A urucubaca dos vices de Ricardo Coutinho - Chico Pinto

 A URUCUBACA DOS VICES DE RICARDO COUTINHO
Seja quem for o candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo atual governador, Ricardo Coutinho, na próxima eleição, deve ele se voltar para o passado e mensurar a “queimação” que tisnou a todos aqueles que figuraram como companheiro do representante maior dos girassóis.

O primeiro a se chamuscar foi o atual deputado federal, Manoel Júnior, que na condição de vice-prefeito da capital, representando a coligação formada pelo PMDB e PSB, que levou Ricardo ao Paço Municipal, em 2004, em pouco tempo ficou “tostado” e totalmente alijado das decisões, sem poder e prestigio o que culminou com um traumático rompimento, decepções e ressentimentos que perduram até os dias atuais.

Depois, foi à vez de Luciano Agra, homem tido e havido como peça de fundamental importância em todo o processo que conduziu Ricardo Coutinho ao pedestal e ao “píncaro da glória” na vida política do estado.

Rejeitado, humilhado e até mesmo ameaçado de levar umas palmadas do “Mago”, Luciano Agra, foi obrigado a renunciar a uma candidatura a prefeito da capital, num momento em que desfrutava de incontestável prestigio junto ao eleitorado da capital e com boas perspectivas de vitória, conforme previa as pesquisas eleitorais do momento.

Defenestrado da condição de candidato e sem outro caminho a tomar, foi obrigado a permanecer no Paço Municipal até o fim do mandato, o que lhe impediu de galgar, naquela época, mais quatro anos de mandatos.

As amarras contra Luciano Agra atendeu a um capricho pessoal do governador, que queria a qualquer preço, eleger a jornalista Estelizabel Bezerra, prefeita da capital, o que não ocorreu.

Há até quem diga que a iniciativa de alijamento foi tomada por ele, temendo que uma possível vitória de Agra, no futuro, viesse a comprometer a sua liderança junto ao agrupamento político que comanda e, até mesmo, perante o eleitorado paraibano.

Diante da humilhação que lhe foi imposta, não restou outro caminho a Agra e aos seus aliados, a não ser o rompimento político e o distanciamento de uma amizade siamesa e umbilical, que era tida e decantado como indissolúvel.

Por conta do imbróglio, foi-se Agra e mais outros aguerridos companheiros, entre os quais o próprio Agra, o atual vice-prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira, o vereador Ubiratan Pereira, a poderosa ex-secretária da saúde Roseane Meira, entre outros.

Agora, conforme antecipa o noticiário político, o próximo a ir ao escanteio será o atual vice-governador Rômulo Gouveia, que chegou a romper uma amizade longeva com o grupo Cunha Lima, para permanecer ao lado de Ricardo Coutinho, com a anunciada promessa de ser o seu candidato ao senado nas eleições de outubro próximo.

Rômulo, já deve ter perdido alguns quilos ao perceber que o seu nome sofre por um processo de restrição, podendo a qualquer momento, perder a sua vaga para um representante do PMDB ou do PT, que negociam apoio e participação na chapa majoritária encabeçado por Coutinho, restando-lhe apenas a opção de permanecer humilhado ou voltar para o seu antigo agrupamento político, hoje comandado pelo senador Cássio Cunha Lima.

Mas, também é bom lembrar aos futuros pretendentes ao cargo de vice, que a expressiva maioria daqueles que galgaram este cargo, o caminho foi o ostracismo político, a exemplo de Juarez Farias, Antônio Gomes, José Carlos da Silva Júnior, Milton Cabral, Roberto Paulino, José Lacerda Neto e até mesmo Raimundo Asfora, que morreu antes de assumir o cargo.

É urucubaca





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