"Se entregar, morro", diz secretária de Wilson Santiago sobre delação


O áudio foi obtido pela Operação Pés de Barro, que apura o suposto pagamento de mais de R$ 1,2 milhão em propinas resultantes do superfaturamento de obras da Adutora Capivara, no Sertão.


Por Terra
Publicado em
19.01.2020 às 19:36

Evani foi filmada recebendo propina de George Ramalho no estacionamento de uma rede de supermercados. (Foto: PF/Reprodução)
A secretária parlamentar Evani Ramalho, lotada no gabinete do deputado afastado Wilson Santiago (PTB/PB), foi gravada pela Polícia Federal em conversa com o empresário George Ramalho na qual diz temer pela sua vida. O áudio foi obtido pela Operação Pés de Barro, que apura o suposto pagamento de mais de R$ 1,2 milhão em propinas resultantes do superfaturamento de obras da Adutora Capivara, no Sertão paraibano, e se fundamenta na colaboração de George, empresário responsável pelo repasse ilícito.

Evani é apontada como a ‘gerente de propinas‘ do esquema supostamente montado por Santiago e João Bosco Nonato Fernandes, prefeito de Uiraúna que foi preso na Pés de Barro. De acordo com representação da Polícia Federal, ela possuía ‘autonomia na articulação dos pagamentos de propina‘.

Evani dizia a George que eles deveriam ter ‘cuidado‘ na ação, e conjectura que seria obrigada a delatar os políticos beneficiários da propina caso fosse pega pela polícia.

"Eu tenho muito cuidado com isso. Por quê? Porque esse povo, na (inaudível) que eu estou… Se me pega numa situação dessa e eu digo foi pra fulano e pra sicrano… Tu acha que, pra fazer o mal a mim."

Ela se refere a Wilson Santiago - afastado do mandato em dezembro por ordem do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal - e a João Bosco Nonato Fernandes, filmado pela PF socando dinheiro de propina na cueca.

"Família de Bosco todinha. Eu morro de medo, não vou mentir", confessa Evani.

Confira a transcrição da conversa de Evani com George:

EVANI: eu tenho muito cuidado com isso. Por quê? Porque esse povo, na (inaudível) que eu estou… Se me pega numa situação dessa e eu digo foi pra fulano e pra sicrano… Tu acha que, pra fazer o mal a mim. É o que tem que ter, uma pessoa de confiança. (inaudível) Coração vai na boca.

GEORGE: Eu sofro do coração todo dia.

EVANI: (barulho de carro)… Família de Bosco todinha. Eu morro de medo, não vou mentir… Tá viva não, se puder negócio comigo….Eu acredito pra ele mandar fazer alguma coisa comigo… Eu entregando ele?!

GEORGE: se pegar ele vai dormir na cadeia.

EVANI: Se eu entregar eu morro.

GEORGE: não tem como você não entregar.

EVANI: Por isso que eu tenho medo.

Com a palavra, o advogado Luís Henrique Machado

Quando o ministro Celso de Mello, do Supremo, decretou o afastamento de Wilson Santiago da Câmara, o advogado dele, Luís Henrique Machado, declarou:

"O deputado Wilson Santiago recebe com respeito e acatamento a decisão do Ministro Celso de Mello. Está absolutamente tranquilo e demonstrará, em momento oportuno, a inexistência de qualquer relação com os fatos investigados."

Com a palavra, o deputado Wilson Santiago

Quando o ministro Celso de Mello, do Supremo, decretou o seu afastamento da Câmara, Wilson Santiago declarou:

"Na manhã de hoje fomos surpreendidos por Operação da Polícia Federal. A operação em questão foi baseada na delação do empresário George Ramalho, o qual foi preso em abril de 2019 na Operação Feudo. Segundo as informações preliminares, o delator iniciou no segundo semestre de 2019 a construção de um roteiro, que servisse como base para acordo que lhe favorecesse na operação que foi alvo de prisão. O delator busca a todo momento, construir relações que possam nos implicar de forma pessoal e criminalizar o trabalho parlamentar.

Fica evidente, que o delator usa um princípio jurídico que veio para ser um instrumento de promoção de justiça, como artifício para favorecimento pessoal e evitar condenação na Operação Feudo. Temos certeza que esse tipo ação criminosa será coibida. Não podemos aceitar que a ação política fique refém dessas práticas. Dessa forma, tomaremos as medidas cabíveis para que a verdade venha à tona, com o esclarecimento das questões objeto da investigação e nossos direitos sejam restabelecidos. Estamos a disposição da Justiça para colaborar em todo o processo."

Com a palavra, João Bosco

A reportagem busca contato com a defesa de João Bosco. O espaço está aberto para manifestações.


PB - Civis e militares ameaçam greve e governo pede “bom senso”

Foto: divulgação
 

Representantes do Fórum das Entidades das Polícias Civil e Militar da Paraíba foram recebidos na última sexta-feira (17) pela equipe econômica do Governo do Estado com o intuito de avaliarem a proposta de subsídio e média salarial do Nordeste apresentada em dezembro de 2019. Os sindicalistas deixaram a reunião insatisfeitos e não descartaram a possibilidade de greve.

A equipe técnica do Governo do Estado propôs à categoria um reajuste de 5%, que não foi aceito, pois, de acordo com os representantes dos policiais, a cobrança da previdência retirará 3% do proposto aumento.

Uma assembleia da categoria foi agendada para o dia 5 de fevereiro. Até lá, os sindicalistas esperam uma resposta do Governo do Estado.

O secretário estadual da Fazenda, Marialvo Laureano, apelou para o bom senso dos policiais civis, militares e bombeiros. Segundo ele, o Governo propôs um ‘índice limite’ de aumento para os servidores, que deve acontecer de ‘forma linear’. Ele avalia a proposta apresentada pelo governador João Azevêdo como “ousada”, no entanto, o reajuste de 5% não foi aceito pela categoria.

 

PB Agora


Bolsonaro avalia recriar Ministério da cultura por Regina Duarte

Foto: reprodução / twitter
 

O presidente Jair Bolsonaro pode recriar o Ministério da Cultura para convencer a atriz Regina Duarte a integrar o seu governo. A ideia, que foi antecipada por interlocutores do Palácio do Planalto ao Estadão, é que o ministério carrega um status mais apropriado ao perfil de Regina Duarte do que a atual Secretaria de Cultura.

O Ministério da Cultura foi extinto pelo próprio Bolsonaro no início do ano passado, quando o presidente reduziu o número de pastas da Esplanada. A pasta virou, então, uma secretaria, que inicialmente era vinculada ao Ministério da Cidadania e depois foi transferida para o Ministério de Turismo, de Marcelo Álvaro Antônio, onde opera atualmente. A avaliação do Planalto é, portanto, que assumir uma mera secretaria seria pouco para Regina Duarte.

A atriz foi convidada para cuidar da gestão da Cultura do governo de Jair Bolsonaro nessa sexta-feira (17), depois que o ex-secretário Roberto Alvim foi exonerado em função das referências nazistas feitas em um vídeo da Secretaria de Cultura. Depois do convite, Regina Duarte chegou a elogiar o governo. A atriz, porém, ainda não decidiu se vai entrar ou não para o governo.

A informação que circula entre os interlocutores do governo é que Regina Duarte pediu uma conversa “olho a olho” com Jair Bolsonaro para poder tomar uma decisão. Essa conversa deve ocorrer na próxima segunda-feira (20). O presidente deve aproveitar a ida já marcada para o Rio de Janeiro para conversar com a atriz.

Congresso em Foco

 


Mega-Sena acumula e deve pagar R$ 32 milhões

 O concurso 2226 da Mega-Sena, na próxima terça-feira, poderá pagar R$ 32 milhões a quem acertar as seis dezenas.

É que o concurso 2225 deste sábado (18) acumulou. Eis as dezenas sorteadas: 01, 32, 37, 44, 46 e 47.

A Quina, com cinco números acertados, teve 34 apostas ganhadoras, cabendo a cada uma R$ 81.317,28.

Já a Quadra, com quatro 4 números acertados, registrou 3.100 apostas ganhadoras, com R$ 1.274,09 para cada uma delas.

As informações são do site da Caixa Econômica Federal.

Agência Brasil


Estado empossa 1.000 professores aprovados em concurso

 Foto: Divulgação/José Lins/Secom-PB

O governador João Azevêdo (sem partido) empossa, nesta segunda-feira (20), os 1.000 aprovados no concurso para o cargo efetivo de professor de Educação Básica 3, realizado em 2019. A solenidade será na Praça do Povo, no Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, às 10h.

Os professores empossados iniciarão as atividades no dia 10 de fevereiro, início do ano letivo na Rede Estadual de Educação.

As vagas contemplam as 14 Gerências Regionais de Educação em12 disciplinas (Artes, Biologia, Educação Física, Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Espanhola, Língua Portuguesa, Matemática, Sociologia, Filosofia e Química).

MaisPB


Traição - Marcos Pires

 Adultério é o que liga três pessoas sem uma delas saber, né? Obvio que a traição não acontece de forma planejada; ninguém acorda um dia e decide simplesmente que vai trair. Ninguém tropeça na rua em um órgão sexual.

Mas quem trai teme ser descoberto. Um amigo um dia chegou em casa mais cedo e deparou-se com a esposa afiando uma enorme faca para descamar um peixe. Naquele momento decidiu que jamais trairia novamente sua rainha do lar.

Tem as revelações. Um advogado que conheço, muito romântico, levou uma trouxa de roupas à casa da namorada para que ela lavasse. “-Tá pensando que eu sou sua esposa, queridinho?”.

A sinceridade de uma amiga me surpreendeu quando eu lhe perguntei se traia: “- Mas é cada uma, se já está difícil arranjar quem me queira, imagine conseguir dois para poder trair”.

Na verdade, trair é fácil. Se Eva traiu quando só existiam frutas, imagina hoje com celular, internet e automóvel. O duro são as consequências. Porque só idiotas perdoam traições; é mais ou menos como usar a dentadura dos outros. Conheço um cidadão que estava super bem acomodado na casa da namorada quando a esposa tocou a campainha da porta. De cuecas ele foi atender e acabou-se o mundo. Perguntei a ele por que abrira a porta e ele me confessou que pensou tratar-se do entregador de pizza. Pausou a conversa, suspirou e confessou: “- O pior é que depois eu me lembrei que não havia encomendado nenhuma pizza”.

Fui apresentado a um senhor já bem idoso que decidiu ser feliz e engatou um namoro com uma jovem 40 anos mais nova. Eu perguntei a ele como garantiria a fidelidade da moça. Deu uma gargalhada e ensinou: “- Comprei um carro bacana em 60 prestações para a bichinha, se bem que eu poderia comprar à vista. Toda vez que ela começa a se esconder de mim eu atraso a prestação. Dias depois a linda me liga apavorada com o oficial de justiça na porta já executando a busca e apreensão que o banco determinou. Tudo certo, ela volta ao nosso amor e eu atualizo as prestações”.

A galega Marilyn Monroe dizia que maridos são bons amantes, principalmente quando estão traindo as esposas. Já um amigo matuto e sábio me ensinou que nenhuma escapada vale o aperreio depois. Sei não, viu? Se eu tivesse coragem de testar… .


Moro reage a fuga em massa do PCC no Paraguai: ‘passagem de ida para prisão‘

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Estadão Conteúdo
postado em 19/01/2020 14:17 / atualizado em 19/01/2020 15:14

(foto: Divulgação)
 

Cerca de 75 presos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) fugiram neste domingo, 19, da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, próximo à fronteira com o Brasil. Um túnel foi encontrado no local, embora o governo acredite que parte dos criminosos tenha escapado pela porta da frente, com a cumplicidade de funcionários do presídio. O ministro da Justiça do Brasil, Sergio Moro, reagiu à fuga em massa, no Twitter.

"Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal", tuitou o ministro. Moro também informou que o ministério brasileiro está à disposição "para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime".

Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, ressaltou que o ministério denunciou em dezembro a existência de um plano de "fuga ou resgate" do PCC, pelo qual agentes penitenciários receberiam US$ 80 mil pela liberdade de líderes da facção. O efetivo policial foi reforçado nos presídios, mas não foi possível conter a fuga. A ministra considerou o caso "extremamente grave e sem precedentes" e colocou o cargo à disposição do presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez.

Um dos fugitivos, segundo o governo paraguaio, é David Timóteo Ferreira, considerado o líder do PCC dentro do sistema penitenciário do Paraguai. Outros seis são tidos como matadores de aluguel ligados ao tráfico.
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O ministro do Interior do país, Euclides Acevedo, anunciou alerta máximo de segurança. Ele afirmou que é possível que alguns dos presos já tenham escapado para o Brasil. Outros ainda podem estar no país. A maioria dos fugitivos é altamente perigosa, disse o ministro. "Agora, o principal objetivo é recapturá-los e disponibilizá-los ao Ministério Público", afirmou.

A Polícia de Ponta Porã (MS), na fronteira do Brasil com o Paraguai, encontrou três veículos queimados na BR-463, próximo ao distrito de Sanga Puitã, do lado brasileiro da linha internacional que separa os dois países. Como o achado se deu logo após a fuga , o secretário da Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Videira, também acredita que parte dos criminosos fugiu para o Brasil.

Ele disse que 200 policiais de várias forças foram deslocados para a região. "São homens da Polícia Rodoviária Estadual, do Departamento de Operações de Fronteira, além de equipes do Bope, Choque e Garra da capital (Campo Grande), com apoio de helicóptero nosso. Vamos fechar não só a fronteira, mas também as divisas com os Estados de São Paulo, Paraná e Goiás, pois já temos a informação de que muitos dos fugitivos são brasileiros de fora do nosso Estado", disse.

O secretário informou ter feito contato com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), com as secretarias desses Estados e com a Guarda Nacional do Paraguai para ações conjuntas.

"Nossa inteligência está em contato ininterrupto com a polícia do Paraguai para troca de informações e, se necessário, de documentos. Pode haver casos de presos de lá que não tenham mandado de prisão aqui. Vamos dar apoio incondicional a eles nesse caso, pois interessa à nossa segurança", disse. Segundo o secretário, as seguranças de terminais rodoviários, aeroportos e postos de fiscalização foram colocadas em alerta.

Fuga pode ter tido apoio de agentes
O Ministério da Justiça do país ainda não forneceu a lista de fugitivos. Mais cedo, alguns meios de comunicação locais mencionaram o número de 91, sendo que um dos prisioneiros teria sido capturado.

Em junho do ano passado, autoridades paraguaias estimaram haver cerca de 400 membros do PCC em presídios do país vizinho. Além disso, muitos subornavam agentes para desfrutar de mordomias.

À rede de televisão Telefuturo, o ministro do Interior disse considerar a hipótese de que os detentos saíram pelos portões principais da prisão e que tiveram o apoio dos agentes. Ainda segundo ele, o diretor da prisão, no departamento de Amambay, está de férias.

Acevedo afirmou também que está sendo investigada a possibilidade de que o túnel tenha sido construído ‘de fachada‘ para esconder a suposta cumplicidade dos funcionários.

A Polícia Nacional já iniciou uma operação de busca dos fugitivos na área de Pedro Juan Caballero, cidade localizada na fronteira com o Brasil e que é um dos centros de operações do PCC no país vizinho.

Em dezembro passado, a ministra da Justiça, Cecilia Pérez, afirmou ter informações de inteligência prisional apontando para um plano de fuga ou resgate dos líderes da facção criminosa, que forneceriam uma recompensa de US$ 80 mil pela operação. Diante da ameaça, a Justiça chegou a anunciar o reforço da segurança nas penitenciárias.

A norma foi sancionada pelo presidente, Mario Abdo Benítez, no dia 8 de setembro de 2019, após vários confrontos e tumultos nas cadeias do país. Porém, alguns dias depois, o chefe do Comando Vermelho no Paraguai, Jorge Samudio, escapou. (Com informações de agências internacionais)


Ex-embaixador exorta Bolsonaro e Trump a se unirem contra o crime e ‘narcoEstados’


Não é batalha entre direita e esquerda, "mas entre o certo e o errado", diz Roger Noriega

Ex-embaixador exorta Bolsonaro e Trump a se unirem contra o crime e ‘narcoEstados’
Roger Noriega, ex-embaixador dos Estados Unidos na Organização dos Estados Americanos (OEA) e ex-secretário de Estado adjunto - Foto. Gage Skidmore.

O ex-embaixador norte-americano na Organização dos Estados Americanos (OEA) Roger Noriega defende o estabelecimento de uma aliança dos “dois pesos pesados no hemisfério ocidental, Brasil e Estados Unidos, para enfrentar o que chama de “redes criminais globais e regimes que lucram com a desordem”.

Em artigo publicado nos EUA e reproduzido no Diário do Poder, ele exortou o presidente brasileiro Jair Bolsonaro a “demonstrar sua influência” convencendo o presidente Donald Trump de que é uma boa política defender valores e instituições “do crime organizado e do bandido”. O artigo publicado originalmente no RealClearWorld, de Chicago.

“Esta não é uma batalha entre a direita e a esquerda, mas entre o certo e o errado”, afirma o ex-embaixador. “O crime organizado transnacional, com US$2,2 trilhões em receita anual em todo o mundo, está otimizando a cadeia de suprimentos de bens ilícitos para o mercado norte-americano. Explora moedas regionais, bancos, negócios, infraestrutura e redes de comunicação”, diz.

ele chegou á conclusão de que essa iniciativa Brasília-Washington faz sentido. “As duas maiores economias das Américas têm mais a ganhar com cada governo que se esforça para defender a democracia, o Estado de direito e o livre mercado – em casa e à sua porta”, escreveu.

Venezuela, um narcoEstado
“Assim como uma aliança foi criada para combater a ameaça soviética, os líderes de hoje devem enfrentar inimigos que estão atacando a democracia, o Estado de Direito, o comércio honesto e até a harmonia social”, diz ele, que por 4 anos foi Secretário de Estado Adjunto dos EUA para Assuntos do Hemisfério Ocidental.

O diplomata considera que as “sementes” dessa crise foram plantadas há 20 anos, “quando líderes populistas da Venezuela, Bolívia e Equador torpedearam uma aliança antidrogas promovida pelo ex-presidente dos EUA George W. Bush e presidentes andinos.”

“Para combater os esforços dos EUA”, explica, “o caudilho venezuelano Hugo Chávez construiu instituições financeiras e redes criminosas corruptas”, lembra Noriega. “Apoiado por conselheiros cubanos, oportunistas russos e financiadores chineses, Chávez converteu a Venezuela em um narcoEstado que desestabiliza todos os países ao seu redor.”

Desmantelando redes criminosas
Roger Noriega adverte para o fato de as mais recentes ondas de protestos no continente, apesar de ligadas a questões domésticas, “não há dúvida de que países e grupos subversivos com vastos recursos podem se beneficiar de um colapso na ordem política e social.”

O presidente colombiano Ivan Duque “está trabalhando para reverter o forte crescimento na produção de coca causado pelas políticas branda de seu antecessor”, afirma Noriega, que cita também sua “linha dura” daquele presidente contra guerrilheiros “que são abertamente encorajados pelo narco-regime da Venezuela”.

O Brasil e os Estados Unidos devem apoiar os líderes da lei e da ordem e reforçar políticas semelhantes, defende o diplomata. “Uma aliança promovida por uma potência latino-americana estaria bem posicionada para pressionar o presidente não ortodoxo e irascível do México e os líderes não testados da América Central a pressionar seu peso contra os gângsteres globais.”

Para ele, uma nova aliança poderia desafiar os vizinhos a adotar as melhores práticas para desmantelar redes criminosas: encontrar, congelar e apreender vastas fortunas ilegais enquanto protegia fronteiras contra bandidos e armas. Entre os parceiros mais confiáveis, a aliança poderia patrocinar operações de compartilhamento de informações e aplicação da lei através das fronteiras.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Gastos da Petrobras com patrocínio chegaram a quase R$2 bilhões, em dez anos

 
Farra incluiu escolas de samba e Fórmula 1 e o auge ocorreu no ano da reeleição de Dilma
Redação Redação 20/01/2020 às 00:01 | Atualizado às 00:22
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Gastos da Petrobras com patrocínio chegaram a quase R$2 bilhões, em dez anos
Os patrocínios da Petrobras na Fórmula 1, de valores milionários, beneficiaram equipes e pilotos secundários.

A Petrobras distribuiu mais de R$1,77 bilhão em generosos patrocínios na última década. A maior parte, R$1,05 bilhão, foi entregue em apenas dois anos: 2013, início oficial da crise política e dos protestos de rua, e 2014, auge do esquema de corrupção revelado pela Lava Jato, e ano da reeleição da petista Dilma. Na meia década de Dilma foram realizados 76% dos gastos. Procurada, a Petrobras se recusou a comentar a redução atual e os gastos recordes durante governo do PT. A informação é de Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

Só as escolas de samba do Rio ganharam R$24 milhões para desfiles de 2014 e 2015. No GP Brasil de 2014, foram mais R$ 21,8 milhões.

No primeiro ano completo de governo Temer (2017), a estatal gastou R$169,2 milhões, menos de um terço dos anos de esbanjamento do PT

Em 2019, de crise econômica e troca de governo, a Petrobras pagou R$48,6 milhões em 41 patrocínios. Mais de R$1 milhão por contrato.

Foram 1.890 contratos de patrocínios desde 2009 ao custo de R$1,772 bilhão. O recorde é de 2013, quando foram gastos R$505 milhões.

Diariodopoder.com.br

 


Waldson é inocentado em ação quando secretário

 Waldson Souza em audiência de custódia da Operação Calvário. Foto: Maurílio Júnior/MaisPB

O juiz Rúsio Lima de Melo julgou extinta, com resolução de mérito, a Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa (0016356-29.2012.8.15.0011) ajuizada pelo Ministério Público estadual contra o ex-secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza, e a gerente do 3º Núcleo Estadual de Saúde, Aliana Fernandes Guimarães. O processo foi julgado no mutirão da Meta 4, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), no âmbito do TJPB.

Alvo da Operação Calvário, Waldson Sousa está atualmente cumprindo prisão preventiva suspeito de integrar organização criminosa que desviou dinheiro da saúde e educação paraibana.

Constam nos autos que os demandados não atenderam a ordem judicial proferida nos autos da Ação de Obrigação de Fazer c/c Pedido de Tutela Antecipada no que se refere ao fornecimento do medicamento Moratus, de 20 mg, e Lyryca, de 75 mg para o tratamento de saúde de uma portadora de espondiloartrose lombo-sacra (hérnia de disco). De acordo com o relatório, os fármacos não foram fornecidos no prazo determinado, o que contribuiu para o agravamento da situação da paciente.

O MP também alegou que o Estado da Paraíba insiste em descumprir, injustificadamente, determinações judiciais, o que motivou o imediato sequestro da quantia necessária para aquisição das medicações. Deste modo, requereu a condenação dos réus nas sanções estabelecidas no artigo 12, III, da Lei nº 8.429/92.

Ao apreciar o caso, o juiz Rusio Lima explicou não ser necessária a produção de mais provas, sejam técnicas ou testemunhais, já que o objeto da ação é aferição da conduta de agentes públicos no exercício de suas atividades funcionais. No mérito, o magistrado entendeu que a ré Aliana Fernandes não era ordenadora de despesas nem detinha poder decisório para proceder a aquisição ou autorizar compra de medicamento. Em relação ao ex-secretário Waldson Souza, argumentou que ele não foi intimado pessoalmente para cumprir a determinação judicial.

Ao avaliar a ocorrência de improbidade administrativa, o magistrado afirmou que é preciso analisar o elemento subjetivo, ou seja, o dolo, que consiste no intuito de descumprimento da lei para atingir finalidade proibida ou contrária ao interesse público. Desta forma, Rúsio Lima disse que restou comprovado o descumprimento da decisão judicial, mas que a manifesta intenção dos demandados não ficou provada.

“Portanto, não restou demonstrada a prática de improbidade administrativa, tendo em vista que, apesar do descumprimento da ordem judicial, no prazo estabelecido, no que se refere ao fornecimento de medicamento à paciente, não existiu, por parte dos demandados, o manifesto dolo em lesão aos princípios que regem a administração pública com o intuito de desonestidade”, concluiu o juiz.

Desta decisão cabe recurso.

MaisPB


Triplicação: Governo Federal ‘estuda solução’ para retomada da obra

 Foto: Albemar Santos/Portal MaisPB

O Governo Federal não sabe quando terá recursos disponíveis para as obras de triplicação e construção de viadutos na BR-230 entre Cabedelo e João Pessoa. A informação foi repassada ao Portal MaisPB pelo Ministério da Infraestrutura.

A pasta não tem previsão de quando pode remeter verbas para a retomada do projeto, que segue paralisado. O Ministério informou que a responsabilidade da triplicação é do DNIT.

“Estamos estudando alternativas para solucionar a questão”, comunicou. Anteriormente, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) já havia admitido ao Portal MaisPB que não tinha recursos para retomar a triplicação. Veja nota:

“O DNIT esclarece que, por meio do decreto Nº 9.428, de 28/06/18, todos os Restos a Pagar (RAP) 2016 e anos anteriores, da administração pública, foram cancelados. Assim, os valores para a obra na BR-230/PB eram em RAP 2016 e os recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) desse ano são insuficientes para dar continuidade aos serviços. A Autarquia estuda alternativas para solucionar o problema”.

O Portal MaisPB também procurou o Ministério da Economia, que é responsável pela administração financeira e contabilidade pública. O Ministério destacou que a Infraestrutura seria a responsável pela demanda. “O Ministério da Economia detalha o orçamento até o nível de órgão setorial, que, por sua vez, distribuem/priorizam entre suas ações e unidades orçamentárias“, replicou.

Paralisação de obras na BR-230 traz riscos

Motoristas e passageiros que trafegam na BR-230, na Região Metropolitana de João Pessoa, não conseguem mais fugir de engarrafamentos no sentido Cabedelo.

Ao Portal MaisPB, a Polícia Rodoviária Federal constatou aumento significativo de congestionamento ocasionado pela intervenção e transtornos na rodovia. “É um trânsito que tem ficado mais complexo, temos trechos com sinalização precária, que geram e causam acidentes”, disse a inspetora da PRF, Keylla Melo.

População e turistas insatisfeitos

Severino Laurindo é chaveiro e trabalha há muitos anos às margens da BR-230. Com o anúncio da intervenção, acreditou que haveria uma melhora para a população e também para seu pequeno comércio.

Quase três anos depois do começo da obra, ele lamenta a falta de conclusão. “Não melhorou em nada para mim, piorou o movimento, está indo de mal a pior e estou aguentando porque eu preciso, sou pai de família”, desabafou, em contato com o Portal MaisPB.

Ana Cristina mora em Manaus e está em Cabedelo mais uma vez. Ano passado, ela também visitou o estado e notou as obras, mas agora, o sentimento é de frustração. “Vi a obra, fiquei feliz, imaginei que fosse evoluir, mas um ano depois está a mesma coisa. Infelizmente, vamos continuar com o trânsito ruim”, pontuou.

Bancada paraibana se articula para tratar de paralisação

Após reportagem do Portal MaisPB mostrar a paralisação das obras para triplicação da BR-230 por falta de recursos, a bancada federal garantiu cobrar ao Governo Federal os repasses para garantir a continuidade dos serviços. O coordenador da bancada, deputado federal Efraim Filho (DEM), afirmou em contato com o Portal MaisPB que a decisão de suspender o repasse de verba foi equivocada e compromete a imagem do Governo.

Já o senador Veneziano Vital (PSB) vai antecipar seu retorno a Brasília para discutir sobre a triplicação da BR-230 com os órgãos responsáveis. “Vamos reunir a nossa bancada federal para, junto ao governo, ao Dnit e ao Ministério dos Transportes, e exigir, que estes recursos sejam providenciados, para que nós tenhamos a conclusão dessa iniciativa”, pontuou.

Ao programa Hora H, da Rede Mais Rádio, na noite desta quinta-feira (16), a senadora Daniella Ribeiro (PP) considerou “inconcebível” a paralisação. Ela se disse indignada e eximiu a responsabilidade da bancada federal, que alocou os recursos, mas cobrou uma posição do Dnit na Paraíba, que coordena os trabalhos.

MaisPB


DELAÇÃO PREMIADA Léo Pinheiro mentiu, incriminou Lula e escapou da prisão

Flavio Lucio

Quem acompanhou as estripulias do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato sabe do que eles foram capazes para incriminar Lula e condená-lo à prisão para exclui-lo da eleição de 2018.

Se o Brasil apenas desconfiava das intenções políticas da Lava Jato, passou a ter certeza quando vieram a público as relevações do site The Intercept Brasil sobre diálogos nada republicanos, nada dignos de quem senta na cadeira de juiz ou ocupar o lugar de membros do Ministério Público.

Mais ainda. Sabe que o que é capaz de dizer um delator trancafiado numa prisão brasileira. Esse foi o caso de Léo Pinheiro, o executivo da OAS cuja delação a única prova usada por Sérgio Moro para condenar p ex-presidente Lula.

Como as mensagens reveladas pelo The Intercept e pela Folha de São Paulo mostraram, Léo Pinheiro era visto com desconfiança pela Lava Jato e negociou por mais de um ano os termos de sua delação.

Segundo reportagem da Folha, o relato de Léo Pinheiro só foi aceito quando ele finalmente relacionou o tal apartamento triplex de Guarujá ao ex-presidente Lula.

Em março de 2016, os procuradores da Lava Jato tratavam assim o possível acordo com Léo Pinheiro.


Em julho do ano seguinte, Léo Pinheiro mudou a versão, incriminou Lula, e tudo se encaminhou para que a delação do ex-presidente da OAS finalmente fosse aceita pelos procuradores da Lava Jato.

Notem abaixo o que escreveu Deltan Dallagnol, uma das referências morais do coordenador do Gaeco na Paraíba, Octávio Paulo Neto. Dallagnol fala em “timming”, ou seja, no melhor momento para fechar o acordo com Léo Pinheiro, para não “parecer um prêmio pela condenação do Lula”.


Apesar do acordo de delação premiada só ter sido assinado pela PGR em dezembro de 2018, os termos da delação foram usados como principal prova no processo em que o então juiz Sérgio Moro condenou Lula à prisão – Moro foi bem premiado e hoje é ministro da Justiça do maior beneficiário do seu ato, Jair Bolsonaro.

E tem mais mais. Um ano depois de assinado o acordo, o Edson Fachin homologou o acordo, mas antes determinou o arquivamento dos trechos da delação de Léo Pinheiro que mencionavam o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do irmão do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, José Ticiano Dias Toffoli.

Ou seja, Léo Pinheiro mentiu também nesses casos, mas só foram considerados verdadeiros os trechos em que ele se refere a Lula.

Léo Pinheiro que estava condenado a mais de 20 anos de prisão, hoje vive em prisão domiciliar.

Bom, né?


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