Lula tem R$ 9 milhões em planos de previdência bloqueados por ordem de Moro

Brasilprev Seguros anunciou sequestro dos valores de dois planos previdenciários do petista via ordem judicial. Contas bancárias e imóveis do ex-presidente já tinham sido bloqueados


Em cumprimento a uma decisão do juiz Sergio Moro, o Brasilprev Seguros e Previdência comunicou nesta quinta-feira (20) o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões de dois planos de previdência privada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O dinheiro estava em programas distintos: um individual, em nome do próprio petista, com R$ 1.848.331,34; e outro empresarial, referente à Lils Palestras, uma empresa do ex-presidente, que estava com saldo de R$ 7.190.963.75. O Brasilprev informou que aguarda uma manifestação do juiz: se os valores devem permanecer bloqueados ou devem ser transferidos para uma conta judicial.

O pedido de bloqueio do dinheiro de Lula foi feito em 4 de outubro de 2016 pelo Ministério Público Federal em medida assecuratória de arresto e sequestro. No pedido, o MPF afirmou que, após assumir a Presidência da República, ‘Lula comandou a formação de um esquema delituoso de desvio de recursos públicos destinados a enriquecer ilicitamente, bem como, visando à perpetuação criminosa no poder, comprar apoio parlamentar e financiar caras campanhas eleitorais’.

Alegando “prudência”, Moro só determinou o confisco dos recursos após proferir a sentença contra Lula, condenado no último dia 12 a nove anos e meio de prisão por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Além dos planos de previdência privada, a decisão do juiz também levou ao bloqueio de R$ 606 mil que estavam em quatro contas bancários do ex-presidente, três apartamentos e um terreno, todos em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo, e mais dois veículos.

O limite do confisco de bens e recursos de Lula, segundo a decisão de Moro, não deve ultrapassar R$ 10 milhões.

 

Gazeta.com.br

 

 


Cortando Os Próprios Privilégios, Reguffe Provou Que O Senado Pode Economizar R$ 1,3 Bilhão


Quando iniciou seu primeiro mandato no Senado, a atual recessão ainda estava camuflada pela contabilidade criativa do governo Dilma. Mas logo deu as caras no noticiário. E José Reguffe achou que caberia um belo gesto para a opinião pública. Desta forma, cortou um punhado de regalias de seu gabinete, o que geraria uma considerável economia aos cofres públicos.

O senador abriu mão da verba indenizatória, auxílio-moradia, ajudas de custo, carro oficial, aposentadoria especial, assistência médica e cota de passagens aéreas. De quebra, reduziu em 50% o valor total das funções comissionadas, e de 55 para 12 o máximo de assessores no gabinete. Com isso, ao final dos oito anos de mandato, a economia atingirá pelo menos R$ 16,7 milhões – afinal, tais valores devem ser atualizados nos próximos anos.

Se os outros oitenta senadores fizessem o mesmo, o Brasil economizaria mais de R$ 1,3 bilhão em regalias para parlamentares já tão privilegiados. E na Câmara ainda há 513 deputados federais que poderiam assumir postura semelhante.


Desembargadores Do TRF-4 Dobram Pena De Moro E Aplicam A Maior Sentença Da Lava Jato. Confira!


Lula acaba de receber um péssimo presságio. Ocorre que dois desembargadores do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) definiram hoje aquela que pode vir a ser a maior pena já aplicada na Operação Lava Jato.

Conforme a Folha, eles condenaram o ex-vice-presidente da empreiteira Mendes Jr., Sérgio Cunha Mendes, a 47 anos e 3 meses de prisão. Moro havia determinado uma pena bem menor: 19 anos e 4 meses, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A matéria lembra: “O julgamento foi suspenso por um pedido de vista do desembargador Victor Luiz dos Santos Laus. Caso os outros dois juízes não mudem futuramente seus votos, no entanto, o placar já está definido. O caso está sendo julgado pela 8ª Turma do TRF-4, da qual fazem parte o desembargador Laus e também os magistrados João Pedro Gebran Neto e Leandro Paulsen. Eles são os responsáveis por apreciar todos os recursos de condenados da Lava Jato. Os três é que vão julgar, por exemplo, os recursos de Lula na Lava Jato, decidindo se mantém, anulam ou revisam, para cima ou para baixo, a sentença de Sérgio Moro contra o petista, de 9 anos e seis meses de prisão”.

Gebran Neto deu o primeiro voto contra Sérgio Cunha Mendes, aumentando a pena do executivo. Foi acompanhado logo em seguida por Paulsen. Ambos também condenaram, no mesmo processo, Rogério Cunha Pereira, ex-diretor de Óleo e Gás da empresa. A pena dele ficou em 32 anos e 8 meses de prisão. Alberto Elísio Vilaça Gomes, antecessor de Cunha Pereira no cargo, foi condenado pelos mesmos juízes a 33 anos e seis meses.

Marcelo Leonardo, advogado da empreiteira, disse: “Entendemos que a decisão é injusta e não exclui a interposição de recursos, nem a possibilidade de a empresa continuar negociando colaboração”.

 


Cássio coloca em xeque competência do primo e conselheiro Arthur Cunha Lima

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) mirou no governador Ricardo Coutinho (PSB) ao criticar o processo de contratação de Organização Social para auxiliar o governo na manutenção de escolas e nos serviços de apoio, mas acabou acertando no seu primo e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Arthur Cunha Lima.

 

Para Cássio o processo abre portas para o desvio de recursos. Já para Arthur, o processo vai gerar economia aos cofres públicos. Foi isso que ele argumentou ao negar cautelar pedindo a suspensão do processo de consulta pública para contratação das OSs.

 

Conhecendo um pouco do temperamento de Arthur Cunha Lima, ele não ficará nada satisfeito com o pensamento do primo.

Fonte: Marcos Wéric


Vereador que matou cobra ‘no dente’ fica magoado com brincadeiras da internet

Publicado por: Amara Alcântara

Após matar a mordidas a cobra cascavel que o picou, o vereador Álvaro Teixeira do município de Juru, no Sertão paraibano, reclama da repercussão negativa na cidade. Ele afirma que a associação ‘político venenoso’ o incomoda. Entre os comentários mais picantes, segundo o vereador, são os que afirmam “político morde cobra e animal não resiste ao veneno ” e “político tem tanto veneno que morde até cobra “.

O desgosto do vereador não é pequeno. Ele ficou magoado com as críticas do povo, generalizando a classe política. Ele acredita que a associação acontece em decorrência do clima de decepção com a política nacional principalmente por causa das denúncias de casos de corrupção em Brasília.

Teixeira explica que a falta de conhecimento faz com que algumas pessoas pensem que ele poderia ter veneno. “O pessoal analfabeto não sabe que as pessoas não têm veneno, eles podem ter bactéria, podem ter micróbio, mas veneno não. Essa cobra morreu foi por um processo mecânico, a mordida é um processo mecânico”.
Segundo o vereador, ele é um político tranquilo e que gosta de animais. “Sempre fui um homem do campo. Até 2006, eu morava na zona rural da cidade de Juru onde tenho uma propriedade para cultivo da palma e criação de animais”, explicou.

Apesar dos comentários negativos, o vereador se tornou uma celebridade na cidade de Juru. Em uma simples caminhada pelas ruas também ouve moradores perguntarem: “é o homem da cobra?”.

Entre risos e saudações, todos querem saber detalhes sobre como o político, após ter sido picado por uma cobra cascavel, teve a iniciativa de revidar e matar o réptil com uma mordida na cabeça do animal.

O político que tem 36 anos e está em seu segundo mandato de vereador também é assunto nas redes sociais desde que voltou para casa, na última segunda-feira (17), após receber alta do hospital. Em uma das mensagens, um internauta comenta ” é o pai do Robocop”.

Fonte: Click PB


Ricardo inaugura contorno João Pedro Teixeira, em Guarabira, neste sábado

 

Foto: Edcarlos Santana
O governador Ricardo Coutinho vai inaugurar neste sábado (22), às 17h, a 128ª obra rodoviária do programa Caminhos da Paraíba. Trata-se do Contorno Rodoviário de Guarabira, denominado João Pedro Teixeira, com extensão de 8 km, construído com recursos próprio do Tesouro Estadual. É mais uma obra de mobilidade urbana do governo estadual realizada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER).
O Governo do Estado investiu na obra mais de R$ 9 milhões, beneficiando diretamente uma população de 58.529 habitantes da cidade e milhares de usuários que trafegam diariamente na PB-073, na região do Brejo paraibano. As obras foram iniciadas em janeiro deste ano e concluídas neste mês de julho.


Foram executados serviços de terraplenagem em cortes e aterros, sistema de drenagem para águas pluviais e subterrâneas, bueiros, pavimentação em CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente), gramagem em taludes de aterros, paisagismo e sinalização horizontal e vertical.

Ao destacar o compromisso do governador Ricardo Coutinho e o trabalho do secretário da Infraestrutura, dos Recursos Hídricos, do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, João Azevedo, de oferecer ao Estado da Paraíba uma das melhores malhas rodoviária do país, o superintendente do DER-PB, Carlos Pereira de Carvalho e Silva, disse que o Contorno de Guarabira é mais uma obra de mobilidade urbana executada pelo Governo do Estado, visando principalmente desafogar o tráfego de veículos no centro da principal cidade do Brejo paraibano, proporcionando o desenvolvimento social e econômico dos seus habitantes, além de modernizar a infraestrutura rodoviária do Estado, facilitando a travessia de veículos que se dirigem para outras cidades da região.
Assessoria


Vereadores na PB trabalham 24 dias por ano com salário de R$ 42 mil e férias de seis meses


Segundo o presidente da Câmara, Luiz Sabino (PRB), vereadores não atrapalham em nada o andamento da cidade.

Por: Blog do Gordinho

Os nove vereadores de Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba, trabalham apenas 24 dias por ano, em média, e somam um salário de R$ 42 mil anualmente. Cada vereador tem vencimento de R$ 3,5 mil por mês, e o presidente da Câmara, Luiz Sabino (PRB), recebe o dobro, R$ 7 mil. A jornada reduzida de trabalho acontece de forma oficial, já que está prevista no regimento interno da Casa, elaborado em 1990. O documento prevê ainda recesso de seis meses nas atividades parlamentares.

Conforme o calendário de sessões, em 2017 os vereadores trabalharam em fevereiro, março e abril, e ficam em recesso até setembro, quando trabalham novamente até o mês de novembro.

O presidente da Câmara de Baía da Traição, Luiz Sabino (PRB) divulgou nas redes sociais e por meio de aplicativos de mensagem um posicionamento sobre o caso. Seu discruso foi direcionado aos eleitores. “Estou aqui para dar uma satisfação aos eleitores e a toda população de Baía da Traição sobre o recesso que está na mídia querendo derrubar os parlamentares”, começou o discurso em seu vídeo.

Um projeto da vereadora Luíza Dantas (DEM) que revê o tempo de férias da Casa vai ser apreciado, porém, apenas quando voltarem do recesso ainda vigente. “Quando assumimos, a vereadora Luíza veio com um projeto de lei para mudar o recesso da nossa Casa, como teve a maior bancada, de cinco vereadores, decidimos então depois do recesso sentar para rever o [atual] recesso”, disse.

Em outro momento, Luiz Sabino ataca a vereadora por querer rever esse período de descanso. “A vereadora está fazendo um movimento contra esse recesso, jogando a população [da cidade] e até o povo da Paraíba contra os parlamentares dessa cidade”, disparou.

Para Luiz Sabino, os vereadores não atrapalham em nada o andamento da cidade, inclusive, comparecendo em sessões extraordinárias quando solicitados pelo prefeito da cidade, Serginho Lima (PTB). Para ele, “em momento nenhum essa Câmara atrapalha a administração e nem atrasa nossa cidade”.


Por determinação de Moro, Banco Central bloqueia mais de R$ 606 mil das contas Lula

 
A Justiça também ordenou o sequestro e arresto de três apartamentos, um terreno e dois carros do ex-presidente.
Por Alana Fonseca e Bibiana Dionísio, G1 PR, Curitiba

Depois da determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, o Banco Central (BC) bloqueou R$ 606.727,12 de contas bancárias do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além disso, houve sequestro e arresto de dois carros, três apartamentos e um terreno, em São Bernardo do Campo (SP). O sequestro e o arresto são medidas cautelares que evitam que o réu se desfaça de bens ou valores que podem ser entregues à Justiça após decisão definitiva. No momento, o ex-presidente pode usufruir dos bens. Quantos aos carros, ele não pode vender ou repassar a outras pessoas.

Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato envolvendo um triplex em Guarujá. A força-tarefa da Lava Jato acusou o ex-presidente de receber o apartamento da construtora OAS como propina por contratos na Petrobras. O ex-presidente nega.
O aviso do BC a Moro sobre o bloqueio foi feito na tarde de terça-feira (18). O processo tramitava em segredo de Justiça. A medida, de acordo com o juiz federal, pretende garantir “a reparação dos danos decorrentes do crime”.
Segundo Moro, ficou reconhecido que contrato entre o Consórcio Conest/Rnest gerou cerca de R$ 16 milhões em vantagem indevida a agentes do PT. Ainda conforme o juiz, dessa quantia, R$ 2.252.472 foram para o ex-presidente por meio do apartamento triplex.

Dos R$ 16 milhões, o juiz descontou o valor do triplex, dos três apartamentos, do terreno e dos dois carros e determinou que a diferença fosse bloqueada de contas bancárias até o limite de R$ 10 milhões.

O bloqueio
O pedido de bloqueio foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em outubro de 2016, antes da sentença que condenou o ex-presidente. O despacho em que Moro autorizou o bloqueio do dinheiro é de 14 de julho deste ano.

Os R$ 606.727,12 foram encontrados em quatro contas do ex-presidente:

R$ 397.636,09 no Banco do Brasil;
R$ 123.831,05 no Caixa Econômica Federal;
R$ 63.702,54 no Bradesco;
R$ 21.557,44 no Itaú.

O MPF chegou a pedir a constrição do veículo Ford F1000, de 1984. Entretanto, Moro negou pela antiguidade do veículo.

Decisão é ilegal e abusiva, diz defesa
Em nota, a defesa do ex-presidente Lula considerou que a decisão de Moro é "ilegal e abusiva". Os advogados dizem que o bloqueio de bens estava sob sigilo e que só ficaram sabendo da decisão por meio da imprensa.

"Na prática a decisão retira de Lula a disponibilidade de todos os seus bens e valores, prejudicando a sua subsistência, assim como a subsistência de sua família. É mais uma arbitrariedade dentre tantas outras já cometidas pelo mesmo juízo contra o ex-Presidente Lula", dizem os advogados.

Lula condenado
No dia 12 de julho, Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Ele pode recorrer em liberdade.
A acusação é pela ocultação da propriedade de uma cobertura triplex em Guarujá, no litoral paulista, recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras.

Na avaliação dos advogados que representam Lula, Moro teve atuação política na sentença. Esta foi a primeira vez na história que um ex-ocupante da Presidência foi condenado por um crime comum no Brasil.

Depois da sentença, a defesa do ex-presidente, então, pediu esclarecimentos sobre 10 tópicos da decisão de Moro. Esse recurso apresentado chama-se "embargos de declaração" e é usado como instrumento por advogados para solicitar ao juiz revisão de pontos da sentença.

Moro rebateu e negou omissões, obscuridades ou contradições na sentença.

 

G1

 

 


Governo prevê arrecadar mais de R$ 10 bilhões com aumento de imposto

 
As equipes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento já chegaram à conclusão de que arrecadação adicional com o aumento do Pis/Cofins e outras receitas extraordinárias deve superar R$10 bilhões.

Os cálculos ainda estão sendo feitos para se chegar ao número final necessário para cumprir a meta fiscal deste ano, que prevê déficit de R$139 bilhões.

A área política do governo chegou a sugerir que a meta fiscal fosse revista, com ampliação do déficit nas contas públicas, mas essa alternativa foi rejeitada pela equipe econômica, pois levaria à perda de credibilidade da estratégia do ministro Henrique Meirelles de fazer um ajuste gradual das contas públicas, sem retrocessos.


Depois de bônus, arrecadação com multas fiscais mais que dobra, mostra Receita


O “bônus de eficiência” pago a auditores fiscais conforme as multas aplicadas a contribuintes já tem surtido efeitos. O bônus foi criado em dezembro de 2016 e passou a ser pago em janeiro. A origem do dinheiro são as multas aplicadas junto com as autuações fiscais. E no primeiro semestre deste ano, o número de multas aplicadas a pessoas jurídicas quase dobrou em relação aos primeiros seis meses de 2016. O valor das multas cresceu 116,9%.

Ao mesmo tempo, a quantidade de autuações subiu 11,4%, o que resultou num aumento de 16,8% na arrecadação. Os dados estão no Balanço da Fiscalização do primeiro semestre deste ano, divulgado nesta terça-feira (18/7) pela Receita Federal.

 

De acordo com o documento, o Fisco havia arrecadado R$ 85,5 milhões com multas aplicadas a pessoas jurídicas no primeiro semestre de 2016. No mesmo período deste ano, foram R$ 185 milhões. Ao todo, as empresas foram responsáveis por 95% da arrecadação federal de janeiro a junho de 2017, de R$ 75,6 bilhões — em relação ao mesmo período de 2016, a arrecadação aumentou 12,6%.

Para o tributarista Igor Mauler Santiago, sócio do Sacha Calmon Misabel Derzi Advogados, a explicação para crescimentos tão discrepantes está na criação do “bônus de eficiência”. “Em relação ao ano passado, é a única novidade expressiva. Este é o primeiro resultado que temos depois da criação do bônus e, embora nada se explique por apenas um fator, é impossível desconsiderar sua influência na balança”, diz.

O bônus foi criado em dezembro de 2016 pela Medida Provisória 765. A MP mexeu na configuração do Fundaf, um fundo que recebe dinheiro de diversas fontes e deve ser usado para a melhoria da estrutura da Receita Federal e para o funcionamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Uma das fontes do Fundaf são as multas fiscais. Mas a MP passou a dizer que 100% do dinheiro das multas seria destinado ao pagamento do “bônus de eficiência”.

A intenção do bônus foi aumentar a remuneração dos auditores fiscais, mas sem dar aumento de salário, o que dependeria de aprovação de lei e criaria despesa obrigatória permanente. Mas, segundo tributaristas como Igor Santiago, foi criada uma forma de estimular os auditores a multar os contribuintes, ou, pior, qualificar as multas sempre que for possível. O resultado disso pode ser visto no balanço divulgado nesta terça, na opinião do advogado.


Resultado do estímulo

“Como os dados não foram abertos, é difícil dizer com precisão o que contribuiu para um aumento tão exagerado das multas”, analisa o tributarista Flávio Carvalho, sócio do Schneider, Pugliese, Sztokfisz, Figueiredo e Carvalho Advogados. “Mas só faz sentido ver o crescimento da multa separado do crescimento da cobrança se as multas forem sempre agravadas. E me parece que isso já vem dessa decisão interna da Receita de aumentar a fiscalização por sonegação e fraude, qualificando as multas.”

Para a Receita Federal, o desempenho se explica por dois motivos: os auditores trabalharam mais e o país voltou a ter "um semestre de normalidade". Com isso, o Fisco quer dizer que a atividade econômica vem sendo retomada, ainda que de maneira lenta — embora de outubro a dezembro de 2016, os auditores fiscais tenham entrado em greve e parado de autuar e fiscalizar.

Em resposta aos questionamentos da ConJur, a Receita disse que a quantidade de procedimentos fiscais concluídos aumentou 14,8%. "Não diria que as fraudes aumentaram, mas que a capacidade de tratar um volume de informações que apontam para a sonegação e a especialização dos auditores que são responsáveis por dizer quem será fiscalizado são os principais responsáveis por esse aumento", explica a Assessoria de Imprensa da Receita Federal.

Outro fator para a melhor nos resultados, afirma o Fisco, foi "o aumento da fiscalização de fraudes previdenciárias". De acordo com o balanço, essas autuações aumentaram 54,5% do primeiro semestre de 2016 para o primeiro semestre deste ano, resultando em arrecadação de R$ 6,4 bilhões.

Fonte: Consultor Jurídico,


Acesse a Postagem Original: http://www.servidorfederal.com/2017/07/depois-de-bonus-arrecadacao-com-multas.html#ixzz4nMbiAUsI


Lobista do PMDB confessa propinas para Renan e Jader Barbalho

Dida Sampaio Dida Sampaio

 
PROPINAS FORAM PAGAS A JÁDER E RENAN NA SUÍÇA, AFIRMA JORGE LUZ

JORGE LUZ RELATOU TER USADO CONTA NA SUÍÇA PARA OS PAGAMENTOS ILÍCITOS AOS PARLAMENTARES
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Os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz, seu filho, presos desde fevereiro na Lava Jato, revelaram nesta quarta-feira (19) em depoimento sobre o esquema de corrupção na Petrobras que usaram a conta Headliner, em um banco de Lugano, na Suíça, para pagamentos ilícitos aos senadores Renan Calheiros (AL) e Jáder Barbalho (PA) e o deputado Aníbal Gomes (CE), todos do PMDB, além de Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia do governo Lula.
Luz contou que houve um acordo para que políticos da legenda apoiassem diretores da Petrobras no cargo em troca de vantagem indevida. Segundo Luz, ele intermediou as negociações que chegaram a R$ 11,5 milhões.

Ao ser questionado pelos próprios advogados, Jorge Luz disse que sabia quem eram os políticos que receberiam as vantagens indevidas da Petrobras. “Inclusive participei da reunião de agradecimento. Inclusive o Fernando [Baiano] disse aqui que ao final o Jader o seguinte: ‘Vocês cumpriram o papel de vocês, agora o problema é nosso’. Jader Barbalho, Renan Calheiros, Anibal Gomes, Silas Rondeau, esses são os agentes políticos”, afirmou Luz.

Jorge Luz está preso desde 25 de fevereiro por ordem do juiz Sérgio Moro, assim como o filho Bruno Luz. Eles são acusados de atuarem como lobistas desses políticos do PMDB e terem corrompido funcionários da Petrobrás em contratos de aquisição e operação de navios-sonda da Área Internacional da estatal.

Renan, Jader e Anibal têm, reiteradamente, negado de forma enfática recebimento de valores ilícitos.

Por meio de nota, o senador Jader diz que "nunca teve conta na Suíça" e que cabe a Jorge Luz provar ao juiz os depósitos, o número da conta e as datas. Também diz que conhece Jorge Luz, mas jamais teve algum tipo de negócio. Diz ainda que isso é "declaração de criminoso que deve ser investigada pela Justiça”.

Também em nota, o senador Renan afirma que conheceu Jorge Luz há mais de 20 anos e desde então nunca mais o encontrou. Diz ainda que não conhece nenhum dos seus filhos. Há 20 dias, o senador prestou depoimento ao juiz Sergio Moro como testemunha de Luz e reafirmou que a citação a seu nome é totalmente infundada”.


No muro, políticos falantes do PSOL E REDE viram ‘Tucanos da Esquerda‘

Marcos Oliveira Marcos Oliveira

 NO MURO, POLÍTICOS FALANTES DO PSOL E REDE VIRAM ‘TUCANOS DA ESQUERDA’
POLÍTICOS DE REDE E PSOL, NO MURO, IGNORAM CONDENAÇÃO DE LULA
Publicado: 20 de julho de 2017 às 00:00 - Atualizado às 00:26

PARLAMENTARES DE REDE E PSOL NÃO COMENTARAM A CONDENAÇÃO DE LULA
Uma semana após a condenação do ex-presidente Lula a 9 anos e 6 meses de cadeia por corrupção e etc, os deputados Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP), do Psol, e Alessandro Molon (RJ) e Randolfe Rodrigues (AP), da Rede, em geral falantes, até hoje não comentaram a decisão do juiz Sérgio Moro. Em cima do muro, esses partidos têm sido ironicamente chamados no Congresso de “tucanos da esquerda”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Os deputados calaram sobre a condenação de Lula por ladroagem, os partidos emitiram notas e só a Rede apoiou a sentença de Sergio Moro.

Fazendo jus ao epíteto de “puxadinho do PT”, o Psol acusou Moro de “perseguição” e “arbitrariedades”, em nota apenas na pessoa jurídica.

Ex-Psol e hoje na Rede, o falante senador Randolfe Rodrigues (AP) foi procurado para comentar a condenação de Lula, mas ficou mudo.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


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