Sabedoria demais - Marcos Pires

 Daqueles movimentos populares de 2013 ficou claro que os eleitores queriam modificações em tudo, inclusive no processo eleitoral. Lembram meus leitores que muito se falou em financiamento de campanha, caras novas (os tais outsiders) na política e proibição do compadrio entre empreiteiras e candidatos.

Pois não é que os Deputados Federais e Senadores ouviram uma coisa e fizeram outra? Primeiramente cuidaram de diminuir o tempo de campanha, que passa para apenas 45 dias de rádio e televisão. Como dividir os poucos segundos de cada partido entre centenas de candidatos e permitir aos novos pretendentes que o povo os conheça? Pior ainda, enquanto acabavam com o financiamento das pessoas jurídicas, aí incluídas as Odebrechts da vida, criaram um fundo eleitoral com o meu, o seu, o nosso dinheirinho, que vai chegar aos 3 bilhões de reais quando fizerem os noves fora da conta, e esse dinheiro vai ser distribuído pelos dirigentes dos partidos que já avisaram; a grana vai preferencialmente para quem já tem mandato e pretende a reeleição.

Tem mais; a tal reforma que as ruas queriam em 2013 pode ser resumida ideologicamente na seguinte questão; o Presidente do PR, Waldemar da Costa Neto, criminoso condenado pela Justiça, estava em dúvida entre apoiar Lula ou Bolsonaro, extremos inconciliáveis. O pior é que ambos lambiam uma rapadura por esse apoio.

Na verdade, para esses nobres políticos tanto faz quem será eleito Presidente em outubro. O que eles querem é reeleger o maior número de seus atuais Deputados e Senadores, porque qualquer que seja o próximo Presidente ele terá que negociar com esses mesmos Deputados que cassaram Dilma quando ela não tinha mais o que lhes dar e emparedaram Temer enquanto ele ainda tem migalhas de poder a oferecer.

Podem esquecer os nobres propósitos das campanhas. Numa discussão entre os dirigentes do chamado Centrão, Rodrigo Maia (DEM) teria dito que estava encontrando dificuldade na interlocução com Ciro Gomes, que exigia pureza ideológica, no que foi interrompido pelo Senador Ciro Nogueira (PP): “- Hem, pureza ideológica? Eu quero é o Ministério da Saúde no próximo governo”.

Meu avô dizia que sabedoria demais engole o dono. Acho que esses políticos ainda não chegaram no limite da sabedoria, tanto que ainda não foram engolidos.

Falta apetite ao povo?


Adriana Passos dedica CD ao samba de sua família

"Sal do Samba" homenageia o avô Arnaldo Passos, com regravações de alguns de seus sucessos compostos em parceria com Geraldo Pereira, Monsueto e Luis Vieira, como “Mora na Filosofia”, “Samba bom”, “Escurinha” e “Ministério da Economia”. Obras paternas, de Aldo Passos, autorais e de compositores contemporâneos completam o novo disco

Trazendo, literalmente, o samba na veia, a carioca Adriana Passos foi criada na tradição do samba, desde muito cedo, participando das rodas caseiras promovidas por seu pai, Aldo Passos, também compositor e parceiro. E herdando também a ginga sambista de seu avô, Arnaldo Passos, um dos expoentes de sua geração, compondo ao lado de Geraldo Pereira, Monsueto e Luis Vieira. Foi buscando exatamente resgatar sua obra – foi autor de “Mora na Filosofia”, “Menino de Braçanã”, “Escurinha”, “Samba Bom” e tantos outros sucessos cantados e gravados ainda hoje – que a cantora lança seu novo trabalho, o CD “Sal do Samba”, incluindo também composições próprias e inéditas de compositores que vem se destacando no atual cenário musical, como Adler São Luiz, Ednaldo Lima, Marco Jabú, Ricardo Mansur, Augusto Bapt e Rodrigo Braga.

Contando com a participação especial de Moyses Marques, o CD “Sal do Samba” reúne ritmos como côco, tambor de Criôla e jongo ao samba tradicional de Arnaldo Passos, com o frescor da renovação e espiritualidade, tão caro a Adriana Passos. O passeio pela obra do avô começa já em “Mora na Filosofia”, samba canção que o consagrou na música brasileira, composto ao lado de Monsueto, um sucesso de 1952 cantado por Caetano Veloso, Maria Bethânia e muitos outros. “Escurinha”, “Samba bom” e “Boca rica”, sambas genuínos do estilo da época, foram parcerias de Arnaldo Passos com Geraldo Pereira, odes à boemia, à malandragem e ao romantismo daquela geração. Outra parceria com Geraldo Pereira, “Ministério da Economia” aborda a criação do ministério da economia e a esperança de melhoria de vida para a população proletária brasileira, já bastante sofrida. Ainda no espírito do resgate e da tradição, a cantora dá novos contornos cânticos a “Mais que Saudade”, sua primeira parceria com seu pai, Aldo, um samba canção sobre um amor antigo. A trip hereditária é retomada em “Saravá”, segunda composição da cantora com seu pai, e concluída, posteriormente, já falecido, com Ricardo Moreno.

A jornada musical pula o muro da genética com “Bateu Tambô”, primeira música gravada profissionalmente por Adriana Passos, na época como backing vocal, para o maranhense Adler São Luis. Dos parceiros Marco Jabu e Ricardo Mansur, “Lôco de Côco” narra uma lenda baiana composta em ritmo de côco. Já “Dona Maria”, composição do percussionista Eurico Zen, parceiro de longa data, ganha o registro tipicamente de uma música ribeirinha brasileira. De sua própria autoria, a cantora canta em “Nação” a luta e o desafio de ser brasileiro, com honestidade, desejando uma verdadeira transformação. Jongo de Augusto Bapt e Rodrigo Braba, parceiros da extinta banda CAIXA PRETA, “Cachanga Rosa” foi cantada por Adriana pela primeira vez ao lado de Seu Jorge, na inauguração do hoje famoso palco carnavalesco dos Arcos da Lapa. O disco ganha pincelada final com “Xodó de Mãe”, música cedida por Dudu Nobre, aqui igualmente muito bem executada pela mesma banda que o acompanha.

Adriana Passos

Talento precoce, aos 18 anos Adriana Passos já era atriz formada pela CAL - CASA DE ARTES DE LARANJEIRAS - e participou da “Companhia de Menestréis” de Oswaldo Montenegro onde atuou como cantora e atriz por três anos. Decidindo-se pela música, formou-se pela UNI-RIO e ganhou as noites no eixo - Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia, até partir para uma turnê de três anos pelos EUA - Miami, Boston e Nova York.

De volta ao Brasil mergulha na essência rítmica da nossa música, participando ativamente do movimento de resistência cultural da Pedra do Sal nos anos 2000 - O Sal do Samba. Acompanhada pelo Grupo Panela de Barro, Adriana se junta a grandes sambistas, como Camunguelo, Velha Guarda da Portela, Monarco e a madrinha Beth Carvalho reconquistando o tradicional espaço da cultura carioca.

Youtube - videos de performances ao vivo, incluindo o recente show no Teatro Rival, no Rio, (dezembro, 2017)

https://www.youtube.com/channel/UCFgvBcmZbT3FiQPvn2n2oiA

Vídeo pesquisa sobre a obra de Arnaldo Passos https://www.youtube.com/watch?v=Z1YqIIOhAqw&feature=youtu.be


Peça desculpas, senador!

blogdotiaolucena.com.br
Eu não sabia que política era uma profissão. Até então, achava que a pessoa participava da política para servir a pátria e ao povo, nela entrando para cumprir uma missão e dela saindo após a missão cumprida.

Mudei de pensar hoje, após ler a entrevista do senador Cássio Cunha Lima.

A pretexto de justificar o forte laço familiar na chapa da oposição que ele integra ao lado de um monte de parentes, o senador disse que isso é muito comum nas profissões.

E elencou:

“Você vai para um escritório de advocacia e é do pai e do filho; você vai num consultório médico, é atendido pelo pai e pelo filho, foi assim na minha cirurgia. Você vai nas artes, famílias inteiras de atores e atrizes”

Só que o advogado estuda cinco anos para se formar e só tem sucesso se for bom. O médico passa cinco anos na universidade, ainda faz residência e sofre pra caramba até chegar o reconhecimento. O ator, a atriz, o pintor e a pintora não são eleitos pelo povo, se fazem.

Na política, pelo contrário, coronéis sem farda se perpetuam no poder e escolhem a dedo os filhos, os irmãos e as esposas para não deixar o reinado afundar. O próprio senador é pai de um rapaz que teve como seu primeiro emprego um mandato de deputado federal. Qual o filho de Deus, por mais talentoso que seja, por mais estudo que tenha feito, chegaria a tanto se não tivesse um pai puxador de votos?

Claro, eles estão lá porque o eleitor assim quis.

Mas todos sabemos que o eleitor é um inocente útil que elege ídolos de barro como seus guias.

O senador já foi mais inspirado. Nesse caso das comparações, avaliou por baixo esses tão importantes profissionais.

Ele deve um pedido de desculpas aos médicos e aos advogados.

Fica a dica.


CHAPA FORMADA? Daniella Ribeiro recebe visita de João Azevêdo e encontro sinaliza entendimento entre o PP e o PSB

 

1532131500327098 - CHAPA FORMADA? Daniella Ribeiro recebe visita de João Azevêdo e encontro sinaliza entendimento entre o PP e o PSB

A deputada Daniella Ribeiro (PP) e o pré-candidato ao governo da Paraíba, João Azevedo (PSB), se encontraram no apartamento da deputada, situado no Edifício Manaíra Imperial, no bairro do Manaíra, 2º andar, na tarde desta sexta-feira (20).

Azevêdo chegou para a reunião por volta das 15h30 e saiu às 17h15. Ele transparecia estar muito alegre, cumprimentando as pessoas, confirmando que a conversa com a deputada tinha sido muito interessante para ambos. Não foi só um chá da tarde.

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De ontem para hoje as informações são de que o ‘blocão’ do centro apoia o tucano presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), porém o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) já teria acertado adesão ao PV do pré-candidato ao governo da Paraíba Lucélio Cartaxo, o que indicaria o surgimento da candidatura ao Senado do deputado federal Luiz Couto (PT) ao lado de Azevêdo e não de Daniella como antes se havia especulado. Com os entendimentos do irmão e o PSDB do senador Cássio Cunha Lima, ela seria companheira de chapa dos Cartaxos. Com a reunião de hoje, isso se configura diferente.

Neste caso, já se desenha um cenário político no qual o PP e o PSB voltando a conversar, poderão caminhar juntos para a disputa do pleito em outubro próximo.

Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Polêmica Paraíba


PMN não tem candidatura a presidente e Lídia Moura diz que decisão ajuda no apoio a João Azevedo

 

Publicado por: Ivyna Souto 

lídia de moura master news pmn - DIA DE CONVENÇÃO: PMN não tem candidatura a presidente e Lídia Moura diz que decisão ajuda no apoio a João AzevedoA presidente estadual do PMN, Lídia Moura, disse na tarde deste sábado, 21, que a decisão da Executiva Nacional, de não lançar candidatura própria para presidente, não muda o posicionamento da legenda na Paraíba.

Em conversa com o Polêmica Paraíba, Lídia afirmou que, apesar das reclamações da então pré-candidata a presidente, Valéria Monteiro já sabia que o partido não teria candidatura.

“Ela foi comunicada oficialmente assim que o partido tomou a decisão, e entrou na justiça, ficou inconformada, mas a decisão foi a tempo dela poder migrar para outro partido se quisesse e foi oferecido a ela ser candidata a senadora ou a deputada federal”, disse.

Lídia Moura esclareceu que incentiva a candidatura de mulheres, mas neste caso, não ter candidatura própria foi uma decisão porque “a circunstância é que nos impedia de ter essa priorização da candidatura a presidência, na medida em que nós tínhamos que vencer a cláusula de barreira, há uma inconformidade dela, que entrou na justiça querendo trazer a discussão para a convenção, não acatando a nossa resolução, de abril, mas a convenção foi unânime em derrotar a candidatura dela”, disse.

Sobre a posição do partido na Paraíba, Lídia Moura afirmou que não ter um candidato a presidente deixa os diretórios estaduais mais livres para firmar alianças. “Os estados estão liberados para fazer as coligações a apoiar o presidente que for mais conveniente para aquele estado”, afirmou.

Sobre a coligação na Paraíba, Lídia disse que “a nossa coligação apoia João Azevedo e faz as proporcionais no arco de alianças que estão com João Azevedo e o PSB, a decisão nacional nos deixa com muito mais liberdade para as composições”, finalizou.

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Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: Polêmica Paraíba


Policial paraibano morre após salvar esposa que se afogava em praia no RN

 Um policial militar lotado no batalhão da cidade de Lagoa de Dentro, na Paraíba, morreu afogado ao tentar resgatar uma banhista na praia de Pipa no Rio Grande do Norte, na tarde desta sexta-feira (20). O corpo só foi encontrado neste sábado (21).

O sargento J. Silva, conhecido como Gargameel, personagem do desenho Smurffs, conseguiu salvar a pessoa que estava se afogando, mas foi puxado pela força das águas do mar após salvar a companheira.

O policial trabalhava no município de Caiçara e estava de folga no litoral do estado vizinho.

Até as 10h30 deste sábado (21) não havia informações de velório e sepultamento do sargento. O comando do 4º Batalhão de Polícia Militar emitiu uma nota de pesar pela morte do PM.

Veja:

O comandante do 4º Batalhão, tenente-coronel Gilberto Felipe, confirmou na manhã deste sábado (21) que foi encontrado o corpo do policial militar, o 1º sargento J. Silva, na praia nas proximidades de Pipa, no Rio Grande do Norte. O sargento desapareceu no mar após ajudar a atual companheira, que teve um princípio de afogamento. O comando do 4º Batalhão lamenta a perda do policial e está prestando assistência à família.

O sargento J. Silva tinha 52 anos de idade, era lotado na 3ª Companhia do 4º Batalhão, em Caiçara, era referência de profissionalismo, apresentava 25 elogios em ficha, e Láurea do Mérito Disciplinar.

Paraiba.com.br

 


Após anulação, novo psicotécnico do concurso da Sedurb-JP acontece neste domingo


Por Redação Paraíba Já -

PMJP divulga resultado preliminar do concurso da CGM; confira
Após ser anulado por suspeita de irregularidades, o exame psicotécnico do concurso da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) de João Pessoa vai ser reaplicado neste domingo (22). A prova acontece no Liceu Paraibano, a partir das 8h30. A seleção oferece 70 vagas para o cargo de agente de controle urbano. O salário inicial é de R$ 1.238,37.

De acordo com o organizadora, os candidatos devem chegar ao local do psicotécnico com uma hora de antecedência. Os portões vão ser abertos 15 minutos antes da prova começar.

Conforme o novo cronograma do concurso, o resultado preliminar do psicotécnico e a consulta ao agendamento da entrevista devolutiva vão ser divulgados no dia 31 de julho.



A entrevista devolutiva acontece no dia 5 de agosto, com pedido de revisão devendo ser feito nos dias 6 e 7 de agosto.

Anulação
Os candidatos considerados inaptos no exame psicotécnico denunciaram ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), no dia 6 de junho, supostas irregularidades na realização e correção do exame. Entre elas, estava o teste que foi aplicado e que estaria invalidado pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP).

No dia 3 de julho, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi firmado entre o MPPB, o Conselho Regional de Psicologia, a Prefeitura de João Pessoa e o Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade) – empresa organizadora do concurso. Com Alô Concurseiro


Bolsonaro é fenômeno com calcanhares de vidro

 
Josias de Souza 

Beto Oliveira/Ag.Câmara

O que é um fenômeno? Um deputado de ultradireita não é um fenômeno. O endeusamento de Donald Trump não é um fenômeno. Pesquisa eleitoral não é um fenômeno. Fenômerno é um apologista de Trump liderar as pesquisas presidenciais no Brasil recitando teses de ultradireita. Com a aclamação de sua candidatura pelo raquítico PSL, neste domingo, Jair Bolsonaro consolida-se como grande surpresa da temporada eleitoral de 2018. Mas o fenômeno, indica o Datafolha, tem calcanhares de vidro que dificultam sua caminhada até o Palácio do Planalto.

Com Lula fora da raia, Bolsonaro lidera o páreo presidencial com 19%, informa a sondagem mais recente do Datafolha, divulgada em junho. Entretanto, um terço do eleitorado desenvolveu uma ojeriza pelo fenômeno —32% dos entrevistados disseram que jamais votariam no capitão. Bolsonaro tem dificuldades para crescer. Mais: nas projeções de segundo turno, sua liderança derrete.

Se não estivesse inelegível, Lula (49%) surraria Bolsonaro (32%) num hipotético segundo round. Marina Silva (42%) colocaria dez pontos de vantagem sobre o fenômeno (32%). Ciro Gomes (36%) subiria ao ringue estatisticamente empatado com a novidade (34%). Até Geraldo Alckmin (33%) emparelharia suas luvas com as de Bolsonaro (33%), num empate matemático.

Numa eleição imprevisível, em que 33% dos eleitores chegam à beira da urna sem ter escolhido um candidato, tudo pode acontecer. Mas a liderança de Bolsonaro tem, por ora, a solidez de um pote de gelatina. Sem alianças, o candidato terá algo como sete segundos para vender o seu peixe no horário eleitoral. Mal dá para pronunciar o nome.

Bolsonaro alardeia que vencerá a eleição no primeiro turno, fazendo suas barricadas na internet. Em política, impossível não é senão uma palavra que contém o possível. Mas Valdemar Costa Neto, um PhD em poder, preferiu tomar distância. Ao farejar o risco de Bolsonaro dar com os burros n’água, o dono do PR decidiu apostar num burro mais seco. Entregou o tempo de propaganda do seu partido para o tucano Geraldo Alckmin, estimulando as outras legendas do chamado centrão a fazer o mesmo.

 

O fenômeno arrancou a extrema-direita do esconderijo entoando raciocínios que transformaram o candidato numa espécie de porta-voz do desalento. Bolsonaro captou no ar o sentimento do armário. Há quatro meses, ao filiar-se ao PSL, declarou que seu modelo é Donald Trump, “um exemplo para nós seguirmos.”

Na área da segurança pública, sua prioridade é liberar as armas, aproximando o Brasil dos Estados Unidos, país onde estudantes adolescentes matam colegas de classe com armas compradas na loja da esquina. Apoiado pela Bancada da Bala, Bolsonaro deseja vitaminar o grupo no Congresso. “Quem sabe teremos aqui a bancada da metralhadora”, vaticionou. “Violência se combate com energia e, se necessário, com mais violência”.

No rol de inimigos de Bolsonaro, “marginais” e “vagabundos” dividem espaço com os homossexuais. “Um pai prefere chegar em casa e ver o filho com o braço quebrado no futebol, e não brincando de boneca”, declarou. “Casamento é entre homem e mulher. E ponto final”.

No final do ano passado, Bolsonaro classificou a turma do MST de “terrorista”. Propôs um tratamento implacável: ‘‘A propriedade privada é sagrada. Temos que tipificar como terroristas as ações desses marginais. Invadiu? É chumbo!‘‘ Chegou mesmo a defender o uso de ‘‘lança-chamas‘‘ contra os liderados de João Pedro Stédile.

Deputado federal de sete mandatos, Bolsonaro às vezes soa como se os seus 27 anos de Congresso fossem um mero asterisco. ‘‘Se o Kim Jong-un jogasse uma bomba H em Brasília e só atingisse o Parlamento, você acha que alguém ia chorar?”, indagou numa palestra, arrancando risos da plateia.

De economia Bolsonaro reconhece que não entende bulhufas. Nessa matéria, o candidato tornou-se uma espécie de jarro vazio, dentro do qual o economista Paulo Guedes despeja o seu receituário liberal. Guedes disse que, num eventual governo Bolsonaro, seriam mantidos em seus postos membros da equipe econômica da gestão de Michel Temer, um presidente reprovado por oito em cada dez brasileiros.

Dogmático aos 63 anos, Bolsonaro comporta-se como se já não tivesse idade para aprender mais coisas. Polêmico, também não exibe a sabedoria dos políticos que aprenderam a ocultar o que ignoram. Para um candidato assim, tão controverso, a tarefa de reduzir antipatias é mais complicada. O fenômeno terá que se desdobrar se não quiser passar à história como o presidente mais fenomenal que o Brasil jamais terá.


Geap incentiva servidor a retornar ao plano de saúde com Refis


Desde que foi lançado o Programa de Refinanciamento (Refis) , em maio, a Geap já realizou mais de seis mil negociações com beneficiários, que estavam inadimplentes ou em atraso, por um período superior a 90 dias. São oferecidos descontos de até 95%, dependendo do cenário de negociação.Essas negociações resultaram em um montante superior a R$ 30 milhões, que a operadora irá receber, ao longo dos próximos meses.

O Programa de Refinanciamento de Dívida, Refis, foi lançado, pelo Conselho de Administração da Geap e executado pela diretoria da empresa. Outra vantagem é o parcelamento do valor da entrada e do saldo remanescente. O Refis terá duração de seis meses.

A operadora ainda comemora a volta de quase mil beneficiários ao plano, após regularizarem suas pendências financeiras. Os beneficiários interessados no Refis podem comparecer às sedes da Geap, nas capitais brasileiras. A Central de Atendimento também é um canal de adesão. Ligando para o 0800 728 8300 e escolhendo a opção “Informações financeiras”, o beneficiário é informado sobre possibilidades e condições.


Sobre a Geap

A Geap é a maior operadora de saúde do servidor público federal. A união paga uma parcela da mensalidade e o servidor banca a maior parte. A empresa oferece planos, que cobrem procedimentos médico e odontológicos, em todas as regiões do Brasil.

servidorfederal.com

 


Equipe econômica vai propor adiar reajuste de servidores para 2020

 

O ministro do Planejamento, Esteves Colnago, informou hoje (20) que vai propor ao presidente Michel Temer o adiamento em um ano do reajuste dos servidores públicos, atualmente previsto para 2019. Segundo ele, a ideia é encaminhar ao Congresso Nacional outra medida provisória ou um projeto de lei postergando a última parcela do reajuste, anunciada mediante acordo com a categoria, para 2020.

O ministro anunciou a proposta ao conceder entrevista coletiva para apresentar o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, em que reduziu a estimativa de crescimento da economia para este ano de 2,5% para 1,6%. Os reajustes de diferentes categorias do Executivo federal foram acordados durante o governo Dilma Rousseff, prevendo aumento gradativo durante quatro anos.

“Eu vou propor ao presidente o adiamento por um ano do aumento do salário dos servidores. O impacto [se for postergado o reajuste] para todos os servidores, civis e militares, é em torno de R$ 11 bilhões. Se a gente propuser [o adiamento] apenas dos servidores civis, o impacto seria de R$ 6,9 bilhões”, afirmou.

De acordo com Colnago, caso o presidente concorde com a prorrogação, a proposição deve ser enviada ao Legislativo antes do projeto do Orçamento de 2019, conhecido como Lei Orçamentária Anual (LOA 2019). Conforme a legislação, o governo precisa enviar até 31 de agosto a peça orçamentária para o ano seguinte.

“A medida, se for encaminhada, abre espaço para melhorar o Orçamento próximo governo de [despesas] discricionárias. Então, efetivamente, é importante ser encaminhada antes do PLOA”, disse.

Colnago explicou que a Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) para o ano que vem foi aprovada na semana passada pelos parlamentares sem o dispositivo que proibia novos reajustes salariais do funcionalismo público, mas a equipe econômica ainda vai se debruçar sobre o texto para decidir se recomendará ou não veto presidencial.
Fonte: Agência Brasil,


Governo já torrou R$ 320 milhões em viagens

 Servidores federais voam à vontade por conta do governo

O governo federal gastou R$ 320,3 milhões do orçamento em passagens, hospedagens e diárias de servidores, apenas no primeiro semestre de 2018. Desse total, o governo esconde R$49,3 milhões sob a velha desculpa de “garantia da segurança da sociedade e do Estado” e não revela os destinos dessas viagens. Os principais destinos das viagens (a serviço) são Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Maior gastador, o Ministério da Educação já torrou R$ 69,2 milhões em viagens a serviço, apesar da alegada falta de investimento no setor.

Cerca de 15% dos gastos foram para mandar servidores ao exterior. Ao todo, foram R$ 48,5 milhões gastos em passagens internacionais.

Apenas nove, dos 1,17 milhão de servidores públicos na folha de pagamentos, já nos custaram R$ 1 milhão com viagens a serviço.

Diariodopoder.com.br

 


Pertence tentou a defesa técnica de Lula, mas o PT queria defesa panfletária

Jurista não sabia que o PT-SP quer Lula preso para se sobrepor a ele
Redação
Redação
22/07/2018 às 00:01 | Atualizado às 22:55 Facebook Twitter Google Linkedin

Ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Sepúlveda Pertence. Foto: EBC


Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence entrou numa fria ao juntar-se à defesa do ex-presidente Lula, achando que a prioridade era livrá-lo da cadeia. E se viu desautorizado ao pedir prisão domiciliar para o corrupto condenado. Jurista brilhante, percebeu o equívoco da defesa baseada em petições-panfleto do PT de São Paulo, na estratégia de vitimização que se revelou catastrófica no Judiciário. Tentou adotar teses jurídicas, mais técnicas, e se deu mal. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O jurista técnico não notou que a questão, companheiro, era política. Incluindo a briga de foice interna, no PT, para a sobrevivência eleitoral.

O PT-SP, que banca a defesa panfletária, precisa de Lula preso para se sobrepor a ele. Ali, odeia-se a ideia de que Lula é maior que o PT.

Generoso, Pertence esqueceu o histórico de desfeitas de Lula, como quando “esqueceu” que o convidou a ser vice, e abraçou sua defesa.

Sepúlveda Pertence atuou para Lula pro-bono, sem remuneração. Foi atropelado pela vaidade e no despreparo dos garotões panfletários.

Diariodopoder.com.br

 


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