Vivemos a Ditadura do Judiciário? - Tião Lucena




É muito poder nas mãos de um homem só.Bastou uma canetada, ou melhor dizendo, meia canetada, para um ministro do Supremo afastar o presidente do Senado Federal. Isso mesmo, do Senado Federal, uma das pilastras do poder democrático.
A partir de hoje, ninguém pode se sentir seguro em nenhum cargo no Brasil. Basta um ministro ou mesmo um juiz comum se invocar e meter a caneta, para o inatingível de hoje virar boneco sem uso no raiar do outro dia.

No caso de Renan, até que não se lamenta. O sujeito é um delinquente, além de golpista. Ele prova do mesmo fel que espalhou na boca da antiga amiga Dilma. Mas esse não é o caso.

O amigo e procurador Felipe Silvino deu a dica: está instalada no Brasil a ditadura do judiciário. O mesmo judiciário que não pune os seus, pune com rigor os que estão no outro lado. E não pune um qualquer, acunha nos costados de um senador da república, presidente do Poder Legislativo Federal.

É muita coisa para uma canetada só. É poder demais nas mãos de um único ser humano.

Agora, aqui pra nós, isso cheira a revide. Renan queria aprovar medidas que não eram do agrado do judiciário.Queria responsabilizar criminalmente quem cometesse crime de responsabilidade. Isso mexeu com o corporativismo de alguns magistrados que se acham acima da lei. E a rebordosa se fez sentir nessa canetada impetuosa.
Quero só ver o que os demais ministros dirão desse ato solitário do ministro Marco Aurélio.




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