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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    "Não mate seu pai de vergonha, senador Cássio Cunha Lima"





    Em artigo publicado hoje no portal ‘Brasil 24/7’ o médico Jonas Duarte critica o projeto do senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) que tenta acabar com o programa "Mais Médicos", alegando que o mesmo serve apenas para financiar a "ditadura castrista".
    "Quero apenas lembrar o Senador Playboy que seu pai foi o primeiro governador eleito, Pós-Ditadura Militar, a visitar Cuba. Em 1991", afirma o médico, lembrando que Ronaldo Cunha Lima, pai de Cássio, se tornou um dos principais defensores do intercâmbio entre Cuba e a América Latina e escreveu até poemas a respeito
    Segue o texto, na íntegra:


    O ÓDIO NO CORAÇÃO DO SENADOR ENVERGONHARIA DE MORTE O POETA RONALDO CUNHA LIMA (Por Jonas Duarte)

    Escrevo essas linhas com tristeza e vergonha. Triste por assistir o desrespeito de um filho a memória do pai.

    Vergonha por ter a Paraíba um Senador prestando os desserviços mais torpes contra seu povo que um parlamentar pode oferecer em seu mandato.


    O título acima daria um ótimo mote para as noites de “repentes” boêmias sobre o Senador pela Paraíba, Cássio Cunha Lima e seu comportamento doentio no Senado da República.

    O Senador Cássio Cunha Lima tem cumprido um mandato em Brasília movido pelo sentimento de ódio, cego, e pela ignorância absoluta do que acontece no Brasil de hoje.
    Certamente fosse vivo o poeta Ronaldo, seu pai, estaria ruborizado/envergonhado com os posicionamentos antipopulares do filho.

    Ao contrário do filho, Ronaldo teve uma infância simples, uma juventude rebelde e um mandato de Senador a altura de sua história política.

    Contava Ronaldo, com orgulho, ter participado da organização, em nível de Paraíba, do “Grupo dos 11” de Leonel Brizola, na resistência ao Golpe.

    Deputado Estadual pelo PTB, Ronaldo estava entre o grupo de deputados que em 1964 se entrincheiraram contra a cassação do mandato de Assis Lemos levado a cabo pelos militares quando instalaram a Ditadura.

    Ditadura que o cassou em 1968/69 sem que o mesmo tivesse o direito de exercer o mandato de Prefeito de Campina, para o qual houvera sido eleito.

    Que vergonha!
    Agora, seu filho Cássio, nascido as vésperas do Golpe e criado sob o Regime Autoritário é quem empunha a bandeira do Impeachment golpista, levantado pela direita política e as classes abastadas do país, contra o governo legítimo de Dilma Rousseff.

    Cássio assim segue, sem nenhum vinculo com a vontade do povo simples da Paraíba, que também o elegeu Senador em 2010. Cumpre, como Capitão do Mato, as ordens virulentas das oligarquias quatrocentonas paulistas. Um novo Domingo Jorge Velho ao contrário...

    São os mesmos fascistas, os mesmos grupos sociais de 32, de 45, de 54 e de 64. As imagens das mobilizações de 15 de março mostraram.
    Um senador pela Paraíba se passar para esse papel!!!

    O pior. O Senador Cássio agora quer acabar com o Programa Mais Médicos. Propôs um “Decreto Legislativo” nesse parlamento desmoralizado, que legisla em causa própria, para romper o contrato do Brasil com a OPAS – Organização Pan-americana de Saúde, para o Brasil devolver os mais de 11 mil médicos cubanos e assim inviabilizar o Programa.

    Isso porque, segundo o Senador, o governo brasileiro estaria, por esse meio, financiando a “Ditadura Castrista”.

    Não vou discutir os méritos do Programa, que tem sido a salvação de milhões de pessoas que nunca tinham recebido atendimento médico em sua comunidade.
    Quero apenas lembrar o Senador Playboy, que seu pai foi o primeiro governador eleito, Pós-Ditadura Militar, a visitar Cuba. Em 1991.

    Ronaldo não só se apaixonou por Cuba, como se tornou PRESIDENTE DE HONRA DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL JOSÉ MARTÍ DA PARAÍBA. Associação que faz o intercambio cultural entre os povos irmãos da Paraíba e de Cuba.

    Mais ainda. Em 1991/92 quando Cuba entrou no Período Especial em função do fim da União Soviética e iniciamos uma campanha em nível nacional para ENVIAR PETRÓLEO para Cuba, o poeta Ronaldo Cunha Lima não só colaborou fortemente com a campanha, como idealizou os dizeres da camiseta que espalhamos Brasil afora:

    UMA GOTA DE AMOR PARA CUBA”.
    Por várias vezes Ronaldo Governador recebeu delegações cubanas. Especialmente da área da saúde.

    Chegamos a firmar protocolo de intenções para a vinda de profissionais de Cuba para a Paraíba. Ronaldo era um entusiasta da ideia.

    Infelizmente, acontecimentos trágicos ocorridos em 1993 impediram a concretização desse sonho de Ronaldo.

    Existem fotos e imagens de Ronaldo Cunha Lima em Cuba, feliz com o que via na pátria de Martí.

    Guardo fotos de Ronaldo com representante cubana numa Micarande em Campina Grande.

    Em 2011 estive em Cuba por convite do Governador Ricardo Coutinho. Visitamos o ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Primeira pergunta do pessoal do ICAP: como vai NOSSO AMIGO RONALDO CUNHA LIMA? Vi alguns marejar os olhos quando falei do estado de saúde de Ronaldo, à época já grave.

    Agora assistimos Cássio enterrar as virtudes democráticas, progressistas de seu pai. Tornou-se um político menor, lambe-botas das oligarquias desse país. Incorporou o coronel Demóstenes, quando prefeito de Araruna, matando o Ronaldo jornaleiro das ruas de Campina, o Ronaldo garçom dos bares de Aluísio, mas, sobretudo, envergonhando o Ronaldo poeta, sensível às causas dos de baixo.


    Reproduzo poema de Ronaldo deixado em um guardanapo por ocasião da Micarande de 1992 no Antigo Beco 31...


    É com imensa alegria
    Nesse papel faço a rima
    Minha solidariedade a Cuba,
    Nesse tempo não termina
    Por ser o único território livre
    De toda América Latina.


    Não mate seu pai de vergonha Cássio.
    (WWW.APALAVRAONLINE.COM.BR)


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    As belas da segunda - Fotos









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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Com menos de 20%, águas de Coremas estão sendo desviadas para irrigação no RN





    Denúncias foi confirmada pela Frente Parlamentar da Água durante audiência pública. Presidente da Frente, deputado Jeová Campos, disse que caso vai ser levado a conhecimento da ANA
    Cidades | Em 29/03/15 às 11h48, atualizado em 29/03/15 às 11h56 | Por Halan Azevedo

    Hyldo Pereira

    Açude de Coremas
    As águas do açude de Coremas, que esta com pouco mais de 19% de capacidade de armazenamento, segundo o último levantamento da Agência Estadual de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), estão sendo utilizadas para irrigação em municípios do Rio Grande do Norte. A constatação foi realizada pela Frente Parlamentar da Água durante uma audiência pública no sábado (28).

    Portal Correio

    A audiência, realizada na Câmara Municipal de Pombal, levantou as preocupações da população e dos parlamentares com relação a utilização indevida da água para irrigações, já que o volume do açude é inferior a 20% e, mesmo com as chuvas, não tem recebido recarga.

    O presidente da Frente Parlamentar, deputado Jeová Campos (PSB), informou ao Portal Correio que a situação é preocupante, já que a população vive dias de desabastecimento. O caso vai ser levado ao conhecimento da Agência Nacional das Águas (ANA), que gerencia a distribuição da água.

    “Fizemos essa audiência e confirmamos a denúncia. Vários técnicos e lideranças falaram sobre a questão e ficamos preocupados com a situação, porque, se forem mantidos os níveis de hoje, vamos ter a necessidade de redefinir a distribuição da água para evitar uma calamidade nos municípios paraibanos que são abastecidos por Coremas”, afirmou Joevá Campos.

    Segundo o deputado, uma audiência com a presença do diretor presidente da ANA, Vicente Andreu, esta marcada para o dia nove de abril, provavelmente no Plenário da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), onde a denúncia vai ser formalizada e será feito um pedido para que providências sejam tomadas.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Menina síria se rende ao confundir câmera fotográfica com rifle




     IG
    Menina síria se rende ao confundir câmera fotográfica com rifle
    Uma imagem publicada no Twitter comoveu o mundo nas redes sociais neste domingo (29). A foto mostra uma criança síria se rendendo ao confundir a câmera de um jornalista com um rifle.

    O registro foi compartilhado pela fotojornalista Nadia Abu Shaban. Na legenda da foto, Nadia diz que a criança de apenas quatro anos pensou que o fotógrafo estava com uma arma quando apontou a câmera para clicá-la. A imagem já foi visualizada mais de 1,8 milhão de vezes, já recebeu quase 3 mil curtidas e 7 mil retweets.

    O ato da criança retrata a vida diária na Síria, um país que tem visto as escolas, hospitais e orfanatos sendo bombardeados.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Empregador terá de pedir seguro-desemprego pela internet a partir do dia 1º





    Agência Brasil
    Empregador terá de pedir seguro-desemprego pela internet a partir do dia 1º
    Para tornar mais rápido o atendimento ao pedido e dar maior segurança às informações sobre os trabalhadores, o Ministério do Trabalho e Emprego determinou que as empresas passem a preencher o requerimento do seguro-desemprego de seus empregados pela internet. A medida começa a valer na próxima quarta-feira (1º), de acordo com resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

    Os empregadores só poderão preencher o requerimento do seguro-desemprego e a comunicação de dispensa de trabalhadores por meio do aplicativo Empregado Web, disponível no Portal Mais Emprego, do ministério. A entrega dos formulários impressos, utilizados hoje, será aceita até 31 de março.

    Segundo o ministério, o sistema dará maior rapidez à entrega do pedido, além de garantir a autenticidade dos dados, e possibilitará o cruzamento de informações sobre os trabalhadores em diversos órgãos, facilitando consultas necessárias para a liberação do seguro-desemprego.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Líder do Governo na CMJP revela não temer visitas surpresas da oposição: “Gestão de Cartaxo é transparente”




     
    O líder da bancada do Governo na Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Marco Antônio (PPS) disse nesta sexta-feira (27) que a gestão Luciano Cartaxo não teme e nem temerá qualquer tipo de visita surpresas em órgãos da administração municipal por ter consciência da transparência com que os serviços são executados.

    “Ao contrário de outros governos que se preocuparam com isso, o governo Cartaxo não se preocupa com essa questão, a administração é transparente, é conhecida pela transparência, e é logico que os problemas existem para ser resolvidos. Problema mesmo é aquele que existe e a prefeitura fica inerte, mas no Governo Cartaxo o que está errado é resolvido com celeridade”, assegurou.

    Marco Antônio lembrou que nenhum Governo é um mar de rosas, por isso são eleitos bons gestores para tentar solucionar ou amenizar os problemas.

    “Eu acredito que as falhas elas existem, mas existem para ser corrigidas, principalmente em um hospital, o importante é a gente saber a quantidade de acertos e de soluções que aquele hospital dá as pessoas, no caso do Trauminha, pessoas de todo o estado, de fora do estado, são atendidas ali, são mais de 100 cirurgias em uma única semana, então é normal que haja falhas, mas também é bom enfatizar os acertos, que são maiores que as falhas”, destacou.

    Para o líder, as críticas infundadas merecem uma resposta política, já as criticas fundamentadas receberam como resposta a ação com a solução do problema.


    Com informações de Henrique Lima

    PB Agora


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Piloto de avião gritou ao copiloto




     
    O piloto do avião que caiu nos Alpes franceses pediu aos gritos para que o copiloto, que teria derrubado intencionalmente a aeronave, que abrisse "a maldita porta" enquanto tentava derrubá-la, mostraram as gravações da primeira-caixa preta encontrada. Quando o copiloto, Andreas Lubitz, já teria acionado o sistema de descida, e os controladores aéreos franceses tinham tentado às 10h32 contatar sem sucesso o avião, a gravação registra o sinal de alarme automática de perda de altura, revelou neste domingo (29) o jornal "Bild".

    Imediatamente depois se ouve um forte golpe, como se alguém tentasse abrir com um chute a porta da cabine, e a voz do capitão, Patrick Sondenheimer, gritando: "Pelo amor de deus, abre a porta!". Ao fundo é possível ouvir os gritos dos passageiros. Às 10h35, quando o avião ainda estava a sete mil metros de altura, a gravação registrou "ruídos metálicos fortes contra a porta da cabina" como se ela estivesse sendo golpeada.

    90 segundos depois, a cinco mil metros de altura, um novo alarme é ativado, e é possível ouvir o piloto gritar: "Abra essa maldita porta!". Às 10h38, ainda a cerca de quatro mil metros de altura, é possível ouvir a respiração do copiloto, que não diz nada. Às 10h40, o aparelho toca a montanha com a asa direita e de novo são ouvidos gritos dos passageiros, os últimos sons registrados pela caixa-preta.

    A hora e meia de gravação resgatada revelou também como o capitão, às 10h27 e a 11.600 metros de altura pede ao copiloto que comece a preparar a aterrissagem em Düsseldorf e ele responde, entre outras palavras, com um "tomara" e um "vamos a ver".

    Em entrevista coletiva na quinta-feira, quando foi comunicado que as gravações permitem concluir que o copiloto derrubou intencionalmente a aeronave, que levava 150 pessoas a bordo, o promotor de Marselha qualificou as respostas do copiloto a seu comandante de "lacônicas". Após decolar com atraso de Barcelona, o comandante tinha explicado ao copiloto, entre outras coisas, que não tinha tido tempo de ir ao banheiro, e Lubitz ofereceu assumir o comando da aeronave em qualquer momento.

    Depois do controle para preparar a aterrissagem o copiloto volta a oferecer ao comandante assumir o comando para que ele possa ir ao banheiro. Dois minutos mais tarde, Sondenheimer diz: "Pode assumir o comando". Então é ouvido o barulho de uma cadeira e da porta se fechando.

    Exatamente às 10h29 o radar registrou a primeira diminuição de altitude do avião.

    G1


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Anísio diz que racha do PT com PSB é “fofoca”




    Anísio Maia
    O deputado estadual, Anísio Maia, não acredita em rompimento do Partido dos Trabalhadores (PT) com o Partido Socialista Brasileiro (PSB), na Paraíba.

    De acordo com o parlamentar, a aliança entre os dois partido está forte e, de acordo com Anísio, especulação de racha não passas de “fofoca”.

    Anisio explicou as divergências existem em qualquer legenda e citou como exemplo o caso do PMDB em cenário nacional.

    “O PMDB é o principal aliado do PT, mas tem tomado atitudes que não são do agrado da presidenta Dilma Rousseff”, destacou o petista.

    Para Anísio Maia, o afastamento do parlamentar de João Pessoa, Renato Martins (PSB), da gestão petista na Capital, não significa que em nível estadual seja desfeita a aliança.

    “Não há motivo para rompimento. É fofoca eleitoral”, criticou Anísio.

    MaisPB


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Mega acumula e deve pagar R$ 25 milhões




    mega senna
    O concurso 1690 da Mega-Sena, sorteado neste sábado (28), não teve acertadores para o prêmio principal.

    Veja as dezenas: 21 – 24 – 26 – 35 – 45 – 53.

    A expectativa de prêmio para quem acertasse as 6 dezenas era de R$ 19 milhões. O sorteio foi realizado na cidade de Pirajuí (SP).

    O próximo, que ocorrerá na quarta-feira (1º), tem estimativa de R$ 25 milhões, segundo a Caixa Econômica Federal (CEF).

    Quina
    Segundo a CEF, 63 apostas acertaram 5 números e vão levar R$ 42.636,38 cada uma. Outras 5.708 apostas assinalaram 4 dezenas sorteadas e poderão retirar R$ 672,26 cada uma.

    Para apostar
    A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 2,50.

    Probabilidades
    A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 2,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.

    Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 12.512,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

    G1


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Entenda quais foram os motivos que fizeram o Brasil deixar de ser um protagonista no cenário mundial




     
    Tendo aumentado sua influência política e econômica global nos últimos anos – a ponto de deixar de ser apenas um gigante latino-americano para se tornar protagonista do mundo emergente ─ o Brasil enfrenta agora um cenário completamente inverso, com a perda de importância inclusive regional.

    Analistas associam o novo quadro a fatores internos e externos, que ameaçam a imagem de liderança que o país sempre teve no continente.
    Na sexta-feira, o IBGE informou que o PIB brasileiro (Produto Interno Bruto, ou a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país) totalizou R$ 5,52 trilhões no ano passado, alta de 0,1% em relação a 2013.


    O novo cenário se reflete no declínio nas viagens presidenciais brasileiras na região, na queda nas exportações para países vizinhos, e na falta de liderança em assuntos importantes da América Latina.

    "A voz do Brasil foi reduzida na região", disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, João Augusto de Castro Neves, diretor para América Latina da consultoria Eurasia Group, sediada em Washington.
    A BBC Mundo listou quatro razões que explicam a perda de protagonismo do Brasil no cenário internacional.

    1) Empreiteiras em apuros
    As grandes empresas de construção no Brasil eram, até recentemente, a face mais visível da expansão regional do país, construindo desde metrôs a usinas hidroelétricas em nações vizinhas.

    A própria presidente Dilma Rousseff já havia observado isso como o sucesso de sua política de promoção das empresas brasileiras na América Latina, gerando produção e emprego.

    No entanto, atualmente, essas mesmas construtoras se encontram no centro do esquema de corrupção da Petrobras, acusadas de formar um cartel para dividir contratos e pagar propinas a políticos. Vários executivos da estatal estão presos preventivamente.

    Como resultado, as empreiteiras passaram a enfrentar problemas de liquidez, falta de crédito e dívidas com vencimentos a curto prazo. Recentemente, as notas de crédito de várias delas, como OAS, Queiroz Galvão, Mendes Júnior e Galvão Engenharia, foram rebaixadas.
    Na última quarta-feira, a Galvão Engenharia, que também atua no Peru, entrou com um pedido de recuperação judicial, devido à deterioração de sua saúde financeira.
    A nova realidade das construtoras brasileira já afeta obras na região.
    No Uruguai, por exemplo, foi anulado um contrato multimilionário com a OAS para construir uma usina de processamento de gás natural. A decisão provocou a demissão de 700 trabalhadores.

    Outros projetos na região também estão sob intenso escrutínio dos investigadores do "caso Petrobras", por causa da suspeita de que o esquema de corrupção que funcionava na estatal possa ter se espalhado para outros países.
    Por trás desses contratos regionais das construtoras brasileiras, está o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), cujos empréstimos impulsionaram várias obras.

    Leia também: Setores que ‘seguraram‘ PIB de 2014 têm perspectivas de queda
    Agora, especialistas questionam se o banco continuará a financiar atividades de empresas em situação delicada e difícil.
    2) O avanço da China
    Ao contrário do que acontece com o Brasil, a influência econômica da China cresce notavelmente na América Latina, da qual o gigante asiático é o terceiro maior parceiro comercial.

    No ano passado, os empréstimos chineses para a região somaram US$ 22 bilhões (R$ 71,4 bilhões), um aumento de 71% em relação a 2013, de acordo com um estudo recente da China-Latin America Finance Database.

    O total dos empréstimos chineses em 2014 foi maior, inclusive, do que o montante que a região recebeu do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no mesmo ano.

    Em uma década, Pequim emprestou à América Latina US$ 119 bilhões (R$ 386 bilhões). Além do próprio Brasil, os principais destinatários do dinheiro foram seus principais parceiros no Mercosul, Venezuela e Argentina, de acordo com o estudo.
    Os dados, bem como um recente acordo de cooperação econômica e de investimento assinado entre China e Argentina, causam preocupações no Brasil, onde alguns acreditam que falta uma estratégia clara ante o avanço de Pequim.

    "A influência chinesa na região e o acordo com a Argentina, em particular, afetam os interesses econômicos do Brasil", alertaram André Soares e Fabrizio Sardelli Panzini, respectivamente, ex-coordenador de Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil China (CEBC) e especialista em Negociações Internacionais da CNI (Confederação Nacional da Indústria), em artigo publicado no jornal Brasil Econômico.

    Soares e Panzini acrescentaram que "o principal ponto é o acirramento da competição e provável perda de mercado em serviços de engenharia e também em bens importados da China utilizados nessas obras”.

    Para o ex-ministro de Relações Exteriores do Brasil Luiz Felipe Lampreia, o país poderia reverter sua perda de influência na região se superar seus grandes problemas atuais "e passar a ser visto novamente como um país forte e importante".

    Leia também: Brasil tem terceiro pior crescimento econômico do G20 em 2014
    "Mas agora", disse ele à BBC Mundo, "o Brasil tem poucas cartas na manga".

    3) Os problemas domésticos de Dilma
    Dilma está enfraquecida em seu próprio país, pelo escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, que acaba atingindo o PT. Além disso, há problemas econômicos, crise com os aliados no Congresso e um descontentamento social crescente.

    Isso fez com que as prioridades da presidente fossem deslocadas para questões internas, deixando sua projeção internacional no segundo plano.
    A situação contrasta com o que aconteceu durante o governo Lula, que tinha grande popularidade na região.
    Dilma cortou quase pela metade o tempo gasto a visitar outros países em comparação com o segundo mandato de Lula (2007-2010).
    4) Economia enfraquecida
    Menos de quatro anos atrás, o Brasil foi declarado a sexta maior economia e, na época, o governo disse que em 2015 iria suplantar o quinto lugar, a França.
    Mas desde então a economia brasileira estagnou.
    O Reino Unido recuperou a sexta posição. Em seguida, em 2014, o Brasil escapou por pouco da recessão e cresceu apenas 0,1%, como anunciado oficialmente sexta-feira. Em 2013, a expansão foi de 2,7%.

    E este ano o Brasil poderia ser ultrapassado pela Índia como a sétima maior economia do mundo, de acordo com a consultoria britânica Economist Intelligence Unit.
    Castro Neves, da Eurasia Group, lembrou que durante o governo Lula o boom das commodities e a crise nos países desenvolvidos abriram espaço para uma maior atuação do Brasil no cenário internacional, que veio a se expandir 7,5% em 2010.
    "Hoje temos um cenário econômico muito menos favorável globalmente falando, e, para um país com recursos limitados como o Brasil, essa é mais uma restrição", disse o analista.

    Prova disso é que o comércio do Brasil com seus vizinhos está em pleno retrocesso.
    As exportações brasileiras para a América Latina e o Caribe caíram 14% no ano passado, em comparação com o anterior, e continuou afundando 21,5% nos dois primeiros meses deste ano em relação ao mesmo período de 2014, segundo dados do governo.

    E compras brasileiras provenientes da América Latina e do Caribe, também caíram, embora menos (8% em 2015 e 16% durante janeiro e fevereiro deste ano).
    BBC


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Mercadante transmite a Levy irritação de Dilma




     
    Josias de Souza 3

    Dilma Rousseff irritou-se ao saber que Joaquim Levy dissera que ela nem sempre age da forma mais simples e eficaz. Abespinhou-se tanto que determinou ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que transmitisse sua contrariedade ao colega. O recado da presidente foi repassado por Mercadnate a Levy por telefone, no sábado —dia em que a notícia sobre o sincericídio de Levy veio à luz.

    Deve-se aos repórteres Ricardo Della Coletta e Fábio Brandt a informação sobre a reação de Dilma. O comentário que desagradou a presidente escorregou dos lábios de Levy na terça-feira da semana passada. Deu-se a portas fechadas, numa conversa com ex-alunos da Universidade de Chicago.

    Expressando-se em língua inglesa, Levy disse: “Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil… Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno‘‘. Para infortúnio do ministro, suas palavras foram gravadas. E a repórter Joana Cunha fez soar o áudio no site da Folha.

    Após conversar com Mercadante, Levy tentou, sem muito sucesso, reposicionar-se em cena. Mandou divulgar uma nota. No miolo do texto, anotou:

    “O ministro sublinha que os elementos dessa fala são os seguintes: aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exige ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

    O receio do governo é o de que a crítica mal explicada sirva de munição para opositores e governistas rebelados que conspiram no Congresso contra o ajuste fiscal do governo. Um risco que Dilma preferia não correr numa semana em que o Senado ameaça aprovar proposta que obriga o governo a tirar do papel, em 30 dias, a lei que renegocia as dívidas de Estados e municípios com índices menores de correção.

    O ruído provocado pela revelação da frase de Levy ecoa às vésperas do comparecimento do ministro à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Conforme compromisso que assumira na semana passada, Levy vai expor aos senadores, nesta terça-feira, os planos econômicos do governo.

    Levy espera que suas palavras inspirem o presidente do Senado, Renan Calheiros, e seus pares a retirar de pauta de votações do Senado a proposta que dá um refresco anual de R$ 3 bilhões a Estados e municípios endividados até a raiz dos cabelos dos contribuintes. A hipótese de isso ocorrer parece, por ora, remota.

    Para complicar, argumenta-se no Planalto, os comentários de Levy levaram água para o moinho dos contrários. Ora, se nem o ministro da Fazenda considera eficazes as ações de sua chefe, por que os congressistas deveriam dar crédito ao governo?

    A despeito da alegada irritação, Dilma optou por não divulgar uma reprimenda pública a Levy. Cogita tratar do assunto quando for provocada por repórteres, numa de suas aparições públicas. Mas parece ter optado pela contemporização. Natural. A eventual saída de Levy criaria dificuldades bem maiores que os sapos que Dilma vê-se obrigada a engolir. Melhor dissolver um Alkaseltzer e reduzir tudo a uma tempestade em copo d‘água.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Delegado teve US$ 194 milhões em conta do HSBC na Suíça


    HSBC Suíça (Foto: Andrew Burton / Stringer / Getty Image s/ VEJA)
    HSBC Suíça (Foto: Andrew Burton / Stringer / Getty Image s/ VEJA)


    Miguel Gonçalves Pacheco e Oliveira é aposentado e virou empresário no ramo da segurança

    30/03/2015 - 01h35
    Chico Otavio, Cristina Tardáguila, Ruben Berta, Tiago Dantas e Leonardo Guandeline, O Globo

    Cento e noventa e quatro milhões e novecentos mil dólares. Este é o saldo que, segundo planilhas do HSBC da Suíça, constava na conta relacionada ao delegado aposentado da Polícia Civil de São Paulo e empresário do ramo de segurança Miguel Gonçalves Pacheco e Oliveira entre 2006 e 2007. Mesmo com esse valor no banco em Genebra — o que faz dele um dos dez brasileiros com mais dinheiro na instituição —, Oliveira não abriu mão de brigar na Justiça por uma aposentadoria mais robusta. Nos últimos anos, entrou com pelo menos oito ações para pedir revisão de seus vencimentos. Ganhou parte delas e recorre naquelas em que perdeu. De acordo com o site de transparência do governo de São Paulo, ele recebe R$ 10 mil líquidos pelos serviços prestados à Polícia Civil.

    Levantamento feito pelo GLOBO, em parceria com o UOL, encontrou o delegado aposentado e outros quatro servidores públicos ou de concessionárias de serviços públicos na lista de 8.667 correntistas do HSBC da Suíça. São eles um inspetor da Polícia Civil do Rio, um engenheiro da Secretaria Municipal de Obras carioca, um conselheiro da concessionária do Aeroporto de Cabo Frio e um ex-diretor da antiga concessionária do metrô do Rio, a Opportrans. Todos os citados que foram localizados negaram ter contas no banco suíço, assim como qualquer irregularidade financeira. Oliveira não retornou os pedidos de entrevista.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Eduardo Cunha: ‘A gente finge que é governo‘




     
    Fabio Rodrigues Pozzebom/Agênci: Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, durante sessão para votação dos destaques do Projeto de Lei da Biodiversidade, PL7735/14, do Executivo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
    Num ataque de sincericídio, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) revelou a essência atual da relação entre PT e PMDB; na prática, o PMDB finge que é governo e o PT finge que acredita; Cunha também negou que ele e seu colega Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, tenham tomado o comando do País; "Quem tem a caneta? É ela. Quem edita medidas provisórias? É ela. Quem libera o orçamento? É ela. Quem nomeia e indica a cargo? É ela. Então é ela quem governa", afirma; se a presidente Dilma Rousseff tinha a esperança de apaziguar Cunha o PMDB com a indicação de Henrique Alves para o Turismo, talvez seja o caso 


    247 - A julgar pelo tom da entrevista do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), às jornalistas Maria Lima, Isabel Braga, Joana Gama e Sergio Fadul, publicada neste domingo no jornal O Globo, a aliança PT-PMDB chegou ao fim.

    Na essência, Cunha afirmou que o PMDB finge que é governo e o PT finge que acredita. "Os ministros do PMDB não têm ministério relevante. Sempre foi assim. Na prática, a gente finge que está lá. E eles fingem também."

    Cunha também negou que ele e seu colega Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, tenham tomado o comando do País. "Quem tem a caneta? É ela. Quem edita medidas provisórias? É ela. Quem libera o orçamento? É ela. Quem nomeia e indica a cargo? É ela. Então é ela quem governa".

    O presidente da Câmara também voltou a acusar o Palácio do Planalto de tentar enfraquecer o Congresso, com a Operação Lava Jato. "Ficou claro e nítido que eles estavam fazendo uma opção de enfraquecer a todos nós".

    Outro alvo do parlamentar é o ministro Gilberto Kassab, das Cidades, que tenta recriar o PL, para atrair parlamentares insatisfeitos com suas legendas. "Operação Tabajara", disse ele. "Se deram corda para o Kassab, quem deu a corda é que está errado", disse Cunha. Ele afirma que foi uma tentativa clara de atingir o PMDB.

    Indagado se pensa em assumir a presidência da República, quando Dilma e o vice Michel Temer se ausentarem do País, Cunha foi irônico. "Se o Cid Gomes ainda fosse ministro, eu podia demitir o Cid. Mas não vou poder nem demitir o Cid".

    Sobre a Lava Jato, em que é um dos alvos da investigação, Cunha mandou um recado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "Estou em guerra aberta com o Janot. Vamos ver até que nível ele vai". Cunha, no entanto, admitiu se tratar do maior escândalo do mundo.

    Pela entrevista deste domingo, Cunha sinaliza que nem a indicação do aliado Henrique Alves para o Turismo será capaz de apaziguá-lo.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Contra boatos, Lula nega aposentadoria forçada




     
    Diante de mentiras que vêm sendo disseminadas pela internet, o ex-presidente Lula se viu forçado, mais uma vez, a negar que tenha sido aposentado por invalidez, quando perdeu um dedo num acidente ocorrido em 1964; "Quem recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar e receber salários. Lula não deixou de trabalhar. Se a história fosse verdadeira, ele não poderia ter continuado sua atividade como metalúrgico, depois dirigente sindical e muito menos cumprir seus mandatos de deputado e de presidente da República", diz a nota divulgada pelo Instituto Lula neste domingo


    247 - O Instituto Lula rebateu, neste domingo, mais uma mentira que vem sendo espalhada contra o ex-presidente na internet: a de que ele teria se beneficiado de uma aposentadoria por invalidez, após perder um dedo num acidente de trabalho, ocorrido em 1964.

    A estratégia de Lula é não deixar uma mentira sem resposta e, eventualmente, até processar os responsáveis – como foi feito recentemente depois que um blogueiro noticiou, de forma equivocada, a volta do câncer.

    Como Lula é potencial candidato à presidência da República, em 2018, a tendência é que novas mentiras sejam espalhadas por redes sociais e aplicativos, como Facebook e Whatsapp.

    Leia, abaixo, a nota divulgada neste domingo pelo Instituto Lula:

    Entre os muitos boatos e mentiras espalhados na internet contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recentemente voltou a circular a história de que ele receberia uma aposentadoria por invalidez desde que perdeu um dedo em um acidente de trabalho. Trata-se de mais uma história mentirosa. Lula recebeu uma indenização à época e continuou trabalhando, sendo eleito posteriormente presidente da República. Quem recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar e receber salários de qualquer espécie, muito menos como representante do povo.

    Explicamos mais a seguir:

    A farsa:

    Recentemente, um site reproduziu em seu Twitter uma velha mentira. Sem citar fonte ou qualquer outro dado, a conta diz que "Lula se aposentou por perder 1 dedo, qd deveria ter sido indenizado" (sic). Essa história sempre reaparece, sugerindo que o ex-presidente estaria recebendo um valor indevido.

    A verdade:

    O acidente aconteceu em 1964, quando Lula tinha 18 anos e trabalhava na Metalúrgica Independência, na cidade de São Paulo. Lula recebeu, à época, uma indenização de 350 mil cruzeiros. Segundo conta a revista Trip, o valor era "suficiente para comprar móveis para a mãe e um terreno". Quem recebe aposentadoria por invalidez não pode trabalhar e receber salários. Lula não deixou de trabalhar. Se a história fosse verdadeira, ele não poderia ter continuado sua atividade como metalúrgico, depois dirigente sindical e muito menos cumprir seus mandatos de deputado e de presidente da República.


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  • 30.03.2015 | Autor: Pedro Marinho

    Popstar, Moro tenta sua mais audiaciosa cartada





    Sergio Moro não é mais apenas um juiz interessado em levar adiante a Operação Lava Jato; neste domingo, ele revelou, no jornal Estado de S. Paulo, que tem planos para mudar todo o código de processo penal no País; seu objetivo é garantir prisões em primeira instância, sem que os réus tenham o direito de responder em liberdade antes do trânsito em julgado; brasileiro "que faz diferença", desde que foi premiado pela família Marinho, que controla o Globo, Moro tem capital político para levar adiante seu ativismo; neste domingo, Fagner compôs uma canção para o magistrado; no 15 de março, alguns manifestantes saíram às ruas com a camisa "Je suis Sergio Moro"; a questão é: será que Moro, mais do que juiz, será também legislador?

    247 - O juiz paranaense Sergio Moro tem uma agenda legislativa para o País. Ela consiste em mudar o código de processo penal para que réus condenados em primeira instância sejam mantidos presos, mesmo que ainda não tenham tido sentenças transitadas em julgado. Hoje, pelas leis brasileiras, um cidadão que não represente risco para o convívio social só pode ser preso depois de esgotados todos os recursos – ou seja, só depois da última instância.

    Moro, no entanto, entende que a lei deve mudar e explicitou seu ponto de vista no artigo "O problema é o processo", escrito em parceria com Antônio Cesar Bochenek, presidente da Associação de Juízes Federais (leia mais aqui).

    Mais do que simplesmente defender um ponto de vista abstrato, Moro antecipou algo que será apresentado, em breve, à sociedade. No artigo, Moro e Bochenek afirmam que a Ajufe apresentará ao Congresso uma proposta de lei nesse sentido. E como Moro se transformou num juiz-celebridade, seu capital político para propor mudanças efetivas nas leis não deve ser subestimado.

    Recentemente, Moro já foi capa das revistas Veja e Época. Em seguida, foi premiado pelo grupo Globo, da família Marinho, como o brasileiro "que faz diferença". Neste domingo, ganhou até uma canção-homenagem composta pelo compositor cearense Fagner (confira aqui). Moro é, portanto, um popstar que não se contenta apenas em julgar e levar adiante a Operação Lava Jato, que paralisou o setor de construção pesada no País e atingiu o coração do sistema de financiamento eleitoral no País.

    Métodos questionados

    Os métodos do juiz na Lava Jato, no entanto, são também questionados. Recentemente, o juiz Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, apontou que a prisão passou a ser regra e a liberdade, exceção entre os acusados. “O juiz acaba atropelando o processo, não sei se para ficar com a consciência em paz, e faz a anomalia em nome da segurança”, disse ele.

    Réus na Lava Jato já estão presos de forma preventiva há mais de 120 dias e algumas dessas prisões, como a dos executivos da Camargo Correa, serviram para se obter delações premiadas, que confirmaram teses que o Ministério Público tenta demonstrar – como, por exemplo, a de que doações legais ao PT são "propina".

    Essas delações que têm como recompensa a liberdade são um fenômeno, se não inédito, bastante raro na história do Poder Judiciário brasileiro. Segundo o advogado Nélio Machado, um dos principais criminalistas brasileiros, Moro não age como juiz, mas sim como promotor. "Sua lógica é prender sem julgar", diz ele.

    No entanto, Moro nunca esteve tão forte como agora. Nas manifestações de 15 de março, havia quem desfilasse com camisas onde se lia "Je suis Sergio Moro", numa alusão ao "Je suis Charlie", da França. Ao receber o prêmio na Globo, Moro disse que se emocionou ao ver as manifestações de 15 de março.

    Agora, além de julgar, ele quer mais. Seu objetivo é mudar, efetivamente, as leis penais no Brasil. Se a ideia vingar, acusados de corrupção serão presos por juízes de primeira instância e serão mantidos atrás das grades mesmo que as decisões inicias sejam equivocadas.

    Moro avalia que este é um problema menor. "Não se ignora, por evidente, a possibilidade do erro judiciário e de eventual reforma do julgado, motivo pelo qual se propõe igualmente que as Cortes recursais possam, como exceção, suspender a eficácia da condenação criminal quando presente, por exemplo, plausibilidade do recurso. Mas a exceção não invalida a proposição", diz ele.


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