Um mês após tiroteio em escola, adolescente tenta retomar a vida e sonha voltar a andar

 "Papai, papai! Ele vai entrar aqui! Eles vão me pegar, papai! Estou com medo, com muito medo!" Ao ouvir os gritos e o choro da filha Isadora deitada na maca, Carlos Alberto Morais pulou da cadeira e a abraçou. A menina estava em pânico. Morais sussurrou algo em seu ouvido para tranquilizá-la e, aos poucos, o desespero cedeu. Restou um choro baixo, até que a jovem, prostrada, dormiu novamente.

Tem sido assim desde que Isadora de Morais, de 14 anos, deu entrada no Centro de Reabilitação e Readaptação Doutor Henrique Santillo (Crer), em Goiânia. Com o uso de remédios e a presença de médicos e parentes, ela tem conseguido dormir algumas horas à noite, mas é constantemente revisitada por pesadelos.
As imagens e os pensamentos que atormentam Isadora brotam da tragédia que há um mês chocou o País.

Na manhã de 20 de outubro, um aluno de 14 anos entrou na sala do 8.º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, bairro de classe média de Goiânia, abriu a mochila, sacou uma pistola calibre 40 e disparou 12 vezes contra seus colegas. Dois morreram no local e outros quatro sobreviveram, entre eles Isadora. Sua batalha, porém, está apenas começando. Ela ficou paraplégica.

A manhã daquela sexta-feira havia começado como qualquer outra para a família Morais. Na discreta casa da Rua 10, o pai, servidor público, tomou café com os filhos e levou Isadora até o portão da escola. A rua onde moram acaba na porta de entrada do Colégio Goyases. São cerca de 50 metros entre a casa da menina e sua sala de aula.
Às 11h30, quando estava no trabalho, Morais recebeu a ligação da mulher, Isabel, que é professora. Ela tinha recebido a informação de que um tiroteio havia ocorrido na escola e Isadora estaria entre os atingidos. Por meio de uma mensagem no WhatsApp, o irmão da estudante, Vinícius de Moraes, de 17 anos, também recebia a notícia durante uma aula de História, em outro colégio.

A família seguiu em desespero até a escola da filha. Ao chegar ao colégio, a rua já estava tomada por carros da imprensa, ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Corpo de Bombeiros e do Instituto Médico-Legal (IML).
Isadora estava entre as vítimas, mas viva. Sob a mira do atirador, recebera tiros na mão, no pescoço e no tórax - o último atingiu sua medula espinhal, entre a nona e a décima vértebra da coluna torácica. Socorrida no Hospital de Urgências de Goiânia, foi sedada, entubada e passou por cirurgias. Os riscos de paraplegia logo se confirmariam.

Após 20 dias de internação, Isadora deixou a UTI e foi para o Crer, onde iniciou uma nova fase de tratamento. Do umbigo até a ponta dos pés, a jovem não tem mais nenhuma sensibilidade ou movimento. O funcionamento da bexiga também foi totalmente comprometido. "Logo ela vai andar. A gente crê nisso e ela também, mas vai um processo longo, com várias equipes", diz o pai. "É no tempo de Deus, não no tempo do homem. Muitas vezes a gente é até ingrato, porque pede uma coisa para ser atendido hoje. Mas com certeza o tempo de Deus é maior que o nosso."
‘Risadora‘

A menina que hoje alimenta a fé de voltar a andar é conhecida na família como Risadora, graças ao seu senso de humor e à risada que arranca sorriso de quem está ao redor. Comunicativa e boa aluna, foi aprovada no 8.º ano já no terceiro bimestre. O irmão, que está em casa, estuda para o vestibular de Medicina e cuida daquilo que Isadora mais sente saudades: Tonico, um cão shih-tzu de 6 meses. "A gente fala que agora falta o Tinoco para que a dupla caipira fique pronta", conta Vinícius. A inspiração sertaneja vem de Isadora, que é fã de duplas mais modernas, como Henrique e Juliano, Jorge e Mateus. "Ela adora sertanejo universitário, eu gosto mais de Tropicália, MPB. A gente fica se provocando."

Isadora ainda deve passar um bom tempo sem ver Tonico. Os próximos 30 dias serão decisivos para saber como, efetivamente, será a sua vida. "Sabemos que é uma lesão grave com consequências sérias, mas não posso afirmar neste momento qual é exatamente a intensidade. É preciso ter muita cautela", diz Válney Luís da Rocha, diretor-geral do Crer.

A bala que atingiu a medula da jovem ainda está alojada na estrutura da coluna vertebral. O trauma provocou um edema que interrompe o estímulo cerebral, causando a paralisia. Com o tempo, o cenário pode melhorar ou piorar. Após quatro dias na reabilitação, Isadora venceu o primeiro desafio: sentar, o que lhe permitiu tomar banho de chuveiro.

O otimismo e o sentimento de confiança que cercam Isadora, reconhecem os médicos, são fundamentais para a recuperação. "Pacientes com esperança são mais colaborativos, participam do processo de reabilitação e respondem melhor", diz Rocha. Nesta semana, a jovem deve começar a sair do quarto para passear pelos corredores do hospital em uma cadeira de rodas. O irmão comemora: "Ela vai sair dessa mais forte, não tenho dúvida disso. Ela tem uma alegria incrível de viver". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão


Concurso do TCE-PB com 20 vagas tem salários que ultrapassam R$ 13 mil; veja como se inscrever

 

O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE/PB) torna pública a realização de concurso público, regido pelo edital n.º 1/2017, para provimento de 20 vagas nos cargos de Auditor de Contas Públicas e Agente de Documentação. A remuneração inicial dos que forem efetivados pode chegar a R$ 13.002,03 e o Cebraspe é o responsável pela condução do seletivo.

Os interessados em concorrer ao cargo de Auditor de Contas Públicas devem possuir diploma de nível superior em qualquer área de formação, enquanto que para Agente de Documentação basta ter curso de ensino médio completo.

Será admitida a inscrição somente via internet, no endereço eletrônico www.cespe.unb.br/concursos/tce_pb_17, solicitada no período entre 14 e 29 de novembro de 2017. A taxa de inscrição será de:

- Auditor de Contas Públicas: R$ 120,00;
- Agente de Documentação: R$ 80,00.
De acordo com o método Cespe de seleção, este concurso consistirá de provas objetivas, discursivas e programa de formação, conforme o cargo, todas realizadas na cidade de João Pessoa, inclusive a perícia médica dos candidatos que se declararam com deficiência.

As provas para o cargo de Agente de Documentação terão a duração de quatro horas e serão aplicadas na data provável de 13 de janeiro de 2018, no turno da tarde. Já para o cargo de Auditor de Contas Públicas a prova terá a duração de cinco horas e será aplicada na data provável de 14 de janeiro de 2018, no turno da manhã (prova objetiva) e no turno da tarde (prova discursiva).

A validade do concurso será de dois anos, contados a partir da data de publicação da homologação do resultado final, podendo ser prorrogado, uma única vez, por igual período.

Concursos no Brasil


Já teve a oportunidade dele”, diz Enivaldo Ribeiro sobre pretensão de Maranhão para majoritária em 2018


Ele defende que o peemedebista deve analisar primeiro a conjuntura de seu próprio partido e prezar pela união

Por: Blog do Gordinho

O vice-prefeito de Campina Grande e presidente do PP na Paraíba, Enivaldo Ribeiro, não é muito simpático com as pretensões do senador José Maranhão (PMDB) em ser candidato a governador em 2018. Para Enivaldo, o tempo de Maranhão, que também é presidente do PMDB da Paraíba, já passou e o peemedebista precisa analisar algumas variáveis existentes, inclusive, dentro de seu próprio partido.

“Vai depender das conversações. Eu acho que já teve a oportunidade dele, já foi governador, então deve dar a oportunidade a outro. Eu não queria ser vice, aceitei por conta da insistência, porque eu prefiro dar a oportunidade a outros. A gente tem como ajudar Campina Grande e a Paraíba sem precisar ter um mandato. No caso de Maranhão é diferente, porque ele já é senador. O PMDB hoje tem Manoel Junior como vice-prefeito de João Pessoa. Então, eu acho que ele tem uma série de coisas para analisar melhor antes de ser candidato”, refletiu.

Enivaldo ainda aproveitou para o peemedebista. “Tem uma coisa muito interessante em política. Às vezes o cara acha que vai ganhar, se atropela e depois afunda, porque depende da união, das conversações e ele sabe disso melhor do que ninguém, porque tem experiência nisso”, disse.


Servidor aposentado não deve receber gratificação no mesmo patamar que ativo

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) confirmou, no Juizado Especial Federal do Pará (JEF/PA), que aposentado não deve receber gratificação de desempenho no mesmo patamar que servidores ativos.

A atuação ocorreu em ação na qual o aposentado pedia o recebimento de Gratificação de Desempenho da Carreira da Previdência, da Saúde e do Trabalho (GDPST) na mesma pontuação e valores pagos aos servidores que se encontram em atividade.

Ele alegava que recebia GPDST correspondente a 80 pontos. Porém, ao se aposentar, a gratificação foi reduzida para 50 pontos. Dessa forma, com base nos princípios da isonomia e da legalidade, pediu o pagamento no mesmo patamar dos servidores ativos.

Entretanto, a AGU demonstrou que não cabe a paridade entre ativos e inativos. Explicou que a GPDST é uma gratificação de desempenho e, por esse motivo, está condicionada ao efetivo exercício da atividade, sendo necessária a avaliação de desempenho para embasar o pagamento em patamar superior a 50 pontos.

A Advocacia-Geral esclareceu que a gratificação deve ser paga aos servidores inativos e pensionistas no mesmo patamar dos ativos somente até que sejam realizadas as avaliações de desempenho.


Entendimento

De acordo com os advogados da União, o Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou o entendimento de que, a partir da homologação do primeiro ciclo de avaliação de desempenho dos servidores ativos, a gratificação perde caráter genérico e passa a ter natureza pro labore, o que encerra o direito à paridade entre aposentados e aqueles em atividade.

A Advocacia-Geral demonstrou que, como o autor da ação se aposentou em novembro de 2012, mais de um ano após a homologação do primeiro ciclo de avaliação dos servidores ativos do Ministério da Saúde, ocorrida em julho de 2011, ele não tem direito a receber a GDPST no mesmo patamar dos ativos.

A Subseção Judiciária de Redenção (PA) do JEF/PA acolheu os argumentos da AGU e negou os pedidos do autor, “tendo em vista que a inatividade do autor se deu após o limite temporal fixado para a equiparação entre ativos e inativos para fins de cálculo da GDPS”.

“É evidente que o servidor inativo, por sua própria condição não exerce mais atividade típica na qual se aposentou, pelo menos não no cargo em que se deu a aposentadoria. Daí concluir-se que uma gratificação cujos pressupostos necessários para o pagamento são desempenho individual na atividade desenvolvida e a contribuição desse desempenho para o órgão ou entidade, não é passível de pagamento integral aos inativos”, entendeu o magistrado.

Atuou no caso a Procuradoria da União no Pará (PU/PA), unidade da Procuradoria-Geral da União, órgão da AGU.

Ref.: Processo nº 4175-35.2016.4.01.3905 – COJEF.

Fonte: AGU,


Medidas do governo para servidores serão discutidas nesta segunda-feira


A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) fará nesta segunda-feira (20) audiência pública com o tema "Em defesa dos serviços públicos, contra o pacote de maldades". O debate, marcado para as 14h30, terá caráter interativo.

Foram convidados representantes de associações e sindicatos ligados aos servidores públicos nas mais diversas áreas, como professores, auditores fiscais, policiais, técnicos de finança e controle e servidores administrativos. A CDH tem como presidente a senadora Regina Sousa (PT-PI).

Críticas, perguntas e sugestões poderão ser enviadas por meio do portal e-Cidadania ou pelo telefone do Alô Senado (0800 61 2211).


Como acompanhar e participar

Participe: http://bit.ly/audienciainterativa

Portal e-Cidadania: www.senado.gov.br/ecidadania

Alô Senado (0800-612211)

Fonte: Agência Senado,


Lula volta a desafiar Moro a ‘Provar um real de sua vida que não seja legal‘.


EX-PRESIDENTE DIZ QUE PROCURADORES INVENTARAM MENTIRAS E ‘NÃO CONSEGUEM MAIS SAIR‘

LULA VOLTOU A DESAFIAR PROCURADORES E SERGIO MORO “A PROVAR UM REAL DE SUA VIDA QUE NÃO SEJA LEGAL” (FOTO: PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS)
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, neste domingo (19) não possuir os R$ 24 milhões que a Procuradoria da República pretende bloquear. Em pedido encaminhado à Justiça Federal, no âmbito da Operação Zelotes, na última quinta (16), os procuradores pediram para confiscar R$ 21,4 milhões em bens do petista e mais R$ 2,5 milhões de seu filho, Luiz Cláudio.
“Às vezes fico chateado com todas essas bobagens que falam a meu respeito, mas, como sou católico, acho que é uma provação. Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde tenho R$ 24 milhões”, reclamou durante o 14º Congresso do PCdoB.

Em seu discurso, Lula voltou a desafiar os procuradores e o juiz federal Sergio Moro “a provar um real de sua vida que não seja legal”. Para Lula, os investigadores inventaram mentiras sobre ele, e agora “não conseguem mais sair”.

“Se tem político com rabo preso por causa do que a Operação Lava Jato está fazendo, eu não tenho rabo para prender. Não estou acima da lei, só quero respeito”, disse. “Quando a polícia entra na casa de alguém, adora mostrar dinheiro, joia, mas quando entra na minha e dos meus quatro filhos, revira tudo, levanta colchão, e não encontra nada, esses sacanas deveriam ter coragem de chamar a imprensa e dizer que na casa do Lula não tinha nada”, afirmou.

Ele parabenizou a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), por apresentar uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a Rede Globo, após a emissora ser acusada de pagar propina para adquirir os direitos de transmissão de partidas de futebol. Em tom de brincadeira, o ex-presidente disse para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) que “ele não sabia de nada” sobre o caso e provocou risadas entre os presentes. Silva foi ministro dos Esportes de 2006 a 2011, durante o governo Lula, mas pediu demissão após denúncias de irregularidades.

Lula está em Brasília para participar do 14º Congresso do PCdoB. Lula chegou por volta das 11 horas, em um avião privativo, e foi recebido por Gleisi Hoffmann. (AE)

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Desembargadores da Bahia receberão mais de R$10 mil para diárias na Itália

GRUPO DE DESEMBARGADORES DO TRIBUNAL DA BAHIA VAI DESEMBOLSAR MAIS DE R$ 10 MIL PARA DIÁRIAS DURANTE IDA À ITÁLIA (FOTO: PAULO PINTO/FOTOS PÚBLICAS)
Um grupo de desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) vai desembolsar mais de R$ 10 mil para custear diárias durante viagem para a Itália. A comitiva vai participa do "O Sistema Tributário Italiano”, promovido pela Accademia luris Roma, International Experience e pela Universidade de Roma "Tor Vergata", em Roma.
O grupo é formado pela presidente do TJ, desembargadora Maria do Socorro, pelas desembargadoras Lisbete Teixeira, Maria de Lourdes Medauar, desembargador Maurício Kertzman e pelo digitador João Felipe Fonseca.

A presidente receberá R$ 11,736, valor de dez diárias, assim como as desembargadoras Maria de Lourdes e Lisbete. Já Kertzman terá as despesas de oito diárias e meia, cerca de R$ 8,606, bancadas com dinheiro público. No total, a viagem vai custar ao contribuinte o montante de R$ 55,5 mil.

No site da International Experience, uma das organizadoras das aulas, não consta a realização do curso que os desembargadores participarão entre os dias 23 de novembro a 3 de dezembro deste ano.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Temer está entre Marun e João Henrique para Articulação e convida Baldy


COMO BALDY (À DIR.) EM CIDADES, O ‘PODEMOS‘ ADERE AO GOVERNO
Publicado: 20 de novembro de 2017 às 00:04 - Atualizado às 00:15
Redação

MARUN É O PREFERIDO DO CENTRÃO E JOÃO HENRIQUE É AMIGO DE TEMER; ALEXANDRE BALDY VAI PARA CIDADES.
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O presidente Michel Temer escolherá o substituto do ministro Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) entre o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), nome preferido dos partidos do “centrão”, atualmente relator da CPI mista da JBS, e o ex-deputado João Henrique (PMDB-PI), amigo pessoal do presidente há muitos anos. João Henrique foi presidente dos Correios e atualmente preside o Sesi Nacional.
O substituto de Bruno Araújo no Ministério de Cidades já está definido: será o deputado Antonio Baldy (GO), do Podemos, partido que consolida dessa maneira sua adesão à base de apoio ao governo.

Com essas substituições, o governo deflagra a reforma ministerial ao estilo de Temer, “em suaves prestações”, como a definiu ao Diário do Poder um importante ministro com gabinete no Palácio do Planalto.

No total, deverão ser substituídos até abril, prazo de desincompatibilização, 17 dos 28 ministros do governo que são candidatos a cargos eletivos. Alguns dos novos ministros serão nomeados apenas em abril.

Diariodopoder.com.br

 


Vivo de pequenas alegrias.- Petrônio Souto

Vivo de pequenas alegrias. Uma delas eu tive hoje. Revendo arquivos de CDs, encontrei esse texto de 2014. Para mim continua atualíssimo, até porque as campanhas políticas são iguais. Mudam os “jingles”, evoluem os modos de produção da propaganda, atualizam a difusão das artimanhas eleitorais, mas os roteiros e enredos dos marqueteiros continuam os mesmos. Os mesmos também são os eleitores, que não percebem que são arrastados para uma “lapinha”, onde são estimulados a engolir uns aos outros, em defesa do cordão encarnado ou do cordão azul. Vença um ou outro cordão, a história se repete de dois em dois anos. Per omnia saecula saeculorum. Peço que leia o texto com a devida atenção:

OUTRA HISTÓRIA

Volta e meia me pedem para falar sobre a campanha de 1986, aquela em que Burity deu um banho de votos em Marcondes Gadelha na disputa pelo governo do Estado. Na época, aqui na Capital, só existiam três emissoras de ondas médias (as rádios Tabajara, Arapuan e Correio) e duas de freqüência modulada (Arapuan e Correio). As FMs adotavam a linha "vitrolão": somente música e notícias curtas, quase telegráficas. O quente ainda eram as AMs. Segundo avaliações trimestrais do Ibope, a Arapuan AM e a Correio AM disputavam palmo a palmo a liderança da audiência. E talvez por isso acabaram protagonizando a guerra de propaganda na campanha.

Dirigida pelo jornalista Aluísio Moura, que anos antes rompera com Marcone Góes e se afastara dos Diários Associados, a Arapuan pertencia aos irmãos Antônio e Milton Cabral. Milton viria a cumprir mandato-tampão de governador, completando o tempo de Wilson Braga, que deixara o cargo para se candidatar ao Senado na chapa de Marcondes Gadelha. Quem conhece a Paraíba sabe muito bem que seria inevitável o envolvimento dos dois grupos de comunicação na disputa política.

Eu apresentava dois programas diários na rádio Arapuan AM; na realidade, duas vitrines da emissora: o “João Pessoa, Bom Dia” (segunda-sábado, das 5 às 8 h da manhã), e o “Jogo Aberto” (segunda-sexta, do meio-dia às 2 h da tarde), este batendo de frente com o programa de Luís Otávio, carro-chefe da programação do Sistema Correio. Foi assim que, como o "Repórter Esso", acabei sendo testemunha ocular da História.

Para começo de conversa, não se pode negar que o ex-governador Tarcísio Burity teve boa atuação no primeiro mandato e já era um candidato forte em todas as regiões do Estado, o que ficou comprovado na disputa interna com o senador Humberto Lucena para definição do nome do PMDB ao governo. O próprio Humberto Lucena, político experiente, caindo na real, desistiu da postulação, mesmo não escondendo de ninguém que seu grande sonho era governar a Paraíba.

Não seria exagero dizer que Burity, naquele momento, era a personificação da vontade popular. Outro ponto importante: O PMDB era Oposição na Paraíba, mas, com a instalação da malfadada Nova República, deitava e rolava no plano federal. Seus seguidores, em nosso Estado, diferentemente dos militantes do velho MDB, que eram tratados a pão e água pelo regime militar, recebiam todas as benesses do governo Sarney, controlavam os órgãos federais, demitiam e nomeavam, direcionavam verbas orçamentárias, enfim, tinham todo o apoio logístico de Brasília para encarar o enfraquecido poder local. O PMDB de 1986 não era uma Oposição de mãos vazias. Muito pelo contrário.

Não se pode falar da campanha de 1986 sem fazer referência ao Plano Cruzado. O Plano Cruzado, o da inflação zero por decreto, lançado bombasticamente em 1986 pelo presidente José Sarney, por sugestão do seu genro Jorge Murad, funcionou em todos os Estados como uma espécie de anabolizante em favor dos candidatos do PMDB. Naquele ano, o PMDB elegeu folgadamente a quase totalidade dos governadores, inclusive o governador Tarcísio Burity, aqui na Paraíba. A única exceção foi Sergipe, onde foi eleito Antônio Carlos Valadares, do PFL.

De quebra, naquela eleição, o PMDB elegeu uma enorme bancada, tanto na Câmara como no Senado, numa legislatura posteriormente transformada, pelos próprios parlamentares, em Assembleia Nacional Constituinte.

O Plano Cruzado foi (e dia-a-dia se encarregou de o demonstrar) um dos maiores estelionatos eleitorais da História recente do Brasil. Transformou-se no esquema perfeito para garantir o controle do PMDB sobre a vida pública brasileira, fazendo com que o Partido monopolizasse a Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

Portanto, não é exagero dizer-se que a tal “Constituição Cidadã” é filha de um golpe publicitário chamado Plano Cruzado.

Marcondes Gadelha não era um qualquer. Político com verniz intelectual, viajado, ainda jovem, bom orador, figura de projeção nacional por ter sido do grupo autêntico do MDB, surgia levantando a bandeira de modernização do Estado (adotou o slogan “Juventude e Modernização”), aumento dos controles sociais sobre a máquina pública - e até ousava dar os primeiros toques num tema que ainda era um verdadeiro tabu: a privatização.

Em matéria de discurso, Marcondes era realmente a novidade. Até o jingle de campanha, “Vamos que vamos”, letra e música de Carlos Aranha, videoclipe que se tornou muito popular, era um rock do grupo Absyntho, banda liderada pelo vocalista Sylvinho Blau Blau, que estava na crista da onda.

Isso num tempo em que os políticos usavam marchinhas de carnaval, sambinhas e dobrados militares nas campanhas. A de Burity mesmo era uma marchinha feijão-com-arroz. Forte era o slogan do candidato, sugestão do jornalista Marcone Formiga: “Porque o povo quer”.

Acontece que Marcondes estava atrelado ao que havia de mais ultrapassado na política paraibana: o braguismo. Mesmo com o sucesso do Projeto Canaã e o assistencialismo da Funsat, era visível o desgaste do braguismo. Os escândalos, sempre vistos com lentes de aumento pela Oposição, ganhavam facilmente as manchetes, e muitas vezes não tinham sequer resposta do governo. Essa situação fez de Marcondes um pássaro sem asas. Ele não conseguia decolar.

Por mais que Gadelha procurasse fazer uma campanha descolada do braguismo, buscando minimizar suas contradições, o fato de receber apoio aberto e decidido do grupo, inclusive com a máquina do Estado trabalhando a todo vapor, colocava Marcondes na alça de mira do Sistema Correio, arquiinimigo do ex-governador Wilson Braga, por razões que toda a Paraíba conhece.

Para não ir muito longe, tínhamos, em 1986, Tarcísio Burity, administrador testado e aprovado no primeiro mandato, líder absoluto na preferência popular, turbinado pela onda avassaladora do Plano Cruzado, ou seja, produto perfeito e acabado, contra um Marcondes Gadelha que, em decorrência das forças que o apoiavam, era a contradição em pessoa, no mínimo, uma formidável interrogação.

Nenhuma máquina administrativa, por mais azeitada que seja, pode obrar milagre numa campanha já definida. Nem a Casa da Moeda, bancando tudo do outro lado, tiraria a vitória de Burity. O eleitor já havia feito a sua escolha e estava diante de uma questão simples: trocar o certo pelo duvidoso. Ficou com o que naquele instante achava que era o certo.

A grande verdade é que já se passaram 28 anos. Os tempos são outros. A Paraíba é outra. O eleitorado é outro. As mulheres e os jovens, por exemplo, estiveram praticamente ausentes das eleições daquele ano. Hoje, ao contrário, são forças decisivas para a vitória de qualquer candidato. Outra coisa: em 1986 não havia os recursos da tecnologia da informação que se tem hoje.

Naquele tempo, essas ferramentas que possibilitam a comunicação instantânea de um único indivíduo com toda a sociedade, só eram vistas nos livros de ficção científica, quase todos em língua inglesa.

João Pessoa não tinha sequer uma emissora de televisão. A TV Cabo Branco estava em fase de instalação, iniciando suas transmissões já bem pertinho do pleito como afiliada da TV Bandeirantes, só mudando para a Rede Globo em 1º de janeiro de 1987.
O guia eleitoral era gerado em canais de TV da cidade do Recife, sintonizados precariamente em João Pessoa. A Lei Eleitoral era uma figura geométrica e a própria Justiça Eleitoral, apesar da vigilância dos seus antigos membros, não possuía as ferramentas de hoje para fazer valer a legislação. Enfim, 1986 era outra realidade, outra história. Não se pode comparar com 2014.


(Texto de setembro de 2014)


Do choque entre Lula e Bolsonaro vai surgir um país melhor. - Gilvan Freire ,


Ainda bem que em meio a esse terremoto moral de proporções bíblicas que se abate sobre o povo brasileiro, devastando praticamente sua mais que centenária cultura política republicana e desconstruindo de forma generalizada a sua elite dirigente, aparecem soluções dentro da própria tragédia.

A causa dessa verdadeira Praga do Egito, ainda que pudesse ser, está longe de ser uma resposta irada de Deus ao comportamento criminoso e omissivo dos brasileiros indiferentes e descuidados e nada vigilantes com relação aos descaminhos das autoridades encarregadas de zelar pelo interesse público e especialmente aquelas investidas de mandato popular.

OU seja : no frigir dos ovos, ninguém está desmoralizando ou castigando ninguém, mas estamos todos demoralizados juntos, pois fomos lenientes e coniventes com essa farra de indecências toda, fazendo de conta que não estávamos vendo o que se passava e fedia logo abaixo das nossas narinas.

Daí porque, pensando bem, não há milagres divinos para salvar o país nas eleições de 2018, a nao ser trabalhar com os escombros do furacão ainda em curso que cada vez nos humilha e nos deprime, remexendo com o nosso sentimento de culpa e cumplicidade.

Vamos reconstruir o Brasil como quem soergue um prédio implodido com o mesmo material da demolição , simplesmente porque não há na praça materiais novos e seguros de substituição. Lógico que com esses retraços estragados e apodrecidos pelo uso e pelo mau uso, a reconstrução é de altíssimo risco, mas a obra é arriscada mesmo. E a maior temeridade ainda reside no nosso próprio despreparo enquanto cidadãos.

Dessa montanha de entulhos, porém, há dois materiais que não se misturam para
formar uma boa massa útil, capaz de emprestar solidez e seurança à reconstrução que precisamos fazer.

Diretamente pondo o dedo na ferida, refiro-me a LULA e BOLSONARO, as piores massas para reconstruir uma nação onde foram eles protagonistas do seu atraso e de sua destruição.

Mas deverá ocorrer uma coisa fenomenal até as eleições de 2018 : Lula e Bolsonaro, rejeitos da demolição do velho Brasil em ruinas, vão se chocar, se agredir, e vão morrer juntos, dando lugar a que a esperança vença o medo e o medo desca à sepultura com os dois. .


Patos vem aí - Marcos Pires

rra.com.br

Minha amiga Albiege deu o alerta; está fazendo calor demais. E olha que ainda nem estamos no verão. Antigamente a chegada do verão representava a vinda das meninas bonitas de Campina Grande para o veraneio, banhos de mar e assustados. Parece que quem vai chegar neste verão será Patos com sua temperatura. Lembro de uma namorada que conheci lá, mas ela só veraneava em Patos, na verdade morava em Vista Serrana.

Mas vamos ao calor. Tudo vale para fugir dele, porque no calor chegamos a delirar. Eu mesmo já pensei ter visto num dia excepcionalmente quente um calango usando sandálias havaianas. De outra vez abri a porta da geladeira para tomar agua e me surpreendi dez minutos depois ainda lá, aproveitando o clima. Imagino que com vocês deva ser assim também. Eu chego ao cumulo de vibrar com aquela paradinha que o ventilador dá bem em frente a mim antes de voltar a fazer aquela meia volta e ir privilegiar os outros.

Um amigo me disse que quando era pequeno, corria para o quarto dos pais dele à noite com medo do bicho papão. Os netos dele correm hoje para seu quarto para aproveitar o ar condicionado, de onde ele concluiu que o calor é pior do que o bicho papão. “-Só pode, né? Começa com mesmo C de capeta”. O maconheiro que faz ponto no bar em frente ao Flat onde moro me parou ontem para comentar esse calor terrível: “- Mermão, se agora já está assim, imagine quando o segundo sol chegar para realinhar a orbita dos planetas””. O maluco viajava em Cassia Eller, claro.

Na verdade, se calor fosse bom o inferno seria gelado. Por falar em inferno me lembrei de Temer (Primeiramente fora Temer). Renato, que cuida do Flat, me disse que votaria da reeleição do Presidente se ele acabasse com o calor.

Mas nada se compara à história de Seu Carlos Alberto, que já meio senil foi ao médico. Disse que estava doente, porque depois de fazer sexo com a esposa, na primeira vez sentia frio, e quando repetia o ato sexual sentia muito calor. O médico pesquisou na internet e em todos os compêndios o que poderia causar aqueles sintomas, até que numa outra consulta saiu discretamente da sala, deixando o paciente sozinho lá, e foi conversar com a esposa do Seu Carlos Alberto que estava na recepção. Depois de muitos arrodeios falou do problema e ela caiu na gargalhada: “- Ah velho maluco. Não é nada demais, Doutor. O que acontece é que ele faz o primeiro sexo no mês de junho e o segundo em dezembro”.


Caixa dois e sonegação de impostos geram multa do Fisco estadual de quase R$ 4 milhões para empresa do filho-empresário de Cássio

 

Marcos Marinho
O filho empresário do senador Cássio Cunha Lima, Diogo, que é dono da Interblock Artefatos de Cimento Ltda., indústria estabelecida no Município de Alhandra, litoral Sul da Paraíba, e que somente da Prefeitura Municipal de Campina Grande, cidade administrada pelo primo Romero Rodrigues, já embolsou mais de R$ 10 milhões com fornecimento de pedras para calçadas, está metida em um gigantesco quiproquó, ainda em fase de apuração, mas que tem tudo para se concretizar em um escândalo fenomenal.

De acordo com documentos que APALAVRA teve acesso, a empresa foi autuada pelo Fisco estadual em pelo menos quatro graves infrações, totalizando multas de quase R$ 4 milhões, uma delas, no valor de R$ 800 mil, já paga sem contestação.

A primeira infração diz respeito a créditos presumidos indevidos.

Uma outra, considerada gravíssima, reporta-se a “suprimento ilegal de caixa”, termo técnico conhecido no linguajar popular como CAIXA DOIS.

A terceira autuação cuida de “nota fiscal sem registro”, ou seja: SONEGAÇÃO pura e simples de impostos, com a mercadoria transitando sem a competente NF.

O último enquadramento alcança a questão da diferenciação de alíquotas do ICMS, que variam de Estado para Estado.


Apesar da gravidade do problema, o Fisco nada divulgou, o que é praxe na repartição.
Em agosto passado vários portais de João Pessoa noticiaram que Diogo e sua empresa estariam sendo favorecidos em licitações na PMCG, que até então já havia pago à Interblock R$ 6.182.850,00. Essa conta, conforme apurou APALAVRA, já passa da casa dos R$ 10 milhões uma vez que vários logradouros da cidade (Açude Novo, avenida Manoel Tavares, giradouro da saída para João Pessoa, etc.) estão tendo suas calçadas trocadas por pisos intertravados adquiridos à empresa de Diogo.

A empresa Interblock Artefato de Cimento S/A foi criada em 8 de abril de 2010, e segundo dados da Receita Federal só ganhou na Paraíba, desde a sua criação, quatro licitações, sendo três em Campina Grande nos anos de 2013 no valor de R$ 2.127.600,00; 2014 no valor de R$ 2.127.600,00 e em 2015 no valor de R$ 1.927.650,00. A quarta foi na cidade de Cabedelo em 2015, sob gestão do prefeito Leto Viana, aliado do senador Cássio Cunha Lima desde 2014.

De forma terceirizada, a Interblock também fornece seus produtos para a Prefeitura Municipal de João Pessoa, onde escapa de licitação sendo contratada por empresas vencedoras das concorrências públicas.


Desse mesmo modo a Interblock já embolsou dinheiro do Governo do Estado da Paraíba, fornecendo pedras para o estacionamento do estádio Amigão, em Campina Grande, obra executada pela Via Engenharia, e também para o Centro de Convenções de João Pessoa, outra obra sob responsabilidade da Via Engenharia e onde Diogo forneceu 42 mil metros quadrados de pavers (piso intertravado).

BOA QUALIDADE
Quando a imprensa noticiou as vitórias de Diogo na prefeitura campinense, coube ao secretário de Planejamento do Município, André Agra, fazer a sua defesa. Segundo ele, “caso os sites tivessem mantido contato, teríamos dado informações objetivas que evidenciam, de forma inequívoca, que a empresa Interblock Artefato de Cimento S/A venceu as licitações porque oferece um produto de qualidade, com preço abaixo do mercado e um amplo leque de clientes no serviço público da Paraíba e de outros estados”.

Auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), André Agra observou que, por princípio, não considera justo que, por ser filho de um senador, Diogo Cunha Lima, como um dos sócios da empresa, venha a ter privilégios em licitações públicas, mas também pelo mesmo grau de parentesco não pode ser penalizado, desde que se submeta às regras objetivas dos certames licitatórios.

O IMPÉRIO DE DIOGO

Apesar de jovem, Diogo Cunha Lima é um gigante empreendedor e consta em seu nome pelo menos nove grandes empresas:

- Empresa de Comunicação Piemonte Ltda – ME em sociedade com o Sistema Correio de Comunicação, na rua Coronel Salvino Figueiredo, 79, Centro, Campina Grande;
- Paintball Zone (Zone Diversões Ltda - ME), na Av Argemiro de Figueiredo, 1816, Bessa, João Pessoa, PB;
- Talante (Talante Industria e Comercio de Bebidas Ltda - ME), no Sitio Conceição, Sn, Zona Rural, Lagoa Seca, PB;
- Interblok (Interblock Artefato de Cimento S/A), na Rodovia BR 101, Sn, Km 101, Zona Rural, Alhandra, PB;
- Tecblock - Tecnologia da Construção Ltda., na Av Esperanca, 1263, Sala 201 Platinum Center, Manaira, João Pessoa, PB;
- Pavblock (Pavblock - Pavimentação Ltda - ME), na rua Claudino Gabino De Oliveira, 209, Tambor, Campina Grande, PB;
- Interblock Pernambuco - Artefatos de Cimento Ltda., na rua Viscondessa do Livramento, 113, Derby, Recife, PE;
- Ds Participacoes (Ds Participacoes Ltda), na rua Antonio Rabelo Junior, 81, Sala: 101 E 102, Miramar, João Pessoa, PB;
- La Vie Recepções (La Vie Recepções e Eventos Eireli - ME), no Sitio Araticum, Sn, Zona Rural, Lagoa Seca,PB.


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