Sem protagonismo em JP, PMDB e PSDB enterram projeto político para 2018, diz Hervázio

 
“Estão subestimando Ricardo Coutinho”. A frase é do líder do governo na Assembléia Legislativa da Paraíba, Hervázio Bezerra (PSB) ao analisar o atual cenário político na disputa pela prefeitura de João Pessoa, que colocou o PMDB e o PSDB no papel de figurantes, no lugar do de protagonista.

Para Hervázio, tanto PMDB quando PSDB poderão sair derrotados do pleito municipal e terão seus projetos enfraquecidos para as eleições de 2018, já que os senadores José Maranhão e Cássio Cunha Lima decidiram depositar todas as fichas em Luciano Cartaxo (PSD), ignorando a trajetória de vitórias de Ricardo Coutinho.

“Eles não estão trabalhando com a possibilidade de derrota, estão subestimando Ricardo Coutinho e o grupo político. Caso isso aconteça eles estarão aniquilados politicamente. A base de Ricardo Coutinho é forte para dar respaldo a Cida Ramos. Vão ser feitas comparações de gestões, do trato com o dinheiro público, de respeito à população, isso tudo vai pesar na balança”, disse.

Segundo Hervázio, Maranhão e Cássio colocaram Cartaxo como sendo o líder político deles nas eleições deste ano, ignorando a possibilidade de derrota, que para ele, é real.

Hervázio ainda criticou a chapa proporcional tanto do PMDB, quando dos tucanos, ao afirmar que nem uma delas era competitiva.

“Existe a possibilidade do governador ganhar novamente, agora com Cida Ramos, e fazer o caminho de volta pode ser mais difícil”, arrematou.

Só nesta quarta-feira (27) o pré-candidato do PTB a prefeitura de João Pessoa, Wilson Filho, o vice prefeito de João Pessoa, Nonato Bandeira (PPS) e o deputado estadual Raoni Mendes concordaram que a união entre os partidos de Cássio e Maranhão em prol de Luciano Cartaxo objetivava a derrota de Ricardo Coutinho, e não propostas para a cidade.

O próprio Marcondes Gadelha (PSC), que se coloca como opção de vice na chapa do PSD confirmou que este era um dos objetivos do grupo – derrotar o governador.

Se a estratégia da união dará certo? Só com a contagem dos votos, no dia 02 de outubro.

 


PB Agora


RC se mostra indiferente ao PMDB: “temos uma aliança muito maior e com o povo”

 

O governador Ricardo Coutinho (PSB) também repercutiu sobre as últimas declarações do senador e presidente do PMDB da Paraíba José Maranhão, de que o partido deve respeitar a instância municipal sobre a definição do apoio em João Pessoa. Na última sexta-feira (22), o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) anunciou a desistência de sua pré-candidatura em João Pessoa e declarou apoio dele e do do PMDB da Capital à reeleição do prefeito Luciano Cartaxo (PSD).

Questionado se ainda há chances de uma aliança entre PSB e PMDB em João Pessoa, Ricardo foi enfático. “Não sei. Isso quem deve responder é o PMDB. O PSB está nas ruas, construindo seu programa de governo. Cida Ramos é uma gigante, é uma mulher admirável e nós temos uma boa aliança. Nós temos uma aliança muito maior do que eu tinha em 2004. Naquele ano, ganhamos no primeiro turno com dois terços dos votos e todo mundo dizia que a gente perdia. Nós temos uma aliança muito maior do que em outros momentos de embate. Sabe porque? Porque a nossa aliança é com o povo. Primeiro com o povo. Primeiro nós somos fiéis a uma forma de se fazer política”, declarou.

Ricardo ainda refletiu sobre comparações entre formas de governar na Paraíba. “Comparem essa forma de se fazer política que nós representamos com a dos outros. Veja o resultado para a população. O que é que o povo ganhou em tantos governos que aí passaram e que tinham uma montanha de recursos para a comunicação e não tinha quase nada do ponte de vista de obras para deixarem como legado para a população. Eles não conseguem passar disso e a política para eles é a arte de unir os interesses pessoais e particulares dos seus grupos e das suas famílias. Para nós, não. Por isso que aonde nós passamos, graças a Deus, nos avançamos. É por isso que eles não gostem tanto porque, o nosso propósito é coletivo. E isso não interesse a quem faz política como instrumento de promoção pessoal”, afirmou.
Paraibaja.com.br


População protesta contra demora nas obras da Beira Rio e satiriza prefeito de JP

 

A construção da ponte sobre o rio Jaguaribe, na área que dá acesso aos bairros de Cabo Branco e Altiplano, que teve sua ordem de serviço assinada pelo prefeito Luciano Cartaxo (PSD) em junho de 2014, ainda não foi entregue e encontra-se paralisada.

A população não suportando mais os atrasos na entrega da obra e os transtornos causados por ela ao trânsito da avenida, resolveu protestar pichando os tapumes que estão em torno da obra, com a seguinte frase: “Desculpa, estamos sem prefeito”.


A ponte recebeu investimentos que ultrapassam R$ 4 milhões e deveria ter sido entregues em fevereiro de 2016, porém , até o momento não existe previsão de quando ficará pronta, ou de quando a Prefeitura retome a obra.

paraibaja.com.br

 


PB - Empresário preso já é alvo de 15 ações penais ajuizadas pelo Ministério Público

 

Empresário preso na “Operação Cinderela” já é alvo em 15 ações penais ajuizadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) por sonegação fiscal. A informação foi dada pela promotora de Justiça Renata Carvalho da Luz, da Promotoria de Crimes Contra a Ordem Tributária, durante entrevista coletiva concedida no final da manhã desta quarta-feira (27), no auditório da Central de Polícia Civil, em João Pessoa.

A entrevista ainda contou com a participação do promotor de Justiça Romualdo Tadeu de Araújo Dias; do superintendente da 1ª Superintendência Regional da Polícia Civil, Marcos Paulo dos Anjos Vilela; do secretário estadual da Receita, Marconi Marques Frazão; e das delegadas Daniela Vicunha e Roberta Neywa.

Em relação às prisões ocorridas na operação desta quarta-feira, a promotora de Justiça Renata da Luz adiantou: “Cabe ao Ministério Público o oferecimento da ação penal. Uma vez concluído o inquérito, ele será remetido ao Ministério Público para análise e oferecimento da ação penal junto ao Poder Judiciário. E vamos acompanhar até o final do julgamento. Neste momento, vamos aguardar a conclusão do inquérito”.

A “Operação Cinderela” (alusão à personagem do conto de fadas que perde o sapatinho de cristal) foi deflagrada nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (27) pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria de Justiça de Crimes Contra a Ordem Tributária, com o objetivo de dar cumprimento a três mandados de prisão preventiva e busca e apreensão; e três mandados exclusivos de busca e apreensão.

Na operação também foram apreendidos em residências e escritórios documentos, telefones celulares, computadores, maquinetas de cupom fiscal e chaves de empresas. Em João Pessoa, também ocorreu o fechamento de três lojas da Thiago Calçados – duas no Bairro de Mangabeira e uma no Centro da cidade –, com apreensão de todas as mercadorias que estavam no estoque e em exposição.

A atuação do MPPB foi em conjunto com a Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária (DCCOT) e a Secretaria de Estado da Receita. Participaram da operação sete delegados da Polícia Civil (PC), 45 policiais civis, dois promotores de Justiça da Promotoria de Crimes Contra a Ordem Tributária, 21 auditores fiscais da 1ª Gerência e uma equipe do Corpo de Bombeiros.

De acordo com informações repassadas pela Secretaria da Receita da Paraíba, as investigações preliminares realizadas pela Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária demonstram que os investigados têm agido por meio do esquema criminoso popularmente conhecido como uso de “laranja” ou “testa-de- ferro”, como forma de camuflar suas operações comerciais e fraudar a fiscalização tributária.

O crime sobre o qual pesam indícios contra os investigados são: Artigo 299 do Código Penal (falsidade ideológica), Artigo 304 (uso de documento falso); e Artigo 1º, Incisos I, II e V, concomitante ao Artigo 2º, Inciso I da Lei 8.137/1990 (crimes contra a ordem tributária), cujas penas somadas podem chegar a 15 anos de reclusão.


Abuso de autoridade - Juízes fazem em Coritiba protestos contra Renan

MORO CONFIRMOU PRESENÇA
JUÍZES PROTESTAM NESTA QUINTA, EM CURITIBA, CONTRA INTIMIDAÇÃO
Publicado: 27 de julho de 2016 às 12:23 - Atualizado às 18:36
Elijonas Maia

RENAN CALHEIROS PEDIU URGÊNCIA NO PROJETO QUE ESTÁ NO SENADO. (FOTO: ABR)
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Juízes federais, juízes estaduais, procuradores da república, promotores públicos, procuradores de justiça, delegados da Polícia Federal e estadual e servidores públicos vão realizar um ato nesta quinta-feira (28) contra o projeto de lei do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que altera a Lei de Abuso de Autoridade (PLS 280/2016) para dificultar operações de combate à corrupção, como a Lava Jato e a Zelotes. O juiz Sérgio Moro, da força-tarefa da Lava Jato, confirmou presença.
Organizada pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), pela Associação Paranaense dos Juízes Federais (Apajufe), pela Associação Paranaense do Ministério Público (APMP) e pela Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR), com o apoio de outras entidades, a manifestação terá início às 15h, na sede da Justiça Federal, na Avenida Anita Garibaldi, 888, no Bairro Ahú, em Curitiba (PR).

Para a Ajufe, vários dispositivos do projeto de lei do Senado Federal abrem a possibilidade de punição ao juiz pelo simples fato de interpretar a lei – o que atinge diretamente a independência e criminaliza a atividade judicial. No entendimento da Ajufe, o texto tem o objetivo de intimidar juízes, desembargadores e ministros, além de outras autoridades, na aplicação da lei penal, sobretudo em casos de corrupção que envolvam criminosos poderosos, políticos, empresários e ocupantes de cargos públicos.

“Sem um Judiciário independente os juízes não podem fazer seu trabalho e ficarão à mercê de poderosos, verdadeiros alvos dessas operações”, afirma o presidente da Ajufe, Roberto Veloso.

Todos contra

A iniciativa de Renan foi criticada por líderes partidários. Ronaldo Caiado (DEM-GO), Cristovam Buarque (PPS-DF) e Álvaro Dias (PV-PR) disseram que o momento não era “oportuno” para pautar o projeto, uma vez que vários congressistas, inclusive Renan, são investigados pela operação Lava Jato.

O líder da Rede, Randolfe Rodrigues (AP), chegou a dizer que o projeto tinha o objetivo de “intimidar” o Ministério Público e as investigações da Lava Jato. Em entrevistas, Renan Calheiros disse que aprovar a proposta não é uma tentativa de interferir nas investigações da Lava Jato.

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) assinalou que o projeto que define os crimes de abuso de autoridade, em tramitação no Senado, é "inoportuno, porque este tipo de punição já é regulamentada". “É estranho que um projeto que trata de assunto já regulamentado ocupe a agenda no Congresso Nacional em um momento em que nosso país discute o aperfeiçoamento do combate à corrupção”, disse o presidente da ADPF, Carlos Sobral.

O procurador da República Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Lava Jato, afirmou que o projeto tem por objetivo atrapalhar e dificultar a operação em curso. Ele destacou que os riscos da operação se intensificaram na medida em que as investigações passaram a atingir pessoas influentes e poderosas.

Petição online

Em apenas sete dias a petição Ajufe no site Avaaz coletou 68 mil assinaturas contra o projeto de lei de Renan Calheiros. Na petição online, a Ajufe convida todos os cidadãos do país a participarem contra o projeto de lei do Senado que muda as regras atuais da Lei, criminalizando, em alguns artigos, diretamente a atividade judicial (PLS 280/2016). As assinaturas chegam de todos os estados do Brasil e também há nomes de fora do país.


Laudo confirmou lesões - Senador do PDT Telmário Miranda é acusado de espancar garota até deixá-la desacordada

Marcos Oliveira Marcos Oliveira

 
SENADOR DO PDT ACUSADO DE BRUTALIZAR GAROTA DE 19 ANOS

COMO O PARLAMENTAR TEM FORO PRIVILEGIADO, A DELEGADA ENVIOU O INQUÉRITO EM 31 DE MAIO À PROCURADORIA DA REPÚBLICA DE RORAIMA. (FOTO: AGÊNCIA SENADO)

Uma jovem de 19 anos, identificada como Maria Aparecida Nery de Melo, registrou ocorrência contra o senador Telmário Mota (PDT). No boletim, da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), ela disse que foi espancada com chutes e socos com tanta violência que chegou a desmaiar.
A jovem diz que viveu com o suposto agressor um "caso" e que nos últimos três anos e meio estava sofrendo ameaças de morte. E pediu providências à delegada. O caso foi revelado pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (27).

A delegada da Deam, Verlânia Silva, disse à reportagem que ficou caracterizada "violência contra a mulher" e que as agressões foram confirmadas pelo exame de corpo de delito, que apontou "múltiplas lesões". O laudo apontou lesões na cabeça, boca, orelha esquerda, região dorsal, braço direito e joelho esquerdo.

O senador negou ter agredido a garota e ter mandito relacionamento amoroso com ela. "Não teve negócio de agressão, não existe isso, até porque não tenho nada com ela", disse à Folha.

Como o parlamentar tem foro privilegiado, a delegada enviou o inquérito em 31 de maio à Procuradoria da República de Roraima. Rodrigo Janot, da Procuradoria-Geral da República, recebeu os autos logo depois e abriu procedimento preliminar interno. A PGR já intimou a defesa de Telmário Mota, em 22 de junho.


Reivindicação - Delegados da PF avisam ministro da Justiça e Casa Civil sobre greve

 
HAVERÁ ATOS NAS DELEGACIAS DE TODO O BRASIL E NOS AEROPORTOS

Elijonas Maia

A ADPF DIZ NO DOCUMENTO ENVIADO AO GOVERNO QUE NÃO ESTÁ DESCARTADA A POSSIBILIDADE DE GREVE. (FOTO: ABR)

Os delegados da Polícia Federal decidiram, em assembleia, indicativo de greve e realizarem atos públicos para pressionar o governo por reajuste salarial. Os delegados enviaram nesta quarta-feira (27) ofício avisando o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e a Casa Civil. No documento, assinado pelo presidentre da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), os delegados informam que vão realizar atos públicos até que o governo envie ao Congresso Nacional o Projeto de Lei de reajuste para a categoria.
O primeiro ato público está marcado para sexta-feira (29), nas unidades da PF em todos os estados. O segundo será em 2 de agosto nos aeroportos de todo o Brasil.


A ADPF diz no documento enviado ao Governo que não está descartada a possibilidade de greve, o que pode prejudicar os Jogos Olímpicos.
"Caso não haja avanços por parte do governo sobre o tema acordado, será convocada uma assembleia geral extraordinária para decidir sobre greve, que está programada para 2 de agosto, às 15h", diz o ofício.


Temer discute a redução do número de partidos


Josias de Souza 27/07/2016 03:53


Michel Temer cavou um espaço na sua agenda para discutir a redução do número de partidos políticos no Brasil. Receberá às 17h desta quinta-feira (28) o senador tucano Ricardo Ferraço (ES). Ele apresentou, em coautoria com o colega Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, proposta de emenda constitucional que cria barreiras para o acesso dos partidos às verbas públicas do Fundo Partidário e à vitrine eletrônica da propaganda no rádio e na tevê (íntegra aqui). O texto condiciona a obtenção desses benefícios ao desempenho das legendas nas urnas.

Para ter representação no Congresso, um partido precisaria obter pelo menos 2% dos votos válidos nas eleições de 2018. Exige-se que a votação esteja distribuída em pelo menos 14 Estados. A exigência sobe para 3% dos votos válidos a partir das eleições de 2022. Abaixo desses patamares, a legenda ficaria de fora do Congresso. Sem funcionamento parlamentar, seria excluída também do rateio das verbas do Fundo Partidário e do tempo de rádio e tevê.

Hoje, há no Brasil 35 partidos com autorização do Tribunal Superior Eleitoral para funcionar. Desse total, 28 possuem representação no Congresso. Para 2016, os congressistas aprovaram um Fundo Partidário com anabolizante. Engordou de R$ 311 milhões para R$ 819 milhões. Pelas regras atuais, 5% desse valor são distribuídos em partes iguais para todas as legendas, mesmo as que não têm assento no Congresso. Um acinte. Os outros 95% são rateados entre as siglas na proporção dos votos obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados.

Ferraço estima que a aprovação de sua proposta reduzirá a menos da metade a quantidade de siglas no Congresso —“algo entre 10 e 12 partidos, no máximo”. Crítico da profusão indiscriminada de legendas, Temer é simpático à proposta. O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), comprometeu-se com Aécio Neves em apoiar a emenda. Tenta-se obter o mesmo compromisso de Renan Calheiros, mandachuva do Senado.

“O sistema partidário brasileiro faliu, está carcomido e esgotado”, afirma Ferraço. “Temos agora, em 2016, um elemento muito pragmático para estimular a reflexão. Na eleição municipal, os partidos estão proibidos de receber apoio financeiro de empresas. O Fundo Partidário passa a ter uma importância enorme. Do modo como funciona hoje, partido virou um megócio. O sujeito monta um partido e, na sequência, abre uma mesa de negociação para partilhar o Fundo Partidário e vender o tempo de propaganda no rádio e na tevê. Isso é uma esculhambação completa.”

A proposta de emenda constitucional de Ferraço e Aécio mexe em outros dois vespeiros: cria mecanismos que inibem o troca-troca de partidos e proíbe as coligações partidárias em eleições para o Legislativo. Prevê que os políticos que se elegerem a partir das eleições de 2016 e 2018 perderão os respectivos mandatos se trocarem de partido. Políticos que se elegerem por partidos que não consigam superar a cláusula de barreira prevista na proposta poderão trocar de legenda sem sofrer sanções.

Quanto à proibição de coligações partidárias nas eleições legislativas (vereadores, deputados estaduais e federais), a regra só passaria a vigorar a partir do pleito de 2022. As coligações continuariam permitidas nas eleições majoritárias (presidente, governadores, senadores e prefeitos).

A limitação do número de partidos tornou-se um imperativo no Brasil. Em nenhum outro país do mundo políticos e eleitores têm tanta opção partidária. O sujeito pode ser de esquerda, de centro esquerda, de meia esquerda, de um quarto de esquerda, de três quartos de esquerda, de direita responsável, de extrema direita, de direita disfarçada ou de direita da linha Bolsonaro… Não importa a ideologia do cidadão. Ele sempre encontra um partido feito sob medida. Além das 35 legendas existentes, há outras três dezenas aguardam pela emissão da certidão de nascimento na fila do cartório da Justiça Eleitoral.


Dilma muda a versão sobre caixa dois de campanha como quem troca de sapatos


Josias de Souza 28/07/2016 04:24


Em matéria de contabilidade de campanha, a virtude de Dilma Rousseff é apenas um trissílabo que torna a vida mais virtual. Num momento, o caixa dois eleitoral não existe. Noutro instante, ele pode existir. Nessa matéria, Dilma muda de versão como quem troca de sapatos.

Em abril de 2015, numa entrevista à repórter Patricia Janiot, do canal CNN em espanhol, Dilma disse ter “certeza” de que o dinheiro roubado da Petrobras não chegara às arcas do seu comitê eleitoral. Eis o que madame declarou à época:

“Se dinheiro de suborno chegar a alguém, essa pessoa tem que ser responsabilizada. É assim que tem que ser. Eu tenho absoluta certeza que a minha campanha não tem dinheiro de suborno. Isso não significa que eu me coloque acima de qualquer brasileiro, cidadão ou cidadã. Eles têm que prestar contas do que fazem. E eu prestei. Para quem? Para o Tribunal Superior Eleitoral. Entreguei todas as minhas contas de campanha. Elas foram auditadas e foram aprovadas.”

Nessa época, Dilma amargava citações em depoimentos de dois delatores da Lava Jato. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef. As investigações empacaram porque o ministro Teori Zavascki, relator da Lava jato no STF, avalizou o entendimento do procurador-geral Rodrigo Janot, para quem Dilma não poderia ser processada por fatos ocorridos fora do exercício do mandato.

O tempo passou. E surgiram novos delatores. Entre eles Ricardo Pessoa. Dono da construtora UTC, Pessoa informou à força-tarefa da Lava Jato que foi coagido pelo petista Edinho Silva a repassar R$ 7,5 milhões desviados da Petrobras para a campanha de Dilma. Deu-se na sucessão de 2014, quando Edinho respondia pela tesouraria do comitê reeleitoral de Dilma. Ambos insistiram: não há caixa dois.

Na semana passada, a coisa se complicou. Preso em Curitiba desde fevereiro, o próprio João Santana, marqueteiro de Lula e Dilma, destravou parcialmente a língua. Disse ter recebido numa conta secreta na Suíça US$ 4,5 milhões surripiados da Petrobras. Sem rodeios, informou que se tratava de caixa dois da campanha presidencial de Dilma em 2010.

Foi o bastante para que a “certeza” de Dilma ganhasse a consistência de um pote de gelatina: “Se houve pagamento, não foi com meu conhecimento”, ela anotou no Twitter. Nesta quarta-feira (27), em entrevista radiofônica, Dilma como que lavou as mãos. E fez sumir o sabonete.

Declarou o seguinte sobre a confissão de seu marqueteiro: “Se ele recebeu os US$ 4,5 milhões que diz que recebeu não foi da organização da minha campanha. Porque ele diz que recebeu isso em 2013. Como você sabe, a campanha começa em 2010 e, até o final do ano, ela é encerrada.”

Súbito, Dilma jogou a sujeira na portaria do PT: “A partir do momento em que a campanha é encerrada, tudo que ficou pendente de pagamento passa a ser responsabilidade do partido. A minha campanha não tem a menor responsabilidade sobre em que condições pagou-se a dívida remanescente de 2010. Não é a mim que tem que perguntar isso. Com quem ele tratou isso foi com a tesouraria do PT, como disse o próprio Santana.”

No depoimento que prestou a Sérgio Moro, juiz da Lava Jato, o marqueteiro de Dilma disse que 98% das campanhas eleitorais operam com dinheiro repassado por baixo da mesa. Afirmou que jamais conseguiu se livrar dessa prática. Significa dizer que manuseou dinheiro ilegal nas três campanhas presidenciais que ajudou o PT a vencer: Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014).

Ficou entendido que nenhum político pode atirar pedra nos outros, porque todos têm telhado de vidro. Verdade. No caso de Dilma, porém, as evidências são tão abundantes que ela tem não apenas telhado, mas janela, porta, terninho, blusa, e sapatos de vidro.


Eduardo Cunha faz churrasco de confraternização na residência oficial


Deputado afastado e a mulher Cláudia Cruz receberam os servidores nos jardins da residência, que fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília

Agência Estado
A dez dias do fim do prazo de permanência na residência oficial da Câmara, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) promoveu na tarde desta quarta-feira (27/7), um churrasco de despedida para funcionários da Casa.


Entre os convidados estão servidores do departamento de Polícia, responsável por acompanhar o peemedebistas nestes últimos meses. O convite de Cunha foi repassado na véspera para os servidores. "A Bernadete acabou de ligar na sala da COE convidando todos os agentes para um churrasco de confraternização que o ex-presidente Eduardo Cunha e sua esposa oferecerão para todos aqueles que com ele trabalharam, amanhã, a partir das 13:30 na residência oficial. Ele deseja a presença de todos", diz o comunicado.

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Cunha e a esposa Cláudia Cruz receberam os servidores nos jardins da residência, que fica no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. A festa, embalada por uma cantora, contou também com a distribuição de bebidas alcoólicas.

Ao perceberem a movimentação de fotógrafos e jornalistas nas redondezas da residência, os convidados deixaram os jardins e foram fazer a confraternização dentro do imóvel.

O prazo final para Cunha deixar a residência expira no próximo dia 6, quando se completam 30 dias de sua renúncia ao comando da Casa. Ele deverá se mudar para um apartamento funcional.

No início de agosto, logo após o fim do recesso do Legislativo, há a previsão de que seu processo de cassação seja lido em plenário. A votação será aberta e para que ele perca o mandato é necessário ao menos 257 votos dos presentes.


Governador do Distrito Federal Rollemberg avisa que não pode garantir agora paridade do reajuste da Polícia Civil ao da PF


Publicado em 27/07/2016 - 16:36 Ana Maria CamposCB.Poder
Em reunião nesta manhã (27) com dirigentes de sindicatos que representam a Polícia Civil do Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) afirmou que considera justa a reivindicação dos policiais civis do Distrito Federal, mas não tem condições de garantir agora a paridade do reajuste da categoria ao negociado em âmbito nacional pela Polícia Federal (PF). Rollemberg disse que não pode dar um “cheque em branco” que futuramente não poderá honrar.

Na conversa, no Palácio do Buriti, Rollemberg ressaltou as dificuldades financeiras que o governo enfrenta e que podem piorar a depender do cenário nacional a partir de agosto, como afirmou em nota (leia abaixo). Ele se refere ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, que será julgado no fim do próximo mês.

Como medida para encontrar uma soluçãGovo para a demanda dos policiais civis, Rollemberg decidiu criar uma comissão para discutir alternativas, composta por dirigentes do Sinpro, Sindepo e Adepol, além do deputado distrital Cláudio Abrantes (Rede), que tem origem e base eleitoral na Polícia Civil do DF.

Veja a nota do Governo do Distrito Federal:

“O Governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, vem a público reconhecer a excelência do trabalho prestado por todas as carreiras que integram a Polícia Civil do Distrito Federal. Nesse sentido, considera justo o pleito das categorias pelo direito à paridade historicamente existente entre a Polícia Civil do Distrito Federal e a Polícia Federal.

No entanto, como governador de toda a população do Distrito Federal, com a necessária responsabilidade no trato dos recursos públicos, entende que qualquer compromisso de reajuste salarial deve levar em conta a situação de grave crise atravessada pela economia nacional, inédita na história do Brasil.

Essa crise gerou a queda de 3,8% do PIB brasileiro somente no ano de 2015, o que refletiu, pela primeira vez, na diminuição dos valores repassados ao Fundo Constitucional do DF no ano de 2016 em comparação com 2015, no montante de R$ 380 milhões. Importante registrar que, em 2015, 50,5% dos recursos do Fundo foram destinados à segurança pública, percentual esse que evoluiu para 60%, em 2016. O restante dos recursos do Fundo é aplicado na Saúde e na Educação no DF.

Aliado a isso, a definição do cenário político-institucional nacional, previsto para agosto, poderá emitir sinais importantes sobre o comportamento da economia nos próximos meses.

Pelo exposto, o Governo necessita avaliar a viabilidade de uma proposta de reajuste salarial condizente com o comportamento da economia brasileira e local. Para isso, sugerimos a imediata criação de um comitê de negociação, com a primeira reunião na terça-feira (2/8/2016).


Cavevdish, Cachoeira e mais três devem voltar para a cadeia

 
Os três desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF-2) decidiram nesta quarta-feira 17 que o dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, o contraventor Carlinhos Cachoeira e outros três réus presos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, voltem para a cadeia, em prisão preventiva; o presidente do tribunal, desembargador Paulo Espírito Santo, disse que "o país não suporta mais a corrupção, a impunidade e não botar na cadeia os mais ricos"


Rio 247 - O dono da Construtora Delta, Fernando Cavendish, o contraventor Carlinhos Cachoeira e os empresários Adir Assad, Cláudio Abreu e Marcelo Abbud, todos presos na Operação Saqueador, da Polícia Federal, devem voltar para a cadeia, conforme decisão tomada pela Justiça.

Os três desembargadores da 1ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal (TRF-2) decidiram nesta quarta-feira 17 restabelecer decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que determinava o cumprimento da pena dos réus em regime fechado.

Agora eles voltarão sob o mandado de prisão preventiva. Eles haviam deixado no último dia 11 o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, com uma decisão do STJ.

O presidente do tribunal, desembargador Paulo Espírito Santo, disse nesta quarta, ao tomar a decisão, que "o país não suporta mais a corrupção, a impunidade e não botar na cadeia os mais ricos".


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