A corrupção mata mais que bandido, diz novo chefe da PF-Alagoas



 ‘POLÍTICO MATA MAIS QUE BANDIDO‘, DIZ NOVO CHEFE DA PF-ALAGOAS
Publicado: 12 de janeiro de 2018 às 12:43 - Atualizado às 15:19
Davi Soares

ROLANDO ALEXANDRE DE SOUZA CHEGA A ALAGOAS COM EXPERIÊNCIA DE EX-CHEFE DO SERVIÇO DE REPRESSÃO A DESVIOS DE RECURSOS PÚBLICOS, DA PF DE BRASÍLIA (FOTO: THIAGO BERGAMASCO/AGÊNCIA PHOCUS)
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Após um intenso trabalho no combate à corrupção e à criminalidade no Estado, o delegado Bernardo Gonçalves de Torres foi exonerado do cargo de Superintendente Regional da Polícia Federal em Alagoas. A notícia foi confirmada em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (12). Mas seu substituto, delegado Rolando Alexandre de Souza, também tem experiência e histórico no combate à corrupção no País, conforme portarias datadas do dia 8 de janeiro.
O novo superintendente da PF em Alagoas chefiou o Serviço de Repressão a Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal (SRDP), em sua sede, em Brasília. E em palestra recente no 3º Encontro Nacional sobre Cooperação para Prevenção e Combate à Corrupção, realizado pela Rede de Controle da Gestão Pública de Mato Grosso, demonstrou o perfil que deve imprimir contra os crimes de colarinho branco, em Alagoas.

“A corrupção mata. Achar que o traficante da esquina é mais perigoso que o político corrupto é uma falácia. Político mata muito mais que bandido”, declarou o delegado Rolando Alexandre de Souza, em maio de 2017.

Com postura rigorosa comparável à de seu sucessor, o recifense Bernardo Gonçalves Torres comandou por dois anos e meio a PF em Alagoas. Sob seu comando, policiais e delegados federais deflagraram operações como a Sururugate, contra desvios de R$ 150 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas; e Sucupira e Correlatos, contra desvios de R$ 180 milhões na Secretaria da Saúde de Alagoas, no governo de Renan Filho (PMDB).

A mudança já eram esperadas e tambpem afetam as superintendências da PF em Santa Catarina, no Acre e na sede de PF, em Brasília. Todas decorrentes dos ajustes coordenados por Fernando Segóvia, que assumiu a direção-geral da PF, em novembro de 2017.




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