Que venham outros Sérgio Moro por chico Pinto



"Louvo a Polícia Federal, louvo o Ministério Público, louvo o juiz federal
Sérgio Moro. Mil vezes ter-se até mesmo o excesso do que a apatia", são palavras proferidas pelo ministro Marcos Aurélio de Mello, um dos decanos do Supremo Tribunal Federal, em entrevista nas páginas da Isto É, desta semana.

Ao louvar estas instituições e, em particular, a atuação do juiz Sérgio Mouro, no propalada e escandaloso "Petrolão", o ministro endossa o sentimento da expressiva maioria dos brasileiros, que se sente decepcionado com os escândalos e as bandalheiras que, quase destrói, por completo, a Petrobrás, um patrimônio nacional que nos orgulhava.

A roubalheira, oficialmente divulgada no seu último balanço, ultrapassa a expressiva soma de R$ 6 bilhões de reais, dinheiro suficiente e capaz de resolver o caos que impera na saúde nacional.

O ministro Marcos Aurélio também foi bastante feliz, quando ressaltou que "nós não precisamos mais de leis. O que nós precisamos é de homens que cumpram a legislação existente", a exemplo do que está sendo feito com decência e espírito de justiça pelo juiz Sérgio Mouro.
O juiz Sérgio Mouro, magistrado de primeiro grau da Justiça Federal do Paraná, tem cumprido com denodo, conhecimento jurídico e honradez o seu mister. Tem julgado dentro do espírito da lei, sem demonstrar vaidade e nem tampouco tem buscado holofotes, quando geralmente isso ocorro em casos dessa dimensão.
A exemplo do sentimento nacional, Mello demonstra grande preocupação com o atual momento do País. Alega que "vivemos tempos estranhos, com perda de parâmetros, abandono a princípios, o certo passa pelo errado, o dito pelo não dito. A corrupção se tornou linear e banal nos últimos tempos, como se fosse corriqueiro, como se fosse normal".

"E, acima de tudo, um cinismo muito grande quanto à mentira, o que é horrível. Nós precisamos ser mais fieis aos fatos e, também, à lei das leis, que é a Constituição Federal". exemplifica.

Sem maiores delongas, o ponto de vista do ministro do STF, expressa aquilo que os homens e mulheres de bem do Brasil sentem vontade de expressar. A corrupção se tornou banal no serviço público, nas empreiteiras, e, mais vergonhoso ainda, na classe política, ressalvando as raríssimas exceções.

Diante desse quadro - onde os presidentes da Câmara Federal e do Senado da República - estão envolto em denuncias de compartilhar, também, das falcatruas praticadas contra a Petrobrás, é de fundamental importância que a população honesta deste País, não deixe de apoiar e louvar também a ação do Ministério Público Federal e da própria Polícia Federal, que têm feito um trabalhado digno de elogios, apesar de alguns setores do Governo Federal, tentarem desqualificar ou tumultuar o andamento das investigações.

Um outro ponto ressaltado pelo Ministro do STF também merece reflexão por parte na nação. Os temores de Mello decorrem também dos atritos entre os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renal Calheiro (PMDB-AL), com o Palácio do Planalto. Na sua opinião, esse descompasso entre Legislativo e Executivo "divide e diminui o País".

O Ministro ainda condena o comportamento maniqueísta do ex-presidente Lula pela maneira como vem se conduzindo nestes últimos tempos. "Nunca tinha percebido o Brasil sendo enfocado com uma divisão de classe". Isso nunca houve no Brasil. Passamos a ter quando o ex-presidente Lula se referiu a "nós" e a "eles", numa tentativa desesperada de querer dividir a nação. Todos devemos estar engajados na busca da grandiosidade do Brasil.

Ao se referir a presidente Dilma, o Ministro tem um sentimento que merece reflexão: Para ele a Presidente está muito fragilizada, envolvida pelo sistema. Mas, acredita que ela continuará governando e buscando, como deve ser, a correção para afastar as mazelas, não só no campo político, como também no campo financeiro.
Que venham outros Sérgio Mouro!





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