Empresário paraibano é acusado de pagar propina de R$ 10 mi a governador do PT

CAOA
A montadora de veículos Caoa, do empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade, foi acusada pelo delator da Operação Acrônimo, Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, conhecido como Bené, de pagar propina no valor de R$ 10 milhões ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), em troca de benefícios fiscais na época que o petista comandava o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, entre janeiro de 2011 e fevereiro de 2014.

A Caoa também teria sido beneficiada com financiamentos do BNDES, de acordo com matéria do jornal o Globo e da TV Globo.

O valor é cinco vezes maior do que foi apurado pela Procuradoria Geral da República que denunciou no dia 6 de maio ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) Pimentel por ter recebido R$ 2 milhões para atuar em benefício da Caoa.

A Procuradoria acrescentará essa nova informação à denuncia, reabrir os prazos para defesa de Pimentel e adiar para o segundo semestre o julgamento no qual a Corte Especial do STJ decidirá se aceita ou não a denúncia contra o governador. Caso o petista se torne réu, o tribunal terá que decidir ainda se o afastará do cargo ou não.

O advogado da Caoa, José Roberto Batochio, afirmou que o grupo empresarial nunca pagou propina a quem quer que seja e que, em casos de delação premiada, “é muito comum o acusado culpar terceiros para obter a liberdade”.

Por meio de nota, a assessoria do BNDES reafirmou que não concedeu financiamentos à Caoa e que as operações do banco somente são feitas com critérios impessoais e técnicos – e o processo passa por auditoria independente.

MaisPB com G1


RC reclama de contingenciamento de recursos que já tinham sido liberados por Dilma: ‘Se foi assinado, tem que ser cumprido’



“Todos os meses o repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE) vem caindo e o que está salvando é o ICMS”, afirmou o governador Ricardo Coutinho (PSB), a respeito das finanças do governo do estado. Em entrevista nesta segunda-feira (23), o governador afirmou que há um projeto já em tramitação no Congresso e que já na época em que a presidenta Dilma encaminhou, foi prometido mudanças que o estado ainda está esperando.
De acordo com Ricardo, é preciso que se compreenda que acima de tudo é necessário os estados membros da federação manter certo equilíbrio. “Estamos nos aproximando de uma situação extremamente delicada, todos os meses, comparando com o ano anterior, o FPE vem caindo, o que está salvando é o ICMS”, declarou, lembrando ainda que além do FPE negativo, há ainda a inflação que torna o quadro mais delicado.
“Temos que pagar contas, a folha e manter o nível de obras e investimentos. Fica muito difícil quando a economia nacional não consegue respostas do ponto de vista orçamentário e financeiro”, disse.
A respeito do empréstimo que já havia sido liberado pela União, o governador explicou que ele foi devolvido a AGU para proceder um exame sobre a liminar que o estado tem desde 2009, “encontra-se em vigor e foi com essa liminar que o Estado teve a oportunidade de contrair mais de R$ 112 milhões em 2012 com a presidenta Dilma. Não entendo porque retornou, mas a AGU disse que ainda hoje vai devolver para que possamos fazer essa movimentação”, explicou.
De acordo com Ricardo, isso será bom para o banco e para o Estado. “Eu assinei contrato com o Banco do Brasil, nós temos direito a fazer essa movimentação. Não é época propícia para para que esse tipo de coisa aconteça, se tem algo assinado tem que ser cumprido. Não é por conta de qualquer posicionamento que o governador tenha tido, afinal a República é uma conquista que já tem muito tempo e precisa ser expressa a partir dos próprios atos e espero para essa semana ainda”, destacou.

Marília Domingues / Adelton Alves
Paraiba.com.br


RC aguarda liberação de empréstimo para esta semana e confirma estudo para pagamento de primeira parcela do 13º

 
De acordo com ele, o pedido de empréstimo foi encaminhado para a Advocacia Geral da União (AGU) que prometeu devolvê-lo ainda hoje para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Por: Blog do Gordinho

O governador Ricardo Coutinho (PSB) afirmou nesta segunda-feira (23), que aguarda para esta semana a autorização para o estado contrair empréstimo junto ao Banco do Brasil. Na oportunidade, ele afirmou que tem trabalhado para adiantar o pagamento da primeira parcelo do 13º dos servidores públicos. O socialista comentou ainda as especulações sobre uma aliança entre o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), com o PMDB e PSDB.

“Eu acho que da mesmo forma que alguns acham que 1 + 1 é 2, às vezes, 1 + 1 é igual a – 1”, declarou sobre uma união envolvendo os senadores Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Luciano Cartaxo (PSD).

De acordo com ele, o pedido de empréstimo foi encaminhado para a Advocacia Geral da União (AGU) que prometeu devolvê-lo ainda hoje para a Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

“O empréstimo da Paraíba foi devolvido para a Advocacia Geral da União para proceder um exame sobre uma liminar que o estado tem desde 2009, ou seja, no governo José Maranhão, que encontra-se em vigor, e foi com essa liminar que o estado teve a oportunidade de contrair quase R$1,2 bilhão de empréstimos, em 2012, com a presidente Dilma. Não entendi por que isso retornou. Eu assinei o contrato com o Banco do Brasil, temos o direito de fazer essa contratação, é bom para o banco e para o estado e eu acho que não é época propícia para que esse tipo de coisa aconteça e eu espero para essa semana a liberação do empréstimo”, disse.

O chefe do executivo estadual afirmou também que sua equipe econômica tem se debruçado nos estudos para a viabilização do pagamento da primeira parcela do 13º salário no mês de junho.

“Estamos trabalhando muito para isso, vocês não sabem o quanto”, resumiu.

As declarações do governador ocorreram durante solenidade de assinatura de acordo de Cooperação Técnica entre o Governo do Estado e o Banco do Nordeste do Brasil para viabilizar o uso de energia solar na agricultura familiar, no Palácio da Redenção.


Delator diz que Vital do Rêgo era ‘selo de garantia’ em esquema de ‘arrecadação de contribuições’



O delator afirmou que no terceiro encontro o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, estava presente. Segundo ele, Vital do Rêgo, então senador, era ‘selo de garantia’.
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Por: Blog do Gordinho

O lobista Julio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, relatou ao Ministério Público Federal que participou de três reuniões com ex-senador Gim Argello (PTB-DF) ‘para arrecadar contribuições’. em 2014. O delator afirmou que no terceiro encontro o atual ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, estava presente. Segundo ele, Vital do Rêgo, então senador, era ‘selo de garantia’.

“Na terceira reunião, quase no final, chegou Vital do Rêgo, para, na opinião do depoente, dar um ‘selo de garantia’; que Vital do Rêgo ficou apenas em torno de 10 minutos na reunião, dizendo que tinha muita coisa para fazer e Gim Argello pediu para ele comparecer”, relatou Julio Camargo.

delac-julio-camargoVital do Rêgo foi senador pela Paraíba entre 2011 e 2014, ano que Dilma Rousseff o nomeou ministro do TCU, no dia 22 de dezembro.

O delator declarou ‘o empresariado, OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, UTC, Engevix, Queiroz Galvão, começou a se preocupar com as consequências da CPI da Petrobrás, para as pessoas físicas e para as empresas’. Julio Camargo afirmou que Gim Argello teve a iniciativa dos contatos e chamou José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, da OAS, ‘como líder do segmento’.

Gim Argello foi preso na Operação Vitória de Pirro, 28ª fase da Lava Jato, em 12 de abril. O ex-senador é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e obstrução à investigação porque, segundo a Procuradoria da República, ‘solicitou e recebeu pagamentos indevidos para interferir nos trabalhos de CPIs no ano de 2014′.

À Procuradoria-Geral da República, Julio Camargo contou que a primeira reunião foi em Brasília, na casa de Argello, então senador. “Na casa estavam apenas Gim Argello e o filho deste; que o filho de Gim Argello apareceu apenas para servir vinho e gelo, não participando da conversa; que Gim Argello disse que a intenção não era ir contra os empresários, mas contra as pessoas das Petrobrás envolvidas em processos irregulares da empresa.”

De acordo com o delator, Gim Argello disse que chamaria todo o setor e pediu a Léo Pinheiro e a ele para avisar alguns dos empreiteiros. “Na mesma ocasião, Léo Pinheiro, mais experiente que o depoente, perguntou se teria que haver pagamento de propina, disfarçada em contribuição política; que Gim Argello disse que deixassem esse assunto para a próxima reunião; que Léo Pinheiro perguntou: “e o Dr. Vital”, ocasião em que Gim Argello disse que este estava do seu lado.”

O segundo encontro, relatou o delator, ocorreu na semana seguinte à primeira reunião e contou com a presença do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia. Julio Camargo disse que a segunda reunião começou ‘um tanto áspera, tendo Gim Argello dito a Ricardo Pessoa da pendência de um assunto, cuja solução era pressuposto para avançarem’.

“Gim Argello disse que por ele Ricardo Pessoa nem estaria lá; que Gim Argello saiu para outra sala com Ricardo Pessoa e depois de uns 20 a 30 minutos retornaram; que, ao retornarem à sala, Gim Argello disse ao depoente e a Léo Pinheiro que poderiam prosseguir; que Gim Argello disse que não queria pressionar o empresariado, mas que aproveitaria a CPI para arrecadar contribuições, pois estava próximo das eleições; que Gim Argello disse que essa era uma missão que tinha recebido, um ‘pepino’”, disse Julio Camargo.

“ Gim Argello disse que queria R$ 5 milhões por empresa, as que estavam conversando diretamente e as demais.”

O delator foi taxativo. “Na segunda reunião Gim Argello disse claramente que seria o valor já mencionado por empresa; que Gim Argello disse que nenhum deles que pagasse a propina seria chamado pela CPI.”

No mesmo encontro, Gim Argello disse que ‘na próxima reunião’ levaria Vital do Rêgo, então presidente da CPI. Argello afirmou que ele próprio tinha função executiva na CPI, não Vital do Rêgo.

Na terceira reunião, Vital do Rêgo chegou quase ao final, segundo o delator, para, em sua opinião, dar um ‘selo de garantia’. Ele declarou que Vital do Rêgo ficou apenas em torno de 10 minutos.

O delator narrou ao Ministério Público Federal que disse a Gim Argello que o tamanho da empresa não permitiria pagar o valor de R$ 5 milhões. “O limite de contribuição oficial da empresa era baixo devido ao faturamento; que Gim Argello pediu então pagamento ‘por fora’; que o depoente não quis negar de imediato o pedido, com a estratégia, tendo afirmado que pagaria os R$ 2 milhões; que Léo Pinheiro estava nessa terceira reunião; que então Gim Argello disse que Léo Pinheiro e o depoente contribuiriam para sua campanha e outras empresas para a campanha de Vital do Rêgo.”

COM A PALAVRA, VITAL DO RÊGO

A assessoria do ministro Vital do Rêgo informa que ele já se manifestou sobre o assunto, e não voltará a se manifestar até que tenha acesso aos respectivos depoimentos.

Em 11 de maio, o ministro se pronunciou desta forma:

Recebi com indignação e espanto a notícia de que fragmentos de documentos sigilosos estão sendo pinçados de uma delação premiada, de forma criminosa, e divulgados à imprensa com a deliberada intenção de atingir minha reputação e minha honra.

Quem conhece minha trajetória de vida sabe que sempre pautei as atividades públicas com estrita e rigorosa observância dos preceitos legais.

Não por acaso, durante o período em que exerci a política partidária, meu mandato sempre foi veículo de pleitos do Ministério Público, da Polícia Federal e do Poder Judiciário, cujas vozes sempre reverberei nos plenários do Congresso Nacional.

Apenas para citar um de inúmeros exemplos, combati ao lado dos valorosos membros do Ministério Público a famigerada PEC-37, que cerceava poderes de investigação indispensáveis ao trabalho desembaraçado do Parquet.

Jamais pratiquei qualquer ato que, de longe, pudesse se ultrapassar as fronteiras da ética, muito menos posso admitir qualquer ilação, por genérica ou remota que seja, de que possa ter praticado alguma ilicitude.

Não tive acesso à íntegra da delação premiada do Sr. Otávio Azevedo, contudo os fragmentos levianamente divulgados à imprensa, longe de indicarem qualquer conduta ilícita de minha parte, revelam uma clara distorção do que supostamente foi declarado pelo delator, a fim de atingir o bom nome que construí ao longo dos mais de 30 anos de uma vida pública irrepreensível e de incansável defesa do interesse público.

Sempre dirigi os trabalhos da Comissão buscando fazer valer a vontade da maioria de seus membros, inclusive abrindo mão da prerrogativa que me cabia, como Presidente, para convocação dos depoentes, a qual foi democratizada com o Colégio de Líderes dos partidos políticos.

Uma simples leitura das atas de reuniões da CPMI comprova a veracidade destas informações, demonstrando que as convocações eram previamente definidas pelo Colégio de Líderes, e só então submetidas pela presidência à deliberação do plenário; fato que por si só repele qualquer possibilidade de manipulação da agenda da Comissão.

Dessa forma, atribuem-se ilações caluniosas ao meu nome, baseadas em supostos poderes que eu sequer detinha.

Afirmo também que, como Senador e por dever de ofício, sempre mantive contatos com as mais diversas partes, sem jamais mencionar quaisquer tipos de vantagens pessoais. Em relação ao encontro referido, o próprio delator confirma minha assertiva.

Por fim, declaro que não recebi recursos da referida empresa na campanha eleitoral no ano de 2014, assim como meu irmão, Deputado Veneziano Vital do Rêgo, conforme prestações de contas devidamente aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba.

Ministro Vital do Rêgo

Estadão


Líderes pressionam Maranhão a se abster de condução dos trabalhos


DÉBORA ÁLVARES
RANIER BRAGON
DE BRASÍLIA


Os líderes partidários pressionaram o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), nesta segunda-feira (23), para que ele oficialize sua abstenção da condução dos trabalhos no plenário da Câmara.

O pepista ficou de analisar a sugestão, embora tenha dito na reunião de líderes, que ocorreu no início desta noite, que deixará a sessão de hoje, quando serão analisadas duas medidas provisórias, a cargo do segundo vice-presidente da Casa, deputado Giacobo (PR-PR).

A intenção dos líderes é que Maranhão abra mão de conduzir as sessões não somente por meio de um acordo verbal, o que já garantiu o início das votações, na última semana, sob a presidência do Giacobo.

Os líderes querem que Waldir Maranhão invoque trecho do artigo 17 do regimento interno da Câmara, que destaca: "o presidente poderá delegar aos vice-presidentes competência que lhe seja própria".

Maranhão assumiu interinamente a presidência da Casa, desde que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) afastaram o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do cargo e também do exercício do mandato.

Considerado um congressista fraco politicamente, seu nome nunca foi visto com bons olhos pelo núcleo do presidente interino, Michel Temer, mas causou repulsa e burburinho na classe política de forma geral após a decisão intempestiva de anular o processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Desde então, vem-se pensando numa alternativa para não permitir que Maranhão conduza os trabalhos no plenário da Câmara. Alega-se a incapacidade política dele para o cargo, mas há temores sobre a instabilidade do deputado.

Caso Waldir Maranhão não ceda a pressão e, por bem, abra mão da condução dos trabalhos e oficialize isso, os líderes pretendem apresentar em plenário um projeto de resolução para ser votado. Confiam na aprovação.


Temer combinou previamente que amigos incômodos deveriam pedir afastamento

Ato Cruz Ato Cruz


Josias de Souza 


Na fase de montagem do ministério, Michel Temer reuniu os amigos para definir o posto que cada um ocuparia no seu governo provisório. Nesse encontro, firmou-se um entendimento prévio: auxiliares que se complicassem em casos de corrupção deveriam tomar a iniciativa de se afastar dos respectivos cargos, evitando constrangimentos ao presidente interino. Auxiliares de Temer cobraram de Jucá que colocasse em prática o que foi combinado. E o ministro viu-se compelido a pedir licença do ministério. A partir desta terça-feira, Jucá estará licenciado por prazo indeterminado.

A licença não foi a primeira opção de Jucá. Abalroado pela gravação em que sugere um pacto para deter a Lava Jato (leia aqui e aqui), Jucá não se dera por achado em entrevista que concedera no final da manhã desta segunda-feira. Afirmara que cabe ao presidente nomear e demitir ministros. “Não vejo nenhum motivo para eu pedir afastamento, me sinto muito tranquilo‘‘, dissera Jucá. “Vou aguardar uma decisão do presidente Michel Temer. Não me sinto atrapalhando o governo.”

Na conversa de Temer com seus amigos, antes da nomeação dos ministros, Jucá havia sido inquirido sobre a Lava Jato e suas relações com a Odebrecht. Dias antes, escalara as manchetes uma planilha apreendida pela Polícia Federal na casa de um executivo da construtora. Nela, os nomes de Jucá e de outros senadores do PMDB foram associados a apelidos e cifras. Ao lado do nome de Jucá, apelidado de “cacique”, foi anotada a cifra de R$ 150 mil, supostamente repassada ao então senador por baixo da mesa.

Dizendo-se tranquilo quanto ao desenrolar das investigações, Jucá afirmara durante a reunião com Temer que não enxergava nenhum impedimento para participar da nova administração. Entre risos, disse que só não admitia ser líder do governo no Senado. Já atuou como líder dos governos FHC, Lula e Dilma. E receava virar motivo de “piada”. Coube a Jucá a estratégica pasta do Planejamento.

Decorridos 12 dias da posse, uma gravação caiu sobre a cabeça de Jucá como um pedaço de laje. Veio de onde menos se esperava. O correligionário Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, negocia um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.


Ele que represente contra a mulher, foragida da Justiça, diz Jucá sobre senador dilmista

 ‘
MULHER FORAGIDA DO SENADOR TELMÁRIO (PDT) É CONDENADA À PRISÃO
Publicado: 23 de maio de 2016 às 17:18 - Atualizado às 19:50
Rodrigo Vilela

SENADOR TELMÁRIO MOTA E A ESPOSA SUZETE, CONDENADA A SEIS ANOS E OITO MESES DE RECLUSÃO

O ministro Romero Jucá (Planejamento) atacou o senador Telmário Mota (PDT-RR) durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (23) no Senado. Questionado sobre o pedido de cassação que Mota anunciou que representaria contra o ministro, Jucá rebateu dizendo que “Telmario deveria representar contra a mulher dele, que é foragida da polícia”.
A esposa de Mota, a médica Suzete Macedo de Oliveira, teve a prisão decretada por envolvimento no "escâncalo dos gafanhotos", descoberto pela Polícia Federal na Operação Pragas do Egito, deflagrada em 2003. Suzete foi condenada a seis anos e oito meses de reclusão, a defesa da mulher do senador tentou um habeas corpus preventio no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas teve o pedido negado.

Jucá foi eleito senador pelo estado de Roraima e se licenciou do cargo para assumir o Ministério do Planejamento no governo interino de Michel Temer.

O ministro está no meio de uma crise após o jornal Folha de São Paulo divulgar trechos da conversa entre Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. No diálogo, o peemedebista sugere um pacto para deter os avanços da Operação Lava Jato.


Meta comprova rombo provocado pela irresponsabilidade do PT


PARA LÍDER DO DEMOCRATAS, AO CONTRÁRIO DO PT, GOVERNO DE MICHEL TEMER AGIU RÁPIDO NA CRISE

PARA LÍDER DO DEMOCRATAS, AO CONTRÁRIO DO PT, GOVERNO DE MICHEL TEMER AGIU RÁPIDO NA CRISE. FOTO: AG. CÂMARA

O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM) avaliou que, ao contrário do governo do PT, que acobertava os erros, o governo de Michel Temer agiu rápido e afastou o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR). “Há uma demonstração clara da diferença entre este e o governo petista: há uma solução precisa para uma eventual crise que não chegou a se consumar”, ponderou. O parlamentar amazonense avalia que Jucá terá melhores condições de se defender estando afastado do cargo. “Temos agora que tocar os projetos que o país precisa e espera para sair da crise criada pelo governo petista”, argumentou.
Pauderney afirmou que a meta anunciada na noite desta sexta-feira pelo governo do presidente Michel Temer comprova o rombo provocado pela irresponsabilidade do PT com o país. “O PT, quando chegou ao governo, recebeu uma situação equilibrada. Treze anos depois, PT, aliados e tudo o que representam foram afastados da Presidência, mas deixaram uma herança maldita para o Brasil”, afirmou.

Ministros da área econômica anunciaram que o rombo nas contas da União soma R$ 170,5 bilhões, conforme meta que será enviada na próxima semana ao Congresso Nacional. Disse que o “raio-x” das contas públicas é importante para que os brasileiros saibam quem quebrou o país. “A realidade é muito diferente da marquetagem feita pela presidente afastada. O rombo é quase o dobro do previsto pelo PT”, afirmou o líder, referindo-se à proposta enviada em março ao Congresso pelo governo petista com previsão de déficit de R$ 96,65 bilhões.

Ele lembrou que além de ter atrasado o repasse de recursos para bancos públicos, as chamadas pedaladas fiscais, Dilma mentiu sobre a situação das contas do país. As pedaladas fundamentam o pedido que resultou no impeachment de Dilma Rousseff. “Por enquanto é temporário, mas, para o bem do país, será definitivo”, afirmou.

O líder do Democratas também falou sobre a previsão de economia caindo 3,8% em 2016, o mesmo desastre de 2015. A inflação deve ficar em 7%, acima do teto da meta, mesmo com toda a recessão. “E o pior biênio da história do Brasil, e eles ainda falam em golpe”, completou.


Delação - Além de Jucá ex-presidente da Transpetro gravou Renan e até Sarney


EX-TRANSPETRO, SÉRGIO MACHADO GRAVOU JUCÁ, RENAN E JOSÉ SARNEY

Tiago de Vasconcelos

SENADOR RENAN CALHEIROS E O EX-SENADOR JOSÉ SARNEY. FOTO: ED FERREIRA/AE

Enroladíssimo na Lava Jato, o ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sergio Machado tenta se livrar de punição por meio de acordo de delação premiada, por isso ele provocou a conversa com o senador Romero Jucá (PMDB-RR), em março, com instruções para levar um gravador escondido.
O problema, para o PMDB, é que Machado gravou conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros, e também com o ex-senador José Sarney, ambos do PMDB. A suspeita é que as gravações fazem parte do acordo de delação premiada que o ex-presidente da Transpetro fechou com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, responsáveis pelas investigações da Lava Jato.


Lava Jato - Pânico fez Machado buscar acordo de delação

Marcos de Paula Marcos de Paula

 

MACHADO RESOLVEU ENTREGAR COMPARSAS APÓS BUSCA E APREENSÃO EM SUA CASA. FOTO: MARCOS DE PAULA/EC

O ex-senador Sérgio Machado entrou em pânico e passou a tentar acordo de delação após os mandados de busca e apreensão em sua casa, em Fortaleza, no dia 15 de dezembro. A busca não repercutiu porque aquela fase da Lava Jato, a Operação Catilinárias, tinha alvo mais ilustre: ninguém menos que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, cuja residência oficial foi vasculhada pela Polícia Federal. A informação é do colunista Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Após a busca em sua casa, Sérgio Machado mudou o número do celular e sumiu. Familiares diziam que ele estava morando no exterior.

Após três meses sumido, Sérgio Machado reapareceu procurando velhos amigos e “alvos”, entre os quais Jucá, Calheiros e Sarney.

Indagado por que bancou Sergio Machado presidindo a Transpetro por 11 anos, Renan Calheiros desconversa. Só falta negar que o conhece.


Superministério - Meirelles pode acumular Fazenda e Planejamento

Jose Cruz Jose Cruz

 

COM SAÍDA DE JUCÁ, MINISTRO DA FAZENDA PODE ACUMULAR PLANEJAMENTO. FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR

A licença do ministro Romero Jucá (Planejamento) é a solução aceita pelo presidente Michel Temer para tornar menos traumático o seu desligamento, que deve ser definitivo. Foi a “saída honrosa” encontrada pelo PMDB, após o mal-estar causado pela conversa gravada com o ex-senador Sérgio Machado. O passo seguinte pode ser a designação do ministro Henrique Meirelles para acumular Fazenda e Planejamento. A informação é do colunista Claudio Humberto, do Diário do Poder.
Se Meirelles aceitar a condição de “superministro”, ele poderá reduzir Planejamento a uma secretaria, assim como o fez com a Previdência.

Auxiliares de Temer não gostam do “superministério”. Meirelles teria “poder demais” e seria impossível cuidar de três áreas tão complexas.

Nem Romero Jucá acredita em seu retorno ao cargo de ministro do Planejamento, por causa do desgaste que o levou a se afastar.

Antes da decisão de Romero Jucá se licenciar, Temer cogitava afastá-lo por 90 dias, período em que teria de “provar a inocência”.

Diariodopoder.combr

 


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