Nota 1000 pra Moro e seus homens! - Francis Lopes de Mendonça



 Moro lidera a operação mais potencialmente profunda e abrangente da corrupção que esse país já teve notícia. Nunca se viu nesta nação alguém se expor tanto e bater de frente com corruptos, corruptores e corrompidos, fazendo todos pagarem pelos seus crimes com os rigores da lei.

Como seus inimigos não conseguem achar absolutamente nada contra esse homem íntegro, cujo "mal" é assumir de verdade o seu papel no cumprimento da lei, acusam-no de recorrer a métodos questionáveis para alcançar seus fins, talvez na tentativa de colocar panos quentes na grande safadeza, nos desvios de milhões e mais milhões, nas apropriações indébitas e nos cartéis da pura sacanagem, para imaginar uma fantasiosa perseguição política a fim de tentar transformá-lo num bandido, questionando sua suspeição para tentar melar o seu trabalho de gigante e tirá-lo da Lava-Jato, como se a investigação de Moro e seus homens só atingisse o falso líder operário e sua gangue partidária. Já vi alguém dizer que só ficará feliz "quando um tucano for tambem engaiolado".

Isso é coisa de quem não tem noção, de quem não sabe que um juiz de primeiro grau só pode investigar até vereador. De prefeito "pra cima", quem investiga e julga são tribunais que nós sabemos serem viciados em mordomias e sem isenção ética-político-ideológica.

O metalúrgico fútil, por exemplo, está sendo investigado por não ter mandato. Isso sem falar que tudo o que um juiz de primeiro grau decide só e somente se sustenta se ratificado por três desembargadores, no mínimo 5 ministros do STJ e mais 5 ministros do STF.

Não é possível que todos esses magistrados envolvidos sejam arbitrários, omissos, cúmplices e suspeitos. Elementar! Nota 1000 pra Moro e seus homens!

Lula dividiu o poder com aqueles que ele agora critica - Francis Lopes de Mendonça



 
Morro de rir com amigos meus de boa fé que vêem golpismo em tudo mas empurram goela abaixo a safadeza e a roubalheira, só porque preferem Lula de novo no poder, a pretexto de que a direita reacionária é safadeza e roubalheira com retrocesso social.

Realçam a sucessão de erros cometidos pelas elites, como se essas mesmas elites não tivessem compartilhado do poder e das roubalheiras das esquerdas. Ou não foi o PT de Lula que passou 13 anos dividindo amplamente o poder e as roubalheiras com o PMDB de Temer numa desenvoltura de uma sem-vergonhice sem fim, inclusive trazendo reacionários para seus ministérios, a exemplo de Aguinaldo Ribeiro? Ou então meus amigos esquecem que Lula só chegou onde chegou cedendo aos acordos com as elites brancas. Pois Lula jamais teria chegado ao poder sem as composições, negociatas de gabinete e conluios secretos nos bastidores do poder e sem dividir as falcatruas com as elites brancas.

Meus amigos esquecem que alianças espúrias e arrumações palacianas com velhas oligarquias e velhas práticas da República getulista eram coisas impensáveis, denunciadas e combatidas pelo petismo original. Mas por que se tornaram práticas corriqueiras e marcas indeléveis nesta época lulista-dilmista? "Ahhh..., mas o que importa é que o país teve conquistas através de Lula", disse a vulgar justificativa de outro amigo, como se essas conquistas que Lula implantou no primeiro governo explicassem a ladroagem grossa que foi multiplicada por mil vezes pelos corruptos e ladrões que engrossaram as fileiras do partido e fizeram com que muitos de seus respeitáveis fundadores saíssem por não concordarem com os desmandos.

Sabemos que a roubalheira e a corrupção não é de agora, nem coisa só de Lula, mas que teve o enraizamento nas estruturas do poder envolvendo quadros históricos do partido. Agora resta saber se esses camaradas ainda se sentem na obrigação de justificar mais atitudes indefensáveis, como é esse abraço no Paulo Maluf, só por terem sido tomadas por Lula, esse poço de contradições e mentiras.

Agora só resta saber: quem pagou a conta do comício? - Francis Lopes de Mendonça



 Agora só resta saber: quem pagou a conta do comício? Ou o comício foi promovido com o dinheiro dos nossos impostos, utilizando o aparelhamento partidário do executivo da Paraíba e inconsequente inchamento clientelista da máquina do poder para funcionários comissionados comandarem o manifesto de apoio ao ato eleitoreiro ilegal do metalúrgico fútil?

Quem realmente pagou a conta do aparato montado para o muambeiro inaugurar o São Francisco, uma obra que se arrastou feito lesma por mais de dez anos com denúncias de superfaturamentos de mais de 300 milhões, erros de planejamento e contratos eivados de aditivos suspeitos?

Ou então o palanque, as tendas, o equipamento de som, as grades de proteção, o jatinho e uma frota de ônibus de luxo para levar aclamação até os ouvidos do muambeiro foram custeados por "sentimento de gratidão", como se na Paraíba os fornecedores não quitassem as faturas mediante pagamento em dinheiro.

Ou o Doutor Honoris Causa por formação de quadrilha dispõe de mecenas dispostos a bancar no caixa dois sua campanha populista fora de época? Eu só queria entender. "Pão e circo para o povo ignóbil" é uma máxima antiga dos romanos e tão bem aplicada por esses especialistas na arte de manipular a massa de manobra.

Mas parece que a máxima é muito mais bem aplicada por quem tem as raízes fincadas no partido dos petralhas, esse mesmo partido que passou 13 anos fazendo negociatas de gabinete com a direita reacionária e dividindo amplamente o poder e as roubalheiras com o partido dos pmdbtralhas numa desenvoltura de uma sem-vergonhice sem fim. E que não me digam que faço um discurso de ódio. É discurso de revolta e nojo! Vejam as imagens veiculadas do comício abaixo e tirem vocês mesmos suas próprias conclusões.

Quem pagou comício de Lula no São Francisco?




Josias de Souza 
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Alguém já disse que a verdade é algo tão precioso que às vezes precisa ser protegida por uma escolta de mentiras. Ao discursar no megacomício que Lula realizou na cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba, o anfitrião Ricardo Coutinho (PSB), governador paraibano, disse o seguinte:

“Aqui, no território livre da Paraíba, o povo sabe o que é verdade, o povo tem a coragem de ir às ruas. […] Eu agradeço aos meus companheiros, prefeitos aqui da região. Botaram a mão na massa. Fizeram, efetivamente, de burro, de carroça, de carro, de ônibus, de qualquer jeito criaram as condições para que muita gente estivesse aqui. Não foi gasto um centavo de dinheiro público, não foi gasto nada, a não ser o sentimento de gratidão que o nosso povo tem.”

Coutinho revelou-se um grato cego. Não viu a superestrutura ao redor. Entre outros itens, o aparato montado para Lula reinaugurar o pedaço da obra da transposição do Rio São Francisco que Michel Temer já havia inaugurado há nove dias incluiu: o palanque, as tendas, o equipamento de som, as grades de proteção, o jatinho para o candidato e uma frota de ônibus para levar aclamação até os ouvidos de Lula. Essas coisas não costumam ser custeadas pelo “sentimento de gratidão”. Mesmo no “território livre da Paraíba”, os fornecedores só quitam as faturas mediante pagamento em dinheiro.

As imagens veiculadas abaixo indicam que o evento custou caro. Como Coutinho assegurou que não há verba pública no lance, ficou boiando sobre as águas transpostas do São Francisco uma interrogação: quem pagou as despesas relacionadas ao megacomício de Lula?

De duas, uma: Ou o morubixaba do PT dispõe de meia dúzia de mecenas dispostos a financiar no caixa dois sua campanha fora de época ou o governador da Paraíba cometeu algum engano. Esse é o tipo de engano que costuma virar matéria-prima para ações judiciais. Em tempos de Lava Jato, o brasileiro já não se importa com enganos. Ele apenas não suporta ser enganado.

Lá vem o Brasil descendo a ladeira - Francis Lopes de Mendonça



 Parece que temos um caminho muito longo a percorrer entre a exuberante "civilização tropical" proposta por Darcy Ribeiro e o achatamento dos valores éticos e morais cujos desdobramentos já atingem proporções calamitosas de descalabro, principalmente nas classes dominantes.

A corrupção enraizou-se em nossa cultura com o DNA ruim e o ranço triste que a raça trouxe dos ladrões, degredados e salafrários da coroa lusitana que foram expulsos de Portugal e tiveram como penalidade a deportação para a Colônia. Daí por diante, o país só tem amargado a degeneração, passando pelo Império, chegando à República, que já nasceu invertida pois não germinou da vontade popular, mas nos quartéis.

A corrupção atravessou o Estado Novo, varou a Nova República, transpôs a Ditadura Militar e depois permaneceu com o retorno à “democracia” nos braços libidinosos de Sarney e Collor. Agora, essa corrupção dorme em alcova esplêndida, praticando suruba oficial nas mãos de FHC, Lula, Dilma e Temer, no colo do Palácio do Planalto, com suas putinhas chamadas de propina, disseminadas em tudo que é Órgão e Instituições do Estado brasileiro, em todos os níveis.

Chegamos na latrina do tempo. No fundo do esgoto político. Na cloaca da vergonha nacional e mundial. E não sabemos mais nem limpar a cara e nem lavar o rabo da incompetência e da falta de consciência de honestidade para sair dessa situação de decadência em que o país está atolado até a medula. A credibilidade geral está esfacelada com o crime organizado e suas facções dominando tudo. É o caos em suas formas mais descabeladas! Até parece que os nossos valores éticos e morais são merda pura.

Carta ao Tom 94 - Francis Lopes Ferreira



 
João Pessoa, 08 de dezembro de 1994.

Querido Tom: hoje, quinta-feira, 08 de dezembro de 1994, minha vontade é não escrever. Escrevo como sonâmbulo, na esperança, talvez, de que as palavras consigam diminuir a minha tristeza. E me vem à mente que há dois tipos de tristezas: tristezas tristes e tristezas alegres. Tristezas tristes são tristezas pelas coisas que poderiam ter sido e não foram. Tristezas alegres são tristezas pelas coisas que poderiam ter sido e foram. É o que sinto com a sua morte: estou triste alegre. Triste porque você se foi e alegre porque você viveu. E confesso pra você aqui o que julgo ser a mais alta declaração de amor já feita por um fã: “Gosto mais de você que de mulher!”.

“Ora, ora!” – dirá um incorrigível machista – “uma declaração de amor a um homem...”. Pois não tenho vergonha alguma. Sônia Braga disse uma vez que você era o homem que toda mulher gostaria de ter, porque você era masculino e feminino ao mesmo tempo. Acho que ela tem razão. E porque você era feminino – aquele rosnado doce, tomando chope – me sinto com permissão para amá-lo com ternura. Acho, Tom, que o Brasil, atolado até a medula num pântano de mediocridades, é uma mãe com as cinzas do filho morto nas mãos. E choramos...

Choramos um choro triste alegre, pois há uma coisa que nem a morte pode fazer: não tem o poder de tirar da gente a música que você fez. Na verdade, Tom, não sei direito se você a fez. A música é eterna, existiu sempre, é anterior à germinação do cosmos. A Bíblia que diz “No princípio era a palavra...”, acho que se equivocou. O que ela queria dizer era “No princípio era a música...”. Talvez seja a isso que damos o nome de Deus.

Quase escrevi um absurdo, mas me detive a tempo. Eu ia dizer “mistério e silêncio do mar”. Mas me lembrei que o silêncio só existe para nós que temos ouvidos convencionais. Você se lembra, Tom, do que disse Fernando Pessoa num de seus poemas mais lindos?
...e a melodia que não havia
se agora a lembro,
faz-me chorar...

A música, Tom, é o mar misterioso e ignoto de onde germinamos. Dizer que o músico compôs a música é o mesmo que dizer que o peixe inventou o mar. Não era a música que brotava de você. Era você que abrolhava da música. O cosmos, como você, também floresceu da música. Você sabia que filósofos e místicos antigos sustentavam a acalentadora hipótese de que o cosmos fora criado como coro e orquestra que cantassem a melodia que não havia – para que houvesse? Com o que você concordaria. Músicos não são os que compõem música. Músicos são aqueles que tem o poder de ouvir a melodia que nossos ouvidos mortais não conseguem ouvir.
Você, Tom, tocava piano e a sua respiração pesada no instrumento, entre a letra das músicas, fazia-nos felizes no corpo e na alma. Mas você devia saber que você mesmo era piano que os deuses tocavam para sua própria felicidade. É que os deuses, Tom, têm inveja do que sentimos quando o corpo se comove com a beleza e mexe com o ritmo. Acho mesmo que, como um ritual de feitiçaria, os deuses inventaram o piano e homens iluminados como você no grato afã de que a música lhes desse corpo como os humanos. Vai ver que a música só atinja sua estética suprema ao ser ouvida com ouvidos mortais...

Olha, Tom, estou aqui improvisando num teclado de computador, tentando fazer música com palavras. Estou trabalhando num arquivo que está guardado faz tempo. Lembrei-me dele ao ouvir dizer que o seu problema era “edi...piano”. Gostosa brincadeira, mistura de amor e música. O nome do arquivo é "O piano": chama assim porque nele coloco idéias que tive depois de assistir ao filme de mesmo nome. Pensei em escrever alguma coisa, mas logo desisti: nada do que eu dissesse poderia se comparar àquele belíssimo filme em que o corpo nu de uma mulher e as teclas dum piano é a mesma coisa. Essa imagem inesquecível me marcou: o mar furioso lambendo a areia lisa da praia que a luz transforma em espelho onde se reflete um piano. Ali estava, numa única imagem, uma síntese dos mitos cosmogônicos: a eterna batalha entre a fúria do caos e a beleza do corpo, o mar em luta com o piano.
Que delicioso piano deve ter sido a sua famosa garota de Ipanema! Corpo e mar devem saber amar...

Penso, Tom, nesse filme e me lembro duma poesia antiga, acho que de Casimiro de Abreu:

Eu me lembro, eu me lembro, era pequeno e brincava na praia... O mar bramia. E erguendo o dorso altivo sacudia a branca espuma para o céu sereno. E eu disse à minha mãe naquele instante: Que dura orquestra! Que furor insano! Que pode haver maior que o oceano ou mais forte que o vento? Minha mãe, a sorrir, olhou para o céu e respondeu: ‘Um ser que não vemos é maior que o mar que nós tememos, é maior que o tufão, meu filho. É Deus!‘.

Em tudo igual, minha versão só é diferente no fim, Tom Jobim. E pra você a dedico, pois se há um cara com poder para dizer a última coisa que foi dita, esse cara é você.
Eu me lembro, eu me lembro, era pequeno e brincava na praia... O mar bramia. E erguendo o dorso altivo sacudia a branca espuma para o céu sereno. E eu disse à minha mãe naquele instante: Que dura orquestra! Que furor insano! Que pode haver maior que o oceano? Minha mãe, a sorrir, olhou para mim e respondeu: ‘o piano...‘.
Pois é, Tom, penso que é isso que você diria. Com o seu piano você amansou o mar. E sabendo que você já mergulhou no mar absoluto, sinto-me sonolento de novo. Por um breve instante, entre a vigília e o sono, tive a impressão de que seguira o som do piano. E então mergulhei no escuro do esquecimento...
Beijo deste,
Francis

A droga e o seu combate no Brasil - Francis Lopes Mendonça




Particularmente, não faço apologia às drogas, mas ao bom senso. A realidade social é mais forte que as leis. Não sei se já foi feito um estudo comparativo dos efeitos do cigarro, das bebidas alcoólicas, da maconha e da cocaína a fim de que pudéssemos conhecer os efeitos destruidores de cada uma dessas drogas.

Um estudo que apresentasse dados aritméticos relativos aos efeitos individuais psicológicos e orgânicos, violência, crime, acidentes, custos financeiros individuais e sociais.

No caso das drogas criminalizadas, é importante saber quanto gasta o governo em segurança. Não conheço os dados estatísticos,mas tenho a impressão de que as prováveis conseqüências pessoais e sociais das bebidas alcoólicas são muito mais catastróficas que as conseqüências pessoais e sociais do cigarro e da maconha.

O fato é que todas as drogas, inclusive o cigarro e as bebidas alcoólicas, causam malefícios. Mas, no caso das drogas criminalizadas, isto é aquelas cuja produção, distribuição e consumo a lei proíbe, o seu malefício maior talvez não esteja naquilo que elas possam fazer com os seus usuários, particularmente. Seu malefício maior está no fato de que, por serem proibidas, elas criam brechas para o estabelecimento de um império paralelo de violência, crime, dinheiro, corrupção, intimidação que coloca em perigo a ordem social.

Não são essas, precisamente, as situações que vivemos neste país, em relação ao narcotráfico? Ou será que o mercado das drogas no Brasil pode ser eliminado por meio de repressão do aparelho policial?...

Estado tem de ser capaz de impedir a violência individual e grupal - Francis Lopes Mendonça




“O Estado é a instituição que detém o monopólio da violência legítima sobre um determinado território”, já bem dizia Hobbes, um dos grandes teóricos do pensamento sobre a sociedade.

Através do uso da violência legítima o Estado tem de ser capaz de impedir a violência individual e grupal. Se o Estado não tem capacidade para controlar a violência, deixa de ser Estado.

Se as facções do crime organizado tomam posse de territórios e, pelo medo e pela violência, têm o poder de impor a sua vontade, se matam e matam para ver quem controla o narcotráfico, essas facções se transformam num império porque ao seu poder criminoso se acrescenta a impunidade.

Não é precisamente essa a situação em que estamos vivendo neste país? Porque só vejo as autoridades falando o tempo todo em “forças-tarefa” diante de penitenciárias que nem conseguem bloquear celulares - sem mencionar as outras facções armadas de politicagem a encher os bolsos à custa do Estado corrupto e omisso, atuando por fora no "gerenciamento" do dantesco sistema carcerário.

Acreditem, estamos sem um Estado, à mercê dos criminosos, faltando pouco para termos uma realidade semelhante a do filme "Mad Max", com cenário apocalíptico e gangues anarco-punks dominando tudo. Agora só me resta ir atrás do meu bolsa família...

Acreditem, estamos sem um Estado, à mercê dos criminosos - Francis Lopes Mendonça



 “O Estado é a instituição que detém o monopólio da violência legítima sobre um determinado território”, já bem dizia Hobbes, um dos grandes teóricos do pensamento sobre a sociedade.

através do uso da violência legítima o Estado tem de ser capaz de impedir a violência individual e grupal. Se o Estado não tem capacidade para controlar a violência, deixa de ser Estado.

Se as facções do crime organizado tomam posse de territórios e, pelo medo e pela violência, têm o poder de impor a sua vontade, se matam e matam para ver quem controla o narcotráfico, essas facções se transformam num império porque ao seu poder criminoso se acrescenta a impunidade.

Não é precisamente essa a situação em que estamos vivendo neste país? Agora só vejo o ministro da Justiça falando o tempo todo em “forças-tarefa” diante de penitenciárias que nem conseguem bloquear celulares, isso sem falar nas outras quadrilhas armadas de politicagem que enchem os bolsos à custa do Estado corrupto e omisso, atuando por fora no "gerenciamento" do dantesco sistema carcerário.

Acreditem, estamos sem um Estado, à mercê dos criminosos, faltando pouco para termos uma realidade semelhante a do filme "Mad Max", com cenário apocalíptico e gangues anarco-punks dominando tudo. Agora só me resta ir atrás do meu bolsa família...

Fale sobre Aleppo!!! - Francis Lopes Mendonça



 
Fale sobre Aleppo. Chore por eles como você chorou por Paris. Chore por eles como você chorou por Nova York. Fale sobre eles. Nosso silêncio está matando-os.

São pessoas, PESSOAS. Eles não são importantes porque são árabes? Porque eles são sírios? Será que sua vida importa menos do que a vida de um francês ou um americano? Pessoas de Aleppo estão postando suas mensagens de despedida na internet como um massacre final sendo esperado para acontecer a qualquer momento em breve e estamos SILENCIOSOS.

Ficamos em silêncio por mais de cinco anos. Algumas crianças em Aleppo não conhecem a vida sem guerra.

Imagine viver em uma cidade de ruínas e ter que temer por sua vida a cada instante. Hospitais, igrejas, casas, restaurantes são bombardeados no cotidiano e centenas são mortos todos os dias.

No entanto, estamos em silêncio. Lembre-se delas. Honre-os. Nós permitimos que um genocídio em massa acontecesse diante de nossos olhos por anos. A mídia fechou os olhos para isso. Este é um dos maiores genocídios desde o holocausto e o mundo está vendo as pessoas morrerem em silêncio. Não só morrendo mas também, sendo exterminados, retaliados e estuprados! Fale sobre Aleppo, por favor.

O Estado Islâmico aceita morrer para matar - Francis Lopes Mendonça




O Estado Islâmico aceita morrer para matar. Os países ricos do Ocidente dito cristão ficam mais ricos do que são vendendo armas aos países pobres. E por que depois reclamam por serem odiados?

Claro que é totalmente equivocado o radicalismo “teocêntrico” do Estado Islâmico quando retalia com brutalidade a população civil planetária que nada tem que ver com a ingerência estrangeira com vistas a implantar a supremacia imperialista.

Mas nós sabemos que a ação nefasta, simplista e maniqueísta do Ocidente dito democrático sempre buscou escamotear as suas verdadeiras pretensões e ambições sobre a Síria, Líbia e Afeganistão.

Equívocos não justificam equívocos e mais equívocos. Violência só gera violência, venha de onde vier. O certo seria aquilo que o Ocidente está fazendo e quer fazer com os extremistas islâmicos seja universalizado e seja aplicado sem distinção a todos os países do mundo: todas as armas deveriam ser destruídas.

Quem constrói armas não as constrói com a intenção de usá-las? E quem constrói e usa bombas, foguetes, armas bacteriológicas e químicas contra civis inocentes não deve ficar sob suspeita?

E o que dizer duma fábrica de gás mostarda, usado pelo assassino pescoçudo Assad para eliminar o próprio povo da Síria e que foi construída com dinheiro e tecnologia da França e conhecimento e apoio dos Estados Unidos?

Mas, naquela ocasião Assad era um aliado. Tinha, portanto, permissão para fabricação e uso da arma proibida. Mas como é isso? Os gases são bons quando se trata de liquidar o inimigo?

Sendo assim, por favor, me expliquem, eu só quero entender: por que o governo americano desembolsou cerca de quatro e meio trilhões de dólares (4.500.000.000) com gastos militares, nos últimos dez anos? Essa quantia não teria sido mais do que suficiente para resolver os problemas fundamentais do nosso planeta de onde surge a violência? Será que não assombra o desrespeito dos países ocidentais ditos democráticos à mais simples coerência? Quem tem sido mais terrorista?..

O Estado brasileiro está caindo de podre. - Francis Lopes Mendonça



 Não quero mais escrever contra a minha vontade sobre o puteiro político-eleitoral que desabou sobre o país. Minha razão entrou em colapso. Fugiram-me as ideias coerentes.

O que acontece neste país é tão surreal que está muito além da imaginação. Nossa política só pode ser entendida com cabeça de peidão. Por isso, não quero mais me envolver nesse caldeirão de odores desagradáveis, burrices e hipocrisias.

Só digo que faz muita vergonha viver num país onde estão metendo a mão no dinheiro dos nossos impostos com a cumplicidade de todas as classes dirigentes numa desenvoltura de uma sem-vergonhice sem fim.

O Estado brasileiro está caindo de podre. Os esquemas de fraudes, propinas e safadezas tomaram proporções gigantescas e quase incontroláveis, espalhando-se por tudo que é Órgão e Instituições.

Tem ladrão por todos os lados. Há lama demais por traz de tudo. O país é governado por gangues partidárias que nada fazem se não estiver por traz a troca de favores, de cargos ou muito dinheiro.

Projetos de governo são negociados no Congresso a peso de ouro. De onde sai esse dinheiro pago aos congressistas de todos os partidos, se não da corrupção e da safadeza?

É uma figura mais sinistra do que a outra no noticiário político reunindo tantas qualidades detestáveis, execráveis e abjetas. Perto do PMDB de Temer, esse partidinho nojento que sempre viveu à sombra do poder e sempre comeu pelas beiradas, o nome que se dá à atividade profissional de Maluf é "ladrão de galinhas".

Sabiam que há cupinchas de Temer, muito bem aposentados antes de completar 60 anos, que gritam que o Brasil precisa reformar sua Previdência, mas acumulam os contracheques que produzem a hecatombe fiscal? Ou pensam que o Judiciário é o pai da suruba salarial dos marajás? Ele é apenas o mais astuto e, muitas vezes, o mais prepotente. Ou será que ele é apenas mais outro reduto de corrupção? Porque quem explode os tetos não é o funcionalismo que tomará no rabo com a reforma da Previdência ou o povão que está sendo obrigado a pagar a conta da crise provocada pelo monumental buraco de roubo que todas as classes dirigentes fizeram no erário da nação.

Explodir teto é negócio para maganos, grandes burocratas, magistrados e até mesmo, pasmem, professores universitários. Mas alegam que ninguém faz nada ilegal. Aí é que está o problema.

Dentro da legalidade, esses que foram encarregados democraticamente de proteger os fracos fazem leis em benefício próprio, leis fabricadas que acrescentam só a eles privilégios imorais e absurdos dos quais o povo comum está excluído e que, livres das garras do Leão, custam algo como R$ 10 bilhões por ano aos cofres públicos. E agora? Quem realmente representa o povo brasileiro diante da falência total do Estado corrupto? Alguém sabe? Só sei que meu estômago tem limite.

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