Carros a gasolina e diesel estão com os dias contados

Os carros a gasolina e diesel estão com os dias contados em vários países europeus e alguns grandes emergentes. Governos anunciaram planos de proibir a venda de automóveis movidos a combustíveis fósseis nos próximos anos como parte de esforços para conter a poluição.

A Índia fixou o objetivo de pôr fim à comercialização de veículos com motores a combustão em 2030 e prevê comercializar carros elétricos em grande escala.
A China, maior mercado automotivo mundial, causou surpresa recentemente ao anunciar que se prepara para proibir a venda de carros movidos a combustíveis fósseis. O calendário ainda será definido.

O país vem ampliando sua frota de carros elétricos e já se tornou, no ano passado, o maior mercado mundial desse setor, ultrapassando os Estados Unidos.
A China representou 40% das vendas globais de carros elétricos em 2016, que totalizaram mais de 750 mil unidades, de acordo com um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), com sede em Paris.

O governo brasileiro, por sua vez, está elaborando o Rota 2030, nova política industrial para o setor automotivo. Mas não deve haver, pelo menos na primeira fase, regras para estimular o desenvolvimento de carros elétricos e híbridos (com motor elétrico e outro a combustão) no país.
Entre as propostas discutidas para o novo programa está a de alíquotas menores do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros elétricos. No Brasil, não há carros de passeio a diesel, apenas veículos leves comerciais, caminhões e ônibus.

‘Direção certa‘
A França e o Reino Unido anunciaram o fim da venda de carros novos a diesel e gasolina até 2040. Na Áustria, isso poderá vigorar já em 2020. Na Noruega o prazo previsto é 2025 e, na Holanda, 2030.

A Alemanha deverá seguir o exemplo, afirmou a chanceler Angela Merkel, sem fixar, no entanto, uma data. O assunto teve destaque na última campanha eleitoral, em setembro.

A iniciativa, segundo Merkel, "vai na direção certa", embora o governo alemão tenha decidido manter, diferentemente de outros países europeus, as vantagens fiscais para os carros a diesel porque eles emitem menos CO2, diz a chanceler.

O setor automotivo alemão emprega 800 mil pessoas e é um dos maiores exportadores do país.
Foi justamente uma montadora alemã, a Volkswagen, que causou o escândalo do "dieselgate", em 2015. A empresa reconheceu ter fraudado em grande escala o nível de emissões de poluentes de seus motores. O caso continua afetando as vendas mundiais de automóveis desse tipo.

Segundo um estudo do banco suíço UBS, os carros novos a diesel poderão praticamente desaparecer do mercado já em 2025. Sua participação no mercado mundial deverá ser de apenas 4% em 2025, contra 13,5% atualmente, diz o relatório.
Na Europa, a queda deverá ser bem mais brutal: a fatia de mercado dos carros a diesel, de 50% hoje, será de apenas 10% em 2025, segundo o UBS.

O documento aponta vários fatores para a derrocada dos automóveis a diesel. Além do "dieselgate" - que abalou a confiança dos consumidores - regulamentações cada vez mais rigorosas em termos de emissões de poluentes tendem a encarecer os modelos e torná-los menos atraentes.

Alguns carros populares já nem são mais fabricados na versão com motor a diesel.
A montadora sueca Volvo anunciou que fabricará, a partir de 2019, apenas carros elétricos ou híbridos (o motor a combustão que complementa e eventualmente alimenta o elétrico é geralmente a gasolina).

Para o banco suíço, as vendas de automóveis elétricos e híbridos crescerão, o que contribuirá para baixar os preços.

Países europeus dão incentivos fiscais para a compra de carros elétricos.
Foi-se o tempo em que governos europeus exaltavam as vantagens dos carros a diesel, como o menor consumo de combustível e emissões de CO2 mais baixas do que os movidos a gasolina.

A política de favorecer o diesel, com uma série de incentivos fiscais, começou a ser adotada no início dos anos 80, após um novo choque nos preços do petróleo.
"Privilegiar os motores a diesel por tanto tempo foi um erro", disse o ex-primeiro-ministro francês, Manuel Valls. Na França, chamada por alguns de "pátria do diesel", dois terços da frota de carros particulares é movida a esse combustível. Há uma década, era de quase 80%.

Restrições de circulação
Hoje, os veículos a diesel passaram a ser apontados como um dos grandes vilões da poluição do ar nas cidades, em razão das emissões de dióxido de azoto e de partículas finas.
Paris, Madri, Atenas e Cidade do México decidiram banir totalmente a circulação dos carros a diesel até 2025.

A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, quer proibir também a circulação de veículos a gasolina na cidade em 2030.

Carros a diesel e modelos a gasolina mais antigos vêm sofrendo cada vez mais restrições de circulação em países europeus.

Cerca de 200 cidades do continente, de uma dezena de países, criaram áreas onde apenas veículos considerados pouco poluentes podem ter acesso. São as chamadas "zonas de baixa emissão".

São vários os sistemas utilizados para limitar a circulação de carros poluentes em áreas centrais: selos em função do ano de fabricação, pedágios, como em Londres e Estocolmo, e rodízios.
Na zona central de Londres, os motoristas de carros a diesel terão de pagar uma taxa extra para estacionar.

A prefeitura de Paris, que criou um sistema público de aluguel de carros elétricos, praticamente declarou guerra aos motoristas nos últimos anos. Mas apesar de inúmeras medidas, como transformação de vias em áreas pedestres e expansão de ciclovias, a capital continua ultrapassando os limites de poluição exigidos por normas europeias.
Viabilidade
Os planos de acabar com a produção de automóveis a diesel e gasolina em alguns países da Europa lançaram questionamentos sobre a viabilidade da substituição dessas frotas pela de carros elétricos.

As baterias ainda não têm autonomia suficiente para distâncias mais longas, o tempo para carregá-las é longo e em boa parte dos países faltam pontos de recarga.
O desenvolvimento dos carros elétricos é totalmente dependente do apoio público, tanto para sua comercialização quanto para a criação de infraestruturas, pelo setor privado, para carregar os veículos.

Além disso, a energia necessária para "abastecer" os carros também pode representar um problema. Especialistas afirmam que na França seria necessário construir uma central nuclear para alimentar uma frota nacional de carros elétricos.

Na China, causa grande preocupação entre ambientalistas o fato de grande parte da energia elétrica local ser produzida por usinas térmicas a carvão.
Outros apontam também para o elevado nível de emissões de CO2 na fabricação das baterias.

A frota mundial de carros elétricos totalizou no ano passado 2 milhões de automóveis, o que representa apenas 0,2% do total de veículos leves para passageiros em circulação no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia. Em 2015, o número era de cerca de 1,3 milhão.

No Brasil, esse mercado é ainda mais incipiente. De 2012 a outubro deste ano, foram emplacados no país somente 6,1 mil carros elétricos e híbridos, segundo dados da Anfavea, que reúne as montadoras. Os compradores são empresas e táxis.

Mas se forem considerados apenas os veículos 100% elétricos (que não têm motor a combustão), o número cai para somente cerca de 600 no Brasil.
Várias empresas aguardam as decisões do governo em relação ao Rota 2030 para definir estratégias na área de carros elétricos.
Etanol
O novo regime automotivo deveria entrar em vigor em janeiro de 2018, mas as discussões estão bloqueadas por divergências entre setores do governo e pelo temor de que as futuras regras possam ser contestadas na Organização Mundial do Comércio, como ocorreu com o programa anterior, o Inovar-Auto, que expira no fim de dezembro.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, o etanol - feito de cana de açúcar e apresentado, em um primeiro momento, como ecologicamente correto e sustentável - e as tecnologias em torno dele não devem ser abandonadas.

"Temos uma tecnologia de ponta consolidada e a oportunidade de influenciar todo o futuro da indústria automotiva a partir dela", afirma Andrade.

A japonesa Nissan está fazendo testes no Brasil usando etanol como energia para alimentar baterias dos carros elétricos híbridos. A previsão da montadora é que a tecnologia esteja disponível em 2020.

Ecologistas apontam para a vantagem do etanol ser menos poluente do que a gasolina, mas ressaltam preocupações em relação à degradação ambiental causada pelo uso de fertilizantes e queima de plantios (prática sazonal) têm alertado sobre o desmatamento provocado pela expansão do plantio.
G1


Adolescente não suporta ver mãe sendo espancada e assassina irmão a tiros na Capital

Um adolescente de apenas 17 anos de idade assassinou o próprio irmão, Natanael Pereira Albertino Xavier 21 anos, a tiros na tarde desta segunda-feira (20) em João Pessoa.

As informações que chegaram ao conhecimento da polícia dão conta de que o adolescente não suportava mais ver a mãe sendo espancada pelo irmão que era usuário de drogas.

A situação se complicou ainda mais na noite deste domingo quando a vítima espancou o adolescente por causa de uma enxada.

Na tarde desta segunda-feira, o adolescente vinha chegando em casa no Conjunto Mangabeira VII quando viu o irmão que estava saindo da residência.

Sem que houvesse qualquer discussão aparente, o adolescente sacou de uma arma e passou atirar no irmão que saiu correndo pela rua mas foi perseguido pelo menor.
A vítima foi atingida com três disparos na cabeça e, mesmo gravemente ferida, ainda conseguiu pular o muro de uma residência, mas resistiu a gravidade dos ferimentos e morreu no terraço da casa.

A Polícia Militar foi acionada e iniciou as investigações e buscas, o suspeito pelo crime não foi localizado.

Paulo CosmeRepórter Águia

Paraiba.com.br

 


Ricardo Coutinho descarta ‘candidatura única‘ ao Governo do Estado: "Não trairia a Paraíba dessa forma"

Jose Marques
Jose Marques


Governador ponderou que as possibilidades de alianças são mantidas ‘desde que se tenha um caminho’

Por: Blog do Gordinho

A proposta de uma única candidatura ao Governo do Estado nas eleições de 2018, agregando as forças da situação e oposição, não agradou o socialista Ricardo Coutinho (PSB) que não enxerga a viabilidade de reunir tantos pensamentos divergentes em um só projeto para a Paraíba. Na avaliação do gestor, o estado da Paraíba está num bom caminho porque teve gestão: “Não posso destruir a gestão para agradar”, afirmou.

Para o governador, a proposta é inviável. “Se eu tivesse interesse só num cargo para mim, eu diria: excelente; como alguns fazem. Evidentemente isso não tem o menor sentido. A Paraíba avança quando consegue diferenciar os pensamento e as ações. Eu não trairia a Paraíba dessa forma”, disse o gestor durante a entrega, nesta segunda-feira (20), do Residencial Vista Bela I no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Para o socialista, no caso da Paraíba, é salutar a diferenciação de posturas e projetos.

Ainda na solenidade, Ricardo ponderou que as possibilidades de alianças são mantidas ‘desde que se tenha um caminho’. “Faço todas as alianças possíveis, necessárias e que são boas, mas observe se o que eu digo há dez anos, não é o mesmo que eu digo hoje. Eles dançam de acordo com a música. Enganam o povo. Comigo eu sou o que sou, com minhas falhas e acertos. Não se pode transformar a política num arranjo das elites”, justificou. O governador salientou que está à frente de um projeto e ‘projeto será representado por outro companheiro nas próximas eleições’: “Ele se chama João Azevedo. Nós temos um bloco e quem quiser somar nele”.

Habitação – O residencial entregue recebeu investimentos de aproximadamente R$ 6 milhões, em parceria com o Governo Federal, e possui 64 apartamentos destinados aos trabalhadores do comércio. Todos os apartamentos são adaptáveis para pessoas com deficiência e idosos. O governador Ricardo Coutinho comentou sobre a obra e criticou a gestão de João Pessoa, por não conseguir, segundo ele, realizações do tipo. “Com um orçamento de R$ 2,5 bilhões será a Prefeitura não conseguiria tirar R$ 30 milhões para tirar o restinho de casas de taipa que talvez ainda tenham?”, indagou.

O socialista lembrou que, em 2009, a Capital não tinha acampamentos sem-teto. “Nós tiramos 17 e voltaram por omissão e ineficiência. O Estado não tem elasticidade para isso porque nosso orçamento de R$ 9 bilhões para tudo. Meu convite é que a Prefeitura de João Pessoa faça isso, porque a pior coisa é o despejo. Um município com uma receita dessa poderia assumir esse papel social”.


Meirelles empurra candidatura para fim de março

 
Josias de Souza 
Jorge Araújo/Folha

Henrique Meirelles encontrou-se na noite desta segunda-feira com integrantes de um grupo que se autodenomina “Empresários em Ação”. Saudado como “presidente”, o ministro da Fazenda declarou que decidirá sobre sua candidatura presidencial no final de março: “Vou cumprir as minhas funções e obrigações até o fim do primeiro trimestre do ano que vem. A partir daí, vamos olhar a situação e tomar uma decisão.”

Meirelles disse estar “focado” em sua missão de fazer o país crescer. Celebrou a queda dos juros e da inflação. Repetiu que o país já saiu da recessão. O que se discute agora, disse o ministro, não é se o país irá crescer, mas qual será o ritmo do crescimento da economia. Mostou-se confiante quanto à aprovação da versão enxuta da reforma da Previdência no início de dezembro, na Câmara.


Federais cumprem calendário de atividades em defesa do serviço público na próxima semana

 

Os dois principais fóruns que representam o conjunto de servidores federais (Fonasefe e Fonacate) promovem na próxima semana uma jornada de lutas em Brasília nos dias 27, 28 e 29. No dia 27 as entidades participam da audiência pública “O serviço público que queremos” onde um documento será entregue a lideranças da Câmara e do Senado exigindo o não prosseguimento e aprovação de projetos que atacam os servidores. Ênfase para a MP 805/17 que já será alvo de ações judiciais, PLS 116/17 que facilita perseguições políticas a servidores prevendo demissões e a reforma da Previdência.

No dia 28 um ato com caravanas de servidores de todo o Brasil deve acontecer. Enquanto no dia 29 os servidores vão ao Judiciário onde entregam ações promovidas pelas entidades sindicais nos estados. Além disso, as entidades devem entregar um memorial no Supremo questionando a constitucionalidade da EC 95/16 que prevê congelamento de investimentos públicos por pelo menos vinte anos. Essa emenda engessa o setor público, com isso o Estado nega acesso e atendimento público de qualidade à população que dele depende e tem direito.


Campanha contra servidores

A Folha de São Paulo divulgou nota informando que começa a circular nessa sexta-feira uma campanha do governo que defende a Reforma da Previdência atacando servidores públicos. De acordo com a publicação a campanha teria custado R$20 milhões e em cerca de um minuto aponta “privilégios” dos servidores vendendo a tese de que “tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo”.

Segundo a Folha (veja aqui link da notícia), a propaganda começa a ser veiculada hoje principalmente em intervalos de jornais e novelas. A Condsef/Fenadsef estará atenta ao conteúdo e pronta para contra argumentar falácias. Para a entidade esta é uma tentativa desesperada do governo de encontrar apoio da sociedade para aprovação de mais retirada de direitos da classe trabalhadora. É preciso estar atento a essas armadilhas e garantir a construção cada vez maior de unidade, pois está claro que é a desunião que estão pregando para facilitar essa retirada de direitos. Não podemos e não vamos permitir.

Fonte: Condsef,


Servidor: entidades contra MP 805 que eleva alíquota para 14%


Os dois principais fóruns que representam o conjunto de servidores federais (Fonasefe e Fonacate) vão à Justiça contra o congelamento de reajustes previstos em lei. O alvo principal é a derrubada da Medida Provisória (MP) 805/17, que impõe o aumento de 11% para 14% da alíquota previdenciária e deve atingir 711.446 servidores da União. Desse total, 472.597 são da ativa e 238.849 aposentados.

A MP abrangerá quem ganha mais de R$ 5.531,31 (que é o teto do INSS) e começa a valer a partir de fevereiro (pois como se trata de contribuição social, a eficácia é após 90 dias da publicação da MP). A elevação da contribuição é mais uma das ações de ajustes do governo Temer para o Orçamento de 2018, com previsão de déficit de R$ 159 bilhões.

As assessorias jurídicas das duas entidades se reuniram para definir ações que vão questionar as decisões do governo. O aumento da alíquota previdenciária também está é questionada por outras entidades nacionais (Federações e Confederações), incluindo a Condsef/Fenadsef, que vão ingressar como ‘amici curiae‘ em duas ADIns já ajuizadas no Supremo Tribunal Federal (STF), e que estão sob relatoria do ministro Ricardo Lewandowski.

O movimento contra a MP 805 está tomando corpo em todos os estados. Outras entidades de base, como o Sindicato dos Servidores das Justiças Federais do Estado do Rio (Sisejufe), que também vão ingressar com ações coletivas em primeiras instâncias no Judiciário para questionar o aumento da alíquota para 14%, assim como o congelamento de reajustes previstos em Lei.

As ações envolvem o envio de denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT) pela violação da Convenção 151 que trata da negociação coletiva no setor público e já ratificada pelo Brasil. A OIT será alertada sobre o descumprimento dos acordos celebrados com diversas entidades com esta decisão de congelamento salarial que prejudica milhares de servidores em todo o país.

O Fonasefe e Fonacate também pretendem discutir a jornada de lutas, movimento que vai acontecer em Brasília entre os dias 27 e 29 desse mês. No dia 27 haverá audiência pública com tema "O serviço público que queremos", na qual as entidades planejam entregar documento à lideranças da Câmara e do Senado exigindo o não prosseguimento e a não aprovação de projetos que atacam os servidores. O foco é a MP 805. Mas também serão discutidas o PLS 116/17 que facilita perseguições políticas a servidores prevendo demissões e a Reforma da Previdência.


Inconstitucional

O Fonasefe e Fonacates devem entregar um memorial no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da EC 95/16 que prevê congelamento de investimentos públicos por pelo menos vinte anos. As entidades argumentam que essa emenda engessa o setor público. O Estado nega acesso e atendimento público de qualidade à população que dele depende e tem direito.


Cálculos

A Condsef/Fenadsef recomenda que os servidores que tiverem dúvidas ou entenderem que houve erro de cálculo na contagem para incorporação de gratificação nas aposentadorias devem procurar os sindicatos filiados à entidade nos estados. A recomendação é buscar o quanto antes para assegurar o direito que as Leis firmadas a partir do acordo assinado em 2015 garantem.

Fonte: O dia,


Balança trem superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de novembro

Rafael Neddermeyer
Rafael Neddermeyer


AS EXPORTAÇÕES FICARAM EM US$ 3,705 BILHÕES E IMPORTAÇÕES EM US$ 3,004 BILHÕES
Publicado: 20 de novembro de 2017 às 17:53 - Atualizado às 18:40
Redação

DE ACORDO COM O MDIC, A MÉDIA DAS EXPORTAÇÕES DA TERCEIRA SEMANA FICOU 3,8% ACIMA DA MÉDIA ATÉ A SEGUNDA SEMANA FOTO: RAFAEL NEDDERMEYER/ FOTOS PÚBLICAS
A balança comercial registrou superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de novembro. As exportações ficaram em US$ 3,705 bilhões e importações em US$ 3,004 bilhões. Os números foram divulgados hoje (20) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em novembro, as exportações somam US$ 9,952 bilhões e as importações, US$ 7,435 bilhões. O saldo positivo de US$ 2,517 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 193,418 bilhões e as importações, US$ 132,439 bilhões, com saldo positivo de US$ 60,980 bilhões.

De acordo com o ministério, a média das exportações da terceira semana ficou 3,8% acima da média até a segunda semana, em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (5,9%), com destaque para açúcar em bruto, ferroligas, alumínio em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, catodos de cobre; e de produtos básicos (6%), por conta de petróleo em bruto, farelo de soja, minério de ferro, café em grãos, carnes de frango e bovina.

Já as vendas de produtos manufaturados registraram queda de -0,9%, em razão, principalmente, de aviões, automóveis de passageiros, suco de laranja não congelado, veículos de carga, etanol e polímeros plásticos.

Por sua vez as importações apontaram crescimento de 18,7%, sobre igual período comparativo (média da terceira semana sobre média até a segunda semana), explicada, principalmente, pelo aumento nos gastos com adubos e fertilizantes, farmacêuticos, equipamentos mecânicos, veículos automóveis e partes, combustíveis e lubrificantes.

Exportações 2017/2016

Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de novembro de 2017 com a de novembro de 2016, houve crescimento de 11,6%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (38,1%), por conta, principalmente, de soja em grãos, milho em grãos, minério de ferro, carne bovina e de frango, farelo de soja; e semimanufaturados (14,9%), por conta de celulose, semimanufaturados de ferro e aço, ferroligas, ouro em formas semimanufaturadas e alumínio em bruto.

Por outro lado, caíram as vendas de produtos manufaturados (-8,4%), por conta de açúcar refinado, tubos flexíveis de ferro e aço, gasolina, obras de mármore e granito, medicamentos para medicina humana e veterinária.

Relativamente a outubro de 2017, houve crescimento de 0,6%, em virtude do aumento nas vendas de produtos manufaturados (8,5%), enquanto decresceram as vendas de produtos básicos (-5,1%) e de semimanufaturados (-0,3%).

Importações 2017/2016

Nas importações, a média diária até a terceira semana de novembro de 2017 ficou 17,9% acima da média de novembro de 2016. Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com combustíveis e lubrificantes (49,2%), equipamentos eletroeletrônicos (27,8%), veículos automóveis e partes (20,2%), químicos orgânicos e inorgânicos (19,9%), plásticos e obras (18,3%).

Ante outubro de 2017, houve crescimento de 3,8%, pelo aumento em farmacêuticos (35,1%), plásticos e obras (14,6%), adubos e fertilizantes (11,9%), equipamentos mecânicos (10,2%) e equipamentos eletroeletrônicos (9,5%).(ABr)

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Lula recebeu R$ 27 milhões com ‘Palestras‘ em quatro anos

 
MAS ELE DIZ NÃO TER OS R$24 MILHÕES QUE A PGR QUER BLOQUEAR

EX-PRESIDENTE LULA RECEBEU EM CONTA DE SUA EMPRESA DE PALESTRAS R$ 27 MILHÕES EM QUATRO ANOS (FOTO: JUCA VARELLA/ABR)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em conta de sua empresa de palestras, a Lils Palestras, Eventos e Publicações, R$ 27 milhões em quatro anos. Multi investigado pelas operações Lava Jato, Zelotes e Janus, o petista afirmou neste domingo (19) não possuir os R$ 24 milhões que a Procuradoria da República pretende bloquear. Em pedido encaminhado à Justiça Federal os procuradores pediram para confiscar R$ 21,4 milhões em bens e mais R$ 2,5 milhões de seu filho, Luiz Cláudio.
Dono de 98% do negócio – os 2% restantes são de Paulo Okamotto, seu braço direito e presidente do Instituto Lula -, a Lils movimentou R$ 52 milhões entre 2011 e 2015.

Resultado das palestras dada pelo petista após deixar o Planalto – foram 72 ao custo de US$ 200 mil cada -, quase a totalidade dos valores que entraram na conta da Lils do Banco do Brasil em São Paulo, entre abril de 2011 e maio de 2015, saiu: exatos R$ 25.269.235,53.

A movimentação foi considerada suspeita pelo Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda, que enquadrou o caso em “movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”. O documento integra o material dos autos da Zelotes e da Lava Jato.

“Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões”, reclamou durante o 14º Congresso do PCdoB.

O ex-presidente esteve em Brasília para participar do 14º Congresso do PCdoB, iniciado na última sexta-feira. Lula chegou por volta das 11h em Brasília, em um avião privativo, e foi recebido pela presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR).

Segundo documento do Coaf, a Lils aplicou entre 2011 e 2015 um total de R$ 35.177.093,99 em fundos de investimentos, via BB Gestão de Recursos – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.. Foram feitos ainda investimentos de R$ 5 milhões na Brasilprev. Em 2015, a Lils informou faturamento de R$ 2.923.993,50.

Os técnicos alertam sobre possível ocorrência de “operações cujos valores se afiguram objetivamente incompatíveis com a ocupação profissional, os rendimentos e/ou a situação patrimonial/financeira de qualquer das partes envolvidas”.

Quando o documento do Coaf foi gerado, a informação era de que R$ 17.926.078,39 era “o saldo atual distribuído em fundos de investimento e previdência privada”.

O ex-presidente apresentou documentos para comprovar que realizou as palestras para qual foi contratado. Segundo o Instituto Lula, que registrou publicamente todos os serviços, foram 72.

Não há irregularidades em se dar palestras, registram os investigadores, porém os pagamentos das empreiteiras do cartel chamam a atenção.

Em julho, o Banco Central bloqueou R$ 606 mil de contas de Lula por ordem do juiz federal Sérgio Moro, da Lava Jato em Curitiba, decorrente da condenação do petista a 9 anos e 3 meses de prisão no caso do tríplex do Guarujá.

A Brasilprev também executou o bloqueio de R$ 9 milhões de duas previdências, uma empresarial da Lils e outra pessoal de Lula, em julho.

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Com a reforma talvez a gente não precise de 5 mil juízes do trabalho, diz Maia


MAIA ACHA QUE NO FUTURO BRASIL NÃO PRECISARÁ DE 5 MIL JUÍZES

RODRIGO MAIA AFIRMOU QUE A ANTIGA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA É O GRANDE EXEMPLO DO “EXCESSO DE PROTEÇÃO”. (FOTO: MARCELO CAMARGO)
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 20, que, com a reforma trabalhista, talvez não seja mais necessário um grande número de juízes do Trabalho no Brasil. Em discurso durante evento do Lide em Porto Alegre, Maia classificou a reforma aprovada pelo Congresso Nacional como um “grande passo”, se comparado à realidade de 10 anos atrás.
Maia afirmou que a antiga legislação trabalhista é o grande exemplo do “excesso de proteção” previsto pela legislação brasileira. “Eram leis que, em tese, protegiam, protegiam, protegiam e deixaram o Brasil com 14 milhões de desempregados e mais milhões e milhões de empregos precários. Essa é a realidade da antiga lei trabalhista, que algum avanço conseguimos fazer na Câmara dos Deputados no ano de 2017”, declarou.

Ele ressaltou que a Justiça do Trabalho consome 44% do total do gasto da Justiça Federal, custando R$ 8 bilhões a mais. “Talvez, no futuro, a gente não tenha mais 2,3 milhões de novas ações por ano. Talvez a gente não precise mais de 5 mil juízes na Justiça do Trabalho e talvez esses R$ 8 bilhões possam ser investidos na sociedade brasileira, em educação, saúde”, disse.

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Deixando o Governo Temer, PSDB não vai aderir à oposição


AINDA QUE SAIAM DO GOVERNO, TUCANOS NÃO FARÃO OPOSIÇÃO A TEMER

ALOYSIO NUNES FERREIRA É TUCANO E MINISTRO DO GOVERNO MICHEL TEMER. FOTO:
 

Político experiente e aliado de primeira hora do presidente Michel Temer, o ministro tucano Aloysio Nunes (Relações Exteriores) não acredita que seu partido romperá com o atual governo. “Vai fazer o quê, se juntar a PT, PDT, PSOL?”, desdenha. Ele acha que o partido pode até entregar os cargos, mas não vai aderir à oposição, até porque é um dos responsáveis pelo projeto que levou Michel Temer ao poder. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O PSDB realiza no próximo dia 9 a convenção nacional que vai definir se os tucanos vão mesmo - e como pretendem - sair do governo.

O PSDB está rachado: na Câmara é contra a permanência do partido no governo. Os “cabeças brancas” do Senado discordam.

Amigo pessoal de Temer há muitos anos, Aloysio Nunes afirmou que está disposto a permanecer do cargo: “Só depende do presidente”.

Em princípio candidato à reeleição ao Senado, Aloysio Nunes ainda não se decidiu: “Dependerá de como estarão as forças políticas”.

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Promotor quer acabar com a industria de multas

Valério Brozendo - Promotor de Justiça aposentado

Um esboço de projeto de Lei, para aperfeiçoar, com o escopo de proteger o cidadão contra as lombadas eletrônicas, evitando ardis e armadilhas contra o cidadão, especialmente porque fabricantes dos dispositivos eletrônicos recebem percentuais sobre o número de multas aplicadas gerando distorções no sistema.


Projeto de Lei n. /2017

Regula a instalação de redutores eletrônicos fixos de velocidade, combate a indústria da multa e dá outras providências

Considerando que o Estado existe em função do cidadão;

Considerando que o radar eletrônico, apesar dos benefícios, podem ensejar abusos contra o cidadão, através de deficiências de sinalização nos locais que precedem os redutores eletrônicos fixos de velocidade, ocasionando armadilhas contra os motoristas e gerando a indústria de multa no Brasil;

Considerando que os redutores eletrônicos fixos de velocidade trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias por ano e não precisam comer, beber nem descansar e devem ficar visíveis onde forem instalados.

Considerando que a infração por velocidade proibida detectada por redutores eletrônicos fixos de velocidade é a recordista de multas de trânsito e também a responsável pela indústria da multa no País;

Considerando que a remuneração pelo serviço de manutenção dos redutores eletrônicos fixos de velocidade dá-se por um percentual sobre o número de multas aplicadas e é feita, de regra, pelos próprios fabricantes destes equipamentos, fata que desvirtua o sistema.

Considerando que há notória deficiência das placas de aviso que precedem os redutores eletrônicos fixos de velocidade, confundindo o motoristas que ficam, em muitos casos sem saber qual a velocidade estabelecida para o trecho;
Considerando que a finalidade dos redutores eletrônicos fixos de velocidade é fazer com que a velocidade para o trecho em que estão instalados seja respeitada e não multar o maior número de vezes possível;

Considerando que é notória a instalações de lombadas eletrônicas de forma dissimulada, com desvio de finalidade para gerar o maior número possível de multas, resolve:

Artigo 1 – Todo redutor eletrônicos fixo de velocidade constará nele próprio, de modo visível, a velocidade estabelecida no local, bem como uma luz piscando de advertência, tipo giroflex amarela;

Art 2 - Todo redutor eletrônico de velocidade será precedido de três placas indicativas de velocidade, e, em caso de pista dupla de rolamento, as placas deverão ser em ambos os lados; No caso de mais faixas de rolamentos além das placas laterais deverá haver placas indicativas suspensas na via;

Artigo 3- A instalação de redutores eletrônicos fixos de velocidade deverá ser precedida por estudo técnico o qual demonstrará a necessidade de instalação e deverá ser publicado em jornais de maior circulação para que qualquer cidadão possa querendo impugná-los e deverão ser disponibilizados em meio eletrônico para consultas e eventual impugnação a qualquer tempo.

Artigo 4 – Fica vedado o pagamento de porcentagem das multas geradas nas lombadas por serviços prestados por terceiros a qualquer título;

Art. 5 – A cada semestre a autoridade de trânsito divulgará os valores arrecadados em cada redutor eletrônico fixo de velocidade para que haja transparência das ações e conhecimento geral, bem como foi aplicado os valores arrecadas pelas multas de trânsito em geral;


MEMÓRIA PESSOENSE: As moças da Lagoa Sérgio Botêlho

As duas “trabalhavam”, assim como outras moças iguais a elas, na Lagoa do Parque Solon de Lucena, cartão postal idealizado por Burle Marx. Ali, todas as noites, Vera e Lindaci esperavam clientes para noitadas. Eu, menino entre os 16 e 17 anos, não tinha vez. Além de fedelho, não tinha dinheiro. Mas, sonhava em ter o amor de alguma delas. Acho que tinham em torno dos 21 ou 22 anos.


A Lagoa foi, durante muito tempo, local privilegiado para o chamado quem-me-quer. Mesmo nos tempos dos tradicionais cabarés, na Maciel Pinheiro, Rua da Areia e Silva Jardim, e, ainda, na Carlos Alverga, por trás do Elite, era na Lagoa que as chamadas “meninas de programa” faziam ponto para arranjar fregueses. Estes, na maioria, gente endinheirada, de prestígio na cidade e no estado. Nas calçadas do Parque, muitas delas viravam a noite.

Não eram poucas as confusões armadas por esta gente que apenas vislumbrava no horizonte de seus próprios futuros exatamente o Nada. Com certeza, o termo futuro, quando muito, alcançava a perspectiva das próximas horas, do próximo cliente, da dormida, do café da manhã do outro dia. O almoço do dia seguinte, para muitas daquelas moças que faziam companhia a Vera e Lindaci, na Lagoa, era algo muito distante ainda.

No máximo, elas se permitiam a alguma conversa com a gente formada de pequenos luxuriosos com hora para chegar em casa, fixada em torno das nove e meia da noite, quando muito. Mas, seja pala falta de recursos, e, principalmente, de lugar e idade, evidentemente, por conta da Lei, elas apenas riam e davam o fora a qualquer proposta mais ousada.

Infelizmente, não dava tempo para que pudéssemos avaliar o quão terrível era a prostituição. Até penso que, na nossa cabeça, o amor com essas criaturas devesse mesmo ser por amor, sem dinheiro no meio. Mas, elas estavam ali não por graça ou por quimera. Cuidavam de sobreviver. Sem eira nem beira, apesar de bonitas, Vera e Lindaci, não tinham tempo para aventuras, a não ser a aventura representada pelo próximo cliente. Sem qualquer dúvida, um risco permanente.

De vez em quando, as moças da Lagoa tinham de enfrentar a Polícia, principalmente a Radio Patrulha. E não era muito raro servirem aos policiais após as “batidas”. Mais do que tudo, o mundo da prostituição, ainda hoje, não possui regras tão determinadas assim que impeçam tais abusos. Dessa forma, a noite de cada garota daquela era de uma incerteza de fazer chorar.

Hoje, você tem as Delegacias das Mulheres. Antigamente, quando isto não existia, o que campeava era o desrespeito. As mulheres entregues à prostituição ou vítimas de estupro eram atendidas em delegacias totalmente comandadas por homens. O resultado mais comum era o do mais impiedoso desrespeito, da chacota, do mau tratamento, e, via de regra, da submissão aos desejos dos próprios policiais.
Vera e Lindaci, estas, nunca mais eu vi nem soube de paradeiro. Guardei os nomes pela impressão que elas deixaram na concupiscente adolescência nossa.

Representaram, acima de tudo, o desejo não consumado, para sempre marcado na lembrança. Se vivas estiverem, o que será um milagre, sabe Deus em que condições. Mas, um dia, apesar de todo o sofrimento, foram bonitas, apesar da má-sorte.


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