Morte prematura - Lourdinha Luna




Nada mais natural do que a morte de quem chegou ao seu limite, pela idade ou mal incurável. Mas quando ela ceifa vidas que ainda muito podiam oferecer à família e amigos e às vezes, repentina, é uma agressão a alma humana. A tristeza toma conta de nós e faz residência no coração, onde a dor se perpetua. Refiro-me a passagem da existência terrena para a eterna, de Carlos Roberto de Oliveira, a cujo velório e missa de 7º dia não compareci impedida por uma Virose, que ainda me atormenta.

Fiz a pedido do Editor da PATMOS o – José Américo em quadrinhos. Fui a 1ª convidada para serie e nessa condição entreguei o escrito solicitado, para que a história do areense abrisse a lista dos divulgados a seguir.

À minha reclamação pela demora da publicação Carlos Roberto informava que havia urgência na revelação da trajetória de Augusto dos Anjos. A contestação não se calava: “fale-me de um benefício à Paraíba por via do poeta do “nojo” como o batizou o parnasiano Olavo Bilac. Eu me despedia zangada, porém, ao chegar em casa sabia de seu telefonema apaziguador. Até que um dia houve o lançamento, na ENERGISA, do “livro”, como ele queria que se chamasse a revista infantil. A assistência fora consagradora e a bilheteria compensou os esforços do Editor e do desenhista Josival Fonseca (VAL) que mostrou seu valor como artista do traço.

Voltarmos a ser amigos e ao lance de cada periódico seu convite era certo e jamais perdi um evento. Com seu óbito antecipado conheci, em detalhes, o que fez por colegas, por vinculo de amizade ou profissão. Cresceu em mim o apreço por sua religiosidade, ao pôr em prática a 3ª virtude teologal, a tão ausente caridade! ...

Para consolo de seu amado clã, esposa, filhas, netos, genros e companheiros de atividade jornalística e literária, só resta acatar a sentença de Cecilia Meireles: “quando o homem morrer na vida, quando o homem ressurgir na morte, nunca mais tu morrerás” Carlos Roberto.





Comentários


Comentar


Sidebar Menu