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Trânsito

Veja como está o fluxo do trânsito em João Pessoa. As feixas destacadas em vermelho significam intensidade no trânsito daquela região.

Clima/Tempo

  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Papo d‘ Esquina




     RC: ‘EU NÃO VIM PARA GOVERNAR FOLHA, EU VIM PARA GOVERNAR O ESTADO’.

    Na abertura oficial do não letivo, o governador Ricardo Coutinho logo após a cerimônia, entrevistado sobre a questão salarial dos servidores o mesmo voltou a avisar que a situação é muito difícil em virtude da economia do País se encontrar em pandarecos e sequer o mesmo garante o pagamento da folha em dia. Ele fez questão de enfatizar que além da folha é preciso garantir recursos para a continuidade das obras e ações que melhoram a situação da população paraibana e ao final arrematou: ‘eu não vim para governar folha, eu vim para governar o estado’. Aqui com meus botões fico a imaginar a satisfação dos servidores ao ouvirem uma declaração dessas de sua excelência.

    RICARDO COUTINHO: ‘TEM GOVERNANTE POR AI, INAUGURANDO AR-CONDICIONADO. EU INAUGURO ESCOLA DE R$ 5 MILHÕES’.

    Na mesma solenidade o governador RC não perdeu tempo e fez o que mais gosta atualmente que é alfinetar o prefeito Luciano Cartaxo. Disse RC: ‘Desde sempre tenho cuidado com as coisas. Tem gente por ai inaugurando ar-condicionado. Eu inauguro escola de R$5 milhões. Na canela.


    MAJOR FÁBIO IRÁ DISPUTAR UMA CADEIRA DE VEREADOR NA CAPITAL PELO PTB

    O sempre polemico ex-deputado federal Major Fábio, tenta um novo mandato, desta feita o mesmo vai reiniciar na politica como vereador de João Pessoa, se conseguir conquistar umas das 27 vagas na disputa. Para tanto Major Fábio já assinou ficha de filiação ao PTB, fato que poderá beneficia-lo muito, pois quem também ingressou na referida legenda foi o vereador Raoni Mendes, que obteve no último pleito algo em torno de 10 mil votos e que poderá dependendo das circunstâncias disputar um cargo majoritário.

    EX-VEREADOR MÁRIO CAHINO PRETENDE VOLTAR A CÃMARA MUNICIPAL

    Quem também tenta retornar é o ex-vereador Mário Cahino, há muitos anos afastado da vida política, o mesmo pretende disputar também uma das 27 vagas da Câmara Municipal de João Pessoa, tanto que através de convite do presidente Durval Ferreira, o mesmo ingressou no PP. Se não for para carrear votos para o próprio Durval Ferreira, Mário Cahino é com certeza um um nome já testado e aprovado.


    TESOUREIRO DO PT DIZ QUE LEGENDA TERÁ UNIDA MAIS DE 50 MIL VOTOS NA CAPITAL

    O Tesoureiro do PT Edvam Silva, declarou que o PT unido terá na cidade de João Pessoa no próximo pleito mais de 50 mil votos. Pelo que se sabe tesoureiro deveria servir para contar dinheiro e fazer a contabilidade da legenda, mas Edvam vai mais além e tenta num processo de pura adivinhação estipular os votos que sairão das urnas. Mas as declarações dele esbarram exatamente no quesito união que ele mesmo prega em sua fala, ou seja, todo mundo sabe que o PT tem várias alas e discursos bem diferentes, portanto se depender dessa pseuda união tais votos jamais aparecerão.

    RUY CARNEIRO SE DIZ CANDIDATO MAS VEREADORES TUCANOS QUEREM ALIANÇA COM LUCIANO CARTAXO.

    O presidente estadual do PSDB na Paraíba, o ex-deputado federal Ruy Carneiro, afirmou que seu nome está mantido como pré-candidato do PSDB à prefeitura de João Pessoa nas eleições deste ano mesmo com o nome de Lauremília Lucena sendo defendido pelos vereadores para compor a chapa com Luciano Cartaxo (PT) na vaga de vice. Por outro lado corre a informação que tal candidatura de Ruy seria apenas encenação, pois na verdade os tucanos sonham mesmo é uma aliança com o PSD de Cartaxo e claro, apontar o candidato a vice, provavelmente o próprio Ruy Carneiro ou mesmo Lauremilia, apesar de seu marido dizer repetidamente que ambos estão fora de qualquer processo eleitoral.. Indagado a respeito dessa pretensão do PSDB o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), não desmentiu, entretanto evitou fazer projeções para a vaga de vice na sua chapa, O gestor garantiu que todos os seus aliados terão direito a opinar e apresentarem nomes.

     

    PEDOFILIA SEM CASTIGO NA IGREJA CATÓLICA


    A Revista ISTOÉ trás uma ampla reportagem sobre o filme que IRÁ concorreR ao Oscar: “Spotlight: Segredos Revelados”. Tal filme trata sobre os abusos sexuais cometidos durante décadas pelos , que pelo menos no Brasil em 65% das dioceses a orientação era no sentido de transferir o sacerdote envolvido em situações de má conduta sexual. “Era só o que se fazia, transferir o padre, até que as histórias de Boston foram denunciadas afirma o padre Gino Nasini ao ser questionado sobre o assunto, para na sequência encerrar a conversa. Nasini é o autor de um dos únicos estudos brasileiros sobre o tema. Aos 19 anos, P.H. não quer relembrar os abusos que sofreu aos 14. Coroinha de uma igreja em Franca, no interior de São Paulo, afirma ter sido molestado pelo padre José Afonso Dé Dé foi condenado em 2011 a 60 anos e oito meses de prisão pelo estupro de nove adolescentes. Ao recorrer, garantiu sua liberdade enquanto espera o julgamento do Tribunal de Justiça de São Paulo, sem previsão para acontecer.

    PEDOFILIA SEM CASTIGO NA IGREJA CATÓLICA II

    Mesmo afastado da Igreja o sacerdote recebe fiéis em casa, faz evangelização de casais e dá aulas de religiosidade. O caso de Franca é um dos quatro citados nos últimos minutos de projeção do filme que retoma os escândalos envolvendo padres pedófilos em Boston, nos Estados Unidos (leia mais no quadro ao lado). A cidade aparece numa lista com outras cem ao redor do mundo em que foram abertos processos judiciais contra sacerdotes, incluindo outras três brasileiras: Mariana (MG), Rio de Janeiro e Arapiraca (AL). Escândalos de repercussão nacional, as investigações contra padres dessas localidades levaram a uma absolvição e três condenações de réus que recorreram em liberdade, entre eles Dé. Um cumpriu pena de prisão. Agora o acusado responde judicialmente”, afirma o religioso dominicano Frei Betto, referindo-se à história de “Spotlight”. Mas os casos que chegam à Justiça ainda são uma exceção entre os milhares acobertados pela Igreja Católica durante décadas.

    ALBERGIO GOMES MEDEIROS DIZ QUE O POVO CUBANO É MUITO INGRATO, POIS VIVE QUERENDO FUGIR DA ILHA

    Esse povo cubano é muito ingrato, pois morando num paraíso, onde todas as necessidades básicas são atendidas, tem morada boa, segura e confortável; educação de fazer inveja a Harvard, Oxford, Cambridge etc.; tem lazer; transporte público da melhor qualidade e conforto; hospitais dos mais bem equipados do mundo, enfim, trata-se de um paraíso, mas ainda assim esse povo vive querendo deixar a ilha, mesmo correndo risco de morte. É ingratidão ou não é?

    VIRGOLINO DE ALENCAR FALA DA PETROLADA ESCORREGANDO NA MAIONESE

    Veja o que é crise profunda, em que pese os adeptos das petroladas insistirem em querer tirar o foco da verdade, desviando a discussão para a impossível comparação com a "crise" dos países desenvolvidos e civilizados. É isso, deixe eles escorregarem na maionese, porque os bolsos deles também estão pagando a desgraceira, salvo lá a cúpula que, ao contrário, está ganhando com os rombos.

     

    Daudeth Bandeira e José de Souza Dantas, do livro: Invenções e descobertas em estilo cordel:


    ‘A Índia, China e Turquia, se firmam como primeiro trio a emitir MOEDA, notadamente DINHEIRO, isso há quase três mil anos ajuda os seres humanos viverem no mundo inteiro .’


    Esta coluna é publicado no http.www.blogdopedromarinho.com e em quatro portais.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    As belas do sábado - Fotos










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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Fundos de pensão financiaram projeto de poder do PT, revela presidente da CPI




    Os fundos de pensão representam no Brasil uma grande caixa-preta. Pouca transparência, regulação confusa, um tema árido por onde poucos se aventuram a decifrar seus enigmas. Por outro lado, cifras bilionárias concebem o lastro que garante a aposentadoria de milhões de brasileiros, os quais depositaram recursos de toda uma vida confiando na proposta de mais segurança e tranquilidade no momento em que se aposentarem.

    Porém, esse panorama de fantasia já não existe. Os deficit dos fundos de pensão alcançaram valores tão significativos que chegam a colocar em xeque o futuro das pessoas e suas famílias. Foi neste cenário que foi concebida a CPI dos Fundos de Pensão, na qual recebi a desafiadora missão de presidi-la e revirar as entranhas dessa caixa preta.

    Para se ter uma ideia do patrimônio envolvido, apenas os quatro fundos objetos de investigação somam R$ 350 bilhões em investimentos. Postalis (Correios), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil) representam quase 1 milhão de famílias e hoje tem deficit que se aproxima da marca de R$ 30 bilhões.

    Ao adentrar neste terreno hostil, descobrimos que parte desse deficit bilionário é fruto de riscos do mercado, mas em sua grande parte também da má gestão, temerária e fraudulenta. Desvios que revelam a face mais cruel de todos esses escândalos que assolam o Brasil: estão roubando dinheiro dos aposentados.

    Após quatro meses de investigação, já percebemos que o mesmo modus operandi do petrolão também é identificado nos fundos de pensão: o aparelhamento das instituições, o tráfico de influência e o direcionamento dos negócios para interesses político-partidários.

    ão tantos os desvios, que é crível afirmar que os fundos de pensão fizeram parte da máquina de corrupção para financiar o projeto de poder do governo do PT. Três dos quatro presidentes dos fundos são filiados ao partido do governo, o que facilita a inserção dos operadores no meio dos negócios bilionários.

    Figuras se repetem entre os mesmos escândalos, por exemplo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, operador do esquema e com fortes indícios de coordenar o tráfico de influência entre os fundos. Esteve na quarta-feira passada (3) depondo em nossa comissão. Um depoimento polêmico, porque mesmo preso na Operação Lava Jato optou por ficar calado e não responder as perguntas. Na minha experiência parlamentar, nunca vi alguém que veio a uma CPI e ficar calado ser inocente.
    Se muitas comissões hoje iniciam com presunção de pizza, não será esse o destino da CPI dos Fundos de Pensão. Temos um pilar propositivo a ser apresentado que representará a modernização da legislação, hoje arcaica, e a redução das fragilidades que permitem que os fundos sejam saqueados quando comandados por gestores de má fé.

    No pilar investigativo, a atuação compartilhada com MP e Polícia Federal nos dá a expectativa de vários indiciamentos ao identificar inúmeros crimes cometidos, e assim estancar a sangria e resgatar ao aposentado a esperança de não ver o seu patrimônio dilapidado por um governo que se destaca por confundir o público com o privado. Não podem brincar com o futuro das pessoas e suas famílias, a sociedade precisa reagir e estamos fazendo a nossa parte.
    Uol



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    ProUni: resultado da segunda chamada já está disponível na internet





    Quem não foi pré-selecionado na segunda chamada ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre o dia 26 e 29 de fevereiro, na página do ProUni.
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    prouniO resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) já está disponível na internet. Os estudantes pré-selecionados têm de hoje (12) até o dia 18 de fevereiro para comprovar nas instituições de ensino as informações prestadas no momento da inscrição.

    É de responsabilidade do candidato verificar na instituição os horários e o local para apresentação dos documentos necessários. Quem perder o prazo ou não comprovar as informações é automaticamente reprovado. Entre os documentos a serem apresentados estão um de identificação, comprovantes de residência, de rendimento do estudante e de integrantes do grupo familiar e comprovantes de ensino médio.

    Quem não foi pré-selecionado na segunda chamada ainda poderá manifestar interesse em participar da lista de espera entre o dia 26 e 29 de fevereiro, na página do ProUni.

    Pelo programa, os estudantes podem concorrer a bolsas de estudo parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta primeira edição de 2016, o ProUni teve 1.599.808 candidatos inscritos para concorrer a 203.602 bolsas.

    O programa já concedeu mais de 1,7 milhão de bolsas a estudantes de baixa renda desde que foi criado, em 2004, de acordo com o Ministério da Educação.

    Agência Brasil



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    João Azevedo nega chapa ‘puro sangue’ e aposta em coligação com mais de 10 partidos





    Ele revelou que um Conselho Político deverá ser criado para debater a escolha do candidato a vice. O socialista prometeu também procurar o apoio de todas as legendas que não terão candidatura própria na Capital.
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    Por: Blog do Gordinho

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    joaoazevedoO secretário de estado da Infraestrutura, Recursos Hídricos Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Azevedo (PSB), pré-candidato a prefeito de João Pessoa, afastou a possibilidade de uma chapa ‘puro sangue’ na disputa eleitoral. Ele adiantou que contará com o apoio de mais de 10 partidos e conversará com todos sobre a composição da chapa.

    “Vamos formar uma grande coligação com mais de dez partidos e, no momento certo, essa coligação vai apresentar uma proposta nova e voltar a ter compromisso com a cidade”, disse.

    Ele revelou que um Conselho Político deverá ser criado para debater a escolha do candidato a vice. O socialista prometeu também procurar o apoio de todas as legendas que não terão candidatura própria na Capital.

    “Vamos unir todos os partidos no Conselho Político. As legendas que não tiverem candidaturas próprias serão convidadas e isso vai ser posto em discussão”, falou.

    João Azevedo garantiu ainda que não temerá enfrentar o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), candidato a reeleição, nos debates.

    “Estamos representando uma forma de administrar eficientemente uma prefeitura e o governo em comparação com uma gestão que tem deixado muito a desejar em ações nos bairros e periferias da cidade”, concluiu.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    MP sobre previdência de servidores federais licenciados perde a validade





    MP determinava que servidores públicos federais afastados ou licenciados do cargo sem remuneração deveriam continuar vinculados ao seu regime de previdência e contribuindo mensalmente para ele
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    Por: Flavio Asevedo

    Um comunicado do presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicado hoje (12) no Diário Oficial da União, informa que a Medida Provisória (MP) 689/15, que tratava da contribuição previdenciária dos servidores públicos federais licenciados, perdeu a validade e os efeitos no último domingo (7). Editada em agosto do ano passado, a MP não chegou a ser analisada pela comissão mista formada para dar parecer sobre o texto.

    Enviado pelo Executivo, o texto da MP determinava que servidores públicos federais afastados ou licenciados do cargo sem remuneração deveriam continuar vinculados ao seu regime de previdência e contribuindo mensalmente para ele. Além da contribuição própria, os servidores nessa situação deveriam arcar com a parcela devida pela União para a previdência. Na prática, a medida triplicava o pagamento previdenciário por parte do servidor afastado ou licenciado sem vencimentos. Os servidores também perdiam a possibilidade de optar por não contribuir enquanto durasse a licença ou afastamento.

    Como as regras da MP 689/15 já produziam efeitos desde o dia 31 de agosto, o Congresso pode editar, em até 60 dias, um decreto legislativo definindo a situação de quem foi afetado pela norma, enquanto ela esteve vigente. Segundo a consultoria da Mesa do Congresso, essa não é uma praxe. Desde a Constituição Federal de 1988, o Congresso só editou seis decretos legislativos com essa finalidade. Assim, se nada for feito pelos paramentares até 7 de abril, os servidores enquadrados pela MP continuam tendo que cumprir o que ela estabelecia enquanto durou.

    Nova MP

    Como a MP 689 é do ano passado, o Executivo pode editar uma nova medida provisória com o mesmo conteúdo. A reedição de medidas provisórias que tenham expirado sem votação é proibida pela Constituição somente dentro do mesmo ano.

    A comissão mista criada para dar parecer sobre a medida provisória foi instalada em setembro, mas teve apenas duas audiências públicas. Em uma delas entidades de classe de servidores criticaram o texto, por não fazer distinção entre diferentes tipos de licença, o que para eles criava injustiças. Diante da resistência, representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento estiveram na Comissão para defender a necessidade do ajuste previsto na MP.

     

    Congresso em Foco



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Maranhão, apesar de sortudo, dá um azar danado nas pesquisas





    Postado por Tião Lucena, 


    O senador Zé Maranhão é um homem de sorte. Chegou ao Governo do Estado em cima da desgraça de Antonio Mariz, mas foi competente o suficiente para se reeleger e, mais ainda, chegar ao tri campeonato em cima de outra desgraça, a de Cássio Cunha Lima, cassado por ele.

    Até pra ter sorte, o sujeito tem que tirar proveito das desgraças. O senador Maranhão, lembro muito bem, corria o risco de não se reeleger deputado federal em 1994. Mariz o escolheu como candidato a vice, desgostando os Cunha Lima que queriam Carlos Dunga,foi eleito e depois, como todos sabemos, morreu. Maranhão, antes mesmo de Mariz morrer, já governava nos momentos de agravamento de sua doença e mostrou competência. Tanto mostrou que , no pleito seguinte, massacrou Gilvan Freire, candidato dos tucanos que foi abandonado pelo grupo Cunha Lima e disputou uma guerra inglória, um Davi sem funda enfrentando um Golias fortemente armado.
    Antes disso, Maranhão tomou o PMDB de Ronaldo. Fez uma convenção que ficou na história, pois encurralou os convencionais num hotel de Natal e só os liberou na hora de votar. Deu de cambão. Ronaldo e Cássio deixaram o PMDB e se tornaram tucanos. O resto da história todos sabem.

    Veio a eleição de 2003. Roberto Paulino, que assumira o Governo pra Maranhão se eleger senador,quase ganhou de Cássio Cunha Lima. Mas Maranhão reinou absoluto, se elegeu como o mais votado e ainda elegeu Ney Suassuna.

    Mas se Maranhão tem sorte numas coisas, noutras dá um azar danado. Nas pesquisas, por exemplo, o homem é um pé frio.Quando enfrentou Cássio na reeleição do tucano, em 2008, as pesquisas lhe davam uma eleição tranquila, já no primeiro turno. Era placar tipo 85 a 5.

    Veio a eleição e Cássio ganhou. Nos dois turnos.
    É certo que, dois anos depois, a justiça cassou Cássio, a pedido do próprio Maranhão e Zé voltou ao Governo, onde ficou até o fim do mandato.

    Candidatou-se contra Ricardo Coutinho em 2010. E novamente a pesquisa dava a ele uma dianteira que, para os seus seguidores, inflados e empavonados como inflados e empavonados são todos os vitoriosos de véspera, não haveria nem necessidade de eleição.

    Aí Ricardo pegou e deu-lhe uma surra. Nos dois turnos.

    Em 2012, quando decidiu disputar a Prefeitura de João Pessoa, era apontado como o rei da cocada preta. Não haveria segundo turno. Maranhão despontava lá em cima e os outros na rabeira.
    Nem para o segundo turno foi.

    Por isso recomenda-se ao prefeito Luciano Cartaxo um pouco de cautela diante dessas apreciações futuristas do senador Maranhão, dando-lhe uma vitória esmagadora já no primeiro turno.

    Maranhão não costuma acertar nas pesquisas.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Maior do que João Pessoa, despesa do Carnaval no Conde bateu outras 12 Capitais do Brasil




    Postado por Tião Lucena, 13 de Fevereiro de 2016 às 03:29

    Por Marcos  Marinho

    Apalavraonline.com.br


    Em frontal desobediência ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), que em ofício aos prefeitos paraibanos recomendou que os gestores priorizassem “o pagamento de despesa com pessoal, saúde, educação, serviços públicos essenciais e despesas relevantes”, antes de investirem em eventos carnavalescas, no Conde houve um incremento financeiro para a festa, em relação a 2015, na ordem de quase 40%.

    No alto do trio Faraó, Tatiana e sua troupe malamanhada foram uma vergonha à parte
    O grave é que a prefeita Tatiana Correa (PTdoB) simplesmente deixou de pagar o salário de janeiro a praticamente todos os servidores, à exceção daqueles que recebem através das chamadas verbas carimbadas (fundos constitucionais), tipo FUNDEB, por exemplo.

    Para o Carnaval deste ano a prefeitura do Conde destinou R$ 1.383.500,00 (Hum Milhão, Trezentos e Oitenta e Três Mil e Quinhentos Reais), valor que supera em R$ 509.500,00 (Quinhentos e Nove Mil e Quinhentos Reais) a verba gasta em 2015, que foi de R$ 874.000,00 (Oitocentos e Setenta e Quatro Mil Reais).

    Quase hum milhão e meio, dinheiro que daria para construir 251 casas
    Considerando o estado caotico da administração e a pobreza que impera no Município, embora a arrecadação seja uma das maiores da Paraíba, não é nenhum exagero afirmar-se que a prefeita cometeu um escândalo inominável ao desconsiderar a avassaladora crise econômica nacional, num acinte aos órgãos fiscalizadores da coisa pública, todos vergonhosamente desmoralizados pelos irresponsáveis e reiterados atos da gestora.

    O perdulário gasto no Conde foi superior ao que gastaram, com Carnaval, nada mais nada menos que 12 Capitais brasileiras, conforme levantamento do portal UOL, da Folha de São Paulo: Curitiba (R$ 540,00), Campo Grande (R$ 500,00), Natal (R$ 500,00), Teresina (R$ 400,00), Cuiabá (R$ 350,00), Macapá (R$ 100,00), Rio Branco (R$ 100,00), Boa Vista (0,00), Goiania (R$ 0,00), Maceió (R$ 0,00), Palmas (R$ 0,00) e Porto Velho (R$ 0,00).

    O dinheiro investido com o desorganizado Carnaval no Conde em 2016 equivale, por exemplo, a um conjunto habitacional do "Minha Casa, Minha Vida 2" com 251 casas (cada unidade tem valor definido pelo governo federal de R$ 55.188).

    MAIS DO QUE JOÃO PESSOA

    Tatiana empregou mais dinheiro no Conde do que a prefeitura de João Pessoa destinou para o seu chamado “Folia de Rua”, o Carnaval sensação da Capital paraibana que movimenta toda a cidade na semana que antecede o triduo momesco e recebeu da prefeitura, para as 45 agremiações participantes, apenas R$ 250.000,00, 50% a menos que em 2015.

    Segundo o diretor-executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity, o evento não foi prejudicado pela redução do apoio da Prefeitura e obteve sucesso total.
    O presidente do ‘Folia de Rua’, Antônio Toledo, disse que a redução ficou dentro da realidade. Segundo ele, "a diminuição no investimento não tirou o brilho da festa".

    AS RECOMENDAÇÕES DO TCE
    O documento do Tribunal de Contas do Estado, relacionado ao Carnaval, chamou a atenção para o cenário de grave crise por que passa o país e, ainda, para o fato de que 170 dos 223 da Municípios da Paraíba estão em situação de emergência em razão do longo período de seca.

    Aos prefeitos foi recomendada a abstenção de despesas com festividades “em detrimento de suas obrigações legais, a exemplo da retenção e recolhimento das contribuições previdenciárias”.

    Para o conselheiro Arthur Cunha Lima, a anunciada previsão de queda de receitas dos Municípios, decorrente da crise econômica nacional, “impõe limitações e exige restrições e firmeza na contenção de gastos, bem como austeridade financeira”, o que a prefeita do Conde não levou em conta.

    Segundo o TCE-PB, tais providências resguardam o gestor de futuras repercussões negativas na Prestação de Contas Anual, afastando-o, assim, de qualquer responsabilização por ato de improbidade.”

    CALOTE EM 2015

    Ano passado um surpreendente calote - mais conhecido como “xexo”, na linguagem popular - produzido pela prefeita do Conde, corajosa e incrivelmente denunciado na página dela no Facebook pela vítima, o maestro Marcos Vidal, engrossou o mar de lama que envolve a atual gestão do rico Município do litoral sul paraibano, envergonhando ainda mais a população local.

    “Fiz toda a minha obrigação como maestro de orquestra de frevo, realizei um maravilhoso trabalho no Carnaval de Conde e Jacumã e no final das contas só recebi uma parte do contrato, e ainda fui obrigado a assinar recibo do valor total”, revelou o maestro informando ter sido caloteado em R$ 17.600,00.

    A Orquestra de Frevo Paraíso Tropical foi contratada para diversos eventos, começando no dia 11 de fevereiro ao tocar para o bloco “Melhor Idade”. No dia seguinte (13/02) acompanhou os blocos “Pimentinhas de Gurugi” e “Pipoquinhas de Jacumã”. No sábado (14/02), tocou para os blocos “Eternamente Flamengo” e “Me leva jacumã”. No domingo (15/02), acompanhou “Mundicinhas de Jacumã”, “Marujo do amor”, “Os canalhas de Jacumã” e “Virgens de Jacumã”.

    Caloteado por Tatiana, maestro faz humor com nota de R$ 2,00
    Seguiram-se várias outras apresentações, conforme contrato ao qual APALAVRA teve acesso à época: “Bloco do Nandão (Tabatinga)”, “Xiclete cum batata”, “Galo do mar e sol”, “Pega na Biluca”, “Timbus de Carapibus”, “Vovô garoto (Carapibus)”, “Transbêbado”, “Boca de litro”, “Perdidos em Jacumã”, “Descabaçadas de Conde”, dentre outras, culminando pós Carnaval com o ‘Limpa Jacumã”, onde a orquestra animou o trabalho e a festa dos garis que recolheram o lixo da quadra.

    O maestro avisou em sua postagem que estava passando por sérias dificuldades financeiras por conta da dívida não honrada pela prefeita e concluiu com uma fina dúvida: “não sei como vocês ainda tem a coragem de botar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilos sabendo que prejudicaram uma pessoa que não merecia”.

    TERCEIRIZAÇÃO

    Mais intrigante ainda do que o calote foi o vínculo contratual do negócio. Do modo como foi feito o acerto da orquestra com o Município, o maestro na realidade não poderia cobrar a dívida da prefeita.

    O Carnaval do Conde foi terceirizado em 2015, assim como foi o deste ano, ficando a cargo da empresa pernambucana de Igarassu, Bred Viagens e Eventos, pelo valor global de R$ 874 mil, tudo que dizia respeito à festa, tais como contratação de cantores, orquestras e bandas, além da logística do evento, aí incluídos gastos com pessoal, locação de palcos e tendas, etc.

    Conforme o contrato, a Orquestra de Frevo Paraiso Tropical estava na relação das atrações contratadas pela Bred. Só ela, segundo a lista, teria direito a receber em torno de R$ 70 mil, valor não muito distante daquele que teria sido pago à principal atração da festa, a cantora baiana Margareth Menezes - em torno de R$ 120 mil.

    E aí foi onde apareceu a grande e curiosa questão, somente revelada quando APALAVRA localizou o contrato da terceirização. No Sagres, do Tribunal de Contas do Estado, o contrato de R$ 847 mil foi lançado, presumindo-se que também já tivesse sido feito o pagamento, dúvida que somente poderia ser dirimida quando os balancetes do primeiro trimestre de 2015 vissem a ser disponibilizados.

    Ocorre que, segundo o contrato firmado, a despesa com o Carnaval seria honrada em 10 longas e suaves prestações de R$ 84 mil, ficando várias outras perguntas sem resposta: a primeira delas, por exemplo, remetendo logo ao maestro, que disse ter assinado o recibo total do serviço, sem a devida contrapartida numerária. Outra coisa: se ele estava cobrando da prefeita e não da empresa, teria havido uma outra negociação à parte entre Tatiana e o maestro? E Margareth Menezes, estrela de primeira constelação, aceitou dividir seu cachê também em módicas 10 parcelas?
    Esse foi o mistério de 2015, para o qual mais uma vez se impunham investigações da Câmara Municipal do Conde, do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, que parece não aconteceram estimulando a prefeita a aumentar este ano a despesa em mais de meio milhão de reais.





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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Aliança de Lula e Dilma vira abraço de afogados





    Josias de Souza 


    Pela enésima vez, Dilma foi a São Paulo para conversar com Lula. Pela primeira vez, não buscava conselhos. À frente de um governo caótico, ela continua precisando de ajuda. Mas Lula, crivado de investigações, não tem nada a lhe oferecer. Mal consegue reunir argumentos para fazer sua própria defesa. Dilma e Lula, que não se viam desde 4 de janeiro, trocaram um abraço de afogados.

    No início, o casamento político de Lula e Dilma era a união do poder com a lealdade. Hoje, o poder está impotente e a lealdade, cansada. O relacionamento esfriou. O criador responsabiliza a criatura pelo desmantelamento da economia. E a afilhada culpa o padrinho pelos escândalos que lhe caíram no colo. Por mal dos pecados, ambos têm razão.

    Quem ouve a troca de críticas fica com a impressão de que Lula e Dilma estão unidos por grilhões de barbante, que não resistem a um pontapé. Engano. A dupla está condenada a fingir, a cada novo encontro, a celebração de um amor enterrado.

    Daquele matrimônio firmado por interesse restou apenas o patrimônio. Os advogados de Lula buscam saídas para o inferno imobiliário em que se meteu o ex-presidente. Os defensores de Dilma preparam o texto em que refutarão no TSE a acusação de que a campanha de madame foi irrigada com verbas sujas do petrolão.

    Está combinado que, se for provocada por repórteres, Dilma fará a defesa protocolar de Lula. Dirá que ilação não é prova, que são inadmissíveis os vazamentos seletivos… Não cogita ir muito além desse blá, blá, blá. Caberá ao PT pegar em armas. A Lula, prover a munição.

    Horas antes de conversar com Dilma, o sábio da tribo do PT reunira-se com o conselho do Instituto Lula. Lero vai, lero vem, a socióloga Maria Victória Benevides entoou uma pregação muito parecida com um desagravo. Lula atalhou a prosa. Disse que seus problemas ele mesmo enfrenta.

    Afora os devotos do PT e os satélites da legenda, não parece haver muita gente disposta a acudir Lula. Em relação a Dilma, nem o PT exibe a mesma disposição para ajudar. Os especialistas ensinam que a primeira coisa a fazer com os afogados é forçá-los a respirar lentamente. Porém, não havendo ninguém por perto, recomenda-se aos afogados que respirem o mais depressa que puderem.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Oposição apresenta voto pela rejeição das contas de Dilma





    Parlamentares da oposição apresentaram nesta sexta (12), na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, um voto em separado pela rejeição das contas de 2014 de Dilma Rousseff; ato é um contraponto ao parecer do relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que em dezembro apresentou um relatório prévio pela aprovação das contas, contrariando a recomendação do TCU

    247 - Parlamentares da oposição apresentaram nesta sexta-feira (12), na Comissão Mista de Orçamento do Congresso, um voto em separado pela rejeição das contas de 2014 de Dilma Rousseff. A atitude é um contraponto ao parecer do relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), que em dezembro apresentou um relatório prévio pela aprovação das contas, contrariando a recomendação do Tribunal de Contas da União.

    Assinado pelo deputado Izalci (PSDB-DF), o voto retoma os argumentos usados pelo TCU, que em outubro, recomendou por unanimidade a reprovação das contas por considerar que a presidente descumpriu, em 2014, a Constituição e as leis que regem os gastos públicos.

    "O voto do senador Acir Gurgacz é muito inconsistente e desqualifica o parecer do TCU. O que o senador fez foi adotar o entendimento da AGU, que o próprio tribunal contestou", afirmou Izalci.

    Como é o Congresso quem dá a palavra final sobre a aprovação das contas de um presidente, os 41 deputados e senadores titulares da comissão decidirão se mantêm a decisão de Gurgacz ou se retomam o entendimento do TCU.

    Os integrantes da comissão têm até a próxima segunda-feira (15) para apresentar emendas ao relatório do senador, que até esta sexta já havia recebido seis emendas. Gurgacz terá, então, até 28 de fevereiro para apresentar seu relatório final, acatando ou não as mudanças sugeridas.

    O relatório final e o voto em separado da oposição deverão, então, ser votados em 6 de março. O texto que for aprovado será encaminhado no prazo de cinco dias para análise do Congresso Nacional.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    ABRAJI: Ameaças a Sakamoto devem ser investigadas




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    A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota nesta sexta (12) na qual se solidariza com o jornalista Leonardo Sakamoto, que tem sido alvo de uma avalanche de ameaças on-line, após a publicação de uma entrevista falsa na qual ele faz críticas aos aposentados; "O Facebook tirou do ar perfis de usuários com mensagens de ódio contra o jornalista, que recebeu nos últimos dias 37 ameaças de morte. Cópias dos registros de ameaça serão entregues ao procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios, da Procuradoria-Geral da República, que está ciente dos ataques", relata a associação

    247 - A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu nota nesta sexta-feira (12) na qual se solidariza com o jornalista Leonardo Sakamoto, que tem sido alvo de uma avalanche de ameaças on-line, após a publicação de uma entrevista falsa na qual ele faz críticas aos aposentados.

    "Os ataques começaram após a divulgação de uma falsa entrevista com ele. O Facebook tirou do ar perfis de usuários com mensagens de ódio contra o jornalista, que recebeu nos últimos dias 37 ameaças de morte. Cópias dos registros de ameaça serão entregues ao procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Rios, da Procuradoria-Geral da República, que está ciente dos ataques. O jornalista também afirma que adotará medidas judiciais em relação aos autores da falsa entrevista", relata a associação.

    A Abraji diz esperar que as autoridades apurem o caso com rapidez e identifique os responsáveis pelas ameaças contra o jornalista. "A impunidade em casos como este serve de estímulo para que mensagens de ódio se transformem em crimes violentos", complementa.



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  • 13.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Dilma fará apelo a a líderes do Congresso por CPMF e Previdência




     
    Lula Marques/Agência PT : <p>Brasília- DF19-01- 2016 Foto Lula Marques/Agência PT Presidenta, Dilma e ministro Jaques Wagner durante assinatura de contratos de patrocínio de futebol</p>
    Presidente Dilma Rousseff deve se encontrar na próxima semana com líderes de partidos aliados na Câmara e no Senado para pedir agilidade na tramitação de matérias que interesse do governo federal; no encontro, marcado para a próxima segunda-feira, 15, com senadores, e na terça-feira, 16, com deputados, Dilma Rousseff deverá fazer um apelo pela aprovação da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e o retorno da CPMF; presidente pedirá apoio à reforma previdenciária, que deve ser enviada até junho ao Congresso Nacional


    247 - A presidente Dilma Rousseff deve se encontrar na próxima semana com líderes de partidos aliados na Câmara e no Senado para pedir agilidade na tramitação de matérias que interesse do governo federal.

    Na tentativa de destravar no Congresso Nacional medidas do ajuste fiscal, a presidente Dilma Rousseff pedirá a senadores e deputados que acelerem a tramitação de iniciativas de interesse do governo federal.

    Segundo interlocutores da presidente, Dilma deverá fazer um apelo pela aprovação da prorrogação da Desvinculação de Receitas da União (DRU) e o retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Em discurso na primeira reunião do Conselhão, no final do mês passado, a presidente fez questão de ressaltar que tanto a prorrogação da DRU como a recriação da CPMF são medidas essenciais para conquistar "a estabilidade e o equilíbrio fiscal de médio e longo prazos".

    Dilma aproveitará o encontro, marcado para a próxima segunda-feira, 15, com senadores, e na terça-feira, 16, com deputados, para pedir apoio à reforma previdenciária, que deve ser enviada até junho ao Congresso Nacional. O governo ainda não tem uma proposta consolidada e encontra resistências dentro do próprio PT e de sua base.



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  • 12.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Governo teme calote das Unimeds em todo o Brasil – Por Alan Alex




     
    A dívida das Unimeds com a União ultrapassou R$ 1,247 bilhão e o medo de calote assombra o governo. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico. O montante se refere a débitos tributários e previdenciários que estão inscritos na dívida ativa. Segundo o jornal, como o sistema de cooperativas de saúde está pulverizado no país, o mesmo ocorreu com as dívidas e as dificuldades de cobrá-las se espalharam.


    Um dos casos que têm recebido atenção especial do governo é o da Unimed de Brasília, cujo pedido de insolvência foi acatado pela Justiça. O débito com a União ultrapassa R$ 426 milhões, praticamente 90% do valor se deve ao não repasse ao governo de imposto retido.

    O Valor Econômico lembra que outro caso que ganhou evidência é o da Unimed Paulistana, em São Paulo. A cooperativa da cidade de São Paulo obteve recentemente uma liminar em ação cautelar impedindo a liquidação extrajudicial decretada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A Unimed Paulistana tem uma dívida de cerca de R$ 163 milhões com a União. Esta Unimed também está tentando, por via judicial, chamar para o processo de liquidação a que está submetida, todo o Sistema Unimed, de maneira a que seus prejuízos não recaiam, integralmente, sobre os seus 2 600 sócios cooperados.

    Segundo levantamento obtido pelo Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico, a dívida das Unimeds estaria espalhada por todo o país. No Ceará, a dívida da empresa com a União atingiu R$ 263 milhões e em Pernambuco já está em R$ 85 milhões. No Rio de Janeiro, em mais de R$ 127 milhões. Em Minas Gerais, superam R$ 79 milhões. No Rio Grande do Sul, seriam R$ 30 milhões e no Paraná, R$ 25 milhões. No Pará, é superior a R$ 49 milhões.

    Além da dificuldade de cobrança por causa de uso de diferentes CNPJs pelo país (cada Unimed constitui uma empresa independente e tem CNPJ individual para cada cooperativa) a dívida das Unimeds cresceu assustadoramente por causa de procedimentos que seriam reconhecidos como criminosos pela Fazenda. Uma das práticas, seria a cooperativa se apropriar de um dinheiro que não seria dela, mas dos trabalhadores. O governo perdeu a tributação das cooperativas e não consegue cobrar a dívida, que deve se transformar num “esqueleto”, com decisões que blindam o patrimônio das cooperativas frente a penhoras e tentativas de cobrança pela Fazenda.

    O temor de calote do governo é real e a expectativa é de que outras empresas de plano de saúde percorram o mesmo caminho da Unimed de Brasília e entrem na Justiça com pedido de insolvência. Uma vez declarada como insolvente, as penhoras que haviam sido determinadas anteriormente para a Unimed Brasília pagar a dívida são suspensas. Com isso, a cooperativa deve, mas não paga os credores públicos.

    No caso de Brasília, o juiz da Vara de Falências do Distrito Federal, Edilson Enedino, suspendeu a penhora de dois imóveis que a Unimed foi obrigada a colocar à venda para quitar suas dívidas. Os terrenos no local onde funcionou o Hospital Planalto foram avaliados em R$ 75 milhões e terminaram vendidos, em leilão, por apenas R$ 37 milhões. Em dezembro, a Procuradoria Geral da União (PGFN) entrou com recurso na Vara de Falências para que o dinheiro do leilão seja usado para restituir a União de impostos retidos na fonte que não foram repassados. A legislação garante que os recursos do leilão sejam destinados para restituir o governo. Mas o juiz ainda não tomou uma decisão final. Procurado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) informou que o juiz não se posiciona sobre casos específicos.

    Se conseguir um parecer favorável, o governo poderá receber todo o valor do leilão do imóvel de R$ 37 milhões, o que amenizaria as perdas aos cofres públicos e daria um alívio à equipe econômica nesse cenário de forte recessão e, consequentemente, de perdas de receita. A estratégia poderá ser usada para a cobrança de outros planos de saúde que tiverem sua insolvência decretada.

    A maior parte da dívida das Unimeds está travada na Justiça. O Valor chama a atenção para as notícias de patrocínios das Unimeds a eventos internacionais, a times de futebol e uma campanha de publicidade na televisão.</p>

    <p>Procurada para se pronunciar sobre as dívidas com a União, a Unimed Brasil informou que acompanha a gestão operacional das 350 cooperativas que integram o Sistema Unimed e oferece apoio na adequação dos planos econômico-financeiros das operadoras, respeitando a autonomia administrativa de cada uma delas.

    “Apesar do setor de saúde suplementar possuir reservas técnicas na ordem de 40%, que constituem valores considerados como necessários e suficientes para o pagamento futuro de contingências, a incorporação de novas tecnologias, inflação oficial e judicialização são alguns dos fatores que contribuem diretamente para a instabilidade econômica de operadoras de planos de saúde e de cooperativas médicas”. A Unimed do Brasil também informou que em 2014 as cooperativas do Sistema Unimed registraram faturamento de R$ 43,9 bilhões. “A Unimed tem modelo de negócios e perfil mercadológico diferente de seus concorrentes, uma vez que investe constantemente em recursos próprios como construções e ampliações de hospitais e laboratórios”, diz a nota enviada pela Unimed ao Valor Econômico.

    Fonte: Painel Politico -Alan Alex



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  • 12.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Legado social do PT não resistiu ao 1º sinal de crise, diz autor de livro sobre partido




    O Legado social do PT não resistiu ao 1º sinal de crise, diz autor de livro sobre partido

    Image copyrightInstituto Lula Iconographia
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    Lula discursa em assembléia de metalúrgicos do ABC paulista durante greve em março de 1979; livro analisa trajetória de ex-presidente e do PT
    O legado social do PT na Presidência da República não resistiu ao primeiro sinal de crise econômica interna, avalia o sociólogo José de Souza Martins. "A classe média do PT caiu de patamar em horas", afirma.


    Para um dos principais cientistas sociais do Brasil, o PT outrora popular e de traços messiânicos caiu na "armadilha" da "corrupção altruísta" - movida, em tese, pelo desejo de retirar dos ricos para "prestar um grande serviço à sociedade".
    Martins, de 77 anos, acompanhou de perto a formação do partido e a influência de protagonistas sociais - como Igreja, camponeses e intelectuais - na criação da sigla, no começo dos anos 1980.

    Ao separar os ingredientes da atual crise política - externos e internos ao PT -, ele identifica "partidos falidos" e pessoas "cheias e cansadas". "Estamos vivendo uma crise que é do Estado e da sociedade."

    No recém-lançado Do PT das Lutas Sociais ao PT do Poder (editora Contexto), o 45º livro da carreira, o professor aposentado da USP e docente da Cátedra Simón Bolivar da Universidade de Cambridge (Inglaterra) descreve as mutações do PT após a chegada ao Planalto.

    Leia também: Brasil em crise: Três confusões frequentes sobre o impeachment
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    Image copyrightRicardo Stuckert Instituto Lula
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    Ex-presidente em ato de campanha de Dilma Rousseff em 2014 em São Bernardo (SP); no poder, diz sociólogo, petista foi personagem dividido
    De passagem por Londres, Martins conversou com a BBC Brasil, num diálogo que incluiu questões sugeridas por leitores via Facebook.

    BBC Brasil - O ex-presidente Lula pode voltar em 2018 com a mesma força que saiu de seus mandatos ou a turbulência atual é um descontentamento geral com os partidos de esquerda? (pergunta do leitor André Luis dos Santos)
    José de Souza Martins - Voltar ele pode, não é um candidato descartável. Ele é candidato. Mas ele perdeu conteúdo, o carisma dele está abalado, então pode voltar em condições muito desfavoráveis, o que deve complicar o quadro político brasileiro.
    Isso porque o cenário já é de uma presidente sem força, que afinal é herdeira dele. Um presidente lulista em 2018, seja Lula ou não, será muito mais frágil do que ele já foi, e do que a própria Dilma é.

    A possibilidade de Lula é muito dependente do fato que não há candidatos fortes à Presidência. Vai ser uma situação muito complicada. Os partidos não se fortaleceram nesse período, e não geraram lideranças.
    Image copyrightContexto
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    José de Souza Martins: PT avançou pouco na área social e caiu na armadilha da "corrupção altruísta"
    BBC Brasil - Apesar de avanços sociais no período do PT no poder, algumas reformas não foram promovidas nem mesmo fomentadas pelo partido, o que agrava a situação na crise. Ainda há possibilidade de discussão dessas reformas pelo PT ou o partido mudou a ponto de não defender mais essas promessas? (pergunta do leitor Julio Tedesco)
    Martins - O PT nunca levou a sério, por exemplo, a questão da reforma agrária. No livro mostro que os recuos principais do partido, já nos primeiros dias de governo, foram em relação à reforma agrária, que era a grande bandeira do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), dos grupos da Igreja Católica. O PT subestimou esse desafio, achou que a população do campo era dócil e apenas respondia a palavras de ordem.

    O PT não avançou propriamente em nenhuma questão social. A classe média do PT caiu de patamar em questão de horas quando a crise se agravou. Houve avanços no ensino superior, mas em geral a questão da educação foi muito mal colocada. E houve casos graves como entregar o Ministério da Ciência e Tecnologia a um deputado (Celso Pansera, PMDB-RJ) que não é do ramo, cuja profissão é ser dono de restaurante por quilo.
    Os recuos principais do PT, já nos primeiros dias de governo, foram em relação à reforma agrária, que era a grande bandeira do MST, dos grupos da Igreja Católica. O PT subestimou esse desafio, achou que a população do campo era dócil e apenas respondia a palavras de ordem.
    As conquistas não foram tantas, elas expressaram um certo momento da história econômica internacional e não foram muito além disso. A queda era até previsível, e a recuperação será difícil, porque o governo terá que enfrentar o problema de um crescente número de desempregados - e isso, sim, conta socialmente.
    BBC Brasil - No livro o sr. menciona o ex-presidente como um "personagem duplo e dividido": Lula e Luiz Inácio.

    Martins - Às vésperas da eleição de 2002, Lula passa a ter duas faces: a face popular, que o gerou, e a face do poder. Que é um produto da trama do poder, não depende dele. E vira a pessoa que tem que fazer a gestão do poder, ainda que em nome de um partido, mas de um partido fragilizado pela dependência de outras siglas majoritárias no Congresso.

    Às vésperas da eleição ele percebe isso, dá aquela entrevista (ao documentário Entreatos, de João Moreira Salles) em que questiona o que será dele depois do poder. É um anúncio da consciência da fragmentação da pessoa que irá presidir a República. Logo em seguida há vários sinais de que setores da população, sobretudo mais simples, imaginavam que Lula tinha poderes mágicos. E ele acaba assumindo isso, que foi escolhido por Deus, nos primeiros meses de governo.

    Ele governa o tempo todo dividido (entre messianismo popular e a prática do poder). Essa consciência da duplicidade se manifesta já no primeiro ano de governo. Em vez de agir como presidente, ele critica o governo como se não fosse ele. Essa dupla figura segue até o fim e vai, ao mesmo tempo, esvaziando o PT. O lulismo, que é o Lula maior do que o PT, fenômeno que o (cientista político) André Singer estudou e foi testemunha, é produto desse fenômeno de duplicação da pessoa que preside a República.
    Image copyrightInstituto Lula CPDoc JB
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    Lula fala a metalúrgicos sobre mesa em assembleia em estádio em março de 1979; petista "entende língua popular" como nenhum outro político do país, avalia professor
    BBC Brasil - É possível prever se ainda haverá uma figura política que mova massas no Brasil? (pergunta do leitor Akassio Miranda)
    Martins - Lula é único porque nenhum outro candidato teve competência para mobilizar a novidade antropológica da política brasileira que veio com a Constituição de 1988, o fim dos vetos à formação do eleitorado. Ele entende a língua popular. Uma coisa são os intelectuais do PT, que não entendem disso, os sindicalistas não sabem nada, e o Lula sabe.

    Historicamente seria possível haver uma figura populista de massas, demagógica, capaz de mobilizar a população. Porém o Lula esvaziou essa possibilidade. O Lula, sozinho, absorveu todo o potencial de populismo que havia na sociedade brasileira.
    Ele consegue ter uma conversa com o eleitorado, especialmente cara a cara, quando vai ao interior, é um diálogo de incorporação dessa população ao processo político, diferente de outros candidatos, mesmo petistas, que não sabem falar com essa população.
    Historicamente seria possível haver uma figura populista de massas, demagógica, capaz de mobilizar a população. Porém o Lula esvaziou essa possibilidade. O Lula, sozinho, absorveu todo o potencial de populismo que havia na sociedade brasileira. Ele ainda é o depositário dessa possibilidade, porém sem a chance de reviver o que já foi.
    BBC Brasil - Como avalia o crescimento de partidos e posições políticas mais radicais dos dois lados, à esquerda e à direita? (pergunta do leitor André Luis dos Santos)
    Martins - A radicalização de esquerda aconteceu porque o PT fracassou na aglutinação da diversidade ideológica das esquerdas. As grandes figuras que estão em facções mais à esquerda passaram, de certo modo, pelo PT. O PT as rechaçou para fazer composições políticas à direita.

    Image copyrightRicardo Stuckert Instituto Lula
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    Lula e vice-presidente Michel Temer (PMDB) em abril de 2015; para professor, PT contribuiu para radicalização do cenário político ao afastar setores mais à esquerda do partido e privilegiar composições à direita
    E na direita mesmo, propriamente direita, nunca deixou de haver propensão direitista, esvaziada, porém, pela própria ditadura militar. Claro que houve radicais no interior da ditadura, tortura, violência, mas a ditadura militar foi uma ditadura de composição, tentativa de negociar uma grande transição política.

    E o maniqueísmo petista não é só petista. O Brasil é um país que tende, naturalmente, às dicotomias. Mas o maniqueísmo petista tem raiz forte no setor das pastorais sociais da Igreja Católica, muito influenciado pelo marxismo do (filósofo francês) Louis Althusser.Leia também: Como a disputa interna do PMDB pode selar o futuro de Dilma
    É essa ideia de que o Brasil se explica e pode ser explicado para o povo como resultado de uma polarização. Ouvi isso em Goiás, na Amazônia, onde essa Pastoral foi forte. Explicam ao pobre

    : você é pobre porque os ricos se apossaram de tudo que você tinha e do que você produz.

    Aí vem a conversa da elite e dos trabalhadores, que é a base do discurso petista, e a influência da Igreja aí foi muito forte. O Lula frequentemente apela para essa questão das elites versus povo. Fica muito complicado nessa polarização explicar a realidade dos processos sociais em qualquer sociedade.
    BBC Brasil - Como separar ingredientes externos e internos ao PT na atual crise política?
    Martins - Quem discutiu isso foi Victor Nunes Leal no livro importantíssimo Coronelismo, Enxada e Voto, clássico da ciência política brasileira. É que o Brasil se divide desde o fim da monarquia em tendência absolutista, de um lado, e descentralizadora do processo político, de outro.

    A tendência concentradora, absolutista e autoritária é a raiz das ditaduras que tivemos, inclusive a de Getúlio Vargas. De outro lado a democracia seria de um país politicamente descentralizado em favor do poder local dos municípios, que são frequentemente antissociais: latifúndio, autoritarismo, banditismo.
    Image copyrightBBC World Service
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    Livro identifica fatores externos ao PT na atual crise política, como o predomínio da descentralização política e do PMDB após abertura e eleição frustrada de Tancredo Neves (foto)
    Com a abertura política e a frustrada eleição de Tancredo Neves cresce o PMDB, que é o partido dos municípios, da negociata, dos acordos. É um poder fragmentador. A democracia no Brasil nunca é de indivíduos que livremente votam e decidem em nome da nação.
    BBC Brasil - O sr. analisa no livro o que classifica como "corrupção cívica" ou "altruísta", que teria movido o envolvimento do partido em desvios de recursos.
    Martins - O que ficou claro a partir dos primeiros acontecimentos desse tipo, anteriores ao mensalão, foi algo que remete ao que ocorreu na França nas revoltas estudantis de 1968. Estudantes em nome da expropriação burguesa começaram a roubar livrarias. Era uma expressão de uma concepção muito boba sobre a função histórica da burguesia e como ela acumula.
    O envolvimento com corrupção no PT passa pelos intelectuais, pelos burocratas, e não pelas bases sindicais ou católicas.

    Não por acaso o envolvimento com corrupção no PT passa pelos intelectuais, pelos burocratas, e não pelas bases sindicais ou católicas. Visivelmente essa mentalidade chegou ao PT: porque todos os governos roubam e recebem propina de 10% nas negociatas o PT não tem como não fazer, mas fará em nome de sua permanência no poder e para prestar um grande serviço à sociedade que outros não fizeram. Aí caíram na armadilha, isso é uma armadilha.

    BBC Brasil - O livro aborda o papel da Igreja Católica na formação do PT e da figura política de Lula. Qual é a relevância dessa ala no partido hoje?
    Martins - Essa ala se afastou do partido. As figuras mais significativas tiveram que se afastar, e os indícios apontam que foi por pressão da própria CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). As figuras ligadas à Igreja que propunham vínculo entre CNBB e governo foram caindo fora do PT a partir do mensalão.

    Você também vê isso no ABC paulista: a votação do PT para prefeituras cai drasticamente. Mesmo que o partido ainda eleja prefeitos por lá, os votos modificados pelo desencanto com a política são majoritários. Estamos vivendo um momento de crise da política, não é só do PT. Sempre se poderá dizer que o PT ajudou a aumentar a crise política.
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    Protesto antigoverno em São Paulo em abril de 2015; analista vê "crise do Estado e da sociedade", com "pessoas cansadas" e "partidos falidos"
    As pessoas estão cheias e cansadas, mas não sabem bem o que fazer. No extremo dizem que uma ditadura vai resolver, mas não vai, porque não resolveu antes e não vai resolver agora.

    Há uma insatisfação difusa. E os partidos não estão absorvendo esse novo sujeito indiferenciado e descontente. Estamos vivendo uma crise política que é do Estado e da sociedade. A sociedade não tem como se expressar e os partidos faliram.









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  • 12.02.2016 | Autor: Pedro Marinho

    Jornal inglês The Independent deixará de circular em março




     
    A última edição está prevista para ser publicada em 26 de março.
    Grupo investirá no conteúdo editorial on-line.
    Do G1, em São Paulo

    Jornal britânico Independent terá sua última edição em 26 de março (Foto: Reprodução/The Guardian)
    Jornal britânico Independent terá sua última edição em 26 de março (Foto: Reprodução/The Guardian)
    Os jornais britânicos The Independent e The Independent on Sunday deixarão de circular no final de março. O encerramento das publicações impressas foi confirmado pelo proprietário, Evgeny Lebedev, ao jornal The Guardian.
    No entanto, não foi revelado se todos os 150 funcionários serão dispensados. O grupo afirmou que podem haver alguns cortes de empregos, sem fornecer detalhes, embora tenha dito ao mesmo tempo que serão criados 25 novos postos na versão digital.
    A última edição do The Independent está prevista para ser publicada em 26 de março, com a última edição do Independent on Sunday em 20 de março.
    Lebedev justificou o encerramento do jornal como uma transição para o futuro digital.
    "A indústria de jornais está mudando, e a mudança está sendo conduzida pelos leitores", disse Lebedev. "Eles estão nos mostrando que o futuro é digital. Esta decisão preserva a marca The Independente e nos permite continuar a investir no conteúdo editorial de alta qualidade que está atraindo mais e mais leitores para nossas plataformas on-line", disse em entrevista ao jornal The Guardian.
    "The Independent sempre foi um jornal pioneiro com um histórico de inovação", disse ele.

    "Ele tem uma herança orgulhosa como primeiro título nacional de qualidade verdadeiramente independente da Grã-Bretanha. Minha família comprou e investiu pesadamente no Independent porque acreditamos no jornalismo de qualidade de classe mundial, e este movimento assegura o futuro destes valores editoriais vitalmente importantes."
    O editor disse que o site do jornal já é rentável e espera ver as receitas crescerem 50% este ano. O número de visitas à página digital do jornal aumentou 33% nos últimos 12 meses, segundo ele.
    Em comunicado aos funcionários, Lebedv disse que será lançado novo aplicativo de assinatura, serão abertas novas sucursais na Europa, Oriente Médio e Ásia, além de investimentos na operação nos EUA, com base em Nova York.
    Os jornais fazem parte do grupo em poder da família Lebedev, que tem outros ativos na área de comunicação, entre eles o vespertino Evening Standard e o canal de televisão local London Live.
    Com cerca de 60 mil vendas por dia, The Independent, nascido em 1986, é o jornal nacional atualmente menos distribuído no Reino Unido, atrás dos tabloides como Sun ou Daily Mail e títulos como The Times, The Guardian ou Daily Telegraph.
    O grupo também confirmou a venda, sujeita a aprovação dos acionistas, do jornal "i", versão mais leve do jornal, ao grupo Johnston Press, que também deverá absorver "um número significativo de funcionários" do The Independent. A venda deverá gerar cerca de 25 milhões de libras (32 milhões de euros), segundo a imprensa britânica.



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