Cartaxo rechaça afastamentos e anuncia reunião com secretários envolvidos




Por Redação Paraíba Já 


O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), comentou pela primeira vez sobre o vazamento de áudios dos secretários de Saúde e Desenvolvimento Social, Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, respectivamente, nos quais os mesmos articulavam uma suposta operação de Caixa 2 na campanha eleitoral do ano passado.

De acordo com Cartaxo, ele realizará uma conversa hoje com os auxiliares para fazer uma avaliação da situação com “tranquilidade”.

“Não há previsão [de afastamento]. Os dois secretários tiveram uma conversa e hoje eu vou ter a oportunidade de novamente de ter essa conversa com eles e fazer a avaliação com muita tranquilidade”, avisou.

As falas do gestor se deram durante a inauguração da Casa Mãe Bebê, nesta segunda-feira (18).

Nova gravação: secretários de Cartaxo negociam valores de suposta ‘propina’ para campanha eleitoral



 Paraibaja.com.br
Por Edilane Ferreira -18 de fevereiro de 2019 às 07:25

secretários
O Paraíba Já teve acesso a mais uma gravação envolvendo os secretários de Saúde e Desenvolvimento Social da Prefeitura de João Pessoa, Adalberto Fulgêncio e Diego Tavares, respectivamente. No diálogo, que ocorreu na primeira quinzena de abril de 2018, os auxiliares do prefeito Luciano Cartaxo (PV) supostamente esquematizam quais seriam os valores de possíveis propinas nos contratos da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Assim como na gravação anterior, divulgada na semana passada, Adalberto continua hesitante em ser o “operador” de tais transações. Inicialmente, Diego, na época já havia se desincompatibilizado da presidência do Instituto de Previdência do Município (IPM) para posteriormente concorrer as eleições como 1º suplente de senador, teria sugerido R$ 90 mil em propina, algo que o gestor da Saúde da Capital rebate. “Não, porra, eu não ia nunca tá acima disso aqui”.

O possível valor que Diêgo aponta, em seguida, é de R$ 80 mil, e Adalberto confirma. “É, isso é mensal. Quando a gente fizer, é. Se o contrato for de 800 (mil reais), se for R$ 1 milhão”, explicou.

Ao longo da conversa, Fulgêncio alega que já existiria um valor fixo mensal de possíveis propinas entre ele e os fornecedores da SMS. Diego chega a resolução de que já teria duas empresas fechadas neste esquema e que possivelmente haveria uma terceira. Mas, Adalberto pede para que seja mais realista nas projeções. “Vá por baixo, porque se vier mais, é melhor”.

Confira a transcrição do áudio na íntegra abaixo:

ADALBERTO – AÍ, AÍ A GENTE TEM QUE SABER QUEM VAI FAZER E QUEM NÃO VAI FAZER…

DIEGO – MAS O QUE É QUE EU VOU DIZER…

ADALBERTO – AGORA, POR EXEMPLO…

DIEGO – O QUE É QUE EU VOU DIZER? O QUE A GENTE TEM CERTO… CERTO, BATIDO O MARTELO… VAMOS LEVAR EM CONSIDERAÇÃO (INAUDÍVEL), NÉ ISSO? ENTÃO, EU TENHO 90 AQUI…

ADALBERTO – HUM? NÃO, PORRA, EU NÃO IA NUNCA TÁ ACIMA DISSO AQUI. EU NÃO QUERIA… ISSO É MINHA OPINIÃO. EU NÃO IA. AGORA, BICHO, ASSIM…

DIEGO – NÃO, CALMA. DEIXA EU DIZER UMA COISA. EU TENHO MAIS… É 80 DESCONTADO, É ISSO?



ADALBERTO – É. ISSO É MENSAL. QUANDO A GENTE FIZER, QUANDO A GENTE FIZER… É. SE O CONTRATO FOR 800… SE FOR 1 MILHÃO…

DIEGO – ENTÃO, ASSIM, O QUE É QUE EU ACHO… NESSE ASPECTO… EU TENHO 170 AQUI…

ADALBERTO – É.

DIEGO – SENDO QUE TÁ FECHADO…

ADALBERTO – É, MAS ISSO AQUI É FIXO, NÉ?

DIEGO – FIXO?

ADALBERTO – FIXO É ESTE. VOCÊ PODE TER COM OS…

DIEGO – ISSO AQUI É MENSAL?

ADALBERTO – MENSAL, PORRA.

DIEGO – É 70 MENSAL?

ADALBERTO – É!!!

DIEGO – ENTÃO É O SEGUINTE. EU TENHO… EU TENHO AQUI… O QUE EU TENHO DUAS COISAS FECHADAS É ISSO. OK? PRONTO. E TENHO PERSPECTIVA DE MAIS UMA. SE EU DISSER MAIS OUTRO, JÁ CRIA UMA EXPECTATIVA.

ADALBERTO – VÁ POR BAIXO PORQUE SE VIER MAIS É MELHOR.


DIEGO – 1 A 1200. AGORA… NÃO… AÍ QUANDO ESSE AUMENTO (INAUDÍVEL) EU ATÉ MONITORO, MAS NÃO POSSO IR LÁ CONVERSAR COM O CARA, NEM PEGAR NEM NADA…

ADALBERTO – HOMI, ESSAS COISAS É O SEGUINTE: O CARA QUE FAZ ISSO, ELE TEM QUE FAZER TUDO. NÃO SE DIVIDE.

DIEGO – MAS NÃO PODE.

ADALBERTO – O CABA FICA COM MEDO, RAPAZ. O CARA QUER FALAR SÓ COM UMA PESSOA.

DIEGO – ISSO. EXATAMENTE.

ADALBERTO – AGORA QUAL É O PROBLEMA QUE EXISTE COM VOCÊ? VOCÊ TEM QUE TER CONFIANÇA NAS PESSOAS, TÁ ENTENDENDO? NO MAIS, VAMOS VER SE A GENTE SENTA… HEIN?

DIEGO – EU ACHO QUE… VAMOS SENTAR PRA… VOCÊ É BOM NOS CÁLCULOS, PRA FAZER, BOM NOS CÁLCULOS.

ADALBERTO – NÃO, EU ACHO TAMBÉM…

DIEGO – TIVESSE COM ELE, NUM FOI?

ADALBERTO – TIVE COM LUCÉLIO. TAVA ANIMADO QUE SÓ A PORRA, COM LUCIANO.

Nomes que fizeram e fazem a história da Paraíba - Camilo Macedo



Agassiz Almeida- Nasceu em 25 de Setembro de 1935, filho de Antônio Pereira de Almeida, ex-prefeito de Campina Grande e ex-deputado estadual, filho de Antônio Pereira de Almeida e de Josita de Amorim Almeida.

Foi Promotor de Justiça, ativista político e Professor Universitário.
Autor de diversos livros, ele foi cassado em 1964, preso e levado à ilha de Fernando de Noronha.

Em 1950, Agassiz Almeida foi estudar no colégio Lyceu Paraibano, no qual inicia o Curso Clássico, vindo a terminá-lo no Colégio Carneiro Leão, em Recife (PE).
Formou-se em Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Paraíba, em 1958. No ano de 1955 foi eleito Vereador de Campina Grande pelo Partido Socialista Brasileiro, e, por esse mesmo partido, em 1962, foi eleito Deputado Estadual. Nessa época, criou o Ginásio Félix Araújo e a Cooperativa de Crédito Agrícola de Cabaceiras, uma das pioneiras da Paraíba, da qual foi o seu primeiro presidente.

Em 1962, como Deputado Estadual, foi autor do requerimento visando à constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de apurar os autores do assassinato de João Pedro Teixeira.

Em 1961 fundou a Faculdade de Ciências Econômicas de Campina Grande.
No ano de 1964 foi cassado pelo Regime Militar (1964–1985) do mandato de Deputado e demitido dos cargos de Promotor de Justiça e de Professor Universitário, tendo sido desterrado aos cárceres da Ilha de Fernando de Noronha, em 1968.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concede-lhe o habeas corpus e, em face desta decisão, concede outros em favor de líderes políticos, como Miguel Arraes, Seixa Doria, Clodomir Moraes, Francisco Julião, Gregório Bezerra, Almino Afonso e Mário Covas.

O governo militar edita o Ato Institucional n° 5 em 13 de dezembro de 1968, agravando a crise institucional no país promovendo dezenas de cassações de mandatos parlamentares, prisões e o desaparecimento de presos políticos.

No final da década de 1960 participou da fundação do MDB, juntamente com Ulisses Guimarães, Mário Covas e Humberto Lucena – ao lado de Álvaro Cunhal e Mário Soares.

Com a lei de anistia, em 1979, retornou às suas funções de Promotor de Justiça e Professor Universitário.

No ano de 1980, ao pleitear o mandado de Deputado Federal pelo PMDB, ficou com a primeira suplência, mesmo após tantas lutas pelo povo, vindo posteriormente a assumir este mandato.

No exercício, mesmo depois de ter sido derrotada nas urnas, continuou lutando em prol das causas populares.

Em 1986 é eleito Deputado Federal constituinte, aprovando 67 emendas inseridas na atual Constituição da República Federativa do Brasil, recebendo do DIAP alta distinção por sua atuação parlamentar.

Em 1984 engajou-se na Campanha pelas Diretas-Já, com Ulisses Guimarães e Dante de Oliveira, Humberto Lucena, Alencar Furtado, Franco Montoro, Mario Covas e Cássio Cunha Lima.

Após 1990 deixou a vida pública e dedica-se exclusivamente a estudos e pesquisas, tendo publicado uma obra aclamada em todo o Brasil na qual faz crítica feroz às elites e ao intelectualismo.

Entre seus livros, destacam-se ‘‘Em Brasília, lutei‘‘; ‘‘A luta na constituinte‘‘; ‘‘500 anos do povo brasileiro‘‘; ‘‘A República das Elites‘‘ e ‘‘A Ditadura dos Generais‘‘.
Em 2011 Agassiz Almeida foi homenageado em Recife (PE), pelo Ministério Público de Pernambuco, por sua história de resistência à Ditadura Militar de 64.

Em novembro de 2011 a Assembleia Legislativa da Paraíba homenageou Agassiz Almeida como um dos opositores da Ditadura Militar e defensor dos direitos humanos.
Em janeiro de 2013 Agassiz Almeida, após quatro anos de pesquisas, lança o livro O Fenômeno Humano, sobre os reais objetivos da viagem de Charles Darwin no navio HMS Beagle. Esta obra, na conceituação de Mauricio Azedo, Presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), afronta um mito universal.

Devo afirmar, na época do antigo MDB, tive a honra em conviver com Agassis, reconhecia deste aquela época, ser ele, um pensador, dono de uma inteligência rara. Agassis não procurou entrar na historia da Paraíba, a Historia foi busca-lo, pelo que sabe, calcado na sua privilegiado inteligência que a vida buscou, para transmitir ao menos afortunado pela sabedoria, e disso, eu, só escutava e aprendendo.

Mega acumula e prêmio pode chegar a R$ 32 milhões



 Estimativa de prêmio da Mega da Virada supera R$ 300 mi

Mega acumula e prêmio pode chegar a R$ 32 milhões; confira números sorteados
PorRedação Paraíba Já -17 de fevereiro de 2019 às 14:30

Nenhuma aposta acertou as seis dezenas concurso 2.125 da Mega-Sena. Os números sorteados neste sábado (16), em São Paulo (SP), foram os seguintes: 01, 31, 44, 46, 53 e 58.

O prêmio estimado para o próximo sorteio, no dia 20, é de R$ 32 milhões.

Confira o rateio oficial:
Sena – 6 números acertados – Não houve acertador
Quina – 5 números acertados – 55 apostas ganhadoras, R$ 48.968,88
Quadra – 4 números acertados – 4090 apostas ganhadoras, R$ 940,72

QUINA
O concurso 4.904 da Quina não teve ganhador em seu principal prêmio neste sábado (16). As dezenas sorteadas foram: 07, 45, 57, 58 e 77. No próximo sorteio, dia 18, o prêmio vai ser de R$ 6,3 milhões. Veja o rateio:
Quina – 5 números acertados – Não houve acertador
Quadra – 4 números acertados – 88 apostas ganhadoras, R$ 6.264,02
Terno – 3 números acertados – 8086 apostas ganhadoras, R$ 102,51
Duque – 2 números acertados – 189282 apostas ganhadoras, R$ 2,40

TIMEMANIA
Também não teve ganhador no concurso 1.295 da Timemania. Os números sorteados foram: 04, 28, 58, 60, 74, 78 e 80. O “time do coração” foi a Barueri/SP. O próximo sorteio, dia 19, vai pagar o prêmio de R$ 1,9 milhão.
Confira o rateio:
7 números acertados – Não houve acertador
6 números acertados – 1 aposta ganhadora, R$ 66.955,07
5 números acertados – 102 apostas ganhadoras, R$ 937,74
4 números acertados – 2173 apostas ganhadoras, R$ 6,00
3 números acertados – 20929 apostas ganhadoras, R$ 2,00
Time do Coração – Barueri/SP – 4064 apostas ganhadoras, R$ 5,00

DUPLA
Os dois sorteios da Dupla-Sena não tiveram ganhadores e seu principal prêmio neste sábado (16). O concurso de número 1.903 foi realizado em São Paulo (SP). No próximo concurso, dia 19, o prêmio a ser pago vai ser de R$ 1,8 milhão. Veja as dezenas sorteadas e o rateio:
1º sorteio – 06, 16, 20, 25, 27 e 40.
Sena – 6 números acertados – Não houve ganhadores
Quina – 5 números acertados – 13 apostas ganhadoras R$ 4.828,17
Quadra – 4 números acertados – 694 apostas ganhadoras R$ 103,36
Terno – 3 números acertados – 14605 apostas ganhadoras R$ 2,45
2º sorteio – 03, 11, 20, 28, 34 e 35.
Sena – 6 números acertados – Não houve ganhadores
Quina – 5 números acertados – 7 apostas ganhadoras R$ 8.069,94
Quadra – 4 números acertados – 820 apostas ganhadoras R$ 87,47
Terno – 3 números acertados – 16631 apostas ganhadoras R$ 2,15

Clã Bolsonaro negocia deixar PSL e migrar para nova UDN



 
Clã Bolsonaro negocia deixar PSL e migrar para nova UDN
Com o PSL em crise e sob suspeita de desviar verba pública por meio de candidaturas "laranjas" nas eleições de 2018, os filhos do presidente Jair Bolsonaro (PSL) negociam migrar para um novo partido, que está em fase final de criação. Trata-se da reedição da antiga UDN (União Democrática Nacional).

Segundo três fontes ouvidas pela reportagem em caráter reservado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) se reuniu na semana passada em Brasília com dirigentes da sigla para tratar do assunto. Ele tem urgência em levar adiante o projeto. Eleito com 1,8 milhão de votos, Eduardo teria o apoio de seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Com esse movimento, a família Bolsonaro buscaria preservar seu capital eleitoral diante do desgaste do partido.

Enquanto ainda estava internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo, Jair Bolsonaro acionou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, para que determinasse investigações sobre o caso.

As suspeitas atingiram o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e foram pano de fundo da crise envolvendo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, que foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro depois de afirmar que tratara com o pai sobre o tema. Após cinco dias de crise, Bebianno deve ser exonerado do cargo nesta segunda-feira, 18, por Bolsonaro.

Além de afastar a família dos problemas do PSL, a nova sigla realizaria o projeto político de aglutinar lideranças da direita nacional identificadas com o liberalismo econômico e com a pauta nacionalista e conservadora, defendida pelo clã Bolsonaro.

No começo do mês, Eduardo foi ungido por Steve Bannon, ex-assessor do presidente americano Donald Trump, como o representante na América do Sul do The Movement, grupo que reúne lideranças nacionalistas antiglobalização.

O projeto do novo partido é tratado com discrição no entorno do presidente. Em 2018, a UDN foi um dos partidos - embora ainda em formação e sem registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - sondados por interlocutores do presidente para que ele disputasse a eleição, mas a articulação não avançou. Depois de anunciar a adesão ao Patriota, Jair Bolsonaro acabou escolhendo o PSL.

Assinaturas

A nova UDN é um dos 75 partidos em fase de criação, conforme o TSE. Segundo seu dirigente, o capixaba Marcus Alves de Souza, apoiadores já reuniram 380 mil assinaturas - são necessárias 497 mil para a homologação da legenda. O partido já tem CNPJ e diretórios em nove Estados, como exige a legislação eleitoral para a homologação. Ela tem em Brasília um de seus principais articuladores, o advogado Marco Vicenzo, que lidera o Movimento Direita Unida e coordena contatos com parlamentares interessados em aderir ao novo partido. A articulação envolveria ainda o senador Major Olímpio (PSL-SP), que nega.

Souza prefere não comentar as tratativas do partido que estão em curso. Ele, porém, admitiu que a intenção é criar o maior partido de direita do País. Como se trata de uma sigla nova, a legislação permite a migração de políticos sem que eles corram o risco de perder seus mandatos. "O único partido que tem o DNA da direita é a UDN. A gente não pode ter medo de crescer, mas com responsabilidade", afirmou.

Souza deixou o Espírito Santo, onde atuou na Secretaria da Casa Civil do ex-governador Paulo Hartung, e mudou-se para São Paulo para concluir a criação da nova UDN, que adotou o mesmo mote de sua versão antiga: "O preço da liberdade é a eterna vigilância". "Nosso sonho é que a UDN renasça grande e se torne o maior partido do Congresso", afirmou seu presidente. Ele disse ainda que a legenda pretende apoiar o governo Bolsonaro e está aberta "para receber pessoas sérias do PSL e de qualquer partido".

Palácio

Procurada pelo Estado, a assessoria do Palácio do Planalto informou que não ia se manifestar sobre o assunto. A reportagem procurou ainda as assessorias do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), do deputado Eduardo Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro, mas nenhuma delas se manifestou.

Bivar, presidente da legenda, também foi procurado, mas não respondeu ao Estado.

‘Sigla tem forte apelo popular‘, diz historiador

Em processo de homologação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a UDN, sigla que pode abrigar o clã Bolsonaro, foi inspirada no partido que nasceu em 1945 para aglutinar as forças que se opunham à ditadura de Getúlio Vargas.

Com o discurso de moralização da política e contra corrupção, a frente unia originalmente desde a Esquerda Democrática - que romperia um ano depois com a sigla e fundaria o Partido Socialista Brasileiro - a antigos aliados de Vargas, como o general Juarez Távora e o ex-governador gaúcho Flores da Cunha, rompidos com o ditador.

Em 1960, o partido apoiou a eleição de Jânio Quadros, eleito presidente, e, em 1964 , a deposição do governo de João Goulart. "O PSL é um partido de aluguel, já a UDN tem um apelo histórico e popular. Os Bolsonaros podem usar isso", disse o historiado Daniel Aarão Reis, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Líderes

Ele lembra que a antiga UDN, embora "muito ideologizada", tinha um perfil heterogêneo. O mesmo pode acontecer com a nova versão do partido. Enquanto a versão original da UDN tinha líderes como o brigadeiro Eduardo Gomes, o jurista Afonso Arinos e os ex-governadores Carlos Lacerda (Guanabara), Juracy Magalhães (Bahia) e Magalhães Pinto (Minas), a nova legenda tem potencial para atrair lideranças do DEM ao PSDB, passando pelo MBL.

Entre os políticos que são vistos como "sonho de consumo" da UDN em 2019 está o governador de São Paulo, João Doria, que descarta a ideia de deixar o PSDB.

Terra

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