Meu "lindro" Inaldo Leitão - Tião Lucena



 
Pra começo de conversa, meu protesto: Inaldo Leitão não é todo feio. Ele tem muita coisa bonita nele. Se não tivesse, como explicar tantos amigos ao seu redor, tanto sucesso na vida sentimental, tantas vitórias na vida profissional e aquela atração pessoal que faz todo mundo silenciar para ouvi-lo dissertar sobre a vida política e afetiva de nossa terra?
Acabei de receber uma nota de Inaldo explicando esse negócio do dinheiro que a Odebrecht diz ter dado a ele. O amigo confirma que recebeu, mas foi um recebimento dentro dos conformes, com recibo emitido e prestação de contas feita à justiça. Nada de tramoia, de safadeza, de cambalacho.

E ele nem precisava dar essas explicações. A Paraíba conhece Inaldo Leitão. Se Inaldo fosse um corrupto, seria um homem rico. Foi deputado estadual, presidiu a Assembléia, ocupou o Governo interinamente, depois se elegeu deputado federal, conhece meio mundo de gente em Brasília, mas continua no batente forense, trabalhando e dando aulas para conseguir o dinheiro da feira.

Um corrupto não precisaria disso. Estaria desfrutando o bônus de sua safadeza.
Eu, daqui deste modesto espaço, digo e até aceito contestação: boto a mão no fogo por esse mago que a Odebrecht chama de todo feio e eu chamo de “todo lindro”, “lindro” de caráter, “lindro” de decência e “lindro” como pessoa humana.




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