Câmara investiga ao menos 52 casos suspeitos de servidores ‘fantasmas’

Lula Marques
Lula Marques


Malandros e malandras batem ponto e vazam ou burlam sistema para aumentar as horas trabalhadas

Deputados e partidos investigados querem criar CPI contra delações
Além dos parlamentares, servidores também batem o ponto e vazam. Foto: Lula Marques

A Câmara começou apuração de ao menos 52 suspeitas de servidores que agem como ‘fantasmas’, batendo o ponto sem trabalhar, ou usando de artifícios para adulterar o número de horas trabalhadas e tirar folgas adicionais. Servidores e as chefias de vários setores da Casa já foram chamados para dar explicações sobre a situação que sempre ocorreu, mas se intensificou muito nos últimos anos e se tornou insustentável. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O local que chamou mais atenção foi o Centro de Formação, onde o malandro para o carro no desembarque, bate o ponto e se manda.

Há quem chegue 12h, registra o ponto como saída do almoço, registra a volta do almoço 12h30 e diz ter esquecido do ponto pela manhã.

Vez por outra os abusos são flagrados pela imprensa. Comissionados são exonerados, mas os concursados gozam de estabilidade.

Essa sindicância precede o Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que pode, em raríssimos casos, determinar demissão de concursados.

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Candidaturas fortes dificultam manobra de Maia e Alcolumbre para se reelegerem


Nomes do centrão, na Câmara, e do MDB, no Senado, são fortes para vetar manobra

Senado trabalha para aprovar PEC que permitirá reeleição no comando do Congresso
Os presidentes da Câmera dos Deputados e do Senado Federal Rodrigo Maia (DEM/RJ) e Davi Alcolumbre (DEM/AP). Foto: Andre Coelho/Folhapress)

O Congresso vive a expectativa de definir se há reeleição no Senado e até na Câmara dentro de uma mesma legislatura. No Senado, Davi Alcolumbre tem um argumento: “na Câmara já é assim”. Não é. E, na Câmara, Rodrigo Maia tenta saída para se “eternizar” no cargo. Ambas as possibilidades são remotas, mas não se deve subestimar a dupla. Não faltam candidatos a substituir Maia, como Arthur Lira (PP-AL), do “centrão”, que em 2019 abriu mão em favor da reeleição do carioca. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Na Câmara, também há Baleia Rossi (MDB-SP), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Marcos Pereira (Rep-SP) e Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro.

No Senado, Ângelo Coronel (PSD-BA), que foi candidato em 2019, e Esperidião Amim (PP-SC) podem disputar contra Alcolumbre.

Eduardo Gomes (TO), líder do governo no Congresso, e Simone Tebet (MS), presidente da CCJ, são do MDB, e fortíssimos no Senado.

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“Há forte conotação política no movimento dos PMs”, diz João Azêvedo sobre motins de militares


Governador disse que mesmo o Governo abrindo canais de diálogo com a classe, entidades insistem em complicações à sociedade
Redação Paraíba Já 


Na sexta-feira, dois dias depois de o senador Cid Gomes (PDT-CE) ter sido baleado ao investir com uma retroescavadeira contra policiais militares amotinados em Sobral (CE), o governador da Paraíba, João Azevêdo (Cidadania), ficou até as primeira horas da madrugada em uma negociação com os representantes dos servidores da segurança pública. Pressionado pela ameaça de um motim, Azevêdo apresentou a terceira contraproposta, que previa aumento de 5% além da inflação, mas não houve acordo.

O governador disse ao Estadão que deputados estaduais saídos da polícia, eleitos na esteira do bolsonarismo e que já anunciaram suas pré-candidaturas à prefeitura de João Pessoa, infiltraram-se no movimento com objetivo político-eleitoral. Segundo ele, se cedesse às reivindicações dos PMs, o Estado ficaria sem dinheiro para a folha de pagamento e seria obrigado a descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e a interromper serviços e obras.

Há motivação política na decisão dos policiais?

Lamentavelmente, sim. Mesmo a gente abrindo o canal permanente de negociação com as diversas entidades que compõem a segurança pública, muitas vezes, participando pessoalmente das reuniões, observamos a infiltração de agentes políticos, notadamente de dois deputados estaduais policiais que fazem oposição radical desde o primeiro dia de nossa gestão. E que já anunciaram suas pré-candidaturas a prefeito de João Pessoa.

Quais seriam as consequências orçamentárias caso o governo aceitasse integralmente as reivindicações dos policiais?

Se atendêssemos às reivindicações, a médio prazo o Estado entraria em colapso financeiro e não teria condições de pagar sequer a folha dos servidores em dia. Não cumpriríamos a Lei de Responsabilidade Fiscal, deixaríamos de prestar os serviços públicos e ainda teríamos de paralisar todas as obras. Hoje, a Paraíba tem uma gestão fiscal equilibrada, paga rigorosamente em dia e tem o conceito Rating B, segundo avaliação do Tesouro Nacional.

A decisão de Minas de, mesmo com dívidas, dar aumento de 41,7% aos PMs, encoraja a categoria nos demais Estados a pedir aumentos além da inflação?

Não quero criticar nenhum colega governador, pois cada um tem os seus problemas para administrar. Mas as entidades aqui sempre citam o caso de Minas Gerais, sim.

No Fórum de Governadores ou outros espaços de diálogo entre os mandatários estaduais foi manifestada preocupação de que casos como o do Ceará e Minas possam se alastrar pelo Brasil?

O problema da segurança sempre entra nos debates nacionais. Aqui na Paraíba foi a categoria que teve os maiores reajustes nos últimos 10 anos. Na gestão atual, iniciada em janeiro de 2019, já incorporando a proposta deste ano, temos um reajuste médio de até 15%. A proposta do governo da Paraíba inovou porque reajustou os inativos em 5%, que não tinham reajuste desde 2015, quando tiveram apenas 1%. Além disso, o governo, para beneficiar os aposentados, reformados e pensionistas, vai incorporar 30% da bolsa recebida apenas pelos ativos. Nenhum governo ousou tanto. É preciso ressaltar que o governo do Estado deu um aumento linear para todos os servidores ativos e inativos de 5%, quando a arrecadação do ICMS cresceu nominalmente apenas 4,32% em 2019. O País em plena recessão com um crescimento do PIB de apenas 0,89% neste ano.

A postura do presidente Bolsonaro em relação aos policiais tem influência sobre a categoria?

O que observamos na Paraíba, assim como em outros Estados, é a forte conotação política e até eleitoreira verificada nesses movimentos. Porque uma coisa é a reivindicação legítima de uma categoria que arrisca suas vidas para proteger a sociedade, mas outra é a radicalização exacerbada de pessoas que apostam no caos, no quanto pior, melhor para atingir seus objetivos políticos e eleitorais já este ano.

Quais as demandas dos governadores para a União em relação à segurança pública? Há alguma demanda em gestação nos fóruns de governadores?

É preciso que a responsabilidade pela segurança seja compartilhada entre os Estados e o governo federal.


Escola de samba ‘Unidos do Roger’ é a nova campeã do Carnaval Tradição de João Pessoa

 

Polemicaparaiba.com.br 
Publicado por: Suedna Lima 

Foram anunciados nesta terça-feira (25) os campeões do Carnaval Tradição de João Pessoa. O destaque vai
para a escola de samba “Unidos do Roger”, que conquistou o principal título do evento, promovido pela
Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP).
O segundo lugar para a categoria Escolas de Samba cou para “Império do Samba”. Já a terceira colocação
cou para a escola de samba “Malandros do Morro”. O resultado foi divulgado na Avenida Duarte da Silveira,
no centro da capital, no mesmo local onde aconteceram os desles.
Na categoria Ala Ursa, a agremiação campeã foi a “Urso Amigo Batucada”, do bairro do Rangel. Já nas Tribos
Indígenas, a campeã foi a “Africanos”, do bairro do Cristo Redentor. Nos Clubes de Orquestras, a agremiação
campeã foi a “Piratas de Jaguaribe”.


Grupo das lojas Bompreço oferta vagas de emprego em João Pessoa e outras cidades da Paraíba


Há postos de trabalho para repositor, co-diretor de loja, auxiliar de manutenção, e gerente em diferentes segmentos.


Por ClickPB
São vagas de trabalho nas lojas em João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, e Lagoa. (Foto: Divulgação/Grupo Big)
O Grupo Big, que possui as lojas Bompreço, Hiper Bompreço (agora Big Bompreço), Todo Dia e outras marcas, está com pelo menos oito vagas abertas em sete unidades na Paraíba. As oportunidades foram encontradas pelo ClickPB em checagem no site da empresa e não são ‘fake news‘ compartilhadas via WhatsApp.

São vagas em João Pessoa, Campina Grande, Cabedelo, e Lagoa. Há postos de trabalho para repositor, co-diretor de loja, auxiliar de manutenção, e gerente em diferentes segmentos.

Presente no país desde 1995, o Grupo Big, ex-Walmart Brasil, opera hoje com cerca de 550 unidades e 50 mil funcionários em 18 estados brasileiros, além do Distrito Federal. O Grupo é o terceiro maior conglomerado de varejo alimentar do Brasil. Em julho de 2018, a Advent International anunciou a aquisição de 80% da operação Walmart Brasil. O Walmart Inc. mantém uma participação de 20% na empresa.

As oportunidades estão disponíveis nos links abaixo, que podem ser desativados conforme a ocupação da vaga.

Repositor - Cabedelo/PB - Salário R$ 1.396,00

Gerente de Perecíveis Lagoa/PB

Fiscal de Prevenção de Perdas -Campina Grande/PB - Salário R$ 1.131,59

Gerente de Área (Operações) Campina Grande/PB - Salário a combinar

Co Diretor de Hipermercado - João Pessoa/PB

Gerente de Área (Operações) Bessa /PB

Auxiliar de Manutenção - João Pessoa/ PB


A gota d’água do ódio político

 

João Vicente Machado - 
Em 19 de dezembro de 2019 e às vésperas de um recesso forense, a pedido do Ministério Público da Paraíba, um Desembargador que Integra a Câmara Criminal do TJPB decretou a prisão preventiva de várias pessoas envolvidas numa operação denominada Calvário, entre elas a do ex governador do estado da Paraíba, Ricardo Vieira Coutinho.

Prisões por crimes cometidos e que foram devidamente denunciados, investigados e julgados em última instância são rotineiras no dia a dia forense. Todavia, prisões preventivas por delações premiadas, sem denúncia formal, sem queixa crime registrada, sem inquérito policial conclusivo, baseado apenas em evidências e às vésperas de um recesso forense de mais de vinte dias é verdadeiramente estranho.
O meu desconhecimento da lei criminal e do rito processual, sugere me abraçar com a minha ignorância e enxergar uma incongruência enorme na decisão monocrática de um magistrado que, aparentemente desprezou os princípios do direito positivo em uso no Brasil e que se norteia pelo amparo em provas documentais contidas nos autos, para se amparar apenas em pressupostos do previstos no direito anglo saxão, consuetudinário por princípio, ou seja, baseado nos costumes e nas evidências.
Reparada a falha processual de origem ocorrida na instância inferior, o STJ libertou os acusados e concedeu-lhes o direito de responder o processo em liberdade, mesmo com restrições.

Eis que de repente, às vésperas de um mini recesso carnavalesco, o mesmo magistrado, determina a aposição de tornozeleiras eletrônicas nos acusados, dispositivos usados para vigiar a movimentação de bandidos perigosos e não perdê-los de vista.

O deputado estadual Jeová Vieira Campos, que além de advogado é professor de direito da UFCG, classificou a decisão. Como teratológica , ou seja, absurda.
Ao leigo cabe algumas indagações que insistem em não calar:

– Sabendo que seria preso no seu desembarque no Brasil, ao voltar de uma viagem que fizera com a família, porque Ricardo Coutinho voltou para se apresentar? Um mínimo de lógica diz que é porque não temia a imputação e iria se defender das acusações.

Mesmo assim a pantomima estava armada com cobertura ao vivo por parte da imprensa local, que acompanhara todo espetáculo da prisão dos demais acusados por ter conhecimento prévio da operação que iria tramitar “em segredo de justiça”.

Por que a decretação de uma prisão preventiva coletiva de várias pessoas que sequer foram intimadas? Preventiva sugere prevenir, mas prevenir o que?

Por que a data cabalística de 19 de dezembro, às vésperas de um recesso forense?
Por que a repetição da dose às vésperas de um mini recesso da justiça às vésperas de um Carnaval?

Seria a necessidade de mais um espetáculo para, mais uma vez atingir os acusados, onde alvo maior é Ricardo Coutinho?

Por que a pressa em passar na moenda e triturar a reputação de um homem público que foi o maior governador da história da Paraíba?

Por que a pressa em destruí-lo e alija-lo da vida pública do nosso estado, ele que é a sua maior liderança viva?

Que mal Ricardo Coutinho teria feito a essa gente para ser alvo de tanto ódio?
Seria o alcance do equilíbrio fiscal do estado que ele conseguiu,a causa de todo esse ódio?

Será que a cobrança de impostos a devedores contumazes do erário público é proibida?

Será que a dívida de veículos de comunicação para com o estado ou órgãos a ele vinculados pode ser anistiada quando o povo pobre paga suas contas religiosamente em dia?

Será que o exemplo de gestão implementado na Paraíba por Ricardo Coutinho e copiado pelo Brasil precisa ser riscado do mapa “por mau exemplo”?

Todas essas perguntas sem respostas que nos enchia de dúvidas no inicio dessa pantomima, foram gradualmente entendidas e quem anda pelas feiras e conversa com o povo como eu faço, pode afirmar que ao invés de destruir, esses fatos vão revelar no fim desse espetáculo um Ricardo Coutinho maior, bem maior do que era.
Quem viver verá


Congresso folga no carnaval após apenas 8 dias de trabalho este ano


Parlamentares vazaram na última quinta-feira (21) e só voltam ao batente terça, dia 3 de março

Deputados e partidos investigados querem criar CPI contra delações
Parlamentares vazaram na última quinta-feira (21) e só voltam ao batente terça, dia 3 de março -Foto: Lula Marques

O ano chega a seu 55º dia nesta segunda-feira, mas deputados e senadores trabalharam menos de dez deles em 2020. E a atual folga de carnaval não chegou nem à metade. Além de passarem o mês de janeiro inteiro de férias remuneradas pelos contribuintes, parlamentares vazaram na última quinta-feira (21) e só voltam ao batente terça, dia 3 de março, confirmando que a velha máxima de que “o ano só começa depois do carnaval” vale mesmo só para a elite política. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Ao contrário do Congresso, o contribuinte rala desde o réveillon, e muito, para pagar as contas e sustentar a mordomia de parlamentares.

Para fingir oficialmente que trabalham, a agenda da Câmara prevê “sessões de debates” na quinta (27) e sexta (28). Mas é mentira.

Desde que assumiu a presidência da Câmara, em 2016, Rodrigo Maia criou a semana de dois dias de trabalho, terça e quarta. O resto é folga.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Senado some com projeto que acaba plano de saúde vitalício e ilimitado de senadores


Dois anos depois, proposta do senador Reguffe, que prevê extinção de regalia, não tem nem relator

Projeto no Senado acaba mordomia do carro oficial em todo o País
O senador Reguffe, que recusa carro oficial, chega ao trabalho no Senado ao volante do seu "possante" Fiat Mobi. (Foto: Diário do Poder)

Está há quase dois anos trancado em uma gaveta da Coordenação de Apoio à Mesa do Senado o projeto do senador Antonio Reguffe (Podemos-DF) extinguindo o pornográfico plano de saúde que beneficia senadores, ex-senadores, cônjuges e filhos e enteados de até 33 anos. Tudo bancado pelos pagadores de imposto. A regalia já consumiu mais de R$80 milhões. Protocolado em 2018, o projeto de Reguffe até hoje nem sequer teve designado um senador-relator. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O plano de saúde dos senadores, pago pelos brasileiros, não tem paralelo nem no mercado privado: é sem limite de despesas e vitalício.

Bastam 180 dias de mandato para um senador ganhar plano de saúde vitalício completíssimo, que prevê até tratamentos no exterior.

O plano de saúde indecente paga médicos, hospitais, exames, dentistas e ainda faz ressarcimento de quaisquer despesas com saúde.

Ao assumir mandato, em 2015, Reguffe abriu mão do indecoroso plano de saúde. “Senadores devem custeá-lo por conta própria”, diz ele.

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Viúva acusa Witzel de estar por detrás da morte de Adriano da Nóbrega e afirma que miliciano financiou campanha do governador


Publicado por: Anderson Costa 

iA Veja trouxe na última sexta-feira(21) uma reportagem sobre o assassinato do miliciano e ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega e as acusações da sua esposa Júlia Mello Lotufo de que o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, estaria envolvido no crime. Júlia afirma que o marido teria sido numa queima de arquivo organizada por Witzel.


Desde a morte de Adriano, Júlia estaria se escondendo e teria relatado que temer represálias de uma organização criminosa dentro da administração do governo estadual. Segundo a reportagem da Veja Júlia saberia de muitas informações que teve acesso ao longo dos dez anos de união com Adriano.

A Veja também relata que Adriano teria confidenciado com pessoas próximas além da esposa que Adriano teria financiado a campanha de Witzel com R$2 milhões em dinheiro vivo. O dinheiro teria como objetivo garantira paz para Adriano que comandava pontos de máquina caça-níquel e desejava seguir sem ser importunado pela polícia. Os planos de Adriano só teriam sido contrariados quando em janeiro de 2019 seu nome fora arrolado pelo Ministério Público Estadual como chefe da facção Escritório do Crime.

Fontes próximas ao ex-capitão do Bope ainda teriam revelado para a equipe de reportagem da Veja que Witzel desejava utilizar Adriano como uma prova da eficácia das forças de segurança do Rio de Janeiro.

Polemicaparaiba

 


O espetáculo não pode parar: Desembargador obriga Ricardo Coutinho a usar tornozeleira eletrônica

Num ato que pode muito bem ser confundido com vingança pessoal, outro ilustre membro do clã Vital, o desembargador Ricardo Vital de Almeida, determinou que os investigados, os mesmos que ele mandou prender no final de dezembro, às vésperas do recesso judiciário, passem a usar tornozeleira eletrônica. Isso depois que todos conseguiram Habeas Corpus no STJ.

E novamente ás vésperas de um feriado prolongado, o que mais uma vez dificultará a revogação da medida. Como no caso das prisões, essa decisão deve ser de novo desmoralizada nas Cortes Superiores em razão de sua absoluta desnecessidade.

Afinal de contas, no caso de Ricardo Coutinho, nem o fato dele ter retornado da Turquia, onde estava em viagem de férias com a esposa quando sua prisão foi decretada, serviu de atenuante para demonstrar não ser necessária nem a prisão, muito menos o uso de tornozeleira eletrônica.

PRISÃO SEM MOTIVO

Ricardo Vital viu expostas ao mundo, sobretudo o jurídico, as fragilidades da decisão em que decretou, a pedido do Ministério Público da Paraíba, a prisão de Ricardo Coutinho e de vários investigados na chamada Operação Calvário.

Primeiro foi o ministro do STJ, Napoleão Nunes Maia Filho, que concedeu Habeas Corpus a RC logo após sua prisão, um pouco antes do natal.

Citemos de novo o site especializado em questões jurídicas Consultor Jurídico e como ele noticiou o fato com uma matéria que tinha o seguinte título:

Ministro do STJ solta ex-governador da Paraíba por prisão sem motivo

O “sem motivo” resumiria por si só o caráter da decisão de Ricardo Vital, mas no corpo da matéria são detalhados os erros grosseiros do desembargador.

“A convicção do juiz não pode – e mesmo nem deve – se estribar em suposições ou alvitres subjetivos e outras imagens fugidias, que se caracterizam pela imprecisão e pelo aspecto puramente possibilístico.

O Conjur continuou a esmiuçar a crítica do ministro do STJ à decisão de Vital de Almeida:

O Tribunal de Justiça da Paraíba justificou a prisão para garantia da ordem pública e pela “APARENTE influência e amizade” que Coutinho teria com pessoas de poder político, o que “poderia interferir” na produção de provas.

Na decisão, o ministro [Napoleão] afirmou que além de não ser aceitável que o decreto se apoie em “situações aparentes”, também não se deve aceitar que a prisão preventiva tenha base em “elementos naturalísticos desatualizados, ainda que verazes, efetivos e inegáveis, no tempo passado”.

No julgamento do recurso que a PGR bolsonarista interpôs contra o Habeas Corpus, não apenas foi ratificada a decisão do Ministro Napoleão, como foram esboçadas dúvidas sobre o envolvimento de Ricardo Coutinho nós crimes investigados.

Recorramos de novo ao Consultor Jurídico:

Ao manter a decisão, a turma concluiu que não ficou demonstrado “de maneira categórica” de que forma o político teria participado de esquema criminoso, tendo em vista que ele não exerce mais cargo de governador.

Que vergonha…

Agora, depois de expostas a fragilidade jurídica de sua decisão, Ricardo Vital mostra que pretende enfrentar o entendimento das Cortes Superiores. Quer desmoralizar o Superior Tribunal de Justiça, fazendo valer sua decisão por outras vias.

Sim, porque obrigar cidadãos e cidadãs, que são apenas investigados, a usarem tornozeleira eletrônica é marcá-los para a execração pública, sobretudo expô-los a uma imprensa que hostiliza a todos/as de forma militante.

Chega a ser desumano. E reforça ainda mais a impressão de que existe uma perseguição contra o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho.


Festas - Marcos Pires

Já contei aqui alguns casos ocorridos em festas que mereceram registro, inclusive daquela festa em que o anfitrião, muito preocupado com o excesso de gente, foi ao microfone da banda e pediu para os convidados do noivo concentrarem-se no lado direito do salão e que os convidados da noiva ficassem no lado esquerdo. Estranhamente sobraram umas poucas pessoas no meio do salão. Em seguida o dono da festa dirigiu-se aos grupos que estavam à direita e à esquerda do salão e comandou: “- Favor se retirarem porque esta não é uma festa de casamento, mas o batizado do meu neto, bando de safados”.

Em consequência da tal coluna tenho recebido muitos pedidos para continuar no tema. Pois bom, existem os fanáticos por determinadas festas. Carlos M., por exemplo, ama o São João de Campina Grande. Me contou que numa determinada noite em que uma multidão dançava, um sujeito teve um infarto e morreu, mas o salão estava tão cheio de dançarinos que a vítima só caiu no chão quando a banda parou de tocar. O mais incrível é que ele teve o infarto na hora em que Bell Marques cantava aquele “Ê ô ê ô”. O pobre coitado levantou os braços, morreu e nessa posição permaneceu durante duas horas, indo pra lá e pra cá, espremido na multidão, já morto. Finalmente a música cessou e ele desabou já em “rigor mortis”. Achei exagerado, mas Carlinhos me deu números que demonstram a grandiosidade daquela festa junina. “- Marcopire, pra você ter uma ideia, só de triangulo gastam meia dúzia por noite. Imagine que instalam sapateiros nos quatro cantos do salão de baile, e eles passam a noite trabalhando duro para trocar os solados dos sapatos dos dançarinos, gastos no arrasta pé do forró”.

E como esquecer as festas de aniversário de Zé Moreira, que reencontrei já homem feito, muitos anos depois de termos estudado no IPEP? “- Pires, a turma da gente pensava que eu era burro, mas eu não sou não. Tenho aqui minhas ideias. Ontem mesmo, na festa do meu aniversário, eu pensei assim; festejar aniversario faz um bem danado, porque quanto mais eu festejo meus aniversários mais eu vivo”. Eita!

Na verdade, a vida é tão difícil que comemoramos cada ano que vivemos. É mais ou menos como se vivêssemos numa selva cheia de predadores. Por isso, meus queridos leitores, se vocês acham que a vida de vocês não é uma festa, procurem na fé da sua crença forças suficientes para serem felizes, porque de qualquer maneira vocês vão “dançar” no final.


O feitiço está virando contra o feiticeiro


O feitiço está virando contra o feiticeiro. O povo não é burro e começa a perceber a jogada dos que querem transformar Ricardo Coutinho em bandido. A jogada já foi entendida: massacra o homem porque no voto não tem jeito.

Só que exageraram na dose.

Tudo demais é veneno, já ensinavam os mais antigos.

Transformaram Ricardo num saco de pancadas. Sujaram-lhe a reputação e, achando pouco, partiram para a humilhação.

E, pior, se desnudaram.

Se antes agiam escondidos sob a capa de figuras neutras, agora desbragaram-se.

Nada importa além da extinção de um ser humano.

O Tribunal superior chamou o feito à ordem, pondo ordem na casa?

Não tem problema, encontra-se outro jeito de humilhar, desmoralizar, achincalhar.

Só que, como foi dito lá em cima, tudo demais é veneno.

O povo está vendo tudo.

Vê o batalhão dos achacadores querendo destruir um homem que cometeu o triste pecado de ser o maior governador deste Estado.

E vê o seu silêncio.

Um silêncio que fala mais alto do que mil vozes.

Não tenho dúvidas, o feitiço está virando contra o feiticeiro.

O futuro dirá.

Tiaolucena.com,br

 


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