Eleição na Câmara - PCdB descarta André Figueiredo e declara apoio à reeleição de Maia


 
BANCADA COMUNISTA VOTARÁ NA REELEIÇÃO DE MAIA, DO DEMOCRATAS
Publicado: 18 de janeiro de 2017 às 15:50 - Atualizado às 16:26
Redação

ELEIÇÃO PARA A PRESIDÊNCIA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS SERÁ REALIZADA DIA 2 DE FEVEREIRO (FOTO: ZECA RIBEIRO/CÂMARA DOS DEPUTADOS)

O PCdoB, um dos principais aliados da ex-presidente cassada Dilma Rousseff, mais até que o PT, durante o impeachment no Congresso, decidiu apoiar oficialmente a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à reeleição para presidência da Câmara. A decisão foi tomada ontem após reunião da bancada e será comunicada nesta quarta (18) pelo líder Daniel Almeida (BA) a PT e PDT.

Sem força para conseguir apoio da oposição, o PDT oficializou nesta terça (18) a candidatura do deputado André Figueiredo (CE), aquele que fingiu rompimento com o governo Dilma quando era líder do partido para virar ministro dois meses depois. Sem qualquer chance de vitória, a candidatura é vista pelo partido, e só por ele, como uma forma de reforçar a intenção de lançar Ciro Gomes como concorrente ao Palácio do Planalto em 2018.

Dividido, o PT ainda discute qual será sua posição oficial. Com 57 deputados e a segunda maior bancada na Casa, o partido teria direito a um lugar na Mesa Diretora, de onde foi enxotado há mais de dois anos após a cassação de André Vargas em 2014 e a derrota para Eduardo Cunha em 2015.


Em pé de guerra, vereadores da base de Luciano Cartaxo se dizem escanteados


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Os vereadores estão inconformados com a demissão de aliados e as recentes mudanças no processo de escolha de secretários e dirigentes de segundo escalão

Outros vereadores se queixam que as indicações são feitas apenas pelos dirigentes partidários (Foto: Walla Santos)
A relação do prefeito Luciano Cartaxo (PSD) e a base de sustentação política na Câmara, azedou antes mesmo do fim do recesso parlamentar na Câmara. Os vereadores estão inconformados com a demissão de aliados e as recentes mudanças no processo de escolha de secretários e dirigentes de segundo escalão. “Não estou tendo a atenção devida. Eu estou me sentindo excluída”, desabafa Raíssa Lacerda o tratamento que vem recebendo da segunda versão do Governo Cartaxo.

Outros vereadores se queixam que as indicações são feitas apenas pelos dirigentes partidários. "Não fala com ninguém", confidenciou uma vereadora ao expor o desgaste do prefeito com a base.

O vereador João Corujinha, eleito futuro presidente da Mesa Diretora da Câmara para 2019/2020, relata que o seu partido – PSDC – não foi chamado para discutir a reforma do secretariado e nem foi contemplado com qualquer cargo na Prefeitura. “Os suplentes estão cobrando espaço”, revelou Corujinha a pressão que vem recebendo.

O vereador nega estremecimento na relação com Luciano Cartaxo. “O PSDC vai continuar apoiando o prefeito” relata ao acreditar que o PSDC venha a ser prestigiado por Cartaxo. “Tá no começo da administração”.

A vereadora Raíssa Lacerda (PSD) também se queixa publicamente do tratamento que vem sendo dispensado a ela pelo prefeito reeleito. “Não fui convidada e não estou participando de nenhuma reunião do partido com o prefeito”, revela a vereadora ao lembrar que abriu mão da presidência do PSD em João Pessoa para ceder o cargo para Cartaxo.

As entrevista foram veiculadas na rádio Correio.


No mesmo dia em que se reuniu com Lira, Hugo Motta teve encontro com José Maranhão


 
Na tarde da última quinta-feira (12), o Senador Raimundo Lira, se reuniu com os deputados federais Veneziano Vital do Rêgo, Hugo Motta e André Amaral, além do deputado estadual Nabor Wanderley, para definir uma estratégia de fortalecimento do PMDB na Paraíba. Mas, de acordo com o diretor-tesoureiro da sigla, Antônio de Souza, em entrevista ao programa Master News, da TV Master, ao sair da casa de veraneio de Lira, onde foi realizada a reunião, Hugo Motta e o seu pai, Nabor Wanderley teriam ido direto para a residência do senador José Maranhão no bairro do Altiplano.

Ainda segundo Antônio de Souza, a conversa de Hugo, Nabor e Maranhão se estendeu noite adentro e o deputado teria afirmado ao presidente do PMDB na Paraíba que não havia confirmado adesão ao grupo liderado por Lira.

Possível racha

O senador Raimundo Lira vem se reunindo com membros do PMDB para tentar, segundo ele, fortalecer a sigla para as eleições de 2018, até esta terça-feira, 10 integrantes do partido já teria se reunido com o senador para ouvir seu posicionamento sobre como pretende unir a sigla no estado e expor seus pontos de vista. Por sua vez o senador José Maranhão marcou uma reunião da Executiva Estadual para o dia 20 de janeiro, a fim de debater os rumos do partido.


PB Agora


Ricardo faz parceria com prefeito do PSDB para limpar cidade



Adversários políticos, o governador Ricardo Coutinho (PSB) e o prefeito de Patos, Dinaldinho Wanderley (PSDB), deixaram as diferenças de lado e firmaram uma parceria para limpar as ruas do município sertanejo. Nesta quarta-feira (17) será lançada a operação a “Cidade Limpa” que vai atuar em pontos críticos da cidade que apresentam possibilidade de alagamentos.

“Começaremos aqui nos canais mais emergenciais, mas toda cidade de Patos será limpa. Realmente em todos os bairros onde tem pontos de acúmulo de lixo, podas de árvores, em terrenos baldios serão todos limpos com o projeto,” explicou o secretário de Serviços Públicos, Jardelson Medeiros.

A operação se inicia às margens do Canal do Morro, próximo ao CAIC, de lá se expande por todo o bairro, seguindo pelos bairros Liberdade, Conjunto José Mariz e Santa Clara. Serão limpos ruas, terrenos baldios, margens e interior de canais.

Outra atividade da operação será o recolhimento de animais de grande e médio porte que forem encontrados pelas ruas. Como explica o secretário de Agricultura, João Paulo.

“Nós faremos o recolhimento desses animais aonde os mesmos incorrerão em multas para os proprietários que não se adequarem à legislação que nós temos no município. Também será feito, como parte de um programa ambiental, o reaproveitamento das podas das plantas. As plantas que forem comestíveis, e não tóxicas, nós reaproveitaremos para a alimentação desses animais que forem apreendidos,” disse.

A operação emergencial, que vem sendo realizada desde a semana passada, tem a participação de uma equipe da Secretaria de Serviços Urbanos e de uma equipe do DER, cedida pelo governador Ricardo Coutinho. As duas equipes, com máquinas da prefeitura e do DER, retiraram de quarta à sexta-feira, cerca de 120 toneladas de detritos dos canais do Morro e do Salgadinho e de ruas adjacentes.
MaisPB com Secom-PB


Semob propõe reajuste de 14% e tarifa de R$ 3,43 nos ônibus de JP


A passagem de ônibus de João Pessoa pode subir R$ 0,43 no final de janeiro de 2017, ou seja, 14% a mais do valor atual, conforme previsão do superintendente de Mobilidade Urbana de João Pessoa, Carlos Batinga. Durante entrevista ao Portal MaisPB ele informou que o preço da passagem deve ficar em média R$ 3,43, considerando o dissídio coletivo da categoria e a renovação da frota. O preço do bilhete em vigor nos coletivos pessoenses atualmente é de R$ 3 desde fevereiro de 2016.

De acordo com Batinga, o estudo realizado pela Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob) levou em consideração a planilha do Ministério dos Transportes, onde são observados os custos das empresas com a mão de obra, preço do litro do diesel, combustível dos ônibus, quantidade de passageiros, impostos, quilômetros rodados e desgaste dos pneus.

“Muitos fatores levam a esse reajuste, custo do transporte coletivo aumentou mais do que a inflação. A planilha é muito extensa e qualquer cidadão pode ter acesso. Inicialmente, nossos estudos apontaram para um reajuste de 11%, o que significaria um valor de R$ 3,33, em média. No entanto, se considerarmos o dissídio coletivo da categoria e a renovação da frota o valor sobe para R$ 3,43. A mão de obra e o diesel aumentaram em 2016 e isso acaba impactando no custo do serviço”, explicou.

O relatório será apresentado ao Conselho de Mobilidade Urbana de João Pessoa na próxima sexta-feira (20), quando poderá se definir o percentual exato do reajuste.

Ainda de acordo com Batinga, embora tenha sido mantida a mesma oferta de serviço, houve uma diminuição no número de passageiros. Segundo o superintendente, o número de compradores de vale transporte diminuiu 30%.

MaisPB


Se saírem todos que divergem, o PMDB fecha as portas”, responde Veneziano a dirigente do partido




Deputado avaliou que Souza emitiu uma “opinião infeliz” e que o partido precisa de todos os integrantes para fortalecimento da legenda

Por: Blog do Gordinho

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo se manifestou sobre o “convite” feito pelo tesoureiro do PMDB no estado, Antônio de Souza, para que os peemedebistas aliados ao projeto do governador Ricardo Coutinho (PSB) deixem a legenda. O parlamentar avaliou que Souza emitiu uma “opinião infeliz” ao falar sobre o senador Raimundo Lira e que o partido precisa de todos os integrantes para fortalecimento da legenda.

Leia mais: Maranhão comanda reunião na próxima semana para tentar conter peemedebistas dissidentes

Dirigente do PMDB reclama por Lira fazer reuniões sem o conhecimento de Maranhão

“Imagine se saírem todos que divergem: o PMDB fecha as portas de vez e acaba. Porque sairia Raimundo Lira, sairia Veneziano, Nabor, André Amaral”, disse o deputado. Ele afirmou que o tesoureiro é uma figura muito querida e muito importante no PMDB, mas “sabe que não se pode ir por essa linha”. Nós precisamos de Antônio, de Maranhão, entre outros, mas quando se fala em uma instituição partidária, as decisões não podem ser isoladas”.

Apesar dos desentendimentos públicos entre os membros do partido, Veneziano rechaçou a tese de que estaria havendo uma divisão na legenda. Para ele, há opiniões divergentes que serão corrigidas a partir do esforço de organizar a legenda. “As decisões do PMDB não serão tomadas e adotadas por uma, duas ou três pessoas, mas sim, vai ser uma decisão coleta. A opinião de Maranhão é importante, mas ela não é a única que pode prevalecer e nós vamos dizer isso claramente na sexta-feira”.

Sobre as decisões políticas para as eleições de 2018, o peemedebista afirmou que estas serão tomadas e adotadas “no seu tempo correto, que é o ano de 2018”. “Não adianta fazer uma extensão desse processo, antecipando”, concluiu.


Prestes a completar aniversário de atraso da obra, Wilson Filho critica lentidão na Beira Rio


 
Após completar um ano de atraso, a previsão de entrega da metade da obra da Beira Rio está prevista para março deste ano e o deputado federal Wilson Filho (PTB) aproveitou para criticar o atraso e ironizar afirmando que está na expectativa para andar na via pelo menos em 2017‘.

Mesmo se metade for inaugurada dentro do prazo, ainda assim falta a segunda parte da ponte para se fazer e nem há ainda previsão de quando começará.
Wilson lamentou a demora de mais de três anos para se fazer metade desta obra e ressaltou a relevância que este novo equipamento trará, quando for inaugurado parcial e integralmente.

“Essa obra é importante, se ela for entregue. Claro que não pode ser comparada a outras obras de mobilidade em João Pessoa, mas é uma obra interessante. O problema que sempre questionamos é a demora. A gente está sofrendo com trânsito horrível naquele lugar, principalmente quando começou a obra, porque parou uma faixa. Vale lembrar também que aquilo ali só foi feito um lado, ainda falta o outro. Na campanha, Cartaxo disse que iria entregar essa etapa até o final de 2016, né? Cumpridor de prazo que é, apenas resta dizer que esta é uma obra muito lenta, vamos aguardar”, afirmou.
Paraíba Já


Agentes penitenciários do RN já ensaiam greve



O governo do Rio Grande do Norte informou que pretende contratar 700 agentes penitenciários “temporários”. Utilizará a mão-de-obras no presídio de Alcaçuz, palco da chacina de 26 presos. A providência irritou a direção do sindicato estadual da categoria. Presidente da entidade, Vilma Batista defendeu a contratação de novos agentes em caráter definitivo.

Vilma declarou que, se o governo não der meia-volta, a corporação dos agentes penitenciários entrará em greve. Uma Assembleia da categoria foi marcada para esta quinta-feira (19). “Temos cerca de 30 agentes que passaram no último concurso e já se submeteram a boa parte do treinamento. Estão prontos para ser nomeados.”

Há no Estado, segundo Vilma, algo como 900 agentes penitenciários. Na conta do sindicato, o ideal seria um contingente de 1,5 mil servidores —todos no quadro permanente. Autoridades e sindicalistas se desentendem num instante em que a cadeia de Alcaçuz ainda se encontra amotinada.

 


Plano de segurança tropeça na grande interrogação: de onde virá o dinheiro?


 
Josias de Souza 18/01/2017 03:23

Secretários estaduais de segurança para o ministro Moraes, da Justiça: ‘De onde virá o dinheiro?‘

Para se chegar a qualquer tipo de acordo, a primeira condição é estar falando a mesma língua. O Planalto havia preparado um palco para esta quarta-feira. Sobre ele, Michel Temer brilharia a partir das 15h. Ao lado do presidente, governadores do país inteiro, profundamente agradecidos, assinariam o novo Plano Nacional de Segurança Pública, compremetendo-se a implementá-lo. Deu chabu. O espetáculo foi cancelado na véspera.

Verificou-se que as partes falam coisas diferentes. O que faz com que toda essa conversa sobre união de esforços, essa vontade de modernizar o sistema penitenciário brasileiro, essa ânsia de combater a criminalidade organizada transnacional, essa busca altruísta de medidas capazes de reduzir a quantidade de homicídios no país, tudo isso esbarra na única invenção humana cujo sucesso dispensa comprovação: o dinheiro.

Em reunião prévia com o ministro Alexandre de Moraes (Justiça), os secretários estaduais de segurança debruçaram-se sobre os detalhes do plano que seus chefes deveriam assinar. Fizeram a indefectível pergunta: de onde virá o dinheiro? Súbito, a solenidade de Temer, a exemplo da bandidagem da cadeia potiguar de Alcaçuz, subiu no telhado.

O secretário de Defesa de Rondônia, coronel Lioberto Caetano, resumiu a cena: ‘‘Se o governo não mostrar a origem dos recursos, os governadores não vão assinar isso. Nós vamos assessorá-los. A gente assina se for uma coisa que atenda efetivamente às necessidades. O Brasil já passou pela experiência. Não estamos mais na fase de testes.‘‘

Lioberto atacou uma das prioridades do plano: ‘‘Construir presídio não resolve. Construir presídio aumenta o número de presos, mas vai aumentar também o gasto com pessoal. Não temos mais condição de gastar com pessoal. A nossa verba não é igual à saúde que tem destinação [constitucional] de 25%.‘‘

Poucas horas depois do encontro do ministro com os secretários estaduais, o palco em que Temer irradiaria todo o seu fulgor estava desmontado. Em vez da cerimônia apoteótica com 27 governadores, o presidente receberá em audiência apenas os que chefiam Estados das regiões Norte, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Por ora, nada de adesões ao Plano Nacional de Segurança.

Antes, deseja-se que o Planalto aprove no Congresso uma emenda enfiando dentro da Constiuição artigo que obrigue a União a destinar um pedaço do seu orçamento anual para a segurança pública —nos moldes do que sucede com educação e saúde. Como se as escolas não estivessem em petição de miséria e os hospitais públicos não matassem doentes esquecidos nos corredores.

Há três meses, o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, injetou num de seus despachos uma reflexão premonitória sobre a encrenca do sistema prisional. Conforme já noticiado aqui, Barroso anotou:

“A sociedade brasileira deverá estar ciente de que o aumento da efetividade e da eficiência do sistema punitivo exige o aporte de recursos financeiros substanciais. Isso porque será necessário um conjunto de providências, que vão do aprimoramento da atuação policial a investimentos vultosos no sistema penitenciário. Embora estas sejam pautas institucionais importantes, é preciso explicitar que em momento de escassez geral de verbas, os valores que forem para o sistema punitivo deixarão de ir para outras áreas mais vistosas e populares, desde a educação até obras públicas.”

Hoje, o Brasil gasta R$ 2,4 mil por mês para manter um criminoso atrás das grades. E investe R$ 2,2 mil por ano para bancar em escola pública um estudante do ensino médio. Repetindo: o Estado gasta 13 vezes mais com os presos do que com os estudantes. Como se o contraste já não fosse perturbador, o Datafolha informa que 57% dos brasileiros concordam com a tese segundo a qual “bandido bom é bandido morto.”

É contra esse pano de fundo que o governo de Michel Temer precisa responder à pergunta dos secretários estaduais de segurança: de onde virá o dinheiro? Ao farejar o cheiro de queimado, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) erguerá defronte dos cofres do Tesouro Nacional uma barricada semelhante às que foram levantadas no pátio da cadeia potiguar de Alcaçus, nesta terça-feira, pela bandidagem do PCC e do Sindicato do Crime.


No Brasil, os seis mais ricos detêm o equivalente à riqueza de 100 milhões de brasileiros


 
Os dados são do relatório da ONG britânica Oxfam. Esses seis empresários têm, juntos, cerca de US$ 79,4 bilhões (aproximadamente R$ 258 bilhões)


Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev, é o brasileiro mais rico

Os seis homens mais ricos do Brasil detêm uma fortuna equivalente ao patrimônio de metade da população mais pobre do país, cerca de 100 milhões de pessoas. Os dados são do relatório da ONG britânica Oxfam. Esses seis empresários têm, juntos, cerca de US$ 79,4 bilhões (aproximadamente R$ 258 bilhões). São eles: Jorge Paulo Lemann (Ambev), Joseph Safra (Banco Safra), Marcel Hemann Telles e Carlos Alberto Sicupira (ambos também da Ambev), Eduardo Saverin (cofundador do Facebook e João Roberto Marinho, do Grupo Globo.

O relatório utilizou dados da revista Forbes e do banco Credit Suisse para chegar a essas cifras. A desigualdade seria ainda maior se fossem somados os patrimônios dos irmãos José Roberto e Roberto Irineu Marinho, que dividem a sexta colocação entre os brasileiros mais ricos com João Roberto. Cada um deles tem fortuna estimada em quase R$ 14 bilhões.

A distância entre os mais pobres e os mais ricos, no Brasil, diminuiu um pouco entre 2001 e 2012. De acordo com a Oxfam, os rendimentos dos 10% mais pobres subiram mais que os acumulados pelos 10% mais ricos. O relatório também aponta que os oito bilionários concentram o mesmo valor que a metade mais pobre da população mundial, cerca de 3,6 bilhões.


Planalto confirma que que Forças Armadas vão ajudar nas inspeções em presídios



GOVERNO CONSIDERA QUE CRISE NO SISTEMA PENITENCIÁRIO GANHOU ‘CONTORNOS NACIONAIS‘

É A PRIMEIRA VEZ QUE UM PRESIDENTE DISPONIBILIZA AOS ESTADOS O APOIO DAS FORÇAS ARMADAS FOTO: MARCOS CORRÊA/PR
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O Palácio do Planalto confirmou nesta terça-feira, 17, que as Forças Armadas vão atuar dentro dos presídios brasileiros para ajudar nas inspeções. O porta-voz do presidente Michel Temer, Alexandre Parola, afirmou que o governo decidiu lançar mais medidas de apoio aos Estados por considerar que a crise do sistema penitenciário ganhou "contornos nacionais".
"Em iniciativa inovadora, o presidente da República coloca à disposição dos governos estaduais o apoio das Forças Armadas. A reconhecida capacidade operacional de nossos militares é oferecida aos governadores para ações de cooperação específicas em penitenciárias. Haverá inspeções rotineiras dos presídios com vistas à detecção e à apreensão de materiais proibidos naqueles instalações", disse.

Segundo Parola, a operação "visa a restaurar a normalidade e os padrões básicos de segurança dos estabelecimentos carcerários brasileiros". A ação só será possível se os governadores concordarem com a presença dos militares nos presídios, a fim de não prejudicar a atuação dos governos estaduais, que são os responsáveis constitucionais pelos estabelecimentos carcerários.

Temer também determinou a criação de uma comissão para reformar o Sistema Penitenciário brasileiro, com integrantes do Executivo, Judiciário, Legislativo e sociedade civil organizada. Parola destacou que está sendo criado ainda comitê de integração e cooperação na área de inteligência composto pelos Ministros da Justiça, da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional, tal como se fez por ocasião dos Jogos Olímpicos.

Atraso

A reunião do presidente Michel Temer sobre segurança começou com quase uma hora de atraso, por volta das 13 horas. Acompanharam a discussão os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Alexandre de Moraes (Justiça), Raul Jungmann (Defesa), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), José Serra (Relações Exteriores) e o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia.

Também compareceram à reunião integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica.(AE)


Ricardo Ferraço pede audiência para discutir juros abusivos


 

FERRAÇO QUER DEBATE NO SENADO SOBRE JUROS ELEVADOS (FOTO: AGÊNCIA SENADO)
O senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) anunciou que irá requisitar em breve uma audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. O objetivo é discutir a política monetária do país no momento presente.
“A hora é de acelerar a atividade econômica e tirar o país da estagnação. Entre as medidas óbvias para isso está a adequação da política de juros em relação à ainda difícil realidade brasileira, marcada pelo fechamento de negócios e por mais de 12 milhões de desempregados”, observou o senador.

Levando em consideração estudos realizados por economistas, entre eles o de André Lara Resende, a política monetária no Brasil sempre foi marcada historicamente por elevados juros.

De acordo com um recente artigo publicado por Resende, o expressivo e inconveniente patamar de juros brasileiros ficou explícito nos dois últimos anos, curiosamente marcados pela maior recessão da história do país, enquanto as taxas praticadas nas maiores economias do mundo figuravam perto de zero ou mesmo no terreno negativo.


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