Leila Araujo fala da ocupação das escolas públicas



Eu até tento ser caridosa e entender o ponto de vista do ocupante, procurando sua razoabilidade. Mas ainda não encontrei uma ótica sob a qual seja justificável privar os mais pobres do acesso a um serviço público que já é tão precário como forma de protesto.

Se a luta é por educação de qualidade, gratuita, universal... aquela coisa toda de quem não conhece a primeira lei da economia, não seria mais apropriado ocuparem as escolas privadas, impedindo a elite econômica de estudar enquanto os pobres não tivessem acesso à educação equivalente? Ah, mas aí não duraria um dia, não é? Por isso que eu não embarco nessa de que ocupantes sejam "heróis".

Estão lá ocupando um espaço com o qual, no fundo, ninguém se importa, exceto pelos pais que precisam de um depósito para os filhos enquanto trabalham.

A bem da verdade, nem como depósito de criança, escola pública de ensino médio serve, porque esses alunos já estão grandinhos para ficarem em casa sozinhos. Enfim, o fato de ninguém ver urgência para a desocupação e, por isso mesmo, ninguém precisar de coragem para ocupar esses espaços, é uma grande evidência da falência da educação pública no Brasil, para quem ainda precisava de alguma.




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