Que o MP comece a tutelar os "menores" abandonados aos milhares Brasil afora, dia e noite.



 

Albergio Gomes Medeiros

Dificilmente exista um local nesse Brasil sem crianças e adolescentes em semáforos pedindo dinheiro, ou explorados por meliantes, sem esquecer dos recrutados pelo "tráfico de drogas" cada vez em maior número, no entanto, não vemos o Ministério Público do Trabalho, tampouco Governo Federal, nem um nem outro, tampouco ambos, montar "Gabinete de crise" para buscar "culpados", embora se trate de uma cotidiana tragédia que finda ceifando vidas precocemente, muitas que nem sonho tinham.

Aí, um clube, seja qual for, acolhe crianças que não teriam aspirações nem possibilidades de crescimento e evolução na vida, algumas carentes até do mais básico, do mais vital para sobrevivência, e investe nelas, proporcionando incalculáveis lucros para os garotos, pois, até mesmo os que não seguirem a carreira futebolística, terão (ou tiveram) assistência médica, odontológica, alojamentos confortáveis, educação, orientação psicológica, preparação física orientada, orientações pedagógicas, enfim, tudo que não teriam no seio das famílias que abdicaram para tentar seguir a carreira, sem falar na disciplina e regime quase militar que recebem.

Claro que não existe "almoço de graça", mas duvido que algum atleta saia pior ou com menor "bagagem" do que foi acolhido. Mas, quando uma lamentável tragédia acontece como essa que aconteceu no Ninho do Urubu, onde crianças e adolescentes, a cada dia, luziam e acalentavam sonhos, esperanças, cujo preço do "sacrifício" era sublimado, vem o MPT e o Governo Federal, de forma pirotécnica, e duvido com alguma pedagogia ou solidariedade humana, instalar "Gabinetes de Crise" em busca de culpados.

Deviam ter vergonha de explorar situações e tragédias, e, se prevalece ou estão imbuídos do exercício do mister profissional, que o fizessem de forma discreta, e não bombástica, e que comecem, antes de tudo, a tutelar os "menores" abandonados aos milhares Brasil afora, dia e noite.





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