ADÁGIOS ANTIGOS Lourdinha Luna - Memorialista.



 
Existem adágios modestos quanto à singeleza do seu contexto, porém, certeiros no tocante à justeza do emprego em sua citação. “ Nada como um dia atrás do outro...” é um deles.

A 17-04 p p, na votação da Admissibilidade para o Senado da República instalar o processo de impedimento que impediria Dilma Rousseff de continuar a governar a Nação. O Presidente da Câmara dos Deputados era a imagem da fleuma. Nem os insultos à sua pessoa (gangster, ladrão, corrupto) e outros adjetivos de peso, proferidos pelos votantes, alterou sua aparente tranquilidade. Porém, quando a votação alcançou o patamar de 342 votos, (numero regimental exigido para afastar a Presidente), Eduardo Cunha riu com os olhos de satisfação. Na postura fria do presidente da sessão os lábios impassíveis se proibiram de transmitir emoção!...

O Presidente da Câmara, naquela hora, deve ter se sentido um “deus”, dono de um plenário, genuflexo às suas ordens. Ao final do sufrágio com o placar de 367 contra à sua vítima e apenas 137 a seu favor, o carrasco mostrou na TV, um contentamento policiado, como convém a uma “alteza”.

Na semana finda, diante da mesma assembleia, Eduardo Cunha era a imagem da dor. Presente, para fazer sua defesa, inseriu ameaças que não amedrontaram os "amigos". Os olhos ainda refletiam as lágrimas de ontem. Abandonado pelos que "comprou" para os terem a seu lado, o desalento revelava a amargura alojada em sua alma perversa, com a certeza da malograda esperança de vitória.

Nas votações perde no staff que comandou. Como argumento falho, volta-se para a “vingança” dos opositores, por ter aberto o debate para o impeachment de Dilma Rousseff. Creio que o decaído não pensou que esta vida é um bumerangue e o estilete enviado para ferir o inimigo, rodopia e retorna para o atirador. A Presidente afastada deve está a repetir outro slogan – “quem rir por último, rir melhor...”

N- Publicado no CP de 19.07.2016





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