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Juiz de paz alega que decisão do CNJ contraria princípios celestiais
O juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que "o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.
Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.
Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.
Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.
O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus, ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo".
Cartório nega discriminação
Procurado, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino.
Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.
Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.
De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.
G1

'Fantástico' mostrou aposentados que continuam trabalhando fora da Casa.
Presidente do Senado também mandou publicar motivo das aposentadorias.
Felipe NériDo G1, em Brasília
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), determinou nesta segunda-feira (20) a revisão de todas as aposentadorias por invalidez feitas pela Casa. Segundo informou a assessoria de imprensa do senador, também foi determinada a inclusão, no Portal de Transparência da Casa, da razão das aposentadoria, se foi por tempo de serviço, de contribuição ou por invalidez.
Reportagem exibida neste domingo (19) no programa “Fantástico”, da TV Globo, denunciou casos de aposentados por invalidez pelo Senado que continuam trabalhando fora do Congresso. Uma das aposentadorias denunciadas pela reportagem de um ex-servidor chega a R$ 24 mil.
A presidência do Senado informou, ainda, que foi criada comissão de sindicância que deverá investigar as denúncias, conforme havia informado Calheiros à equipe de reportagem da TV Globo. A comissão será formada por três servidores da Casa: um advogado, um médico e um policial. Em entrevista, o parlamentar afirmou que medidas judiciais deverão ser tomadas.
"Uma conduta criminosa, fraudulenta e como tal precisa ser tratada. Vamos criar uma comissão de sindicância, num curtíssimo prazo, vasculhar essas aposentadorias e revertê-las judicialmente”, declarou.
Colegiado também pede informações a Afif sobre acúmulo de cargos no governo de São Paulo e em ministério de Dilma
Luiza Damé (
O GLOBO revelou que o ministro Marcelo Crivella está usando o cargo para levar representantes dos pescadores para o seu partido, o PRB Ailton de Freitas / Arquivo O Globo
BRASÍLIA — A Comissão de Ética Pública da Presidência abriu, nesta segunda-feira, procedimento preliminar para apurar denúncias contra o ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, publicadas na semana passada pelo GLOBO, de uso da máquina pública em proveito próprio. Os conselheiros também decidiram pedir informações ao ministro da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif, sobre o acúmulo dos cargos na Esplanada dos Ministérios e de vice-governador de São Paulo.
O Ministério da Pesca não se manifestou sobre a decisão da comissão. O caso de Crivella será relatado pela conselheira Suzana de Camargo Gomes. Na semana passada, O GLOBO revelou que o ministro está usando o cargo para levar representantes dos pescadores para o seu partido, o PRB. Por exemplo, o presidente do PRB do Rio Grande do Norte é também presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA). Crivella combina eventos de ministro com atos do seu projeto Cimento Social, de habitação popular. Segundo a "IstoÉ", Crivella estaria usando a estrutura do Ministério da Pesca para desenvolver um projeto de criação de peixes da ONG Fazenda Nova Canaã, na Bahia.
Em nota, Crivella negou que tenha cometido qualquer irregularidade envolvendo a Fazenda Nova Canaã. Ele enfatizou não ter usado dinheiro público para produzir peixes na propriedade e se referiu às manifestações da Comissão de Ética Pública da Presidência da República como "politicamente ingênuas", ainda que bem intencionadas. A assessoria de Crivella informou que ele está fora do país.
"Repito: não usei nenhum centavo de dinheiro público para produzir peixes na Fazenda Nova Canaã, onde há mais de dez anos centenas de crianças pobres do sertão da Bahia estudam, se alimentam, recebem uniforme e transporte escolar gratuito. A Fazenda Nova Canaã jamais recebeu ajuda do Governo. Seria até justo que ali se fizesse um projeto de aquicultura, porque se trata de uma entidade beneficente de utilidade publica municipal, estadual e federal. Ou será que as crianças pobres do sertão só podem comer calangos? Mas não foi feito. Deus tem provido e nada tem faltado a elas e aos que ali vivem. Finalmente, afirmo que é um dever e, mais que isso, um compromisso com a democracia prestar todos os esclarecimentos necessários", diz o texto.
O ministro não fez nenhuma referência às reportagens do GLOBO.
Renúncia a um dos vencimentos
O presidente da Comissão de Ética, Américo Lacombe, disse que Afif terá de responder às perguntas num prazo de dez dias. A comissão também pediu que o ministro apresente a Declaração Confidencial de Informações (DCI). Pelo Código de Conduta da Alta Administração Federal, a DCI deve ser apresentada no prazo de dez dias após a posse. Afif tomou posse no último dia 9 de maio.
— Mandamos um ofício para que ele explique se renunciou aos vencimentos de um dos cargos. Eu sei que ele renunciou, mas queremos por escrito. Se mantém gabinete de vice-governador e se abriu mão das prerrogativas decorrentes desse cargo. E ainda o que ele fará se houver vacância de cargo de governador ou impedimento do governador. Se ele assume ou não assume — disse Lacombe.
Segundo o conselheiro, numa análise preliminar, a comissão não vê impedimento no acúmulo dos cargos de ministro e vice-governador, se Afif se licenciar do segundo. A dúvida da comissão é em relação à vacância do cargo de governador, em caso de viagem do tucano Geraldo Alckmin.
— Nós queremos primeiro que ele responda todas essas questões e depois vamos ver o que a gente faz. A viagem no território nacional, por um dia ou dois dias, não significa que ele deixou vago o cargo de governador. Se houver uma viagem ao exterior, ele vai ter que decidir se assume ou não assume. Então, vamos ver a consequências disso. Queremos ver as respostas dele e depois vamos ver o que fazer — argumentou.
A assessoria do ministro informou que Afif ainda não foi notificado, mas que responderá às indagações da Comissão de Ética por meio de seus advogados.
Operação Porto Seguro
Segundo Lacombe, a Comissão de Ética Pública ainda está analisando os documentos da Operação Porto Seguro, que investigou a venda de pareceres de órgãos públicos, envolvendo a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo Rosemary Noronha, o ex-advogado-adjunto da União José Weber de Holanda e os irmãos Paulo e Rubens Vieira, ex-diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) respectivamente. Exceto Rosemary, os demais continuam exercendo funções no serviço público federal.
— Quando terminar o procedimento aqui, quando for julgado, aí vamos ver o que fazer. Isso aí pode ser um agravante na pena que vão receber — disse Lacombe, reconhecendo que a pena máxima da comissão é recomendação de exoneração.
Presidente do Supremo diz que população não se sente representada pela Câmara e defende adoção de voto distrital
André de Souza (Email · Facebook · Twitter)
Joaquim Barbosa dá palestra no Instituto de Educação Superior (IESB), em BrasíliaAndré Coelho / O Globo
BRASÍLIA — O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, criticou duramente a atuação do Congresso Nacional nesta segunda-feira, em palestra dada a estudantes de Direito de uma faculdade privada em Brasília. Segundo o ministro, o Congresso é dominado pelo Executivo e se notabiliza por sua ineficiência e incapacidade de deliberar. Afirmou ainda que os partidos no Brasil são de mentirinha, sem preocupação programática, e que seus líderes querem apenas o poder pelo poder. Disse também que a Câmara é composta em grande parte por parlamentares que não representam a população. Horas depois, o ministro divulgou nota dizendo que não teve intenção de criticar o Parlamento.
— O problema crucial brasileiro, a debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o poder executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar — disse ele, lembrando que a maioria das leis aprovadas são de autoria do Executivo.
O ministro também foi duro com os partidos:
— Outro problema é a questão partidária. Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar. Ora, poder que não é exercido é poder que é tomado, exercido por outrem, e em grande parte no Brasil esse poder é exercido pelo Executivo — disse Barbosa.
Para o ministro, um dos problemas da representação política brasileira é o sistema proporcional usado para eleger os deputados. Por esse sistema, os votos de todos os candidatos de um partido ou coligação são somados. A partir daí, calcula-se a quantidade de vagas que esse partido ou coligação tem direito. Assim, um candidato bem votado ajuda a eleger outros. E mesmo os votos dos que não são eleitos entram nessa conta e também ajudam o partido a conquistar mais cadeiras na Câmara. Para o ministro, esse sistema — em que o eleitor escolhe um candidato, mas contribui para a eleição de outro — faz com que a população não se sinta representada. A solução seria a adoção do sistema distrital, dividindo o país em vários distritos. Cada distrito elegeria apenas o candidato mais votado.
— O poder legislativo, especialmente a Câmara dos Deputados, é composto em grande parte por representantes pelos quais não nos sentimos representados, por causa do sistema eleitoral que não contribui para que tenhamos uma representação clara, legítima. Passados dois anos da eleição ninguém sabe mais em quem votou. Isso vem do sistema proporcional. A solução seria a adoção do voto distrital para a Câmara dos Deputados.
Para o ministro, o sistema distrital traria mais qualidade ao Parlamento.
— O sistema distrital permitiria uma qualificação do Congresso Nacional. Hoje temos um Congresso dividido em interesses setorizados Há uma bancada evangélica, uma do setor agrário, outra dos bancos. Mas as pessoas não sabem isso, porque essa representatividade não é clara — criticou o presidente do STF.
Segundo o ministro, o Congresso não cumpre o papel de fazer a reforma do sistema político.
— Não cabe ao STF por decisões judiciais individuais reformar o sistema político. Esta é uma atribuição magna do Congresso Nacional, que infelizmente vem sendo postergada —disse o ministro.
Não foi apenas a Câmara que mereceu críticas do ministro. Ele também foi duro com o Senado Federal, dando como exemplo a votação da medida provisória (MP) dos portos. Na semana passada, após longos debates na Câmara, o Senado levou poucas horas para apreciar a matéria.
— Os excessos da Câmara dos Deputados podem ser controlados pelo Senado Federal. Ou seja, o Senado Federal, como é um órgão composto por pessoas mais idosas, experientes, em geral ex-governadores, poderia controlar, conter os excessos e saliências da Câmara dos Deputados. Mas olha, nós tivemos na semana passada um contraexemplo disso. Uma medida provisória de extrema urgência. Teve seu tempo de exame de deliberação esgotado na Câmara até o último dia. E o Senado só teve algumas horas para se debruçar sobre aquele o texto. Daí se vê a dificuldade de configuração desse controle do Senado sobre a Câmara dos Deputados na nossa experiência — afirmou Barbosa.
À tarde, horas depois da palestra, Joaquim Barbosa soltou nota no site do STF, dizendo que deu aula de direito constitucional "na condição de acadêmico e professor". Segundo o ministro, ele se valeu da liberdade de ensinar para expor sua visão acadêmica sobre o sistema político do país e estimular o desenvolvimento do senso crítico dos jovens, mas não teve intenção de criticar o Legislativo.
"A fala do presidente do STF foi um exercício intelectual feito em um ambiente acadêmico e teve como objetivo traçar um panorama das atividades dos Três Poderes da República ao longo da nossa história republicana. Não houve a intenção de criticar ou emitir juízo de valor a respeito da atuação do Legislativo e de seus atuais integrantes", diz a nota.
Na palestra, o ministro também voltou a criticar a proposta de emenda constitucional (PEC) 33, que tramita no Congresso. A proposta dá ao Parlamento a palavra final sobre algumas decisões do STF, como a de declarar a inconstitucionalidade de emendas à Carta Magna. Para o ministro, a PEC não é um meio legítimo de exercer o sistema de pesos e contrapesos, em que um poder controla os excessos do outro.
— Evidentemente que não são meios de consolidar o sistema de freios e contrapesos. São sim reações á decisões do STF. Se levadas adiante essas tentativas, nós teríamos destruído a Constituição brasileira, todo mecanismo de controle de constitucional que o Supremo exerce sobre as leis. Significaria o fim da Constituição de 88. Eliminaria o controle judicial — disse o ministro.
O evento tinha como tema "O marco regulatório dos grandes eventos esportivos – Copa do Mundo FIFA 2014, Copa das Confederações FIFA 2013, Jogos Olímpicos e Paraolímpicos". A palestra de Barbosa deveria tratar de "Direito Constitucional e Esportes", mas em nenhum momento o ministro abordou o assunto. Ele falou basicamente do sistema presidencialista e do federalismo do Brasil.
Ao contrário de Joaquim Barbosa, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que também estava presente no evento, defendeu o sistema proporcional. Para ele, o melhor seria eliminar algumas distorções, como a existência de coligações entres os partidos, mas não substituir o sistema atual pelo distrital. Rollemberg lembrou que, no sistema distrital, as minorias costumam ficar sub-representadas. O senador não citou, mas países com voto distrital tendem a ter poucos partidos importantes, uma vez que os votos acabam se concentrando apenas em alguns.
- O Congresso Nacional, com pequenas distorções, é a representação da sociedade brasileira. Quem elegeu os deputados que estão lá é o conjunto da sociedade brasileira. Claro, temos algumas distorções em função da legislação, das coligações. Mas no grosso, aquilo representa o Brasil em toda a sua diversidade, em todas as suas qualidades e seus defeitos - disse Rollemberg.
A reitora do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), onde ocorreu o evento, chegou a defender o fim do voto dos analfabetos. Ela contou uma história ocorrida na eleição presidencial em 1989, que, entre outros, teve como candidatos Fernando Collor e Mário Covas. Joaquim Barbosa e Rodrigo Rollemberg discordaram dela.
- Eu acho que o voto deveria ser voluntário e não obrigatório. E não deveria deixar pessoas analfabetas funcionais votarem. Eu tenho experiência de já ter pedido a uma pessoa de quem eu gosto muito, uma pessoa muito humilde, que mal sabe escrever o nome dela. Eu pedi para ela na eleição do Covas: "a senhora vota para o Covas, que Covas vai ser bom para o país". Fiz um discurso e ela disse que ia votar no Covas. Passou a eleição, eu falei "como foi, votou a para que candidato?" Ela disse: "Aquele que a senhora mandou". Eu falei: "Qual foi?" Ela: "O Collor" - disse a reitora Eda Machado.
O secretário do PAC, Ricardo Barbosa, declarou, em entrevista ao programa Rádio Verdade desta segunda-feira (20), que o dinheiro para a construção do Viaduto do Geisel já está na conta do governo federal desde dezembro e que projeto deverá ser entregue até o final do mês.
De acordo com Barbosa, os R$ 20 milhões cedidos pelo Ministério para a realização da obra, está na Caixa Econômica Federal desde o dia 21 de dezembro de 2012 e esclarece: “ A obra ainda não começou por que estamos terminando o projeto. A empresa que ganhou a licitação tem até o dia 30 de maio para apresentar o projeto e começar a licitação da obra. Que leva de 20 a 30 dias para ser liberada pelo DENIT”.
O secretário disse ainda que o projeto foi desgarrado do Pacto da Mobilidade para ser melhor encaminhado e enfatizou: “Vamos entregar em 2014, não há dúvidas”.
Cybele Soares
Paraiba.com
Procurador quer saber por que cota de passagens desses parlamentares virou bilhete nas mãos de clientes de agências de turismo. Pedido de esclarecimentos está nas mãos de Roberto Gurgel
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CNJ
Para Robalinho, há fortes suspeitas contra dois deputados e um ex-parlamentar
O Ministério Público Federal quer explicações de 40 deputados no inquérito que investiga dois parlamentares e um ex-deputado por participação no comércio de créditos revelado pela farra das passagens aéreas. Em parecer à Justiça, o procurador da República José Robalinho pede que sejam ouvidos os congressistas que, de alguma maneira, foram envolvidos com o mercado paralelo da cota parlamentar. O pedido está nas mãos do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, responsável por encaminhar as apurações contra deputados, senadores e outras autoridades federais. Como Gurgel está fora do país, a assessoria da Procuradoria-Geral da República não pôde informar se ele vai levar adiante essa linha de investigação.
Revelada em 2009 pelo Congresso em Foco, a farra das passagens mostrou que a maioria dos parlamentares utilizava como queria as cotas de bilhetes áreos, como passeios com familiares a destinos turísticos até distribuição a celebridades para participar de badalados camarotes de Carnaval. Além disso, descobriu-se um comércio paralelo de sobras de créditos dos gabinetes de deputados, compradas com deságio de 40% por operadores e agências de turismo.
Neste mês chegou ao Supremo Tribunal Federal a primeira investigação criminal da farra das passagens contra políticos: os deputados Aníbal Gomes (PMDB-CE) e Dilceu Sperafico (PP-PR) e o ex-deputado Vadão Gomes (PP-SP). A suspeita é de que eles tenham cometido peculato, apropriação que o servidor público faz de algum bem público em razão do cargo que ocupa. Segundo Robalinho, a quantidade de créditos vendidos das cotas desses três parlamentares era “muito grande”. Por isso, sustenta o procurador, as suspeitas contra eles são maiores do que as que recaem contra os demais 37 deputados aos quais o Ministério Público pede informações.
Esse grupo, de 40 parlamentares, é composto pelos 39 deputados listados na relação da comissão de sindicância da Câmara e por Vadão Gomes, incluído pela Polícia Federal e pelo MPF. “Se alguém tira 200 reais da nossa conta, qualquer um de nós pode não dar falta. É o que acontece com o deputado em que foi identificada uma passagem desviada. Agora, se isso aconteceu 20 vezes, 30 vezes, já começa a ficar difícil que o deputado não tenha participado, que ele seja completamente alheio”, disse Robalinho ao Congresso em Foco.
Some-se a isso o fato de os funcionários que emitiram as passagens terem sido nomeados para cargos de confiança pelos próprios parlamentares. “Você tem que perscrutar a hipótese de que o deputado, que era o beneficiário final da cota, tenha recebido algum tipo de benefício em cima disso.” Apesar disso, Robalinho frisa que o caso ainda está sendo apurado e que não há elementos para julgar a conduta dos parlamentares.
Já os demais 37 deputados devem ser ouvidos no caso, mas sem serem tecnicamente “investigados”. O objetivo é esclarecer por que suas cotas de passagens viraram bilhetes nas mãos de clientes de agências de turismo. “Esses deputados teriam de ser no mínimo ouvidos, mas isso não os qualifica como investigados, na mesma condição que os outros”, ressalta o procurador.
Quatro anos depois
Robalinho afirma que boa parte da apuração foi feita pela sindicância da Câmara que buscava indiciar servidores envolvidos com o crime de peculato. O trabalho foi concluído em 2009. Segundo o procurador, a Câmara remeteu o processo à Polícia Federal. Fato é que só dois anos depois da conclusão da sindicância é que foi aberto o inquérito na PF, que ouviu servidores. No ano passado, Robalinho pediu que a 10ª Vara Federal mandasse a investigação ao Supremo, o que só aconteceu há duas semanas.
De acordo com Robalinho, a sindicância da Câmara, considerada por ele “sólida e bem feita”, já apontava a necessidade de investigar os deputados. Ele acredita que Gurgel e o Supremo vão continuar a investigação, apesar de existir a possibilidade de devolverem o caso à primeira instância por entenderem não haver indícios de participação de parlamentares. “Acho muito difícil. Esses três deputados têm de ser investigados. Mas é evidente que essa competência é do procurador-geral.”
A prefeita de Pombal, Polyana Dutra (PT), teve hoje decretada a indisponibilidade de seus bens e a quebra do sigilo bancário. A decisão foi tomada pela juíza Isabella Joseanne Assunção em acatamento à solicitação do Ministério Publico Estadual para eventual ressarcimento de recursos públicos, já que a prefeita é suspeita de desvio de recursos públicos em sua gestão no ano de 2010.
A acusação do MPE aponta gastos com pessoal superiores em 0,07% ao que permite a lei de Responsabilidade Fiscal (R$ 19.224,53). A realização de despesa não licitada e irregularidades em termos de aditivos correspondentes ao valor de R$ 632.810,06 e excesso no gasto de combustível correspondentes a R$ 32,4 mil. De acordo com o cálculo do Ministério Público, a prefeita teria que ressarcir R$ 709,6 mil aos cofres do município.
Célia Forti, de 48 anos, teria ajudado a planejar o assassinato para ficar com o genro
A comerciante Jéssica Carline Ananias da Costa, de 22 anos, mãe de uma menina de 4 anos, foi assassinada com 25 golpes de faca desferidos pelo próprio marido, o bacharel de Direito Bruno José da Costa, de 26.
Mas, o mais surpreendente é que a própria mãe da vítima, Célia Forti, de 48 anos, teria ajudado a planejar o assassinato para ficar com o genro.
A revelação foi feita pelo delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Ítalo Sega, depois que o assassino confessou que a traía a esposa com a sogra já fazia quatro anos, que ela "sabia de tudo" o que ia acontecer à filha e que o crime vinha sendo planejado há dias.
O crime aconteceu no dia 9 na casa do casal, na Rua Nossa Senhora da Conceição, no bairro Igrejinha, zona sul de Apucarana. Bruno confessou que a ideia era simular um latrocínio.
Célia nega que tenha ajudado a planejar o assassinato da filha, mas confessa que mantinha um relacionamento com o genro.
Porém, familiares e amigos de Jéssica afirmam que durante o velório a mãe ficava ao lado do caixão, passa a mão no rosto da filha, mas não levantava o rosto para encarar as pessoas.
Bruno José da Costa está preso, mas a amante permanece em liberdade por ter passado o prazo do flagrante.
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O antigo e saudoso ingresso na Academia Paraibana de Letras - Cleanto Gomes Pereira
A SOCIEDADE DEVE REAGIR DIANTE DA ESCALADA ASSOMBROSA DA VIOLÊNCIA - Padre Djacy Brasileiro