Velho Chico Saruê será o último dos ‘Coronéis‘ ? - Bira Delgado



 
Coronelismo era e é uma forma de governo dos Latifundiários que mandavam e mandam nos estados e através do voto de cabresto os seus candidatos eram eleitos para ir aprovar e fazer leis no Congresso apoiados pelo Presidente da Nação numa política de favorecimento entre eles mais conhecida como Política dos Governadores.

O Cangaço teve duas fases, em sua primeira fase os cangaceiros eram comandados pelos coronéis, que os usavam pra praticar o voto do cabresto(conquista de votos por meio de ameaça). Os cangaçeiros trabalhavam em troca de um pedaço de terra e comida.


Na segunda fase, o cangaço se tornou "independente", e os cangaceiros saiam pelo sertão nordestino roubando vilarejos e fazendas e matando.


Tenho minhas raízes nas beiras do Rio São Francisco, pois foi lá que meus avós(Sá Delgado), nasceram, criaram todos os seus filhos e muitos netos. Fizeram e fazem histórias. A história toda de luta pela terra, pela negritude, pelo o Velho Chico.
Me parece que se desenha um final bacana, pelo o que se rolou no penúltimo capítulo de “VELHO CHICO”. Depois de muito tempo agindo contra a lei e sendo cúmplice de crimes políticos, Afrânio (Antonio Fagundes) resolveu abrir o jogo para a Justiça (Ministério Público) e para a imprensa. Mas não foram só os personagens de Grotas do São Francisco que ficaram chocados com a atitude do coronel. Nas redes sociais o público ficou vibrando quando viu o ex-Saruê soltando o verbo. ‘‘Afrânio vai fazer delação premiada! Carlos Eduardo tá ferrado!‘‘. "Operação Gaiola Encantado, adorei".

Bira Delgado fala sobre os erros do governo Dilma



 O Eduardo Suplicy perdeu a eleição para o Senado, o Alexandre Padilha, (es-Ministro da Saúde), perdeu a eleição -fragorosamente,diga-se de passagem), e ambos foram "admitidos" pelo poste Haddad para atuar no seu secretariado, a maioria, de incompetentes também.

Assim fiquemos alerta: redução de ministérios em Brasilia, mais cabide de empregos em SP.

Toda redução de custos e a diminuição do gigantesco e paquiderme setor publico que se transformou o governo Brasileiro são bem vindas.

O que fica a conferir é se de fato os custos serão mesmo reduzidos, ou apenas uma cosmética de menor numero de ministérios, mas as "boquinhas" para os apadrinhados serão acomodadas nos ministérios remanescentes. É muito difícil acreditar na sinceridade deste Governo. Destruíram o Brasil, e ainda se vangloriam de que representam o melhor governo de que este pais jamais teve.

 

 
Nota do editor; O cacete sempre vem no lombo do povo.Ora,se a intenção do Governo é diminuir despesas, logo vem as inevitáveis perguntas: O governo cortou os luxos das viagens internacionais com centenas de assessores e o aluguel de limousines? cortou a excessiva publicidade governamental? cortou os cartões corporativos instrumentos de forte gastança? Cortou os milhares de cargos comissionados? Cortou algum dos inúteis 39 ministérios? Taxou as grandes fortunas, conforme prevê a Constituição de 1988?

Ou seja, mais uma vez o povo mais humilde é convocado para pagar a conta de uma banquete, que sequer participou, nem mesmo ficando debaixo da mesa, apanhando as migalhas.
 

 

A educação dos nossos jovens – II - Bira Delgado




Está tão difícil encontrar pais que tenham firmeza nas decisões em prol dos filhos que é até um colírio ler o que o meu ex Professor Içami Tiba escreveu... Hoje todos acham que qualquer rigor vai "traumatizar" crianças e adolescentes, como coisa que há 30, 40, 50 anos atrás as crianças não tivessem regras infinitamente mais rígidas - e sobreviveram sem sequelas. Só em casos extremos, onde crianças eram completamente tolhidas em seus direitos e às vezes até agredidas covardemente (o que é diferente da necessária disciplina básica baseada na autoridade sem uso de força), é que alguma criança de épocas passadas restou "traumatizada". Ou então é porque a criança tinha problemas de outra ordem. A vantagem de agora é que é possível combinar elementos de disciplina com uma grande interação, adequando e flexibilizando coisas na medida do possível. Mas dialogar, adequar e flexibilizar não deve (ou não deveria) se constituir em dar a palavra final para crianças, uma vez que só adultos têm condições de visualizar e antever problemas que comprometam a saúde e/ou a segurança delas. Sua filha seguramente não vai ficar "traumatizada" por perder acesso a redes sociais. Vai é se transformar em uma mulher muito inteligente, apreciadora de literatura, arte e cultura em geral. Possivelmente mais humana, inclusive. E um dia pode ter certeza que ela vai te agradecer muito por teu zelo.

GERAÇÃO ZAP – DO LIVRO – QUEM AMA, EDUCA – IÇAMI TIBA

As crianças já nascem com telas interativas diante dos olhos. Em vez de olhar pela janela, que não oferece atrações participativas, exceto a possibilidade de jogar objetos nos passantes, vêem telas na sua frente.

Enquanto dá certo, permanecem no jogo; quando não conseguem superar obstáculos, em vez de fazer novas tentativas pegam outro. Simplesmente mudam de tela. Todas as crianças fazem isso. Descartam jogos difíceis e preferem brincar com aqueles em que vão melhor.

Daí resulta o grande problema dessa geração: a incapacidade de lidar com frustrações, que se transpõe para os relacionamentos sociais. Se não dá certo com uma pessoa, as criancinhas a agridem, deixam-na de lado, buscam outra. Descartam-na como se fosse videogame.

Púberes e adolescentes agem da mesma maneira ao “ficar” com alguém. Enquanto interessa, estão juntos; do contrário abandonam a pessoa sem saber o nome da “zapeada”. É o que tenho ouvido dos ficantes

E, assim, a geração zapse acostuma à quantidade e à su perficialidade. Esta, aliás, é uma das tendências do mundo moderno que mais prejudicam a sociedade. Pessoas descartam umas às outras. Pais abandonam filhos com facilidade. O que vale é satisfazer o objetivo pessoal. Reina o individualismo.

As grandes empresas descartam pessoas como se fossem máquinas de produzir. Em vez de investir, educar, preparar, melhorara formação e dar treinamento, é mais fácil trocar e pagar um salário mais baixo. Há muita mão-de-obra disponível, prega a cartilha do capitalismo selvagem.

Pessoinhas fazem seu capitalismo pessoal. Vangloriam- se de quanto namoraram e beijaram. Serial kisses. Abandonam quem não as satisfaz e passam a agir como piratas, extraindo o máximo que podem de pessoas e situações. Terminado o saque, mudam de alvo. Não preservam o quarto, o local de trabalho, a família. Detonam tudo pelo caminho.

Mas nem tudo está perdido. Quando há amor, capacitação e boa vontade, o rumo da história pessoal pode ser melhorado.
Morreu na noite deste domingo, aos 74 anos, o escritor e psiquiatra Içami Tiba. O professor/escritor estava internado desde o início do ano no Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo.

Içami Tiba nasceu em Tapiraí SP, em 1941. Formou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1968 e especializou-se em Psiquiatria no Hospital das Clínicas da USP. Por mais de 15 anos, foi professor de Psicodrama de Adolescentes no Instituto Sedes Sapientiae. Foi o Primeiro Presidente da Federação Brasileira de Psicodrama em 1977-78 e Membro Diretor da Associação Internacional de Psicoterapia de Grupo de 1997 a 2006.


PRINCIPAIS LIVROS QUE ESCREVEU:

Sexo e Adolescência, Editora Ática, 10ª- ed., 1985.
Puberdade e Adolescência, Editora Ágora, 6ª- ed., 1986.
Saiba Mais sobre Maconha e Jovens, Editora Ágora, 6ª- ed., 1989
123 Respostas sobre Drogas, Editora Scipione, 3ª- ed., 11ª- impr., 1994.
Adolescência, o Despertar do Sexo, Editora Gente, 18ª- ed., 1994.
Seja Feliz, Meu Filho, Editora Gente, 21ª- ed., 1995.
Abaixo a Irritação, Editora Gente, 16ª- ed., 1995.
Disciplina, limite na medida certa, Editora Gente, 72ª- ed. 1996
O(A) Executivo(a) & Sua Família - O Sucesso dos Pais Não Garante a Felicidade dos Filhos, Editora Gente, 8ª- ed., 1998.
Amor, Felicidade & Cia., Editora Gente, 7ª- ed., 1998.
Ensinar Aprendendo, Editora Gente, 24ª- ed., 1998.
Anjos Caídos - Como Prevenir e Eliminar as Drogas na Vida do Adolescente, Editora Gente, 31ª- ed., 1999.
Obrigado, Minha Esposa, Editora Gente, 2ª- ed., 2001.
Quem Ama, Educa!, Editora Gente, 160ª- ed., 2002.
Homem-Cobra, Mulher-Polvo, Editora Gente, 26ª- ed., 2004.
Adolescentes: Quem Ama, Educa! - Integrare Editora, 38ª ed., 2008.

A educação dos nossos jovens - Bira Delgado



 Hoje, a escola não é mais o único lugar onde os pais e a sociedade espera e acredita que os nossos jovens, sairão "formados" do ponto de vista de uma formação INTEGRAL. Hoje, a Televisão, a Internet, os Meios de Comunicação Social(Blogs, Portais, Site,etc, ensinam e educam muito mais.

Estamos diante de novas maneiras de compreender, de perceber, de sentir e de aprender, nas quais a afetividade, a imaginação e os valores não podem deixar de ser considerados. Apesar de a escola ainda privilegiar a "cognição", os jovens estudantes não se interessam tanto pelos conteúdos e temas de estudos como pelas relações que se estabelecem (ou podem ser estabelecidas) no ambiente escolar, mediadas por tecnologias da comunicação.

Neste artigo, pretendo, inicialmente, refletir sobre as relações entre a ação educativa escolar e as tecnologias, para, num segundo momento, mostrar como chegar a um processo de formação docente na escola, com o uso dos meios de comunicação.

Referimo-me a um conjunto de procedimentos e meios tecnológicos que põem em discussão questões individuais, referentes aos interesses e subjetividades dos sujeitos, e questões sociais, referentes aos ambientes socioculturais dos quais os indivíduos participam.

A escola e os meios tecnológicos de comunicação assemelham-se porque tratam da realidade e ambos são local de aquisição de saberes; assim, educar com os meios e educar para os meios é imprescindível à educação escolar por possibilitar um ambiente favorável à cotidianidade.

Eu achei que havia morrido junto com Ariano! - Bira Delgado



Eu achei que havia morrido naquele fatídico dia 23 de julho de 2014, junto com Ariano Suassuna. Eu achava que, junto com ele, também iria a sua maior fortuna: o seu legado em defesa de nossa cultura. Mas hoje eu fui ressuscitado por um gesto nobre de um amigo. Tenho certeza que, agora, teremos outros Arianos espalhados por aí e que estas sementes precisam ser plantadas e regadas com carinho.

Primeiro, por mim mesmo; depois, por Ariano e a sua luta incessante em defesa da nossa cultura e pelo privilégio que tive de ter convivido com Ariano em momentos especiais, extraordinários. Eu chorei com o falecimento de Ariano; mais do que quando meu pai morreu! Foi uma perda para o Brasil, para a América Latina e para a Literatura mundial. Um cabra bom danado daquele teria que ter vivido pelo menos duzentos anos. Mas Ariano vive! Vamos à luta.

Os defensores da famigerada “globalização” estão rodeando o morto para devorar a sua carniça, mas não vamos entregar nada tão fácil. Com certeza. Contudo, a grandeza multidimensional, o valor político-pedagógico e cultural de Ariano é realmente imenso! Possui uma força, uma coerência, um tutano universal. Sua obra não morrerá. Como educador, estou convencido disso; e até coloco a perspectiva de estudá-la dentro da perspectiva científica, também, da Educação Popular. Quero dialogar com Carlos Newton Júnior para socializar esta ideia com ele a ver o que produziremos academicamente para mostrar também a dimensão político-pedagógica educativa de Ariano. Tem muito coisa para ser reiventada a erguermos bem alto sua bandeira sertaneja-universal.

Ainda em minha mente as mais importantes palavras que escutei de Ariano Suassuna, como se fosse uma convocação do mestre a fim de não me deixar correr da raia: "Os americanos não precisam mais de força ou tropas militares para continuar o seu império no mundo. Para tal, basta ‘Maico Jckson’, Madona e etc. O domínio é pela cultura-lixo levando uma cultura de massa. Eles ficam mais ricos (financeiramente) e mais poderosos imperialistas. Bira: eu já sou uma vítima de uma briga política na minha terra (Parahyba); como é que eu posso dar apoio a um projeto no qual irei provocar ainda mais divisão entre os meus?"

O extraordinário Milton Santos, em seus fecundos estudos, mostra e prova que o processo de “globalitarismo” – como ele classifica o atual processo de globalização – gera cotidianamente uma avassaladora e criminosa destruição deste formidável patrimônio cultural latino-americano, que é nossa cultura popular. Os Estados Unidos, sua indústria bélica e de entretenimento nefasto, preconizam para o mundo o “American Way Of Life”, isto é: “o modo de vida americano”. E, infelizmente, a Internet tem sido usada como uma dessas nefastas pontas de lança do processo, pois há hegemonia do idioma inglês no seu contexto.

A obra de Ariano é fantástica, também, pelo fato de existir uma unidade formidável entre o pensar e fazer do seu próprio autor. A coesão, a coerência, a simbiose entre o que Ariano dizia e fazia produzia está numa dimensão pedagógica tão bela quanto a do saudoso e imortal educador Paulo Freire.

Vejo que as pegadas do mestre Ariano estão aí bem definidas, claras, nos desafiando a nos mantermos firmes, irresolutos na defesa, proteção e promoção (real) da cultura popular brasileira. E não estou falando de sua folclorização, ou carnavalização; estou me reportando ao que foi objeto de suas pesquisas, sonhos, trabalho, angústia, sofrimentos do ser humano que, como Euclides da Cunha – a quem admirava – também entrava nas entranhas mais profundas, belas, amplas e reais de nossos sertões tornando-os universal.

Ariano é madeira latino-americana que cupim não rói.

Precisaremos ir à Recife, Taperoá e outros lugares do universo cultural de inspiração de Ariano para agregar valores ao projeto e estabelecermos os necessários diálogos com companheiros e companheiras destes lugares.

Eu acredito na viabilidade, necessidade, importância, validade e extremo valor do projeto “Nas pegadas de Ariano”. Ele vai nascer para Ariano, lá no céu, poder continuar dando, com máxima lucidez, suas belas gaitadas.

Acho que tais considerações, mesmo emocionais, repletas de humanismo, amabilidade e fraternidade são muito pertinentes. Mais que desabafos, são posturas pedagógicas. A Paraíba e o Brasil continuam tendo uma grande dívida com pessoas pensadoras grandiosas como Ariano, Celso Furtado, Milton Santos e Josué de Castro – apenas para citar os mais próximos do Nordeste.

Vem aí “O Jumento Sedutor”, livro que Ariano deixou pronto para revitalizar, aprofundar, clarificar, aperfeiçoar e difundir este grande legado cultural de Ariano Suassuna.

Vai ser muito bom este acontecimento.

Da mesma forma que Ariano teve a capacidade de promover as conexões entre literatura, cinema, dança, teatro, escultura, artes visuais e arquitetura, nós temos o dever moral, ético, intelectual de nos esforçarmos, criativa e originalmente, para reiventarmos evolutivamente sua obra; principalmente por sermos sertanejos.

Ariano simplesmente é; para além do regional.

Cada vez que fizermos a defesa, proteção e promoção da obra do gênio de Ariano nós estaremos fazendo a nossa própria defesa, proteção e promoção. E quanto digo “nós” é a totalidade da legião de sertanejos, nordestinos e brasileiros reais, espalhados por este Brasil afora.

Eu percebo, embora que limitadamente, a natureza pluralista, multidimensional da obra daquele companheiro. Dentro do seu contexto, habita, pulsa, com vigor, ainda, a Educação, a Sociologia e a Filosofia, entre outros componentes do conhecimento.

Há "pano pras mangas" em Ariano, e ainda sobra.

Abraço fraterno.

Parahyba, 28 de janeiro de 2015 

Eu achei que havia morrido junto com Ariano! - Bira Delgado



Eu achei que havia morrido naquele fatídico dia 23 de julho/2014, junto com Ariano Suassuna. Eu achava, que junto com ele também iria a sua maior FORTUNA. Que é o seu LEGADO EM DEFESA DA NOSSA CULTURA. Mas hoje eu fui ressuscitado por um gesto nobre de um amigo. Tenho certeza, que, agora teremos outros Arianos, espalhados por ai e que esta semente precisa ser plantada e regada com carinho.

Primeiro por mim mesmo, depois por ARIANO e a sua luta incessante em defesa da nossa cultura, depois, pelo privilégio que tive de ter convivido com Ariano, momentos especiais e extraordinários. EU CHOREI com o falecimento de Ariano ,mais do que quando meu pai morreu. Foi uma perda para o Brasil,para a América Latina e para a Literetura mundial.Um cabra bom danado daquele teria que ter vivido pelo menos duzentos anos.ARIANO VIVE!ARIANO VIVA! VAMOS A LUTA.

Sei, agora que teremos outros Arianos, espalhados por ai e que esta semente precisa ser plantada e regada com carinho.

Acredito em tudo isso, primeiro por mim mesmo,depois por ARIANO e depois por vários companheiros. EU CHOREI com o falecimento de Ariano, mais do que quando meu pai morreu. Foi uma perda para o Brasil,para a América Latina para a Literetura mundial.Um cabra bom danado daquele teria que ter vivido pelo menos duzentos anos.ARIANO VIVE!ARIANO VIVA!VAMOS A LUTA!

Os defensores da famigerada GLOBALIZAÇÃO, estão rodeando o morto para devorar a sua carniça. Não vamos entregar nada disso fácil.

Com certeza.Contudo a grandeza,multidimensionalidade,vanor político-pedagógico e cultural de ARIANO é realmente imensa e possui uma força,uma coerência UM TUTANO que é universal.SUA OBRA NÃO MORRERÁ.Estou como educador convencido disto e até coloco a perspectiva de estudá-la dentro da perspectiva científica também da Educação POpular.Quero dialiogar com Newton para socializar está idéia com ele e vermos o que produziremos academicamente para mostrarmos também a DIMENSÃO POLìTICo-PEDAGÓGICA.Educacional mesmo de Ariano.Tem muito coisa para reiventada.Para darmos sequência e erguermos bem alto sua bandeira SERTANEJA-UNIVERSAL.

Ainda estar na minha mente, as mais importantes palavras, que escutei, como se me fosse uma CONVOCAÇÃO do mestre, afim de não correr da raia:

"Os americanos, não precisam mais de força ou tropas militares para continuar o seu Império no mundo. Para tal, basta Maico jeckson, Madona e etc. O domínio é pela Cultura(LIXO), levando uma cultura de MASSA. Eles ficam mais ricos(financeiramente) e mais poderosos(Imperialistas);

"Bira eu já sou uma vítima de uma briga política na minha terra(Parahyba), como é que posso dar apoio a um projeto que EM QUE IREI PROVOCAR, AINDA MAIS DIVISÃO entre os meus".

O extraordinário MILTON SANTOS em seus fecundos estudos mostra e prova que o processo DE GLOBALITARISMO(como ele classifica a atual globalização) gera cotidianamente uma avassaladora e criminosa destruição deste formidável patrimônio cultural latino-americano que é nossa CULTURA POPULAR.Os USA e sua indústria bélica e de entretenimento nefasto preconizam para o mundo é o AMERICAN WAY OF LIFE,isto

é o modo de vida americano.E infelizmente a INTERNET é uma destas nefastas pontas de lança,pois a hegemonia do idioma inglês no seu contexto.

A obra de Ariano é fantástica também pelo fato de existir uma unidade formidável entre o pensar e fazer do seu próprio autor. A coesão,coerência,simbiose entre o que ARIANO dizia e fazia produz uma dimensão pedagógica tão bela quanto a do saudoso e imortal educador Paulo Freire.

Vejo que as pegadas do mestre ARIANO estão aí bem definidas,claras,nos desafiando a nos mantermos firmes,irresolutos na defesa,proteção e promoção real da cultura popular brasileira.E não estou falando de sua folclorização ou carnavalização,estou me reportando o que FOI OBJETO DAS PESQUISAS,SONHOS,TRABALHO,ANGÚSTIA,SOFRIMENTOS deste grande ser humano que como EUCLIDES DA CUNHA (de quem admirava e venerava) também sobre entrar nas entranhas mais profundas,belas,amplas e reais do nosso sertão paraibano,pernambucano tornando-o universal.

Ariano ´´é MADEIRA latinoamericana que cupim não rói.

Precisaremos ir a Recife, Taaperoá e outros lugares do universo cultural de inspiração de Ariano, para agregar valor ao projeto e estabelecermos os necessários diálogos com companheiros e companheiras deste lugar.,

Eu acredito na viabilidade,necessidade,importância,validade e extremo valor do projeto “NAS PEGADAS DE ARIANO”. Ele vai nascer para ARIANO lá no céu poder continuar dando com máxima lucidez suas belas gaitadas.

Acho que essas considerações, mesmo com emoções, suas considerações repletas de humanismo,amorosidade e fraternidade e muito pertinentes estimado, mais que desabafos são posturas pedagógicas.A PARAÍBA e o BRASIL continuam tendo uma grande dívida com pessoas,pensadores grandiosos como Ariano,Celso Furtado,Milton Santos,Josué de Castro apenas para citar os mais próximos do Nordeste.

Vem aí o JUMENTO SEDUTOR, livro que Ariano deixou pronto, para revitalizar,aprofundar,clarificar,aperfeiçoar e difundir este grande legado cultural de ARIANO.Vai ser muito bom este acontecimento.

Da mesma forma que ARIANO teve a capacidade de promover as conexões entre literatura,cinema,dança ,teaatro,escultura,artistas plásticas,arquitetura,nós temos o dever moral,ético,intelectual de nos esforçarmos criativa e originalmente para reiventarmos evolutivamente sua obra,principalmente por sermos SERTANEJOS. Ariano simplesmente É, para além do regional.

Cada vez que fizermos a defesa,proteção e promoção da obra deste genio chamado ARIANO estaremos fazendo a nossa própria defesa,proteção e promoção. E quanto digo nós...é a TOTALIDADE da legião de sertanejos,nordestinos e brasileiros reais espalhados por este Brasil afora.,

Eu percebo, embora que limitadamente a natureza pluralista,multidimensional da obra daquele companheiro.Dentro do seu cotexto habita,pulsa com vigor ainda EDUCAÇÃO,SOCIOLOGIA,FILOSOFIA,entre outros componentes.Há "pano pras mangas" e ainda sobra.

.Abraço fraterno! Parahyba, 28 de janeiro de 2015 – Bira Delgado

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