Desistência de Manoel Júnior faz de Gervásio um ‘profeta’; entenda


O deputado Gervásio Maia (PSB) nunca acreditou na pré-candidatura de Manoel Júnior (PMDB) e sua “profecia” acabou se confirmando nesta sexta-feira (22), com o anuncio da desistência do peemedebista da disputa sucessória em João Pessoa. Alguns meses depois o que afirmara acabou se concretizando e veio hoje à boca do palco, não com o propósito de tripudiar, mas para observar que estava certo em sua avaliação.

Sente-se prejudicado e considera Manoel Júnior responsável direto pela sua saída do PMDB. A “profecia”, no entanto, era algo evidenciado quando da quebra do acordo de rodízio com o ex-colega de partido, que não lhe entregou a presidência da legenda peemedebista em 2015, conforme o entendimento prévio. Deixou claro que não gostaria de tocar neste tema. Porém, considerou o momento oportuno:

“Vou falar porque o assunto me envolve e acabou com que eu deixasse o partido”, comentou ao lembrar o processo envolvendo a pré-candidatura de Manoel Júnior. Tudo começou durante o primeiro semestre do ano passado. Portanto, já completou um ano. Na ocasião, Gervásio cobrou da Executiva estadual, comandada pelo senador José Maranhão, o rodízio celebrado com Manoel Júnior.

Gervásio deveria assumir a presidência do Diretório da capital em maio do ano passado. No entanto, acabou levando uma “rasteira” com a quebra do acordo. Manoel Júnior não levou em considerou o que havia sido firmado e dai surgiram as desavenças. A justificativa para não entregar o comando do partido em João Pessoa foi a acusação de que o PMDB seria entregue ao governador Ricardo Coutinho.

A crise se prolongou até o começo deste ano, quando Gervásio decidiu trocar as cores da camisa partidária, assinando a ficha de filiação no PSB do governador Ricardo Coutinho. O ex-peemedebista relembrou a previsão sobre a pré-candidatura do ex-colega de partido:

“Não existia candidatura própria, mas um desejo dele usar o partido para atingir seus objetivos pessoais e não do PMDB. Para mim, são águas passadas. Dele não, mas de outros eu guardo o maior respeito”, afirmou.

Adiante, acusou Manoel Júnior de não ter palavra, nem identificação com a legenda peemedebista. “Ele está no partido circunstancialmente”. Pois bem, com a desistência o deputado socialista Gervásio Maia mostra que estava coberto de razão. Só falta “profetizar” para onde vai o PMDB, se fica mesmo com o prefeito Luciano Cartaxo ou mantém a aliança com o seu PSB.

Será que o deputado arrisca um prognóstico?

Marcone


Cida quer implantar o 15° para professores e dar maior independência às escolas de JP

 

Cida_1O 15º salário dos professores da rede municipal e a desburocratização dos repasses às escolas foram alguns dos compromissos assumidos pela pré-candidata à Prefeitura de João Pessoa, Cida Ramos, em plenária de prestação de contas do vereador Zezinho do Botafogo, no bairro de Cruz das Armas. Na avaliação da professora, é preciso traçar políticas públicas sólidas para educação, desassistida pela atual administração da cidade.

“O atual prefeito confunde climatização com política para educação. Somos uma cidade com 60 mil analfabetos, vamos investir em ações para mudar esta realidade. Cuidar da juventude é investir na nossa educação, por isso vamos instituir o 15º salário para os professores do município, como professora sei da importância de valorizar a categoria da qual faço parte. Precisamos também desburocratizar o acesso das escolas aos investimentos. Vamos colocar dinheiro nas escolas, uma verba que fique disponível para a direção realizar reparos e manutenção, sem a necessidade de requerer o dinheiro à secretaria” destacou Cida Ramos.

Na ocasião, Cida defendeu também maior investimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs). “Vamos aparelhar essas unidades para que elas voltem a tratar com respeito aqueles que precisam. Investindo corretamente o dinheiro público conseguiremos estender o horário de atendimento dos nossos postos, ampliando até às 22h para pronto atendimento. Vamos também equipar as 24 ambulâncias que hoje estão paradas, precisando de manutenção, para atender junto às USFs. Também criaremos o Hospital da Mulher, para que as mulheres tenham acesso aos exames que hoje são negados pela saúde municipal”.

A pré-candidata destacou ainda o incentivo ao esporte. “Precisamos retomar o Programa de Apoio aos Clubes de Futebol de João Pessoa, criado na prefeitura de Ricardo Coutinho e paralisado pela administração de Luciano Cartaxo. É preciso investir no esporte profissional, valorizar nossos atletas, mas também investir no esporte amador, reestruturando equipamentos que hoje estão abandonados, como o Estádio da Graça e o ginásio Hermes Taurino. João Pessoa quer de volta a prefeitura que um dia teve, uma gestão comprometida com quem mais precisa”.

Cida lembrou o projeto do PSB quando esteve à frente da Prefeitura de João Pessoa. “Quem não lembra que Ricardo Coutinho, em apenas dois meses de gestão, criou o Terminal de Integração, facilitando a vida de inúmeros pessoenses? Na sua gestão os mercados foram reformados, se criou com recursos próprios 8 creches, se instituiu a prática do governar para os que mais precisam, governar olhando a realidade dos bairros, com o Orçamento Democrático, acabado na atual gestão, mas que será retomado quando eu estiver na prefeitura. O PSB me escolheu porque só faço política agregando e respeitando a necessidade das pessoas”, destacou.

O vereador Zezinho do Botafogo, que tenta sua reeleição, disse confiar no projeto representado pela pré-candidata do PSB. “Conheço Cida de muitos anos atrás. Ela participou de quase todos os movimentos de luta dos trabalhadores dessa cidade, sempre esteve ao lado dos que mais precisam, seja militando ou à frente de administrações públicas. Ela vai trazer de volta a boa política realizada por Ricardo Coutinho, que construiu ginásios, fez a saúde básica funcionar, investiu nos que mais precisam”, disse.


Maranhão quebra o silêncio e diz que apoio de Manoel Júnior a Cartaxo é “pessoal”

 O senador José Maranhão, presidente estadual do PMDB na Paraíba, resolveu quebrar o silêncio e comentou a decisão do deputado federal Manoel Júnior de abrir mão da disputa pela Prefeitura de João Pessoa nas eleições deste ano.

Em entrevista à jornalista Aline Lins, do portal ClickPB, Maranhão deixou claro seu descontentamento com a decisão do deputado, negou que esteja fechado o apoio do PMDB à reeleição de Luciano Cartaxo (PSD) e afirmou que a adesão de Manoel Júnior ao prefeito foi pessoal.

“O apoio à (pré) candidatura de Luciano Cartaxo é uma decisão pessoal do deputado Manoel Júnior e pode ser política em relação ao diretório municipal de João Pessoa”, disse Maranhão, acrescentando que a tese dominante no PMDB é de candidatura própria.

Ainda na entrevista, Maranhão rebateu as declarações dadas por Manoel Júnior, que entrevista coletiva disse que faltou apoio do PMDB para que ele pudesse manter sua pré-candidatura.

“O meu apoio e do partido nunca faltou ao deputado Manoel Junior como candidato a prefeito de João Pessoa. Eu acho que essa posição, que eu defendi ardorosamente, seria a melhor posição para o partido”, assegurou.

O senador concluiu a entrevista evitando antecipar previsões sobre possível divisão no PMDB em função da decisão de Manoel Junior. Afirmou, no entanto, que o partido continua defendendo a tese da candidatura própria, principalmente em João Pessoa.


Operação Aletheia - Moro diz que grampos justificariam a prisão de Lula

Gil Ferreira Gil Ferreira


JUÍZ AFIRMOU QUE "FALTA SERIEDADE" À ARGUMENTAÇÃO DA DEFESA

MORO DECIDIU, TAXATIVAMENTE, NÃO ABRIR MÃO DO CASO
 

Em despacho de quinze páginas, o juiz federal Sérgio Moro fulminou, um a um, os argumentos da defesa do ex-presidente Lula que pedia sua suspeição para continuar na condução das investigações sobre o petista. Moro decidiu, taxativamente, não abrir mão do caso e disse que ‘falta seriedade’ à argumentação da defesa.
O magistrado afirmou ainda que os grampos que pegaram o ex-presidente em março deste ano, na Operação Aletheia, poderiam justificar a prisão temporária de Lula, mas que na ocasião, acabou-se optando por ‘medida menos gravosa’, no caso, a condução coercitiva do petista.


Reajuste chega ao Congresso - Servidores da Receita cogitam reavaliar paralisação


EXECUTIVO ENVIOU AO CONGRESSO PL QUE PREVÊ REAJUSTE DE 21,3%

IMPACTO DO REAJUSTE SERÁ DE R$ 290,8 MILHÕES SEGUNDO CÁLCULOS DO GOVERNO

Com o envio do projeto de lei sobre o reajuste dos servidores da Receita Federal ao Congresso Nacional, o sindicato da categoria pretende reavaliar a paralisação iniciada no último dia 14, afirmou o presidente do Sindifisco, Cláudio Damasceno. A mobilização gerou transtornos em aeroportos, aduanas, impactou o comércio exterior e a arrecadação e ameaçava se estender até o período dos Jogos Olímpicos. Qualquer decisão, porém, só será tomada na próxima semana, após análise do texto. "Estamos fazendo análise para ver se está de acordo", disse Damasceno.
O projeto de lei encaminhado pelo Executivo prevê um reajuste de 21,3% ao longo de quatro anos, além de um bônus por eficiência. Esse bônus, no entanto, sofreu ajustes no texto para "evitar perdas" aos servidores.

Antes, a previsão era de que os auditores receberiam uma bonificação fixa mensal de R$ 3 mil até o fim do ano, que se estende inclusive a servidores inativos. A partir de janeiro do ano que vem, essa valor passaria a ser calculado a partir de índices de eficiência.

Agora, o PL prevê que os auditores receberão R$ 5 mil por três meses após a entrada em vigor da lei. Para analistas, o valor será de R$ 3 mil. A partir de janeiro de 2017, haverá um pagamento mensal de R$ 3 mil aos auditores e de R$ 1,8 mil aos analistas até que o cálculo do bônus variável seja regulamentado - o que deve ocorrer em até 60 dias após a edição da lei.

"Foi uma solução encontrada pelo governo como compensação, já que foi enviado um projeto de lei, e não uma medida provisória", disse Damasceno. O Sindifisco pedia uma MP porque tem vigência imediata, ao contrário do PL, que precisa passar primeiro pelo Congresso. Os auditores argumentavam que o acordo foi selado em março e deveria produzir efeitos já em agosto, o que não será mais possível devido ao atraso no encaminhamento do projeto de lei.

O impacto do reajuste, segundo cálculos do governo, será de R$ 290,8 milhões neste ano, R$ 604,9 milhões em 2017, R$ 603,4 milhões em 2018 e R$ 598,8 milhões em 2019.

Já os impactos da implantação dos bônus foram estimados em R$ 326,1 milhões neste ano, R$ 1,917 bilhão em 2017, R$ 2,044 bilhões em 2018 e R$ 2,191 bilhões para 2019.

O projeto prevê ainda que o pagamento do bônus será feito por intermédio da utilização da receitas com a arrecadação de multas tributárias e aduaneiras incidentes sobre a receita de impostos, taxas e contribuições administrados pela Receita Federal do Brasil e com recursos advindos da alienação de bens apreendidos, que compõem o Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf)


Musa do cartão corporativo - Enquanto foi presidente este ano, Dilma gastou R$ 2,6 milhões

 CUSTO BRASIL
FARRA DO CARTÃO CORPORATIVO PERMANECE IMPARÁVEL NO GOVERNO FEDERAL


O governo ultrapassou a marca dos R$ 22,7 milhões em gastos com os cartões corporativos nos primeiros seis meses do ano, segundo o Portal Transparência. O gabinete da presidente Dilma torrou sozinho R$2,65 milhões, gastos protegidos por “sigilo”. Somando-se a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e secretarias do Palácio, a conta sobe para R$ 6,66 milhões. Quase tudo sigiloso por “razões de segurança”. A informação é da coluna Cláidio Humberto, do Diário do Poder.
Em razão da Polícia Federal, o Ministério da Justiça é o segundo maior utilizador de cartões corporativos, com R$ 5,55 milhões até este mês.

O gabinete da Vice-Presidência, de Michel Temer, torrou R$ 306 mil até julho deste ano. Nenhuma das despesas é contabilizada.

Quem tem Olimpíadas, não precisa de cartão: o Ministério do Esporte só gastou R$ 584 e não realiza novas despesas há três meses.

Já o Ministério da Educação conseguiu gastar R$ 2,16 milhões com cartões corporativos; quase tudo gasto por universidades federais.


Xô - Destituição de Dilma e cassação de Cunha serão definidos simultaneamente

Lula Marques Lula Marques


DILMA E O INIMIGO CUNHA DEVEM SER CASSADOS QUASE NO MESMO DIA


Estão previstas para o início de agosto importantes votações nos casos Dilma e Eduardo Cunha. No processo contra a presidente afastada, o Senado ainda votará em comissão a aceitação do relatório, a chamada “pronúncia”. No caso do deputado afastado, a ideia é levar o processo ao plenário da Câmara na semana da pronúncia do afastamento de Dilma, que seria o acolhimento oficial da denúncia do impeachment. A informação é da coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Ainda existem três votações no processo contra Dilma. Será votada a pronúncia na comissão e também no plenário, além do julgamento final.

Contra Eduardo Cunha, haverá apenas mais uma votação na Câmara dos Deputados, se não houver recursos. Ele deve cair antes de Dilma.

No Senado, a primeira votação contra a petista está prevista para 9 de agosto. Na Câmara, Eduardo Cunha seria cassado no dia seguinte, 10.


Cantor sertanejo Pedro Lima morre carbonizado em acidente de trânsito

 
O artista voltava de um show no interior de São Paulo, quando houve a colisão


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Diário de Pernambuco
Thiago Tridapali/Facebook/Reprodução

O cantor sertanejo Pedro Lima morreu na madrugada deste sábado (23/7) em um acidente de trânsito. Segundo informações da polícia, o músico, de 20 anos, estava sozinho no carro e bateu o carro no poste na cidade Votuporanga, em São Paulo. O impacto fez o poste explodir, o carro pegou fogo, e ele morreu carbonizado. O artista voltava de um show no interior de São Paulo, quando houve a colisão.

Pedro ficou preso às ferragens, não conseguiu escapar. O corpo dele foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) e liberado às 14h deste sábado. O enterro será neste domingo, às 10h, no cemitério da cidade paulista.

Amigos e artistas lamentaram a perda e homenagearam o jovem cantor nas redes sociais. A forma chocante como ele morreu foi um dos assuntos repercutidos.

Em maio deste ano, o sertanejo Renan Ribeiro, uma das revelações do programa The voice Brasil, também morreu em acidente de carro. No ano passado, a vítima foi Cristiano Araújo, um dos principais nomes do sertanejo que despontou em 2015.


Temer que implantar regime único na Previdência


Wilson Dias/Agência Brasil: <p>Brasília - O Presidente em exercício Michel Temer e o Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha reúnem-se com governadores (Wilson Dias/Agência Brasil)</p>
Presidente interino Michel Temer determinou a elaboração de estudos sobre a criação de um regime único de Previdência Social, em que trabalhadores dos setores público e privado respondam pelas mesmas regras; unificação dos regimes foi uma das sugestões apresentadas em fevereiro de 2015 pela presidente eleita Dilma Rousseff, para debate com trabalhadores e empresas; proposta, coordenada pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, deverá incluir uma regra de transição para pessoas que já estão no mercado de trabalho mas ainda não têm condições de se aposentar

247 - O presidente interino Michel Temer determinou a elaboração de estudos sobre a criação de um regime único de Previdência Social, em que trabalhadores dos setores público e privado respondam pelas mesmas regras.

Hoje, trabalhadores do setor privado e servidores públicos são regidos por normas diferentes. Há ainda leis específicas para trabalhadores rurais e militares, por exemplo.

A unificação dos regimes foi uma das sugestões apresentadas em fevereiro de 2015 pela presidente eleita Dilma Rousseff, para debate com trabalhadores e empresas. A proposta de reforma deverá incluir uma regra de transição para pessoas que já estão no mercado de trabalho mas ainda não têm condições de se aposentar.

A criação de um regime único representaria uma mudança profunda na legislação brasileira e tenderia a causar controvérsia no Congresso. O início dos estudos é sinal de uma mudança no governo, que até aqui cogitava apenas a mudança de algumas regras e não discutia a situação dos militares, por exemplo. Em 2015, o pagamentos de pensões e aposentadorias militares foi responsável por 45% do rombo na Previdência dos servidores federais.

Segundo o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, o governo considera a reforma peça essencial de seu esforço para equilibrar o Orçamento e conter seu endividamento. "O presidente me pediu que o grupo estudasse os caminhos para um regime em que as regras [para aposentadoria] fossem as mesmas para todos", disse Padilha à Folha de S. Paulo. Segundo Padilha, um regime único poderia ajudar a equilibrar "algumas áreas que são superavitárias com áreas em que há deficit".


Dilma apresentará cartas aos senadores em ‘prévia‘ do impeachment

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Presidente eleita Dilma Rousseff deve apresentar sua carta aberta aos senadores no próximo dia 9 de agosto, às vésperas da pronúncia, espécie de prévia da votação do impeachment; segundo a colunista Natuza Nery, aliados de Dilma andam fazendo suspense sobre a estratégia para o julgamento final da petista, quando o Senado se transformará em uma espécie de júri; meta é aumentar os os 22 votos conquistados na abertura do processo; para barrar o impeachment, Dilma precisa de 28 votos contrários

247 - A presidente eleita Dilma Rousseff deve apresentar sua carta aberta aos senadores no próximo dia 9 de agosto, às vésperas da pronúncia, espécie de prévia da votação do impeachment.

Segundo a colunista Natuza Nery, aliados de Dilma andam fazendo suspense sobre a estratégia para o julgamento final da petista, quando o Senado se transformará em uma espécie de júri.

"Um importante petista faz a seguinte avaliação: Se, na pronúncia, Dilma não conseguir mais do que os 22 votos conquistados lá atrás, na abertura do processo, dará um atestado de fracasso", afirma.


Defesa de Lula rebate Moro e diz que juiz não teve oportunidade de prendê-lo

 
A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota neste sábado, em que rebate a afirmação do juiz Sergio Moro, que disse que já poderia ter prendido o ex-presidente Lula, se assim o desejasse; "Essa afirmação é manifestamente descabida e apenas reforça que o juiz Moro perdeu a imparcialidade para julgar qualquer assunto envolvendo Lula, como vem sendo reiterado pelos seus advogados", diz o texto assinado pelos advogados Cristiano Martins e Roberto Teixeira; eles lembram que um juiz só pode decretar prisão se houver pedido do Ministério Público – o que não ocorreu no caso de Lula; "Lula não se opõe a qualquer investigação, mas tem o direito de ver observadas suas garantias constitucionais e aquelas previstas em Tratados Internacionais que o Brasil se obrigou a cumprir", diz ainda a nota

Paraná 247 – A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota neste sábado, em que rebate a afirmação do juiz Sergio Moro, que disse que já poderia ter prendido o ex-presidente Lula, se assim o desejasse (leia aqui). "Essa afirmação é manifestamente descabida e apenas reforça que o juiz Moro perdeu a imparcialidade para julgar qualquer assunto envolvendo Lula, como vem sendo reiterado pelos seus advogados", diz o texto assinado pelos advogados Cristiano Martins e Roberto Teixeira. Eles lembram que um juiz só pode decretar prisão se houver pedido do Ministério Público – o que não ocorreu no caso de Lula.

Leia, abaixo, a íntegra da nota:

O juiz Sergio Moro afirmou ontem (22/07/2016) - e foi repercutido pela imprensa – que o teor dos diálogos interceptados dos ramais do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva “por si só poderia justificar, por ocasião da busca e apreensão, a prisão temporária dele, tendo sido optado, porém, pela medida menos gravosa da condução coercitiva”.

Essa afirmação é manifestamente descabida e apenas reforça que o juiz Moro perdeu a imparcialidade para julgar qualquer assunto envolvendo Lula, como vem sendo reiterado pelos seus advogados.

O fato é que Moro deixou de observar que:

(a) a lei apenas permite ao juiz decretar a prisão temporária se houver pedido do órgão policial ou do Ministério Público (Lei nº 7.960/1989, art. 2º), o que não existiu em relação a Lula;

(b) no dia 24/02/2016 o MPF requereu a condução coercitiva do ex-Presidente Lula, sem abrir a opção de prisão temporária — até porque ausentes os requisitos legais (Lei nº 7.960/1989, art. 1º) —, como no trecho abaixo:


Lula não se opõe a qualquer investigação, mas tem o direito de ver observadas suas garantias constitucionais e aquelas previstas em Tratados Internacionais que o Brasil se obrigou a cumprir.

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira


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