Cartaxo desafia Cida Ramos a provar cobrança de ‘taxa Z’ na Prefeitura de JP

 
Ela defendeu, à época, a formalização e a apuração da denúncia de pagamento de taxas exorbitantes para a concessão de alvarás.

Por: Blog do Gordinho

A campanha eleitoral não começou oficialmente, mas os embates entre o prefeito Luciano Cartaxo e a professora Cida Ramos comprovam uma polarização entre as candidaturas do PSD e PSB na disputa pela Prefeitura de João Pessoa. Hoje, por exemplo, o gestor desafiou a socialista a provar denúncias feitas por ela sobre cobranças extras na Capital.

As declarações de Cartaxo foram uma resposta a Cida Ramos que, recentemente, o acusou de implantar na cidade a ‘taxa Z’, que consistia em um suposto pagamento para empresários do ramo da construção civil poderem receber alvarás da Prefeitura.

Ela defendeu, à época, a formalização e a apuração da denúncia de pagamento de taxas exorbitantes para a concessão de alvarás.

O prefeito Luciano Cartaxo confirmou ainda a impossibilidade da gestão de cumprir com a data-base do funcionalismo público diante do cenário de crise econômica que o país enfrenta.

 


RC diz que Cartaxo faz ‘teatro grotesco’ para culpar estado por problemas na Barreira do Cabo Branco


Governador diz que o prefeito deve dizer publicamente que não tem recursos para realizar obras de contenção da barreira e pedir ajuda

Por: Blog do Gordinho

O governador Ricardo Coutinho (PSB) criticou o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD) por, segundo ele, tentar transferir a responsabilidade pela Barreira de Cabo Branco para o Governo do Estado e disse que se a prefeitura não tem dinheiro para realizar as obras de contenção, devem dizer publicamente ou pedir ajuda ao governo estadual. Ele disse que o prefeito realiza um “teatro grotesco” em culpar a Estação Cabo Branco pela diminuição da barreira. “A grande questão é que a prefeitura não tem dinheiro para fazer a obra e quer encobrir isso, passou todo este tempo e vem com baboseira de culpar a Estação Ciência”, disse.

De acordo com o governador, a obra da Estação Ciência, realizada durante sua gestão à frente da prefeitura da Capital, foi realizada com todos os estudos técnicos que autorizaram a sua construção sem prejuízos ao meio ambiente e sem colocar em risco a barreira. “Ela é uma obra fundamental para o turismo e para a ocupação de um local que servia para corrida de MotoCross e vaquejada. A Estação Ciência é um museu, uma obra de Niemeyer, feita com licenciamento, com todos os estudos técnicos. Ela foi feita porque tecnicamente pode ser feita”, afirmou.

Segundo o socialista, é um “teatro grotesco” a tentativa da prefeitura de transferir a responsabilidade pelo problema para o governo estadual. “Me parece que nesta época de eleição vigora mais o vale-tudo, tentar jogara responsabilidade para quem não tem. Se não tem como fazer diga publicamente e peça ajuda, o que não pode é ter uma destruição tão grave. João Pessoa vem sofrendo com poucas obras que não atendem aos estudos técnicos e assistindo este grotesco teatro de colocar a culpa para os outros”, declarou.

Ricardo Coutinho afirmou que Luciano Cartaxo tenta, desde o início de sua gestão, esconder ou inviabilizar a Estação Ciência, “desrespeitando o turismo e a beleza da obra feita por Oscar Niemeyer” e assegurou que a ausência de iniciativas do governo municipal para conter a erosão da barreira se dê em virtude de disputas políticas com o governo estadual. “Tem muito gestor que para encobrir as suas falhas, tenta jogar a responsabilidade para os outros. É isso que a gente presencia. Coloca a culpa para os outros para parecer disputa política, o que não é o caso”.

O governador ainda criticou o pré-candidato à reeleição e disse que não faz serviço mal feito para ser desmoralizado com menos de uma semana, em virtude das falhas na ciclovia do novo Parque da Lagoa e disse que vai realizar a obra de acesso à Estação Ciência. “Não vou fazer serviço mal feito, não vou entregar uma obra para desmoralizar quem a fez com uma semana, descascando, e a Paraíba sabe quem fez. Este cuidado precisa existir. O acesso à Estação Ciência estamos hoje abrindo os editais das empresas que foram habilitadas, para a gente fazer o acesso exatamente pela subida do Cabo Branco sem esconder a estação Ciência”, disse.


Prefeito Luciano Cartaxo salve o centro da capital

 Quem conhece e gosta da cidade de João Pessoa fica triste ao caminhar pelo Ponto de Cem Réis, Duque de Caxias, Padre Meira e Miguel Couto, em razão do verdadeiro abandono em que se encontra, invadidas por vendedores ambulantes, engraxates que ocupam os poucos bandos existentes, um grupo de drogados fazendo dali moradia e também suas necessidades fisiológicas na base da estátua de André Vidal de Negreiros e até estendendo ali suas roupas, num quadro horrível para uma cidade que pretende ser turística.


O pior mesmo, ainda é a degradação do pavimento e canteiros das vias citadas e que foram restaurado dias desses na gestão do então prefeito Ricardo Coutinho, que merecem urgente atenção do Prefeito Luciano Cartaxo, que praticamente levou um mandato inteiro praticamente focado numa única obra que foi a intervenção do Parque Solon de Lucena e esqueceu o resto da cidade. É bom que se frise que estamos falando do centro da capital, para onde converge toda a população. Sem falar nos turistas que nos vistam.

As fotos falam por si mesmas e revelam verdadeiro descaso, pois não se pede grandes obras e sim pequenos reparos que já trariam de volta a beleza do nosso ponto principal ponto, que o Ponto de Cem Réis e suas ruas adjacentes. Ao ver as fotos que mostram a degradação do nosso centro, logo vem a inevitável pergunta: Como estará então a periferia de nossa capital?


Empréstimo polêmico do PT - Bumlai e Delúbio ficam frente a frente na Lava Jato

 
ACAREAÇÃO OCORRE NO PROCESSO SOBRE EMPRÉSTIMO DE R$ 12 MILHÕES

PECUARISTA AMIGO DE LULA E EX-TESOUREIRO DO PT VÃO FAZER ACAREAÇÃO NESTA SEGUNDA EM AUDIÊNCIA COM MORO NO PROCESSO SOBRE EMPRÉSTIMO DE R$ 12 MILHÕES DO BANCO SCHAHIN AO PT (FOTO: REPRODUÇÃO)

O ex-tesoureiro do PT condenado no mensalão Delúbio Soares e o pecuarista José Carlos Bumlai, ambos réus na Lava Jato, ficam frente a frente nesta segunda-feira, 27, diante do juiz Sérgio Moro, em Curitiba. Personagens do polêmico empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin ao PT por intermédio de Bumlai, os dois vão fazer uma acareação nesta tarde para esclarecer o episódio que já rendeu duas ações penais na Lava Jato.
A operação de crédito do banco com Bumlai foi realizada em outubro de 2004, e contou com a participação de Delúbio e Vaccari, segundo o MPF. Os executivos do banco que fizeram delação e próprio pecuarista admitiu, após ser preso, que o valor de R$ 12 milhões era destinado ao PT. O valor nunca chegou a ser quitado e, segundo a Lava Jato, teria sido compensado por meio da contratação da Schahin, pertencente ao mesmo grupo empresarial do banco, pela Petrobrás para operar o navio-sonda Vitória 10.000, em 2009.

A transação financeira já deu origem a uma ação penal contra Bumlai, os executivos do banco, Vaccari e ex-executivos da Petrobrás. Além disso, os investigadores descobriram que parte do empréstimo, o total de R$ 6 milhões, teria sido destinado ao empresário de Santo André, Ronan Maria Pinto, que teria recebido essa quantia a partir de um complexo esquema de transações financeiras utilizando intermediários para adquirir o jornal Diário do Grande ABC e evitar a veiculação de notícias que relacionassem seu nome à morte do prefeito de Santo André Celso Daniel.

Esta segunda transação também deu origem a uma ação penal que tem Delúbio como réu e é nela que o juiz da Lava Jato vai ouvir as versões do ex-tesoureiro petista, condenado a seis anos e oito meses de prisão por corrupção e formação de quadrilha, e do pecuarista. Delúbio recebeu o indulto do STF de sua pena do mensalão em março deste ano, quando já cumpria parte de sua pena em casa, mas voltou a ser preso em abril na Operação Carbono 14, a 27ª fase da Lava Jato e que deu origem à denúncia contra ele.

O ex-tesoureiro do PT nega envolvimento em irregularidades. (AE)


Tirada de sarro - Cardozo tem conta de restaurante paga por ‘Thomaz Turbando‘

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EX-MINISTRO TOMA TROCO DE CLIENTE DE BAR QUE CITOU ‘JURISTA‘
Publicado: 27 de junho de 2016 às 17:58 - Atualizado às 22:21
André Brito

CARDOZO MENCIONOU O JURISTA IMAGINÁRIO ENTRE OS DEFENSORES DE DILMA
 

Advogado de defesa de Dilma no processo do impeachment, desde quando era advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo estava almoçando com o seu antecessor na AGU, Luis Inácio Adams, e foi surpreendido ao ter a conta paga pelo ilustre jurista "Thomás Turbando".
Claro que tudo não passou de uma brincadeira bem humorada de outro cliente sobre a afronta de Cardozo ao Senado Federal ao afirmar que o jurista imaginário seria um dos grandes defensores da lorota de golpe difundida pelo PT.

Cardozo se defendeu dizendo que o episódio não passou de "um equívoco" com o nome de Thomas da Rosa de Bustamante, professor de filosofia do direito da Universidade Federa de Minas Gerais, mas confirmou que o principal defensor de Dilma no caso provavelmente considere a causa como perdida.

Dias antes, Cardozo foi flagrado jogando xadrez no celular durante depoimentos de testemunhas consideradas importantes pelo advogado.


Gleisi prefere se fazer de vítima e chama a prisão do marido de ‘Ilegal‘

Edilson Rodrigues Edilson Rodrigues

SENADORA IGNOROU TODAS AS EVIDÊNCIAS ELENCADAS PELOS INVESTIGADORES PARA A PRISÃO. FOTO: EDILSON RODRIGUES/SENADO
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A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) usou a tribuna do plenário do Senado para se fazer de vítima e defender o marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, preso na semana passada acusado de receber R$ 7 milhões desviados de contratos de empréstimo consignado durante cerca de cinco anos. Gleisi, que também é investigada pela Lava Jato, ignorou todas as evidências elencadas pelos investigadores e disse que a prisão de Bernardo foi "injusta, ilegal, sem fatos, sem provas e sem processo", com o objetivo de humilhar a sua família.
"Nem em pesadelos eu teria sido capaz de supor que estaria aqui, nesta tribuna, pra defender meu marido de uma prisão", declarou. A sessão, presidida pelo vice-presidente do Senado e também petista, Jorge Viana (AC), foi encerrada logo após o discurso de Gleisi, que foi assistido pela bancada pró-Dilma de senadores como Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lindbergh Farias (PT-RJ).

 

Diariodolpoder.com.br

 

 


Insultos rendem a Ciro 90 ações por dano moral

Charles Scholl. Charles Scholl.

 

ESTILO AGRESSIVO FAZ CIRO RESPONDER A 90 PROCESSOS DE ADVERSÁRIOS
 

Conhecido pelo estilo agressivo de fazer política, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes, hoje filiado ao PDT, responde a pelo menos 90 processos movidos por adversários e até por cidadãos comuns. No Ceará, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), move contra ele 24 ações por dano moral, e o vice-prefeito de Fortaleza, Gaudêncio Lucena, cinco. Exigem reparação pelos insultos do destemperado Ciro. Procurado por meio da assessoria, o político não comentou o assunto. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Ciro também coleciona condenações até expressivas, como os R$ 266 mil concedidos à família do ex-senador Henrique Santillo (GO).

Senadores José Serra e Fernando Collor terão de Ciro 100 salários mínimos e R$100 mil, respectivamente, nas ações que moveram.

Oficial de justiça não escapou de ser xingado por Ciro, que o mandou “à merda” ao ser notificado de uma ação. Foi denunciado por desacato.

Diariodopoder.com.br

 


Esquema hermanos - PF investiga esquemas na Petrobras Argentina

 

VENDAS DE ATIVOS DA PETROBRAS NA ARGENTINA ESTÃO SOB SUSPEITA
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Além de investigar suposta propina paga a Renan Calheiros na venda de ativos da Petrobras na Argentina, a Polícia Federal também apura a venda de refinaria da estatal ao grupo de Cristóbal López, amigo da ex-presidente Cristina Kirchner. López chegou a oferecer US$ 50 milhões, mas acabou levando a refinaria por apenas US$ 36 milhões, em 2006, ano da compra desastrada da refinaria de Pasadena pela Petrobras. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
A negociata na Argentina seria investigada pela CPI da Petrobras, no Senado, em 2014. Mas o PMDB criou CPI mista, que acabou em pizza.

A Petrobras fez negociação exclusiva com a Pampa Energia, de López, para vender um “pacote” de ativos da Petrobras na Argentina.

A Petrobras negociou 30 blocos exploratórios, refinaria, 300 postos de gasolina e participações em térmica, hidrelétrica e petroquímicas.

A Petrobras só faz maus negócios na Argentina: além da refinaria, López levou 360 postos. Tudo por uma pechincha: US$ 110 milhões.


Distanciamento - Camilo Santana não convida Dilma Rousseff para visitar o Ceará em sua viagem ao Nordeste



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A presidente Dilma Rousseff não incluiu o Ceará em sua viagem que fará à região Nordeste a partir da próxima quarta-feira (15). A previsão é que a presidente afastada fale na Assembleia Legislativa de João Pessoa (PB), na próxima quarta-feira, siga a Salvador (BA), na quinta-feira e termine o roteiro na sexta-feira (17) em Recife (PE).

Durante suas apareições públicas, a petista deve reforçar a tese de que o presidente interino Michel Temer que "rasgar a CLT" com a reforma da Previdência e "reduzir programas sociais, principalmente o Bolsa Família", com os cortes no Orçamento, informa a Folha de S. Paulo.

Distanciamento de Camilo Santana e Cid Gomes

Surpreendeu a presidente afastada Dilma Rousseff o distanciamento do governador Camilo Santana e de seu padrinho político, seu amigo Cid Gomes. Para Dilma, Camilo já tenta fazer uma ponte com o Planalto. Outra versão é que os irmãos Ferreira Gomes não querem ligar hoje a imagem de Dilma a do prefeito Roberto Cláudio, candidato à reeleição.


STF pede urgência em ação que pode tornar Russomanoi nelégivel


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Deputado Celso Russomanno (PRB-SP) responde por peculato (desvio de dinheiro público) e pode se tornar inelegível à Prefeitura de São Paulo se for condenado no STF até o dia em que a Justiça Eleitoral analisar seu pedido de registro, em 12 de setembro; pré-candidato, Russomanno lidera com 26%, segundo Ibope da semana passada; ministra do STF Cármen Lúcia pediu à Procuradoria-Geral da Repúblicaque se manifeste "com urgência" no processo


247 - A ministra do STF (Supremo Tribunal Federal) Cármen Lúcia pediu à Procuradoria-Geral da República, nesta segunda (27), que se manifeste "com urgência" em um processo contra o deputado Celso Russomanno (PRB-SP).

O apresentador de TV responde por peculato (desvio de dinheiro público) e pode se tornar inelegível à Prefeitura de São Paulo se for condenado no STF até o dia em que a Justiça Eleitoral analisar seu pedido de registro, em 12 de setembro.

Pré-candidato, Russomanno lidera com 26%, segundo Ibope da semana passada e foi acusado de ter usado uma funcionária de seu gabinete, paga pela Câmara, para trabalhar em sua produtora de vídeo em São Paulo, entre 1997 e 2001.


Militares ficam fora da reforma da Previdência de Temer


Concessão de aposentadorias e pensões aos militares, que corresponde a 44,8% do rombo na previdência dos servidores da União, não faz parte da reforma do setor prevista pelo governo interino de Michel Temer; a proposta que deve ser apresentada ao Congresso prevê fixar uma idade mínima para o INSS, por volta dos 65 anos; para geração futura, a faixa pode passar para 70 anos


247 - A concessão de aposentadorias e pensões aos militares, que corresponde a 44,8% do rombo na previdência dos servidores da União, não faz parte da reforma do setor prevista pelo governo interino de Michel Temer.

A proposta que deve ser apresentada ao Congresso prevê fixar uma idade mínima para o INSS, por volta dos 65 anos. Para geração futura, a faixa pode passar para 70 anos.

No ano passado, o déficit previdenciário dos servidores públicos somou R$ 72,5 bilhões, um aumento de 8,37% sobre 2014. Desse total, R$ 35,5 bilhões se referem a pagamento de benefícios a civis; R$ 32,5 bilhões a militares e R$ 4,5 bilhões para outros.


Janot pede virada histórica e nova representação política


No mais político discurso de sua carreira, o procurador-geral Rodrigo Janot bradou contra praticamente toda a elite política brasileira, nesta segunda-feira (27), durante a abertura de um seminário que vai discutir os grandes casos criminais do Brasil e da Itália; ele disse que movimentações de políticos tentam frear as investigações da Lava Jato e afirmou que o Ministério Público "não se sujeitará à condescendência criminosa" em favor de uma" pseudo estabilidade destinada a poucos"; para Janot, a operação revelou que políticos e empresários transformaram "o Estado em um clube para desfrute de poucos"; "Chegou a hora de quebrarmos também os grilhões do patrimonialismo, de nos libertarmos de um modo de ser que não nos pertence, daquele malfadado jeitinho associado à corrupção da lei que não traduz nossa verdadeira natureza. É hora de nos desvencilharmos da cultura de espoliação e do egoísmo. O país fartou-se desse modelo político", disse


247 - O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse, nesta segunda-feira (27), durante discurso no qual cobrou engajamento da população em favor da Lava Jato, que movimentações de políticos tentam frear as investigações da operação. Ele afirmou que o Ministério Público "não se sujeitará à condescendência criminosa" em favor de uma" pseudo estabilidade destinada a poucos". Janot defendeu que é preciso "quebrar os grilhões do patrimonialismo" e comparou a resistência ao avanço da Lava Jato no meio político às dificuldades para abolição da escravatura no país, há 130 anos. O procurador disse também que, desde as manifestações de rua em 2013, a sociedade está "sedenta por uma virada histórica", pelo fim da impunidade.

Para Janot, a operação revelou que políticos e empresários transformaram "o Estado em um clube para desfrute de poucos". "Algumas vozes reverberam o passado e ensaiam a troca do combate à corrupção por uma pseudo estabilidade, a exclusiva estabilidade destinada a poucos. Não nos sujeitaremos à condescendência criminosa: não é isso que o Brasil quer, não é disso que o país precisa", afirmou o procurador-geral na abertura de um seminário que vai discutir os grandes casos criminais do Brasil e da Itália.

"Chegou a hora de quebrarmos também os grilhões do patrimonialismo, de nos libertarmos de um modo de ser que não nos pertence, daquele malfadado jeitinho associado à corrupção da lei que não traduz nossa verdadeira natureza. É hora de nos desvencilharmos da cultura de espoliação e do egoísmo. O país fartou-se desse modelo político", complementou.

Segundo ele, "temos hoje um déficit de representação política. Um descompasso entre o que quer o eleitor e o que faz o seu representante". "Não chegaremos ao fim dessa jornada pelos caminhos do Ministério Público ou do Judiciário. Esses são peças coadjuvantes no processo de transformação e de aprofundamento dos valores republicanos. A Lava Jato, por si só, não salvará o Brasil, nem promoverá a evolução do nosso processo civilizatório. Para tanto, é indispensável a força incontrastável da cidadania vigilante e ativa", afirmou.

Na avaliação do procurador-geral, o sistema eleitoral está "falido". "Lava Jato desvelou, como nunca, o sistema de favores mútuos entre políticos, partidos e empresários, que mais do que locupletar os seus sócios, frauda a democracia representativa, conspurca os valores republicanos e transforma o Estado em um clube exclusivo para desfrute de poucos, mas penosamente custeado por todos os brasileiros. É hora de nos desvencilharmos da cultura de espoliação e do egoísmo. O país fartou-se desse modelo político", disse.

Abaixo a matéria da Agência Brasil:

“Lava Jato por si só não salvará o Brasil”, diz Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse hoje (27) que a Operação Lava Jato não “salvará o Brasil” da corrupção sem partipação popular. Janot participou no início da noite da abertura de um seminário sobre grandes casos de corrupção julgados no país e na Itália.

No discurso de abertura, o procurador disse que a Lava Jato é a “maior e mais profunda” investigação de combate à corrupção da história do país. No entanto, segundo o procurador, o fim dos desvios de dinheiro público não depende somente dos procuradores e dos juízes.

“Não chegaremos ao fim dessa jornada pelos caminhos do Ministério Público ou do Judiciário. Esses são peças coadjuvantes no processo de transformação e de aprofundamento dos valores republicanos. A Lava Jato, por si só, não salvará o Brasil, nem promoverá a evolução do nosso processo civilizatório”, disse Janot.

No discurso, o procurador-geral também disse que existe atualmente no Brasil um ambiente favorável ao fim da impunidade e que retrocessos não serão tolerados pelo Ministério Público.

“Hoje, algumas vozes reverberam o passado e ensaiam a troca do combate à corrupção por uma pseudoestabilidade, a exclusiva estabilidade destinada a poucos. Não nos sujeitaremos à condescendência criminosa: não é isso que o Brasil quer, não é disso que o país precisa”, disse.


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