Dorgival Terceiro Neto - Camilo Macedo



 DORGIVAL TERCEIRO NETO- nasceu na Fazenda Santa Maria, em Taperoá, Paraíba, no dia 12 de setembro de 1932 e faleceu em 12 de abril de 2013 - filho de Melquíades Vilar e Eliza Vilar. Fez os cursos de admissão e ginasial no Ginásio Diocesano de Patos, entre 1945 e 1949, no ano de 1950, seguiu para a cidade de João Pessoa, onde fez curso clássico no Liceu Paraibano (1950/52). Em 1957, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Paraíba. Sua passagem como redator de A União, na década de 50, é uma lembrança que faz questão de preservar, como uma das melhores épocas de sua vida.


Começou a vida profissional no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) como auxiliar de escritório, ascendendo a escriturário, Chefe de Pessoal, Assessor Administrativo e Procurador. Posteriormente, passou a atuar no Tribunal de Justiça como Subsecretário, em substituição ao titular; Secretário Geral da UFPB, antes de sua federalização, no Reitorado do Professor Mário Moacyr Porto, tendo Dorgival contribuído para a concretização do enquadramento da entidade como órgão federal, na instrumentação dos expedientes referentes ao ato.

Exerceu a função de Assessor Especial do antigo Conselho Estadual de Desenvolvimento; Diretor de Crédito de Fomento do Banco do Estado da Paraíba, tendo implantado as Carteiras Especializadas de Crédito Rural, Crédito Industrial e de Operações Especiais; Procurador do Estado da Paraíba; Professor de Direito Civil e de Direito Agrário da UFPB; Prefeito da cidade de João Pessoa; Vice-Governador e, depois, Governador do Estado no período agosto/78 a março/79. Sua carreira na política paraibana tem início no ano de 1971, quando foi nomeado pelo então governador Ernâni Sátiro, prefeito de João Pessoa. Em 1974, terminando seu mandato de prefeito, é eleito indiretamnete vice-governador juntamente com o governador Ivan Bichara, assumindo o cargo de governador em 14 de agosto de 1978 a 15 de março de 1979, passando o cargo para Tarcísio Burity. Deixando o governo, passa a trabalhar no jornal A União e torna-se membro da Academia Paraibana de Letras.


Aposentado do serviço público é advogado militante e jornalista. No jornal A União, foi redator, redator-chefe, secretário e diretor eventual; dedica-se à pesquisa histórica, publicando seus trabalhos na imprensa local. Como professor da Universidade Federal da Paraíba publicou o livro didático Noções preliminares de Direito Agrário, já na 3ª. edição, compêndio também adotado nos Institutos Paraibanos de Educação e na Universidade de Campina Grande.


Assumiu a cadeira de número 07 na Academia Paraibana de Letras, em 17 de junho de 1999, tendo como patrono Arthur Achiles. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 29 de janeiro de 1993, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, conferida pelo IHGP, e a Medalha José Américo, conferida pela Fundação Casa de José Américo.


Obras - “Noções preliminares de Direito Agrário”, “Gente de ontem, história de sempre”, “Paraíba de ontem, evocações de hoje” e “Taperoá - crônica para a sua história. Discurso de posse no IHGP. João Pessoa, s/ed., 1993; Discurso de posse na APL. João Pessoa, s/ed., 1999; Celso Mariz. João Pessoa, Empório dos Livros, 1999; Paraíba de Ontem, Evocações de Hoje. João Pessoa, Gráfica Santa Marta, 1999; Taperoá – crônica para a sua história. João Pessoa, Unipê Editora, 2002; Gente de Ontem, história de sempre, coletânea de reportagens sobre fatos merecedores de registro a posteridade.


DUARTE GOMES DA SILVEIRA – nasceu em Olinda, 1555 — feleceu na cidade da Paraíba (Filipeia, 1644), também citado como «Marquês da Copaoba», Cadou-se com Dona Fulgência Tavare, foi um administrador colonial e rico senhor de engenho luso-brasileiro da capitania da Paraíba no século XVI - herói da conquista da Paraíba. Duarte da Silveira construiu com recursos próprios, ainda no século XVI, a Igreja da Misericórdia, onde, após a morte, foram depositados os restos mortais dele e de sua esposa.


Duarte Gomes da Silveira foi um dos principais signatários da conquista e consolidação daCapitania Real da Paraíba, ainda em fins do século XVI. Duarte conheceu, em vida, as duas faces da moeda: da glória do herói ao seu antônimo. Se de um lado é tido como benemérito fundador da Casa de Misericórdia da cidade de Nossa Senhora das Neves, instituidor do Morgado do Salvador do Mundo e homem que não media esforços para o desenvolvimento da cidade, inclusive concorrendo com prêmios aos moradores da cidade, para que edificassem casas de térreo ou assobradado; por outro, tem também seu nome registrado na história como falsário e sonegador de impostos, além de colaborador dos invasores holandeses.


Duarte da Silveira, comandou o Forte de Santo Antonio, na tentativa de evitar a invasão holandesa, em 1631, Era rico proprietário de terras na Paraíba, quando da invasão, conveceu a muitos moradores a aceitar as exigências dos holandeses, evitando assim a perda de tudo, através do saque. Morava em seu palacete, ao lado da catedral hoje basílica, onde funcionou por muitos anos o Colégio N.S. das Neves.


Considerado, ao lado de Frutuoso Barbosa, Martim Leitão, cacique Piragibe e João Tavares, um dos cinco heróis da conquista da Paraíba, distinguiu-se pelo estímulo oferecido ao povoamento da nascente capitania, fosse desenvolvendo a cultura açucareira ao longo das várzeas do rio Paraíba, fosse oferecendo prêmios a quem edificasse casas na cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Viveu o bastante para presenciar a invasão holandesa de 1634-54, tendo sido aprisionado pelos flamengos, após ter-lhes emprestado colaboração. Foi sepultado na Igreja da Misericórdia, no centro de João Pessoa, igreja por ele construída em 1595.




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