O roubo já existia desde a época dos militares - Francis Lopes de Mendonça




Muitos pensam que as Forças Armadas deste país são uma ilha suspensa de credibilidade e moralidade. Mas poucos sabem que os milicos são outros derrotados cujos governos, além de já terem metido a mão no dinheiro da nação tanto ou mais que os partidos políticos com o mensalão e o petrolão juntos, foram responsáveis também até pelo desmantelamento da malha ferroviária do Brasil, que já foi dez vezes maior do que é agora antes dos milicos chegarem ao poder.Desativaram quilômetros e mais quilômetros de ferrovias, no que foram seguidos por todos que sucederam os milicos, inclusive o muambeiro do Lula.

Realmente, o que falta neste país, além de muita vergonha na cara, é memória. Pois essa prática de meter a mão no dinheiro do povo também vem desde os governos militares, que desviavam percentagens para os bolsos, sendo que depois os partidos políticos passaram a aprimorar os esquemas de falcatruas e desvios.

O caso de Zé Dirceu do PT e Zé Serra do PSDB é emblemático. Ambos enfrentaram a ditadura e fizeram pós-graduação em corrupção com treinamento nos porões dos cárceres totalitários, de onde saíram pós graduados e agora puseram em prática as técnicas de ladroagem que aprenderam com seus algozes, os corruptos e corruptores da falsa revolução do golpe militar de março de 64.

Os dois foram coleguinhas de esquerdismo festivo da década de 60 e calçavam o mesmo número, 40, sendo que ambos resolveram roubar o povo de forma diferente. Essa é a verdade.

A carta de Palocci não traz nada que a gente já não soubesse - Francis Lopes de Mendonça



 

 Francis Lopes de Mendonça
11 h ·
A correspondência de Palocci é um documento histórico de suma relevância: é lúcida e bem redigida, e embora não traga nada que a gente já não saiba ou de que não suspeite, é um depoimento para as pessoas de boa fé reconhecerem que não é mais possível apoiar e defender o que ou quem não é mais defensável, realmente, e para que revejam a sua posição.

É um documento fundamental escrito por um teórico do petismo que alavancou o “comandante” à condição de líder e lhe ensinou a por as mãos no dinheiro da nação. Agora, para se safar, falou tudo o que sabe e entregou a cabeça dos companheiros numa bandeja à Lava-Jato.

Claro que os fanáticos fiéis ao "comandante" vão continuar correndo atrás de novas desculpas para desqualificar Palocci e permanecer atacando a Lava Jato, quando deveriam desde o começo ter feito o dever de casa e a velha autocrítica dos bolcheviques para avançar ou mesmo para criar um novo partido socialista distante da máfia lulista-dilmista-temista. Mas nada fizeram. Não reconheceram as lambanças grotescas e desestruturantes que a porra louca da Dilma fez com o país e nem expulsaram os ladrões e corruptos que engrossavam as fileiras do partido que de popular e de trabalhadores só restou a sigla.

Preferiram continuar chafurdando no mar de lama de mentiras e contradições deslavadas da máfia lulista-dilmista-temista. Pois vão ser novamente arrastados no lamaçal para sofrerem a maior derrota de sua história, em 2018, saindo como vitorioso o paleozoico Jair, um substituto fanfarrão dos milicos que virou um dos candidatos mais cotados à presidência, graças às circunstâncias pelas quais não tem nenhum mérito, como é por exemplo o vácuo moral e ético deixado pelo “comandante”. Francamente, não desejo ao pior inimigo o triste futuro a que está destinado este pobre e dilapidado país.

O Estado brasileiro é apenas uma sinecura de castas de senhores feudais - Francis Lopes de Mendonça



 

 Francis Lopes de Mendonça

Eu já escrevi isso algumas vezes, mas sempre me pego pensando no assunto, embora eu saiba que seja mera e frustrante masturbação mental: o Estado brasileiro é apenas uma sinecura de castas de senhores feudais que usufruem de altos salários e privilégios abusivos.

Estão excluídas dessas vantagens especiais a plebe rude e as massas ignaras, inertes, apáticas, anestesiadas e submissas, que só servem para sustentar as imoralidades praticadas sob a cínica alegação de que ninguém está fazendo nada ilegal, como se não fosse dentro da legalidade que fabricassem regalias e mamatas transformadas em “direitos adquiridos”.

Mas o que podíamos esperar de um Judiciário indicado pelo Executivo e aclamado pelo Legislativo? Uma ilha isenta das ideologias e influências partidárias? Ou um tabu perpetuador de injustiças contra quem paga a conta: o bobo da côrte comprado, o povo mais pobre?

Pois é a maior transferência de renda da História da Carochinha do Brasil - mas dos pobres para os ricos. Parecem duas castas diferentes de cidadãos, não é? Só que tudo é legitimado nas urnas.

O mecanismo do voto não passa de moeda de troca imposta aos trouxas na "democracia" de simulacros e factoides de cada província federativa pré-capitalista. Uma afronta à Carta Magna, a nossa cuspida Constituição Federal!

A vida do médico Marinônio Lopes de Mendonça - Francis Lopes de Mendonça



 Há médicos que são comerciantes da Saúde e há médicos que são movidos por compaixão, a exemplo do meu saudoso avô Marinônio Lopes de Mendonça, que foi médico em Cabedelo, cidade portuária da Paraíba entre o rio e o mar, nos tempos em que os médicos eram diferentes dos médicos de hoje.

Claro, tinham de ser porque o mundo era diferente na década de 50. Os hospitais eram raros e raros também eram os laboratórios. Como uma espécie de Sherlock Holmes, valendo-se de pistas mínimas, meu avô tinha de descobrir o criminoso que deixava suas marcas no corpo do doente.

Naquele lugar abandonado e miserável, a inteligência dele era decisiva. Meu avô era um herói solitário que atendia na sua farmácia unha encravada, cachumba, desidratação, bronquite, pneumonia, parto, prisão de ventre, resfriado, crupe, disenteria, gonorréia, berne, conjuntivite, furúnculo, hemorróidas, lombriga, dor de garganta, coqueluche, tosse de cachorro, verruga, indigestão e por aí vai.

E ele tinha de ser humilde, pois quando não havia mais jeito todo mundo recorria aos seus préstimos na luta contra a morte e o sofrimento frequentes. E com freqüência, meu avô recebia como pagamento uma galinha de capoeira, duas dúzias de ovos, um bode – e mais a eterna gratidão das pessoas humildes que tinham sido atendidas e não podiam pagar.

Deus no céu e o “seu Mário” na terra - eram as valias dos mais pobres. Hoje em dia, quando se pensa num médico, pensa-se em alguém portador de um conhecimento especializado: o listão deles se acha no catálogo da Unimed.

Cada médico é uma unidade biopsicológica móvel portadora de conhecimentos especializados e que executa atos sobre o corpo do paciente. No tempo do meu avô, era muito diferente.

Os médicos tinham, fora os conhecimentos, vocação para execução dos atos sobre o corpo do paciente. Mas o que fazia um médico não eram os seus conhecimentos de ciência médica.

A ciência médica era algo que lhe era exterior e que ele levava consigo como se fosse uma pastinha. É que qualquer um pode possuir conhecimentos científicos. Mas a alma de um médico não deve se achar nem no lugar do saber e nem no lugar do bolso, mas no lugar do amor, da compaixão.

O que devia caracterizar a nossa classe médica, mesmo – pelo menos no imaginário popular – devia ser o fato de ser movida por compaixão. Compaixão, na sua gênese etimológica, significa “sofrer com um outro”.

A compaixão devia ser a mais humana das características dos nossos médicos. Porque toda pessoa que procura um médico está sofrendo. E o nosso povo pobre é aquele que mais sofre e morre nas filas desumanas do SUS, esperando até seis meses por uma oportunidade de tratamento.

Bem que a nossa classe médica podia se inspirar na frase que eu vi escrita numa porta do Conselho Regional de Medicina: "O médico necessita ser um especialista em gente”. É esse tipo de sentimento transformado num princípio ético que todo médico brasileiro deveria ser obrigado a afixar no seu consultório, para nunca mais se esquecer...

O Judiciário brasileiro tem a cara de Macunaíma - Francis Lopes de Mendonça



 O Judiciário brasileiro tem a cara de Macunaíma quando o assunto é salário dessa imensa e sanguessuga casta de privilegiados viciados em mamatas e mordomias.

Trata-se duma relação, e jogo do poder, promíscua que envolve o poder executivo indicando os vorazes mamadores, o legislativo nomeando e eles mesmos se abençoando com suas togas de vampiros-mor travestidos de paladinos da Carta Magna.

Assim está garantida a vampiragem de gordos proventos monetários e outras adiposidades, "gambiarras" e “puxadinhos” aos contracheques com a prestação anêmica de serviços e morosidade a perder de vista. Há desembargadores recebendo salários de R$ 56 mil em alguns estados, R$ 52 mil em outros e R$ 39 mil em mais outros, quando o teto salarial dos servidores é de R$ 33,7 mil.

Milhares e mais milhares de servidores ganham acima do teto, a exemplo do que ocorre no Mato Grosso onde um juiz embolsou só no mês de julho a bagatela, pasmem, de R$ 415.693,02 líquidos de salário. O valor bruto pago foi de R$ 503.928,79. Outro ilustre cavalheiro de lá também recebeu no contracheque do mês de julho a bagatela de R$ 404.112,09 do Tribunal de Justiça local.

Só esses mimos da magistratura, livres da dentada do Imposto de Renda, custam algo como R$ 10 bilhões anuais arrancados dos tributos que arduamente o cidadão e contribuinte paga sob a alegação cínica e infame de que ninguém está fazendo nada ilegal, como se não fosse dentro da legalidade que fabricassem esses privilégios especiais dos quais esse mesmo cidadão e contribuinte está excluído. Talvez o Judiciário não seja o pai da farra salarial dos marajás. Talvez seja apenas o mais astuto. Ou quem sabe o mais prepotente. Certamente é o mais caro, perdulário e inoperante do planeta.

O nosso povo tripudiado de forma vil e covarde - Francis Lopes de Mendonça



 

Eu só queria entender por que o nosso povo, mesmo sendo tripudiado da forma vil e covarde que está sendo por marginais travestidos de governantes, permanece omisso, apático, passivo, inerte e submisso diante de tanta sacanagem.

O Congresso Nacional é movido a propina e não faz nada se não estiver por trás a troca de favores, cargos ou muita grana nos bolsos deles. Isso não seria motivo o suficiente para haver mobilização de massa nas ruas? Querem mais motivos? Sabem quanto custa ao nosso povo manter um político em Brasília, na ativa ou aposentado?

Já não basta Temer comprar a governabilidade a peso de ouro através da aprovação de 17 bilhões em emendas pagas com o dinheiro do arrocho fiscal promovido no rabo do nosso povo, do mesmo jeito que Dilma fizera ao comprar a governabilidade a peso de ouro com a fortuna roubada da Petrobras? Já não basta o Legislativo, Executivo e Judiciário serem castas viciadas em mamatas e mordomias? Já não basta os mimos da magistratura que, livres da dentada do Imposto de Renda, custam algo como R$ 10 bilhões anuais arrancados dos impostos que arduamente o nosso povo paga sob a alegação cínica e escrota de que ninguém está fazendo nada ilegal?

Pois não é dentro da legalidade que fabricam-se privilégios especiais dos quais o nosso povo está excluído? E isso tudo não constitui razão mais do que suficiente para pegar em armas e fazer a revolução armada nas ruas dos coxinhas e mortadelas anestesiados pela maldita polarizacão de opiniões e sentimentos tão ao gosto de sanguessugas e oportunistas que apostam no confronto das minorias para fortalecer esquemas de poder? Não constitui? Pois então continuem assistindo calados a aniquilação da sociedade brasileira.

O Brasil e os seus 17 milhões de miseráveis - Francis Lopes de Mendonça



 É isso meus amigos. Já estou cansado e sem forças. Por isso não consigo mais gritar o que está estrangulado na garganta.

Vi agora a notícia de que mais 17 milhões de pessoas que saíram da faixa de miséria estão retornando cada vez mais miseráveis, fora os outros não sei quantos milhões que muitos rasgavam a boca para dizer que já não eram mais miseráveis; isso quer dizer que mais não sei quantos milhões não conseguiram manter o padrão de vida que alcançaram com a perda do poder de compra.

Falou-se muito em resgate da miséria, falou-se muito em nova ordem social depois do Bolsa Família. E quantas perplexidades me atormentavam e continuam a me atormentar, entre as quais envolve o fato de tanta gente, mesmo depois de 13 anos, continuar perambulando pelas estradas com bandeiras de MST, foice e enxadas, buscando assentamentos que nunca existiram.

E tantas perplexidades para as quais não tenho resposta e creio que mesmo pessoas de boa fé envolvidas, também não tem. Só acho que está na hora das pessoas deixarem de tapar o sol com a peneira e perceberem que existiu e existe uma diferença abissal entre o Brasil real e o vasto mar de rosas que a gente vê na propaganda político-partidária em ano eleitoral.

Espero que os amigos estejam certos e eu errado, ou que eu esteja certo e os amigos estejam errados. A história dará a resposta.

Agora só acho que só não se pode permitir que se feche o cerco contra a nossa incipiente e capenga “Democracia” conquistada a duras penas e estreite-se mais ainda o caminho para o autoritarismo, seja de esquerda ou de direita, com o perigo de recrudescer ainda mais o divisionismo, a segregação, o preconceito e a manipulação das minorias por parte de oportunistas e sanguessugas a quem só interessa fortalecer esquemas de poder.

A todos os amigos que participaram, cada um sem ter primeiro, recebam deste humilde palpiteiro a gratidão e o abraço verdadeiro.

O país está em guerra e que impede as Forças Armadas de atuarem? - Francis Lopes de Mendonça



 Curioso que as Forças Armadas tenham tido capacidade para derrotar os ditos “subversivos” de outros tempos e agora tenham cruzado os braços diante da expansão do crime organizado. Os amigos sugeririam uma explicação? Porque os milicos, nos tempos da ditadura, convencidos de que havia um processo de subversão da ordem em andamento, desenvolveram uma inteligência estratégica que levou ao aniquilamento daquilo que se considerava subversão.

Isso foi feito porque se considerava que estávamos em guerra. Mas a situação que vivemos hoje é infinitamente mais grave. Se as facções do crime organizado tomam posse de territórios e, pelo medo e pela violência, têm o poder de impor a sua vontade, se matam e matam para ver quem controla o tráfico de drogas, essas facções se transformam num império porque ao seu poder criminoso se acrescenta a impunidade.

Quando isso acontece, seus atos deixam de ser crimes, resultado de impulsos individuais, e passam a ser uma estratégia militar racional conjunta de ação, cujo objetivo é a pilhagem do Estado.

Transformam-se numa empresa com objetivos financeiros. Não são mais criminosos, são subversivos cujo propósito é destruir uma ordem social. É o caso da violência criminosa que assola o Brasil,principalmente o Rio de Janeiro, e que é ação de organizações poderosas que agem com tática militar de guerrilha. Isso significa que o país está em guerra.

A ordem social está em perigo. Ou já não basta os tentáculos do crime organizado se articulando, por um lado, com o poder central e congressual dominado por representantes financiados até pelo narcotráfico, e, por outro lado, com os cartéis da JBS, Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão assaltando em bilhões o povo brasileiro através da manipulação do controle total dos órgãos e instituições do Estado? Então por que é que a inteligência do Exército brasileiro não desenvolveu estratégia e táticas para pôr fim a essa situação, tal como o fez nos tempos da ditadura militar? O que impede as Forças Armadas de atuarem e agirem combatendo nas fronteiras da Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai a entrada de armas e drogas enquanto a PM e a PF reprimem as facções do tráfico nos morros e nas áreas urbanas? Repito: estamos em guerra! O PCC tem mais poder que o estado legal.

Até parece que o restabelecimento da segurança não é o maior desafio com que agora se defronta a sociedade brasileira aniquilada sob os aplausos de bundas moles e babacas autênticos, inclusive das Forças Armadas, faltando pouco para termos uma realidade semelhante à do filme “Mad Max”, com cenário apocalíptico e gangues anarco-punks dominando tudo. Claro que guerra de guerrilha não se vence apenas com potencial de fogo. Os vietcongues derrotaram o exército americano. Mas aqui no Brasil, por enquanto, os vietcongues que controlam o império do tráfico de drogas estão levando a melhor nas ruas e nos presídios.

Brasil o DNA dos degredados e salafrários da coroa lusitana - Francis Lopes Mendonça



Quando eu era menino, na escola, as professoras me ensinaram que o Brasil estava destinado a um futuro grandioso porque as suas terras estavam cheias de riquezas: ferro, ouro, diamantes, florestas e coisas semelhantes.

Realmente, não conseguimos ver na terra inteira o que nestas terras dá: solo mineral ricamente diversificado e alguns materiais só se encontram aqui, paisagens naturais deslumbrantes e com toda diversidade de clima, quente e úmido da Amazônia, o quente seco daqui do Nordeste e o frio do Sul que às vezes neva, sem falar que não há catástrofes e nem terremotos.

E é por isso que, sendo um país tão rico, somos um povo tão pobre. Não escapamos à sanha da roubalheira, do tráfico de influência, do transnepotismo, dos toma-lá-dá-cás e das putinhas chamadas de propina disseminadas em qualquer das três instâncias do Poder, em todos os setores e em todos os níveis do executivo, legislativo e judiciário.

É gente velha e gente nova roubando o contribuinte, enganando ou comprando o eleitor e ferrando o cidadão, a exemplo do caso abaixo duma cidade da Paraíba onde um individuo entrou no poder público, aos 30 anos, apenas para travestir-se de Chefe do Executivo disposto a tudo para roubar o município.

Mas a regra geral não é roubar, de uma forma ou de outra? E o que podíamos esperar duma raça que traz o DNA ruim e o ranço triste dos ladrões, degredados e salafrários da coroa lusitana que foram expulsos de Portugal e tiveram como penalidade a deportação para a Colônia?

Brasil, Percam as esperanças, queridos otimistas - Francis Lopes de Mendonça



 

Percam as esperanças, queridos otimistas! O couro continua comendo no Brasil real do andar de baixo com desemprego em massa e recrudescimento dos problemas sociais, enquanto que no Brasil inacreditável do andar de cima a realidade é suficientemente abjeta e revoltante com os marginais a quem chamamos de "políticos" cuidando dos seus interesses de poder e seus privilégios e dispostos a tudo para livrar a pele, até mesmo se unir a seus piores inimigos numa guerra mortal que está aniquilando a sociedade brasileira, contanto que esses marginais travestidos de políticos sobrevivam para continuarem pilhando o dinheiro da nação.

Aliás, a notícia de roubalheira é uma coisa corriqueira. Mas o pior é saber que esses marginais permanecem mandando no país até que outros marginais tomem o poder, de forma democrática, para continuar os assaltos ao erário da nação.

Não é para isso que somos obrigados a participar dessa farsa, nem que o ato de participação seja apenas para dar o aval com o nosso voto a esse joguinho de dados viciado, só para darmos sustentação e legitimidade ao rol assombroso e escroto de privilégios especiais do poder dos quais nós, pessoas comuns, estamos excluídos?

Tudo embalado pelo espírito das "Diretas Já", de 1984, que hoje não passa duma imagem romântica perdida no tempo, morta e sepultada de vez pela polarização do confronto das minorias.

A História não se repete, a não ser como farsa. Na realidade, o Estado brasileiro apenas está servindo para ancorar um grande esquema de alimentar mordomias e mamatas imagináveis e inimagináveis do Legislativo, Executivo e Judiciário que são compostos por castas de senhores feudais viciados em benesses e altos salários.

Quem foi que disse que nesta pseudocracia a essência da "representatividade” é a "igualdade" entre o "representado" e o seu "representante"? Pois aqui o representante pode ser "mais" que o representado.

Os ditos "representantes do povo" podem ter mais privilégios do que os representados, o povo comum, esse mesmo povo que acumula a exaustão de tantos anos de roubalheira, sacanagem, traição, decepção e vergonha de viver tripudiado sob uma democracia tupiniquim porreta. Agora a saída digna para ele é o Guararapes ou o Galeão. Olhaí

A geração perdida fã do breganejo, do forró plastificado - Francis Lopes Mendonça



O Brasil é um país de analfabetos. Mas não um analfabeto que não sabe ler: analfabetos funcionais que sabem ler, mas não sabem interpretar, não entendem o texto lido. Também pudera, o mundo cultural brasileiro é Ratinho, Fátima Bernardes, Sabrina Sato, Rodrigo Faro, Patrícia Abravanel, Faustão, novelas.

Claro que há umas novelas muito boas, é verdade. Mas há milhares e milhares que todo ano zeram a prova de redação do ENEM. É a geração perdida fã do breganejo, do forró plastificado e do funk vazio e seus miasmas cujos arautos desse lixo sonoro se aproveitam das circunstâncias, só porque, no momento, os grandes chefões do agronegócio do sul operam, principalmente, a serviço desses gêneros conjugados ao lucro sem nenhum critério.

Pois tanto faz a cultura enquanto fruição para esses chefões que buscam apenas encher os bolsos, nem que para isso dominem os grandes centros urbanos para dar as cartas na escolha das atrações musicais das festas de massa, utilizando a mídia (via canais de internet, FMs e TVs abertas) que cumpre o papel escroto dela: botar a bolada no bolso e provocar ibope, empurrando para as novas gerações descerebradas de juízo crítico e de bom gosto o consumo desse baixo nível melódico que há tempos atormenta os ouvidos sensíveis e delicados com seus "cantores" de voz de taquara rachada, em letras paupérrimas e melodias capengas que não acrescentam absolutamente nada e só empobrecem ainda mais a cultura de raiz nacional. Essa pobreza, essa indigência generalizada é muito triste.

Escrever sobre a situação do país é perda de tempo e dinheiro. - Francis Lopes Mendonça



 

 Escrever sobre a situação do país é perda de tempo e dinheiro. Foi um amigo quem me advertiu. E ele estava certo. Não quero e não posso mais participar dessa farsa. Os dados desse jogo de barbaridades e horrores são viciados. É tudo uma manobra teatral; é tudo um caldeirão de burrices e hipocrisias. Um rato que foi Ministro da Fazenda, responsável por cuidar do dinheiro da nação, confessou que é ladrão de 600 mil dólares americanos numa conta secreta, sem que a corrupta Receita Federal deste cabaré tenha detectado a movimentação da fortuna suja e roubada.

É um esgoto mais podre do que o outro. E parece que a ignorância congênita da população brasileira contribui para o recrudescimento do status quo reinante. Agora mesmo vi na televisão um tal de Partido Verde dizer que é um partido diferente, sem vícios, um discurso muito bonito. Mas adivinhem quem está tagarelando: um tal de deputado Sarney Filho.

A gente percebe que eleições e candidatos são mecanismos totalmente inúteis para provocar alguma esperança de mudança. "Diretas Já" é apenas a troca de um ladrão por outro ladrão. Uma verdadeira diarréia! Sabemos que as nossas contas mal fecham no final do mês, mas os milhões e bilhões roubados de que trata o noticiário são meras abstrações para nós que fazemos contas de três, quatro, cinco mil reais, se tanto... Não sei quem, para se safar, devolveu 150 milhões de dólares roubados do povo, a polícia recuperou outros 250 milhões roubados do povo, não sei quem mais movimentou 10 bilhões roubados do povo, mas tem mais 11 bilhões de multa a ser paga pela dupla esperta de caipiras que usou bilhões e mais bilhões do BNDES e outros bancos oficiais para comprar tudo o que viam pela frente, inclusive governos, partidos, políticos e magistrados.

Não me digam que vocês ainda acreditam nessa sociedade anestesiada e condenada à extinção! O melhor será publicar posts sobre música, cinema, arte e cultura de um modo geral. Ou então, já que nada no Brasil dá certo mesmo, aprimorar o conhecimento de língua inglesa para tentar uma saída pela Austrália, o Brasil tropical que deu certo. Um abraço pra vocês, meus amigos!!

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