Vamos desmontar a farsa - Virgolino de Alencar

 
(Aos amigos Antonio Carlos Iranlei Toscano e Marcelo Ferreira que estão nessa batalha.)

Virgolino de Alencar

Nessa discussão sobre o 31 de março de 1964, está havendo muita hipocrisia, muito falatório que desconfio estar sendo motivos para esconder sujeiras e bandalheiras atuais.

Tem muita gente que não era nem nascida falando como se fosse partícipe e estivesse presente à época.

Para mim, não está sendo uma questão de estudo, porque neste caso não precisaria ter participado. Estudar a História, claro, vale a pena, mas para entendê-la e não usá-la a pretexto de desígnios do momento.
Eu vivi, na Faculdade, aquele dia, aquela noite. E estou vendo muita mentira, muita choradeira, na contramão da verdade dos fatos, do contexto da época.
Não vou negar que tive medo, até porque a onda surgiu como o que hoje chama-se de tsunami.

Mas o tempo ensina muitas coisas.

Observo que muitos choradores de hoje esconderam-se, enfurnaram-se em buracos, para, depois da anistia, apresentarem-se como vítimas e ganharem uma boa pensão vitalícia do Tesouro. Sem ter sofrido qualquer arranhão.
Recebem a pensão e, provando quem realmente eram, estão usufruindo dela na Papuda e, ainda por cima, com vaquinha.

A reação de hoje, contra o poder de hoje, contra a ditadura disfarçada de hoje, não tem nada a ver com aquele passado, recente, mas é passado.
Mais recente foi a farsa das eleições diretas, do carnaval patriotizado, desembocando na Nova República de Sarney & Cia. Que facilitou mais ainda os tortuosos caminhos de hoje.

Tancredo não queria, está provado, eleições diretas. Era cdandidato forte nas eleições indiretas, porque soube instrumentalizar o Congresso da época para esse fim.

Caímos num conto, na cria de Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma. De lá pra cá só nos empurram farsas e nós vamos engolindo.

Acham pouco e querem montar um cenário distorcido das reações de hoje para asssegurar e até piorar a força do poder discricionário, caçando a palavra do cidadão, numa época em que a tecnologia abre essa ampla oportunidade para dar vez e voz a quem não tinha, porque a mídia não dava.
A força da cidadania está gerando medo na cauda de muita gente de rabo preso na lama, fazendo com que procurem chifre em cabeça de cavalo e já vão apontando o dedão estigmatizador, adjetivando as pessoas e atribuindo-lhes ideias que elas jamais introjetaram em suas mentes.

Insisto. Estão montando uma farsa e levantando fatos para quem sofreu ou teve parentes que sofreram(não conheço regime nenhum do mundo em que não tenham pessoas sofridas), com entrelinhas até bem expostas, contando com a solidariedade de muita gente boa também.

Ainda tem muita gente viva que sofreu sob Hitler, Mussolini, Stalin & Cia. O nazismo, o fascismo e o comunismo fizeram escola. Uma das lições é atribuir aos adversários o que estão fazendo à semelhança desses grandes e terríveis caudilhos.

Com pão, circo e um sistema mentiroso, com Copa para entorpecer multidões, com essa arma apontada para o pasado, mesmo assim, em razão do grande descalabro, se deixarem que outubro chegue, e lá, no silêncio das urnas, que se pode apagar toda essa palhaçada.

Espero e estou pronto a explicar em melhores detalhes essa posição. Podem vir com suas chulepências, manparrices e maninelices, que estou pronto para o debate.

Obs. Sem revisão, dada a urgência.





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