Presidente da FUNESC deixa cargo para disputar prefeitura do Conde

Créditos: Gil Sabino
O governador Ricardo Coutinho e diversas lideranças políticas prestigiaram nesta segunda-feira (30), a mudança da Presidência da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (FUNESC), em evento de entrega e prestação contas da ex-secretária Márcia Lucena.

Ela se desencompatibiliza do cargo de gestora para concorrer como pré-candidata à Prefeitura do Conde, pelo PSB, no pleito desse ano. Nézia Gomes é quem comandará a pasta.

Na oportunidade, Ricardo disse estar grato pelos feitos realizados na gestão de Márcia Lucena. “Ela não vai voltar porque vai ganhar e assumir o Conde. Um município com tantas práticas ainda incivilizadas, onde pretendo investir e transformar o lugar. Política é poder de transformação e eu acredito em desafios”, frisou.

Ao final do solenidade, Marcia Lucena entregou flores ao governador Ricardo Coutinho.


Presidente Dilma Rousseff estará em João Pessoa próximo dia 8 de junho


Audiência será realizada no Espaço Cultural, a partir das 15h

Créditos: Reprodução / WEB
A presidente eleita da República, Dilma Rousseff, estará em João Pessoa, no dia 08 de junho, para participar de uma audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba. Para que mais pessoas possam participar da audiência, ao invés dela ser realizada no plenário da ALPB, acontecerá no Espaço Cultural, a partir das 15h. O deputado estadual Jeová Campos (PSB), autor do requerimento que propôs a realização da audiência, explica que a proposta é debater sobre a democracia e o atual momento político brasileiro.

Nesta segunda-feira (30), logo após ter a confirmação da data pela assessoria da presidente, Jeová Campos participou de várias reuniões para tratar de detalhes da programação. Em uma delas, junto com os deputados Frei Anastácio e Anísio Maia e representantes da Frente Brasil Popular, ficou decidido que após a audiência pública haverá um ato político/cultural, com discursos e apresentações artísticas. O governador Ricardo Coutinho já confirmou presença no evento.

Segundo Jeová, o Brasil e também a Paraíba vive momentos de angústias e apreensões com os últimos acontecimentos em Brasília, onde a Presidente da República Dilma Rousseff, legitimamente eleita, foi afastada interinamente do cargo pelo Senado Federal. “Entendemos que o impedimento de um Presidente da República requer uma clara e convincente fundamentação jurídica, sem o que se torna instrumento de mera conveniência política e de interesses de curto prazo. É isso o que está acontecendo com a presidente Dilma e a participação dela na audiência será esclarecedora”, afirma o parlamentar.

Para Jeová, é importante que num momento em que o país enfrenta tantas dificuldades políticas e econômicas, a sociedade e as instituições comprometidas com a democracia devem ser chamadas a se posicionarem a respeito de tudo o que está acontecendo. “Entendemos que a Assembleia Legislativa da Paraíba não podia ficar de fora deste importante debate, por isso propus a realização desta audiência pública e, desde já, agradeço a sensibilidade de meus colegas parlamentares que aprovaram, por unanimidade, a realização deste evento”, finaliza Jeová.

Da Redação com Assessoria


Túnel da Rua Padre Azevedo rompe pela terceira vez e moradores ‘capturam‘ peixes no asfalto

 
Transeuntes aproveitaram para “pescar” em pleno asfalto.

O túnel de escoamento do Parque Solon de Lucena, construído há pouco tempo não aguentou o volume de água das últimas chuvas em João Ṕessoa e rompeu pela terceira vez. Vários peixes foram levados para o meio da Rua Padre Azevedo, no Centro da Capital, nesta segunda-feira (30).
Moradores da localidade aproveitaram para “pescar” em pleno asfalto. Muitos utilizaram sacolas para recolher os peixes que caíram na via. No último mês de abril, o Corpo de Bombeiros interditou o local por oferecer riscos à população.

Em dezembro passado, moradores da área conseguiram encher dois baldes com os peixes que estavam na rua, vindos da Lagoa. A informação foi confirmada pela Secretaria de Infraestrutura de João Pessoa.

Na época, o novo túnel de escoamento de água que integra as obras de revitalização da Lagoa já estava liberado, mas no ponto de encontro com uma galeria antiga, a estrutura não suportou e rompeu.

Confira imagens do rompimento:


Delator entrega o chefão - Lula sabia que Mensalão era dinheiro de propina, diz delator

Geraldo Bubniak Geraldo Bubniak


DELAÇÃO DE PEDRO CORRÊA CONFIRMA TESE SUSTENTADA NA LAVA JATO

LULA SABIA QUE O MENSALÃO NÃO ERA ‘CAIXA 2‘ DE ELEIÇÃO’, AFIRMA PEDRO CORRÊA (FOTO: GERALDO BUBNIAK/AE)

A delação premiada do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) confirma a tese sustentada pela força-tarefa da Operação Lava Jato de que os escândalos da Petrobrás e do mensalão tiveram como origem uma sistemática única de corrupção para compra de apoio político para manutenção do poder com a participação direta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Lula tinha pleno conhecimento de que o mensalão não era ‘caixa dois‘ de eleição, mas sim propina arrecada junto aos órgãos governamentais para que os políticos mantivessem as suas bases eleitorais e continuassem a integrar a base aliada do governo, votando as matérias de interesse do Executivo no Congresso Nacional", disse Corrêa.

O trecho é parte do "Anexo 4" da delação de premiada de Corrêa, com o resumo do tema tratado sobre "suposto envolvimento de Lula nos esquemas de corrupção”. Nele, há um item específico sobre o mensalão - primeiro grande escândalo da era PT no governo federal. Após revelação do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) descobriu-se que o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, comandava a compra de parlamentares da base aliada em troca de apoio político.

Dirceu e Corrêa foram condenados no mensalão, em 2012, em processo final no Supremo Tribunal Federal (STF). Os dois foram presos em 2013 e acabaram novamente detidos e condenados no escândalo da Lava Jato. O juiz federal Sérgio Moro aplicou a Dirceu a mais longeva pena, nesses dois anos de operação: 23 anos de reclusão.

Corrêa relata as reuniões em que participava do Conselho Político criado por pelo ex-presidente da República, "nas quais sempre estavam presentes o presidente Lula, o ministro José Dirceu, o ministro Antônio Palocci e, depois, o ministro Aldo Rebello e os presidente dos partidos base aliada".

Segundo o delator, que foi presidente do PP, nesses encontros "se discutiam os assuntos que seriam tratados no Congresso Nacional e as dificuldades de vários parlamentares dos partidos presentes". "Muitas dessas dificuldades tratadas estavam umbilicalmente ligadas com o Petrolão, por aquele tempo já havia arrecadação dentro das empresas e órgãos públicos, sobretudo dentro da Petrobras.”

Corrêa afirmou que nos encontros com Lula e seus ministro do "Conselhão" os presidentes ou líderes dos partidos da base aliada "faziam queixas relacionadas às dificuldades que estavam tendo junto aos dirigentes indicados para os cargos federais do governo, os quais não estavam se empenhando em atender às reivindicações dos parlamentares".

"O presidente Lula encarregava o ministro José Dirceu de fazer as cobranças sobre os dirigentes para que atendessem, com mais presteza às solicitações dos partidos". disse. "Em alguns setores as reivindicações eram de arrecadação de propina e, em outros, de interesses políticos, visando o favorecimento dos estados e municípios dos parlamentares", continuou Corrêa em seu depoimento.

Cassado em 2006 na Câmara dos Deputados, a quarentena imposta a Corrêa pela cassação terminou no ano em que foi deflagrada a Lava Jato. Depois de condenado e preso em 2013, o delator cumpria pena em regime semiaberto, em Pernambuco, quando foi detido pela Lava Jato, em abril de 2015 - alvo da 11ª etapa denominada "A Origem".

Para o juiz Sérgio Moro, que comanda a força-tarefa da Lava Jato "a prova do recebimento de propina mesmo durante o processamento da Ação Penal 470 reforça os indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime, recomendando, mais uma vez, a prisão para prevenir risco à ordem pública".

"(Corrêa) é recorrente em escândalos políticos criminais e traiu seu mandato parlamentar e a confiança que a sociedade brasileira nele depositou", escreveu Moro. "Nem o julgamento condenatório pela mais Alta Corte do País representou fator inibidor da reiteração criminosa, embora em outro esquema ilícito."

Outros alvos da Procuradoria no escândalo mensalão estão no radar da Lava Jato. Entre eles o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira e o publicitário Marcos Valério.

Defesa
Em nota, o Instituto Lula destacou que o ex-deputado Pedro Corrêa já foi condenado pela prática de 72 crimes de corrupção. O instituto classifica de "farsa histórica" a delação do ex-parlamentar.

"Pedro Corrêa foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 20 anos de cadeia por ter praticado 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. Foi para não cumprir essa pena na cadeia que ele aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula. É repugnante que promotores transcrevam uma farsa histórica em documento oficial e promovam seu vazamento, claramente direcionado a atingir a honra do ex-presidente Lula", diz a entidade em nota.

"Estado de Direito não comporta esse tipo de manipulação, insidiosa e covarde, nem por parte dos agentes públicos nem dos meios de comunicação que dela se aproveitam numa campanha de ódio e difamação contra o ex-presidente Lula", continua o texto.

"O vazamento dessa farsa é mais uma evidência de que, após dois anos de investigação, a Lava Jato não encontrou um fiapo de prova ou sequer indício de participação de Lula nos desvios da Petrobras, porque o ex-presidente sempre agiu dentro da lei. E por isso apelam a delações mentirosas como a do sr. Pedro Corrêa" finaliza a nota.(AE)


Lava Jato - Condenações de Moro já totalizam 1.133 anos

Marcio Fernandes Marcio Fernandes

 

SÉRGIO MORO JÁ CONDENOU CORRUPTOS A MAIS DE 1.133 ANOS DE CADEIA. FOTO: MARCIO FERNANDES/AE
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Com pouco mais de dois anos de vida, a Operação Lava Jato, tantas vezes criticada pelos investigados e seus defensores, já registra números que a colocam na vanguarda do combate à corrupção no Brasil. Até agora, o juiz federal já se decidiu por 105 condenações, condenando corrompidos e corruptores a mais de 1.133 anos de cadeia. A Lava Jato recuperou no exterior mais de R$ 546 milhões. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A Lava Jato em Curitiba fez 85 pedidos de cooperação a 28 países, como Alemanha, Canadá, China, Suíça, Portugal, Mônaco e Uruguai.

A pedido da Lava Jato, o Supremo Tribunal Federal abriu 59 inquéritos, mas, ao todo, são investigados 134 políticos com foro privilegiado.

A Procuradoria Geral da República já pediu ao STF e obteve cinco prisões na Lava Jato e pediu 118 buscas e apreensões.


Lula não nega arrependimento por apoiar Dilma

Lula Marques Lula Marques

 

EX-PRESIDENTE AINDA NÃO NEGOU ARREPENDIMENTO POR ELEGER DILMA. FOTO: LULA MARQUES
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Quatro dias depois, o ex-presidente Lula ainda não negou ter dito ao ex-presidente José Sarney que estava arrependido de escolher Dilma Rousseff como sua sucessora. Em conversa gravada pelo ex-senador Sérgio Machado, Sarney afirmou literalmente, referindo-se a Lula: “Ele me disse que o único arrependimento que ele tem é ter eleito a Dilma”. A gravação da conversa foi divulgada no último sábado (28). A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Após relatar a Sérgio Machado o arrependimento de Lula, Sarney ainda reforçou: “Único erro que ele cometeu. Foi o mais grave de todos...”

É a primeira vez que um aliado de Lula menciona em “on”, ainda que involuntariamente, o arrependimento de Lula por apoiar Dilma.

Instruído por procuradores, em março Sérgio Machado pediu que Sarney o recebesse em casa, e gravou toda a conversa.

O Instituto Lula diz que o ex-presidente não vai comentar “fofoca” e que a gravação “espúria” foi vazada ilegalmente com claros fins políticos.


Hoje concerto às 18 horas na Sala Radegundis Feitosa

 
Hoje às 18 horas na Sala de Música Radegundis Feitosa na UFPB, teremos mais uma edição do projeto a banda de música na Academia, tendo como atrações desta feita, a Banda Filarmônica Pentecostal da Assembleia de Deus da cidade de João Pessoa e a Banda Marcial Machado de Assis. O Maestro Sandoval Moreno responsável pelo Projeto a Banda de Música na Academia, convida a todos para assistir este concerto que promete muitas surpresas em razão da qualidade dos dois conjuntos musicais.


Renan diz que não faz indicações para cargos no Governo Temer


Jane de Araújo/Agência Senado:
O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou nota nesta segunda (30) na qual afirma que não indica nomes para ocupantes de cargos no governo do presidente em exercício Michel Temer; Renan Calheiros diz que não vai "indicar, sugerir, endossar, recomendar e nem mesmo opinar sobre a escolha de autoridades" no governo; a escolha do agora ex-ministro da Transparência e Controle, Fabiano Silveira, foi atribuída a Renan


247 - O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) divulgou nota nesta segunda-feira (30) na qual afirma que não indica nomes para ocupantes de cargos no governo do presidente em exercício Michel Temer.

Na nota, Renan Calheiros diz que não vai "indicar, sugerir, endossar, recomendar e nem mesmo opinar sobre a escolha de autoridades" no governo Temer.

A escolha do agora ex-ministro da Transparência e Controle, Fabiano Silveira, foi atribuída a Renan.

Abaixo a nota:

Em face das especulações, reitero de maneira pública e oficial que não irei indicar, sugerir, endossar, recomendar e nem mesmo opinar sobre a escolha de autoridades no governo do Presidente Michel Temer.
Independentemente de sermos do mesmo partido e das convergências em nome do Brasil, tive oportunidade de externar ao Senhor Presidente da República que a indicação de nomes é incompatível com a independência entre os Poderes da República.
Nos dois encontros que mantivemos defendi, como já o fiz publicamente, que minha contribuição se dará a partir de agendas e programas. Essa é a melhor maneira de colaborar para superarmos a grave crise atual.
Senador Renan Calheiros
Presidente do Congresso Nacional


CNJ arquiva processo de Moro por condução coercitiva de Lula

 
A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou mais duas representações movidas contra o juiz Sérgio Moro, entre elas a que questionava a legalidade da condução coercitiva do ex-presidente Lula; com isso, seguem tramitando na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apenas duas das 14 representações apresentadas contra Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância

247 - A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou mais duas representações movidas contra o juiz Sérgio Moro, entre elas a que questionava a legalidade da condução coercitiva do ex-presidente Lula.

Com isso, seguem tramitando na Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apenas duas das 14 representações apresentadas contra Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

Em uma das ações arquivadas nesta segunda (30), o deputado estadual Anísio Soares Maia, do PT da Paraíba, pedia que Moro fosse declarado suspeito na condução da Lava Jato por ter ordenado “condução coercitiva desnecessária” do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para prestar depoimento na Polícia Federal no começo de março. Segundo a corregedora Nancy Andrighi, as eventuais infrações quanto à condução coercitiva de Lula e do levantamento do sigilo já estão sob análise da Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região.

Quanto às alegações da parcialidade de Moro, Nancy Andrighi afirmou que tratam-se de questionamentos com “contornos de natureza exclusivamente jurisdicional”, hipótese em que não se cogita a intervenção do CNJ. “A Corregedoria Nacional de Justiça não detém atribuição que autoriza a invalidade de atos praticados no curso de ações judiciais.”

A outra representação arquivada nesta segunda foi apresentada pelo advogado alagoano Antônio Nery da Silva Júnior, que pediu o afastamento de Moro da condução da Lava Jato por suposta parcialidade; violação de sigilo das interceptações telefônicas; usurpação de competência do Supremo Tribunal Federal (STF) por conta das interceptações telefônicas da presidente afastada Dilma Rousseff; e interceptação telefônica de ramal pertencente a escritório de advogados do ex-presidente Lula. Como em decisões anteriores, Andrighi afirmou que a questão da usurpação da competência do STF já está sendo analisada pelo próprio Supremo, o que impossibilita a atuação no caso.


Cai Fabiano Siqueira, a segunda baixa de Temer em 17 dias de Governo


O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, entregou na noite desta segunda (30) a carta de demissão do cargo; a decisão do ministro foi tomada após a enorme repercussão negativa da divulgação de sua conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele criticou a condução da Operação Lava Jato pela Procuradoria Geral da República (PGR); "Jamais intercedi junto a órgãos públicos em favor de terceiros. Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa, tantas foram as demonstrações de independência no cumprimento de seus deveres ao longo de todos esses anos", diz Fabiano na carta; inicialmente, Temer havia avaliado que o caso de Fabiano era “menos grave” que o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que foi o primeiro a deixar o governo, também por conta das gravações de Sérgio Machado; durante toda esta segunda, servidores do Ministério da Transparência protestaram contra a permanência de Fabiano Silveira; a Transparência Internacional, organização não-governamental de combate à corrupção em todo o mundo, divulgou nota pedindo a exoneração do ministro; a Globo chegou a produzir um editorial pedindo a cabeça do agora ex-ministro


247 - O ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, não aguentou a pressão e entregou na noite desta segunda-feira (30) a carta de demissão do cargo.

A decisão do ministro foi tomada após a enorme repercussão negativa da divulgação de sua conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na qual ele criticou a condução da Operação Lava Jato pela Procuradoria Geral da República (PGR). A conversa foi gravada por Sérgio Machado e divulgada na noite de ontem pela Globo.

Temer havia avaliado inicialmente que o caso de Fabiano Silveira era “menos grave” que o do senador Romero Jucá (PMDB-RR), também flagrado em gravações de Machado sugerindo um "pacto" para barrar a Operação Lava Jato. Em razão da repercussão negativa dos áudios, Jucá teve de deixar o comando do Ministério do Planejamento na semana passada.

Durante toda esta segunda-feira, servidores do Ministério da Transparência (antigo CGU) protestaram contra a permanência de Fabiano Silveira. A Globo produziu um editorial pedindo a cabeça do agora ex-ministro. Alguns chefes do ministério nos Estados haviam pedido demissão.

A Transparência Internacional, organização não-governamental de combate à corrupção em todo o mundo, divulgou nota pedindo a exoneração do ministro. A entidade disse que suspenderia os contatos com a pasta "até que uma apuração plena seja realizada e um novo ministro com experiência adequada na luta contra a corrupção seja nomeado".

Abaixo a carta na íntegra:

Recebi do Presidente Michel Temer o honroso convite para chefiar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.

Nesse período, estive imbuído dos melhores propósitos e motivado a realizar um bom trabalho à frente da pasta.

Pela minha trajetória de integridade no serviço público, não imaginava ser alvo de especulações tão insólitas.

Não há em minhas palavras nenhuma oposição aos trabalhos do Ministério Público ou do Judiciário, instituições pelas quais tenho grande respeito.

Foram comentários genéricos e simples opinião, decerto amplificados pelo clima de exasperação política que todos testemunhamos. Não sabia da presença de Sérgio Machado. Não fui chamado para uma reunião. O contexto era de informalidade baseado nas declarações de quem se dizia a todo instante inocente.

Reitero que jamais intercedi junto a órgãos públicos em favor de terceiros. Observo ser um despropósito sugerir que o Ministério Público possa sofrer algum tipo de influência externa, tantas foram as demonstrações de independência no cumprimento de seus deveres ao longo de todos esses anos.

A situação em que me vi involuntariamente envolvido - pois nada sei da vida de Sérgio Machado, nem com ele tenho ou tive qualquer relação - poderia trazer reflexos para o cargo que passei a exercer, de perfil notadamente técnico.

Não obstante o fato de que nada atinja a minha conduta, avalio que a melhor decisão é deixar o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle.

Externo ao Senhor Presidente da República o meu profundo agradecimento pela confiança reiterada.

Brasília, 30 de maio de 2016.
Fabiano Silveira


Bira Delgado canta Paraíba Joia Rara

 PARAÍBA JOIA RARA. UM HINO??
A música foi composta e gravada por Ton Oliveira, em 2011 e fala sobre um pouco de tudo de bom da Paraíba, desde o alto sertão até o litoral. Ela exalta as belezas do nosso litoral, mostra a exuberante beleza do nosso algodão colorido de Campina Grande e as pegadas dos dinossauros de Sousa. Os escritores Augusto dos Anjos e Ariano Suassuna e o rei do ritmo Jackson do Pandeiro também são muito bem lembrados. Sei que a nossa Paraíba tem seu Hino Oficial, essa música é considerada o segundo hino da nossa Paraíba. Sei que temos outras pérolas musicais, como: Meu Sublime Torrão(Genival Macedo), Paraíba bê a bá, de Antonio Barros, assim como Paraíba de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Em quase todas as músicas que eu interpreto, sempre me emociono, mas em se tratando de “Joia Rara”, a música tem algo de amor pelo estado, de orgulho e de positivismo. É assim que eu também gosto de cantar, mostrando o lado bom do Nordeste. Que eleva a nossa auto estima. A seca já foi cantada e decantada em um bonito protesto de Luiz Gonzaga e agora é hora de tirarmos as amarras do colonialismo, da subserviência, em relação ao restante do BRASIL.
Bira Delgado


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