nacional de Trânsito e as competências legais do Contran e de suas câmaras temáticas", escreveu o magistrado.

Ele argumentou ainda que cabe ao Judiciário apurar se, no caso, houve omissão do Executivo na missão de assegurar direitos essenciais dos cidadãos.

"Não se tem dúvida de que os direitos à segurança, incolumidade física e vida são fundamentais e que, conforme já registrado, a política de segurança viária e sua efetiva fiscalização são constitucionalmente previstas", prosseguiu o juiz.

O magistrado afirmou que, embora "voltada para a promoção de objetivo legítimo, há outros meios aptos a alcançar tal objetivo e menos prejudiciais à segurança do trânsito".

"Com efeito, o objetivo de ‘evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade‘ pode ser alcançado pela efetiva fiscalização da forma de uso dos equipamentos pelos agentes estatais, impondo-se, inclusive, responsabilização dos responsáveis pelo desvirtuamento noticiado."

Monteiro determina à União que, por meio de qualquer de seus órgãos, não só a PRF, "se abstenha de praticar atos tendentes a suspender, parcial ou integralmente, o uso de radares estáticos, móveis e portáteis".

A reportagem ainda não conseguiu contato com a PRF.


Adriano Galdino: o dono de Pocinhos e o novo dono da Paraíba

 
Por Flávio Lúcio

Vejam o nível dos políticos que tomaram o poder estadual de assalto quando João Azevedo assumiu o cargo de governador da Paraíba.

E depois que João Azevedo rompeu definitivamente com Ricardo Coutinho, a caixa de Pandora da nossa política foi aberta de novo, e o que escapou de lá foi um dos males políticos que a Paraíba pensou estar superando: o patrimonialismo, essa prática arraigada bem presente na nossa cultura política, e exprime a captura do Estado como se este pertencesse a grupos e indivíduos.

No vídeo abaixo, um exemplo bem expressivo dessa prática. O presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, ao lado do João Azevedo, saúda a presença do governador em uma reunião pública com apoiadores, transmitida , inclusive, através das redes sociais do deputado.

Após pedir obras e ações do governo do estado para Pocinhos, o município que ele foi prefeito, e sua esposa tentou repetir a dose, mas foi derrotada na última eleição, Galdino lembra que o prefeito da sua “amada” cidade não é do seu grupo político, nem apoiou João Azevedo na eleição passada.

“Eu estou muito feliz em tá recebendo, que o senhor possa vir outras vezes pra cá, para trazer, não só para Pocinhos, mas para toda a região, para construir uma Pocinhos cada vez melhor. Mais pra frente, agora não. Mais pra frente. Vou lhe pedir nada agora não.”

Adriano Galdino talvez tenha se esquecido de que estava seu discurso estava sendo transmitido para além dos muros do local onde ele o pronunciava, porque sua sinceridade de político provinciano e mandonista foi desconcertante.

O motivo para o inusitado pedido para que João Azevedo não realizasse investimentos na cidade não poderia ser mais mesquinho. Veja você mesmo:

“Mais pra frente, quando ‘nós’ tivermos um prefeito amigo ou uma prefeita amiga (dá pra advinhar quem?), lá na frente…”

Eis a principal mudança em curso na política paraibana depois que João Azevedo assumiu o governo da Paraíba e iniciou covardemente o ato de traição a Ricardo Coutinho.

Políticos como Adriano Galdino alcançaram o centro do poder na Paraíba sem que mereçam porque não têm estatura. Em razão disso, não se comportam de acordo com a posição que hoje ocupam. Agora se sentem, na sua arrogância simploria, embriagados de poder, como se fossem donos da Paraíba.

Mais ainda porque, Adriano Galdino e seu grupo, tem o governador nas mãos. Triste realidade.

O povo de Pocinhos vai aceitar?

E o povo da Paraíba?


G11 articula nomes em JP e CG. Na Capital, Nilvan é o preferido do grupo

  O chamado G11 – grupo que aglutina parlamentares de vários partidos, na Assembleia Legislativa da Paraíba – tende a ter candidatos às Prefeituras de João Pessoa e Campina Grande, especialmente. Na Capital, o nome do comunicador Nilvan Ferreira, do Sistema Correio de Comunicação, é o que tem a simpatia da maioria do grupo. “Pelo menos até agora”, segundo revelou uma fonte à coluna.

Questionado a respeito, o deputado estadual Tião Gomes confirmou as informações e acrescentou: “Pelo menos para nós, do Avante, o nome de Nilvan Ferreira tem uma simpatia especial”. E foi mais longe: “Teremos candidatos independente de Governo. Nós não dependemos do Governo…”.

Tião detalhou que, neste momento, a candidatura de Nilvan Ferreira “também já tem a simpatia da maioria do grupo, embora não a de todos”. O amadurecimento desse projeto tem sido discutido internamente pelo G11. “Não existe, ainda, uma definição. Porém, a tendência do grupo é marchar unido com uma candidatura forte”.

A ideia básica do grupo G11 é ter candidatura própria às prefeituras de João Pessoa e Campina Grande. A questão está sendo amplamente discutida porque o grupo envolve vários partidos. Na avaliação do deputado Tião, essa adversidade de partidos também é bom porque une todos.

Particularmente quando à eleição em João Pessoa, Avante tenta empinar a candidatura do comunicador Nilvan Ferreira, mas as definições se darão até janeiro no âmbito do G11. A propósito de diversidade, o deputado Tião Gomes lembrou que o nome do colega Wilson Santiago Filho foi previamente lançado, “mas não houve nenhuma afinidade para se discutir isso”. Até janeiro, segundo o parlamentar, o grupo G11 terá uma definição sobre as candidaturas.

Com ou sem

Pelo que temos lido e ouvido nos últimos dias, o G11 não está totalmente alinhado com a gestão de João Azevedo. A partir das inúmeras entrevistas que foram publicadas, fica claro que para o grupo, essa história de apoio incondicional não existe. A menos, claro, que o G11 seja e participe do governo.

Para que lado a balança vai pender, no entanto, só saberemos quando a Assembleia Legislativa for votar projetos importantes do interesse do Palácio da Redenção.
O G11 tem sido mais que claro: quer cargo, participação direta no governo e, inclusive, influenciar nos destinos que a gestão vai tomar…

 

Wellington Farias

PB Agora


Justiça suspende votação da reforma da Previdência na Assembleia; texto seria apreciado nesta quinta

 O texto da reforma da Previdência encaminhado à Assembleia pelo Executivo foi judicializado. Uma liminar concedida nesta quarta-feira (11) pelo Tribunal de Justiça da Paraíba determinou a suspensão da apreciação da matéria, que ocorreria nesta quinta.

O presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB) chegou a comunicar que o texto seria votado amanhã, já que hoje foi aprovado por maioria o pedido de apreciação da matéria em caráter de urgência urgentíssima. No entanto, a decisão do juiz convocado, Onaldo Queiroga, suspende a deliberação da Mesa Diretora do Poder Legislativo.

O magistrado atendeu ao pedido feito pelo líder da oposição, o deputado Raniery Paulino alegando ilegalidade no encaminhamento determinado por Adriano, após a aprovação do regime de urgência urgentíssima.

O juiz observou a necessidade de um debate mais amplo com a participação da minoria da Casa. “Caso se concretize, violará o direito ao devido processo legislativo constitucional, o direito da minoria de participar ativamente do processo legislativo e o direito de representação do Impetrante e dos demais Deputados Estaduais que integram a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba”, publicou Onaldo Queiroga

Cabe recurso.

Confira decisão:

 

Entenda:

Após intensa discussão e debate acalorado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia em torno da Proposta de Emenda Constitucional que trata da reforma da Previdência para servidores do estado, a matéria poderia ser aprovada nesta quinta-feira, mesmo sem o parecer dos membros da CCJ.

No final da apreciação da Ordem do Dia desta quarta-feira (11), o plenário aprovou por maioria o regime de Urgência Urgentíssima para a apreciação do texto. Na prática, a matéria poderia sair da Comissão e ir direto para o plenário da Casa, reduzindo o debate sobre a posposta e, possivelmente, garantindo sua aprovação antes mesmo do recesso parlamentar.

Embora uma nova reunião da CCJ esteja agendada para esta quinta-feira (12), quando o deputado Wallber Virgolino deverá apresentar seu voto, já que o texto está sob pedido de vistas dele, a matéria poderia ser levada à apreciação sem esse aval.

 

PB Agora


Ex-secretário Ivan Burity deixa prisão dois meses depois de ser preso

Audiência de custódia de Ivan Burity e Eduardo Coutinho - (Fotos: Ednaldo Araújo /Ascom/TJPB)
O ex-secretário executivo de Turismo da Paraíba, Ivan Burity, deixou, nesta quarta-feira (11), a Penitenciária de Segurança Média Juiz Hitler Cantalice, em João Pessoa. Burity foi preso em outubro no âmbito da Operação Calvário.

A informação foi apurada pelo Portal MaisPB e confirmada na noite desta quarta-feira (11) pelo secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Sérgio Fonseca.

A liberdade era um dos acordos firmados no termo de colaboração premiada entre Burity e o Ministério Público da Paraíba (MPPB).

Prisão de Ivan

O ex-secretário executivo de Turismo da Paraíba, Ivan Burity, foi preso no dia 09 de outubro, na quinta fase da Operação Calvário, que investiga desvios de recursos na administração pública do estado.

De acordo com as investigações do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Ivan teria participação em um esquema suspeito de desviar recursos da educação.

“No âmbito da Educação, especialmente no que pertine a aquisição de materiais didáticos pelo Governo do Estado da Paraíba, destaca-se a atuação de IVAN BURITY DE ALMEIDA, integrante da ORCRIM que atua no sentido de “abrir caminho” para contratação das empresas, mediante o recebimento de propina”, diz um trecho da investigação.

Segundo o MPPB, após diligências iniciais e com a celebração da colaboração premiada de Leandro Nunes Azevêdo, ex-assessor de Livânia Farias, “tomou-se conhecimento de diversas condutas criminosas perpetradas por IVAN”.

O relato indica que IVAN BURITY exercia papel centralizador em diversos contratos geradores da propina no âmbito da Secretaria de Educação, atuando de forma semelhante a LIVÂNIA MARIA DA SILVA FARIAS quanto às Organizações Sociais, a exemplo da Cruz Vermelha Brasileira e do IPCEP.

Wallison Bezerra – MaisPB


“Não vai ter greve de caminhoneiros”, diz Tarcísio Freitas

 Vera BatistaServidor
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, garantiu que a paralisação dos caminhoneiros, prevista para o próximo dia 16 de dezembro, não vai acontece, e a resolução do Ciot vai ser publicada na semana que vem, prometeu

“Não vai ter greve. Não vai ter greve”, reiterou. Ele é quem mais dialoga com a categoria, hoje, no país, disse. “Nós abrimos as portas do ministério para o diálogo, tornamos o Fórum dos caminhoneiros efetivo e conversamos muito com lideranças do Brasil inteiro. O que a gente tem são alguns atos isolado, que não vão ter repercussão, não vão reverberar”, disse Freitas. Ele prometeu, ainda, que a resolução do Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot) que deveria ter sido reeditada até essa quarta-feira (11), será publicada na semana que vem. Enquanto o ministro fazia essas declarações durante a entrega da primeira fase da obra do aeroporto de Salvador, os caminhoneiros conquistavam mais uma importante aliança para a greve.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac), Carlos Alberto Litti Dahmer, uma das principais lideranças da greve de 2017 um dos que ainda acreditava no presidente Jair Bolsonaro, agora quer cruzar os braços. Ele explicou que tem poucas esperanças de que a resolução do Ciot seja mesmo reeditada. “Estava prevista para entrar em vigor nessa quarta-feira (11), assim como a multa de R$ 5 mil para quem burlasse o sistema. Isso consolidaria o piso mínimo do frete, mas infelizmente não aconteceu. Governo descumpriu novamente”, cita Litti.

Para Tarcísio Freitas, a maior parte da categoria está acreditando, com muita maturidade, no diálogo. “Eu até faço meu agradecimento. A gente sabe da situação difícil dos caminhoneiros, mas eles têm tido toda a paciência para esperar que as ações que estão sendo tomadas tenham efetividade. Então, eu presto a eles a minha justa “, disse o ministro. Ele definiu os caminhoneiros como uma classe de trabalhadores guerreiros que leva o Brasil nas costas e que têm sabido, no entanto, com muita altivez e sabedoria, aguardar o desfecho dos diálogos e das negociações. Para tornar a atividade desses profissionais melhor, uma série de medidas estão sendo tomadas, destacou Freitas.

Entre elas, segundo o ministro da Infraestrutura, “a resolução para tratar do código de operações (Ciot), vai ser publicada na semana que vem”, garantiu. “Estamos revendo a questão da pesagem para torna-la mais justa. Esse ano, tivemos a edição do cartão Petrobras, estamos trabalhando com o cartão saúde do caminhoneiro com Sest/Senat, as rodovias agora têm postos de parada. Foram muitos avanços nessa agenda. E esses avanços são reconhecidos pela maior parte da categoria. Então, é daí que nasce a minha convicção – e da conversa constante, diuturna, com grande parte da categoria – de que não vai ter greve”, enfatizou Freitas.

Pautas

Outras reivindicações dos caminhoneiros são a redução do preço do óleo diesel, da gasolina e do preço do gás de cozinha e em defesa das refinarias de petróleo. Em vigência desde 2011, o Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot) foi criado para combater as ineficientes e injustas formas de pagamento de frete aos motoristas de transporte de cargas, como a carta frete. Desde a publicação da Resolução nº 3658 de 19/04/2011, o governo pôs em prática uma série de regras que garantem os direitos dos transportadores autônomos e equiparados.

O CIOT é feio por cadastramento da operação de transporte no sistema da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A principal utilidade é regulamentar o pagamento do frete ao prestador do serviço de transporte. Por isso, o número único deve constar no Contrato de Transporte, no CTe ou ainda no MDFe. A resolução estava prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (11), mas o governo federal não cumpriu.

 


Alinhamento de Alcolumbre em relação a Maia constrange os senadores

 

Não há memória de presidente do Senado tão obediente ao da Câmara

Senado trabalha para aprovar PEC que permitirá reeleição no comando do Congresso
Os presidentes da Câmera dos Deputados e do Senado Federal Rodrigo Maia (DEM/RJ) e Davi Alcolumbre (DEM/AP). Foto: Andre Coelho/Folhapress)

São cada vez mais frequentes as críticas de senadores ao alinhamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A reação se intensificou após decisões de Alcolumbre para protelar a votação das propostas que estabelecem a regra de prisão após condenação em segunda instância. Obediente a Maia, o presidente do Senado adiou a votação da proposta para 2020. Não há memória de presidente do Senado tão dócil em relação ao da Câmara. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A atitude constrangedora de Alcolumbre gera críticas de senadores como Alessandro Vieira (SE), Lasier Martins (RS) e Otto Alencar (BA).

Alcolumbre provocou ontem expressões de indignação ao afirmar que o tema só seria votado após “construirmos um acordo com a Câmara”.

Maia teria instruído seus prepostos na comissão especial para retardar a votação da proposta, como incluir na PEC os vários ramos da Justiça.

Diariodopoder.com.br

 


Presidente Jair Bolsonaro faz exame para investigar possível câncer de pele

 
Planalto informou que foi uma consulta programada com a realização de exames de rotina

Presidente Bolsonaro enviará hoje à Câmara projeto de excludente de ilicitude
Planalto informou que foi uma consulta programada com a realização de exames de rotina. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro foi submetido, na tarde de hoje (11), a exames médicos, incluindo um procedimento para coletar material da orelha esquerda, que, segundo ele, pode servir para identificar um possível câncer de pele.

“Eu tenho a pele clara, pesquei muito na minha vida, gosto muito de atividade, então a possibilidade de câncer de pele existe”, disse o presidente a jornalistas na entrada do Palácio do Alvorada, residência oficial, após o retorno do Hospital da Força Aérea Brasileira (HFAB), onde foi atendido durante a tarde. Ele chegou a mostrar um curativo na orelha esquerda.

Perguntado se um exame específico foi feito na região para diagnosticar a doença, o presidente respondeu que não sabia e que dormiu durante o procedimento. “Eu não sei se vão fazer biópsia. Me cutucaram, me furaram, deram um incisivo, um tanto de coisa. Eu dormi enquanto fazia a cirurgia. Eu estava tão cansado que deitei na maca e dormi”, disse, de forma bem-humorada. Bolsonaro ainda brincou dizendo que está bem de saúde e não há motivo para preocupação. “Por enquanto, o Mourão continua na Vice, pode ter certeza”.


TRT bloqueia contas da prefeitura do Rio para pagar empregados da saúde
Em nota, o Palácio do Planalto informou que Bolsonaro realizou uma “consulta de rotina já programada, com a realização de exames também de rotina,” e que ele “apresenta boas condições de saúde, sem ressalvas”. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República não deu detalhes sobre o procedimento realizado pelo presidente nem quando deverá sair o resultado.

Bolsonaro também explicou porque cancelou a agenda de hoje em Salvador, onde participaria das obras de ampliação do Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, na capital baiana. “Foi uma questão de estafa. Eu sabia que não ia ser fácil”, disse. Nesta quinta-feira (12), o presidente cumpre agenda em Palmas, às 15h. Em seguida, ele viaja para o Rio de Janeiro, onde é esperado para participar de uma cerimônia de formação de cadetes no Instituo Militar de Engenharia (IME). (ABr)

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Servidores federais fizeram em média 2.470 viagens ‘a serviço’ por dia, desde janeiro

 
Ao todo foram 812.762 deslocamentos de civis, militares e ‘colaboradores‘ do governo federal

Governo federal tem até ‘diárias secretas’, e gastou com elas R$1,1 bilhão
Ao todo foram 812.762 viagens de civis, militares e "colaboradores" de governo federal. Foto: EBC

O serviço público brasileiro garante faturamento e lucros de empresas de transporte de passageiros com 812.762 viagens de funcionários supostamente a serviço, só em 2019. São 2.470 deslocamentos oficiais por dia, com gastos de passagens e diárias. Na prática, é como se o governo garantisse lotação máxima de mais de 15 Airbus 320, todo santo dia, só com servidores públicos civis, militares e “colaboradores”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os voos entre Brasília e Rio de Janeiro são os mais frequentes. Foram 54.382 viagens contra 42.636 entre a Capital e São Paulo, em segundo.

Desde janeiro, foram exatas 18.037 viagens internacionais, e o destino preferido é Buenos Aires, capital do tango: 1.421 visitas de servidores.


PM tem que entrar nos campus das universidades federais, diz Weintraub


Durante Comissão de Educação na Câmara dos Deputados, o ministro da Educação voltou a afirmar que há plantações de maconha dentro das universidades federais
ME Maria Eduarda Cardim

Weintraub disse que a Polícia Militar precisa poder entrar no campus dessas instituições para interromper essa situação(foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
Weintraub disse que a Polícia Militar precisa poder entrar no campus dessas instituições para interromper essa situação
(foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a afirmar que há plantações de maconha dentro das universidades federais nesta quarta-feira (11/12), durante sua apresentação na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. O ministro foi convocado para dar explicações sobre declaração dada à imprensa de que nas universidades federais há extensivas plantações da droga.

Após voltar a afirmar que há a evidência dessas plantações em diversas universidades públicas, Weintraub disse que a Polícia Militar precisa poder entrar no campus dessas instituições para interromper essa situação. “As universidades estão doentes e pedindo nosso socorro. Eu sou 100% a favor da autonomia universitária de pesquisa e ensino. Pode ensinar e pesquisar o que você quiser. Agora roubo, estupro e consumo de drogas ilícitas não pode ter, e a Política Militar tem que entrar nos campus”, disse.

Durante a maior parte de sua apresentação inicial, o ministro exibiu diversas reportagens sobre plantação e consumo de drogas dentro das universidades. Uma delas, de abril de 2007, mostrava a prisão de três pessoas suspeitas de cultivar maconha dentro da Universidade de Brasília. “Esse é um material que eu encontrei na internet. É um trabalho que eu fiz. Eu à noite selecionei esses vídeos para mostrar para os senhores a gravidade da situação”, explicou o ministro.

Para Weintraub, o problema das plantações dentro do campus das universidades é o que elas refletem. “O problema não é a plantação em si, é o que ela reflete. As plantações são reflexo do consumo exagerado e fora de controle de drogas nas faculdades”, pontuou.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) entrou na Justiça para pedir que o ministro da Educação explicasse as alegações que indicam a existência de plantações de drogas dentro nas universidades federais brasileiras.

Clima tenso

Como já era esperado, o clima da audiência pública já começou tenso. Durante a exibição do primeiro vídeo exposto pelo ministro, parlamentares da oposição reclamaram. O deputado Marcelo Freixo (Psol-RJ) afirmou ser grave e lamentável ter que ouvir o ministro falar sobre este tema diante da crise vivida na educação.

“Eu entendo que quando há convocação tem uma pauta. Eu tenho 20 anos em sala de aula como professor e se a pauta vai ser exclusivamente essa diante de tudo que está se passando com a educação no Brasil... É um desrespeito tão profundo com a educação que eu estou me retirando, porque tenho mais o que fazer da minha vida do que ouvir o ministro falar sobre isso”, disse.

Parlamentares de direita aplaudiram a saída de Freixo do plenário em que acontecia a audiência. Weintraub respondeu ao deputado. “Eu estou à disposição para vir aqui debater a educação. Sempre estive. Inclusive convidei o senhor várias vezes para ir ao MEC. Eu fui convocado pelos senhores, pela oposição e pelo seu partido para debater isso”, respondeu.

Correiobrazilense.com.br

 


Bolsonaro critica ‘traíras‘ do PSL e diz que adotará critérios no Aliança


Segundo Bolsonaro, alguns ‘‘traíras‘‘ disputaram as eleições se associando à sua imagem
RC Rodolfo Costa

Bolsonaro não citou nomes, mas classificou integrantes do PSL como 

(foto: Evaristo Sa/AFP)
O presidente Jair Bolsonaro reafirmou que disputará as eleições presidenciais em 2022 e avisou que será muito criterioso na escolha de filiados para a disputa de cargos eletivos pelo Aliança pelo Brasil, legenda para a qual ele migrará quando estiver formalmente criada. Sem citações nominais, classificou integrantes do PSL como “traíras”, deixando claro que ele deseja evitar traidores. O futuro partido ainda aguarda a coleta de assinaturas eletrônicas, que ainda depende de uma regulamentação a ser feita em decisão pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A intenção em adotar uma seleção criteriosa de que nomes o Aliança apoiaria também tem, por objetivo, evitar a aproveitadores que queiram se associar à imagem de Bolsonaro sem compactuar dos mesmos valores. Interlocutores do presidente citam como exemplos os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), que vincularam suas candidaturas a ele e, hoje, se posicionam como pré-candidatos à Presidência da República.

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A representantes da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Bolsonaro comentou que vai disputar o pleito presidencial novamente pelo país. “Em 2022 tem eleição? Eu vou estar na campanha, de uma forma ou de outra. Não é por mim não, estou fazendo um partido que vai estar de novo sem televisão e vou ter critério concreto para botar gente no meu partido, não vou botar traíra não”, destacou.

O comentário, dito na saída do Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (11/12), foi em uma área reservada a apoiadores. Segundo Bolsonaro, alguns “traíras” disputaram as eleições se associando à sua imagem por falta de tempo para a adoção de critérios defendidos por ele. “Botou traíra porque foi em cima da hora, cheio de traíra o partido que deixei para trás lá, tá certo”, comentou, em referência ao PSL. Antes de ser interrompido pelos representantes da Associtrus, o presidente demonstrou o interesse de, pelo Aliança, montar uma “bancada grande” em 2022.

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