A petralhada e os coleguinhas de outras legendas alvos de delações - Albergio Gomes Medeiros



 Está tudo bacana. A "Nova Republiqueta" aderna. A petralhada, de certa forma, vibra porque só agora, eles, petralhas, viram mais "irmãos de doutrina", mais "coleguinhas" de outras legendas, irmanadas que foram (e são) nas mancomunações, alvo de delações. O Príncipe e seu Pai, outrora Rei, findou confessando, nas entrelinhas, que mandou nesse país pouco tempo após a criação da empresa até dia desses. Todos saqueavam o país, alguns com incontestável cumplicidade, outros com a conivência, e maior parte por omissão, especialmente daqueles que, por dever de ofício, deviam impedir ou, pelo menos, publicizar o escárnio e avanço no dinheiro público - mas, até relevo nesse caso, pois, trata-se claramente de uma ORCRIM, e nos moldes que estão a revelar-se, provavelmente custaria a própria vida.

Ponto.
Intelectuais e festejados jornalistas, meio artístico, professores, enfim, os que são (e os que pensam ser) formadores de opiniões estão proclamando aos quatro cantos que é chegada a hora de passar esse país a limpo: Será?

Por outro lado, que tal deixarmos de tanto farisaísmo e admitirmos que é de conhecimento geral, de domínio público, com exceção das autoridades, que todas as campanhas apresentaram, ao longo de todas as eleições dessa apodrecida "Nova República", custos e despesas de campanhas - shows, "marketeiros", produções "hollywoodianas" - totalmente incompatíveis com o que víamos e assistíamos?
Ponto.
As delações, que estão causando tanta efervescência, findarão apenas revelando as entranhas do Brasil, e evidenciando os inexplicáveis - só nunca vistos pelas incontáveis instituições e autoridades nacionais com o mister fiscalizatório e denunciativo -, e motivos dos enriquecimentos meteóricos de muita gente, e perpetuações de parlamentares e chefes de executivos no Poder.

No frigir, para não nos determos nesse charco de podridão, nesse câncer que atingiu todos os tecidos sociais desse país, oxalá estivesse nos estertores, sabem quantos serão condenados criminalmente, já que não se espera que o brasileiro faça qualquer censura moral? Poucos; pouquíssimos, já que a prescrição alcançará quase todos, principalmente os que passaram dos 70 anos de idade.

A censura moral que qualquer povo civilizado e patriota faria seria banir essa raça da vida pública, jamais elegendo nem reelegendo nenhum (nem familiares) dos que comprovadamente praticaram atos delituosos delatados.

Se o brasileiro fosse um povo minimamente sério, a condenação seria a moral, naqueles moldes, não elegendo nem reelegendo jamais nenhum dos que COMPROVADAMENTE tiveram liames ou praticaram algum ato delituoso delatado. Sim; há de se ter muita cautela, pois nem tudo pode ser tomado como verdade já que a segregação do delator pode levá-lo a exagerar ou inventar eventos e fatos, ou distorcê-los, no afã de obter a graça estatal advinda das delações.

Vade retro! O povo merece. Merecemos.




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