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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Mais de 460 mil turistas visitam Paraíba no primeiro trimestre de 2014Mais de 460 mil turistas visitam Paraíba no primeiro trimestre de 2014




    O primeiro trimestre de 2014 foi positivo para o setor de Turismo na Paraíba. Pesquisa mensal divulgada nesta quarta-feira (16) pela Diretoria de Economia e Fomento da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur) sobre o ‘Fluxo Global Estimado’ de turistas para o Destino Paraíba revela que mais de 460 mil pessoas ocuparam 72,34% dos leitos disponíveis em João Pessoa e demais cidades paraibanas. No cômputo geral houve um aumento da ordem de 7.02% na demanda em comparação ao mesmo período do na anterior.


    Os índices se baseiam nos Boletins de Ocupação Hoteleira preenchidos pelos hóspedes e catalogados pelos técnicos da PBTur. Os boletins mostram que, em março, somente a capital paraibana recebeu 94.510 turistas. Esse total representa um aumento de 6,91% se comparado ao mesmo período do ano anterior. A capital paraibana possui pouco mais de 10 mil leitos, no Litoral Sul são outros 2.736 e no Litoral Norte pouco mais de 1.480.


    Emissores do Fluxo – A pesquisa também confirma uma tendência. Os estados de São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro contribuem com 54,11% do total de número de turistas para a Paraíba. Comparando o crescimento desses quatro estados, os turistas cariocas tiveram um aumento da ordem de 9,56%.


    Por regiões houve um aumento de 9,81% na participação do Nordeste. Um total de 10,22% é da região Sul; 23,08% da região Norte. Ao passo que houve um decréscimo de 9,36% na participação do Sudeste e de 13,09% na região Centro-Oeste.


    Quanto ao fluxo de estrangeiros, a pesquisa da PBTur mostra que houve um crescimento de 18,80%. Os países que apresentaram maiores crescimentos em números absolutos foram: Itália (96,15%), Suíça (79,07%), Portugal (53,33%) e Estados Unidos (34,29%).

    Pbagora.com


    A presidente da PBTur, Ruth Avelino, comemora os números apresentados pela pesquisa da diretoria de Fomento do órgão. “Percebemos que há um fluxo contínuo de turistas para o destino, comprovando que um trabalho de divulgação tem que ser constante. Acredito que estamos no caminho certo no fortalecimento do turismo como gerador de emprego e renda para os paraibanos”, afirmou.

     


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    As belas da quinta - Fotos









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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Parque Linear Parahyba não tem orçamento e enfrenta embargos





     
    Projeto tem o primeiro estágio em fase de definição de orçamento e o segundo aguardando a desapropriação do Aeroclube.

    João Thiago
    A Prefeitura de João Pessoa ainda não determinou o orçamento para a instalação do Parque Linear Parahyba, espaço público que será instalado na área do Aeroclube, no bairro do Bessa. O projeto, dividido em duas partes, tem o primeiro estágio em fase de definição de orçamento e o segundo aguardando a desapropriação do Aeroclube, que ainda depende do julgamento de recurso pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região.

    A primeira parte do projeto, que já está em fase de definição orçamentária, envolve quatro áreas nos bairros do Aeroclube, Jardim Oceania e Bessa, e que não fazem parte do Aeroclube.

    “Estes quatro parques já estão em fase de definição de orçamento. Logo depois a prefeitura abrirá para licitações e para a construção destas partes do parque, que serão conduzidas com recursos próprios. A segunda parte depende da desapropriação do Aeroclube. É um megaprojeto e a pedra central que precisa ser retirada é a desapropriação. Se falarmos em questão temporal, ainda haverá uma querela longa pela frente”, declarou Polari, acrescentando que esta parte da obra dependerá de recursos de fora. “Como há este entrave, ainda não temos ideia de quanto serão e nem de onde virão”, disse.

    Nesta segunda parte do projeto está o maior problema. Após a decisão do TRF da 5ª Região que, no dia 19 de dezembro de 2013, por dois votos a um, definiu pela continuidade do processo de desapropriação da área, a defesa do Aeroclube entrou com um recurso (embargos) para manter a sentença de 1º grau em favor da sua permanência no espaço.

    Conforme o advogado Roosevelt Vita, representante do Aeroclube, o veredicto do TRF teria sido tomado por uma maioria mínima de dois votos a um, favorável à desapropriação.

    “O fundamento de nossa defesa se baseia no fato de que a decisão foi completamente contraditória. Um dos fatores é que dois juízes substitutos julgaram o caso no lugar de dois desembargadores do tribunal, e isso foi determinante para a decisão”, destacou. Vita explicou que o Aeroclube entende a necessidade de deixar aquela região e ir para outro lugar pelo fato de ser uma área urbana e o risco de acidentes aéreos ser maior por conta da presença dos edifícios em volta. Para ele, o processo de desapropriação é possível, desde que a prefeitura esteja disposta a pagar um valor justo de indenização. “Eles querem pagar R$ 5 milhões para que a gente deixe a área, mas todo mundo sabe que este é o valor de um apartamento no Bessa. Uma área como aquela, com 33 hectares, vale, no mínimo, R$ 90 milhões, e a prefeitura não tem este dinheiro. Se depositarem qualquer valor menor do que o que estamos pedindo nós vamos contestar”, frisou.




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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Rodoviária de JP espera aumento de 10% no movimento; veja horários de shoppings e serviços




     
    Este ano, Semana Santa caiu junto do dia de Tiradentes e proporcionou um período maior de descanso; mas para ficar por dentro do que irá dispor neste feriadão confira o que abre e o que fecha

    Terminal Rodoviário de João Pessoa
    A expectativa da administração do Terminal Rodoviário Severino Camelo em João Pessoa é de que 34 mil pessoas circulem pelos portões de embarque e desembarque neste feriadão, 10% a mais do que foi registrado no mesmo período de 2013. De acordo com o gerente do núcleo de terminais da Paraíba, Reinaldo Brasil, o acréscimo se deve à junção da Sexta-feira Santa com o feriado de Tiradentes.

    Ele informou que desta quinta-feira (17) até a terça-feira (22) são esperadas 34 mil embarques e 34 mil desembarques. As empresas de transporte devem colocar 45 carros extras, além da frota normal.

    Os destinos mais procurados fora do estado são Natal (RN) e Recife (PE). Na Paraíba, são Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras, Guarabira e Rio Tinto. Ele recomendou aos passageiros a comprar as passagens com antecedência. "Pedimos aos passageiros para não deixar para comprar os bilhetes na última hora para evitar ficar sem passagem".

    Reinaldo Brasil informou ainda que neste período, a segurança no terminal recebe reforço de três equipes policiais. Além disso, viaturas passam de hora em hora reforçando o contingente que atua na segurança dos passageiros.

    Abre e Fecha

    Apesar do funcionamento de alguns segmentos do comércio, os demais serviços como bancos e repartições públicas fecham as portas a partir da Sexta-feira da Paixão. As repartições públicas na quinta-feira (17) já não funcionam por decreto de ponto facultativo. Só serviços essenciais como o da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros e o atendimento médico hospitalar funcionarão normalmente.

    Mas setores ligados ao entretenimento e ao lazer dos shoppings, como cinemas e jogos, funcionam normalmente para dar mais opções de passeios e diversão para quem não trabalha e quer aproveitar o descanso durante o feriadão.

    Repartições Públicas

    Nas repartições, já nesta quinta-feira (17) foi decretado ponto facultativo e não funcionam também no feriado da sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), voltando a atender normalmente na terça-feira (22).

    Bancos

    As agências bancárias de todo o país fecham na sexta-feira (18) e segunda-feira (21) e voltam a abrir na terça-feira (22). A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) orienta a população a utilizar os canais alternativos de atendimento para fazer as operações bancárias, como caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados).

    As contas com vencimento marcado para os feriados, como as de consumo (água, luz, telefone e TV por assinatura, por exemplo) e os carnês, poderão ser pagas no próximo dia útil subsequente (22), sem incidência de multa. Os tributos, normalmente, já estão com data ajustada pelo calendário de feriados (federais, estaduais e municipais).

    Os clientes também podem agendar nos bancos o pagamento das contas de consumo ou pagá-las (as que têm código de barras) nos próprios caixas automáticos, ou em correspondentes. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser agendados ou pagos por meio do Débito Direto Autorizado (DDA).

    Comércio

    O comércio pessoense abre normalmente na quinta-feira (17) e fecha na Sexta-feira da Paixão (18) e segunda-feira de Tiradentes (21). O Sindicato dos lojistas informa, no entanto, que os funcionários que trabalharem durante os domingos ou dias feriados têm direito a receber a diária de R$ 38 e ter também um dia de folga.

    Shoppings

    MAG Shopping - Na quinta-feira Santa (17), o Shopping é aberto normalmente. As Lojas abrem das 10h às 22h e a Praça de Alimentação das 10h às 24h. O cinema fica aberto das 13h às 22h e o Parque Infantil das 12h às 22h. Na sexta-feira da Paixão (18), o Shopping abre em horário diferenciado. As lojas ficam abertas das 13h às 21h e a praça de alimentação das 12h às 24h. Já o Cinema funciona das 13h às 22h e o parque infantil fica aberto das 12h às 22h. No sábado de Aleluia (19) e no domingo de Páscoa (20), o shopping é aberto normalmente. Já no Dia de Tiradentes, segunda-feira (21), o Shopping terá horário diferenciado. As lojas ficam abertas das 13h às 22h e a praça de alimentação das 12h às 22h. O cinema fica aberto das 13h às 22h e o parque infantil das 12h às 22h

    Manaíra Shopping - Na quinta-feira (17) o Shopping Manaíra abre as 10h e fecha as 23h. No feriado da sexta-feira (18) o Manaíra fecha lojas e praça da alimentação, só funcionando o Boliche, Cinema e Game Station, do meio dia às 22h. No sábado (19), funciona das 10h às 23h e no domingo (20), do meio dia às 23h. No feriado de Tiradentes, na segunda-feira (21) abre normalmente das 10h às 22h.

    Shopping Tambiá - Funciona normalmente na quinta-feira (17) abrindo as 9h e fechando às 20h. sexta-feira (18) será fechado, abrindo apenas o cinema. No sábado (19), domingo (20) e segunda-feira (21) o funcionamento será normal, das 9h àss 20h, tanto lojas como praça da alimentação.

    Shopping Sul - O funcionamento será normal na quinta-feira (17), das 10h às 22h. Na sexta-feira (18) será fechado. No sábado (19), o funcionamento é normal, das 10h às 22h. Já no domingo (20) e na segunda-feira (21), a praça da alimentação abre as 11h e as lojas às 13h. As lojas fecham 20h e a praça da alimentação às 21h.

    Shopping Sebrae - Na quinta-feira (17) o funcionamento é normal, das 10h às 20h. Já na sexta-feira (18), o shopping fecha as portas. No sábado (19), é normal e no domingo fecha. Na segunda-feira (21), o shopping abre a partir do meio dia e fecha às 20h.

    Trens da CBTU

    Na quinta feira (17), o funcionamento é normal, das 4h25 às 19h41. Na Sexta-feira Santa não haverá circulação de trens. Já no sábado (19), o funcionamento será das 4h25 às 13h55. No domingo (20) e na segunda-feira (21) não haverá circulação de trens.

    Balsa

    As balsas terão horários normais no período de quinta-feira (17) até a segunda-feira (21). O horário de saída em Cabedelo começa às 6h e termina as 19h. Em Costinha, a primeira balsa sai às 6h30 e a última, às 19h30.

    Portalcorreio.com


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Mensalão do Dem: Juiz aceita denúncia contra ex-governador Arruda e mais 18




     FOLHAPRESS: BRASÍLIA, DF, BRASIL

     Ex-governador Jose Roberto Arruda saindo do Forum da Justiça Federal, após depor sobre o escandalo de violação do painel de votação do Senado Federal em 2001. Politica. Foto: Alan Marques / Folha imagem.
    Juiz Atalá Correia, da 7ª Vara Criminal do Distrito Federal, recebeu denúncia contra 19 acusados de envolvimento no esquema de corrupção conhecido como mensalão do DEM ou de Brasília; denúncia do Ministério Público do DF é resultado da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal; réus, entre eles o ex-governador José Roberto Arruda, são acusados de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro
    16 DE ABRIL DE 2014 ÀS 18:13

    Da Agência Brasil

    O juiz Atalá Correia, da 7ª Vara Criminal do Distrito Federal, recebeu denúncia contra 19 acusados de envolvimento no suposto esquema de corrupção conhecido como mensalão de Brasília. A denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios é resultado da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. Os réus são acusados dos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

    A descoberta do suposto esquema de desvio de dinheiro público e pagamento de propina entre integrantes do Executivo e do Legislativo local resultou na saída do então governador José Roberto Arruda e de seu vice, Paulo Octávio. O processo entra agora na fase de instrução, quando a defesa é apresentada pelos advogados dos envolvidos.

    O processo começou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2009, mas a ação penal foi desmembrada para a Justiça do Distrito Federal. Os ministros entenderam que somente investigados com prerrogativa de foro deveriam ser julgados pelo STJ.


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Vox Populi: Dilma venceria no primeiro turno com 40%




    Pesquisa Vox Populi divulgada nesta tarde aponta a presidente Dilma Rousseff liderando a disputa pelo Palácio do Planalto, com 40% das intenções de voto do eleitorado; adversários do PSDB, Aécio Neves, e do PSB, Eduardo Campos, ficaram estacionados, com 16% e 8%, respectivamente; candidata do PT oscilou um ponto negativo em relação à última pesquisa, feita em fevereiro, mas ainda venceria eleições no primeiro turno
    16 DE ABRIL DE 2014 ÀS 18:24

    247 – Levantamento realizado pelo Instituto Vox Populi e divulgado pela revista CartaCapital na tarde desta quarta-feira 16 aponta, mais uma vez, a vitória da presidente Dilma Rousseff já em primeiro turno, com 40% das intenções de voto.

    Em relação à pesquisa Vox Populi divulgada em fevereiro, Dilma caiu 1 ponto percentual, o que demonstra estabilidade. Os dois adversários praticamente não avançaram sobre os índices da presidente. Aécio Neves, do PSDB, registrou 16%, e Eduardo Campos, do PSB, 8%.

    Juntos, os opositores têm 14 pontos a menos do que a presidente, a menos de três meses do início da campanha. O senador Aécio Neves também oscilou um ponto para baixo, comparado com a mostra de dois meses atrás.

    Já Eduardo Campos, que nesta semana lançou oficialmente sua pré-candidatura com a vice Marina Silva na chapa, ganhou dois pontos. O candidato do PSC, Pastor Everaldo Pereira, foi lembrado por 2% dos eleitores.

    Os pré-candidatos Levy Fidelix (PRTB), Randolfe Rodrigues (PSOL), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não registraram nenhum ponto. Votos brancos ou nulos representam 15% dos entrevistados e percentual que não sabe em quem votar ou não respondeu é de 18%.

    O instituto ouviu 2.200 eleitores em 161 municípios para realizar a pesquisa, entre os dias 6 e 8 de abril. Os detalhes da mostra serão divulgados nesta quinta-feira 17.


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Como a oposição salvou o mandato de André Vargas




     :
    Deputado petista estava pronto para entregar o mandato, depois de renunciar à vice-presidência da Câmara; no entanto, deputados oposicionistas, como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso, ao afirmar que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia; resultado: Vargas, que sairia, ficou; ponto para a oposição?
    16 DE ABRIL DE 2014 ÀS 22:15

    247 - A renúncia do deputado federal André Vargas (PT) era dada como praticamente certa desde que ele anunciou, na semana passada, que entregaria o cargo de vice-presidente da Câmara. Evitaria assim uma possível cassação e a consequente inelegibilidade. Com a pressão midiática, após denúncias de envolvimento dele com o doleiro Alberto Youssef, a direção do PT entendia que a renúncia era a melhor decisão, dado o fato de este ser um ano eleitoral. No entanto, a oposição fez Vargas mudar sua rota.

    Deputados oposicionistas como Rubens Bueno (PPS/PR) e Julio Delgado (PSB/MG) radicalizaram o discurso contra Vargas. Não satisfeitos com a saída dele da Mesa Diretora da Câmara, afirmaram que o processo de Vargas no Conselho de Ética irá continuar mesmo com sua renúncia.

    Relator do processo de André Vargas no Conselho de Ética, Delgado tem dito que mesmo com a eventual renúncia do petista, o colegiado dará prosseguimento às investigações. "A Constituição garante que o processo continue mesmo após a renúncia e que se suspenda os efeitos da renúncia até o trâmite final no Conselho de Ética e no plenário", afirmou. "A gente sabe que a renúncia dele, neste momento, depois de aberto um processo, é uma jogada meramente política. Não se tem nenhum obstáculo no âmbito da representação do conselho em função da renúncia. Então, ele estará inelegível por oito anos se renunciar, com base na Lei da Ficha Limpa", afirmou.

    Tal pressão fez Vargas repensar sua decisão. Na reunião com petistas, não se chegou a um consenso. Uma parte defendeu que ele renunciasse ao mandato. Outros, no entanto, apoiam sua decisão de continuar no mandato e lutar pelo esclarecimento dos fatos. Além disso, nas últimas 24 horas, Vargas recebeu muitos apelos da militância petista para permanecer no cargo e se defender na Comissão de Ética.

    Agora à noite, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (PT), afirmou que Vargas decidiu não mais renunciar ao mandato parlamentar, conforme tinha anunciado. Vicentinho informou ter conversado com Vargas por telefone depois de ter sido protocolada na Câmara, nesta quarta-feira, a carta em que o parlamentar o renunciou ao cargo de vice-presidente da Casa.

    A renúncia de André Vargas ao mandato de deputado era esperada para esta terça-feira (15), quando Vargas recuou e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que iria "reestudar" o que fazer. A justificativa do deputado para voltar atrás é a possibilidade de a sua renúncia ser mantida suspensa devido ao processo disciplinar aberto contra ele no Conselho de Ética da Câmara. Ele acabou formalizado apenas a renúncia à Vice-Presidência da Casa. De acordo com Vicentinho, o próprio Vargas telefonou para ele para informar que não renunciaria mais.

    "Conversei com o Vargas há pouco e ele disse que não vai renunciar. Claro que eu acredito que seja uma decisão do momento. Ele quer poder se defender perante os deputados", disse. Vargas irá virar o jogo? Conseguirá provar que não praticou ilegalidades? E a oposição? Como receberá a decisão?


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Polícia Civil da Paraíba ameaça greve em protesto contra a MP 222





    Policiais Civis da Paraíba ameaçam greve geral, por tempo indeterminado. Já na terça-feira da semana que vem (22), a categoria paralisa suas atividades por oito horas, em protesto contra a Medida Provisória 222.

    A MP, segundo o presidente da Associação da Polícia Civil do Estado, Sandro Roberto, além de anular direitos e conquistas dos agentes, fere a Carta Magna em seus Art. 62, 63 e Constituição Estadual no Art. 43, §2º, indo de encontro a vários dispositivos Constitucionais, Legais e Administrativos, em detrimento das demais Categorias.

    Em nota, o presidente da Aspol assegura que a MP tem a clara intenção de induzir a atos de inconstitucionalidade da Assembleia Legislativa, mudando a Lei, estabelecidas na LC 85/2008.




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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Mikika e pré-candidatos do PSL e PT do B desistem de candidaturas


    Leitão revela que acordo firmado com presidente do partido não foi cumprido
    O suplente de deputado estadual Mikika Leitão afirma que não vai mais disputar uma das 36 cadeiras da Assembleia Legislativa da Paraíba nas eleições de outubro deste ano. Ele revela que tomou essa decisão depois que o Bloco (PSL e o PT do B) quebrou acordo de não aceitar pré-candidato a deputado estadual com mandato e abriram espaço para o PRB, que tem como principal e único pré-candidato a reeleição o deputado e pastor Menezes, que detém mandato. A decisão de Mikika foi celada e oficializada, na manhã desta quarta-feira (16), numa reunião que contou com a presença do vereador Felipe Leitão (SDD), filho do suplente de deputado, e alguns correligionários.
    “Houve um acordo, mas este acordo foi descumprido. Os presidentes do PSL e do PT do B, Tião Gomes e Genival Matias, respectivamente, não respeitaram o compromisso que tinham com os pré-candidatos a deputado estadual de não aceitar nenhuma postulação à Assembleia com mandato. E não foi isso o que aconteceu. Sem ninguém ser consultado, numa total falta de respeito, o PRB entrou na aliança com a pré-candidatura do pastor Jutay, que tem mandato”, criticou Felipe, falando em nome do pai, Mikika.
    Segundo o vereador, este acordo poderia eleger, pelo menos, de três a quatro deputados do Bloco, mas agora a situação ficou complicada e o PSL, PT do B e o PRB, juntos, correm o risco de obter nas eleições apenas duas vaga na Assembleia Legislativa. “Todos os pré-candidatos já desistiram de disputar o pleito. Estão inconformados e revoltados com isso. Tião Gomes, Genival e Jutay serão os únicos favorecidos, pela lógica, com a quebra do acordo e pelas estruturas de campanha”, ressalta Felipe.
    Mikika preferiu não polemizar, apesar de ter sido pego de surpresa pelo fato. “A coligação ficou inviabilizada para quem pensavam em disputar uma vaga na Assembleia pelo bloco PSL/PT do B. Não temos mais condições, neste caso, de concorrer a deputado”, lamenta Mikika. Ele deixa claro, entretanto, que não tem nada contra o deputado Jutay.

    Assessoria


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Prefeita petista Poliana Dutra, anuncia apoio a Ricardo Coutinho; partido vai se pronunciar




     Lider do PT de Pombal se reuniu com governador na Granja Santana


    A prefeita de Pombal, Polyanna Dutra (PT), reafirmou nesta quarta-feira o apoio dela ao projeto de reeleição de Ricardo Coutinho (PSB). “O governador Ricardo Coutinho é muito trabalhador e eu também. Quem quer trabalhar, mostrar serviço e fazer o bem ao povo segue este caminho.” O presidentre estadual do PT, Charlinton Machado, disse que o partido vai se pronunciar com medidas efetivas diante da decisão da prefeita.
    O anúncio de apoio de Polyanna Dutra ao governador Ricardo Coutinho aconteceu durante encontro realizado na Granja Santana, bairro de Miramar, residência oficial do Chefe do Poder Executivo estadual.Polyanna Dutra afirmou que a parceria com o governo do Estado só vem beneficiando a cidade e lealdade se paga com lealdade. “A cidade só vem ganhando com a gestão de Ricardo Coutinho e eu não tenho motivos para sair desse projeto que vem dando certo para a Paraíba e para Pombal também”, completou.
    De acordo com a prefeita, a parceria entre Estado e municípios está sendo muito boa e construtiva para o desenvolvimento dos municípios com inúmeras estradas, adutoras, investimentos em saúde, educação e de acesso à água. “Em Pombal fomos muito beneficiados na saúde com a instalação de um centro de cardiologia que realiza o diagnóstico preciso evitando mortes, além da Casa da Cidadania, matadouro e abertura de poços artesianos”.
    O governador Ricardo Coutinho agradeceu a confiança da prefeita Pollyanna e das demais lideranças, destacando que ela é um exemplo de gestora que não mede esforços para dialogar e desenvolver políticas públicas para melhorar a qualidade de vida do povo de Pombal. “Pombal hoje é uma referência e exerce forte influência na região”, completou Ricardo.
    Durante a audiência com o governador Ricardo Coutinho, o secretário de Articulação e Desenvolvimento dos Municípios, Carlos Antônio, e o presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, a prefeita de Pombal esteve acompanhada do presidente da Câmara de Pombal, vereador Rogério Martins (PSB), do ex-prefeito de Brejo do Cruz Francisco Dutra (Barão) e do secretário de Indústria e Comércio do município, Francimar Fragoso que reafirmaram apoio político do grupo a Ricardo Coutinho.


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  • 17.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Bancada da oposição na Câmara de JP aciona o TCE para investigar contratos dos radares eletrônicos




    Os vereadores da bancada de oposição, Raoni Mendes, Renato Martins, Zezinho do Botafogo e Lucas de Brito, oficializaram, nesta terça-feira (16), junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) o pedido de uma auditoria sobre os gastos públicos realizados pela Prefeitura de João Pessoa por meio da Superintendência de Mobilidade Urbana que contratou três empresas responsáveis pelos equipamentos de fiscalização eletrônica que fez os gastos da pasta subir mais de seis vezes o valor pago anualmente em 2011 e 2012.

    No documento, os vereadores pedem que seja realizada uma investigação porque as empresas Consórcio Paraíba Sertel Ltda, Fotossensores Tecnologia Eletrônica Ltda e Consórcio JP Segura Perkons S.A. “ostentam histórico de irregularidades e pagamentos de propina a agentes públicos de outras cidades do país, como denunciou reportagem do programa Fantástico, da TV Globo”. Um vídeo com essas informações foi entregue como anexo à solicitação.

    Na consulta ao Sagres Online constatou-se que no ano de 2013 o valor licitado foi de R$ 24.042.211,39 dos quais R$ 10.930.560 tenha sido destinado a essas três empresas em um pregão. Em 2012 o valor licitado pela Semob foi de R$ 3.884,084,61; em 2011 foi da ordem de R$ 3.972.789,62.

    Apenas o gasto médio mensal com a manutenção dos serviços de fiscalização eletrônica (lombadas) em 2013 era de aproximadamente R$ 100 mil. No entanto, com a instalação desses novos equipamentos as despesas chegarão a R$ 910 mil mensais.

    Recorrer ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) foi a alternativa encontrada após a bancada da oposição ter apresentado na Câmara Municipal de João Pessoa dois requerimentos em que pedia à Prefeitura de João Pessoa esclarecimentos sobre os contratos e o aumento dos gastos, mas os requerimentos foram derrubados pela bancada de sustentação do prefeito Luciano Cartaxo.

    blogdotiaolucena.com


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  • 16.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Gente da minha terra - Pedro Américo de Figueiredo e Melo




     Pedro Américo de Figueiredo e Melo (Areia, 29 de abril de 1843 — Florença, 7 de outubro de 1905) foi um romancista, poeta, cientista, teórico de arte, ensaísta, filósofo, político e professor brasileiro, mas é mais lembrado como um dos mais importantes pintores acadêmicos do Brasil, deixando obras de impacto nacional.

    Desde cedo demonstrou inclinação para as artes, sendo considerado um menino-prodígio. Ainda muito jovem participou como desenhista de uma expedição de naturalistas pelo nordeste, e recebeu apoio do governo para se formar na Academia Imperial de Belas Artes. Fez seu aperfeiçoamento artístico em Paris, estudando com mestres célebres, mas se dedicou também à ciência e à filosofia. Logo após seu retorno ao Brasil passou a dar aulas na Academia e iniciou uma carreira de sucesso, ganhando projeção com grandes pinturas de caráter cívico e heróico, inserindo-se no programa civilizador e modernizador do país fomentado pelo imperador Dom Pedro II, do qual a Academia Imperial era o braço regulador e executivo na esfera artística.

    Seu estilo na pintura, em consonância com as grandes tendências de seu tempo, fundia elementos neoclássicos, românticos e realistas, e sua produção é uma das primeiras grandes expressões do Academismo no Brasil em sua fase de apogeu, deixando obras que permanecem vivas até hoje no imaginário coletivo da nação, como Batalha de Avaí, Fala do Trono, Independência ou Morte! e Tiradentes esquartejado, reproduzidas aos milhões em livros escolares de todo o país. Na segunda metade de sua carreira se concentrou em temas orientalizantes, alegóricos e bíblicos, que preferia pessoalmente e cujo mercado estava em expansão, mas esta parte de sua obra, em sua época muito popular, rápido saiu de moda, não recebeu atenção dos especialistas em tempos recentes e permanece muito pouco conhecida.

    Passou sua carreira entre o Brasil e a Europa, e em ambos os lugares seu talento foi reconhecido, recebendo grandes favores da crítica e do público mas também levantando polêmicas apaixonadas e tenazes adversários. Para as novas vanguardas Pedro Américo era um pintor de dotes inegavelmente raros, mas acima de tudo se tornou um dos principais símbolos de tudo o que o sistema acadêmico alegadamente tinha de conservador, elitista e distante da realidade nacional. Embora os modernistas tenham tentado impiedosamente ofuscar sua estrela - como a de todos os acadêmicos -, seus grandes méritos artísticos seguramente fazem dele um dos maiores pintores que o país já produziu, e sua imensa fama e influência em vida, os candentes debates que despertou em sua atuação institucional, cultural e política, em um momento crítico de articulação de um novo sistema de símbolos para um país há pouco emergente da condição de colônia e de consolidação de um novo sistema de arte sobre bases metodológicas e conceituais modernas, o destacam como um dos nomes mais importantes da história da cultura brasileira do fim do século XIX.

    Adquiriu uma sofisticação intelectual absolutamente incomum para os artistas brasileiros de seu tempo, interessando-se por uma ampla variedade de temas e buscando preparo sólido. Foi Bacharel em Ciências Sociais pela Sorbonne e Doutor em Ciências Naturais pela Universidade Livre de Bruxelas. Foi diretor da seção de antiguidades e numismática do Museu Imperial e Nacional; professor de desenho, estética e história da arte na Academia Imperial, e deputado constituinte por Pernambuco. Deixou volumosa produção escrita sobre estética, história da arte e filosofia, onde, inspirado no modelo clássico, deu especial atenção à educação como a base de todo o progresso e reservou um papel superior para a arte na evolução da humanidade. Ganhou diversas homenagens e honrarias, entre elas o título de Pintor Histórico da Imperial Câmara, a Ordem da Rosa e a Ordem do Santo Sepulcro. Também deixou algumas poesias e quatro romances, mas assim como seus textos teóricos, hoje são pouco lembrados.

    Índice 
    1 Biografia
    1.1 Primeiros anos
    1.2 Consagração
    1.3 Últimos anos
    2 Obra pictórica
    2.1 O contexto nacional e o Academismo
    2.2 Estilo e técnica
    2.3 Pinturas históricas: sua importância no projeto nacional, e Pedro Américo
    2.4 Pinturas bíblicas e outros temas
    3 Obra escrita
    4 Fortuna crítica
    4.1 O artista, a política, a história
    4.2 Entre a tradição e a modernidade
    4.3 Anos recentes
    5 Apêndice
    5.1 A questão do plágio
    5.2 Distinções e homenagens
    5.3 Lista de escritos
    5.4 Outras imagens
    6 Referências
    7 Ver também
    Biografia[editar | editar código-fonte]
    Primeiros anos[editar | editar código-fonte]


    Casa onde Pedro Américo nasceu, hoje um museu à sua memória


    Estudo de modelo vivo, 1865, Museu Dom João VI
    Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Pedro Américo foi irmão do também pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo. Sua família era ligada às artes, ainda que não possuíssem muitos recursos, e desde cedo encontrou em casa o estímulo necessário ao desenvolvimento de um talento precoce, incluindo a música, ensinada pelo seu pai Daniel, que além de comerciante era violinista, e que o introduziu também no desenho apresentando-lhe livros sobre artistas célebres.1

    Pedro Américo desenhava muito e logo a fama do pequeno prodígio se espalhou pela cidade. Quando uma expedição científica ali chegou em 1852, seu líder, o naturalista Louis Jacques Brunet, foi visitá-lo e pôde apreciar uma série de cópias de obras clássicas realizadas pelo menino. Querendo testá-lo para comprovar a habilidade que se apregoava, arranjou uns objetos e fez Pedro Américo desenhá-los em sua presença, e ele os reproduziu com grande semelhança. Impressionado, Brunet decidiu contratá-lo como desenhista da expedição, de maneira que o pequeno artista acompanhou o francês por uma viagem de vinte meses cruzando boa parte do Nordeste brasileiro. Em 1854, com apenas onze anos, provido de várias cartas de recomendação, foi admitido na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, mas não pôde começar de imediato. Passou antes uma temporada no Colégio Pedro II, estudando latim, francês, português, aritmética, desenho e música, destacando-se entre os colegas por sua aplicação e inteligência. Suas cartas para a família revelam um estudante ciente de suas responsabilidades, e já lhe nascia um desejo, ainda incerto, de se dedicar à pintura histórica.2 3

    Ingressando em 1856 no curso de Desenho Industrial da Academia, seu progresso foi igualmente brilhante, conquistando 15 medalhas em desenho, geometria e modelo vivo, sendo apelidado de "papa-medalhas" pelo diretor da instituição, o artista e erudito Manuel de Araújo Porto-Alegre, que seria uma influência importante sobre ele, e seu futuro sogro. Mesmo antes de terminar o curso obteve uma pensão do imperador Dom Pedro II para ir se aperfeiçoar na Europa.4 5 2 Pouco antes de embarcar, manifestou-se uma doença diagnosticada como "cólica de chumbo", supostamente uma intoxicação pelas tintas que usava, e que o acompanharia por toda a vida.5

    Depois de uma viagem penosa e acidentada, chegou em Paris em meados de maio de 1859. Imediatamente, vasculhou os museus, monumentos, palácios e galerias de arte da cidade.2 Ao mesmo tempo, matriculou-se na Escola Nacional Superior de Belas Artes, sendo discípulo de Ingres, Léon Cogniet, Hippolyte Flandrin e Sébastien-Melchior Cornu.6 7 8 Pelo seu contrato de bolsa ele deveria obedecer rigorosamente à disciplina da academia e enviar regularmente trabalhos para o Brasil a fim de atestar seus progressos, incluindo estudos de modelo vivo e cópias de obras de mestres consagrados,5 entre eles Guido Reni (O rapto de Dejanira) e Théodore Géricault (Naufrágio da fragata Medusa). Ganhou dois prêmios de primeira classe,9 mas não se interessava pelos grandes salões acadêmicos, que ele considerava pouco representativos.4

    Como ele alimentava outros interesses culturais além da arte, durante sua estadia estudou também no Instituto de Física de Adolphe Ganot, no Curso de Arqueologia de Charles Ernest Beulé, bacharelou-se em Ciências Sociais na Sorbonne, aprofundando-se em arquitetura, teologia, literatura e filosofia, e assistiu aulas de Victor Cousin, Claude Bernard e Michael Faraday no Colégio de França e no Conservatório de Artes e Ofícios.9 5 Neste período escreveu muitos ensaios sobre as relações entre a arte, a ciência e o progresso social, tema em que defenderia sua tese. Em 1862 dirigiu-se à Bélgica, matriculando-se na Universidade Livre de Bruxelas, mas pouco frequentando as aulas.3 7 5 Todos esses estudos marcaram profundamente o seu caráter e o seu pensamento, passando a se dedicar aos estudos clássicos e se preocupar com a responsabilidade civil do artista e seu compromisso político. Ali começou a organizar sua filosofia sintética, onde as artes eram, para ele, as verdadeiras promotoras do progresso social, e deveriam ser cultivadas sobre uma matriz humanista, espelhando-se no exemplo dos gregos clássicos e dos renascentistas.4 5 Nesta época também visitou o Salão dos Recusados, em Paris, onde expuseram artistas que permaneciam à margem do circuito oficial, o que foi importante para fazê-lo entrar em contato com as vanguardas pré-modernistas.5

     

    A Carioca, Museu Nacional de Belas Artes. Versão de 1882 de original de c. 1863
    Em certa altura, acabou por ficar em dificuldades financeiras, mas ainda em 1863 conseguiu um complemento à sua pensão acadêmica da Assembleia Provincial da Paraíba. Em 1864, visitando a Escócia de barco, salvou-se de um naufrágio. No mesmo ano voltou ao Brasil, intimado pelo imperador a participar de um concurso para professor de Desenho Figurado no curso de Desenho Industrial da Academia Imperial. Venceu-o com a obra Sócrates afastando Alcebíades dos braços do vício, mas não assumiu o cargo. Visitou sua Areia natal, que recriaria em seus romances, onde encontrou um irmão que nascera no ano de sua partida e se preocupou com a pobreza dos parentes. De volta ao Rio, publicou uma série pioneira de ensaios sobre estética e história da arte no Correio Mercantil, mas logo em seguida, pedindo uma licença sem vencimentos, retornou à Europa.2 9

    Em 1865 perambulou, em grande parte a pé, por vários países. Iniciou a viagem de Paris partindo para Estrasburgo, seguindo para o Grão-Ducado de Baden, Holanda e Dinamarca. Depois continuou pelo Marrocos, Sicília, ilhas gregas, e incluindo a Argélia, que era uma espécie de Meca para muitos pintores de sua geração que estavam interessados em cenários exóticos. Ali trabalhou como desenhista do governo francês, fazendo registros dos tipos humanos, paisagens e animais da região. Data desta época a publicação, em francês, de seu primeiro romance, Holocausto, traduzido para o português somente em 1882.9 4 2 Suas finanças apertavam outra vez, passou fome e teve que fazer desenhos e retratos em cafés para sobreviver. Recebendo medalha de ouro na Academia Imperial pela tela A Carioca, um nu sensual recusado por Dom Pedro, a quem fora ofertada, encarregou um amigo no Rio de vender o prêmio, com cuja renda pôde manter-se mais um tempo.9

    Em 1868 defendeu a tese A Ciência e os Sistemas: Questões de História e Filosofia Natural na Faculdade de Ciências da Universidade de Bruxelas, obtendo o grau de Doutor em Ciências Naturais, aprovado com mérito e indicado em janeiro do ano seguinte como professor adjunto. A aprovação foi noticiada em diversos jornais brasileiros e belgas em termos sumamente laudatórios, assumindo um caráter de acontecimento científico, e segundo seu primeiro biógrafo lhe valeu a Ordem do Santo Sepulcro, outorgada pelo papa Pio IX. Datam deste período as pinturas São Marcos, Visão de São Paulo e Cabeça de São Jerônimo. Ao mesmo tempo, o governo o pressionava para que voltasse e assumisse sua cadeira de professor na AIBA.5 9 3 4 6

    Consagração[


    A Batalha de Campo Grande, 1871, Museu Imperial


    Fala do Trono, 1873, Museu Imperial


    A rabequista árabe, 1884, Museu Nacional de Belas Artes


    Capa de seu romance O Foragido, 1899
    Cedendo, voltou para seu país em 1869, passando antes por Portugal, onde no fim do ano casou com Carlota (1844-1918), filha de Manuel de Araújo Porto-Alegre, então cônsul brasileiro em Lisboa. Com ela teria mais tarde três filhos. Chegou ao Rio no início de 1870 e passou a dedicar-se à pintura de telas mitológicas, históricas e retratos. Na Academia Imperial lecionava arqueologia, história da arte e estética. Também escrevia, passou a dirigir as seções de numismática e arqueologia do Museu Imperial e Nacional, e fazia caricaturas para o periódico A Comédia Social.4 7 8

    Mas ao voltar da Europa era um pintor ainda desconhecido pelos brasileiros. Uma carreira de professor não oferecia muitas perspectivas de fama e fortuna, o mercado de arte brasileiro ainda era incipiente, e ao que consta tinha uma personalidade difícil, orgulhosa e auto-suficiente, que lhe rendeu vários desafetos. No entanto, aproveitando a onda de patriotismo desencadeada pela vitória brasileira na Guerra do Paraguai, e incentivado pelo imperador, pintou a tela Batalha do Campo Grande, uma composição de grandes dimensões em que buscou enaltecer a monarquia e o principal herói na batalha, o Conde d'Eu. Ganhando o apoio da imprensa, organizou uma intensa campanha promocional de sua obra. Entre agosto e setembro de 1871 quase não passou um dia sem que os jornais cariocas falassem do artista ou da tela, que foi visitada por mais de 60 mil pessoas.6 3 Ao mesmo tempo, Luís Guimarães Júnior publicou uma pequena biografia muito romantizada sobre o artista, que ganhou ampla circulação e aumentou sua popularidade.10 Como resultado, já no fim do ano se tornara um pintor famoso em todo o país, recebendo encomendas e distinções, como a Imperial Ordem da Rosa no grau de Oficial (mais tarde promovido a Grande Dignitário e Comendador) e o título de Pintor Histórico da Imperial Câmara, mas se tornando também o centro de grandes polêmicas.3 6 11 8

    Também neste período e no mesmo espírito produziu a Fala do Trono, Ataque à Ilha do Carvoeiro, Passo da Pátria, Passagem do Chaco, e começou os esboços para uma encomenda do governo que seria uma das suas maiores obras-primas, a vasta Batalha de Avaí, que executou a partir de 1874 em Florença e que só viria a ser concluída em 1877. Quando exposta pela primeira vez em Florença, ainda incompleta, causou sensação entre os conhecedores de arte que estavam reunidos em grande número na cidade para as comemorações do centenário de Michelangelo. A obra, e um discurso que proferiu em duas línguas diante da estátua de David do mestre da Renascença, espalharam sua fama por toda a Europa, sendo celebrado em uma quantidade de artigos e notícias como um dos maiores pintores de seu tempo. O governo italiano, ecoando os louvores generalizados, solicitou ao artista um retrato para que figurasse junto dos luminares da arte de todos os tempos na galeria de retratos dos Uffizi, sendo exposto entre os de Ingres e Flandrin, seus próprios mestres. Quando foi exposta no Brasil, na Exposição Geral da AIBA de 1879, ao lado da Batalha de Guararapes de Victor Meirelles, despertou uma polêmica ainda maior do que a batalha anterior. Mas os argumentos eram semelhantes: atacava-se principalmente um alegado excesso de fantasia e romantismo, bem como pouca veracidade histórica na representação da cena.7 3 6 10 9 O artista, contudo, estava ciente de que uma pintura é uma pintura, e não a realidade: "Um quadro histórico deve, como síntese, ser baseado na verdade e reproduzir as faces essenciais do fato, e, como análise, (ser baseado) em um grande número de raciocínios derivados, a um tempo da ponderação das circunstâncias verossímeis e prováveis, e do conhecimento das leis e das convenções da arte".12 Surpreendentemente, o próprio Gonzaga Duque, o mais influente opositor dos acadêmicos, apesar de criticar pesadamente a obra, encontrou nela elementos para dizer que ele enfim conseguira se desvencilhar da ortodoxia do Academismo e criar uma linguagem nova e pessoal de grande vigor. Ao mesmo tempo, chegou a ser acusado de plagiar a composição Batalha de Montebelo do italiano Andrea Appiani, e outra polêmica incandescente tentava decidir qual das duas batalhas, a dele ou a de Meirelles, era mais bem conseguida. O caso marcou época e se tornou conhecido como a Questão Artística de 1879.6 10 13

    Depois da estrondosa repercussão da Batalha de Avaí, o pintor tentou convencer o governo a apoiá-lo na pintura de uma Batalha de 24 de Maio, mas mesmo oferecendo o trabalho de graça o projeto não frutificou. Desencantado, pediu demissão da Academia, que lhe foi negada.9 De qualquer forma, valendo-se da estima que o imperador lhe dedicava, conseguiu uma licença e partiu outra vez. No início da década de 1880, já na Europa, ainda tentou voltar ao tema das batalhas, projetando uma Batalha de San Marino, a ser adquirida pelo governo italiano, mas não foi além dos esboços preparatórios.14 Os anos seguintes passaria principalmente em Florença, abandonando os assuntos cívicos que tinham mercado somente no próprio governo e dedicando-se a obras de um Romantismo tardio e sentimental, em alegorias e cenas de temática orientalizante, historicista ou bíblica, tipos que preferia pessoalmente e que tinham maior penetração entre o público, podendo ser destacadas entre elas A Noite acompanhada dos gênios do Estudo e do Amor, Joana d'Arc ouve pela primeira vez a voz que lhe prediz o seu alto destino, A rabequista árabe, Os filhos de Eduardo IV, Dona Catarina de Ataíde e Jocabed levando Moisés até o Nilo. Várias dessas obras participaram de salões da Academia ou foram expostas em Florença, e muitas foram adquiridas pelo governo brasileiro.9 6 3

    Em 1885 visitou brevemente a França e voltou ao Brasil para reassumir a cadeira de história da arte, estética e arqueologia na Academia Imperial, à qual o imperador se fazia presente com assiduidade, e no ano seguinte publicou mais um romance, Amor de Esposo. Mas as encomendas no Rio escasseavam, sua saúde já não era muito boa, e depois de perder um filho, viu seus dois outros caírem doentes. Conseguiu, no entanto, firmar um contrato com o governo do estado de São Paulo para a criação em três anos de outra obra importante, Independência ou Morte!, pintada em Florença em 1888, que se tornou imediatamente célebre e também polêmica. Mais uma vez, debateu-se sua estética e foi acusado de plágio.9 6 3

    Em 1889 participou da Exposição Universal de Paris, onde expôs apenas uma fotografia e esboços preparatórios do Independência ou Morte!, mas que lhe valeram um efusivo elogio de Ernest Meissonier e a admissão como membro da Academia de Belas Artes. A convite do governo francês participou de uma comissão do Congresso Regulador da Propriedade Literária e Artística, e representou o Brasil no Congresso para a Proteção dos Monumentos Históricos, cuja presidência assumiu em várias sessões, na ausência do presidente titular, o arquiteto Charles Garnier.9

    Últimos anos[editar | editar código-fonte]
    Depois de proclamada a República, em 15 de novembro de 1889, mudança que levou ao ostracismo o outro grande mestre acadêmico de sua geração, Victor Meirelles, Pedro Américo, de volta ao Brasil, conseguiu manter parte do seu prestígio junto ao governo, embora como o seu colega fosse igualmente demitido da Academia Imperial, agora reestruturada como Escola Nacional de Belas Artes. Para o novo regime produziu mais obras importantes: Tiradentes esquartejado (parte de uma projetada série sobre a Inconfidência Mineira que não realizou), Libertação dos escravos, Honra e Pátria e Paz e Concórdia. Em 1890 foi eleito deputado por Pernambuco junto ao Congresso Constituinte e durante seu mandato defendeu a criação de museus, galerias e universidades pelo país,3 7 8 mas sua saúde já frágil o impediu de frequentar as sessões com assiduidade.9

    Ao longo de sua carreira ele acumulara um patrimônio considerável, investido em títulos do governo, mas com a crise financeira desencadeada pela política do Encilhamento, seus papéis desvalorizaram subitamente e ele ficou arruinado.4 11 Em 1894, empobrecido, com a saúde piorando e com a visão prejudicada, mudou-se definitivamente para Florença. Apesar dos seus problemas, ainda pintava muito e escrevia. Publicou os romances O Foragido em 1899, e Na Cidade Eterna em 1901.7

    Faleceu em Florença no dia 7 de outubro de 1905, vítima da doença que o afligia desde a juventude.5 Por ordem do presidente do Brasil, Rodrigues Alves, e aos cuidados do Barão do Rio Branco, seu corpo foi embalsamado e transladado para o Rio de Janeiro, onde ficou exposto durante alguns dias no Arsenal de Guerra. Depois foi enviado para João Pessoa, a capital paraibana, onde recebeu exéquias solenes entre luto oficial, comércio fechado e uma multidão de admiradores, e em 29 de abril de 1906 foi provisoriamente depositado no Cemitério São João Batista, até que fosse terminado o mausoléu que o Instituto Histórico e Geográfico do Brasil mandara construir em Areia. O sepultamento definitivo em sua cidade natal aconteceu em 9 de maio de 1906, também cercado de grandes homenagens. A casa onde nasceu hoje é um museu dedicado à sua memória, a Casa Museu Pedro Américo.2 15


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  • 16.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Campanha ‘DIGA NÃO’ contra novos radares da Semob em JP ganha força nas redes sociais




    Está ganhando força a campanha nas redes sociais contrária a recente instalação de novos radares implantados pela Secretaria de Mobilidade Urbana, nas Avenidas de João Pessoa. O limite da velocidade agora se restringe a 50km em pelo menos seis vias de grande movimentação na Capital do Estado.

    Nas redes sociais, a campanha justifica quais os maiores problemas provocados pela ação da gestão municipal, entre eles, o desperdício do dinheiro público e a arrecadação exagerada de multas.

    Ao fina, os contrários aos radares argumentam: "Todos queremos "Paz no Trânsito", mas jamais a custa de abusos aos pessoenses e visitantes.

    VEJA O QUE DIZ A CAMPANHA NA INTERNET

    Por que isto é importante

    Neste mês de abril foi implantado um novo sistema de radares de velocidade em 6 vias da orla de João Pessoa: Av Cabo Branco, Av Rui Carneiro, Av Edson Ramalho, Av João Câncio, Av Argemiro de Figueiredo, Av Fernando Luiz Henrique.

    Os motoristas não terão perdão, em toda a extensão das vias os radares estão de olho multando os desavisados que passarem de 50 km/h.

    Recentemente a prefeitura reforçou a sinalização da velocidade máxima e está fazendo uma campanha com cartazes e panfletos.

    Veja as justificativas nos panfletos:

    "A CIDADE MUDA PRA NOSSA GENTE VIVER MELHOR - Pensando na segurança de todos a Prefeitura Municipal de João Pessoa esta substituindo os atuais equipamentos eletrônicos de fiscalização de velocidade por novos modelos, além de ampliar o seu número em ruas já monitoradas. Com isso o risco de acidentes diminui e muitas vidas serão salvas."

    O panfleto finaliza citando a velocidade e a relação de ruas que estão sendo monitoradas.

    Vamos aos problemas que podemos levantar:

    1. Estão substituindo as antigas lombadas eletrônicas e bandeirões. Ainda que eles sejam revendidos como sucata será um desperdício de recursos públicos, o que justifica "jogar fora" os antigos equipamentos? Eles perderam sua utilidade da noite para o dia?

    2. As conhecidas lombadas eletrônicas possuem sinal luminoso e até mesmo indicação de velocidade, sempre lembrando o motorista pois o objetivo é garantir que ele ande dentro do limite. Já os radares são bem mais discretos, o objetivo parece ser flagrar os distraídos.

    3. Equipamentos de fiscalização de velocidade são instalados em trechos de vias com alta ocorrência de acidentes, afim de garantir que os veículos circulem em determinada velocidade.

    As vias escolhidas são realmente as vias que mais precisam de fiscalização? Basta pensar um pouco para perceber que não.

    Acidentes corriqueiros causados por motoristas descuidados vão continuar ocorrendo, seja a 40 ou a 50km/h. Já os causados por excesso de velocidade são mais comuns em outras vias. Por que será que a Semob escolheu essas ruas desses bairros?

    4. Uma parte significante do dinheiro que a município arrecada vem das multas. Já houve no passado tentativas de bonificar os agentes de trânsito que multassem mais, a população se mobilizou e disse "Não!"

    É fato inegável que a dita "ampliação" da fiscalização vai gerar mais multas, logo mais receita para os cofres públicos.

    Da forma que está, nós leva a duvidar do real objetivo desses radares. Se o objetivo não é arrecadar mais, existem formas e locais melhores para controlar a velocidade do trânsito.

    Todos queremos "Paz no Trânsito", mas jamais a custa de abusos aos pessoenses e visitantes.

    Exerça sua cidadania, debata e divulgue está petição.

    Se você é contra os novos radares, assine está petição, juntos mostraremos o poder do povo que não se acomoda!

     


    PB Agora


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  • 16.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    CPIs fizeram do Congresso puxadinho do STF





    Josias de Souza 16/04/2014 06:34


    Divulgação

    A política é uma sucessão de poses. O político começa a fazer pose defronte do espelho, ao escovar os dentes de manhã. E só para na hora de se enfiar sob os cobertores, à noite. Tome-se o caso do presidente do Congresso. No momento, Renan põe seus melhores ternos, suas mais elegantes gravatas e suas melhores virtudes para demonstrar que não se considera o Calheiros que todos conhecem, mas um reles subordinado das togas do STF.

    Renan tem sobre a mesa quatro pedidos de CPI. Duas só do Senado. Duas mistas, incluindo a Câmara. Duas só da Petrobras. Duas mais amplas, misturando a Petrobras com o metrô de São Paulo e o porto pernambucano de Suape, temas que incomodam a oposição. Com poderes para optar por qualquer uma, Renan decidiu não decidir. Pose.

    Oposição e governo foram bater na porta do STF. Renan achou ótimo. Pose. Acionada, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado passou o trator sobre a minoria, aprovando a CPI ampliada. Renan aplaudiu. Disse que o melhor é investigar tudo. Pose.

    Os líderes partidários informaram que preferem a CPI mista em vez da comissão exclusiva do Senado. Renan assentiu gostosamente. Pose. Na semana passada, ele prometera encerrar a novela na noite desta terça-feira. Pose.

    Velho crítico da judicialização da política, Renan agora prega a submissão do Congresso Nacional à deliberação do Supremo Tribunal Federal. “O importante, primeiro, é que nós tenhamos a decisão do Supremo sobre o que é que podemos fazer em relação à criação de comissões parlamentares de inquérito quando há vários requerimentos. A prudência recomenda que nós esperemos”, disse Renan. Pose.

    Renan atribui o impasse ao ineditismo do enredo. O Congresso jamais lidara com pedidos similares de CPIs, ele alega. Pose. Antes mesmo da deliberação do STF, Renan aventa a hipótese de o Congresso aprovar um projeto capaz de disciplinar os surtos investigatórios dos congressistas. Pose.

    A plateia, em sua densa ingenuidade, talvez não imagine como Renan precisa de poses nesse instante. Articulador de patrióticas nomeações na Petrobras, cada movimento, cada frase, cada olhar de Renan é uma pose. Juntas, elas compõem um quadro plástico.

    Todo mundo sabe que o Renan dos últimos dias é uma representação do velho Calheiros de sempre. Mas em vez de transformar cada discurso num comício, os incomodados, Aécio Neves à frente, preferem visitar a ministra Rosa Weber, do STF. Rogam-lhe que obrigue o Parlamento a fazer por pressão o que não é capaz de fazer por obrigação. Poses coletivas.

    O Congresso virou um teatro. Se Dante fosse deputado ou senador no Brasil de hoje, estaria dispensado de fazer a Divina Comédia. Bastaria que protocolasse no STF um mandado de segurança. E Dante viraria um escritor por liminar. Em Brasília, a comédia já vem pronta. É 100% feita de poses.


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  • 16.04.2014 | Autor: Pedro Marinho

    Dilma: 'Copa não será contaminada por violência'




    A 57 dias da Copa do Mundo, presidente afirma que segurança do Mundial está garantida; "Não há a menor hipótese do governo federal pactuar com qualquer tipo de violência. Não deixaremos em hipótese alguma a Copa ser contaminada, esse é um momento importante para o país", discursou Dilma Rousseff, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto; desde o ano passado, protestos questionam o investimento para a Copa e registram violência e vandalismo; "gostaria muito que todos os brasileiros nos ajudassem a receber [o evento]", apelou Dilma

    Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil

    A cerca de 60 dias do início da Copa do Mundo, a presidenta Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira 16 que o governo vai garantir a segurança do evento e que "não há hipótese" de que o Mundial seja afetado por episódios de violência.

    "A Copa implica aperfeiçoamento enorme da nossa segurança. Colocaremos segurança pesada, as nossas Forças Armadas participarão em caráter dissuasório, mas atuarão em toda a retaguarda e também na contenção. Usaremos a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal e temos parceria com todos os governadores. Temos feito reuniões sistemáticas e acompanhamos todos os eventos, sem exceção", disse a presidenta em discurso durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto.

    Desde o ano passado, diversas manifestações pelo país questionam a realização da Copa e os investimentos públicos em obras para o Mundial, muitos deles com episódios de vandalismo, violência e conflito com as forças de segurança pública.

    "Não há a menor hipótese do governo federal pactuar com qualquer tipo de violência. Não deixaremos em hipótese alguma a Copa ser contaminada, esse é um momento importante para o país", acrescentou.

    Dilma pediu a participação e colaboração dos brasileiros para receber os turistas que visitarão o país durante a Copa e lembrou que muitos chefes de Estado também virão para o megaevento. "Cada um de nós é um recepcionista. A Copa é uma responsabilidade do governo federal, mas gostaria muito que todos os brasileiros nos ajudassem a receber", pediu.

    A presidenta voltou a defender os investimentos públicos feitos na preparação do Mundial e disse que os benefícios ficarão no país após a Copa, principalmente as obras de mobilidade urbana e de melhoria e ampliação de aeroportos.

    Dilma pediu ainda que os "200 milhões de técnicos" se juntem aos jogadores e treinadores da seleção para fazer do Mundial do Brasil a "Copa das Copas".

    "A Copa do Mundo é o futebol voltando pra a casa, como diz a propaganda. Todos os brasileiros, mesmo os que falam contra a Copa, acabarão numa torcida apaixonada pelo nosso time", avaliou.


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