"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará."



 Albergio Gomes de Medeiros

Após a "bomba" de trechos de conversas e "tabelinhas" entre o sacrossanto e oráculo Moro e o outro vestal e paladino Dalagnol (com o perdão no erro da grafia), e até a inicial admissão das porções publicadas, a partir da tarde começaram a usar outra narrativa, a de que seria ilícito o vazamento, e nessa senda espocaram indignações de toda sorte e magnitude, todavia, só a título de conhecimento, pois tenho convicção de que os Paturis sequer leram resumos das tais DEZ MEDIDAS DE COMBATE À CORRUPÇÃO, inclusive entregue pessoalmente ao glorioso Congresso Nacional pelo próprio sacerdote da santidade e moralidade, trago agora um resumo extraído do próprio site do MPF, pois quem quiser que vá gastar as pestanas e visão e consulte todas as medidas, algumas boas, oportunas, entretanto com maior parte padecendo de compatibilidade com a constituição e outras inaceitáveis em um estado de Direito (embora eu esteja abandonando essa expressão por discordância conceitual).

"A #medida7 propõe uma série de alterações no capítulo de nulidades do Código de Processo Penal.

Nesse caso, são feitas pequenas alterações nos arts. 563 a 573, com cinco objetivos: 1) ampliar as preclusões de alegações de nulidades; 2) condicionar a superação de preclusões à interrupção da prescrição a partir do momento em que a parte deveria ter alegado o defeito e se omitiu; 3) estabelecer o aproveitamento máximo dos atos processuais como dever do juiz e das partes; 4) estabelecer a necessidade de demonstração pelas partes do prejuízo gerado por um defeito processual, à luz de circunstâncias concretas; e 5) acabar com a prescrição com base na pena aplicada em concreto, evitando a insegurança jurídica em relação à pretensão punitiva estatal.

Além disso, sugere-se a inserção de dois novos parágrafos no art. 157, para introduzir a ponderação dos direitos e interesses em jogo na avaliação da exclusão da prova, o que está em harmonia com a legislação de diversos países democráticos, inclusive a norte-americana, de onde foi importada a regra da exclusão da prova ilícita e da prova derivada da prova ilícita."(http://www.dezmedidas.mpf.mp.br/apresent…/conheca-as-medidas).

Percebem, Paturis, que entre as "10 medidas" consta a admissibilidade de prova obtida por meios escusos? Então, Paturis, essa narrativa e defesa de que esses "vazamentos" foram obtidos de forma ilícita pode prosperar, hein?

Não duvido que surjam os próprios áudios, aí será a pá de terra!





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