Desafio aos cientistas políticos e sociais - José Virgolino de Alencar

Este artigo tem como objetivo fazer um ponderado desafio, para os analistas competentes, profissionais de longa estrada na área da comunicação, que conhecem o comportamento de nossos políticos.

O desafio é para ver uma análise, convincentemente, desse estranho fenômeno brasileiro, ou seja, o “fenômeno” Lula, um cidadão que não passou por escola, não apresenta o menor grau de autodidatismo, não gosta de ler, não é dado ao esforço físico e mental ligado ao trabalho, sendo um verdadeiro ergonófobo, um autêntico ociófilo e viciado aerófilo.

Fez a sua carreira política sempre ajudado financeiramente por figuras como Roberto Teixeira, que lhe pagam as despesas, ou vivendo às custas do PT; convive, prova-se agora, com amigos e correligionários da pior espécie moral, que perpetram, renitentemente, atos condenáveis, que mereceu do próprio Lula o menosprezado epíteto de “aloprados”.

Declarou, alto e bom som, em frente às câmaras de TV, que o PT, em relação ao caixa dois e ao mensalão, apenas fez o que os outros fizeram; que juntou-se despudoradamente a Sarney, Renan, Collor, Jader Barbalho, Romero Jucá, Almeida Lima e assemelhados.

Elogia os corruptos, que consegue cooptar para apoiá-lo e até integrar seu governo, no exato momento em que eles são flagrados com a boca na botija.

Na política externa, só tem dito, feito e propagado ações que colocam mal o Brasil perante o mundo.

Desrespeita e desafia a legalidade e as autoridades judiciais, de forma debochada, grosseira, do mais baixo nível de educação e civilidade.

Afundou a educação, a saúde, a segurança, a previdência, a infraestrutura e outros segmentos da gestão pública nacional, desmontando e sucateando a máquina governamental.

Abre a boca, não pensa, não raciocina, e solta os mais descabidos e desconcertantes disparates, frases desconexas, slogans surrados, justificativas canhestras para os erros cometidos.

Enfim, é considerado, na visão da banda brasileira composta pelas pessoas formadas, informadas e formadoras da opinião pública, como uma total nulidade.

Apesar disso tudo, apontam as pesquisas que consultam não sei a quem, que o cidadão tem elevada popularidade. Mas, onde eu vivo, e é no meio esclarecido, de influenciadores de opinião, vejo o contrário, ou seja, número elevado de pessoas contra ele, seu ex-governo e o de sua sucessora. E acredito que isso ocorra no meio de todos quanto sejam considerados formadores de opinião.

Desejaria ver, assim, uma explicação sociológica-política-científica para tal fenômeno, coisa que já tenho observado por todas as vertentes político-sociais e não encontro, para mim, uma argumentação que até agora me convença de que não se trata de um embuste, de uma fabricação que tem por trás um artífice industrializador movido por altíssimos e poderosos interesses.

Eis o desafio.





Comentários


Comentar


Sidebar Menu