Condomínio Residencial HC - Marcos Pires

 

marcos@piresbezerra.com.br

 

No último sábado tive o prazer e o privilégio de almoçar com algumas das mentes mais privilegiadas da região. Éramos poucos ao redor de uma mesa onde o casal anfitrião nos brindou inicialmente com flutes de Krug Clos d’Ambonnay. Naquele ambiente tranquilo comentávamos o lançamento do Residencial HC, ali perto.

Inicialmente deve ser dito que os adquirentes têm motivos para temer a ação da Policia Federal e do Judiciário, principalmente agora, quando a Lava-jato se aproxima da Paraíba. O novo prédio disporá de duas saídas subterrâneas, uma descendo do Altiplano em direção ao mar e a outra dirigida ao rio, de modo a permitir aos seus ocupantes livrarem-se das incomodas visitas matinais da PF.

Foram contratados especialistas para prepararem os futuros condôminos às situações adversas que poderão enfrentar na hipótese de não conseguirem se livrar. Os interessados terão curso gourmet de adaptação do paladar às quentinhas que são servidas no xadrez, fazendo parte desse treinamento inclusive o ensino de como cortar carne de terceira usando garfos e facas de plástico.

Aliás, por falar em comida, naquela altura do nosso almoço os anfitriões serviam um escolhido vinho Petrus, Pemerol, para acompanhar os cogumelos matsutake. Os amigos ao redor da mesa comentavam que nas aulas do novo prédio será ensinado o convívio em celas, com cuidados especiais para o banho coletivo dos presos, principalmente nos momentos em que o sabonete cai no chão e o detento tem que se abaixar para apanhar. Serão feitos treinamentos conjuntos (networks) com os condôminos para ensinar a divisão de tarefas no cárcere, como higiene das celas e uso do boi (buraco que substitui os vasos sanitários).

Há ainda a assessoria jurídica dos condôminos para garantir que não serão presos por sentença de um Juiz comum. Visando preservar seus status só através de decisões do STF. Prisão domiciliar com o uso de tornozeleiras eletrônicas desenvolvidas pela Apple em conjunto com a Pierre Cardin.

Fechamos o almoço com um soberbo Romanee-Conti La Tache Grand Cru Monopole, que caiu esplendorosamente com a omelete de lagosta e caviar, igualzinha à que é servida no Norma’s, do Le Park, em Nova Iorque. Mas fizemos um brinde final, desejando aos moradores do HC tudo de ruim pelo que eles fazem ao nosso amado país.

Em tempo, nenhum dos presentes ao almoço tem emprego público ou está metido em licitações.


Mega-Sena acumula e prêmio para próximo concurso é estimado em R$ 16 milhões


Apostas podem ser feitas até as 19h de quarta-feira, em qualquer casa lotérica do país

O concurso número 1.980 da Mega-Sena, sorteado ontem (21) à noite, não teve acertadores e acumulou prêmio estimado em R$ 16 milhões para o próximo concurso, que ocorrerá na quarta-feira (25). As dezenas sorteadas foram: 12, 16, 17, 18, 34, 37.

As apostas podem ser feitas até as 19h de quarta-feira, em qualquer casa lotérica do país. O valor mínimo, para jogar seis números, é R$ 3,5. Quanto mais números, maior o preço da aposta.

A Mega-Sena paga o prêmio principal a quem acertar os seis números sorteados. Quem acerta cinco ou quatro números também é premiado, mas com valores menores que os do prêmio principal.

Na última quinta-feira (19), um apostador de Muzambinho (MG) levou sozinho o prêmio principal de R$ 3,9 milhões do concurso 1.979.

Timemania

A Caixa Econômica Federal também sorteou o concurso 1.097 da Timemania, que também não teve acertadores e acumula prêmio estimado em R$ 16 milhões no próximo concurso, que corre na terça-feira (24).

Segundo a Caixa, a probabilidade de acerto na Timemania é de 1 em 26.472.637. Os sorteios são realizados três vezes por semana. Sete números e um time são sorteados. O prêmio principal vai para quem acertar os sete números.

O valor da aposta é R$ 2 e também pode ser registrada até as 19h em qualquer casa lotérica do país.

Agência Brasil


Alguém precisa defender Marisa do seu marido


Josias de Souza 


Repentinamente, verifica-se que Lula e seus advogados perderam o respeito pela memória de Marisa Letícia. De mulher exemplar, a ex-primeira dama foi transformada numa doidivanas que pagou em dinheiro vivo, durante quase cinco anos, os aluguéis do apartamento malcheiroso de São Bernardo, vizinho à cobertura da família Silva. Nessa versão, a mulher de Lula foi acomodada pela defesa do homem com quem viveu por 43 anos, ao lado de personagens como Aécio Neves, outro inconsequente que tem uma predileção pelas formas mais primitivas e inseguras de transferência de valores: os envelopes, as malas, as mochilas.

No total, Marisa teria manuseado entre 2011 e 2015 algo como R$ 189 mil. Com esse dinheiro, teria quitado os aluguéis do apartamento que a Lava Jato sustenta que a Odebrecht comprou para Lula com dinheiro sujo desviado da Petrobras. No caso de Aécio, a Polícia Federal filmou as malas e mochilas utilizadas para transportar parte dos R$ 2 milhões que o senador tucano alega ter tomado emprestado do benfeitor Joesley Batista. Quanto a Marisa, ainda não foi explicado como ela fazia chegar os envelopes, mês a mês, às mãos do locador.

Chama-se Glauco Costamarques o hipotético locador. Segundo a força-tarefa de Curitiba, trata-se de um laranja que o amigo José Carlos Bumlai providenciou para funcionar como proprietário de fachada do imóvel que a Odebrecht deu de presente a Lula. Reside em Campo Grande. Não há notícia de que Marisa tivesse o hábito de visitar amiúde a capital do Mato Grosso do Sul. Aécio confiou ao primo Frederico Pacheco a missão de buscar a grana provida pelo dono da JBS. Os advogados de Lula ficaram devendo o nome do portador dos aluguéis que Marisa mandou pagar.

Em depoimento a Sergio Moro, Lula disse que nunca teve tempo para cuidar do ordenamento das despesas da família. Delegou a tarefa a Marisa. Foi ela quem assinou o contrato de locação. Era ela a responsável pelos pagamentos. O juiz da Lava Jato cobrou os recibos. E a defesa anexou aos autos um papelório malcheiroso. Agora, mais essa: dinheiro vivo! Lula costuma dizer que seus investigadores mentem. E inventam novas mentiras para justificar as anteriores. O pajé do PT enxerga mentirosos em toda parte, menos no espelho.

Viva, Marisa talvez não se importasse de emprestar seu nome para ser usado na fábula que a defesa de Lula compõe para justificar os confortos do ex-mito. Mas não estava previsto no contrato de locação —ou na certidão de casamento— que a veneranda senhora, depois de recolhida à sepultura, deveria servir de álibi post-mortem para um marido indefeso.

Alguém precisa defender Marisa Letícia do marido dela. É pena que os filhos não se animem a convocar uma entrevista coletiva. Não seria preciso muita coisa para salvar a imagem da mãe. Bastaria uma declaração singela. Algo assim:

“Mamãe era honesta. E nunca foi uma mulher imbecil. Como qualquer criança de cinco anos, ela sabia o que é um DOC. Para realizar o pagamento de um aluguel de quase R$ 4 mil mensais, mamãe não trocaria o ‘Documento de Ordem de Crédito’, uma forma de pagamento e transferência de dinheiro disponível em qualquer agência bancária, devidamente regulamentada pelo Banco Central, por envelopes de dinheiro vivo. Em tempos tão inseguros, com tanto ladrão ao redor, mamãe não se atreveria a retirar o dinheiro do ambiente eletrônico para levá-lo até o meio da rua.”

De resto, convém aos filhos de Marisa mandar confeccionar uma lápide nova para colocar no túmulo dela. Sugere-se a seguinte inscrição: “Não contem mais comigo!”.


Vídeo - Eduardo Bolsonaro defende ditadura e é vaiado na entrega do Prêmio Congresso em Foco


Paulo Negreiros/Congresso em Foco
Eduardo Bolsonaro voltou a render homenagens aos “militares de meia quatro”

 

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ), foi um dos campeões de votos, na eleição pela internet, da décima edição do Prêmio Congresso em Foco. Depois de anunciado como o vencedor da votação popular, ele colocou em prática seu discurso conservador, defendeu o regime militar de 1964/1985 e, acendendo a discussão ditadura versus democracia, foi alvo da primeira vaia da história do prêmio (veja vídeo abaixo).

<< Grito de “ditadura nunca mais” é um dos momentos mais aplaudidos da entrega do prêmio

As vaias começaram tão logo Eduardo começou a se encaminhar ao palco. Ironizando a situação, o deputado arriscou: “Agradeço o apoio dos colaboradores da ala do Psol, ali mais à minha direita”. O gracejo não parece ter surtido efeito, mas o parlamentar conseguiu dar início ao seu discurso. “Eu fui imbuído aqui pelo espírito democrático na abertura da fala do prezado Sylvio – parabéns pela festa, Sylvio, muito bem organizada, de coração – e saúdo, dessa maneira, os militares de 64 por terem impedido a implementação de uma ditadura, em nosso país, de esquerda”, discursou Eduardo, ouvindo o volume das vaias aumentar quase a ponto de abafar sua fala. Mas ele continuou, mesmo em meio aos apupos.

“E, certamente, como todos nós aqui queremos combater a ditadura… como todos nós queremos combater a ditadura, eu me impressiono como é que, nos tempos de hoje, alguns deputados podem ainda apoiar o regime da Venezuela ou o regime da Coreia do Norte. Mas eu não vim aqui para falar disso”, completou, já em meio a vaias generalizadas. Neste momento, o fundador do Congresso em Foco, Sylvio Costa, interferiu para pedir à plateia que deixasse o deputado concluir sua intervenção, acalmando os ânimos por alguns instantes.

 

 

 

 


Maioria dos deputados tucanos quer Aécio fora do comando do Partido

George Gianni
George Gianni

 
MAIORIA DOS DEPUTADOS QUER AÉCIO FORA DA PRESIDÊNCIA DO PARTIDO

O comando do PSDB cita levantamento em que a maioria dos seus deputados quer o afastamento imediato do senador Aécio Neves (MG) da sua presidência nacional. Eles alegam que “é preciso virar a página”. O movimento contra Aécio parece inspirado pelo Palácio dos Bandeirantes, que ainda teme a influência do senador para fazer do prefeito João Dória candidato do PSDB a presidente, em 2018. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
As denúncias de corrupção afastaram Aécio da presidência do PSDB, e seu substituto será eleito em 40 dias, na convenção do partido.

Alckmin criou coragem de assumir a candidatura a presidente depois de Aécio Neves cair em desgraça, ao ser denunciado por corrupção.

Sentindo-se ameaçado por Dória, que tem desempenho melhor nas pesquisas, Alckmin assumiu postura mais agressiva contra o prefeito.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Multas impostas aos políticos voltam para eles através dos Partidos

Ana Volpe
Ana Volpe


MULTAS ELEITORAIS IMPOSTAS A POLÍTICOS RETORNAM AOS PARTIDOS

Até agosto, a Justiça Eleitoral distribuiu entre os partidos políticos R$ 55,8 milhões arrecadados apenas com multas e outras penalidades eleitorais. O valor não inclui a distribuição regular do Fundo Partidário, que chega a R$900 milhões. Funciona assim: multas são depositadas em uma conta da Justiça e o total depois é dividido proporcionalmente entre os partidos. Até agora, no ano, foram rateados R$641,3 milhões. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Punido por propaganda eleitoral irregular, por exemplo, partido punido recebe de volta parte do que pagou a título de... multa.

A Lei dos Partidos (9.096/95) define que o Fundo Partidário, hoje de R$830 milhões, é nutrido pelo Tesouro, por doações e... as multas.

Até agora, em 2107, ano não eleitoral, o Fundo Partidário já distribuiu mais de R$ 585,5 milhões retirados do Tesouro Nacional.

Os partidos políticos só prestam contas das verbas que recebem uma vez por ano, em 30 de abril. Fiscalização extra só durante as eleições.

 

Diariodopoder.com.br

 

 


Ministro ver Congresso perder tempo com denúncia contra Temer

 
PARA MINISTRO, DEBATE DE ‘DENÚNCIA INEPTA‘ CAUSA DANO AO PAÍS
Publicado: 21 de outubro de 2017 às 07:19 - Atualizado às 08:21
Davi Soares

inistros exonerados pelo Palácio do Planalto nessa sexta-feira (20), o deputado federal Maurício Quintella (PR-AL) conclui que o país está sendo prejudicado pela “perda de tempo” do Congresso Nacional com a análise de mais um pedido de investigação contra o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado pela segunda vez pela Procuradoria Geral da República (PGR), agora por crimes de obstrução de Justiça e de organização criminosa.

Afastado do comando do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Quintella discorda que os prejuízos para o país são ampliados por causa desta nova etapa de negociações de apoios ao presidente, com parlamentares sedentos pela liberação de recursos públicos para suas bases eleitorais, visando 2018.


QUINTELLA VÊ MOTIVAÇÃO POLÍTICA EM DENUNCIA DE JANOT (MARCOS CORREA-PR)
“O país acaba sendo prejudicado porque o Congresso perde um tempo enorme debatendo e votando uma denúncia inepta, quando poderia estar avançando em matérias de interesse da sociedade”, respondeu ao Diário do Poder o ministro que deixou o cargo para votar favorável a Temer.
Maurício Quintella minimiza o poder de influência dos ministros exonerados sobre o convencimento dos parlamentares a não dar seguimento ao processamento de Temer. E classifica a denúncia do ex-chefe da PGR, Rodrigo Janot, como “absolutamente inepta” e com motivações políticas.

“Deputado é maior de idade e livre pra votar de acordo com seu convencimento. Estou pronto para exercer o meu. A denúncia foi urdida por motivações políticas do ex-procurador-geral da República e é absolutamente inepta, portanto deve ser rejeitada. O país precisa continuar avançando, recuperando sua economia, seus empregos. Ano que vem, teremos eleições livres e democráticas para a escolha de um novo presidente”, concluiu Maurício Quintella.

A PGR denuncia que o grupo do PMDB, ao qual pertencem ainda os também denunciados ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), teria atuado em estatais e em ministérios para obter propina. E, segundo a denúncia, Temer seria o chefe da organização criminosa.

A defesa do presidente nega e diz que a denúncia é "libelo contra a democracia" e não tem "elemento confiável de prova". E o Supremo Tribunal Federal só poderá apreciar a denúncia contra Temer, se a Câmara dos Deputados autorizar.

Quando comentou a primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva, em junho, Quintella disse que ela tinha sido baseada em uma “armadilha arquitetada pelo maior criminoso de colarinho branco que o país já viu”. Foi uma referência ao executivo Joesley Batista, dono do frigorífico JBS.


Um livro com gosto de mel e cachaça - Ramalho Leite

A primeira promessa que fiz a Zélia Almeida data de 1993. Presidindo uma comissão de análise de projetos, ela me procurou para entregar a reivindicação da Associação da Industria do Vestuário do Estado da Paraíba. Os pequenos produtores de roupa queriam 57 milhões de cruzeiros novos. Eu era diretor do Banco do Nordeste e o banco tinha o dinheiro. Prometi lutar pelo pleito. A segunda promessa, estou cumprindo agora: apresentar, com muita honra, para quem ainda não conhece, o seu livro Bem Estar e Riqueza no Brejo de Areia. Confesso meu pecado: apresentei-o, primeiro, a mim mesmo, um brejeiro que não merece perdão, por ter demorado tanto a mergulhar nas brenhas da terra de Pedro Américo e, pelos olhos de Zélia, del iciar-se com a produção da rapadura e da cachaça. Vi-me de volta à infância, reencontrando nas Laranjeiras, os caminhos percorridos do Poço Escuro, onde minha avó, trazida do sertão para a Casa de Caridade do Padre Ibiapina pontificava como viúva e herdeira, do engenho e da filharada do tenente Zé Rodrigues.

O livro de Zélia é uma declaração de amor ao Brejo de Areia. Como analista de projetos e economista renomada, vasculhou a memória e colocou nas suas páginas a visão da criança e da adolescente a testemunhar a evolução econômica e cultural da sua terra. E definiu alicerces: os engenhos, a escola de agronomia e as freiras alemãs fugidas de Hitler. A cidade viveria em torno desses pilares. Os engenhos, na entressafra, aproveitavam seus trabalhadores na produção da agave. Mas a economia de Areia atravessaria várias fases, desde o café, cuja qualidade rivalizava com o centro sul do País, à cana de açúcar, ainda hoje sobrevivendo e fazendo circular a riqueza do município. Antes, p elo açúcar e a sólida rapadura, hoje pelo líquido precioso que passarinho não bebe: a cachaça. Ela retrata o cenário das Laranjeiras, engenho da sua infância: “No centro, o engenho de rapadura, casa das desfibradeiras de agave, a casa do alambique da cachaça e a casa de farinha. Nos altos, terras de maior declividade, sisal ou cana, dependendo da vontade do Doutor. Doutor duro de vontade que, nem sempre, seguia as vontades compatíveis com tecnologias próprias utilizadas nas terras, daquele local. Ele queria que produzisse. Não media produtividade. Como eram verdes meus altos, vales e ribanceiras”. Fala a memorialista e romântica brejeira, sem perder o norte de quem se preocupa com o resultado econômico da atividade do campo que o Doutor não visualizava. As imagens se misturam, as desfibradeiras rosnam enquanto a menina ap recia o leite morno saindo do peito da vaca.

A mocinha pedia pouco. Bastava correr pelos canaviais que sua felicidade estava completa. “Me sentia a rainha do mundo”, confessa. Mas não despregava os olhos da vida que a cercava. Dava para comparar a distância entre a casa grande e o mocambos dos trabalhadores. A escravidão ganhava outras formas, uma delas, era a dependência do barracão. O Mundo Novo, engenho do coronel Cunha Lima, ainda guardava liames com o passado. “Severina conta que lá, há mais de um barracão. São vários. Paga um, sai dinheiro, fica devendo, compra noutro, sai dinheiro e vai rolando o dinheiro pelos barracões do Mundo Novo. Era o único jeito dos filhos comerem mais. Não comem direito... pouca coisa. Ainda fica pendurado para pagar no dia da conta”. Zélia não comenta esse cenário de pobreza e resignação, deixa ao leitor o julgamento.

Depois que surgiu a Usina de Açúcar, diminuiu a produção de rapadura. Os plantadores de cana, passaram a fornecedores da usina. Poucos resistiram à nova ordem. Também, quem comia rapadura, passou a preferir o açúcar refinado. Um dia, narra a autora, perguntou:

“-Pai, quem come rapadura?

- Os pobres do sertão!

- E quando os pobres do sertão ficarem ricos, quem vai comer rapadura? Insistiu. A resposta foi premonitória.

- Melhor produzir aguardente. Aguardente é como uísque, todo mundo gosta.

Depois que a má gestão e a Justiça do Trabalho deram fim à Usina Santa Maria, foi o caminho que restou à economia do brejo: a cachaça. Em algumas áreas, a banana surgiu como fonte de renda. A pecuária, só para consumo familiar. Quem criava boi no brejo, tinha que possuir fazenda no Curimataú para onde levava seu rebanho no inverno. O Barão de Araruna levava seu gado para a fazenda Capivara, em Cacimba de Dentro, fugindo do clima de Bananeiras. O mesmo acontecia com os senhores de engenho de Areia. Um parêntesis: Quando deputado federal, enviei apelo ao Ministério da Educação para que se adotasse a rapadura na merenda escolar. Os engenhos diversificaram a apresentação do produto e a rapadura granulada passou a frequentar a mesa da s escolas. Fecho o parêntesis. “A rapadura em Brejo de Areia era comida para substituir a carne. Junto com a farinha. Eu via. Colocavam a rapadura para adoçar o café. Não tinham dinheiro para comprar açúcar. Ou misturavam na coalhada. Era necessário, útil, mas não dava o prazer de comer, como a cachaça dava para beber, ensina Zélia, para quem, “nas usinas do brejo a pobreza se esconde e existe”.

Depois de reviver a saga dos engenhos e dos que vivem neles e do que produzem, Bem Estar e Riqueza no Brejo de Areia revisita, sob os olhos sonhadores da menina Zélia Almeida, a Escola de Agronomia do Nordeste e o Colégio Santa Rita, duas vertentes que desaguaram na cidade e ajudaram a construir a sua história. Conta que José Américo, o idealizador da escola, em tom de blague arrolou entre as vantagens daquele estabelecimento: vai facilitar o casamento das moças de Areia. O Santa Rita educava as meninas, a Escola trazia os futuros noivos.

Mas não se pense que a irrequieta Zélia Almeida revelou conformação com a falta de emprego e renda resultantes da desativação da Usina ou o crescente número de engenhos de fogo morto. Seu livro se encerra com um projeto de futuro: o aproveitamento do clima, da história e da cultura da cidade como motivos de atração turística. A gastronomia, a cachaça de melhor qualidade, as festas que giram em torno até da banana seriam o apelo para conhecer e, melhor, fazer de Areia, uma segunda residência. Surgiram os condomínios fechados e os hotéis. Falta ocupá-los. Zélia dá a formula.

Brejeiro como Zélia, mergulhei com gosto nas páginas do Brejo de Areia. Como disse antes, foi como reviver o meu passado pelos engenhos dos meus avós. Menino urbano, não me prendia muito ao campo. Era um visitante esporádico. Mas lendo Zélia, degustando sua deliciosa narrativa pelas serras verdes dos contrafortes da Borborema, lamentei o quanto perdi. O que li, me deixou com água na boca, digo melhor, com o gosto do mel de engenho, o sabor da rapadura e o desejo de um gole da melhor cachaça.


Vídeo - Paraibanos devem R$ 14 milhões ao Detran, mas órgão ainda não adota parcelamento


Detran-PB ainda não adotou parcelamento, mas procedimento já é feito pelo Conselho de Despachantes; Contran liberou parcelamento de multas, mas deixou para Estados escolherem

Alexandre Freire / Portal Correio

Superintendente do Detran-PB, Agamenon Vieira
O Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB) possui R$ 14 milhões em dívidas a receber dos contribuintes paraibanos. O valor se refere a todos os tipos de débitos, a exemplo de multas e taxas decorrentes de carros apreendidos no estado, por exemplo. A estimativa foi revelada, nesta sexta-feira (20), pelo superintendente do órgão, Agamenon Vieira. No início do mês, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) baixou uma resolução possibilitando o parcelamento de multas de trânsito no cartão de crédito, porém o Detran-PB ainda não sabe se vai adotar o novo sistema.

Leia também: Detran-PB registra 108 processos de clonagem de carros; número é quase o dobro de 2016

De acordo com Agamenon Vieira, o usuário que possuir débitos junto ao órgão terá a possibilidade de regularizar a situação para evitar que tenha a pendência inscrita na dívida ativa do Estado.

Em relação à possibilidade de pagar as multas e taxas de trânsito de forma parcelada no cartão de crédito, Agamenon Vieira disse que o Detran-PB ainda não tem uma posição definida se vai implantar ou não a iniciativa. Segundo ele, o órgão está discutindo a melhor forma de operar a ferramenta para que não haja problemas para os usuários.

O superintendente explicou que o parcelamento já é possível, mas não é feito diretamente pelo Detran, e sim através do Conselho de Despachantes no estado. Segundo ele, para que o parcelamento passe ser operado diretamente pelo Detran, é preciso que o sistema do órgão esteja adequado às plataformas do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e das instituições credenciadas a operarem o serviço. “É um procedimento complexo, por isso tem que ser feito com a máxima precisão para não trazer constrangimentos aos usuários”, comentou.

Com relação à possibilidade de essa novidade contribuir para o aumento no número de inadimplentes, Agamenon Vieira disse que isso não deve acontecer. Segundo ele, o infrator sabe, por exemplo, que dirigir sob o efeito de álcool é proibido, e mesmo assim corre o risco de pagar uma multa de R$ 3 mil, ter a carteira suspensa e ainda ser obrigado a passar por um curso de reciclagem.

Desconto no pagamento de multas

Agamenon disse ainda que nos próximos dias o Detran-PB também passará a disponibilizar um aplicativo de celular, o SNE Web, que permite o pagamento de multas de trânsito com descontos de até 40%. A iniciativa, que já funciona em alguns estados, está em fase de testes na Paraíba.

Para ter direito ao desconto de 40%, o condutor terá que pagar o valor da multa à vista e não poderá apresentar recurso contra a infração. “Estamos com quase tudo pronto, o processo já se encontra com a comissão de licitação. O que falta, na verdade, é apenas firmar o convênio com o Serpro, que é quem gerencia toda a plataforma de banco de dados e efetivar a ferramenta”, arrematou.

 

Uma nova resolução (de número 697) do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada na edição dessa quarta-feira (18) do Diário Oficial da União (DOU), na página 181, liberou o pagamento de multas por meio de cartões de crédito e de forma parcelada.

Conforme a resolução, o usuário pode parcelar mais de uma multa por vez, mas em caso de multas vencidas vão ser acrescidos na cobrança juros de mora.

Porém, a opção pelo pagamento parcelado por cartão de crédito vai ficar a cargo de cada órgão ou entidade de trânsito, como Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), prefeituras, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou Departamentos de Estradas e Rodagens (DERs).

Com isso, após a aprovação do parcelamento por parte de operadora de crédito vai ser liberada a emissão do Certificado de Registro de Licenciamento do Veículo (CRLV).


Vídeo - Petista diz que será candidato a deputado federal

Maispb.com.br

O vereador Marcos Henriques (PT) reafirmou a intenção de candidatura nesta sexta-feira (20) do deputado federal Luiz Couto (PT) ao Senado. O vereador também sinalizou que irá se candidatar a uma vaga para deputado federal. Para Marcos Henriques, o PT deve entrar com força total contra o atual governo federal. “O presidente Lula vai encabeçar um grande projeto de mudança para o nosso país. E o PT da Paraíba vai estar fortalecido com uma grande chapa de deputados estaduais e federais”, garante.

“Nós realmente iremos mostrar como o PT governou e a forma que está hoje. Queremos que o povo volte a sorrir. E não basta apenas eleger o companheiro Lula presidente, temos que eleger também uma bancada forte de deputados federais, visando isso o petista pontuou que irá colocar sua candidatura a deputado federal. Segundo Marcos Henriques, tem que ter um Congresso Nacional antenado com o reencontro com as políticas sociais. “É por isso que em 2018 estamos construindo a candidatura de Marcos Henriques para deputado federal”.

Luiz Couto

Sobre o nome de Luiz Couto para o Senado, o petista explicou que “muita gente está querendo” e que hoje o partido tem uma chance real de eleger um senador, mas confirmou que Couto ainda não se decidiu. “O deputado Luiz Couto é muito precavido, e ele não vai tomar uma decisão agora. Nem está em tempo de tomar decisões, mas eu creio que o deputado se consultar as bases, e elas realmente referendarem isso… Hoje eu vejo que temos grandes chances de eleger o primeiro senador do PT”.

Composições

Em relação as composições para as eleições de 2018, Marcos Henriques argumentou que é natural que o PT faça aliança com o PSB, principalmente pela postura adotada pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) com “golpe” sofrido contra a presidente Dilma Rousseff. Questionado se o PT poderia compor com partidos que participaram do “golpe”, o vereador foi taxativo.

“Esse debate vai se dar o ano que vem, hoje eu tenho uma posição que não vou mudar. Eu espero não fazer composição com nenhum partido golpista na proporcional. Nós temos um respeito muito grande pelo governador Ricardo Coutinho, esperamos abrir um diálogo com o governador. O governador sendo do PSB, existe uma probabilidade muito grande do partido apoiá-lo, apesar do partido ainda não ter definido se terá candidato ou não. Mas a nossa linha de composição prioritária está com o governador por “n” razões, a principal razão dela é a postura coerente que ele teve nesse momento de golpe no nosso país.

Assista Vídeo:


Com apoio de Cássio, Cartaxo assedia PP para abortar candidatura de Romero ao governo em 2018


Objetivo é gerar uma instabilidade para que Romero permaneça no cargo e deixe o espaço livre para a formação da aliança PSD/PSDB

Por: Blog do Gordinho

As oposições na Paraíba tentam, mas não conseguem esconder o racha dentro do grupo. Depois do PMDB, que, além de estar dividido, já anunciou candidatura própria em 2018, agora é o PSD, do prefeito Luciano Cartaxo, que trabalha para dar uma rasteira nas pretensões do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB).

A estratégia já foi colocada em ação e passa pelo PP, da família Ribeiro.

Segundo uma fonte, ligada à prefeitura da Capital, o recente impasse gerado entre a deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) e a gestão Romero (PSDB) foi uma articulação do Paço Municipal, em João Pessoa. O prefeito Cartaxo teria oferecido uma secretaria ao PP a fim de que o grupo Ribeiro desprezasse o espaço ofertado pelo prefeito Romero, na gestão em Campina Grande.

Seria também uma espécie de troco, dado por Cartaxo a Romero, para rebater a articulação que levou Eliza Virgínia à Assembleia Legislativa da Paraíba e acabou forçando a ida de Marmuthe Cavalcanti para Câmara de João Pessoa. Além disso, o objetivo de Cartaxo é gerar em Romero uma sensação de instabilidade para que ele permaneça no cargo até o final de seu mandato, em 2020, e deixe o espaço livre para a formação da aliança PSD/PSDB.

A pretensão do prefeito de João Pessoa é ganhar o apoio dos Cunha Lima, sem Romero, e continuar aliado ao PP.

Cartaxo disputaria a cabeça da chapa, como candidato a governador, teria o filho de Cássio, o jovem deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), como vice, e Aguinaldo Ribeiro seria alçado como candidato ao Senado Federal.

Cássio, por sua vez, diz que estaria disposto a sair de cena e ficar fora da disputa de 2018, tanto para prestigiar o filho, quanto para minimizar a jogada contra Romero, numa espécie de consolo de que é melhor ‘um pássaro na mão do que dois voando’.

O senador, todavia, estaria utilizando a tese do desapego, como estratégia, justamente para forçar os outros (leia-se Romero) a também desapegar. Mas, nos bastidores, especula-se que Cássio pode, até mesmo, dá um passo para trás e disputar um mandato de deputado federal, e assim abrir espaços na chapa majoritária.

Veja a chapa em formação:

GOVERNADOR: Luciano Cartaxo (PSD)

VICE GOVERNADOR: Pedro Cunha Lima

SENADOR: Aguinaldo Ribeiro

SUPLÊNCIA I: em aberto (para negociar)

SUPLÊNCIA II: em aberto (para negociar)

SENADOR: em aberto

SUPLÊNCIA I: em aberto (para negociar)

SUPLÊNCIA II: em aberto (para negociar)

PB Agora


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