Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Antônio Augusto Arroxelas Macedo



Antônio Augusto Arroxelas Macedo –-Nasceu em 6 de Fevereiro de 1939, em João Pessoa. Em 1960 ingressou no curso de odontologia e, ainda estudante, integrou o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi eleito Vereador da Capital em 1963. Foi preso, proibido de estudar e concluir o Curso de Direito.

Arroxelas sempre lutou contra as injustiças sociais, os abusos dos poderosos, sem que, no entanto, precisasse roubar bancos, sequestrar ou explodir bombas, matando inocentes.

Foi cassado devido à Resolução da CMJP nº 5, de 3 de Abril de 1964.
Participou da campanha pela Anistia, ajudou a construir, em 1980, a Frente Democrática e em 1982 conquistou novamente uma Cadeira na CMJP, sendo o vereador eleito mais votado daquele ano.

Arroxelas participou da campanha Diretas Já e foi um dos vereadores que mais contribuíram para a redemocratização do Brasil.

Na época do golpe militar de 1964, teve seu mandato de Vereador cassado pela mesa da Câmara Municipal de João Pessoa e não pelos Militares, como tem sido apregoado ao longo dos anos – tendo sido o ex-vereador Cabral Batista quem, na época presidente da Câmara, ampla e reconhecidamente favorável ao golpe militar, após reunir a mesa, tomara a decisão de cassá-lo.
Fato publicado pelo Jornal o Norte em 04 de Abril de 1964, 30 dias após o Golpe de Estado: com ele, foram cassados também José Gomes da Silva, conhecido como Zé Moscou, e Leonardo Leal.

De acordo com o jornal O Norte de 04 de abril de 1964, o presidente da Câmara, Muncipal de João Pessoa, verador Cabral Batista, após várias reuniões secretas, os vereadores resolveram por unanimidade cassar o mandato do vereador Antônio Augusto de Arroxelas Macêdo, em face do mesmo ter infringido o artigo 48 da Constituição Federal e o artigo 4º do Regimento interno da casa.”

Na solenidade em homenagem a Arroxelas na Câmara Municipal de João Pessoa, a mesma que cassou seu mandato, ele assim se expressou.

“Lutei por uma sociedade mais justa, pelas reformas de base e pela democracia. A lembrança e o esquecimento não são apenas atos da memória humana, mas também fruto das disputas políticas e pelo poder. A quem interessa a pagar da memória a sua própria história? Acredito que ao povo interessa a verdade, e o passado precisa ser superado, mas jamais esquecido”.

Tive a sorte, como suplente de Vereador da capital, assumir varias vezes, uma cadeira naquela casa legislativa e ser liderado pelo vereador Antônio Augusto Arroxelas. Arroxelas, faleceu no dia 25 de Outubro de 2018.

A imprensa da Paraíba, esqueceu de noticiar o fato, sendo este grande líder estudantil, usou toda a sua vida pelas causas sociais, deixando inclusive em assumir ou galgar altos escalões, pelo costume do toma lá dá cá. Em razão da sua coerência de vida politica e social. Apenas, Eu, Zé Euflávio e Cristiano Machado, postamos homenagem a este pequeno grande homem paraibano.

Livro de Camilo Macedo a ser lançado brevemente

 





Comentários


Comentar


Sidebar Menu