A disputa de RC com as pesquisas. Elas não podem dizer só o que ele quer - Gilvan Freire



 
Quando RC vociferou, semana passada, que a eleição na Capital estava apenas começando, mesmo depois de mais de mês de haver-se iniciado, levantou as orelhas de todos os que procuram tirar significado das palavras do governador.

RC fala frequentemente por parábolas quando é para despistar assuntos incômodos ou para alimentar suas estratégias diante de momentos adversos, ou ainda para desqualificar seus opositores.


Neste caso específico, RC tentava acalmar os militantes do PSB, inquietados com os baixos resultados de sua maratona pessoal e governamental em João Pessoa, onde tenta acumular os dois cargos mais importantes da gestão pública no Estado.
Como até aquele dia RC não conseguia vencer seus inimigos políticos, na opinião das várias pesquisas de tendência de voto divulgadas, quis dizer mais ou menos assim : vou arregaçar as mangas e provar que quem manda nessa timóia sou eu.


De fato, mais uma vez RC arregaçou todas as mangas da camisa individual e do colete governamental para vencer os adversários e ex-aliados debandados e desmoralizar as pesquisas, um termômetro da opinião pública que só respeita quando é a seu favor.
Mas, apesar dos arroubos de RC para não deixar o peru morrer de véspera, o peru continua respirando com dificuldade e as pesquisas continuam desafiando a arrogância de RC e suas manias de poder tudo, até poder aquilo que só depende dos outros - os que não se julgam submissos ou servos.


Agora é só aguardar para saber quem tem poder contra quem, ou quem exerce o poder que tem. Ou quem se obriga a respeitar quem.

Domingos Montagner e Camila Pitanga: Sucesso e tragédia se unem e mergulham nas águas revoltas do Rio São Francisco - Gilvan Freire




É de relembrar Airton Sena, na curva Tamburello , manhã daquele trágico 1 de maio de 1994, em Ímola, onde o caminho de sua vida perdeu o prumo e a morte assumiu a direção de sua MacLaren. A vida é assim : uma pista comprida cheia de curvas pela frente e abismos por todos os lados.

A morte de Domingos Montagner, no cenário dramático e místico do Rio São Francisco, assim como aconteceu com Sena, mexeu com o psicológico do povo brasileiro, já traumatizado pela tragédia política que se abateu sobre o país e gerou uma depressão coletiva. E mergulhou a esperança nos redemoinhos.

Parece o fim surpreendente e chocante de outro Sena, não mais nas pistas mas nas águas agitadas do rio das assombrações , onde canoas e embarcações usam carrancas de monstros para afugentar maus presságios e maldições milenares.


RIo da integração nacional, porque é o maior rio que nasce e escoa dentro do território brasileiro, o São Francisco é um mar de lendas, quase todas fatídicas. Teria surgido, segundo uma delas, das lágrimas da bela índia Iati , diante da morte inesperada de seu amado , um guerreiro tribal charmoso e sedutor. Ele próprio teria criado o caminho das lágrimas pisoteando o chão com suas tropas de guerra, descendo pela Serra da Canastra, lugar onde surgiu a primeira calha.


Diz outra crença que mora no São Francisco um ser esquisito, musculoso e de pele cor de bronze, que tem o corpo assemelhado ao de um menino de doze anos, com um só olho grande na testa, meio feioso, tendo unhas enormes e não tendo cabelos. Seria o defensor do rio contra invasores e predadores. Seu nome é Caboclo D‘água, ou Nego D‘água, o virador de canoas, que já fora visto com escamas misturadas a peles pelo corpo.


As carrancas assustadoras colocadas na frente dos barcos teriam o poder de espantar o misterioso Caboclo, que ataca quando o rio dorme e os pescadores perturbam os peixes. Se só perturbam, vira o barco, mas se lhe agradam soltando fumo nas águas, são generosamente recompensados. Seus gemidos de fúria são aterradores.


Ribeirinhos do Juazeiro crêem no fantasma da menina muito linda que, encantada
com a sua própria beleza refletida nas águas cristalinas do velho Chico, não percebeu o passar da hora da Ave Maria sem voltar para a casa de seus pais, e virou serpente que vomita fogo - Serpente da Ilha do Fogo, protetora da cidade, do rio, e carrasca dos pecadores, dos que agridem o meio ambiente e dos que comentem injustiças sociais.
Domingos e Camila, talvez impulsionadas pelo fogo de uma paixão ardente, ou arrastados pelo feitiço e a magia das águas místicas do rio das divindades e dos monstros, só queriam purificar seus espíritos, sem entender que há horas em que o S. Francisco dorme e corre manso, como mansos eram eles próprios, mas há horas em que os fantasmas se enfurecem, fazem redemoinhos nas correntes agitadas e atacam - assim como atacaram e puniram aquela menina muito bela do Juazeiro.


Mas, por quais razões Camila e Montagner teriam sido vítimas de ataques tão desumanos e traiçoeiros, sem culpa e sem pecado mortal ? Por que essas divindades-monstros se irritaram tanto ?


Seriam ciúmes da parte de Nego D‘água, porque não tem a formosura e garbo de sua última vítima fatal inocente, desprevenida para entender as armadilhas de seu cruento esconderijo aquático ? Seriam também ciúmes da menina do Juazeiro, porque as águas do rio refletiram o rosto e o corpo de Camila, mulher mais linda do que ela ? Ou seria uma vingança da índia Iati, ainda pranteada e inconformada com a perda de seu guerreiro tribal encantador ?


Bem, enquanto não há respostas, inocentes morrem para que as lendas sobrevivam.

A vingança - Gilvan Freire



 
Poucas vezes justiça e vingança se unem para fazer uma boa obra. Via de regra, a justiça corre atrás da vingança, mas não para afagá-la e sim para puní-la. São contrárias entre e si e rivais.

Mas, na Câmara Federal, onde deputados incompatíveis entre si se unem por conveniência quando for bom e útil a eles próprios ou quando seus interesses possam ser atendidos ou preservados , o medo, a traição e a vingança se uniram para ejetar Eduardo Cunha da vida pública. E, por vias transversas, fez-se a justiça.
O medo veio do cerco da opinião pública sobre o Congresso para cassar Dilma e Cunha; a traição veio da quebra de compromissos corporativos assumidos por debaixo dos panos e nos escuros das confabulações , mas negaceados diante dos holofotes do povo e da mídia.

E a vingança veio do PT, ex-aliado de Cunha nos governos de mil e uma noites de bacanais e banquetes regados à dinhiro público.


Nesses tempos, que pareciam não ter fim, dilmistas, lulistas, petistas e cunhistas se entendiam harmonicamente no essencial : como tomar conta dos cofres do Estado, aborrotados de ouro.


Mas, depois da queda de Dilma, cai Eduardo , para os petistas o arquiteto de seus tropeços, enquanto o PT cambaleia porque não tem mais a mãezona Dilma e nem o parceiro Cunha, dois braços fundamentais na manipulação do Poder em proveito de todos.


O povo brasileiro e a mídia livre do país sitiaram a Câmara e obrigaram-na a fazer justiça e a engolir seus próprios dejetos, mesmo que em meio a vingança de uns delinquentes sobre outros.


Abrem-se as portas da câmara de gás para uma matança coletiva.

A Vingança - Gilvan Freire




Poucas vezes justiça e vingança se unem para fazer uma boa obra. Via de regra, a justiça corre atrás da vingança, mas não para afagá-la e sim para puní-la. São contrárias entre e si e rivais.


Mas, na Câmara Federal, onde deputados incompatíveis entre si se unem por conveniência quando for bom e útil a eles próprios ou quando seus interesses possam ser atendidos ou preservados , o medo, a traição e a vingança se uniram para ejetar Eduardo Cunha da vida pública. E, por vias transversas, fez-se a justiça.


O medo veio do cerco da opinião pública sobre o Congresso para cassar Dilma e Cunha; a traição veio da quebra de compromissos corporativos assumidos por debaixo dos panos e nos escuros das confabulações , mas negaceados diante dos holofotes do povo e da mídia.


E a vingança veio do PT, ex-aliado de Cunha nos governos de mil e uma noites de bacanais e banquetes regados à dinhiro público.


Nesses tempos, que pareciam não ter fim, dilmistas, lulistas, petistas e cunhistas se entendiam harmonicamente no essencial : como tomar conta dos cofres do Estado, aborrotados de ouro.


Mas, depois da queda de Dilma, cai Eduardo , para os petistas o arquiteto de seus tropeços, enquanto o PT cambaleia porque não tem mais a mãezona Dilma e nem o parceiro Cunha, dois braços fundamentais na manipulação do Poder em proveito de todos.


O povo brasileiro e a mídia livre do país sitiaram a Câmara e obrigaram-na a fazer justiça e a engolir seus próprios dejetos, mesmo que em meio a vingança de uns delinquentes sobre outros.


Abrem-se as portas da câmara de gás para uma matança coletiva.

O PT não matará Temer mas Temer ressuscitara o PT. Ambos morrerão depois de causas naturais - Gilvan Freire



 
Houve um tempo em que o PT e Lula eram tão essenciais ao país quanto são hoje dispensáveis e abomináveis. Os dois explodiram um regime colonial perverso de dominação secular das elites conservadoras que espoliavam os bens públicos e os pobres.

Depois de certo tempo, o PT e Lula mudaram de ideias e implantaram no país um modelo dominial misto, meio conservador, meio progressista, com o objetivo de criar uma nova elite secular

Ou seja : o PT venceu uma elite dominante, tomou-lhe o Poder, mas ficou parecido com ela em quase tudo, inclusive na espoliação do bens públicos e dos pobres. Vitória de Pirro.


No princípio não era assim. O PT e Lula queriam matar a velha elite corrupta, ineficiente e exploradora do Estado paternal político e dos excluídos. Houve ganhos no cambate à exclusão, o país prosperou, mas não houve transformação política.


Esse desastre só foi possível porque o PT e Lula ressuscitaram a elite antiga deposta para governarem juntos, a fim de garantir um projeto de Poder com a cara de nova elite, aparentemente e confusamente contrária à anterior, agora, contudo, sua coadjuvante.
Velhos tempos do PT e Lula, que prometiam não mudanças mas transformações no país e na vida dos pobres, que nunca mais seriam encabrestados por nenhuma elite, nem velha nem nova.


Bem. Hoje é tempo de Temer, o herdeiro do espólio petista, membro da nova elite dominial petista, ou lulopetista de Lula e Dilma, a presidenta desastrada de quem foi colaborador e vice. Isso diz tudo, menos que vai haver transformação. Só mudança.
O governo de Temer é fraco, incapaz de suplantar o caos encontrado, com o qual cooperou. Poderá ser quanto ou mais desastrado do que o desgoverno petista, o que autoriza o PT a lhe fazer oposição cerrada, mesmo sendo da mesma laia e fiasco.
Se o governo de Temer continuar manco e desorientado ( o que é muito provavel ), o PT abandona temporariamente seu jazigo e vem habitar e fazer assombração nas ruas, ainda que seja para exorcizar sua própria maldição e assustar seus cúmplices
A coisa está tão ruim que talvez seja o caso de o povo contratar o PT para fazer oposição ao que sobrou de seu nefasto governo. É bem menos arriscado do que deixar que governe. Mas que pague pelos seus crimes e reconheça suas próprias torpezas.

O PT é o centro da tragédia política nacional. Mas se ele desaparecer cedo a tragédia não termina - Gilvan Freire




O país precisou muito do PT até agora. Veremos mais tarde que o Brasil não seria capaz de falir e reinventar-se se não existisse o PT e seu aparato ideológico de verniz mais comunista e menos socialista.

Se fosse pelo viés puramente sindicalista, o PT seria essencial para equalizar as relações entre o capital e o trabalho nesse país de graves e injustas desigualdades sociais.


Mas o PT não desejou ser apenas um partido sindical, quis implantar no país uma república sindical ideologizada, concebida a base de utopias mortas por intelectuais e acadêmicos ilusionistas. Uma mistura do trabalhismo inglês com o messianismo personalista e ditatorial de Cuba. O desastre seria previsível.


Receoso de que o modelo petista de governar originalmente formatado pelos aloprados pensadores do partido pudesse transformar o Brasil em menos Inglaterra e mais Cuba, Lula, então eleito presidente com o apoio dos conservadores, idealizou um modelo misto de gestão : meio aloprista e meio oportunista e adesista.


Haveria de dar errado. Pelo meio aloprista seria mais de meio desastrista, e pelo meio adesista seria quase todo oportunista. Uma lástima . Enfim, sem se dar conta de que todos possuíam grandes diferenças e graves divergências, resolveram fazer de conta que eram no essencial parecidos em tudo.


Foi esquisito ver que conservadores radicais e radicais petistas e outras subespécies da fauna ideológica estivessem governando juntos com enorme e surpreendente harmonia. Havia algo suspeito.


De fato, cada lado antagônico perder a sua identidade e abdicar de suas ideias pareceria ou um pacto pelo Brasil ou uma maldita aliança contra o povo e a favor deles próprios.
É assim : toda vez que esses intelectuais petulantes e “brilhantes” pensam no país que eles querem para o povo, o país e povo começam a ter prejuizos. E quando saem do pensamento para a ação, país e povo pioram muito.


Foi o que aconteceu : dois setores políticos diametralmente opostos e contrários firmaram um acordo para governar aquele país que fosse bom para eles e lhes garantisse vida eterna no governo. Não precisava ser necessariamente bom para o povo.


Mas o que uniu tanta gente desunida que pensava e lutava de forma belicosamente contrária ? Foram os cofres da união, que abarrotados com os recursos da população, financiariam a intelectualidade diletante e as alianças políticas que manteriam o poder dividido e loteado entre eles. Isso é sinistro.


Está agora muito claro que quem inventou esse modelo híbrido de associativismo delinquente, conjugando semvergonhice intelectualizada com gatunagem política e partidária, com o fim de submeter o Estado à ditadura de grupos ideológicos e bandos de serviçais do poder, foi o PT de Lula e Dilma, os chefes dos aparelhos criminosos.
Mas, justiça se faça ao PT : não foi ele quem inventou a roubalheira que crassa no país. Ele apenas a alargou para alturas estratosféricas e a transformou em monstro que devora pobres e ricos, inocentes e delinquentes, corruptos e corruptores, chefes e chefiados. Ou seja : devora o país inteiro, sem dó ou pena.


O PT, contudo, ainda não terminou sua obra. Ele sabe que é preciso implodir o governo de Temer como ninho das aves de rapina onde pôs seus ovos nos últimos anos. E lá onde estão os remanescentes da central de criminalidade que montou para saquear os bens públicos e afrontar uma sociedade atônita.


Os petistas são ousados : têm coragem para responsabilizar os outros pelos seus próprios crimes. É uma forma inteligentemente cinica de despistar o flagrante delito notório e público e fugir do julgamento popular e da história.


Mas o povo e a história, como vítimas da experiência petista de governo, não são como o Renan, que para esconder-se de muitas culpas e favorecer-se delas é generoso e indulgente com os seus cúmplices nas alcatéias do poder.


Deixem o PT trabalhar como quer. A cova é funda para ser escavada e caber muita gente, inclusive os coveiros. O PT vai detonar os covis de onde veio : uma república completa de autoridades parecidas com o partido e seus ideólogos mal-assombrados.
E quando terminar o cortejo fúnebre e for fechada a cova piramidal, o Brasil estará livre de seus fantasmas. E não será mais aquele país que o lulopetismo sonhou só para ele : será o nosso país.

Os carpideiros de Dilma morreram com ela no velório - Gilvan Freire




Nos tempos passados, mulheres eram contratadas para rezar e chorar para defuntos alheios , a fim de espantar os espíritos, pois havia a presunção de que eles demoravam um certo tempo para abandonar o corpo.

No velório de Dilma ontem no Senado carpideiras e carpideiros pareciam mais defuntos do que ela. Pelo menos ela falou durante a encomendação de seu corpo e alma, enquanto a banda de Lula e Chico passava moribunda entoando música fúnebre.


Dilma é valente. Está morrendo em pé como os vegetais. Vê , como Collor viu, que a maior parte de seus carrascos eram comensais de sua ceia larga no palácio onde reinou para eles, e não para o país. Pior : sabe que está sendo abandonada pelo lulopetismo para que o PT e Lula ressuscitem da sepultura. Se Moro deixar.


A esquerda festiva e incendiária, incapaz de pensar um país decente, enterrou ontem " a sua última quimera " e, para Dilma, ficou " a ingratidão, esta pantera, como sua companheira inseparável ". Mas, no final, todos têm motivos e merecimento de sobra para sofrer e chorar. E morrer como nasceram : em grupo, coletivamente.

Há um barril de pólvora em Brasilia, o Senado pode ser incendiado - Gilvan Freire




Nesses poucos minutos que antecedem à sessão-bomba do Senado, há pelo país afora uma tensão quanto ao que pode acontecer nela e depois dela. Trata-se do velório e sepultamento de uma aparelho terrorista que nunca imaginou pudesse ser vencido pelas próprias armas que manejou na guerra.

Não pode haver previsão de que a paz reine nesse ambiente de confrontos e hostilidades. Ademais, trata-se de uma guerra que mistura sujeira e ideologias, duas bactérias desenvolvidas no ambiente político brasileiro nos últimos tempos.


O PT e o lulopetismo entram no Senado Federal com tropas dos mais famosos incendiários do Brasil, os mesmos que assaltaram os cofres públicos nacionais sem armas bélicas, apenas com ideias destruidoras. Podem até perder a batalha, que parece perdida mesmo, mas ainda farão estragos. E mais destruição.


DIreita e esquerda, que atuaram juntas até recentemente, quando era para dividir o patrimônio público saqueado, entram agora em confronto crucial para saber quem herda esse espólio de devastação que construíram em parceria macabra.


É muito possível que o salão solene do julgamento de Dilma vire arena de gladiadores onde um juiz da Suprema Corte terá de separar feras, como árbitro de briga de galos violentos e mortais sem raça pura. E o próprio juiz poderá ser atingido. Se isso não acontecer, é porque o PT e a esquerda morreram de véspera.

O julgamento de Dilma e a Operação Lava Roupa Suja no Senado - Gilvan Freire




Nesses próximos dias, até a ejeção final de Dilma do poder, o Senado será bombardeado em seu telhado de vidros. Aliás, o Senado é palco de muitos bombardeios, ora vindos de fora, ora vindos de dentro. Ora praticados pelos próprios senadores.

Os primeiros ataques vêm das explosões comportamentais : travestidos de juízes e réus ao mesmo tempo, muitos senadores negociam a alma de magistrado para salvar a de malfeitores. Oscilam entre a chantagem, a pressão e a venda de votos.
Com esses perfis confusos e incompatíveis entre si, de marginais notórios convertidos a julgadores de ocasião, alguns senadores agora trocam acusações entre si e se apontam como indecentes no grande e luxuriento tribunal de cassação.


A senadora Gleisi Hoffmann, que está com a alma encomendada ao purgatório por causa de deslizes cometidos contra o Erário, bradou em sessão solene que o Senado não tem autoridade moral para cassar Dilma. E perguntou : quem aqui tem autoridade para cassá-la ? Mais da metade dos presentes silenciou.


Esse espetáculo de cinismo e constatação, de realismo constrangedor e de desintegração institucional dos poderes da república, marca o fim do lulopetismo e seu projeto de dominação a qualquer custo, mais ainda a custo moralmente proibido. Mas o show não terminou, vem mais coisa. O que o PT quer não é mais salvar-se, é arrastar seu antigos cúmplices para a vala sepulcral comum. Pode ser, afinal, sua derradeira e grande obra.

Um texto livre de amor e paz para falar de meu pai



 
Durante mais de 40 anos, eu quis ser pai do meu pai. Mas fracassei : meu pai é ele – Ciro Freire de Medeiros, 93 anos e uma cabeça tranquila que carrega sobre os ombros um passado quase centenário de homem trabalhador, honesto e bom ( bom pai sobretudo e honesto sobre o mais).

E eu que pensei, durante anos, equivocadamente, que esse homem era eu. Como sou ainda despreparado para entender a vida , quando já se vão 67anos vividos e uma razoável capacidade de percepção !


Enfim, hoje me liberto de uma autoridade falsa que me angustia há muito tempo : a de querer ser maior do que meu pai – ser protetor e proprietário dele, ser tutor, ser mentor, ser o chefe de seus filhos e de dona Maria, sua esposa, só porque fui escolhido, em face de seus atropelos, como seu substituto.


Mas como eu poderia ser chefe de dona Maria, ela que é uma mulher poderosa, do alto de seus 92 anos, insubmissa, autoritária, invergável, destemida, possuidora de um cérebro algumas vezes maior e melhor do que o meu ? Como posso mandar em quem já manda em mim, a chefona, e a quem nunca desobedeci ?


Se com dona Maria eu ajo subalterno e cativo de seus mandos ( e mimos ), fazendo de tudo para que ela seja realizada e feliz, atendida na plenitude de suas necessidades humanas ( não usufrutuária das minhas sobras, mas das minhas próprias condições de vida digna e compartilhada ), de seu Ciro, que é mais brando, mais passivo, mais acomodado com seu destino, como poderia eu ser pai ?


Me prevaleci da condição assistencial e material prestada para anular meu pai como pai e assumir o papel que era dele. Mas que falta grave cometeu meu pai para que eu o destituísse de sua autoridade de chefe supremo, dividindo sua supremacia apenas com dona Maria, a poderosa ?


Seu Ciro, quando estava sob minha proteção direta, em João Pessoa, arranjou uma namorada fora de casa. Feriu os brios da família e, mais ainda, os meus. Afinal, ele era meu filho, não ? Foi aí que ele andou para um lado e seus filhos para o outro. E eu o puni com minha distância do lugar onde mora. Nunca fui lá. Talvez por conta de meu endeusamento a dona Maria, a insuperável, que nunca errou com relação a ele. Um castigo injusto, indevido, reconheço.


Tenho sido para meu pai um filho petulante que queria ser seu pai e não conseguiu nem ser pai nem filho. Isso me dói espiritualmente porque eu precisava dele do meu lado para proteger-lhe como se ele fosse só meu e de mais ninguém.


Hoje encontro com meu pai menos do que sempre sonhei. Em verdade, eu queria está com ele. Fui egoista o suficiente para não achar que ele tem o direito de ser livre e que, certamente, nunca passou pela sua cabeça ser meu filho – seu orgulho, sua maior felicidade é ser meu pai.


Sou um estúpido letrado que inverte papéis milenares e primitivos e ainda se acha o tal. Desse jeito, nem sequer me protegi nem me libertei de grilhões emocionais que me torturam nos últimos anos, porque fui incapaz de garantir a meu pai o destino escolhido por ele mesmo.


Não tenho autoridade para cercear-lhe o gozo da vida somente porque é diferente dos prazeres que eu gostaria de proporcionar-lhe. E já não temos muito tempo para reavaliarmos nossos erros juntos.


Você mesmo confessou, meu pai, que ninguém deveria pagar pelos seus erros. “Eu errei, pagarei sozinho, não sou infeliz e cumpro o meu destino sem queixas” – é isso o que você pensa. É como aje. Essa história me arrebenta interiormente e me estilhaça a alma. Logo eu que tenho todas as culpas de não lhe compreender em suas culpas.


Tenho mergulhado no divã das noites insones e refletido sobre nós dois. Tivesse eu cometido o seu erro, o senhor estaria ao meu lado. Não me puniria, não se afastaria.

Este, sim, é o papel reservado a um bom pai. Eu é que fui um pai fracassado enquanto quis ser, sem talento, sem habilidade, sem paciência, sem compaixão. Um pai fictício.
Pouco importa, meu pai, que você tenha se perdido por caminhos totalmente diferentes do padrão de sua família. Se nesses caminhos você encontrou de alguma forma uma vida feliz, por acaso ou por conformação, ou por resignação, isso não pode gerar a minha infelicidade. Nada pode destruir o pai grandioso e amoroso que você foi até o dia em que tomei conta de tudo e me arvorei de ser também seu pai. Foi uma burrada minha – porque sou apenas seu filho, não seu chefe.


A partir de hoje, meu pai, depois de anos de perda de tempo e de muitas alegrias não gozadas, sem medir o que nos resta de tempo, quero lhe conceder alforria, emancipar-lhe : você não será mais meu filho, será somente meu pai. Quero ficar livre desse orgulho que me fez lhe punir por faltas que você não puniria em mim como filho.


Finalmente, pai, posso soltar as amarras que me prendem a uma amargura penitente : a de não conseguir dizer em tom de libertação que te amo muito e me envaideço de ser filho seu.

As cartas a Cássio e o extremismo político reinante no Brasil de hoje - Gilvan Freire



 
As ameaças feitas ao senador paraibanos Cássio Cunha Lima, através de cartas postadas no Ceará e remetidas ao Senado, podem representar apenas mais uma idiotice infanto-juvenil de setores do lulopetismo organizado.

De fato, há uma clara fanatização oligofrenicóide em muitos desses grupos que querem Dilma de volta ao poder a qualquer custo e odeiam todos os que não querem. Como se sabe, a oligofrenia se caracteriza pelo retardamento ou bloqueio do desenvolvimento mental, podendo até incapacitar os indivíduos para as ocupações normais. O cara vira imbecil .


É isso. Mas, no campo das manifestações sociais , o fenômeno oligofrênico pode sair do plano individual para o plural, mediante surto induzido de grupos a grupos, gerando histerias coletivizantes. Não é uma típica oligofrenia conceitual, mas é parecida. Digamos assim : uma imbecilização em massa.


Mas Cássio deve saber que de forma verbal ou escrita esses histerismos e surtos vindos da esquerda oligofrenicóide vão persistir, possivelmente com maior e mais crescente agressividade, até que a sociedade repulse de vez pelo voto o modelo de gestão deles, que dotou o Estado brasileiro de uma estrutura poderosa de organização criminosa para lidar com a governança pública. É o preço que pagam os que discordam.

Dilma chega a beira do abismo - Gilvan Freire



 
O impeachment da presidente Dilma não é o fato mais importante dessa crise instalado na governança federal. O problema central é a corrupção que se apoderou do Estado e apodreceu a administração pública.

A incapacidade de gestão por si mesma já seria uma causa bastante para que Dilma não governasse mais e nem causasse mais males ao país. Mas a sua integridade moral pessoal poderia amenizar-lhe a pena capital, não fosse o fato de está sendo acusada ( e também defendida ) por gente que não tem a sua decência individual.


Por outro lado, ter sido chefe desses grupos que a atacam e a defendem, inviabiliza a sua permanência no poder. Melhor, portanto, que um grupo elimine o outro e se acabem os dois em pouco tempo.


É o começo do fim de uma era extremamente nociva aos interesses do povo e do país. Mas a boa obra ainda não está concluída. Vai-se Dilma e sua caricatura empafiosa, ficam dilmistas e ex-dilmistas de caricaturas insuportáveis para o sepultamento seguinte.

Enfim, aboliram a corrupção no país - Gilvan Freire




Mudanças significativas nos costumes políticos . Desde os tempos da proclamação da República, certamente nunca houve uma eleição no Brasil com os candidatos tão despreocupados com a corrupção. Nos últimos anos, isso de alguma forma vinha surgindo.


Mas agora parece universalizar-se dentro do país inteiro a idéia de que a corrupção é coisa da moda antiga, pois desde o final do século 19 a questão da probidade X corrupção fazia parte dos discursos de todos os políticos. Era coisa entendiosa, que de tanto parecer falso ficou falso de todo.

Antes todos queriam parecer honestos e proclamavam suas virtudes, porque os eleitores gostavam dessas ladainhas. Era um rito político e eleitoral secular, movido a pieguices e discursos repetitivos , como se fossem as liturgias massacrantes das igrejas ortodoxas.


Não se fala mais nisso. A honra, a probidade e essas virtudes antigas, arcaicas e inusuais, foram eliminadas dos discursos nas eleições. É algo assim : a honestidade é presumida em favor de todos os candidatos e a questão do combate à corrupção fica por conta da polícia e da justiça. Bacana !


Estranho. Precisamente na hora em que os políticos estão todos nivelados por baixo ( rentes com o lamaçal ) não há um só candidato que prometa ser honrado e combater as improbidades da categoria. Ninguém se obriga a esse sacrifício. Tempos modernos ...

Nossas esperanças estão morrendo de susto - Gilvan Freire




Há uma coisa incomum no mundo acontecendo na sociedade brasileira, em meio à crise de governabilidade que corrói as esperanças do povo : só quem faz barulho, quem faz pressão, quem se move e passa comandos são precisamente os componentes da horda que tombou o trem pagador do Brasil.


Ora, em condições normais, ninguém poderia imaginar que grupos políticos tão atingidos pela devassa que a Lava Jato realiza no país governado por eles pudessem dizer um pio, tamanha a desmoralização que promoveram a Polícia Federal e o MP, expondo-os à revolta e à indignação do grosso da população.


Mas o que será que está havendo com essa gente que não teme polícia, promotor, juiz e nem a lei, muito menos a revolta da sociedade que os taxa de ladrões em côro de alguns milhões de pessoas ? Por que eles reagem como se fossem os ladrões correndo atrás de suas vítimas e zombando delas ?


Há ao menos duas razões : a primeira é porque eles perderam o covil mas seus aliados do submundo do crime continuam dentro. Então um dos motivos da guerra é retomar o território perdido. A outra razão é que eles perderam a líder do sindicato da ladroagem e viram o vice da organização assumir o comando. Mas o que nos amedronta mesmo é que Temer nem para líder de quadrilha serve : ele é fraco , amorfo, omisso, despreparado, e nem sequer une os ladrões. Mas cadê um chefe para comandar as vítimas ?

RC foi nocauteado, tomou Biotônico Fontoura e voltou ao ringue - Giilvan Freire



 
Se for mesmo “ferro para o sangue e fósforo para os músculos e nervos” como diz sua propaganda secular ( foi criado em 1910 pelo farmacêutico Cândido Fontoura ), o tonificante BIOTÔNICO FONTOURA chegou à cabeceira da cama de RC do domingo para esta segunda-feira.

Nos últimos dias, atingido no fígado e estômago por pontapés e murros desferidos por ex-aliados, que foram também surrados por ele noutros embates, RC ( igualmente farmacêutico como o dr Cândido ) recorreu aos milagres do fortificante de frasco verde.
Foi assim que, não podendo derrubar Cássio e Maranhão de uma pegada só, resolveu utilizar-se de uma máxima do judô , que manda usar a força do próprio adversário para ganhar a luta.


Valendo-se de poderosas energias que o poder lhe empresta , RC coopta os maiores e mais históricos maranhistas do Estado para imobilizar Zé Maranhão em seu apoio a Luciano Cartaxo, uma operação que fez estragos no maior partido da Paraíba.
Sob os efeitos do vetusto BIOTÔNICO, RC parte para cima : pode formar uma chapa Gervasinho/Wilson Filho, ou Cida/PT/ouEfraim. E ainda que tenha muitas dificuldades para vencer a luta, vai bater muito e ferir alguém. Tem ferro no sangue.

Sem sinceridade ou convicção a vida é um enjoo - um tédio. Só os políticos gostam - Gilvan Freire




A política ficou tão ruim que quando alguém ingressa nela já começa mal. Não existem mais projetos admiráveis na vida pública, mesmo quando as pessoas possam despertar admiração por algum talento revelado.

O deputado Wilson Filho, em seu segundo mandato, é um parlamentar talentoso. Mas inventou uma candidatura a prefeito sem o mínimo de convicção e sem necessidade. Não muito diferente do que fez Manoel Jr, ambos são agora caudatários dos outros. Foram, de fato, uma mentira pregada ao eleitor. Pena.

Desde o principio já se sabia que tanto Manoel Jr quanto Wilsom brincavam de candidaturas, um querendo casar com Cartaxo e o outro com RC . Eram nubentes, pessoas que têm promessa de casamento. Até que, enfim ...

A partir de quando a atividade política ficou só mercantil, todos os passos dos líderes têm preço .Só o PT ainda não tem. Mas, assim como pensavam Manoel Jr e Wilson Filho, havendo o segundo turno, o PT terá o seu também com RC. Mas sosseguem : ninguém terá de pagar pessoalmente nada - é dinheiro público somente.

O candidato de RC é ele mesmo. é em quem ele mais confia - Gilvan Freire




Embora desconfiado de que não é mais quem já foi, o governador Ricardo Coutinho teima em ser. Ele continua achando que ninguém pode ser Ricardo Coutinho na Paraíba depois dele e fora ele. E a sorte da Paraíba é que, de fato, não há mais de um.
É por isso que RC nunca tem candidato a prefeito de João Pessoa desde que deixou a prefeitura, porque ele escolhe apenas um nome para colocar na disputa em seu próprio nome. Ou seja : o candidato de Ricardo é Ricardo – tem que emprestar o corpo e ceder a alma a ele.

Mas, agora, já é a alma de RC que assombra. Ela assusta pelo poder de mando e pela capacidade de usar pessoas e depois descartá-las, como acontece nos pactos de adesão da alma ao Diabo : ou se aceita incondicionalmente, ou morre, porque não há dois senhores com os mesmo poderes no Inferno.


O que salva é que há vida na terra também, lugar onde as almas só padecem quando o corpo se entrega sem resistência. E nem todos os cristãos se submetem a tudo só pelo medo ou pela submissão. Desafiar RC passou a ser ato de resistência e sobrevivência. Isso é preciso e libertador.


A candidatura de Cida, como foi a de Estela, é um disfarce para manter RC brigando com todos os adversários – quase todos muito virtuosos quando eram seus aliados, e agora não. Ele tem o signo da beligerância e da inafetividade, e quem se meter com ele paga o pato. Ou mata o corpo ou perde a alma. Ou os dois.

O que RC fará para sair das cordas - Gilvan Freire




Ninguém sabe o que Ricardo Coutinho será capaz de fazer para superar o encurralamento de que foi vítima este final de semana no palco da Capital por parte da tríplice aliança Cássio/Zé/Luciano.

Não é só um acordo de grandes forças políticas e eleitorais na região mais densamente povoada de eleitores no Estado, é uma união de curto e médio prazo para desalojar RC do poder e vingar os que foram maltratados por ele.

Mas RC não é flor que se cheire ( além do mais é espinhento ) e não se espera dele recuos ou amolecimento. Ele não é de paz, é de guerra, ainda quando a guerra traga o risco de ferí-lo mortalmente.

Apesar de seu poderio, RC sentiu a porrada, dessas que atingem o inimigo em hora de baixa imunidade, gripe e febre. Sua primeira reação pública foi atacar os adversários mais notórios, Cássio e Manoel Jr, poupando Maranhão por conta do PMDB no resto do Estado.

Certamente há um estratagema sendo montado, tipo mudança de candidatura e uma surpresa na indicação do vice, mas isso envolve outras mudanças nos planos de RC para o futuro. No pior dos cenários, virão mais ataques e maior enfrentamento pessoal , com a dificuldade de que RC não pode brincar de ser o candidato quando o candidato é outro. O melhor a fazer é também não se achar mais Deus.

A segurança matará o governo, mas só depois de matar muita gente




Era, inicialmente, propósito do governador Ricardo Coutinho, quando assumiu o governo, matar a classe política dominante, que achava, com certo acerto, ser responsável pelas grandes mazelas do subdesenvolvimento do Estado RC parecia diferenciado do padrão político em vigor e pretendia impor à sociedade seu estilo duro e mortífero, capaz de abolir da vida social esses agentes públicos viciados que, como acontece no Brasil todo, terminaram matando o Estado, e não morrendo.

Por fim, para não morrer no isolamento e pelo cerco dos que queria matar, RC juntou-se a alguns para eliminar outros, já convencido de que para ser diferente era preciso primeiro ser igual. E de tanto aceitar ser igual, ficou igualzinho.

Hoje, misturado a todos para sobreviver e não capitular , RC é o típico produto do meio, apenas empavonado ainda pela fama que já teve de exterminador do futuro. Além de não exterminar ninguém, ficou assemelhado aos demais.

Crescem hoje os murmúrios de que é RC que começa a morrer, junto com seu estilo gelado e um governo anêmico que construiu estradas mas desmantelou a saúde e a educação, justamente aqueles que fariam o diferencial. Mas é a segurança pública onde RC exerce mais seus dotes de matador : mata os cidadãos no lugar dos políticos : porque é um deles. Mas morrerá também.

Abre-se uma grande guerra política no Estado e RC quer atirar de bazuca - Gilvan Freire



 
Já se disse antes, a eleição na Capital move os interesses dos generais da política e antecipa os fatos de 2018, quando RC, deixando o poder, não pode mais ajoelhar quase toda a Paraíba a seus pés.

O mais dramático encontro humano é o de um homem poderoso com o fim de seu poder, diz Velho Jacó, para quem tudo tem fim abaixo do céu, mais frequentemente os homens

É para não morrer de véspera que os principais líderes políticos da Paraíba brigam na arena da Capital, lugar onde, além dos 3 maiorais estaduais conhecidos, está nascendo o 4º rebento: Luciano Cartaxo. Depois da experiência municipal de RC, a Capital virou escada para adentrar ao Palácio da Redenção.


É a crise interna do PMDB que está mexendo com os nervos e o humor dos grandes líderes do Estado. O partido não está inteiro em torno da aliança que está sendo costurada em João Pessoa. Ela junta Maranhão e Cássio e desequilibra o jogo de forças no resto da geopolítica.


Esse movimento no tabuleiro, em época de eleições decisivas para definir quem será forte no futuro próximo, está revirando tudo pelo Estado afora. Vêm por aí alianças inimagináveis, acordos subterrâneos, rompimentos traumáticos, traições, mudanças de lado e estratégias de guerra fria e quente.


RC está acuado. É onça encurralada num quadrado estreito. Imprevisível e gelado, só ele sabe o que será capaz de fazer para não morrer antes do tempo. Sua cabeça é perversa e ele atira em seus inimigos com as bazucas do governo

Sidebar Menu