A soltura de presos e a hipocrisia de nossas autoridades - Camilo Macedo



 O cumprimento de penas no Brasil, não passa de uma grande comédia. Ouvia ontem um integrante da Comissão de Direitos humanos, tentando justificar que a interferência desta, ( sei lá o que), em defesa de um bom tratamento aos milhares de presidiários. Aquela comissão, estaria pensando nos que aqui fora estão. Alguém pode explicar tamanha asneira, ou besteira?

Vi incrédulo um Juiz, determinar a soltura de, mas de 150 presos, por falta de segurança num presido em Manaus. Num pais sério, este magistrado deveria responder por crime de responsabilidade.

O fato das facções se matarem dentro dos cárceres, não impõe a aquele magistrado, tamanha idiotice, ou seja fazer a população de refém. Penso que caberia a ele responsabilizar o estado e não penalizar o cidadão, pois imaginem que, além dos bandidos soltos, ele, ainda libere mais 150 para ruas, que certamente vão assaltar, matar, estuprar e roubar.

Falava o Dr. dos Direitos humanos, que é preciso ressocializar os presos, em verdade esta ressocialização, não deve ser plural, vamos deixar de ser hipócrita e posar para fotos. Existe o preso casual e o reincidente contumaz.

Como você vai reintegrar um marginal com diversas penas a cumprir, vezes em estados diferentes da Federação? Onde suas penas distintas somam 50, 60 anos de reclusão, afora outras dezenas de processos criminais a que responde.

A reintegração do preso na sociedade depende muito do crime por ele cometido, não há reintegração para o criminoso periculoso em cometer novos crimes, sua soltura estará condenando alguém da sociedade a ser sua próxima vitima e, portanto as nossas autoridades antes de pensarem nos criminosos e eventuais reintegração, devem primordialmente pensarem nas suas vítimas.

Supremo Tribunal Federal - Justiça? - Camilo Macedo



Lendo Marcos Antônio Villa, observa ele que João Mangabeira já havia escrito que o judiciário o foi o poder que mais falhou na República, anos se passaram, e nos parece que o quadro que se apresenta é muito pior.

Vendo o orçamento do STF, STJ, STE, STT, GGU, PGR, Congresso Nacional – são maiores do que muitos Estados Brasileiros, municípios seriam uma teria um capital de uma mercadinho de periferia. Isso sem trazer a tona os orçamentos da Câmara Federal e do Senador.

Ouvi um jornalista de uma radio local, abrir a boca para dizer, “ são poderes distintos e estes gastos está lei, assim é legal “ Pode até ser mais não passa de uma imoralidade oficializada.

Quem conhece as sedes dos Poderes a que me refiro, sabe o do que estou falando. Se há luxo em sedes de poderes no mundo, este luxo está no Brasil.

O acesso da Câmara para o Senado e vice e versa, Sr. Jornalista, é feito por uma esteira rolante de 1,5 Km – para que os Srs Parlamentares não cansem as pernas. Ali estão encastelados mais de 3 mil funcionários, com salários nunca inferior a 8 mil reais. Salários mínimos que se estendem a todos os poderes supra citados.

A nação acompanhou estarrecida a grande pizza, levada ao forno pelo STF. O mesmo Supremo que tem mais 200 recepcionistas pelos corredores do prédio, para recepcionar a que e tantos fica difícil saber.

Registra Marcos Antônio Villa, que estes poderes, têm funcionários com salário superiores 10 vezes o teto nacional. Tentam justificar que são vantagens eventuais, vantagens estas que perduram a anos, como vem a ser o caso do STJ.

Por fim, que hoje estar satisfeito que não reclame da lentidão da justiça, a celeridade apregoada pela Conselho Nacional de Justiça, é só em matérias pagas na mídia.
O que dizer de Magistrados envolvidos com gang de traficantes e outros crimes, como pena aplicada é sua aposentadoria compulsória, contudo se diz: Mais ao terminar o processo criminal, poderá ele perder o cargo. De fato. Teria de ser, porém em toda historia só há um único registro da perda do cargo o JUIZ LALAU (Nicolau). Após 10 anos o processo se arrastando quando completou ele 79 anos de idade.

Agora aceitar que bandidos possam legislar no sentido de impor amarras no judiciário e no Ministério Público, só se ver num pais de banana, exemplo recente é do Senador Renan Calheiros, acusados em 12 processos de desvio do dinheiro publico. Processo estes engavetados por mas de 8 anos.

Só agora um foi aceito virando este, digamos cidadão RÉU POR CRIME DE PECULATO, pois as outras acusações deste mesmo processo prescreveram. Perdeu o Estado o direito de aplicar a lei por inercia. E que teve este comportamento os Ministros do STF.

O mundo assistiu sua arrogância e a humilhação a que foi submetido o oficial de Justiça daquela corte, e não se viu uma NOTA de duas linhas, do seu Sindicato em seu apoio.
Mas, não foi só aquele oficial desmoralizado, o judiciário foi a boneca de pano, foi a sandália em areia quente. A fúria daqueles ministros no caso do Senador Delcídio Amaral, apenas por insinuar que falaria com um ou outro ministro, foi arrasadora.
Fúria esta, que no caso de Renan Calheiros, outrora um leão urgindo, ficou reduzido a um miado de qualquer gato em estado de abandono, sendo humilhado por muitos que passam ao largo e vezes até juntam o bichano.

É assim o Brasil, “ um Supremo acovardado”, como disse sua excelência o ex presidente do Brasil. Luiz Lula da Silva. Uma Magistratura formada por juizecos, segundo o Presidente do Senado Renan Calheiros.

E nós pobre mortais, a quem ou em quem confiar no Judiciário, no Ministério Público, Na Câmara Federal, no Senador Federal, na Controladoria Geral da União...

Estamos sós, e povo brasileiro, passivo esperando o carnaval chegar, com muita chuva suor e cerveja, antes um pequeno repouso em berço esplêndido festejando o Natal e Ano Novo, que de novo não virá nada, cada um por si. QUERO IR EMBORA PRA PASSARGADA.

WALTER CARVALHO - Camilo Macedo




WALTER CARVALHO – nasceu em João Pessoa, 1947, é um fotógrafo e cineasta brasileiro. Herdeiro do Cinema Novo, começou no cinema ajudando o irmão — o também cineasta Vladimir Carvalho — como fotógrafo (e sendo muito influenciado por ele). Aos poucos, foi assumindo outros projetos de fotografia em cinema até se tornar, ele próprio, também diretor de cinema.


Sua apurada fotografia cinematográfica tem a marca inconfundível do cinema brasileiro da segunda metade do século 20, assim como testemunha as transformações sociais, políticas e culturais pelas quais o Brasil tem passado nas últimas décadas. Seu filho, Lula Carvalho, também enveredou na carreira cinematográfica e está se tornando um dos mais importantes diretores de fotografia do cinema brasileiro contemporâneo, junto com o pai.


Filmografia - Atuou como cineasta nos seguintes filmes:


2012 — Raul - O Início, o Fim e o Meio - 2010 — Febre do Rato (diretor de fotografia) - 2009 — Budapest (Diretor) 2009 — O Homem que Engarrafava Nuvens (diretor de fotografia) 2007 — Chega de Saudade (diretor de fotografia) 2007 — Baixio das Bestas (produtor associado e diretor de fotografia) 2006 — O Céu de Suely (diretor de fotografia) 2006 — Cleópatra (diretor de fotografia) 2006 — BerlinBall (diretor de fotografia) 2005 — Moacir Arte Bruta (diretor e roteirista) 2005 — Crime Delicado (operador de câmera e diretor de fotografia) 2005 — A Máquina (diretor de fotografia) 2004 — O Veneno da Madrugada (diretor de fotografia) 2004 — Entreatos — Lula a 30 Dias do Poder (diretor de fotografia) 2004 — Cazuza - O Tempo não Pára (co-diretor) 2003 — Lunário Perpétuo (cineasta) 2003 — Glauber o Filme, Labirinto do Brasil (diretor de fotografia) 2003 — Filme de Amor (diretor de fotografia) 2003 — Carandiru (operador de câmera e diretor de fotografia) 2003 — Amarelo Manga (operador de câmera e diretor de fotografia) 2001
Um Crime Nobre (diretor de fotografia) 2001 — Janela da Alma (diretor, fotógrafo e roteirista) 2001 — Amores Possíveis (diretor de fotografia) 2001 — Abril Despedaçado (diretor de fotografia) 2001 — Madame Satã (diretor de fotografia) 2001 — Lavoura Arcaica (diretor de fotografia) 2000 — Passadouro (cineasta) 2000 — Villa-Lobos - Uma Vida de Paixão (cineasta) 1999 — Texas Hotel (cineasta) 1999 — Notícias de uma Guerra Particular (cineasta) 1998 — Somos Todos Filhos da Terra (cineasta) 1998 — Central do Brasil (diretor de fotografia) 1998 — O Primeiro Dia (cineasta) 1997 — Pequeno Dicionário Amoroso (diretor de fotografia) 1997 — O Amor Está no Ar (cineasta) 1995 — “Cinema de lágrimas” (diretor de fotografia) 1995 — “Terra estrangeira” (diretor de fotografia) 1995 — Un Siècle d’Écrivains (Jorge Amado) (cineasta) 1995 — Socorro Nobre (cineasta) 1995 — Cinema de Lágrimas (cineasta) 1995 — Butterfly (cineasta) 1993 — Agosto (cineasta) 1992 — A Babel da Luz (cineasta) 1991 — Os trapalhões e a Árvore da Juventude (cineasta) 1991 — Conterrãneos Velhos de Guerra (cineasta) 1991 —
Ainda -A República dos Anjos (cineasta) 1991 — A Grande Arte (fotógrafo) 1990 — Uma Escola Atrapalhada (cineasta) 1990 — O Mistério de Robin Hood (cineasta) 1990 — Circulo de Fogo (cineasta) 1990 — Blues (cineasta) 1990 — Assim na Tela como no Céu (cineasta) 1990 — A Paisagem Natural (cineasta) 1989 — Que Bom te Ver Viva (cineasta) 1989 — Césio 137 — O pesadelo de Goiânia (operador de câmera e cineasta) 1988 — Uma Questão de Terra (cineasta) 1988 — O Inspetor (cineasta) 1987 — Terra para Rose (cineasta) 1987 — Rio de Memórias (cineasta de fotografia) 1987 — Os Trapalhões no Auto da Compadecida (cineasta) 1987 — João Cândido, um Almirante Negro (cineasta) 1987 — Dama da Noite (cineasta) 1987 — Alta Rotação (diretor de fotografia e operador de câmera) 1987 — No Rio Vale Tudo (ou Si Tu Vas à Rio... Tu Meurs) (cineasta) 1986 — Geléia Geral (cineasta) 1986 — A Igreja da Libertação (cineasta) 1986 — A Dança dos Bonecos (operador de câmera) 1986 — Com Licença, Eu Vou à Luta (operador de câmera e cineasta) 1985 — O Rei do Rio (operador de câmera) 1985 — Krajcberg — O Poeta dos Vestígios (cineasta) 1984 — Pátio dos Suspiros (operador de câmera - diretor de fotografia) 1984 — Quilombo (operador de câmera) 1984 — Pedro Mico (cineasta) 1984 — A Máfia no Brasil (cineasta) 1983 — Sargento Getúlio (cineasta) 1983 — Cinema Paraibano, Vinte Anos (cineasta) 1983 — A Difícil Viagem (cineasta) 1982 — Sete Dias de Agonia (cineasta) 1982 — Lages, A Força do Povo (fotógrafo) 1982 — Em Cima da Terra, Embaixo do Céu (cineasta) 1982 — A Missa do Galo (cineasta) 1981 — O Homem de Areia (cineasta) 1980 — Flamengo Paixão (operador de câmera) 1980 — Conterrâneos Velhos de Guerra (cineasta) 1979 — Jorge Amado no Cinema (cineasta) 1979 — Boi de Prata (Diretor de Fotografia e Câmera) 1977 — Viola Chinesa (cineasta) 1977 — Que País é Este? (cineasta) 1977 — Antônio Conselheiro e a Guerra dos Pelados (cineasta) 1973 — O Homem do Corpo Fechado (responsável pelo título) 1971 — O País de São Saruê (assistente de direção.

 

Do livro: Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Camilo Macedo

WALDEREDO PAIVA DOS SANTOS - Camilo Macedo



 
 Walderedo Paiva dos Santos Nascimento: nasceu em João Pessoa, em 19 de Janeiro de 1936 Filho Francisco Alves dos Santos Nair Paiva dos foi casado com Terezinha de Oliveira Costa Paiva, que faleceu recentemente em nossa capital. Do Casamento nsceram os Filhos: Tatyana de Oliveira Paiva C. Holanda Adriana Patricia de Oliveira Paiva M. de Freitas Rodolfo José de Oliveira Paiva Wendell Rodrigo Costa Paiva Jéssica de Araújo Negreiros Paiva, Walderedo Paiva dos Santos Junior ,Paulo Ricardo Lemos Paiva.
Inicou seus estudos primário em João Pessoa, concluindo no Liceu Paraibano, Formou se em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Instituto Paraibano de Educação - IPE/PB (hoje Unipê) tendo colado grau em 24/06/1976. Cursou ainda Filosofia na UFPB mas não concluiu. Exerceu diversas Atividades João Pessoa/PB • Trabalhou no DER – Departamento de Estradas e Rodagens • Trabalhou ainda na Rádio Tabajara.
Foi Ator - Anos 60 e 70 - Teatro dos Estudantes • Advogado – OAB/PB nº 1696 Atuações: Peças • O Pagador de Promessas - de Dias Gomes • O Chapeuzinho Vermelho - de Maria Clara Machado. • Paraí-Be-A-Bá– Paulo Pontes - que ficou em 3º lugar no V Festival Nacional de Teatro Amador, realizado no Rio de Janeiro em 1968 • Eles não Usam Black Tie • Enquanto não arrebenta a derradeira explosão – de Jose Bezerra Filho Filme: • O Salário da Morte é o primeiro Longa-metragem ficcional produzido na Paraíba. Baseado no conto "Fogo", de José Bezerra Filho – gravado em 1971 • Menino de Engenho.
No final dos anos 70 partiu para o território de Rondônia onde seguiu carreira política e jurídica. 1979 – Delegado de Polícia do ex-território de Rondônia 1981 – Fundou a Associação dos Policiais Civis de Rondônia 1982 a 1986 –Deputado Estadual Constituinte, 1983 – Secretário de Estado da Secretária de Interior e Justiça (Seijus) – licenciou-se como Deputado 1991 – Secretário de Estado da Secretaria de Estado de Interior e Justiça (Seijus) 1994 - Secretário de Estado da Secretaria da Segurança Pública como adjunto e 6 meses depois assumiu a titularidade 1999 – Secretário de Estado da Secretaria de Segurança Pública
Tendo sido interinamente, a Superintendência de Justiça e Defesa da Cidadania (Sujudeci), hoje SUPEN - denominação dada pela reforma administrativa. Após a aposentadoria voltou a atuar como Advogado Criminalista – com OAB/RO 282-A. Faleceu em João Pessoa no dia 07 de Abril de 2012.

 

 

NOMES QUE FIZERAM E FAZEM A HISTÓRIA DA PARAÍBA -
Autor - Camilo Macedo

 

MÁRIO MOACIR PORTO - Camilo Macedo



 MÁRIO MOACYR PORTO - nasceu em 03/01/19 em João Pessoa/PB, e faleceu 20/11/1997 - Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito do Recife. Mário Moacyr Porto nasceu em João Pessoa, em 3 de janeiro de 1912. Formou-se na Faculdade de Direito do Recife, assumindo, logo em seguida, o cargo de Promotor Público no Rio Grande do Norte, atraves concurso público, ingressou na magistratura paraibana, passando por todas as entrâncias, até chegar ao cargo de Desembargador. No Tribunal de Justiça, ocupou duas vezes a Presidência, destacando-se sua administração pelas melhorias estruturais e pela autoria do Projeto de Lei que consagrou a Lei de Organização e Divisão Judiciária do Estado, além do Regimento da Secretaria do Tribunal de Justiça.

Também se destacou como acadêmico, tendo participado do Congresso Internacional de Direito Comparado, em Hamburgo (AL), onde apresentou tese sobre a “Responsabilidade pela guarda das coisas inanimadas”. Publicou inúmeros artigos nos grandes periódicos e veículos nacionais, projetando-se como proeminente doutrinador nessa área, tendo seu “Traitè de Responsabilité Civil”, publicado na França, alcançado prestígio mundial.


Consagrado Professor de Direito Civil da Universidade Federal da Paraíba – da qual foi, também, fundador e Diretor da Faculdade de Direito, e Reitor – e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, destacou-se, ainda, como Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio Grande do Norte no biênio 1983-1985 e do Tribunal de Ética da Seccional Paraibana da Ordem, órgão que atualmente ostenta seu nome.
Cargos que ocupou na UFPB: Professor fundador da 1ª cadeira de Direito Civil da Faculdade de Direito da Universidade da Paraíba - posse em 19/06/1961 - Diretor da Faculdade de Direito da Paraíba. Reitor – 04/1960 a 04/1964. Sua vocação cultural levou-o a ocupar a Cadeira nº 4, da Academia Paraibana de Letras; imortalizou-se, igualmente, na Academia Norte-riograndense de Letras., é um exemplo, para os Advogados, Juízes e Promotores, que querem passar para a historia, isso se ver e ler, em livros e artigos, foi homenageado com seu nome ao Tribunal de Ética da Seccional Paraibana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB).


Ainda, incrustado no incomparável acervo que foi doado por sua família ao Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), contendo obras raríssimas, em vários idiomas, inclusive periódicos franceses, boa parte ligados ao Direito Civil, e, finalmente, algumas correspondências que mantinha com renomados juristas europeus. As novas gerações de juristas paraibanos, entretanto, não conhecem tão de perto e talvez de tão longe, toda essa riqueza cultural.


Mário Moacyr também enveredou pela iniciativa privada, mostrando-se um verdadeiro líder: ao aposentar-se da magistratura dedicou-se à atividade empresarial tornando-se Presidente da maior empresa de mineração brasileira, no setor da produção da sheelita, a Mineração Tomaz Salustino S.A., com sede em Currais Novos-RN, que representava, na década de 80, cerca de 97% (noventa e sete por cento) da produção nacional do referido miné.

 

Do livro: Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba de Camilo Macedo

IVAN BEZERRA DE ALBUQUERQUE - Camilo Macedo



 IVAN BEZERRA DE ALBUQUERQUE - nasceu no dia 23 de novembro de 1932, em Itabaiana, interior paraibano, Na adolescência tomava conta de um salão de sinuca e ajudava o pai na loja da fábrica de colchões da família. Sonhava ser músico e estudou com seu conterrâneo Sivuca. Ivan, participou da banda de música da cidade como clarinetista. casado com Maria Dulce, pai de sete filhos: Ivan Júnior, Ivanaldo, Ivanildo, Ivando, Ivana, Ana Maria e Maria Ivone, e avô de oito netos.

Com quatro anos de idade, foi levado por sua mãe até a capital para fazer tratamento do olho direito, sendo examinado pelo Dr. Seixas Maia, para surpresa da família, Ivan Bezerra possuía um tumor interno no globo ocular, sendo em seguida submetido a uma cirurgia, diante do estado avançado acabou perdendo um olho. Em 1950, após receber o primeiro pagamento como músico foi passar férias na casa da avó em João Pessoa, cidade onde passou a residir desde então.


Mas a mudança definitiva para a capital paraibana não foi planejada. Um tio de Ivan Bezzera era funcionário do D.E.R. (Departamento de Estradas e Rodagens) e conseguiu um emprego para ele.


Em 1952, era participante assíduo da roda de bate-papo no Ponto de Cem Reis, onde se destacava com seus comentários abalizados; Ivan Bezerra foi apresentado por Arnaldo Júnior a Otinaldo Lourenço, que lhe convidou para ingressar na rádio Arapuan como noticiarista, tempo depois pelos braços de Clóvis Bezerra entrou na rádio Tabajara, onde se firmou definitivamente como comentarista esportivo.


Trabalhou ainda na rádio Correio, Sanhauá, FM 103 O Norte, e jornais impressos: A União, Tribuna do Povo e Correio da Paraíba. Filho de um mascate com uma professora, sonhava ser músico da Orquestra Tabajara. O que conseguiu foi ser o segundo clarinetista da banda local; funcionário público aposentado do DENIT é comentarista esportivo da rádio Tabajara. Em 1953, Bezerra passou a fazer parte da Rádio Tabajara AM, emissora na qual teve início a carreira como comentarista ao substituir Virgílio Andrade na cobertura de um jogo entre Auto Esporte, de João Pessoa e Náutico do Recife, e de lá para cá nunca deixou o rádio esportivo.


Torcedor do Santos Futebol Clube do saudoso Tereré, e do Clube de Regatas Flamengo, Ivan Bezerra foi árbitro de futebol de salão da Federação Atlética Paraibana, chegando a fazer parte do quadro de arbitragem da CBD - Confederação Brasileira de Desportos. Sócio fundador da ACEP - Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba, o radialista Ivan Bezerra faz parte de todas as diretorias desde a fundação, sendo presidente da entidade por dois mandatos, hoje é membro do Conselho Superior da entidade, homenageado pelos companheiros da ACEP, o estádio de futebol da agremiação leva o seu nome.


Homem de conhecimento notável, Ivan Bezerra gosta de compartilhar as glórias com os amigos, tem consideração com todos, e nos seus comentários faz questão de preservar a parcialidade. Conquistou mais de 100 prêmios, inclusive recebendo os títulos de cidadão Pirariense, Pessoense e Cabedelense. Ivan Bezerra joga Biriba (carteado) desde 1964, entre seus companheiros está o Desembargador Emilio de Farias, Chico Bala e o casal Assis e Alice. Ele faz questão de afirmar, que durante a prática do carteado não existe consumo de cigarro, bebida alcoólica, nem tampouco se joga apostado, o jogo serve apenas de lazer para todos.


Considerado o melhor comentarista esportivo da Paraíba, o “Campeão de Audiência”, como é carinhosamente chamado. Para Ivan Bezerra, um momento que marcou a sua carreira foi ter participado em 1990, com os radialistas Adamastor Chaves e Paulo Costa, da transmissão do jogo dos 50 anos de Pelé, fato ocorrido no estádio Giuseppe Meazza, na cidade de Milão na Itália. “Um ser humano como outro qualquer que procura viver até quando Deus quiser, procurando sempre fazer amigos, tenho a minha opinião e respeito à de todos”, confidenciou Ivan Bezerra.

 

Do livro: Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba de Camilo Macedo

 

 

ITAPUAN BÔTTO TARGINO - Camilo Macedo




ITAPUAN BÔTTO - Itapuan Bôtto Targino nasceu no dia 10 de maio de 1938, na cidade de João Pessoa, Paraíba, filho de Ananias Targino F. Pontes e Maria da Penha Bôtto de Menezes. É casado com Regina Rodrigues Bôtto Targino, de cujo consórcio tem os filhos Marieta, Estevam e Itapuan Filho. Fez seus estudos primários na Escola da professora Maria Adelina Barbosa, o ginasial no Colégio Pio X e concluiu o colegial no Liceu Paraibano, em 1955. Titulou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Paraíba, em 1960, e se formou em Licenciatura em Pedagogia (Habilitação em Administração Escolar) pelo Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba, em 1975.


Ingressou no magistério em 1962, lecionando, na Escola Técnica de Comércio Assis Vidal, as disciplinas História Econômica, Geografia Humana e Legislação Aplicada; foi professor de Didática nos Institutos Paraibanos de Educação (IPÊ); ensinou Direito e Legislação no Colégio Nossa Senhora de Lourdes; na Universidade Federal da Paraíba, lecionou Legislação do Trabalho, no Curso de Auxiliar de Enfermagem do Trabalho; e Legislação do Ensino e Estrutura e funcionamento do Ensino de 1º e 2º Graus, no Centro de Educação; lecionou Educação Moral e Cívica e Organização e Normas na Escola Técnica Federal da Paraíba – ETFPB.


Possui os cursos de Relações Humanas e Técnicas em Comunicação (Conselho Estadual de Desenvolvimento), 1960/1963; Administradores para Formação Profissional (Fundação Getúlio Vargas – Rio), 1968; Gestão de Centros de Formação Profissional (Cintefor/Cenafor-São Paulo), 1982; Treinamento Prático sobre Educação Vocacional e Industrial (Oswego University, New York, USA), 1969; Administração Financeira (MEC, Fortaleza), 1971.


Entre os cargos exercidos, destacam-se: Diretor da Escola Técnica Federal da Paraíba, 1964-1983; Secretário Municipal de Educação e Cultura, João Pessoa, 1983-85 e 1992; Supervisor das Escolas Técnicas Federais, MEC, Brasília, 1969; Oficial de Gabinete do Prefeito Municipal de João Pessoa, 1959; Representante do MEC junto aos Conselhos Regionais do SENAI e SENAC, em Campina Grande e João Pessoa, 1967-72 e 1973/74, e 1973-83, respectivamente; Secretário Geral do Poder Legislativo da Paraíba, 1993-95; Presidente da Fundação Espaço Cultural da Paraíba (FUNESC), 1995; membro do Conselho Estadual de Cultura da Paraíba; Chefe do Cerimonial do Governo do Estado da Paraíba; Diretor Executivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba.


Possui várias condecorações: Diploma de Menção Honrosa (Conselho Estadual de Cultura), 1970; Medalha Nilo Peçanha, MEC, 1976; Medalha do Sesquicentenário de D. Pedro II, Colégio D. Pedro II, Rio, 1976; Medalha Professora Margarida Schivasappa, Escola Técnica Federal do Pará, 1978; Medalha Escola Técnica do Ceará, Fortaleza, 1979; Medalha de Honra ao Mérito, Escola Técnica Federal do Mato Grosso, Cuiabá, 1979; Medalha do Mérito Tamandaré, Ministério da Marinha, 1983; Medalha Alcides Carneiro, Campanha Nacional das Escolas da Comunidade, 1984; é Cidadão Honorário das cidades de Itaporanga e Picuí e Benemérito da cidade de João Pessoa; possui a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, outorgada pelo Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.


Já publicou mais de dez obras, dentre outras “Manual do Cerimonial”, “A propósito da educação” e “100 anos do Ensino Fundamental Brasileiro”. São 57 textos que apresentam o pensamento e as impressões do autor sobre os mais variados temas. Segundo o prefaciador, ao fazer a organização dos temas desenvolvidos na obra, Itapuan reflete sobre a vida em exercício permanente, visando ao aperfeiçoamento do ser humano por meio da cultura e abrindo uma nova trilha no campo da formação cultural pedagógica brasileira.


Trabalhos publicados: A Verdade de um Homem Público, 1985; A Propósito de Educação, 1985; Apontamentos de Legislação de Ensino, 1978; Estudos de Recuperação – uma experiência, 1975; Educação Artística - o canto coral nas Escolas Técnicas, 1978; Olavo Bilac e o Serviço Militar Obrigatório, 1978; Escolas Técnicas – Instrumento de Progresso e Desenvolvimento, 1978 Por uma educação integral, 1980; Subsídios para Fixação de Critérios na Distribuição de Recursos às Escolas Técnicas, 1980; A educação como instrumento de Reconstrução Nacional, 1980; Preservação do Patrimônio Ferroviário – As Estações de trem da Paraíba, 2001; Anísio Teixeira – Educador do Século XX, 2001; O Centro Histórico de São João do Rio do Peixe, 2002; Patrimônio Histórico da Paraíba – 2000 – 2002, 2003; Cartilha do Patrimônio – Centro Histórico de João Pessoa, 2003; Município, Municipalismo e Descentralização, 2004: Assim eu disse..., 2005. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 18 de julho de 1996.

 

Do livro: Pessoas que fizeram e fazem a história da Paraíba

JOSÉ EDILBERTO COUTINHO - Camilo Macedo



 JOSÉ EDILBERTO COUTINHO: Nasceu em 28 de setembro de 1938, na cidade de Bananeiras, Estado da Paraíba e faleceu na cidade do Recife, em 1995.Era filho do Dr. Francisco Coutinho Filho e D. Otília Cirne Coutinho. Passou a infância e a juventude em constantes mudanças entre os Estados de Pernambuco e Paraná, acompanhando o pai que, sendo funcionário federal, estava sempre prestando serviço a qualquer Estado para o qual fosse designado. Era formado em Direito pela Faculdade do recife, porém, nunca exerceu a profissão de advogado. Sempre teve atração para as letras, principalmente, pelo folclore nordestino, influenciado que era pelas histórias do cotidiano desse povo que lhe eram contadas pelo pai, folclorista de renome.


Era jornalista, diplomado pelo World Press Institute (Instituto Mundial de Imprensa) dos Estados Unidos, tendo escrito nos principais jornais e revistas do Brasil. Durante algum tempo, foi correspondente, na Europa, do Jornal do Brasil e da Revista Manchete e, nos Estados Unidos, dos Diários Associados (O Jornal e O Cruzeiro). Em 1970, transferiu-se, definitivamente, para o Rio de Janeiro. Pela atuação nos meios intelectuais e literários, Edilberto conquistou vários prêmios, tanto no Brasil como no exterior, entre os quais, destacamos: Ensaios de Jornalismo Literário e de Ficção, conferido pela Academia Brasileira de Letras; Crítica Literária, da Associação Paulista de Críticos de Arte;Estudos Brasileiros de Ficção, da Fundação Cultural de Brasília-Conselho Federal de Cultura; Ensaio Biográfico, da Associação Brasileira de Crítica Literária; Ficção, da Fundação de Las Americas, Havana;Maracanã, adeus, na tradução francesa de Jacques Theriot, sob o título Onze au maracanã – Le grand Prix Cultural Latin, Paris, 1986.


Edilberto Coutinho era escritor, jornalista e professor universitário. Era sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e membro da Academia Brasileira de Literatura. Ingressou na Academia Paraibana de Letras, em 28 de maio de 1982, recepcionado pela acadêmica Elizabeth Marinheiro. Bibliografia: Onda boiadeira e outros contos; Recife, 1954; Contos II, Recife, 1957; Erotismo noromance brasileiro, anos 30 a 60, Rio, 1967; Rondon e a integração amazônica, São Paulo, 1968;Rondon, o civilizador da última fronteira, Rio, 1969; Presença política no Recife, São Paulo, 1969;José Lins do Rego, Brasília 1971; Um negro vai à forra (contos); São Paulo, 1977; Sangue na praça(contos), 1979; Criaturas de papel, Rio, 1980; Maracanã, adeus (onze histórias de futebol), Rio de Janeiro, 1980; Erotismo no conto brasileiro; Rio, 1980; O romance do açúcar: José Lins do Rego, vida e obra, Rio, 1980; Memória demolida (ensaio), Recife: Ed. Piratas, 1982; O jogo terminado(seleta de contos), 1983; O livro de Carlos (Carlos Pena Filho, poesia e vida), Rio, 1983; A imaginação do real, Rio, 1983. Obra póstuma: Bar Savoy.

 

Do livro a ser lançado: Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba

GUILHERME GOMES DA SILVEIRA D’AVILA LINS. - Camilo Macedo



 GUILHERME GOMES DA SILVEIRA D’AVILA LINS. médico, professor universitário e pesquisador de história, nasceu na capital paraibana em 26 de novembro de 1941, filho do também médico e professor universitário Dr. Antonio D’Avila Lins (in memoriam), um dos fundadores do ensino médico na Paraíba, e de D. Helena da Silveira D’Avila Lins (in memoriam), nona neta de Duarte Gomes da Silveira, um dos heróis da conquista da Paraíba em 1585. Casado com a Dra. Rita Maria Cury D’Avila Lins, natural da cidade de Ponta Grossa (PR), médica, psicanalista, filiada à International Psychoanalytical Association (IPA), de cujo matrimônio nasceu Eduardo Cury d’Avila Lins, Bacharel em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Anhembi-Morumbi (SP) com curso de redação publicitária pela Miami ad School ESPM (SP).

Até o quarto ano primário estudou em escola particular, inicialmente, por muito pouco tempo, com D. Camerina Bezerra Cavalcanti e a seguir com D. Francisca de Ascensão Cunha, ambas Professoras Catedráticas, já então aposentada, da antiga Escola Normal da capital paraibana. Na mesma cidade cursou o quinto ano primário no Colégio Pio X (Marista), onde prestou o exame de admissão ao curso ginasial, todo ele cursado lá mesmo. Daí transferiu-se para o Liceu Paraibano onde permaneceu durante todo o primeiro ano colegial (científico). A seguir transferiu-se mais uma vez, então com bolsa de estudos, para o velho Colégio Pedro II (Internato) no Rio de Janeiro, onde concluiu o curso colegial obtendo o título de Bacharel em Ciências e Letras conferido por esse educandário.


Ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), tendo colado grau de Médico em 1968. Após breve permanência na sua cidade natal rumou para São Paulo (capital) fixando aí residência durante muitos anos, onde passou a exercer a profissão médica e onde fez vários cursos de pós-graduação Lato Sensu e Strictu Sensu, além de várias dezenas de cursos de extensão de curta duração. Seus estudos primários foram feitos com a professora Camerina Bezerra Cavalcanti e Francisca de Ascensão Camarão da Cunha. No Colégio Pio X concluiu o curso ginasial. Cursou a primeira série do curso científico no Liceu Paraibano e as demais séries no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Cursou Medicina na Universidade Federal da Paraíba, onde se formou em 1968.


Fez vários cursos de pós-graduação em gastroenterologia em nível de mestrado e doutorado, em São Paulo. Participou de inúmeros cursos de extensão universitária, simpósios, conferências, etc. Seu vasto currículo na área de Medicina registra a apresentação de várias teses e trabalhos publicados em revistas científicas do país. Exerceu a medicina em São Paulo, por vários anos, e, retornando a João Pessoa, lecionou na Universidade Federal da Paraíba, tendo ocupado várias chefias no Hospital Universitário, onde prestou serviço até a sua aposentadoria.


Na área de História, é um estudioso do período colonial da Paraíba, com mais de 30 anos de pesquisa nesse setor. Entre as várias publicações de sua autoria, podemos citar; O Centenário do Dr. José D’Avila Lins; Levantamento das Publicações dos Diálogos da Grandeza do Brasil, com algumas notas sobre o mais provável autor; João Afonso Pamplona – A instituição do nome que foi o primeiro proprietário de terra da Capitania da Paraíba; Dr. Guilherme Gomes da Silveira – Nótula Genealógica e Biográfica; O Fracasso Holandês na Capitania da Paraíba em 1631; Revisão e Retificação dos sucessivos nomes oficiais da Capital da Paraíba ao longo do tempo; Página da História da Paraíba, no qual faz um estudo profundo sobre a fundação dos dois primeiros engenhos da Paraíba.


Tem ainda a publicar vários trabalhos, destacando-se Gravetos de História, um alentado estudo sobre o Sumário das Armadas, em três volumes. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 9 de julho de 1999.


É Membro Efetivo da Academia Paraibana de Filosofia (APF), Membro Titular da Academia Paraibana de Medicina (APMED), Membro Efetivo da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – Regional da Paraíba (SOBRAMES-PB), Membro Efetivo da União Brasileira de Escritores – Núcleo da Paraíba (UBE-PB) e Membro Fundador da Academia de Letras e Artes do Nordeste – Núcleo da Paraíba (ALANE-PB). Finalmente, no dia 15 de janeiro de 2008 foi eleito Membro Efetivo da Academia Paraibana de Letras (APL), onde a 09 de maio de 2008 tomou posse da Cadeira N.º 19 (Patrono: Irineu Ferreira Pinto; Fundador: Dr. Durwal Cabral de Almeida e Albuquerque; primeiro sucessor: Dr. Amaury Araújo de Vasconcelos), ocasião em que proferiu o discurso intitulado Imortalidade, uma idealização do ser humano, tendo sido saudado pelo Acadêmico Dr. Manuel Batista de Medeiros.

 

Do livro Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba

 

 

CLEMENTINO GOMES PROCÓPIO - Camilo Macedo



 NOMES QUE FIZERAM E FAZEM A HISTÓRIA DA PARAÍBA - Autor - Camilo Macedo

CLEMENTINO GOMES PROCÓPIO -

O Professor Clementino Procópio, foi um dos grandes baluartes da educação campinense, mesmo não sendo natural da cidade. Oriundo de Bom Jardim, Pernambuco, Professor Clementino Procópio como ficou conhecido, nasceu em 06 de março de 1855. Seu pai era Lourenço Gomes Procópio e sua mãe, Maria Francisco de Brito. Fez Seminário em 1874, porém, não seguiu na Igreja. Morando em Taperoá-PB, veio para Campina Grande no ano de 1877, após uma grande seca ocorrida na Paraíba.


Em Campina, fundou a 05 de julho de 1878, o Colégio São José, localizado a Rua Dom Pedro I, onde hoje se localiza o Quartel de Polícia no Bairro de São José. Como disse Epaminondas Câmara em seu livro Datas Campinenses, “o colégio funcionava sem conforto, fora da cidade”, demonstrando como Campina Grande ainda não era tão grande assim. Todavia, o estabelecimento de ensino marcou época durante mais de 30 anos, sendo alicerce de educação para vários alunos de peso da sociedade paraibana, a exemplo de Argemiro de Figueiredo, Mauro Luna, dentre outros. O jornalista Eurípedes de Oliveira, ex-aluno de Clementino Procópio, relatou em crônica ao Jornal da Paraíba cujo texto, André de Sena transcreveu no livro “Eurípedes Oliveira, jornalista e construtor de Açudes”:


“O mobiliário escolar se compunha de uns bancos de madeira para grupos de cinco ou mais alunos conforme a freqüência. Num dos cantos lá do fundo estava uma jarra com água e alguns copos de flandres. A classe mais adiantada ficava sentada diante de uma mesa larga e comprida onde fazíamos nossos trabalhos de escrita logo que chegávamos. O professor sentava a sua cabeceira, pondo diante de si a palmatória.
Poucas semanas depois eu recebi, cheio de orgulho, o lugar de decurião. Era o premio ao aluno mais cuidadoso e tinha o privilégio de ficar respondendo pelo professor nas suas raras ausências da sala... Começamos as aulas fazendo a escrita ditada ou copiada e nela mesma fazíamos a análise gramatical dum trecho marcado. Depois, enquanto o professor corrigia as escritas, ficávamos estudando as lições do dia... Terminada a correção da escrita ele fazia a chamada. Um a um, íamos receber as notas. Se fosse má, estirávamos a mão e recebíamos dois bolos de palmatória; péssima, receberíamos quatro a teríamos que refazer tudo de novo. Se estivesse certa, ele marcava outra para o dia seguinte.


Depois da escrita era a vez das lições decoradas. Entregávamos o livro com a lição marcada do dia anterior e ficávamos diante dele (Clementino Procópio), de pé, com os braços caídos ao longo do corpo e recitávamos todas as palavras ali impressas, sem esquecer pontuação, notas ou exemplos. Terminada a prova, os bolos de palmatória, dois ou quatro, conforme a nota recebida e voltávamos a estudar até saber recitar tudo na ponta da língua; ás vezes ele voltava às páginas e apenas dizia as primeiras palavras do trecho que nós teríamos de continuar recitando para provar que não tínhamos esquecido as lições anteriores.


Aos sábados havia a sabatina. A classe formava um círculo, ele ao centro, com a palmatória nos joelhos, contava salteado, ora para um, ora para o outro lado, a fim de nos manter atentos a perguntava: o que é verbo? Ou, quantos são os pontos cardeais? Diga a regra para extrair uma raiz quadrada. Onde fica o Cabo da Boa Esperança? Qual é maior, um ângulo agudo ou um ângulo obtuso? Se o aluno titubeava, ele apontava para outro dizendo: ‘ adiante, adiante, adiante, adiante!’, até encontrar quem desse a resposta certa.


Então ele entregava a palmatória e o acertador corria a fila e dava um bolo em cada um dos que estivessem errados. Ai dele, se por descuido ou camaradagem desse um bolo pequeno; ele [o professor] tomava a palmatória e lhe dava um bolo exemplar para não dar mais bolo de compadre. O esforço era grande, pois ninguém gostava de apanhar e era preferível estar preparado para dar em vez de sofrer. Nas nossas reuniões, fazíamos as contas e os que mais davam apontados como bons alunos (...)” (SENA,1999, p.39/40)” Antes de adentrar ao Século 20, Clementino Procópio se envolveria em confusão com o Presidente do Estado da Paraíba. Clementino Procópio também se envolveria com a política, sendo membro do Partido Conservador e exercendo também o jornalismo político.


Este fato inclusive, influenciou seu filho Severino Procópio, que seria prefeito de Campina Grande por duas ocasiões. O dia 27 de maio de 1935 marcou o falecimento de Clementino Procópio. Foi alvo de várias homenagens na cidade, inclusive de Argemiro Figueiredo seu ex-aluno, que na época era o Governador do Estado. Mauro Luna, outro aluno, no dia do enterro disse a seguinte frase: “Clementino preparou espíritos capazes de conviver com o futuro”.Segundo Moacir Andrade em seu livro Vultos Paraibanos, “a banda de música posta em frente ao Cine Fox, tocou uma marcha fúnebre, e dois mil escolares formados, receberam o velho mestre inanimado com silêncio profundo”. Clementino Procópio foi sepultado no cemitério do Monte Santo, com todas as honras merecidas. Atualmente, uma das principais praças de Campina Grande se chama “Clementino Procópio”.

Dorgival Terceiro Neto - Camilo Macedo



 DORGIVAL TERCEIRO NETO- nasceu na Fazenda Santa Maria, em Taperoá, Paraíba, no dia 12 de setembro de 1932 e faleceu em 12 de abril de 2013 - filho de Melquíades Vilar e Eliza Vilar. Fez os cursos de admissão e ginasial no Ginásio Diocesano de Patos, entre 1945 e 1949, no ano de 1950, seguiu para a cidade de João Pessoa, onde fez curso clássico no Liceu Paraibano (1950/52). Em 1957, bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito da Paraíba. Sua passagem como redator de A União, na década de 50, é uma lembrança que faz questão de preservar, como uma das melhores épocas de sua vida.


Começou a vida profissional no Departamento de Estradas de Rodagem (DER) como auxiliar de escritório, ascendendo a escriturário, Chefe de Pessoal, Assessor Administrativo e Procurador. Posteriormente, passou a atuar no Tribunal de Justiça como Subsecretário, em substituição ao titular; Secretário Geral da UFPB, antes de sua federalização, no Reitorado do Professor Mário Moacyr Porto, tendo Dorgival contribuído para a concretização do enquadramento da entidade como órgão federal, na instrumentação dos expedientes referentes ao ato.

Exerceu a função de Assessor Especial do antigo Conselho Estadual de Desenvolvimento; Diretor de Crédito de Fomento do Banco do Estado da Paraíba, tendo implantado as Carteiras Especializadas de Crédito Rural, Crédito Industrial e de Operações Especiais; Procurador do Estado da Paraíba; Professor de Direito Civil e de Direito Agrário da UFPB; Prefeito da cidade de João Pessoa; Vice-Governador e, depois, Governador do Estado no período agosto/78 a março/79. Sua carreira na política paraibana tem início no ano de 1971, quando foi nomeado pelo então governador Ernâni Sátiro, prefeito de João Pessoa. Em 1974, terminando seu mandato de prefeito, é eleito indiretamnete vice-governador juntamente com o governador Ivan Bichara, assumindo o cargo de governador em 14 de agosto de 1978 a 15 de março de 1979, passando o cargo para Tarcísio Burity. Deixando o governo, passa a trabalhar no jornal A União e torna-se membro da Academia Paraibana de Letras.


Aposentado do serviço público é advogado militante e jornalista. No jornal A União, foi redator, redator-chefe, secretário e diretor eventual; dedica-se à pesquisa histórica, publicando seus trabalhos na imprensa local. Como professor da Universidade Federal da Paraíba publicou o livro didático Noções preliminares de Direito Agrário, já na 3ª. edição, compêndio também adotado nos Institutos Paraibanos de Educação e na Universidade de Campina Grande.


Assumiu a cadeira de número 07 na Academia Paraibana de Letras, em 17 de junho de 1999, tendo como patrono Arthur Achiles. Ingressou no Instituto Histórico e Geográfico Paraibano no dia 29 de janeiro de 1993, sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Recebeu a Comenda do Mérito Cultural “José Maria dos Santos”, conferida pelo IHGP, e a Medalha José Américo, conferida pela Fundação Casa de José Américo.


Obras - “Noções preliminares de Direito Agrário”, “Gente de ontem, história de sempre”, “Paraíba de ontem, evocações de hoje” e “Taperoá - crônica para a sua história. Discurso de posse no IHGP. João Pessoa, s/ed., 1993; Discurso de posse na APL. João Pessoa, s/ed., 1999; Celso Mariz. João Pessoa, Empório dos Livros, 1999; Paraíba de Ontem, Evocações de Hoje. João Pessoa, Gráfica Santa Marta, 1999; Taperoá – crônica para a sua história. João Pessoa, Unipê Editora, 2002; Gente de Ontem, história de sempre, coletânea de reportagens sobre fatos merecedores de registro a posteridade.


DUARTE GOMES DA SILVEIRA – nasceu em Olinda, 1555 — feleceu na cidade da Paraíba (Filipeia, 1644), também citado como «Marquês da Copaoba», Cadou-se com Dona Fulgência Tavare, foi um administrador colonial e rico senhor de engenho luso-brasileiro da capitania da Paraíba no século XVI - herói da conquista da Paraíba. Duarte da Silveira construiu com recursos próprios, ainda no século XVI, a Igreja da Misericórdia, onde, após a morte, foram depositados os restos mortais dele e de sua esposa.


Duarte Gomes da Silveira foi um dos principais signatários da conquista e consolidação daCapitania Real da Paraíba, ainda em fins do século XVI. Duarte conheceu, em vida, as duas faces da moeda: da glória do herói ao seu antônimo. Se de um lado é tido como benemérito fundador da Casa de Misericórdia da cidade de Nossa Senhora das Neves, instituidor do Morgado do Salvador do Mundo e homem que não media esforços para o desenvolvimento da cidade, inclusive concorrendo com prêmios aos moradores da cidade, para que edificassem casas de térreo ou assobradado; por outro, tem também seu nome registrado na história como falsário e sonegador de impostos, além de colaborador dos invasores holandeses.


Duarte da Silveira, comandou o Forte de Santo Antonio, na tentativa de evitar a invasão holandesa, em 1631, Era rico proprietário de terras na Paraíba, quando da invasão, conveceu a muitos moradores a aceitar as exigências dos holandeses, evitando assim a perda de tudo, através do saque. Morava em seu palacete, ao lado da catedral hoje basílica, onde funcionou por muitos anos o Colégio N.S. das Neves.


Considerado, ao lado de Frutuoso Barbosa, Martim Leitão, cacique Piragibe e João Tavares, um dos cinco heróis da conquista da Paraíba, distinguiu-se pelo estímulo oferecido ao povoamento da nascente capitania, fosse desenvolvendo a cultura açucareira ao longo das várzeas do rio Paraíba, fosse oferecendo prêmios a quem edificasse casas na cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Viveu o bastante para presenciar a invasão holandesa de 1634-54, tendo sido aprisionado pelos flamengos, após ter-lhes emprestado colaboração. Foi sepultado na Igreja da Misericórdia, no centro de João Pessoa, igreja por ele construída em 1595.

GONZAGA RODRIGUES - Camilo Macedo



 CONZAGA RODRIGUES – Luiz Consaga Rodrigues - nasceu em Alagoa Nova, filho único de Manuel Avelino Rodrigues e Dona Antonina Freire Rodrigues, Gonzaga desde cedo mostrou interesse pela literatura. Autodidata, não chegou a terminar o antigo ginasial e nem julgou que isso teria algum peso ou seria algum obstáculo para a sua trajetória como escritor. Conciliou a literatura com o jornalismo quando chegou a João Pessoa. Fez-se um “professor” no batente como repórter, revisor, tradutor de telegramas, autor de ensaios, entre outras funções nas redações dos principais jornais do Estado.
Testemunhou e fez História sendo testemunha ocular de movimentos como a formação das ligas camponesas e se fazendo presente como o homem de pensamentos e ideologias políticas sem militâncias, que dividia idéias e reivindicações com governantes como José Américo de Almeida (1887-1980), José Agripino, Wilson Braga e Tarcísio Burity (1938-2003), entre outros.
Já foi Secretário de Comunicação, presidente da Associação Paraibana de Imprensa (API) e da Academia Paraibana de Letras (APL), onde ocupa uma cadeira de imortal. Mesmo acostumado a dizer que os livros foram sua universidade, foi reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Já com anos de estrada jornalística que ajudou a pavimentar, defendia a instituição e o curso de Comunicação Social e a habilitação acadêmica que só se instalou no Estado no final dos anos 1970.
Sempre sonhou em ser poeta e escrever romances, mas emprestou o seu olhar atento e a sua sensibilidade de analisar o cotidiano para enriquecer a crônica paraibana, ofício que exerce desde 1970. Atualmente suas reflexões e observações podem ser conferidas três vezes por semana nas páginas do JORNAL DA PARAÍBA.
Dentre suas principais publicações, lançou a coletânea de crônicas Notas do Meu Lugar (Acauã), Retrato de Vida (Idéia), uma homenagem ao seu pai, Um sitio que anda comigo, e Café Alvear - Ponto de Encontro Perdido (Textoarte), Notas do meu Lugar, reminiscências sobre as conversas políticas e culturais no Ponto dos Cem Réis entre as décadas de 1960 e 70. dentre outros.
Gonzaga é personagem participante de parte da historia da Paraíba, parte dela estar contada em seu livro Café Alvear. O neguinho, como até hoje cariosamente é chamado, narra ali seus caminhos e as pedra, que lhe furavam os pés, até alcançar seu lugar e em definitivo como jornalista, nas redações dos jornais em nosso Estado. Costume dizer, que sou um homem de sorte, pois tive a honra de conhecer Gonsaga, pouco convivi profissionalmente com o nequinho, exatamente por isso deixei de apreender muita coisa, trilhei como reporter.

 

 

Do livro: Nnomes que fizerame fazem a história da Paraiba de Camilo Macedo

 

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