Se o Brasil vai dar certo com Bolsonaro é outra história - Francis Lopes de Mendonça



 Quer os radicais queiram quer não, o novo presidente foi eleito, de forma democrática, pela maioria dos votos válidos.

Se o Brasil vai dar certo com Bolsonaro é outra história. Eu só tenho que torcer para a equipe do novo governo possa guiar o país para as reformas que o Brasil realmente necessita. Além do que não acredito que estejamos à beira do retorno aos anos de chumbo, ao horror ditatorial, à perseguição e à falta de liberdade de expressão. Não acredito em hipótese alguma nesse cenário.

Qualquer que seja a ameaça populista autoritária da direita reacionária que Bolsonaro venha a representar, ela não será isso. Inclusive não tenho visto nenhum analista sério apostando em uma reedição dos anos de chumbo.

O que eu tenho visto, lamentavelmente, é a militância da esquerda emburrecida e fossilizada sendo utilizada novamente como massa de manobra especificamente para rivalizar com a militância do outro lado em fazer crer que a vitória do presidente eleito representa o início de prisões, torturas e mortes.

Nesse cenário, a narrativa inculcada pelos gurus de Lula é de que não ter votado em Haddad é o equivalente a ter apoiado o retorno à ditadura e à tortura, a volta do obscurantismo autoritário militar. Deus do céu! Há tanta maldade e ignorância nessa posição que fica difícil concatenar uma reação a ela.

Pois como é possível que não respeitem sequer a memória daqueles que efetivamente combateram o regime autoritário do golpe militar da falsa revolução de março de 64, daqueles que enfrentaram tanques nas ruas, quartéis no comando, prisões solitárias e torturas indescritíveis para, agora, utilizarem esse passado como moeda de troca da defesa e justificativa dos atos criminosos de uma quadrilha de corruptos saqueadores do Estado brasileiro?

Verdade é que a doentia e mentirosa retórica do “golpe” formulada pelos gurus de Lula, que já se antecipara nos ataques à Lava Jato em 2015, teve a intenção de preparar os militantes das esquerdas para a consolidação dessa narrativa.

]Assim, os gurus de Lula, entre os quais se destaca Leonardo Boff, o mesmo que inculcou o princípio de que os fins justificam os meios, inclusive o roubo em escala industrial, acabaram por criar as condições de propagação de uma versão dos fatos recentes da política brasileira conforme a qual os homens que foram heróis no passado e hoje são responsáveis por saquear o Estado brasileiro, desviando milhões e mais milhões de recursos públicos para os cofres do partido e, frise-se, para suas contas pessoais, como Zezinho Dirceu e Palocci, acabaram por se tornar “guerreiros do povo brasileiro”, “heróis nacionais” de uma resistência forjada e lutadores por uma libertação que só poderia ser a de seus ativos pilhados ao povo brasileiro cuja boa parte deu o troco nas urnas contra a aventura egocêntrica e desastrosa promovida por Lula, que boicotou Ciro por sacanagem. O resto é conversa fiada.





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