Compreensão humana - Virgolino de Alencar



 
Uma das circunstâncias que desafiam a humanidade, aparecendo como destaque, é a compreensão humana. As interrelações entre as pessoas têm sido desafiantes porque na interação entre os seres humanos é difícil estabelecer o grau de verdadeira compreensão, seja, entendimento de como se deve estabelecer essas relações.

O homem que possa ser qualificado como compreensivo, tolerante, para alguns, pode ser desdenhado por muitos, que não aceitam pessoas com grau de tolerância, compreendendo a vida e a circunstância dos semelhantes.

Aquele que, por pensar bem, revela-se pouco disposto a compreender as sinuosidades da vida, os erros, as distorções, é tido como inconveniente, de comportamento inadequado para as convenções estabelecidas.

O ponto de equilíbrio, onde se situa a verdadeira compreensão, senão aceita por todos, mas pela maioria, é de certo modo um enigma, mas, se olharmos com realismo, existem, sim, seres humanos compreensivos, que contribuem para um mundo mais humano, mais amistoso, onde possa prevalecer a paz e a harmonia.

Enfim, podemos afirmar que a compreensão humana existe, e é o caminho para muitos outros bons comportamentos das pessoas, na sua convivência em sociedade, civilizada, educada.

Facebook - A página do do pluralismo e da liberdade de pensamento - Virgolino de Alencar



 
Amigos pessoais, amigos virtuais, companheiros do Face, de todas as correntes partidárias, ideológicas, de todas as crenças, de qualquer opção pessoal em matéria de comportamento(desde que não seja criminoso nos termos da lei), reafirmo o compromisso da liberdade de expressão, de manifestaram suas opiniões, criticarem a quem quiser e de quem discordar(até de mim, porque não tenho a pretensão de ser dono da verdade), na certeza de que daqui, da minha página, não receberão censura amordaçante e nem exclusão da página, salvo por decisão própria da pessoa.

Para não cair na polêmica estéril, porque aqui todo mundo tem sua convicção formada, e nesses casos a discussão não chega a nada, eu respeito o que a pessoa fala, elogiando ou criticando quem quer que seja. Quando discordo, por respeito, não entro no link do cidadão para contrapor, limitando-me a usar meu espaço para emitir minha opinião livre, dentro dos princípios e convicções que formei ao longo do tempo.
Não transformo a divergência de ideias, a discussão plural, em questão pessoal contra ninguém.

Se alguém for ofendido por comentário de outro alguém, vá à justiça para reparar a ofensa, direito assegurado na Constituição Federal.
Enfim, esta é a página da ampla liberdade.

‘Jornalista‘ de facebook‘ - Virgolino de Alencar



 

Um ilustre cidadão, dirigente de uma rede de comunicação, irritado com uma amiga que fez uma denúncia que a mídia formal não fez, disparou uma ironia, que na realidade funciona como bumerangue a se voltar contra ele.

A grande mídia está desesperada com a força das Redes Sociais, que estão lhe tirando leitores e audiência.

Eu me considero "Comunicador de Internet", onde estou na boa companhia de profissionais que deixaram a mídia convencional e estão aqui no Facebook, livres de mandos e comandos, exercendo a verdadeira livre expressão.

Não adianta me ironizar, até porque não estou na mídia formal porque não quis.
Em 1976, eu fiz um concurso(como tudo na minha vida foi conquistado por concurso) para Repórter do Jornal paraibano O NORTE, integrante da Rede dos Associados, de Assis Chateaubriand(paraibano, por sinal).

A minha reportagem, intitulada "O MUNDO DOS COLETIVOS", por ter sido uma "reportagem" feita em casa e não no campo, não foi classificada, mas o texto, por sua qualidade redacional, recebeu "Menção Honrosa" e a possibilidade de ser colunista do jornal, mas com uma condição: teria que deixar o cargo de representação na Secretaria das Finanças, onde eu era profissional(Auditor Tributário Fiscal, por concurso).

Claro que não fui, porque a queda financeira era grande e eu tinha que manter a família, além de exercer a minha profissão técnica com vocação, passando a ser Professor da Universidade na área da Administração Orçamentária, Financeira e Controladoria Pública(por concurso).

Assim, não estou aqui de gaiato, estou porque gosto da comunicação, das letras, da arte, da cultura, do esporte, do humor, da amplitude do pensar e do saber, além da política, como cidadão preocupado com os destinos do país.

Tanto que minhas páginas na Internet são públicas, abertas para leitores mesmo que não estejam inscritos na Lista, com característica de revistas, pela variedade dos assuntos.

Então, sr. lá dono de mídia formal, fica com teu órgão em decadência, que vai terminar tendo que enfiar no duto lepodíceo.

Mudanças? Novos maitres para o mesmo cardápio - Virgolino de Alencar



 
Durante o governo de Fernando Henrique, Paulo Henrique Amorim, Luis Nassif, Miriam Leitão, Franklin Martins, Arnaldo Jabor, eram os mais salientes porta-vozes e defensores do modelo de gestão.

Na gestão do PT, Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif e Franklin Martins viraram comensais do governo petista. Miriam Leitão e Arnaldo Jabor são críticos da gestão lulodilmista, uma crítica à la pizza mezzo mussarela mezzo calabresa. Como os governos de FHC e Lula/Dilma eram adversários e o de Temer ninguém sabe o que é, mas o modelo de gestão não mudou nada, eles, os jornalistas, é que ficam saltando de pólo.

Os que se bandearam para o poder petista, condenam o passado em que foram assíduos comensais e passaram a degustar o mesmo prato que antes condenavam.
Os fiéis da seita nem ligam para essas circunstâncias, ou seja, estão comendo no prato que antes abominavam, agora meio insosso por falta de grana para bons condimentos.

Os maîtres são outros, mas o cardápio é o mesmo. É que coerência não é o fraco dos neopreparadores do banquete, acompanhados, nessa incoerência, pelos seguidores comensais. E criticados pelos outrora aliados.

É o jeito brasileiro de mudar. Do nada para a coisa nenhuma, velho clichê, num país em que, no segmento da gestão política, tudo continua mofado.

O caso Renan e a Justiça do ‘Acho que‘ - Virgolino de Alencar




Antes que alguém engrosse comigo, apresso-me a explicar que o título não se refere à instituição, mas a alguns exegetas do direito que, não tendo como convencer a sua exegese, dão como supedâneo de seus argumentos o velho "acho que" e concluem a sua interpretação como a verdade absoluta.

Estou enfocando o assunto a partir de, entre muitos outros, o caso que recentemente foi e continua sendo objeto de discussão no país, com o foco num debate-boca pouco convincente.

Vamos ao episódio Do julgamento de Renan Calheiros. Quem “acha” que ele tem culpa(por posição política/partidária/ideológica) não quer observar o caminho do devido processo legal e embarca de cabeça na condenação, sem defesa, sem direitos, sem dar tratamento jurisdicional adequado. Quem “acha” que ele é inocente(igualmente por posição política/partidária/ideológica) também não quer saber de provas, de fatos, de argumentos, de competência(legal) para julgamento, estigmatizando quem ousar contrariar seu pensamento.

Nos dois lados da questão, onde a passionalidade sobrepõe-se à racionalidade, o juridicismo é colocado no recorrente "acho que", dispensando-se de justificar a opinião com o imprescindível suporte na lei. Fazem dos institutos legais uma "borracha" que estica para o lado que se deseja.

E quem analisa dentro do figurino jurídico, com equidistância, isenção e sem paixão, não lhe é dada a devida atenção ou também é achacado pela turma do “acho que”.
Disso tudo, fica a impressão generalizada de que nem os juristas das Altas Cortes conhecem a fundo as leis e o debate de ideias se transforma em debate-boca até no mais alto plenário jurídico do país. O contraditório, no julgamento do Renangate, foi contraditório demais. Contudo, não entro na corrente de quem quer anular a decisão, nem quero estigmatizar os Ministros por suas posições, afinal, compete-lhes decidir em última instância, por maioria e o veredito é definitivo.

No entanto, a discussão pode e deve continuar, buscando-se o consenso, libertando-se do "acho que", para o aperfeiçoamento das futuras decisões.

Como está em pauta a Operação Lava Jato, espero que predomine a racionalidade, sem proteger ninguém, mas sem crucificar inocentes na simplista opinião do “achismo”.
E que não se repita tanto "acho que".

Nesse panorama, em termos de profundidade jurídica, eu, leigo, não “acho” nada.

O Brasil e a PEC 241/55 - Virgolino de Alencar




Nessa situação de Temer, caindo cedo no desgaste, minha preocupação não é com o presidente, mas com o Brasil.

A PEC 241/55 não é um projeto de Temer, nem de nenhum político.
É um modelo desenhado aina na gestão de Joaquim Levyr, por um grupo de técnicos, profissionais da máquina pública, concursados, que procuram servir ao país.
Joaquim Levy não emplacou porque Dilma não queria mudar porra nenhuma, e o substituto de Levy não levou à frente porque era um mero serviçal das loucuras de Dilma.

Com Meireles na gestão da Economia, os técnicos conseguiram levar à frente a PEC, um modelo bem desenhado para tentar tirar o Brasil do buraco, controlar as contas públicas, o país recuperar a credibilidade dos investidores e voltar a investir, crescer, gerar empregos, criar renda.

Mas, em um governo desgastado, ainda mais por suspeita de comportamento moral duvidoso, não vai ser fácil implementar as medidas da PEC, não por ela em si, mas pelos maus gestores que a conduzirão e que estão perdendo a confiança da Nação.
O brasil perde a grande oportunidade reverter um quadro onde sente-se a criação de nuvens penumbrais e que não podem ser clareadas só com conversas fiadas.
Precisamos de alguém que abrace a PEC 241/55 e a leve ao objetivo e alvo que ela aponta com possibilidade de se acertar na mosca.
Virgolino de Alencar

O nudismo e a luta das mulheres por igualdade - Virgolino de Alencar




O excesso de publicização do nudismo, em matérias imotivadas, acho que vão na contramão da luta das mulheres pela igualdade de direitos. Não estou, puritana e hipocritamente, condenando a nudez, uma coisa de opção individual espalhada pelo mundo inteiro, em todos os tempos.

Os quadros de nus artísticos dos grandes pintores podem ser exibidos até em museus sacros.

O que acho desmerecedor é essa forma que virou moda, onde mulheres ficam nuas em público, sob pretexto de estarem protestando contra alguma coisa ou apoiando alguma causa.

Elas não convencem, porque não têm nenhum discurso, e o que querem mesmo é acesso à publicidade e credenciamento a ensaios em revistas masculinas.
Vejo como uma opção de direito, porém feita respeitando a conveniência da sociedade, a que pertencem mulheres realmente lutadoras, afinal as ruas também são das crianças e não conheço sociedade que estimule nudez pública para pessoas de tenra idade ou em formação.

A classificação que trata da exibição pública da nudez, compatibilizando horário e faixa etária, existe em todos os países civilizados. Não precisa de censura prévia oficial normatizada em leis ordinárias(nos dois sentidos). Basta se cumprir a Carta Maior do respectivo país.

Concluindo, enfatizo que não sou contra(e nem adepto) os campos de nudismo, em áreas próprias e apropriadas e encaro como coisa normal.
Como diz o vulgo, uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.

Dos concursos públicos e des(honestidade) - Virgolino de Alencar



 DE CONCURSOS PÚBLICOS E DES(HONESTIDADE)
Quando terminei o que na minha época era chamado de primário, para entrar no curso ginasial fiz o Exame de Admissão que era um verdadeiro Concurso. Passei.
Quando terminei o Ginásio, para entrar no curso Científico do Lyceu Paraibano, fui submetido a um exame de seleção que tinha a exigência de um Concurso. Passei.
Quando terminei o Secundário, para entrar na Universidade, fiz o tradicional Vestibular que tinha tudo de Concurso. Passei.
Para ser Auditor Fiscal Tributário do Estado, submeti-me ao Concurso Público. Passei.
Para ser Professor da Universidade, fiz Concurso Público. Passei.
Para ensinar Matemática, fiz Exame e Curso de Licenciatura de Curta Duração pela Faculdade de Filosofia, numa concorrência que se transformou num Concurso. Passei.
Aposentado, vem um sujeito toupeira, que nem passou por escolas, claramente desonesto, dado à bandidagem, e tacha o concursado de mais desonesto do que os políticos, segundo ele, que roubam, mas têm que lutar para serem eleitos.
O safado julgando o mundo por sua régua descalibrada e por seu torto conceito de Direito.
É assim que está o Brasil.
Puta que pariu!!!!!
VIRGOLINO DE ALENCAR

Constituição violentada - Virgolino Alencar



 
CF: Art. 52 - Compete privativamente ao Senado Federal:
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Parágrafo único - Nos casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuizo das demais sanções judiciais cabíveis.

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Ora, a inabilitação é uma decorrência direta e, portanto, auto-aplicável, do ato de cassação, como garante o nosso sóbrio, sensato e competente jurista Albergio Gomes Medeiros, não cabendo decisão diferente.


Como é que um Presidente da Suprema Corte, guardiã da CF, admite uma violação clara à Carta Maior da Nação?

Baseado em que ele admitiu o fatiamento da votação?
Foi um arrumadinho. Os Senadores que fugiram da base aliada e votaram pelo Impeachment deram essa colher de chá à Dilma.

Ela poderá ser candidata a vereadora em Porto Alegre nas eleições de 2018.
Os gaúchos que querem o Rio Grande do Sul independente(não acredito que seja todo o povo gaúcho) podem levar avante a tese de separação, ficar com Dilma, Tarso Genro, Luciana Genro e toda a vermelhada que grassa nos pampas e que são líderes na Região.

E tentem ser felizes com tais figuras no comando do novo País, que, na verdade, já nascerá velho.

Permitam essa reminiscência - Meu velho Piancó - Virgolino de Alencar




Virgolino de Alencar
Um piancoense saudoso da terrinha colocou, aqui no Face, essa imagem da Igreja de Santo Antônio, padroeiro de Piancó. De imediato veio a lembrança de minha infância e adolescência vividas na chamada Rainha do Vale, vale do Rio Piancó.
Nessa Igreja, eu fui coroinha, ajudando celebrar missa em latim, auxiliando os inesquecíveis Padres Manoel Otaviano e Luis Laíres da Nóbrega.
Nela, exerci também um trabalho burocrático, sendo escrivão do Livro de Registro de Casamentos e Batizados.
O Padre Manoel Otaviano, escritor, dramaturgo, professor de português, foi o responsável pelo meu despertar para a arte da escrita, inclusive seguindo fielmente a partitura gramatical. Já naquela época, as minhas redações em provas recebiam boas notas e elogios do ilustríssimo reverendo.
Bem ao lado da Igreja, havia um campo de peladas, onde a gurizada se divertia jogando futebol com a velha bola de borracha, pés descalços, em um gramado natural.
Depois da pelada, íamos para o rio, bem próximo, tomar banho, refrescar-se do calor intenso do Sertão e fazer outras inocentes presepadas daquela infância sem vícios e sem maldades. Mas, a rigidez dos pais não aceitava toda e qualquer brincadeira e o cocorote, o chinelo educador de minha santa mãe, quando não o cinto mesmo, comiam solto.
Muitos dos garotos eram bons no estudo e há muitos deles aqui em João Pessoa, hoje se destacando em áreas importantes para o Estado e do ponto de vista pessoal.
Por trás da Igreja ficava a pracinha, onde nos fins de semana e nas festas tradicionais fazíamos o footing e se namorava platonicamente.
São muitas as lembranças. Como disse antes, o tempo transforma as lembranças do cenário em imagens turvas, mas não apaga a saudade da infância e da adolescência bem vividas lá.
Na foto, a então Igreja Matriz de Santo Antônio

O engraçado (mau) humor do velho Ari Barroso - Virgolino de Alencar



 

 O ENGRAÇADO (MAU) HUMOR DO VELHO ARI BARROSO, COMPOSITOR, APRESENTADOR DE PROGRAMAS DE TV DOS ANMOS 50, INESQUECÍVEL AUTOR DE "AQUARELA DO BRASIL":


O caso a seguir ocorreu num programa apresentado por Ari Barroso, gênio, mas um pouco enjoado no tratamento com calouros, principalmente com os que afirmavam que iam cantar um "sambinha". Ari subia nas tamancas.
Um calouro, de sobrenome Chiado, com voz cavernosa que já denotava que cantaria mal, disse que ia cantar um "sambinha".
Ari, com a conhecida irritação que transformava-se em humor, perguntou ao calouro:
"Seu Chiado, sua mãe não se irritava quando seu pai chiava"?
O calouro respondeu: "A mamãe se divertia!".
Pegou Ari no contrapé.
Quem conta a história é José Vasconcelos, falecido, humorista da velha guarda do bom humor brasileiro.
Virgolino de Alencar

BRASOMÁLIA – BRASIL COM PERFIL DA SOMÁLIA - Virgolino Alencar



Virgolino de Alencar

Nos anos cinquenta, o Brasil se dividia entre os políticos alinhados com a política dos Estados Unidos, chamados então de entreguistas, e os nacionalistas, chamados de xenófobos. Os primeiros também eram anatematizados como direita reacionária e os segundos como camarilhas comunistas. Para o grupo político que afirmava ser bom para o Brasil o que fosse bom para os Estados Unidos havia a réplica de que eles consideravam nosso país como Estados Unidos do Brasil.

Embora essa divisão, de certo modo e teoricamente, continue a ser lembrada nas questões político-ideológicas, ao longo do tempo ela tomou muitos rumos e muita água rolou por debaixo da ponte, enquanto em cima se discutia os caminhos para o país.

Mesmo aos trancos e barrancos, o Brasil cresceu, sempre dentro de seu modelo, em que a riqueza é concentrada nas mãos de poucos e a maioria é excluída do banquete onde se come refinadas iguarias. Com a população crescendo, mesmo que o modelo mantenha-se uniforme, com o próprio fosso de separação de ricos e pobres aumentando de profundidade, o número dos que podem consumir aumenta e o mercado torna-se mais poderoso.

Quando ocorreu, a partir dos anos setenta, um crescimento e uma modernização mais acentuados, Edmar Bacha, economista e cientista social e escritor, criou para o Brasil a alcunha de Belíndia, significando que a economia do país tinha porte de uma Bélgica, mas mantinha índices sociais dignos de uma Índia, que à época se caracterizava por ser um país grande em dimensão, tanto quanto enorme na pobreza.

Já tínhamos riquezas de primeiro mundo e situação social, em termos de distribuição de renda, que se nivelava com o terceiro ou quarto mundo. Nos anos recentes, em que pese os maus governos que tivemos, com a globalização e o mercado mundial unido em tempo real, o Brasil ganhou o rescaldo da riqueza criada no primeiro mundo e cresceu bastante.

O nosso país, pelo seu potencial, foi descoberto pelas potências que formavam o G-7 e estas o elegeram, como também a China, a Índia e juntando mais a Rússia que faz parte dos dois blocos, para despejar seus maciços investimentos e aplicar seus dólares, atraídos, no caso especial do Brasil, pelos generosos juros pagos ao sistema financeiro e pelos governos que sujeitaram-se ao monitoramento das grandes potências.

A imprensa econômica mundial criou, informalmente, o grupo chamado de BRICS (iniciais de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para onde estavam sendo carreados os recursos excedentes nos caixas dos países componentes, principalmente, do G-8. Do BRICS, o Brasil é o país que mais recebe investimentos estrangeiros em relação a seu Produto Interno Bruto-PIB, mas é o que apresenta menor índice de crescimento e maior taxa de inflação. A atração dos investimentos, como dito antes, deve-se à taxa de juros, uma das maiores do mundo.

Nesse modelo, a economia do Brasil é, hoje, grande na dimensão de seu PIB, mas permanece o mesmíssimo estado de coisas, ou seja, o enorme fosso entre os ricos e os pobres. 20% dos brasileiros detêm 80% do bolo das riquezas, restando 20% dele para 80% de brasileiros. A distribuição de renda é acanhada, muitas vezes feita mediante assistencialismo, doação, com caráter de esmola, de dinheiro sem retorno, sem geração de produto, ou seja, dinheiro que vira fumaça.

O Brasil tentou em época recente seguir, na economia, embora muito atrás, os caminhos da China, com algum desenvolvimento. Contudo, por outro lado, conservou um volumoso nível de pobreza, de baixo Índice de Desenvolvimento Humano-IDH (nesse item, o Brasil é o 72º país no mundo, perdendo para nações cronicamente atrasadas, porém com qualidade de vida humana melhor do que em nossa grande nação).

Por isso, lembrando Bacha e sua avaliação do Brasil dos anos setenta/oitenta, que intitulou o Brasil de Belíndia(Mistura de Bélgia e Índia), agora podemos dizer que o Brasil se aproxima da

Somália, com índices sociais da nação norteafricana, onde a fome impera desumanamente, matando populações, cujas vítimas chegam à casa da dezena de milhares.

Esse quadro do Brasil, por si só lastimoso e negativamente singular, é agravado pela imensa corrupção que destrói as estruturas administrativas públicas, fazendo com que os projetos de melhoria e benefícios para a população tenham os seus recursos desviados para contas de paraísos fiscais, em nome exatamente de muitos daqueles que são responsáveis pelo destino

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