Simplesmente, um ato de coragem!.. - Chico Pinto Neto



O prefeito Luciano Cartaxo, pelas suas tradições sertanejas e hereditárias, sem dúvidas, possui nas têmporas, uma boa dosagem de coragem, de altruísmo e de resolução.

Estas qualidades devem ser postas em práticas, sempre que se vislumbre uma oportunidade e elas são muitas!..

Hoje, como prefeito da nossa capital, o sertanejo Luciano, tem por dever e obrigação, cuidar da cidade com esmero, carinho, dedicação e olhar futurista.

Revitalizar o centro da cidade, seria uma boa iniciativa, que ficaria guardada na memória dos pessoenses, sejam eles, naturais, adotados e/ou agregados.

Existe no Ponto de Cem Réis, um amontoado de prédios antigos, desocupados e abandonados, que precisam, urgentemente, de preservação e de serventia.

Por iniciativa do município, já que estes prédios, apesar da sua importância histórica, não possuem nenhuma utilidade, poderiam muito bem, serem desapropriados e transformados em centro de laser, de cultura e de turismo.

Nestes locais deveriam muito bem ser instaladas a Secretária de Turismo, a Funjop, uma biblioteca pública e, até mesmo, um centro odontológico destinado à população carente.

Imagina só, nos finais de tarde o local ser transformado em centro de atração turística, com a apresentação de grupos folclóricos, quadrilhas juninas, coco de rodas, bumba meu boi, comidas típicas e tantas outras atrações?

Fica, despretensiosamente, a sugestão,

Pois, apenas um ato de coragem, pode muito bem, salvar do descalabro e do abandono, o local mais antigo e mais importante da nossa cidade.

À população, com certeza, irá agradecer e reconhecer este ato, senhor prefeito!..
Além deste, existem outros, na mesma situação de abandono!..

Acuado Lula sabe que as estratégias do Mensalão não serve pro petrolão - Chico Pinto




Estranho e sepulcral o silêncio que predomina, nestes últimos dias, em volta do sempre afoito e falante Luís Inácio da Silva. Acuado, até agora, não se dispôs, sequer, a sair em defesa da “companheirada”, dos amigos empreiteiros, parceiros e ex-auxiliares, encrencados até o gogó, no escândalo do Petrolão, considerado pelo volume de recursos roubado da Petrobras, como o maior desvio de verbas públicas de todos os tempos, ocorrido aqui e alhures.

Feito avestruz, quando esconde a cabeça num buraco ao se vê ameaçada, Lula da Silva, o sempre falastrão deixa antevê, que o silêncio neste momento, é a melhor estratégia para ele.

Astuto, entende que quanto mais se imiscuir, ficar distante, diante do escândalo que “arrasou” com a Petrobrás; ao se “escafeder” do noticiário a opinião pública voltará à atenção apenas para aqueles envolvidos, até agora, na lista encaminhada ao STF pela Procuradoria da República.

Puro engano!
Perspicaz, sabe muito bem, que quanto mais ficar à distância do “olho do furacão”, o seu provável envolvimento, omissão e prevaricação nas falcatruas, serão assumidos pelos João Vaccari Neto, tesoureiro petista, que deve agir tal qual o Delúbio Soares, que aguentou o “tranco”, levou cadeia, se viu desmoralizado ao ser expulso do seu próprio Partido, mas não entregou à justiça, não “dedou” os verdadeiros responsáveis pelo Mensalão, outro escândalo de grandes proporções patrocinado pelo PT, onde a maioria dos seus protagonistas e mentores, já estão nas ruas zombando das leis e, até mesmo, já envolvidos em outras roubalheiras.

É bom lembrar que, a última vez, que Lula veio a público foi para bravatear, quixotescamente, diante de sindicalistas, momento em que pediu atenção a um imaginário movimento, denominado por ele de “ambiente de golpe”.
Na oportunidade, ele chegou a trombetear a possibilidade de um golpe politico. Ele conclamou os presentes a ficarem atentos, ao dizer que: “Não vai ter moleza. Eu vou avisar vocês com antecedência. Vocês se preparem porque, da mesma forma que quando o movimento sindical encheu esse país de adesivos com a mensagem ‘mexeu com Lula, mexeu comigo’, a gente vai de ter de estar preparado para defender a Dilma”, alertou. “Eles vão vir pra cima.”

O brasileiro consciente, responsável e desapaixonado sabe muito bem que não existe, por hipótese algumas, um clima propenso de golpe politico no Brasil. O único golpe concreto, real e indiscutível ocorre, diariamente, em direção ao bolso do consumidor, através dos juros escorchantes, do aumento da gasolina, da energia e dos gêneros alimentícios; da roubalheira do dinheiro do contribuinte, da falta de estrutura na educação, segurança e saúde; e da inércia governamental.


Voltando à omissão do Lula da Silva: no mínimo ele, o Lula, comete uma omissão imprópria, “que se caracteriza pelos crimes omissivos impróprios, ou comissivos por omissão. Ou seja, passa a ser um pessoa desatenta a um dever legal de evitar um resultado indesejável”.

Se o ex-presidente confunde revolta e desconfiança da população com golpe politico, leva-se a crer, que ele pouco está se “lixando” com a acentuada roubalheira que tomou conta da nação. Pouco está se ligando para a perda da capacidade de compra da população. Menos ainda, com o descalabro na administração pública.

Diante disso, seria bem melhor que, em vez de incitar os seus parceiros, com o objetivo de criar um clima divisionista no País; de pregar a balbúrdia, de dá trela a um imaginário exército, segundo ele, pertencente a um tal de João Pedro Stédile, um contumaz baderneiro, que vive às custas de verbas públicas, angariadas por meio de ONGs fantasmagóricas, seria bem melhor, que se dirigisse à Nação, para se penitenciar, pedir perdão e aproveitar, também, para defender o seu governo hoje manchado de denúncias, e o da "desgastada" Dilma Rousseff, das acusações que pesam contra ele.
Lula é esperto!..

Ao sentir que não mais dispõe daquele imenso apoio popular, que sempre se viu ao seu lado. Apoio este, diluído e escasseado por conta dos desmandos cometidos na administração pública, com o aval e conivência do PT e de outros Partidos aliados, bem como, pelo desastrado governo da sua sucessora; das falcatruas que estão vindo à tona do seu próprio mandato na Presidência da República, resolve se enclausurar. E, quando sai, é as escondidas ou na calada na noite.
Como ele é esperto e astucioso, jamais irá agir como Collor. Por hipótese alguma, irá cometer a desatino de convocar a população para ir às ruas, a fim de defender o indefensável. O tiro pode muito bem sair pela culatra, a exemplo do que ocorreu com o caçador de marajás.

Ou melhor, tá claro e evidente que, o brasileiro consciente, jamais sairá de suas casas, para defender uma bandeira, cuja estrela, está inclusa em todos os artigos do Código Penal, no de Processo Penal e, até mesmo, nos 10 Mandamentos: Não roubarás!..
Talvez, Lula, com a sua propalada tenacidade, tenha chegado à conclusão que a estratégia do Mensalão não sirva para o Petrolão. Ou, talvez, tenha se conscientizado, de que o Brasil não é constituído apenas de idiotas.

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*Aos meus três ou quatro leitores, esclareço e invoco o testemunho, de que só estou voltando ao GiroPB, por nova convocação de Zé Euflávio, que jurou diante de Sant’Ana, que desta vez não irá me passar um calote.

Sem Campina Grande fica difícil - Chico Pinto


O governador Ricardo Coutinho, caso queira permanecer no espaldar da cadeira principal do Palácio da Redenção precisa, urgentemente, direcionar o seu olhar e incrementar as suas ações para a cidade de Campina Grande, segundo colégio eleitoral do Estado e “berço esplêndido” de nascimento e de conquistas eleitorais de Cássio Cunha Lima e de Veneziano Vital do Rego, seus dois prováveis adversários nas eleições deste ano.


Após a redemocratização do País, com o advento das diretas já, a história recente das eleições para o governo da Paraíba registra que, com exceção de Wilson Braga, em 1982, até a data de hoje, ninguém conseguiu sentar-se no tal espaldar da cadeira palaciana, sem antes ganhar às eleições na cidade de Campina Grande. Braga, foi o único governador eleito que perdeu naquela cidade para o então candidato Antônio Mariz, que galgou o comando do Palácio da Redenção.

De lá pra cá todos os governadores eleitos da Paraíba, por via direta – Tarcísio Burity, Ronaldo Cunha Lima, Antônio Mariz, José Maranhão, Cássio Cunha Lima e Ricardo Coutinho -, foram vencedores em primeiro e segundo turnos com expressiva e decisiva maioria na Rainha da Borborema.

Diante desse registro é fundamental que o governador Ricardo Coutinho, fique bastante “antenado” com aquela cidade, volte sistematicamente as suas atenções para as aspirações e desejos daquele eleitorado, sob pena de vê os seus sonhos de permanecer à frente dos destinos da Paraíba irem por água abaixo.

O próprio Ricardo é sabedor desta vantagem, usufruiu dela no pleito passado, quando os votos obtidos por ele, com o apoio sistemático de Cássio, em Campina Grande, sem sombras de dúvidas, foram preponderantes pela fragorosa derrota que impôs ao seu então adversário José Maranhão.

Pesa contra o atual governador o compromisso que Campina Grande sempre assume quando um dos seus entra na disputa eleitoral a nível estadual.

Diferentemente de João Pessoa, aquela cidade quando quer – e sempre tem tido esta vontade – se enche de orgulho e até mesmo de um certo bairrismo na defesa dos seus representantes.

Enquanto isso, aqui na Capital, os votos são flutuantes e, geralmente, são diluídos entre os candidatos, por se tratar de uma cidade polivalente onde a maior parte do eleitorado é procedente de outras regiões e só tomam a decisão de escolha na reta final da campanha.

Um exemplo: a eleição de Luciano Cartaxo, para prefeito só tomou folego faltando poucos dias para o pleito.

Pode também ser citado como exemplo a eleição passada para o Governo do Estado. Apesar de Ricardo Coutinho ter nascido em João Pessoa, no Bairro de Jaguaribe, no segundo turno da eleição passada ele obteve 58,17% do votos válidos contra 41.83% do seu adversário José Maranhão.

Já em Campina Grande, também no segundo turno, ele foi contemplado com 62,89% do votos contra apenas 37,11% obtidos pelo seu antagonista.

Para não me alongar nesta peroração e também para não cansar os meus três ou quatro leitores, vamos aos números registrados nos arquivos do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, que por si só, comprovam o ponto principal da arguição, que é aquela que se deseja transmitir:

Quando não se ganha em Campina Grande o caminho fica difícil, arenoso e, talvez, até impossível.

Vamos aos números:


No pleito de 1986, Tarcísio Burity obteve em Campina Grande 67.478 votos, correspondente a 61,65%, enquanto que Marcondes Gadelha, ficou com 34,53%, ou seja, 37.796 votos. Uma diferença de 29.682 sufrágios.

Na eleição seguinte, em 1990, no 1° turno, Ronaldo Cunha Lima, foi contemplado com 85.602 votos, correspondente a 74,33% dos votos válidos. Wilson Braga, seu principal adversário obteve 20.423 votos, ou seja, 17,73%. No segundo turno, Ronaldo aumentou a votação para 106.735 votos (82,84%) enquanto que Braga alcançou 22.116 votos (17,16%). A diferença pró Ronaldo foi de 84.619 sufrágios.

Em 1994, vei a eleição de Antônio Mariz que tinha como opositora a deputada Lúcia Braga. No primeiro turno, Mariz obteve, em Campina Grande, 66.841 votos (63,11%). Já Lúcia Braga ficou com 26.455 (24,98%). No segundo turno, Mariz aumentou para 92.582 votos (75,97%) e Lúcia foi para 29.292 (24,03%). Uma diferença de 63.290 votos.


Em 1998, José Maranhão, eleito no primeiro turno, obteve naquela cidade, 81.936 votos (72,74%), contra apenas 26.901 ( 23,88%) dados ao deputado Gilvan Freire. Diferença de 55.035 votos.

Já em 2002, Cássio Cunha Lima, no primeiro turno, obteve 111.332 votos (64,46%), ficando Roberto Paulino com 35.971 votos (20,83%). No segundo turno, Cássio aumentou a votação para 138.799 (74,24%) e Roberto Paulino foi aos 48.156 votos correspondentes a (25,765). Um placar de 90.643 votos de diferença.

No pleito seguinte, em 2006, Cássio Cunha Lima, no 1° turno, conquistou 136.706 sufrágios (66,71%) e José Maranhão ficou com 63.970 votos (31,21%). No segundo turno, Cássio foi aos 143.112 votos (69,25%) e Maranhão obteve 63.562 (30,75%). Diferença de 79.550 votos.

Na eleição passada, em 2010, o candidato Ricardo Coutinho, no 1° turno, foi aos 130.157 votos (64,22%) enquanto que José Maranhão, ficou com 68.784 votos, ou seja, 33,94%). Já no segundo turno, Ricardo Coutinho, obteve 135.833 votos (62,89%) e Maranhão foi contemplado com 80.145 votos, correspondente a 37,11%). Ricardo ganhou com uma margem de 55.688 votos de diferença.

Quem melhor definiu Campina Grande foi o tribuno Alcides Carneiro, através de uma das suas famosas exaltações à cidade:

“Um dia afirmei, em fervorosa exaltação, que Deus fez a Paraíba com o braço e Campina Grande com o coração.”

A quebra do dualismo político -Chico Pinto


Partindo da constatação de que este ano teremos três candidatos ao governo da Paraíba, com inegáveis visibilidades em todas as regiões do Estado e, comprovadamente, com poder político, densidade eleitoral e econômico, nos leva a crê que será uma das eleições, destes últimos tempos, que trará grandes emoções ao eleitorado.

A novidade do pleito, sem sombras de dúvidas, será a quebra do dualismo político eleitoral. Será diferente nos pleitos anteriores quando, apenas duas forças políticas fortes, disputavam à simpatia do eleitor.

Quem não se recorda que na eleição passada para o Governo do Estado, aquele que não era do "azul", fatalmente, pertencia ao "encarnado". As outras cores de antanho, figuravam no pleito, apenas como coadjuvante ou mero aventureiro, sem nenhuma possibilidade de conquista.

Agora, tudo indica, que a “coisa” será diferente e três forças com potencial capacidade e perspectiva de vitória, entrarão em campo para jogar na busca da conquista do troféu denominado “Palácio da Redenção”, onde, o vencedor, comandará os destinos do Estado por longos quatro e cansativos anos.

Será um pleito, como já frisei, onde não mais prevalecerá o dualismo político e, o eleitor, em vez de duas, terá três opções de escolha com nítidas possibilidades de êxito, para no final, prevalecer à vontade coletiva.

O campeonato eleitoral na Paraíba, cujos times já se encontram em preparação física e formatação de elenco, terá como protagonista o atual governador Ricardo Coutinho, do PSB, que visa conquistar mais uma vez o certame, o que lhe possibilitará à permanência por mais quatro anos, no comando do Palácio da Redenção.

Só que Coutinho desta vez, entrará em campo, desfalcado do seu principal atleta, aclamado como um dos principais responsáveis pela sua conquista no campeonato anterior, quando o seu plantel, derrotou por uma vitória acachapante o time comandado pelo então governador José Maranhão.

Refiro-me ao senador Cássio Cunha Lima, do PSDB, que resolveu, em plena forma física e, também, sem nenhuma contusão aparente, deixar o elenco de Coutinho, pelo fato de figurar apenas como mero apoiador. Ou seja, como se diz no linguajar esportivo, “colocado na geladeira”, enquanto que outros atletas menos hábeis, passaram a usufruir dos louros da vitória.

Um outro time será colocado em campo e tem como principal protagonista, o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, do PMDB, um jogador hábil e experiente, com algumas vitórias já conquistadas, principalmente, no seu principal reduto, Campina Grande, segundo colégio eleitoral do Estado, onde disputa, palmo à palmo, a hegemonia política com o seu antagonista Cássio Cunha Lima.

Com base nas percepções dos analistas políticos, até o presente momento, cantar vitória será apenas um mero exercício de ficção.

Neste momento, é visível que o eleitorado ainda se encontra diante de um estágio de letargia, ressabiado, aguardando que os times sejam formados, as torcidas organizadas e que as cores dos padrões sejam definidas.

O certo mesmo é que realmente, desta vez, o dualismo político ficará de fora das eleições na Paraíba. O eleitos terá pela frente três opções com possibilidades de chegarem ao pódio.

Diante desse fato, o eleitor terá mais opções o que é alvissareiro e salutar para o Estado e, mais ainda, para a democracia.

Eleição e mineração só depois da apuração - Chico Pinto

Uns dizem que a autoria é de Tancredo Neves, já outros afirmam, que se trata de um provérbio português, o certo é que ela deve ser levada em consideração por quem encara um processo eleitoral, desprovidos de paixões desregradas, prognósticos fictícios e adivinhações mirabolantes.


Estou me referindo à antológica frase que sintetiza que “eleição é como mineração: só depois da apuração”. O autor desta assertiva, simplesmente quis dizer, que numa disputa eleitoral o clima do já ganhou acomoda, produz frieza durante o processo eleitoral e pode muito bem trazer surpresas desagradáveis para aqueles que agem com soberba e não aguardam o resultado final das urnas.


Diferentemente desses otimistas, alguns cardeais do próprio PT, já admitem que a eleição presidencial deste ano vá para o segundo turno.


Alegam que “o cenário econômico ruim, o escândalo do mensalão e a expectativa do retorno dos protestos populares durante a Copa do Mundo fazem com que o governo federal, o PT e partidos aliados dêem como certo que a eleição presidencial deste ano só será decidida no segundo turno”.


E vão mais além quando analisam que se somam a esses fatores o desgaste da máquina do governo, que vai completar 12 anos sob o comando petistas, além do surgimento de novas candidaturas nunca antes testadas pelo eleitor em nível federal, como as do senador Aécio Neves (PSDB) e a do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).


“A disputa será muito difícil. Não temos expectativa de vencer no primeiro turno. Por isso, o patamar dessa campanha é vencer a eleição”, já admite Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, que num rompante de honestidade, afirmou em Porto Alegre, “que o modelo responsável por levar o PT ao poder exibe sinais preocupantes de desgaste”.


Diante de uma platéia de esquerda, a maior parte dela do PT, que não gostou nem um pouco do que ouviu, Gilberto Carvalho acentuou que “neste momento, nos damos conta que as conquistas importantes que tivemos estão dadas".


E acrescentou: "Foram importantes, mas absolutamente insuficientes. Tivemos um processo de inclusão social inegável e devemos nos orgulhar disso. Mas temos que reconhecer que foi absolutamente insuficiente”, desabafou diante do ranger de dentes daqueles incrédulos com a realidade.


Na mesma linha de pensamento o presidente nacional do PT, Rui Falcão, deixa claro que “não trabalha com a possibilidade de vitória no primeiro turno”. Dizem que o cenário também tem sido traçado pelo ex-presidente Lula nas conversas que vem mantendo com a direção do PT e aliados.


A arrogância tem sido a marca forte do PT desde que chegou com Lula ao poder federal em 2002, mas, diante da realidade e do cenário indefinido, é justamente o que faz com que Lula tenha orientado a presidente Dilma a, desde já, amarrar as alianças políticas, através da oferta de ministérios, para que nenhum dos atuais aliados possa trocar o PT pelas candidaturas adversárias.


Ou seja, um método espúrio de barganha, próprio daqueles que querem o poder a qualquer custo.

 

Para o presidenciável Aécio Neves, o segundo turno é certo. Indagado a respeito, disse que “quando não há uma convicção clara a favor da manutenção do governo, a população aposta no segundo turno. É o que vai ocorrer. O índice de aprovação do atual governo e aquele que aponta os que querem mudança indicam isso”, asseverou.


O certo é que mais de 60% dos brasileiros querem mudanças, conforme o Datafolha. Porém, fica a pergunta que vale milhões de dólares:


Mudanças com Dilma e o PT ou sem eles?

Senador Vital do Rego e seus dias de Porcina - Chico Pinto

Esse imbróglio da ida ou não do senador Vital do Rego Filho, para um Ministério no governo de dona Dilma, me faz lembrar as antigas rugas políticas entre os grupos encabeçados por Antonio Mariz e Marcondes Gadelha, na cidade de Sousa.

 

Lá, todas às vezes que Marcondes perdia uma eleição municipal - por sinal perdeu várias -, de imediato, logo após a abertura das urnas, os seus correligionários espalhavam pela cidade, que ele seria contemplado e já havia até mesmo sido convidado para assumir uma pasta ministerial em Brasília.

 

Como o boato lavava o ego dos derrotados, acalmava os mais exaltados e, mais ainda, aqueles que exigiam até recontagem dos votos, o próprio Antonio Mariz, com a sua astúcia política, incentivava aos seus correligionários a não discordarem dos boatos. Chegava-se até a ajudar a propalar que realmente Gadelha já tinha data marcada para assumir.

 

Passada a refrega eleitoral sem que Marcondes subisse à rampa do Palácio do Planalto como ministro, começava-se a “gozação” por parte dos marizistas, o que deixava os gadelhistas exaltados, esquentando novamente os ânimos e aumentando cada vez mais o clima de confronto na cidade. Esta rixa, existe ainda até hoje, já que em Sousa logo que se termina uma eleição se dá inicio a próxima.

 

Quanto ao senador Vital do Rego, a Paraíba há mais de três meses, é surpreendida com notinha implantadas nos jornais e portais, dando contas da sua nomeação ao cargo de ministro, por indicação do seu partido o PMDB, o mais guloso e ávido por cargos na esfera federal.

 

O último boato foi publicado logo após o feriado de final de ano, quando se noticiava que ele havia sido chamado à Brasília, interrompendo o seu merecido veraneio em uma das praias da capital, para ser anunciado como ministro da Integração da presidente Dilma, o que não se concretizou pelo menos por enquanto.

 

Abro um parêntese para afirmar que o senador Vital tem todas as condições para assumir um ministério, o que será de bom alvitre para a Paraíba, mas tenho que concordar com a opinião do jornalista Marcos Tavares, na sua coluna Pãe§Circo, do Jornal da Paraíba, de hoje, quando ele opina que “Vital Filho deveria já ter recusado este ou qualquer ministério do governo Dilnma, pois uma coisa salta as olhos. Dilma não quer vital”.

 

E acrescenta: “O PMDB pode até conseguir a pasta, acostumado que está a leiloar cargos, mas vital jamais será um ministro de sua confiança ou prestigiado em seu governo. O tempo que ela o faz esperar por uma promessa mostra isso”.

 

E vai mais além, o colunista do JP: “Caberia a Vital um pouco mais de orgulho, de paraibaneidade para dispensar a presidente dessa promessa e ir tratar de sua vida, pois mesmo ministro, ela jamais terá o destaque de Aguinaldo Ribeiro, que tinha realmente bons laços a presidente”.

 

Hoje, a imprensa nacional, trás em manchete, que Dilma avisou ontem a Michel Temer, que “não será dessa vez que o partido conseguirá aumentar seu espaço na Esplanada dos Ministérios. Em uma longa conversa na noite desta segunda-feira com o vice-presidente, Dilma informou que não irá ampliar o número de ministérios comandados pelos peemedebistas na reforma ministerial que se inicia. O partido continuará no comando de cinco pastas”.

 

A decisão frustra as pretensões do PMDB, que pleiteava um sexto ministério, de preferência Integração Nacional ou Cidades, justamente os desejados pelo senador Vital do Rego. Alegou a presidente que vem recebendo muitas pressões para acomodar no governo três partidos da base aliada que já se comprometeram com sua eleição e hoje não se sentem contemplados com ministérios – PSD, PTB e o recém-criado PROS, e que com isso não poderia ampliar os espaços do PMDB, seu principal aliado. Além disso, disse que a tendência é que o PP, do ministro Aguinaldo Ribeiro, que ainda não sacramentou o apoio à sua reeleição, continue comandando uma pasta.

 

Se o PMDB continuar com os mesmos ministérios que têm hoje: Minas e Energia, Agricultura, Previdência, Turismo ou o de Aviação Civil, o senador Vital terá pela frente uma luta feroz dentro do seu próprio campo de atuação, pois como se sabe “cada jabuti desse foi colocado em cima da árvore”, por um padrinho forte do partido.

 

Sendo assim, é bom que o senador Vital do Rego se cuide para que também não viva os seus dias de Porcina, saindo de uma situação desgastante que pode perfeitamente ser evitada. Como também fugir do estafante diálogo travado entre o PMDB e a Presidente Dilma.

 

-Dá ou não dá presidente? Dou, não! Eis a resposta!..

Tuma Junior tira o esqueleto do armário - Chico Pinto

 
Confesso que não sei até onde vai à credibilidade do delegado Romeu Tuma Júnior, ex-secretário Nacional de Justiça, no governo do presidente Lula, mas tenho que admitir que se trate realmente de um homem corajoso, perspicaz, ou em última hipótese, de um samurai em busca de restaurar a sua honra, mesmo que para isso, seja necessário trazer à tona, alguns segredinhos despudorados arquivados nas entranhas da política nacional.

 

 

Tuma Júnior acaba de lançar um livro intitulado “Assassinos de Reputações: Um Crime de Estado”, cujas páginas contém um arsenal de denúncias contra a cúpula do PT, acusada por ele, de ser a responsável por uma fábrica de dossiês contra adversários políticos. Até mesmo o ex-presidente Lula é acusado de ter sido informante do seu pai, o ex-senador e delegado do Dops Romeu Tuma, nos tempos obscuros da ditadura.

 

 

Samurai ou kamikaze o certo é que Tuma Júnior, em entrevista a Revista Veja, desta semana, tira o esqueleto do armário e não esconde a sua disposição de querer provar tudo o que está inserido no livro. Inclusive, diz que está disposto a ir ao Congresso Nacional, de posse de vasta documentação, selecionada e arquivada por ele, durante o período em que esteve à frente de um dos cargos da mais alta esfera do Ministério da Justiça.

 

 

Consta no livro de Tuma, e foi dito na Veja, que o ex-presidente Lula passava informações para o seu pai, na época delegado do Dops.

 


Estarrecedora e de suma gravidade esta revelação.

 

 

Veja só o que ele afirma: “O que conto no livro é o que vivi no Dops. Eu era investigador subordinado ao meu pai e vivi tudo isso. Eu e o Lula vivemos juntos esse momento. Ninguém me contou. Eu vi Lula dormir no sofá da sala do meu pai. Presenciei tudo. O Lula era informante do meu pai no Dops”.

 

 

Tuma insinua, mesmo alegando não possuir provas a respeito, que algum relatório do Dops da época tenha registrado informações atribuídas a um certo informante de codinome “Barba”. “Era esse o codinome de Lula, junto aos órgãos de repressão”, afirma

 

 

É ou não é nitroglicerina pura?

 

 

E, vai mais além, quando afirma ter recebido ordens do governo para criar dossiês contra uma série de inimigos políticos do PT. Um dos alvos teria sido Marconi Perillo, governador de Goiás. “Só porque ele avisou o Lula da existência do mensalão”, diz Tuma. Outro alvo teria sido o ex-senador cearense Tasso Jereissati, também adversário do ex-presidente.

 

 

O livro promete, ainda, colocar o dedo em feridas ainda não cicatrizadas no PT, como o caso da morte do prefeito de Santa André (SP) Celso Daniel e o mensalão.

 

 

É fundamental que se aprofunde as questões colocadas por Tuma no livro. Elas não devem ser desprezadas. Mas, sem sombras de dúvidas, deve haver pelo menos por enquanto, um pouco de precaução até que ele seja ouvido pelo Congresso Nacional e que os fatos revelados, cheguem até a Procuradoria Geral da República. Isto é, se realmente existem.

 

 

Todavia, diante da gravidade do tema e antes de qualquer conclusão apressada, é preciso ver se ele realmente tem documentos que possam dar credibilidade às denúncias.

 


No momento, sabe-se que ele é um policial experiente e seria uma desastrosa tolice “colocar m... no ventilador” sem ter algum material que comprove as acusações.

 


É fundamental também não esquecer que a mesma Revista Veja que hoje abre as suas páginas para Tuma Júnior dedilhar as suas denúncias contra o PT, tempos atrás, abria manchetes cavernosas contra o delegado, acusado de convivência com a máfia chinesa do Brasil.

 


Está feito o estrago e isso não pode acabar bem, a opinião pública deve se inteirar dos fatos, pois a biografia de muita gente está indo pro lixo e de forma bastante desprezível.

 

 

Que se investiguem tudo e condene quem for culpado, como bem disse Dilma “doa a quem doer”.

O verbo é roubar - Chico Pinto

 De todos os imutáveis flagelos brasileiros o pior de todos é a nefasta e impregnada corrupção. O mal tomou corpo, se expandiu feito metástases cancerígenas, espalhadas por todos os recantos deste País. De norte a sul, de leste a oeste o “cancro” fez morada e, a cada dia que passa, ele mostra as suas garras de forma gananciosa e atrevida.

Atrevida por que se rouba em pleno dia, de cara descoberta e deslavada, sem temer represálias e os ditames da lei. É gananciosa pelo fato de se afanar, descaramento, as poucas migalhas que sobram para a população.

Roubam-se até os parcos recursos destinados aos carros-pipas que levam água para matar a sede dos nordestinos, cedentes por uma gota d’água potável, mesmo sendo eles (os recursos) fiscalizados pelo Exército.

Afrontam-se à lei e a segurança nacional!..

A roubalheira é permanente e demasiadamente recalcitrante. Roubar o dinheiro público virou regra e há tempo deixou de ser uma exceção. Os escândalos vão das pequenas Câmaras Municipais até o Congresso Nacional.

No executivo tanto faz roubar os recursos destinados às obras estruturantes, de grande porte; como roubar o dinheiro do remédio ou da merenda de uma pequena escola do interior.

Roubar virou banalidade, se tornou natural e quase ninguém mais se indigna. Pelo contrário, o que não falta é quem defenda estes ladrões do dinheiro público com unhas e dentes. Tanto isso é verdade que eles, na maioria das vezes, mesmo flagrados com a mão na “botija”, com o butim nas cuecas, se arvoram de paladinos da moralidade pública.

O verbo roubar pode ser conjugado tanto no passado como no presente. Não se sabe quem roubou mais. O pior é que a cada dia que se passa a roubalheira mais se alastra e se cria um novo tipo de corrupção. Quando não se bota diretamente a mão no dinheiro do contribuinte ele é desviado através das licitações e das propinas.

 

 

Tem uma frase atribuída a Theodoro Roosevelt, que tem uma definição perfeita e que cabe muito bem por aqui. Sentencia o ex-presidente americano que “O problema não é haver corrupção. Corrupção é inerente à espécie humana. O problema é o corrupto poder exibir o seu sucesso, o que é subversivo”.


Para evitar que os corruptos não possam mais exibir o seu sucesso é imperativo apenas, que a lei seja estabelecida, que a impunidade se acabe e que se deixe de ter “piedade” destes ladrões.


Eles têm que mofar na cadeia e devolver aos cofres públicos o produto do roubo.

 

 

Somente assim, acredito, deixaremos de conjugar o verbo roubar no presente e, talvez, no futuro também.

O descalabro é coletivo e pluripartidário - Chico Pinto

 O Brasil desde os seus primórdios nunca foi considerado um país sério no quesito honestidade. Do império, até a presente data, a sua folha policial é intensa e multifacetada. Os escândalos são incontáveis e se adaptam, facilmente, a todos os artigos do Código Penal. O descalabro é gritante, coletivo e pluripartidário.

Gritante por que nos deixe perplexos e impotentes diante dos absurdos; coletivo por ser praticado, na maioria das vezes, por formadores de quadrilhas; e pluripartidários por encontrar guarita nas diversas instâncias partidárias. Quase nenhuma agremiação política, com registro do TSE, está isenta de possuir e de acobertar nos seus quadros larápios do dinheiro público.

Os incontáveis escândalos - o mais recente ocorre na Prefeitura de São Paulo -, são praticados por agentes públicos, colocados em pontos estratégicos da arrecadação por indicação partidária e/ou agentes políticos. São postos nestes cargos como prepostos, cuja principal incumbência é executar ou facilitar falcatruas prá si e também praqueles que os indicaram.

A vítima principal das ações nefastas desses quadrilheiros é o contribuinte que, diariamente, vê os recursos da saúde, da educação, do transporte, da segurança, das obras de infraestrutura escorrerem pelo ralo nefasto da corrupção. E, o pior nisso tudo, é que se rouba descaradamente e ainda se apresentam como paladinos da moralidade, quando na realidade, não passam de pústulas oportunistas, ladrões da nação.

Diariamente, o brasileiro se depara com um novo escândalo o que o faz esquecer o da semana anterior. Virou rotina e banalidade! Só que este tipo de excrescência causa profundo prejuízo aos cofres públicos. O dinheiro roubado, desviado pelos larápios deixa de ser aplicado em benefício da comunidade.

Por este Brasil afora o que mais se vê são obras inacabadas onde foram investidos milhões e milhões de reais sem que elas cumpram a sua finalidade. Da Transamazônica passando pela Transnordestina, pela Transposição do Rio São Francisco e da maioria das obras de engenharia espalhadas por todos os Estados da Federação, todas são subfaturadas e a maior parte dos recursos desviado.

O descalabro e a degradação ética têm levado o Tribunal de Contas a União a determinar a paralisação de dezenas de obras com indícios de irregularidades graves. Quando não são projetos inadequados, superdimensionados prevalece à má gestão, a falta de gerenciamento e, mais ainda, a corrupção.

Por negligencia, incompetência e até mesmo por falta de honestidade, esquece os governantes, que obra cara é obra parada. Uma obra paralisada penaliza a população duplamente: pela ausência da obra e pelos recursos já aplicados, sem falar na riqueza que se deixa de produzir, em prejuízo do desenvolvimento econômico e social do país.

A influência da propina, ofertada por empreiteiros corruptos, é quem vem definindo os destinos dos nossos recursos. Ou se cria mecanismos coibidores do desperdício de dinheiro público ou a nossa população será levada a conviver impassivelmente com a roubalheira.

Diante desse alarmante quadro a sociedade brasileira precisa ficar mais atenta, mais ativa, pois, há muito tempo, ela vem sendo tragada pela corrupção encastelada onde não devia. A improbidade a cada dia toma corpo e se alastra por todos os recantos da nação.

Permissividade política - Chico Pinto

 Verdadeira casa de “Mãe Joana” a administração pública brasileira. Enquanto o caos campeia e se alastra praticamente em todas as esferas do poder, o que prevalece hoje em dia, e merece mais atenção dos detentores de mandatos, são os conchavos e os acordos – na maioria das vezes anti-republicanos -, que visam tão somente à perpetuação no comando da máquina administrativa.

Os exemplos são muitos e diversificados e o pai de todos eles, sem nenhuma dúvida, é o famoso mensalão, um artifício saído das entranhas do então todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu, através de um instrumento de compra de votos no Congresso, que tinha por objetivo manter a todo custo o PT no poder.

Descoberta a permissividade política, o mensalão tomou conta do noticiário e, ainda hoje, se encontra no Supremo Tribunal Federal, aguardando que os réus envolvidos no escândalo cumpram de fato as penas já determinadas pelo justiça. Outro escândalo com as mesmas características ainda aguarda julgamento, só que desta vez, praticado pelo tucanato mineiro.

Enquanto os conchavos políticos campeiam em todos os quadrantes do país, o que se observa são as interrupções de obras públicas de muita valia para a população. Estão paralisadas, na sua expressiva maioria, por conta da negligência administrativa, do superfaturamento e do desvio de verbas.

Para não ir mais além basta somente direcionar o olhar para o Projeto de Transposição do Rio São Francisco, onde já se gastou bilhões de reais e, sequer uma gota d’água, até hoje, veio em socorro dos nordestinos, vítimas constantes da seca que assola toda a região.

Para se ter uma idéia da falta de compromisso com a população, o prazo original para a água do São Francisco ser desviada e distribuída era 2010, passou para 2012 e, hoje, a perspectiva de entrega já vai em final de 2015.


A propósito, no programa partidário do PT, exibido na última quinta-feira, na TV, o locutor deixa claro: “Enquanto muitos países estão parados, o Brasil é um dos cinco países com maior volume de obras em andamento”. No caso da transposição, em andamento desde 2007 – não há 50% concluído. Proselitismo que já custou ao contribuinte brasileiro mais de R$ 8 bilhões e a tendência é aumentar cada vez mais.


A transnordestina também vai na mesma pisadinha para deleite e satisfação das empreiteiras, que abocanham bilhões de reais, seja por necessidade de relicitação de contratos, adaptação de empreendimento ou descumprimento das construtoras. O passo da obra é de tartaruga, mas a roubalheira tem a velocidade de um alce pantaneiro. Apenas estes dois exemplos servem para ilustrar à falta de vergonha estampada na cara dos nossos claudicantes governantes.


Enquanto o descalabro se acentua cada vez mais, as consequências recaem no colo do contribuinte, principalmente daqueles da “velha classe média” que há muito tempo deixaram de contar com o governo, pois já se acostumaram a pagar por tudo, principalmente por uma consulta médica, escola, segurança, transporte público de péssima qualidade, entre outros tanto.

Mas, é bom lembrar, que não faltou verba para financiar com dinheiro público a bolha Eike Batista, onde foi queimado mais de 5,2 bilhões de dólares do povo brasileiro, tirados de forma desavergonhada dos cofres do BNDES. É a famosa concha que protege uma elite patrimonialista encastelada num excludente e perverso sistema econômico.


Para a pobreza sobram apenas migalhas e a política hostil ao interesse público!..

Justiça engarrafada - Chico Pinto

Relatório sobre o panorama da Justiça brasileiro divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) comprova tudo aquilo que já se sabia a respeito da morosidade, ou melhor, da produtividade dos nossos tribunais.

O estudo mostra que, no ano passado, 10 dos 27 tribunais estaduais – o da Paraíba está incluso – tiveram baixa produtividade dos magistrados e alta taxa de congestionamento de processos, ou seja, ações que terminaram o ano sem conclusão.

Conforme o documento intitulado “Justiça em Números”, é preocupante o quadro de produtividade dos tribunais da Paraíba, Goiás, Bahia, Tocantins, Espírito Santo, Piauí, Pernambuco, Mato Grosso, Roraima e Ceará.


Todos esses tribunais precisam empreender esforços para melhorar suas marcas de produtividade. Os 10 TJs com baixo desempenho enfrentam problemas de gestão, conforme atesta Maria Cristina Peduzzi, ministra do Tribunal Superior do Trabalho e conselheira do CNJ.

O Raio X da Justiça no Brasil, conforme consta do relatório do CNJ, comprova que, em todo o país, estão em andamento no Judiciário 92,2 milhões de processos, 4,3% mais do que no ano anterior (2011), quando os tribunais somavam 88,4 milhões de ações.


Isso significa que sete de casa dez processos judiciais nos tribunais brasileiros não tiveram a tramitação concluída em 2012 porque não foram julgados.


Na primeira instância da Justiça (varas de justiça estaduais e federais), a taxa de congestionamento é maior – 85% dos processos em andamento no ano passado não foram julgados.

Segundo dados do relatório, as despesas do Judiciário somaram R$ 57,2 bilhões no ano passado, equivalente a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Por habitante, o custo é de R$ 300,48. Dos gastos, R$ 50,7 bilhões (88,7% da despesa) são com recursos humanos.

A Justiça tinha, em 2012, 17.077 juízes, dos quais 14.410 na primeira instância, 2.379 desembargadores e 82 ministros dos tribunais superiores (Supremo Tribunal Federal, Tribunal Superior do Trabalho, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior Eleitoral e Superior Tribunal Militar). Ao todo, o Judiciário tem 390 mil funcionários, sendo 269 mil efetivos e comissionados e 121 mil terceirizados, estagiários e conciliadores sem vínculo.

É bom esclarecer que a culpa da morosidade não deve recair apenas no judiciário, onde existem juízes e servidores capazes e devotados. A culpa também é do próprio Poder Executivo, que se encarrega de “entupir” a Justiça com todo tipo de execuções fiscais, muitas das vezes banais, que poderiam ser resolvidas por vias menos conflituosas, submetendo os juízes a uma carga de trabalho bastante exaustiva.

O relatório atesta ainda que um dos principais gargalos são as execuções fiscais, que são as cobranças de dívidas na Justiça. Esse tipo de processo, na primeira instância, tem uma taxa de 91% de congestionamento. As execuções fiscais correspondem a 34% dos 83,4 milhões de processos que tramitam no Judiciário brasileiro.

Outra demanda da Justiça brasileira, apontada pelo CNJ como “urgente”, é a quantidade de magistrados para dar conta da demanda do país. Segundo os dados do levantamento, o Brasil tem aproximadamente 9 magistrados para cada 100 mil habitantes.

Para se ter um idéia em 2010 o Brasil dispunha de 16.800 juízes e de lá prá cá apenas foram contratados 277 magistrados o que corresponde a um índice de crescimento de menos de 3 por cento.

Número ineficiente e incapaz de desengarrafar o nosso judiciário!..

 

Vital o regra três de Renan -Chico Pinto

 
Quem corre cansa e que anda alcança, diz a sabedoria popular. Talvez por não obedecer esta regra o senador paraibano Vital do Rego, tenha sido catapultado, pelo menos por enquanto, para assumir o Ministério da Integração Nacional, vago com a saída do pernambucano Fernando Bezerra, e decantado por ele e pela cúpula nacional do PMDB, como nomeação consumada, sem antes receber um aceno e muito menos um convite, por parte da presidente Dilma Rousseff, a dona da caneta e das rotativas do Diário Oficial.

Vital Rego, mordido pela mosca azul, e com a garantia do intrépido PMDB de que o cargo já era dele, não mediu esforços para colocar a “boca no trombone” e, por conta do entusiasmo, sequer lembrou que a presidente Dilma odeia ministro que se autoindica antes que ela tenha feito qualquer convite.

O certeza de Vital era tão grande, que ele chegou a afirmar ao colunista da Veja, Lauro Jardim, que “conhecia da matéria e ao assumir não iria mexer em quase nada, o mínimo possível. A prioridade seria agilizar as obras da transposição do São Francisco. No Nordeste as pessoas acham que a obra está parada, embora a maior parte esteja concluída. Tem que se trabalhar para reverte a percepção contrária da opinião pública”, decantou.

Este seu gesto foi vital para que o “convite” fosse desfeito da mesma forma que foi anunciado. Ficou o dito pelo não dito e, agora, ele vai ter que esperar pelo chamamento da presidente, prometido para janeiro, junto com a reforma ministerial. Isto é, se até lá, outra sigla, a exemplo do PT, que também deseja o cargo “abocanhe” o tão sonhado ministério.

A nomeação do senador Vital do Rego para o ministério da Integração Nacional, sem sombras de dúvidas, seria importante para a Paraíba, que passaria a contar com mais um ministro - o outro é o das Cidades, Aguinaldo Ribeiro – e talvez, unidos, descem encaminhamentos aos cruciantes e inúmeros problemas do Estado, que aguardam por soluções.

Na manhã desta quinta-feira, conforme atesta novamente Lauro Jardim, a indicação de Vital do Rego para o ministério de Dilma, faz parte de uma estratégia do presidente do Senado, Renan Calheiro. “A idéia de Renan é cacifar o senador paraibano para ocupar a presidência do Senado Federal com a sua saída do cargo para disputar o governo de Alagoas”.

“Renan quer garantir o processo de sucessão de sua cadeira e deixar o posto para alguém de sua turma. Com José Sarney ameaçando pendurar a gravata e Eunício Oliveira disposto a deixar Brasília para disputar o governo do Ceará. Vital é o favorito para assumir a presidência do Senado”, diz o colunista do Radar Online.

Vital do Rego é a regra três de Renan! Um interlocutor do alagoano assegura que o paraibano “já fez dois vestibulares para ficar do tamanho da cadeira: a presidência da CCJ e da CPI de Carlinhos Cachoeira. O ministério seria o último degrau até estar preparado prá chegar ao comando do Senado”.

Como a estratégia não funcionou, por enquanto, pelo menos serviu para Vital aprender uma lição básica: aquela que não se pode contar com o ovo ainda incrustado no interior da galinha.


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