Gilmar Mendes manda soltar suspeito de atuar como operador do MDB




MILTON LYRA E MAIS 15 FORAM DENUNCIADOS HOJE PELO MPF NO RIO

DENÚNCIA QUE ENVOLVE LYRA DIZ QUE CITADOS COMPÕEM UMA ‘GRANDE E COMPLEXA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA‘ (FOTO: REPRODUÇÃO)
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar nesta terça-feira, 15, o empresário Milton Lyra, apontado como operador do MDB no Senado. Ele estava em prisão preventiva desde abril, em razão da Operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Há pouco, o Ministério Público Federal no Rio denunciou 16 alvos da Operação Rizoma, que investiga desvio bilionário de verbas dos fundos de pensão dos Correios – o Postalis – e do Serpros. Na lista de acusados estão Milton Lyra, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, três doleiros e o empresário Arthur Mario Pinheiro Machado, o ‘Rei Arthur’.

Em troca da prisão preventiva, Gilmar decretou que Lyra fica proibido de manter contato com os demais investigados, e também proibido de deixar o País sem autorização da justiça, devendo entregar seu passaporte em até 48 horas.

Em parecer enviado na última sexta-feira, 11, ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, havia pedido a manutenção da prisão do empresário.

Denúncia

A denúncia afirma que as investigações mostram que os citados compõem uma “grande e complexa organização criminosa dedicada à prática de diversos crimes”.

Dentre os delitos cometidos, o MPF aponta evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção, e contra o sistema financeiro nacional.

A investigação estima que o esquema gerou cerca de R$ 20 milhões em propina.

Os beneficiados eram lobistas, de acordo com a colaboração premiada, mas a PF suspeita que pessoas do alto escalão também tenham recebido vantagens.

A denúncia afirma que Milton Lyra ‘é suspeito de atuar como operador financeiro em esquema de desvios de recursos e pagamento de propinas, além de se encontrar envolvido com fraudes financeiras praticadas em detrimento do Postalis’. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Foram identificadas dez movimentações financeiras feitas por Lyra totalizando US$ 1 milhão. O valor foi entregue em empresas das quais Lyra era sócio, em São Paulo. Foram mencionadas outras movimentações, realizadas entre 2010 e 2014, superando R$ 14 milhões.

A Procuradoria da República atribui ao ‘Rei Arthur’ os crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, tráfico de influência e pertencimento à organização criminosa.

O ex-tesoureiro do PT é acusado por corrupção ativa e pertencimento à organização criminosa.

O ex-assessor especial do Ministério da Casa Civil durante o governo Lula, na época que José Dirceu era ministro, e ex-secretário nacional de comunicação do partido, Marcelo Sereno também foi denunciado. Ele é acusado por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Diariodopoder.com.br

 




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