A truculência e o populismo de Messias - Francis Lopes de Mendonça



 A truculência e o populismo de Messias germinou uma horda de apoiadores fanáticos e boçais que silencia, renega ou ignora os fatos, a lógica e o bom senso conforme o tamanho dos seus egos em explícita dissonância cognitiva. Ou então eu tenho problemas de audição e não ouvi o que ouvi sair da boca do rasteiro presidente: uma expressão segregadora e depreciativa contra o povo nordestino e governadores do Nordeste, independentemente do que se possa pensar sobre eles e seus atos de apoio ao muambeiro condenado.

Não se trata aqui de querer o retorno da gangue dos petralhas não! A rejeição, a revolta e o nojo ao petralhismo e seu líder metalúrgico fútil, no entanto, não foi capaz de me tornar eleitor de um capitão frustrado que passou trinta anos numa mamata no Congresso Nacional e que, por acaso, sem nenhum mérito, se elegeu presidente. Querer um país justo, próspero, seguro, respeitado e com perspectiva de futuro exige de todos nós ir além de alternativas tão medíocres e desastrosas.

O governo de Messias poderá acertar aqui e ali, como resultado do bom desempenho de ministros do quilate de Sérgio Moro, mas a pessoa física do rasteiro presidente é constrangedora e repugnante por uma carrada de razões, principalmente por ser um homem com profunda dificuldade em compreender o seu papel institucional. E é fácil entender o motivo. A parte não fanatizada e pensante precisa começar a refletir. Messias nunca será capaz de trazer paz social para o Brasil, nunca vai nos tirar dessa espiral de rancor e ódio - vai, isso sim, é aprofundar esse sentimento, que é o seu combustível político e a razão de seu sucesso eleitoral.

O seu governo realiza um esforço imenso para ser marcado pela mesma boçalidade suicida que derrubou o PT - incapaz de praticar os princípios mais primitivos do conservadorismo: a ponderação, o equilíbrio e a prudência. Isso sem falar da grotesca ingerência de três rebentos mimados, mal educados e deslumbrados, capazes de jurar que herdaram as terras do Brasil.

Para fazer-me o mais claro possível, ouso citar as palavras de um Livro da Bíblia inquestionavelmente relevante a esta legião de boçais, incapazes de questionar uma única vírgula daquele que jura governar como o eterno candidato, perfeitamente dispostos a destruir a reputação de opositores e a ridicularizar qualquer crítica como um instrumento de covardia ou falta de caráter, poluindo o debate público como se estivéssemos todos numa grande guerra tribal entre anjos e demônios, para elevar Messias à condição de um czar tupiniquim, crente do arrebatamento de uma nova religião semi-secular que livrará o Brasil do armagedom vermelho.

A essa seita cabe unicamente o apoio dogmático e a condenação de qualquer crítico à condição de infiel. O objetivo é o cumprimento da terra prometida: um país inteiramente alijado de qualquer pensamento divergente do messianismo. Então segue um pequeno trecho do capítulo 16, versículos 18-22, do Livro dos Provérbios.

“A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda.
Melhor é ser humilde de espírito com os mansos do que repartir o despojo com os soberbos.
O que atenta prudentemente para a palavra achará o bem, e o que confia no Senhor será bem-aventurado.
O sábio de coração será chamado prudente, e a doçura dos lábios aumentará o ensino.
O entendimento, para aqueles que o possuem, é uma fonte de vida, mas a instrução dos tolos é a sua estultícia.”





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